Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Filmes, feira, oficinas, debates e até concurso de oratória na Semana do Japão

    Filmes, feira, oficinas, debates e até concurso de oratória na Semana do Japão

    Cinema, gastronomia, língua, pesquisa e tradições japonesas estarão reunidos em Porto Alegre durante a 3ª Semana do Japão. A programação ocupa espaços da UFRGS entre os dias 5 e 17 de outubro e faz parte das celebrações dos 70 anos da Imigração Japonesa no Rio Grande do Sul.

    O cinema abre a programação. Até 16 de outubro, a Sala Redenção apresenta a mostra “Crônicas e imaginações do Japão”, com oito longas-metragens contemporâneos japoneses. As sessões ocorrem de segunda a sexta-feira, às 16h e às 19h.

    Na tela, diferentes retratos do Japão contemporâneo. Os filmes percorrem histórias sobre relações familiares, encontros inesperados e aspectos da cultura japonesa, oferecendo ao público uma oportunidade de conhecer o país para além de suas imagens mais tradicionais.

    A programação segue no dia 16 de outubro, quando o Centro Cultural da UFRGS recebe, das 14h às 18h, o primeiro dia do XIII Encontro com o Japão. Pesquisadores apresentam trabalhos científicos relacionados à imigração, à língua e à cultura japonesa.

    Um sábado para vivenciar o Japão

    O ponto alto da programação ocorre no sábado, 17 de outubro, com a JAPAN FEST!. Das 9h às 17h30, o Centro Cultural da UFRGS se transforma em um espaço de encontro com diferentes expressões da cultura nipônica.

    Durante todo o dia, o público poderá circular por uma feira japonesa, participar de oficinas culturais e acompanhar atividades acadêmicas e gastronômicas. A programação inclui ainda o segundo dia do XIII Encontro com o Japão.

    A culinária, uma das principais portas de entrada para a cultura japonesa no Brasil, também ganha espaço especial com o seminário “Vamos falar sobre comida japonesa?”.

    Outra atração é o 40º Concurso Regional de Oratória em Língua Japonesa, que coloca em evidência o estudo e a preservação do idioma e chega à sua 40ª edição.

    Algumas atividades necessitam de inscrição prévia. As informações sobre inscrições, horários e a programação completa podem ser consultadas no Instagram do Escritório Consular do Japão em Porto Alegre, @escritoriojapao_poa.

    A 3ª Semana do Japão em Porto Alegre é realizada pelo Escritório Consular do Japão em Porto Alegre e pela Associação da Cultura Japonesa de Porto Alegre, com apoio do Centro Cultural da UFRGS, Hikari Empório Oriental, Kikkoman, JICA e ASBBJ.

    Mais do que apresentar manifestações da cultura japonesa, a programação marca um ano simbólico para a comunidade nipo-gaúcha: os 70 anos da Imigração Japonesa no Rio Grande do Sul, celebrando uma trajetória de integração e de intercâmbio cultural construída ao longo de sete décadas.

    SERVIÇO

    3ª Semana do Japão em Porto Alegre

    Mostra “Crônicas e imaginações do Japão”
    5 a 16 de outubro, de segunda a sexta-feira
    Sessões: 16h e 19h
    Local: Sala Redenção
    Oito longas-metragens contemporâneos japoneses

    XIII Encontro com o Japão – 1º dia
    16 de outubro, das 14h às 18h
    Local: Centro Cultural da UFRGS

    JAPAN FEST!
    17 de outubro, das 9h às 17h30
    Feira japonesa, oficinas culturais, XIII Encontro com o Japão, seminário “Vamos falar sobre comida japonesa?” e 40º Concurso Regional de Oratória em Língua Japonesa.

    Local: Centro Cultural da UFRGS
    Acesso: Av. Sarmento Leite, 426 – Farroupilha – Porto Alegre

    Inscrições e programação: @escritoriojapao_poa

  • Arte, Política e Democracia: livro convida a reflexões sobre o futuro do país

    Arte, Política e Democracia: livro convida a reflexões sobre o futuro do país

    Coletânea reúne pesquisadores de diferentes estados e aproxima teatro, dança, artes visuais, memória e participação política

    Em um claro convite à reflexão coletiva sobre o futuro do país, às vésperas das eleições, o livro Arte, Política e Democracia: reflexões sobre artes visuais, teatro e dança, será lançado em Porto Alegre no dia 30 de setembro, das 19h às 21h, na Fundação Ecarta, dentro da programação do projeto Ecarta Anfitriã.

    Organizado por Daniela Kern, Rosane Vargas e Cristiano Goldschmidt, o livro reúne 19 artigos produzidos por pesquisadores de diferentes regiões do país. O resultado é uma coletânea de ampla abrangência temática, que percorre a história da arte, o teatro, a dança, o carnaval, a performance, a cultura afro-brasileira, questões de gênero, as políticas culturais e os movimentos sociais para discutir um mesmo problema: de que maneira a produção artística participa das disputas de memória, representação e poder que atravessam a democracia brasileira.

