Autor: da Redação

  • Painéis solares reduzem custos em aviários no oeste catarinense

    Em abril de 2019,  Roque Besen instalou 342 painéis solares nos telhados de seus três aviários, no município de Santa Helena, sudoeste do Paraná
    Ele investiu R$ 450 mil, financiados em dez anos, no projeto e na implantação.
    Sua conta de luz chegava a R$ 5.000,00 por mês.
    Quando as placas solares começaram a injetar energia na rede da Copel, a conta caiu entre 70% e 90%, dependendo do mês.
    Atualmente, a conta de luz varia entre R$ 400,00 e R$ 700,00 mensais.
    Os gastos com energia elétrica representam em torno de 20% dos custos de um aviário, conforme estimativa do coordenador de eficiência energética da Cooperativa Lar, Juliano de Oliveira.
    Os ventiladores e nebulizadores, controlados por termostatos, trabalham 24h por dia para que a temperatura se mantenha na faixa dos 25ºC e a umidade relativa do ar seja estável.
    “Aqui em nossa região é preciso tirar um calor enorme das instalações. Se ficar meia hora sem energia, podem morrer todas as aves. Investir em gerador fotovoltaico é questão de sobrevivência para os produtores”, diz Juliano.

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    Roque Besen se diz satisfeito com os resultados. Mas ainda quer saber por que a economia projetada nas planilhas ainda não foi alcançada. Pelo projeto, os painéis solares deveriam dar conta de todo o consumo da propriedade e ainda gerar um excedente de 30%. “Atualmente não está suprindo toda a necessidade que eu tenho. Se tem dias bons de sol, o sistema produz 700 quilowatts por dia, se está nublado, produz de 300 a 380 quilowatts”, sublinha Besen.
    Em dez anos, o sistema fotovoltaico, que tem garantia de 25 anos, deverá estar pago. “Acho que uns 40% do pessoal começou a instalar depois que coloquei na minha propriedade”, estima Besen, reconhecendo a força da propaganda boca a boca.
    A Cooperativa Lar tem 1.500 associados e não tem ainda um levantamento dos produtores que já aderiram aos painéis solares. Segundo a Copel, a pequena Santa Helena (26.500 habitantes), já possui 141 unidades particulares que injetam energia no sistema da companhia.
    (Com informações da Gazeta do Povo  e da Cooperativa Lar)

  • China corta subsídios para energia limpa e prioriza o carvão

    Depois de ter superado suas metas em energias renováveis, a China muda o planejamento energético para o país.
    Os subsídios para energia solar, que duraram mais de uma década, foram cortados em 2018, e os incentivos para energia eólica sendo reduzidos. O crescimento desordenado fez o governo recuar.
    No mês passado o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que o carvão é área prioritária.
    A China é o maior produtor mundial. De 60% a 70% da energia consumida na China vêm de usinas a carvão mineral, e novas usinas vem sendo construídas.
    As  políticas para as energias renováveis incluem só construir mais solar e eólica se o preço da energia puder competir com o carvão.
    O investimento chinês em energia limpa no primeiro semestre deste ano foi 39% menor que no mesmo período de 2018.
    A realidade começou a mudar há dois anos. Caiu de  76 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2017 para 29 bilhões de dólares no primeiro semestre deste ano. Os dados estão no relatório da Bloomberg New Energy Finance divulgado esta semana.
    A chinesa Yingli Solar, que já foi a maior fabricante de painéis solares do mundo em 2012 e 2013, com exportações para todos os continentes, está insolvente. Teve vinte mil funcionários, hoje são seis mil.
    A crise já ficou evidente em 2016, quando não conseguiu pagar um empréstimo de 270 milhões de dólares. Endividada, não resistiu à queda dos preços dos painéis. Os cortes recentes do governo chinês só agravaram o problema.
    Em 2018, a Yingli foi excluída da Bolsa de Valores de Nova York. Sua capitalização já não alcançava o limite mínimo de 50 milhões de dólares para participar. A sede da Yingli fica em Baoding, a cidade mais poluída do país. Por sediar muitos fabricantes de painéis solares, intitulou-se Vale da Energia.
    (Fonte: Bloomberg/Financial Times/Valor)
     

  • Liberação de agrotóxicos segue em ritmo recorde: mais 57 autorizados

    O ministério da Agricultura autorizou o registro de mais 57 agrotóxicos, elevando para 439 o número dos novos produtos liberados em 2019.
    Do total liberado nesta quarta-feira, 27, são 55 genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil e 2 produtos inéditos (um biológico e outro com baixa toxicidade).
     
