Categoria: Ambiente JÁ-MATÉRIA

  • Usina Eólica Coxilha Negra terá geradores da catarinense WEG

    Usina Eólica Coxilha Negra terá geradores da catarinense WEG

    A CGT Eletrosul fechou contrato com a fabricante de aerogeradores catarinense WEG para a construção do Parque Eólico Coxilha Negra, em Santana do Livramento, na fronteira do Rio Grande do Sul.

    Serão fornecidas 72 máquinas, com capacidade instalada de 4,2 megawatts (MW) cada.

    Conforme o jornal JÁ antecipou, em outubro do ano passado (leia matéria Vento a favor no Pampa), o novo empreendimento da CGT Eletrosul  terá a capacidade instalada de 302,4 MW.  Os investimentos estão estimados em R$ 2,1 bilhões.

    As obras devem começar até o final do primeiro semestre de 2022. Estima-se a criação de 310 empregos diretos e cerca de 150 indiretos

    Já o início da operação do empreendimento está previsto para ocorrer até o final do ano de 2024. A energia gerada será comercializada no Mercado Livre.

    O projeto já conta com licença ambiental de instalação, emitida pelo Ibama. O sistema de transmissão do empreendimento será composto por duas subestações coletoras.

    Expansão da Geração Eólica

    Atualmente, a CGT Eletrosul é proprietária exclusiva do Complexo Cerro Chato, composto por seis parques eólicos, com 69 aerogeradores em plena operação e 138 MW de potência instalada. Agora, a empresa promove a continuidade de sua política de investimentos e amplia a geração eólica na região de Sant’Ana do Livramento, por meio da construção do Parque Coxilha Negra, que será instalado em áreas limítrofes às unidades já existentes. Com a implantação do novo empreendimento, a CGT Eletrosul alcançará a marca de 440 MW de geração a partir da força dos ventos – energia equivalente ao consumo de uma cidade com cerca de 2,5 milhões de habitantes.

  • Espécie rara de ave de rapina é recuperada e devolvida à natureza na serra gaúcha 

    Espécie rara de ave de rapina é recuperada e devolvida à natureza na serra gaúcha 

    Gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus), espécie extremamente rara, chegou ao Vale dos Falcões no dia 3 de outubro de 2021.  Foi resgatado na própria cidade de São Francisco de Paula, debaixo de uma casa, segundo o biólogo Gustavo Trainini, à frente do complexo turístico voltado para conservação e educação ambiental dedicado às aves de rapina (coruja, gavião e falcão).

    “Ele estava com algum trauma ou foi acometido por um choque. Fizemos todos os exames e ele recebeu alta dos veterinários” … “Nosso principal desafio”, conta ele, “foi preservar as penas que podem ser facilmente estragadas pelo cativeiro. Foi solto recuperado dia 10 de outubro de 2021”.

    O Gavião-pega-macaco alimenta-se de mamíferos e vive em pares. A espécie ocorre no litoral da Bahia e do Leste de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Ganha o nome popular por predar macacos.

    Possui a plumagem preta na parte do ventre e o dorso marrom-pardacento escuro. Apresenta um penacho em forma de coroa, com penas em tons branco (na base) e preto. Destaca-se pela íris amarela. Alimenta-se de mamíferos, especificamente de macacos, por isso o nome popular, e de outras aves. Pode atacar criações domésticas como de pintinhos e galinhas.

    Vive aos pares ou sozinho. O macho da espécie pesa cerca de 900 gramas e a fêmea pesa em torno de um quilo. Constrói o ninho no alto das árvores. A fêmea põe cerca de dois ovos, e são chocados durante 40 dias. Os filhotes saem do ninho aos 90 dias de vida. Trainini acredita, inclusive, que o Vale não terá outra oportunidade de receber um exemplar desta espécie.

  • Reservas particulares do patrimônio natural somam 811 mil hectares no Brasil

    Reservas particulares do patrimônio natural somam 811 mil hectares no Brasil

    As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), um dos tipos de unidades de conservação (UCs) que contribuem para a preservação da biodiversidade no país, somam uma área de 811 mil hectares, mais do que a área de todas as capitais somadas (803 mil hectares).