    A origem do projeto está ligada a outra publicação organizada por Goldschmidt. Depois de lançar Diálogos com Paulo Freire para entender e mudar o mundo: 100 anos de um educador (Editora Diálogo Freiriano, 2022), coorganizado com Liana Borges, com a parceria de Nita Freire, viúva do educador, Goldschmidt afirma ter percebido que precisava se dedicar a uma obra voltada às relações entre arte, política e democracia. O livro anterior homenageou o centenário de nascimento de Paulo Freire, reconhecido como Patrono da Educação Brasileira.

    “Pensei que precisava me dedicar a organizar uma obra sobre ‘Arte, Política e Democracia’, desta vez um livro que trouxesse reflexões sobre o momento político que então vivíamos, com ataques às artes e à cultura em geral”, relata Goldschmidt.

    Naquele momento, ele procurou Rosane Vargas e propôs uma parceria na organização. Rosane sugeriu o nome de sua orientadora de doutorado, Daniela Kern, para integrar a empreitada. Desde o início, segundo Goldschmidt, a ideia era lançar um edital público para a submissão de artigos, de modo a reunir contribuições de pesquisadores das artes de muitos estados da federação. O projeto foi iniciado no primeiro semestre de 2022 e se desenvolveu em meio à pandemia, à crise política e ao agravamento dos ataques às instituições democráticas.

    A proposta resultou em uma publicação que não se restringe à análise de obras consagradas ou de episódios recentes. Os artigos também recuperam experiências históricas pouco conhecidas, acompanham trajetórias coletivas e mostram como diferentes linguagens artísticas produziram formas de resistência em contextos autoritários.

    Um teatro que transforma a conjuntura em cena

    Entre os textos em destaque está “Crônica de uma performance em Teatro”, de Marcelo Ádams. O artigo parte da experiência do ator no espetáculo O inverno do nosso descontentamento, Nosso Ricardo III, uma criação baseada em Shakespeare e realizada com a atriz Margarida Peixoto e o diretor Luciano Alabarse, da Cia Teatro ao Quadrado.

    Em vez de apresentar apenas uma análise externa da montagem, Ádams escreve a partir do próprio processo de criação e descreve a organização da performance em cenas. O espetáculo alterna a presença do personagem Ricardo com a do ator Marcelo, explorando as fronteiras entre representação e depoimento, personagem e intérprete, passado histórico e conjuntura brasileira.

    O artigo acompanha recursos de encenação como a composição física do protagonista, a construção de um corpo marcado por escoliose, a presença de máscaras, os jogos com a quarta parede e o uso de referências a Frankenstein, White Heat e King Kong. A montagem também incorpora elementos de Beckett, Shakespeare, Brecht e da tradição do teatro épico.

    Um dos momentos mais diretamente relacionados à política brasileira é a cena do discurso. Com duração superior a 23 minutos e cerca de 3,7 mil palavras, ela reproduz a velocidade e determinados padrões de fala associados ao discurso político contemporâneo, com destaque aos discursos de ódio proferidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A imitação não funciona como simples caricatura. O procedimento revela como a linguagem pública pode combinar apelo religioso, violência, autoritarismo e teatralidade.

    O texto de Ádams interessa ao conjunto do livro porque mostra a política dentro do próprio mecanismo da cena. Não se trata apenas de abordar um tema político, mas de compreender como ritmo, corpo, voz, figurino, paródia e presença do ator produzem uma leitura crítica do poder.

    O artista como empreendedor de si mesmo

    Outro artigo é “Neoliberalismo e arte contemporânea”, de Lucas Dilacerda. O autor examina a transformação da figura do artista em um trabalhador que precisa administrar a própria imagem, divulgar permanentemente sua produção e converter sua presença em valor.

    A análise passa pelas ideias de Arthur Danto sobre os regimes ontológicos da arte e pelo conceito de “artista-etc.”, associado a Ricardo Basbaum. Dilacerda observa que o artista contemporâneo é frequentemente levado a acumular funções: produtor, curador, gestor, comunicador, empreendedor e “blogueiro de si”.

    O texto identifica três efeitos do neoliberalismo no campo artístico: a exigência de formalização do trabalhador como microempreendedor individual, a ampliação indefinida das tarefas reunidas na expressão “artista-etc.” e a necessidade de transformar a autopromoção em parte permanente do trabalho. A crítica não recai sobre o uso de redes sociais ou sobre a autonomia profissional em si, mas sobre a transformação da visibilidade em obrigação econômica.

    Ao tratar a arte e o artista como invenções históricas, o artigo questiona a ideia de que exista uma essência fixa da produção artística. O que se entende por arte muda conforme as instituições, as relações econômicas e as disputas sociais. A democracia, nesse contexto, também depende das condições concretas de trabalho, financiamento, circulação e reconhecimento dos produtores culturais.

    Quando a destruição vira mercadoria

    A crítica ao mercado e à tecnologia aparece de forma radical em “A obra de arte na era de sua destrutibilidade técnica”, de Yuri Flores Machado. O artigo analisa o projeto The Burned Picasso, no qual um desenho de Pablo Picasso, Fumeur V, de 1964, foi adquirido, queimado e associado a um NFT (non-fungible token), um registro digital em blockchain que passou a representar a obra destruída.

    O episódio é colocado em diálogo com Walter Benjamin, especialmente com as discussões sobre aura, reprodução técnica e sobrevivência da obra. O texto pergunta o que acontece quando a destruição física deixa de significar desaparecimento e passa a funcionar como estratégia de valorização financeira.