    Com o anúncio desta quarta-feira, o número de registros chega próximo aos 450 novos agrotóxicos autorizados em 2018, até então o maior número da série histórica, iniciada em 2005. No mesmo período do ano passado, o governo havia registrado 374 agrotóxicos.
    O atual ritmo de liberação provocou reação de entidades ligadas a defesa do meio ambiente, que entraram na Justiça contra algumas medidas.
    Na semana passada, um juiz federal do Ceará suspendeu provisoriamente o registro de 63 agrotóxicos autorizados no dia 17 de setembro.
    Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Agricultura, está um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi, que poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja.
    “O percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo”, explicou, em nota, o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio.
    Outro novo agrotóxico aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, ele é um inseticida e fungicida que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface. O produto é autorizado nos Estados Unidos e não tem registro na União Europeia.
    Segundo o ministério, entre os pesticidas genéricos que tiveram o registro publicado hoje, 12 são produtos biológicos ou orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional.
    Um dos genéricos autorizados tem como ingrediente ativo o glifosato, um dos mais vendidos e que está sendo questionado em vários países por relação com o câncer. Na União Europeia, a Austria e a Alemanha decidiram bani-lo.
    Outro princípio ativo que teve um genérico registrado nesta leva foi o acefato, muito usado no Brasil para controlar o percevejo, um inseto sugador que diminui muito a produtividade nas culturas de grãos
    O uso dele é restrito no país e só pode ser aplicado por máquinas. O ingrediente é autorizado nos EUA e banido na UE.
    De acordo com o governo, o objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos.
    Segundo o governo, a maior velocidade na liberação de agrotóxicos vista nos últimos anos se deve a medidas de desburocratização que foram adotadas desde 2015 na fila de registros.
    O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos.
    Isso porque as empresas que desenvolvem agrotóxicos só podem registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco à saúde menor ou igual do que os que já estão no mercado.
    A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos.
    Segundo as empresas, o desenvolvimento de um princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões.
    Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos “piratas”, mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno.
    Para ambientalistas, no entanto, a aceleração do ritmo de aprovações é uma forma de o governo colocar em prática tópicos do polêmico projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como “pacote do veneno”, que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados.
    Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja.
    (Com informações da Assessoria e do G1)

  • Governo federal cria norma de "qualidade visual" para frutas e verduras

    O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou normas de qualidade visual para 17 produtos hortícolas, entre eles, as frutas mais comuns na dieta brasileira: maçã, banana, manga, uva e morangos. De acordo com nota divulgada pelo ministério, a medida visa “orientar o consumidor na identificação de produtos próprios para consumo”.
    Os padrões estão de acordo com uma portaria publicada pelo ministério em 2018, e que apenas agora serão aplicados. O texto exige que os produtos estejam inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. Produtos que apresentarem odores estranhos, sinais de deterioração ou danos profundos não poderão ser comercializados e, em caso de fiscalização, deverão ser destruídos ou descartados pelo comerciante, no ato.

    Medida subjetiva

    A comerciante Maria de Lurdes Pereira, que vende frutas e hortaliças há 20 anos, considera a medida subjetiva e impossível de aplicar. “O olho do consumidor é que determina o que ele precisa. A banana da terra, por exemplo, só serve madura. Se comprar verde, não presta. Aí você me diz que o governo vai colocar uma norma em cima disso. Como vai fiscalizar? Eu não posso vender tomate maduro, que serve para fazer molho, para os meus clientes?”, questiona.
    Já para Cleiton Augusto dos Santos, funcionário de um posto de distribuição de hortaliças, a medida deve encarecer o custo da feira para os consumidores. “O agricultor pequeno não tem como controlar essas coisas. Como vão controlar a qualidade num nível assim? Vão vender menos, perder muitos produtos, e colocar o peso nas costas do consumidor, que vai pagar mais caro”, disse.

    Exportação de frutas

    De acordo com o ministério, as novas normas já vigoram na comercialização internacional dos produtos, e o governo está apenas replicando procedimentos que já são exigidos na entrada e na saída das alfândegas brasileiras. O Brasil segue normas de exportação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e aderiu ao padrão do Programa de Frutas e Hortaliças em 2017.
    Segundo o coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”.

    Frutas de época

    Os padrões já estão em vigor e valem, também, para produtos vendidos na época do Natal, em especial os importados. Auditores fiscais agropecuários poderão abrir caixas e inspecionar produtos disponíveis em pontos que trabalhem com produtos de origem estrangeira.