    A Confederação Nacional de RPPNs  conta 1.741 reservas dessa categoria no território nacional. São unidades de conservação reconhecidas pelo poder público e instituídas por iniciativa voluntária dos proprietários, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.

    Entre os benefícios das RPPNs para o meio ambiente estão a conservação da biodiversidade, a expansão das áreas protegidas no país e a criação de corredores naturais para a circulação da fauna silvestre. As reservas também podem ser usadas para a pesquisa científica, o ecoturismo e atividades de educação ambiental, entre outras formas previstas em lei.

    “A partir do momento que uma RPPN é criada, a conservação será perpetuada, já que aquela área sempre será uma unidade de conservação, mesmo que a propriedade seja vendida. Esse é um legado que fica para gerações futuras e que contribui diretamente para a proteção da biodiversidade do país”, ressalta Leide Takahashi, gerente sênior de Conservação da Natureza da Fundação Grupo Boticário e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).

    De acordo com levantamento da Fundação, em 2019, último ano antes da pandemia, 15 milhões de turistas visitaram unidades de conservação no Brasil.

    A Fundação Grupo Boticário mantém duas RPPNs:  Serra do Tombador, em Cavalcante, no Cerrado goiano, e Salto Morato, no município paranaense de Guaraqueçaba, no coração da Grande Reserva Mata Atlântica. Enquanto a primeira tem concentrado esforços nas ações de conservação e pesquisas científicas, especialmente em relação à ecologia do fogo, a segunda tem investido em ações recreativas e educativas, sendo aberta à visitação. Juntas, elas preservam mais de 11 mil hectares de vegetação nativa.

    Serra do Tombador, no cerrado goiano, uma das reservas da Fundação Boticário /Divulgação/JÁ

    Salto Morato recebe, em média, 6 mil visitantes por ano e gera ao município de Guaraqueçaba cerca de R$ 110 mil por ano de ICMS ecológico. De acordo com estudo de valoração realizado pela Fundação Grupo Boticário, a reserva gera R$ 666 mil/ano à região em forma de serviços. Caso o uso agropecuário (antiga finalidade da propriedade) fosse mantido, o local geraria receitas estimadas em R$ 150 mil/ano. A da Serra do Tombador tem servido a ações de conservação e pesquisas científicas, especialmente em relação à ecologia do fogo.

    No Rio Grande do Sul, a maior reserva particular pertence à PUC. Fica em São Francisco de Paula, no nordeste gaúcho, onde o Projeto PRÓ-MATA foi desenvolvido pela universidade com o intuito de estabelecer uma área de conservação voltada para o ensino, a pesquisa e a conservação ambiental. A iniciativa teve a parceria da Universidade de Tübingen, da Alemanha, com a qual a PUCRS possui um convênio de cooperação desde 1983.

    Em 1993, com recursos próprios complementados por significativa doação da empresa STIHL, foram adquiridas diversas propriedades contíguas, num total de aproximadamente 2.400 hectares. Um adicional de área de 700 hectares encontra-se em processo de reivindicação por usucapião, totalizando aproximadamente 3.100 hectares de áreas destinadas à conservação do bioma Mata Atlântica.

    A área  em São Francisco de Paula e está recoberta, na sua maior parte, por florestas primárias e secundárias e também por trechos com campos nativos bem preservados. Entre 1994 e 1996 foi construída uma sede com 900 m², com alojamentos, laboratórios, refeitórios e estruturas de apoio, em local com magnífica vista da planície costeira, entre as lagoas Itapeva e Quadros.

    Em 2011, foi criado o Plano de Manejo do Pró-Mata, documento elaborado a partir de diversos estudos, incluindo diagnósticos do meio físico, biológico e social. Em 2018, com apoio da Fundação Boticário, deu-se início ao processo de transformação da área em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

     

  • Energia solar vai dobrar este ano a capacidade de geração acumulada em uma década

    Energia solar vai dobrar este ano a capacidade de geração acumulada em uma década

    O ano de 2022 tem tudo para ser o melhor ano da energia solar no Brasil desde 2012. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, que congrega empresas e profissionais do setor, estima que, somente neste ano, esta fonte deverá gerar mais de 357 mil novos empregos, por todas as regiões do País. Se esta projeção se confirmar, terão sido mais de 747 mil empregos no Brasil desde 2012, considerando todos os elos produtivos do setor.