    Para Machado, a operação expõe a relação entre especulação, exclusão cultural e fetichização tecnológica. A promessa de uma arte imaterial e acessível por meio da blockchain não elimina as desigualdades do sistema artístico. Ao contrário, pode criar novos espaços de privilégio, nos quais a experiência da obra é substituída pelo acesso restrito ao ativo e à narrativa de sua valorização.

    O artigo também questiona o mito da neutralidade tecnológica e aproxima a queima do desenho de Picasso de outras formas históricas de destruição de imagens, livros e patrimônios. A discussão amplia o alcance do livro ao mostrar que a relação entre arte e política passa, atualmente, também pelos regimes digitais de propriedade, circulação e visibilidade.

    Arquivos, masculinidades e memória colonial

    A coletânea apresenta ainda o estudo de Ramsés Albertoni Barbosa sobre a artista chilena Voluspa Jarpa. O texto investiga obras que reorganizam documentos desclassificados sobre as ditaduras sul-americanas e a Operação Condor. Em instalações como Declassified, secret and confidential: outgoing message e L’Effet Charcot, o arquivo aparece como material físico, fragmentado e incompleto.

    Barbosa aproxima os documentos de questões relacionadas ao trauma, à histeria e à memória histórica. A obra de Jarpa não apenas expõe informações antes mantidas em segredo. Ela também torna sensível o modo como a violência política continua inscrita no corpo dos arquivos, nas lacunas e nos apagamentos.

    Na parte dedicada à dança, Luciano Correa Tavares e Suzane Weber da Silva discutem as experiências afrodiaspóricas de homens negros e suas masculinidades. O artigo aborda as relações entre corpo, raça, gênero e poder, além das condições econômicas precárias que caracterizam o trabalho na dança.

    Os autores mobilizam conceitos de capital corporal, social e cultural para analisar a trajetória de dançarinos negros, entre eles Rui Moreira, Luiz de Abreu e Rubens Oliveira. O texto também recupera a importância de Rubens Barbot, criador de uma companhia brasileira voltada à cultura negra, e discute o conceito de danças negras formulado por Patrick Acogny.

    A questão central é saber como corpos negros são enquadrados, reconhecidos e valorizados no campo da dança. Ao mesmo tempo em que esses artistas enfrentam padrões raciais e estéticos dominantes, produzem outras noções de pertencimento, masculinidade e presença cênica.

    Uma chamada pública para ampliar o debate

    O livro inclui também artigos sobre a atuação do Bando de Teatro Olodum, os trabalhos de Gê Viana, as experiências de história oral e performance de Andrea Paula dos Santos Oliveira Kamensky, as pesquisas de Frederico Duarte Bartz sobre imagens e socialismo no movimento operário do Rio Grande do Sul e o Clube de Gravura de Bagé, estudado por Andréia Carolina Duarte Duprat.

    A diversidade de temas corresponde à escolha editorial de abrir a publicação à participação de pesquisadores de várias partes do Brasil. O edital público permitiu que a coletânea não ficasse limitada a um único centro acadêmico ou a uma perspectiva regional. Essa abrangência aparece tanto na variedade dos objetos quanto nas diferentes formas de pesquisa, que incluem análise de espetáculos, história da arte, estudo de arquivos, entrevistas, história oral, leitura de imagens e acompanhamento de práticas coletivas.

    O resultado é uma obra que trata a democracia como uma experiência disputada no cotidiano. Ela está nos palcos, nos desfiles de Carnaval, nos jornais operários, nos museus, nos monumentos, nos arquivos, nas instituições de ensino e nas condições de trabalho dos artistas.

    Em período eleitoral, o lançamento de Arte, Política e Democracia recoloca a cultura no centro do debate público. A publicação mostra que as artes não apenas refletem crises políticas. Elas também produzem documentos, questionam versões oficiais, abrem espaços de participação e constroem imagens capazes de alterar o modo como uma sociedade reconhece seus conflitos.

    Serviço

    Lançamento: Arte, Política e Democracia: reflexões sobre artes visuais, teatro e dança
    Data: 30 de setembro de 2026
    Horário: das 19h às 21h
    Local: Fundação Ecarta, Porto Alegre
    Programação: projeto Ecarta Anfitriã
    Organização: Cristiano Goldschmidt, Rosane Vargas e Daniela Kern
    Editora: Panorama Crítico
    ISBN: 978-65-89388-03-6

  • Verissimo em São Paulo: “O mundo fabuloso do mestre do humor”

    Verissimo em São Paulo: “O mundo fabuloso do mestre do humor”

    A partir de 24 de setembro, um lado pouco conhecido de Luis Fernando Verissimo estará exposto no Centro Cultural Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) na exposição “Traçando Verissimo – O mundo fabuloso do mestre do humor”

    São 300 peças entre charges, tiras, desenhos, ilustrações e fotos de família e objetos do escritor, jornalista, humorista, desenhista e músico que completaria 90 anos neste 26 de setembro de 2026. Veríssimo morreu em 30 de agosto do ano passado.