    (Com informações da ABr/ EBC)
  • Concentração de gases do efeito estufa na atmosfera é a maior já registrada

    A concentração dos principais gases do efeito estufa na atmosfera alcançou em 2018, os maiores níveis já registrados, segundo boletim da Organização Meteorológica Mundial, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).
    Os dados foram divulgados nesta segunda feira, 25.
    “Não há indícios de desaceleração visíveis”, registra o boletim. Os gases em questão são os principais causadores das mudanças climáticas.
    O  alerta foi divulgado poucos dias antes do início da reunião anual da ONU sobre a luta contra a mudança climática, a COP25, que ocorre de 2 a 13 de dezembro, em Madri.
    “Não há indícios de que vá acontecer uma desaceleração, e muito menos uma redução, da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera, apesar de todos os compromissos assumidos no Acordo de Paris sobre a mudança climática”, disse o secretário-geral OMM, Petteri Taalas, por ocasião da publicação do boletim anual sobre concentrações de gases do efeito estufa.
    De acordo com os cientistas, o dióxido de carbono (CO2), que está associado às atividades humanas e é o principal gás causador do efeito estufa que permanece na atmosfera, bateu um novo recorde de concentração em 2018, de 407,8 partes por milhão (ppm). Ou seja, nível 147% maior que o pré-industrial de 1750.
    “Cabe recordar que a última vez que a Terra registrou uma concentração de CO2 comparável foi entre 3 e 5 milhões de anos atrás. Na época, a temperatura era de 2 a 3 °C mais quente e o nível do mar era entre 10 e 20 metros superior ao atual”, afirmou Taalas em um comunicado.
    Década mais quente da história
    Além disso, a OMM destacou que o aumento anual da concentração de CO2, que persiste durante séculos na atmosfera e ainda mais tempo nos oceanos, foi superior à taxa média de crescimento dos últimos 10 anos.
    De acordo com as observações dos cientistas, as concentrações de metano (CH4), que aparece em segundo lugar entre os gases do efeito estufa com maior persistência, e de óxido nitroso (N2O) também aumentaram mais que a média anual da última década.
    O metano, cujas emissões são provocadas em 60% pela atividade humana (gado, cultivo de arroz, exploração de combustíveis fósseis, aterros, etc), e o óxido nitroso, com 40% das emissões de origem humano (fertilizantes, processos industriais…), também alcançaram níveis máximos de concentração.
    O óxido nitroso, além disso, tem um forte impacto na destruição da camada de ozônio, que filtra os raios ultravioleta.
    Diante da emergência climática, os países se comprometeram, em 2015 em Paris, a adotar planos de redução das emissões de gases do efeito estufa, mas as emissões mundiais não param de crescer.
    Petteri Taalas pediu aos países a “cumprir os compromissos em ação e aumentar o nível de ambição em nome do bem-estar futuro da humanidade”.
    No início de novembro, no entanto, o governo do presidente Donald Trump oficializou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
    Os quatro maiores emissores de gases do efeito estufa – China, Estados Unidos, União Europeia e Índia – representam 56% das emissões globais.
    Apenas a UE (9% do total) está a caminho de cumprir, ou até superar, seus objetivos, de acordo com um estudo recente da ONG americana Fundação Ecológica Universal (FEU-US).