    “A gente tem de sair de lá rindo um pouco da nossa vida, da estranha vida que a gente leva. Acho que vamos sair com a alma leve, nutrida por reflexões profundas e, ao mesmo tempo, leves, engraçadas”, declarou a curadora Isa Pessoa.

    Local: Centro Cultural FIESP (Avenida Paulista, 1.313 — São Paulo, em frente à estação Trianon-Masp)

    • Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h
    • Entrada: Gratuita (sem necessidade de reserva de ingressos) [1]
  • Enio Squeff : a saga paulista num mural de 120 metros quadrados

    Enio Squeff : a saga paulista num mural de 120 metros quadrados

    “De Saulo de Tarso a São Paulo”, alegoria sobre a formação da cidade de São Paulo, é um mural de 120 metros quadrados pintado pelo artista plásico Enio Squeff.

    A obra,  criada em 2004 para os 450 anos da cidade, foi reconstituída agora na entrada da Escola de Artes e Ciências Humanas, da USP-Leste. A restauraçao foi concluída nesta sexta-feira, 4/9.

    Aos 83 anos, o autor encarou os andaimes para reparar partes da obra que se haviam deteriorado e acrescentou novos elementos à pintura, feita em tinta acrílica sobre compensado marítimo.

    Na versão original, numa inserção simbólica dos moradores à história da cidade, mais de 100 corpos nus foram “impressos” na base do mural, que tem seis metros de altura. Mais 30 voluntários foram acrescentados agora. Os corpos nus, cobertos de tinta e impressos na tela, de costas, dão a impressão de que as pessoas estão entrando na cena.

    A composição faz um amplo percurso visual por diferentes culturas, tradições e períodos históricos, tendo como fio condutor a figura de Saulo de Tarso e a ideia de universalidade associada à missão do apóstolo Paulo.

    De templos e arquiteturas de diferentes épocas — do Egito e da Grécia – às tradições cristã ortodoxa e muçulmana, passando pelo gótico e pelo neoclássico até chegar à capela jesuítica de 1554 — o conjunto compõe um inventário simbólico da diversidade de culturas e civilizações que atravessam o tempo e chegam à São Paulo de hoje.

    Saulo de Tarso, que ficou como Paulo e chamado de “Apóstolo dos Gentios”, tornou-se uma figura fundamental para a expansão do cristianismo para além de suas origens judaicas. É essa dimensão de abertura a diferentes povos, associada à ideia de universalidade, que constitui uma das chaves para a leitura do painel e estabelece uma relação simbólica entre Paulo e a cidade que leva seu nome.

    Parte do projeto original, um grande vitral com a figura de São Paulo está instalado desde 2019 no saguão dos Auditórios da EACH. Com a chegada do painel, as duas partes voltam a compor um único conjunto.

    Embora dialogue com referências da tradição cristã e de outras culturas, a obra não possui caráter religioso. Segundo Enio Squeff, o mural foi conceibo como “uma obra aberta, que reune diferentes referências históricas, culturais e humanas”.

    Ênio Arizio Squeff é gaúcho, nascido em Nova Prata, se criou em Porto Alegre, onde estudou jornalismo e música. No final dos anos 1960, mudou-se para São Paulo, onde integrou a equipe que criou a revista Veja, em 1968. Trabalhou em O Estado de São Paulo, onde foi editor e crítico de música e na Folha de São Paulo, como crítico e chargista. Há 30 anos, decidiu dedicar-se às artes plásticas e, desde então, trabalha em tempo integral como pintor e escultor em seu atelier na Vila Madalena.

  • Casa Ramil: a transição geracional de uma família musical

    Casa Ramil: a transição geracional de uma família musical

    A Casa Ramil, espetáculo musical que vem se apresentando em cidades brasileiras, é um caso raro de sucesso de crítica e de público. No último fim de semana de agosto, lotou por duas noites seguidas os 900 lugares do Teatro Ademir Rosa em Floripa.

    São sete figuras no palco, seis homens e uma mulher, vários instrumentos se alternando nas mãos de pais, filhos, tios e sobrinhos, uns compositores, todos cantores unidos pelo sobrenome Ramil. Uma caixinha de música reciclável cujos integrantes moram em cidades distantes (Rio, Pelotas, Porto Alegre e Macapá), onde estão sempre prontos e dispostos a se juntar para mais um show.

    A reinvenção dos Ramil não acontece só no palco. Nos bastidores também atua um grupo de mulheres portadoras da mesma genética. Com Branca no comando, Karina, Isabel e Khris dão o chamado suporte artístico ao grupo musicista made in Laranjal Beach em 2018.

    Recordemos: no início, há mais 50 anos, os dois mais velhos da irmandade montaram um grupo chamado Almondegas, que deu à luz a dupla Kleiton e Kledir, estrelas da música popular que subiram de Pelotas ao Rio com trilhas de novelas da Globo. Solito no pampa, com os ouvidos abertos para a música da fronteira, ascendeu o caçula Vitor com uma série de canções de raro lirismo.  

    Quarenta anos depois, os Ramil vivem uma transição geracional. Os veteranos KK+V passam a bola para Ian, Thiago, Gutcha e João. Além de mesclar hits antigos como Vira Virou (de Kleiton) a canções recentes como Artigo 5º (de Ian), o ajuntamento artístico-familiar enriqueceu as apresentações com conversas, lembranças, comentários e citações nos intervalos entre as canções. Tanto para o público como para os artistas, é um achado que propicia distensão e intimidade.  

    Nessas pausas relaxadas, os mais novos jogam conféti nos mais velhos (suas “referências”), que lançam farpas e lantejoulas entre si. É tudo tão natural que nem parece ser combinado. Segundo Vitor, “a gente se diverte enquanto vai mostrando nosso trabalho”. São momentos em que se misturam emoção e bom humor, sem lágrimas nem baixarias, como nas boas casa do ramo. Tudo leve, lindo e solto com deve ter sido em outras casas mais antigas de famílias musicais (Caymmi, Gil e Velloso).

    Eles falam da casa de veraneio na praia do Laranjal, na Lagoa dos Patos, em Pelotas, ponto de encontro familiar nos finais de ano. A casa foi construída pelo imigrante uruguaio Miguel Ramil, cuja sensibilidade como marceneiro transparece no vitral mostrado na abertura do show – é tipo um logo familiar. Num painel no fundo do palco, aparecem folhas e galhos do salso chorão do jardim, imagem fotográfica também usada em show solo de Vitor Ramil. Em alguns momentos, um áudio passeia trechos de cantorias caseiras da matriarca Dalva (1926-2024), a antena musical da família a quem os filhos e netos quiseram homenagear neste espetáculo ao mesmo tempo singelo e grandioso.  

    Sem dúvida, a mescla de gerações veio em boa hora. A ascensão dos jovens está permitindo que, na alternância dos versos e das vozes, os veteranos possam descansar as cordas vocais calejadas após tantos anos de estrada. Ainda assim, o vocal coletivo é tão intenso que a Casa Ramil poderia reduzir o volume da engenharia de som, aparentemente desnecessária nos solos da gurizada.Sem desfazer da potência do macharedo que a cerca, postada no fundo do palco, Gutcha Ramil é uma revelação: toca flauta e rabeca em algumas canções, mas seu forte é a percussão, do pandeiro ao bombo leguero. E a voz, um brado de fera. Segundo o líder Kleiton, a sobrinha (filha da mana Kátia e irmã de Thiago Ramil) está madura para gravar um trabalho solo. “Merece”, como se diz em Pelotas. (Geraldo Hasse)

  • 5ª Expo Mob reúne imagens de 63 fotógrafos em Porto Alegre

    5ª Expo Mob reúne imagens de 63 fotógrafos em Porto Alegre

    Em sua 5ª edição, a Expo Mob reúne os trabalhos de 63 fotógrafos, provenientes de 19 cidades do Brasil e também do exterior, revelando a diversidade de olhares, histórias e linguagens que a fotografia produzida por dispositivos móveis é capaz de alcançar. São diferentes territórios, experiências e sensibilidades reunidos em uma única exposição, mostrando como a tecnologia ampliou as possibilidades de criação e aproximou novos artistas da arte fotográfica. 

    Expo Mob, foto de Nario Barbosa.

    A abertura da exposição a céu aberto foi realizada no sábado, 22 de agosto, no Píer da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) e a visitação segue diariamente, ao longo de 24h, até o dia 31 de outubro.

    Sediada na Galeria Escadaria, que foi criada no Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros e migrou para outro cenário emblemático de Porto Alegre, a Orla do Guaíba, a “Expo Mob” é formada por 20 grandes painéis, especialmente concebidos para exposições de arte em espaços públicos. 

    Expo Mob, foto de Paulo Guerra.

    O objetivo é aproximar a fotografia do cotidiano da cidade, levando a produção artística para um espaço de circulação, convivência e encontro com o público. A curadoria e coordenação é do fotógrafo, designer visual e produtor cultural Marcos Monteiro, com uma trajetória dedicada à criação, à curadoria e à democratização do acesso à arte em espaços abertos.

    Expo Mob, foto de Camila Medeiros.

    A “Expo Mob” não pretende discutir o smartphone como tecnologia, mas reconhecer aquilo que ele tornou possível: o surgimento de uma nova e ampla geração de artistas e de novas formas de expressão visual. Ao colocar uma ferramenta de criação nas mãos de bilhões de pessoas, a tecnologia abriu espaço para que diferentes olhares, experiências, histórias e sensibilidades encontrassem na fotografia uma forma de expressão artística. Pessoas que talvez nunca tivessem acesso a equipamentos fotográficos tradicionais passaram a criar, experimentar e desenvolver suas próprias linguagens.

    Expo Mob, foto de Paulo Paim.

    Essa transformação ampliou o território da arte. Novos autores surgiram, novos olhares ganharam visibilidade e a fotografia passou a incorporar uma diversidade ainda maior de experiências e narrativas. O que importa, portanto, não é o equipamento utilizado para produzir uma imagem, mas o olhar de quem cria e a potência da imagem que resulta desse olhar. A “Expo Mob” nasce desse movimento e busca dar visibilidade a essa produção, reconhecendo a fotografia móvel como um campo legítimo da criação artística contemporânea. “Mais do que uma exposição de fotografias feitas com celulares, a mostra celebra os artistas, seus olhares e a democratização da possibilidade de criar arte”, afirma o curador, Marcos Monteiro.