  • Balanço do Ibama aponta 720 praias atingidas por mancha de óleo

    As manchas de óleo que contaminam o litoral brasileiro desde o final de agosto chegaram a 720 localidades.
    É o que revela o último levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), divulgado nesta quinta-feira (21).
    Esse número indica que mais de 70% dos municípios do litoral nordestino foram contaminados desde o início do desastre ambiental.
    Das 117 cidades afetadas, 112 estão no Nordeste e 5 no Espírito Santo, primeiro estado do Sudeste atingido pelas manchas. Segundo o IBGE, existem 156 municípios no litoral nordestino.
    O óleo já afetou 141 animais na costa, de acordo com outro balanço do Ibama, publicado na quarta (20).
    Desses, 100 foram localizados mortos e apenas 41 sobreviveram. As tartarugas marinhas são as mais atingidas: 96 tartarugas, de diferentes espécies, foram contaminadas.
    A investigação para determinar a origem do óleo que contamina as praias brasileiras ainda não foi concluída. Até o momento, ninguém foi indiciado pela Polícia Federal, que acompanha o caso.
    A busca pela origem do material que contamina a costa foi alvo de críticas de ambientalistas, que avaliam que o governo demorou a agir.
    As primeiras manchas de óleo foram localizadas na Paraíba no dia 30 de agosto.
    O levantamento mostra que a substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru.
    O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas.
    Uma investigação da Polícia Federal aponta que o navio grego Bouboulina é o principal suspeito pelo vazamento.
    A embarcação carregou 1 milhão de barris de petróleo Merey 16 cru no Porto José, na Venezuela, no dia 15 de julho e zarpou em direção à Malásia, passando pelo litoral da Paraíba no dia 28 de julho.
    A empresa Delta Tankers, responsável pelo navio, afirma ter provas de que o Bouboulina não tem relação com o incidente.
    A Delta foi notificada pela Marinha brasileira junto com responsáveis por outras quatro embarcações de bandeira grega.
    Dentre os cinco navios gregos notificados pela Marinha do Brasil na investigação sobre o vazamento de óleo, dois não transportaram petróleo da Venezuela no período de julho até setembro.
    A Petrobras disse, no último dia 25, que o material encontrado nas praias nordestinas é petróleo bruto originário de três diferentes campos da Venezuela.
    (com informações da EBC e G1)

  • MEC libera R$ 60 milhões para projetos de energia solar em escolas

    O Ministério da Educação liberou R$ 60 milhões para a a instalação de 852 usinas de energia solar em 38 institutos federais, dois centros de educação tecnológica e no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.
    A proposta deve gerar uma economia de quase R$ 18 milhões, anualmente, com contas de energia elétrica.
    Com isso, o que for economizado, poderá ser destinado para ensino, pesquisa e extensão dos campi.
    Somente em 2018, as instituições gastaram R$ 168 milhões com energia elétrica.
    Após a instalação das usinas, mais de 5 mil toneladas de dióxido de carbono devem deixar de ser emitidas para a atmosfera. Cada placa solar tem, em média, vida útil superior a 25 anos.
    (Com înformações da Agência Brasil)

  • Aneel prorroga prazo da consulta pública sobre geração de energia distribuída

    A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), reguladora do setor elétrico,  prorrogou por mais 30 dias o prazo da consulta pública da revisão das regras da micro e mini geração distribuída. Basicamente, atinge a geração de energia solar. O prazo anterior da consulta se encerraria no dia 30 de novembro, agora será 30 de dezembro.
    A prorrogação do prazo por mais 30 dias foi proposta nesta terça-feira, 19, pelo diretor da Aneel Rodrigo Limp, relator do tema, e aprovada pelos demais diretores na Reunião Pública Ordinária da diretoria colegiada da agência.
    A proposta da Aneel  prevê a revisão dos subsídios no atual sistema de compensação da energia injetada na rede por consumidores que produzem a própria energia. Ela estabelece um período de transição para  instalações já existentes ou com autorização de acesso à rede de distribuição até a mudança da norma.
    Para novos sistemas de geração que atendam consumidores remotos, a  tarifa de uso da rede seria cobrada em sua totalidade já a partir de 2020. Para os novos sistemas de microgeração local, parte desse custo seria cobrado no ano que vem, e a totalidade quando a capacidade instalada atingir determinado patamar dentro da área da concessão de cada distribuidora.
    Os interessados em participar da consulta pública devem encaminhar suas contribuições ao e-mail cp025_2019@aneel.gov.br ou por correspondência para o endereço da ANEEL: SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110), em Brasília-DF.
    (Fonte: Aneel)

  • O triste fim da tartaruga gigante na praia do Cassino

    Ela pesava 215 quilos e morreu após muita agonia por ter os intestinos obstruídos por ter ingerido plásticos no oceano.
    Era uma tartaruga-de-couro, conhecida como tartaruga-gigante. Foi encontrada já moribunda, quase sem reflexos, na praia do Cassino, no município portuário de Rio Grande, no litoral sul gaúcho.
    O animal foi resgatado na sexta-feira (15) pelas equipes do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM-Furg), Projeto Caminho Marinho e Ibama. Encaminhado para reabilitação, não resistiu.
    Na necropsia, feita pelo CRAM, foi encontrado material plástico ingerido pela tartaruga. O centro atestou como causas da morte “a obstrução do trato intestinal por conteúdo plástico e afogamento”.
    A tartaruga-de-couro é a maior espécie desses animais e está “criticamente em perigo” de extinção. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classificou a espécie em “estado vulnerável”.
  • Evento em Curitiba debate inovação e energias renováveis

    Para incentivar o debate e a busca por soluções e inovações em energias renováveis, a Conferência Smart Energy chega a sua sexta edição nos dias 19 e 20 de novembro, no Centro de Eventos da Fiep em Curitiba (PR).