    Expo Mob, foto de Jerônimo Sanz.

    PARTICIPANTES:

    Ale Bruny, Alice Alvarez, Andrea Barros, Andre Schuett, Angela von Mühlen, Bia Donelli, Camila de Medeiros, Cerise Gomes, Claudia Bento  Alves, Claudia Brandão, Clara Koury, Cynthia Feyh Jappur, Daniel Fontana, Daniel Mesquita, Fernanda Carvalho, Fernando Kluwe  Dias, Fernando Kokubum, Gustavo Vara, Hairton Cezar, Heloiza Averbck, Henri Rupp, Ismael Holanda, Jaque  Borba, Jerônimo Sanz, Joceliene Chies, Jorge Neuman, Kathy Esposito, Leandro Bezerra, Lidiane Nepomuceno Macêdo, Luiza Viegas, Magnum Koury, Manoel Nunes, Marcelo Grivot, Margare Abreu, Maria do Carmo Both, Maria João Vale, Maria Sallet, Márcio Pinto, Mario Carvalho, Nádia Maria Weber Santos, Najara Silva, Nário Barbosa, Neca Lahm, Nely Alves, Paulo Filandro, Paulo Guerra, Paulo Paim, Carlos Sadao, Sandra Carrilo, Silvana Bittencourt, Silvia Pozza, Sonia Amorim, Sonia Rovisnk, Stheve Balbinotti, Tacila Torres, Tercles, Vanesa Castro, Victor Ghiorzi, Vilma Blondet, William Omar Perez Clavi e Zulaine Santos

    Expo Mob, foto de Vilma Blonded.

    Serviço:

    Abertura: 22 de agosto (sábado) de 2026, a partir das 16h.

    Local: Pier da Usina do Gasômetro (av. João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre

    Encerramento: 31 de de outubro de 2026.

    Visitação: Diária, ao longo de 24h.

    Entrada franca.

  • Charge Mestra: meio século de criação de Vasques, Santiago e Schröder

    Charge Mestra: meio século de criação de Vasques, Santiago e Schröder

    Charge Mestra é mais do que uma exposição que reúne a obra de três grandes artistas gaúchos: Edgar Vasques, Santiago e Schröder, que abre nesta quinta-feira, no Centro Histórico-Cultural Santa Casa, às 18 horas.

    Além de apresentar um conjunto de desenhos, traz publicações e documentos sobre o processo de criação dos artistas, organizados e selecionados ao longo de cinco décadas de produção.

    A proposta dos curadores Margarete Moraes e André Venzon é apresentar uma mostra inédita, com reflexão crítica e bem-humorada sobre a realidade histórica e contemporânea, evidenciando a força e a relevância das charges como linguagem e pensamento.

    A exposição fica em cartaz até 27 de setembro, na Sala de Múltiplos Usos I do CHC Santa Casa, em Porto Alegre, de segunda a sábado, das 8h às 18h30, com entrada franca.

  • Galeria Duque celebra “Misturas” com a arte de Cava e Anaurelino Barros

    Galeria Duque celebra “Misturas” com a arte de Cava e Anaurelino Barros

    Mais de cinco décadas de criações de alguns dos grandes nomes da arte produzida no Rio Grande do Sul se encontram e inspiram uma exposição inédita na Galeria Duque.

    Cava, mestre de diversas gerações de artistas gaúchos, leva para a galeria sua exposição “Rastros do Eu”. Já Anaurelino Corrêa de Barros Neto apresenta obras que levantam um questionamento: “Cartas para o Futuro (Teremos futuro?)”.

    A mescla de obras e materiais dos dois artistas inspira a exposição “Misturas”, com produções selecionadas entre o vasto e prestigiado acervo da Galeria Duque pela curadora Daisy Viola.

    O vernissage será realizado neste sábado, 22 de agosto, das 14h às 16h30, na Galeria Duque. A exposição fica no espaço até o dia 30 de outubro.

    Rastro do Eu

    Will Cava. Reprodução

    Cava é o nome artístico de Wilson Cavalcanti (nascido em Pelotas, 1950), um renomado pintor, desenhista e um dos gravuristas mais conceituados do Sul do Brasil. Ele também atuou como instrutor no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre por muitos anos e foi homenageado no curta-documental Cava.

    Na Galeria Duque, ele apresenta a exposição “Rastros do Eu”. “São pinturas, colagens, assemblagens, tudo ao mesmo tempo, com materiais inusitados, aquilo que está à mão, disponível – madeira, terras, tintas, tecidos, papéis…”, descreve a curadora Daisy Viola. “A expressividade e a força dos trabalhos de Cava têm muito da mistura de narrativas que cruzam realidade com imaginação. Pontos de partidas reais geram uma continuidade imaginária, quase onírica. Assim o universo-fantasia-realidade um tanto biográfica do Cava torna possível que, de alguma maneira, recriemos o nosso próprio mundo de faz de conta ou encontremos pontos de intersecção entre a nossa história e a dele”, observa Daisy.

    Cartas para o futuro (Teremos futuro?)