    “A conferência proporciona a discussão de projetos sobre o setor de energias renováveis e inteligentes que estão em andamento no cenário nacional e internacional.

    Trata-se de uma oportunidade para conhecer os trabalhos que apresentam resultados práticos, para fomentar e motivar a inserção dessas tecnologias no setor de energias paranaense e brasileiro”, aponta Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), organizador do evento.

    O objetivo do evento é unir gestores públicos, agências e entidades de governo, profissionais do setor elétrico, empreendedores, startups, consultores, pesquisadores, estudantes e consumidores para debater os temas e problemáticas atuais mais relevantes, apresentar os avanços e tendências tecnológicas, além das oportunidades que o mercado oferece para a inovação.

    “É fundamental estimular toda essa interação, pois com ela aumenta-se cada vez mais o entendimento da importância da utilização de fontes renováveis para geração de energia”, ressalta Celso Kloss, diretor-superintendente da Paraná Metrologia, também organizadora da Conferência Smart Energy.

    A programação foi baseada em temas que refletem todos os processos e mudanças que o setor tem atravessado e a transição energética que está ocorrendo nos últimos anos, que impactam todo o sistema elétrico, desde a produção até o consumidor final.

    O evento conta com sessões sobre gestão de energia e eficiência energética, fontes alternativas, smart grids e microgrids, smart cities, armazenamento de energia e veículos elétricos.

    Entre os assuntos das palestras estão o papel das energias renováveis na transição energética nas cidades, ações para disseminação dessas energias, a eficiência energética na indústria, incluindo linhas de financiamento, projetos que promovem a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, os avanços na implementação de smart grids, cases de sucesso de produção de energia a partir de biomassa, o uso do biogás e a política nacional do gás natural, o impacto da geração distribuída no sistema de energia, a transformação digital das indústrias e cidades inteligentes, o futuro da mobilidade elétrica, entre outras questões apresentadas por especialistas e profissionais do mercado, incluindo a presença do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira das Agências de Regulação (Abar), Sandoval Feitosa Neto na palestra de abertura.

    O coordenador da programação científica da Smart Energy, prof. Dr. Alexandre Aoki, explica que alguns temas que serão debatidos são de áreas em que já há alguns avanços, como a  gestão de energia e eficiência energética, impulsionadas pela Copel Distribuição através do Programa de Eficiência Energética e a micro e minigeração distribuída, que possuem isenção do ICMS na energia injetada na rede.

    As inscrições podem ser feitas no site www.smartenergy.org.br/ciexpo-2019/, onde a programação completa também está disponível.

    Inovação e ciência

    Segundo o diretor de Indústria e Inovação do Tecpar, Rafael Rodrigues, o setor ainda tem muito espaço para o desenvolvimento de novas tecnologias. “A inovação no setor elétrico brasileiro ainda está engatinhando”.

    “Todo o processo de aceleração, incubação e criação de ecossistema de inovação nessa área começou somente de uns cinco anos para cá, principalmente, com hackatons dos principais agentes, com aplicabilidade de startups vocacionadas às necessidades do setor”, revela.

    As lacunas que ainda existem no setor podem ser preenchidas justamente por startups, ajudando a acelerar o processo.

    A pesquisa científica é um dos suportes da inovação e novamente terá espaço na Smart Energy 2019, com apresentações de artigos durante todo o evento.

    A energia solar foi o tema mais abordado, segundo o prof. Aoki.

    “Os sistemas com armazenamento de energia em baterias, incluindo microrredes, também foram bastante abordados. No aspecto prático, acredito que são áreas que estão demandando mais conhecimentos e estudos no momento, inclusive pelo interesse na aplicação real desses sistemas. Por outro lado, ainda há lacunas interessantes para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação nessas áreas”, considera.

    A Smart Energy 2019 é uma iniciativa do Tecpar, organizada em parceria com a Paraná Metrologia, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e demais instituições que compõe o comitê gestor do projeto Smart Energy Paraná.

    O evento tem o patrocínio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Fundação Araucária, ENGIE Brasil, Itaipu Binacional, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Klabin, Fomento Paraná, L8 Energy, Rumo Logística, Compagas e Sanepar e apoio da Copel, WEG, Siemens, iCities, Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Lactec, Comerc Energia e Ribeiro Solar.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)