    Anaurelino Corrêa. Reprodução

    Anaurelino Corrêa de Barros Neto leva para a Galeria Duque suas cartas para o futuro. Comemorando 40 anos de carreira artística, ele já realizou dezenas de exposições coletivas e individuais no Brasil, recebendo cinco prêmios de arte no Estado. Formado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes nas décadas de 70/80, concomitantemente com Arquitetura pela Unisinos, recentemente cursou Pós-graduação em Práticas Curatoriais também na UFRGS, sendo responsável pela curadoria de 26 exposições no Estado.

    Anaurelino Corrêa. Reprodução

    Desde os anos 80, pesquisa sobre mitos, rituais, arquétipos, pinturas rupestres e corporais dos povos originários e sua relação com as florestas. Seus trabalhos de desenho, pintura e escultura são também uma denúncia sobre o genocídio dos povos indígenas e a devastação das florestas do Brasil e servem como defesa da demarcação de terras.

    Misturas

    Simultaneamente às produções de Cava e Anaurelino, a Galeria Duque apresenta a exposição “Misturas”, com obras do acervo.

    Di Cavalcanti. Reprodução

    “A exposição foi inspirada nos nossos convidados deste momento, os artistas Cava e Anaurelino Barros, cujos trabalhos contêm este espírito de trazer materiais não convencionais, que resultam em força e expressividade”, revela Daisy. “A liberdade na arte contemporânea permite e incentiva também a mistura de linguagens. As fronteiras entre elas desaparecem, então temos pintura com desenho, com colagem, com objetos. Fazer arte é fazer misturas. Artistas misturam tintas, linhas, gestos, matérias diferentes. Poetas misturam palavras, e músicos misturam sons. Misturamos ideias e tempos. Misturamos vidas, a do artista com a do espectador”, resume a curadora.

    Dessa mistura, surgem nomes que são verdadeiros ícones da arte, como Cândido Portinari, Athos Bulcão, Burle Marx, Iberê Camargo, Júlio Plaza, Claudio Tozzi, Fúlvio Pennacchi, Carlos Paez Vilaró, Anita Malfatti, Danúbio Gonçalves, Maria Tomaselli, Maria Lídia Magliani, Di Cavalcanti, Cícero Dias, Leon Ferrari, Vicente do Rego Monteiro, Pablo Picasso, Aldo Locatelli, Carlos Scliar, Takashi Fukushima, entre muitos outros.

    A Galeria Duque também presta uma homenagem ao grande artista gaúcho Paulo Porcella, que faleceu em julho, aos 90 anos. “Nessa exposição, dedicamos uma parede especial a obras do artista Paulo Porcella para celebrar a vida e a memória desse mestre incomparável”, destaca Daisy Viola.

    Paulo Porcella. Reprodução

    Exposição “Misturas” – Acervo
    Exposição “Rastros do Eu” – Cava
    Exposição “Cartas para o Futuro (Teremos futuro?)” – Anaurelino Barros

    Galeria Duque
    Endereço: 
    Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage:
    sábado, 22 de agosto, das 14h às 16h30

    Período da exposição: de 22 de agosto a 30 de outubro

    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

  • Roteiro imperdível nas Missões: a arte Guarani Mbya no Museu Antropológico

    Roteiro imperdível nas Missões: a arte Guarani Mbya no Museu Antropológico

    Abre nesta quarta (19/8) a exposição “Mbya Rembiapo – Arte Guarani Mbya” no Museu das Missões, em São Miguel das Missões (RS). O projeto tem curadoria colaborativa e enfoca na arte e na cultura Guarani do Rio Grande do Sul.

    A mostra permanece aberta para visitação até o dia 30 de novembro, com entrada gratuita.

    Com trabalhos de seis curadores Mbya de diferentes Tekoás (aldeias), a exposição apresenta um conjunto de esculturas em madeira, cestarias e instrumentos musicais e de caça, que compõem e expressam parte da visão de mundo Guarani.

    Também integram a mostra fotografias, mapas e textos em versão bilíngue em guarani e português, que comunicam os significados atribuídos pelos Mbya e os contextos de sua produção e do território socioambiental das matérias-primas de que dependem para os reproduzir.

    Desde sua concepção, o projeto contou com oficinas de curadoria de professores e artistas indígenas, incluindo um circuito de visitas a museus. Houve ainda a participação dos curadores como palestrantes de mesas redondas no evento “Os Mbya Guarani e o Museu: diálogos sobre artesanato e patrimônio”, ocorrido em abril, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Fabico/UFRGS). Esse conjunto de ações foram preparatórias para a maturação da exposição que agora abre à visitação pública.

    Curadores

    Os curadores do projeto estarão presentes na inauguração da exposição. São eles: Karai Mirim (Laércio Gomes), Karai Nhe’ery (Isabelino Aguirre), Kerexu Rete (Fermina Campos), Para Ixapy (Patrícia Ferreira), Para Rete (Elsa Chamorro Benites) e Ywa Mirim (Patrícia Souza).

    A partir de dezembro, a mostra estará disponível para itinerar em outros municípios. Para fazer o agendamento, as instituições interessadas devem entrar em contato pelo e-mail musa@sedac.rs.gov.br.

    Serviço:
    Inauguração da exposição “Mbya Rembiapo – Arte Guarani Mbya”
    Quando: 19/8, às 16h
    Onde: Museu das Missões (Rua São Luís, s/n – Sítio Arqueológico de São Miguel das Missões)
    Entrada gratuita

    (Informações da Assessoria de Imprensa)

  • Patrimônio Cultural: dois dias de atividades gratuitas para adultos e crianças na Casa Mário Quintana

    Patrimônio Cultural: dois dias de atividades gratuitas para adultos e crianças na Casa Mário Quintana

    Uma programação de atividades culturais e educativas gratuitas marcam o Dia Estadual do Patrimônio Cultural, nos dias 15 e 16 de agosto, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre. 

    A programação de sábado (15/8) começa às 10h: no 5º andar, o “Clube do Desenho”, do Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), conduz uma atividade de observação dedicada à arquitetura do Centro Histórico de Porto Alegre.  

    À tarde, às 14h, a Biblioteca Erico Verissimo organiza o painel “Entre ruínas e memórias”, que apresenta o processo de recuperação da documentação do Museu Estadual do Carvão, de Arroio dos Ratos/RS, danificada pela enchente de 2024.

    A atividade inclui apresentação com o professor Jorge Vivar (UFRGS) e com a conservadora Kathia Berwanger, além de uma visita ao laboratório montado na CCMQ para o restauro de 650 caixas de documentos.  

    Para as crianças, as atrações na Biblioteca Lucília Minssen iniciam-se às 15h com a oficina “A guardiã dos livros”, focada na restauração de livros com a escritora Maria Helena Ramalho.

    No mesmo horário, o Espaço Oliveira Silveira recebe a oficina “Você é o nosso patrimônio”, do Educativo da CCMQ, que propõe uma reflexão sobre o patrimônio cultural por meio de colagens e da criação de narrativas inspiradas no edifício. 

    Ainda no sábado, também às 15h, na Sala Sérgio Napp 2, ocorre a roda de conversa e apresentação do Maçambique de Osório (RS) — manifestação cultural afro-católica tradicional da cidade, ligada ao Quilombo do Morro Alto.

    Às 16h, de volta à Biblioteca Lucília Minssen, Genifer Gerhardt apresenta “Brasil pequeno”, espetáculo de teatro de bonecos em miniatura.

    Domingo (16/8), as ações seguem com uma apresentação musical do Maçambique, às 16h. Na sequência, às 17h, o músico Kako Xavier realiza na Travessa dos Cataventos o “Baile da Tamborada”, espetáculo musical que mescla ritmos afro-brasileiros e canções tradicionalistas.

    A programação do fim de semana se encerra com a Banda da Saldanha guiando o tradicional Cortejo do Patrimônio, que passa por diversos espaços culturais do Centro Histórico da capital, saindo do Teatro de Arena e terminando na Travessa dos Cataventos. 

    Como atividade complementar à programação, a CCMQ promove também, no dia 29 de agosto (sábado), às 16h, a mediação acessível “A Casa em outros olhares”. O encontro convida o público a conhecer a história e a arquitetura do antigo Hotel Majestic, atual sede da CCMQ, destacando a importância da preservação do patrimônio edificado da capital. 

    O plano bianual da CCMQ é financiado pela Lei Rouanet e apresentado pela Petrobras, e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio do BRDE; apoio de Tintas Renner e iSend; e realização do Ministério da Cultura. 

    (Informações da Assessoria de Imprensa)

    Atividades gratuitas

    Programação

    Clube do Desenho: Arquitetura do Centro Histórico
    Quando: 15/8 (sábado), às 10h
    Onde: Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), 5º andar 

    Inscrições no link: https://forms.cloud.microsoft/r/DUEeGVGgmh   

    “Lãs do RS: Fio da Meada”

    Visitação: 15 e 16/8 (sábado e domingo), das 12h às 19h 

    Onde: Espaço Vitrine CCMQ + RS Criativo, térreo 

    Painel “Entre ruínas e memórias”
    Quando: 15/8 (sábado), às 14h
    Onde: Biblioteca Erico Verissimo, 3º andar 

    Inscrições no link: https://forms.gle/a9xX7cuebomkJPyd9   

    Você é o nosso patrimônio

    Quando: 15/8 (sábado), das 15h às 16h 

    Onde: Espaço Oliveira Silveira, 5º andar 

    Oficina “A guardiã dos livros”
    Quando: 15/8 (sábado), às 15h
    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar 

    Roda de conversa sobre o Maçambique de Osório (RS)
    Quando: 15/8 (sábado), às 15h
    Onde: Sala Sérgio Napp 2, 2º andar  

    Teatro de Bonecos Brasil pequeno
    Quando: 15/8 (sábado), às 16h
    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar 

    Apresentação musical com o Maçambique de Osório (RS)
    Quando: 16/8 (sábado), às 16h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    Baile da Tamborada
    Quando: 16/8 (domingo), às 17h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    Cine Cataventos: “Up: Altas aventuras” (2009)

    Quando: 16/8 (domingo), das 17h às 18h30 

    Onde: Espaço Oliveira Silveira 

    Cortejo da Banda da Saldanha
    Quando: 16/8 (domingo), às 18h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    A Casa em outros olhares

    Quando: 29/8 (sábado), das 16h às 17h30 

    Ponto de encontro: Recepção da ala oeste, térreo  

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