    A previsão é que sejam adicionados mais de 11,9 gigawatts (GW) de potência instalada, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica. Isso representará um crescimento de mais de 91,7% sobre a capacidade instalada atual do País, hoje de 13,0 GW – quase uma Itaipu, usina hidrelétrica com 14 GW de capacidade instalada.

    A maior parcela dos empregos  – 251 mil – deverá ser no segmento de geração própria de energia solar. Dos R$ 50,8 bilhões de investimentos previstos para este ano, esta geração distribuída corresponderá a cerca de R$ 40,6 bilhões (sistemas em telhados, fachadas de edifícios, terrenos e na área rural). O restante virá de grandes usinas solares de geração centralizada.

    Para a geração própria de energia solar fotovoltaica, a ABSOLAR projeta um crescimento de 105,0% sobre o total instalado até 2021 (passando de 8,3 GW para 17,2 GW). E em  usinas solares de grande porte, o crescimento previsto será de 67,8% (dos atuais 4,6 GW para 7,8 GW).

    A expectativa é que o setor cresça com mais segurança daqui em diante, a partir do marco legal sancionado em 6 de janeiro  (lei 14.300/2022) para micro e minigeradores de energia a partir de fontes renováveis — como a solar fotovoltaica, a eólica, a de centrais hidrelétricas e a de biomassa.

    A tendência de que o aumento nas tarifas de energia elétrica siga em elevação, também contribuirá estimulará o consumidor a buscar alternativas.

    Na geração centralizada, o crescimento de mercado previsto é impulsionado principalmente pelo avanço da fonte solar no chamado Ambiente de Contratação Livre (ACL) de energia elétrica, que deverá ser responsável pela maior parcela das grandes usinas previstas para entrada em operação comercial no ano de 2022.

    Fontes: Agência Senado, Envolverde, Absolar

  • Funcionários da Fepam denunciam “ataque sem precedentes à proteção ambiental no Rio Grande do Sul”

    Funcionários da Fepam denunciam “ataque sem precedentes à proteção ambiental no Rio Grande do Sul”

    Em nota oficial,  assinada por sua presidente Paula Rodrigues Tavares, a  Associação dos Servidores da Fundação Estadual de Proteção Ambiental   “denuncia e repudia”  o que considera uma “tentativa de desmoralizar o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul”.

    A nota se refere à Instrução Normativa número 01/2022 publicada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira, 5/1, que “suspende das condicionantes e restrições constantes das Licenças de Operação expedidas pela FEPAM ou órgãos ambientais municipais “.

    Segundo a nota, com a decisão,  o Secretário do Meio Ambiente, Luiz Henrique Viana e a presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, Marjorie Kauffmann,  atacam “a proteção que ainda resta aos recursos hídricos do Estado”.

    “Trata-se de um ataque sem precedentes ao licenciamento, à proteção ambiental, à legislação e ao patrimônio ambiental do Rio Grande do Sul”, diz a nota..

    Leia a Nota

    NOTA DE REPÚDIO À IN 01/2022-SEMA/FEPAM

    A Associação dos Servidores da Fepam denuncia e repudia a tentativa do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Infraestrutura e da Presidente da Fepam de desmoralizarem o licenciamento ambiental determinando, através da Instrução Normativa SEMA/FEPAM n.º 01/2022, a suspensão das condicionantes e restrições constantes das Licenças de Operação expedidas pela FEPAM ou órgãos ambientais municipais integrantes do SISNAMA no Estado do Rio Grande do Sul.

    Trata-se de um ataque sem precedentes ao licenciamento, à proteção ambiental, à legislação e ao patrimônio ambiental do Rio Grande do Sul.

    A tamanha ousadia dos dois principais dirigentes da área ambiental do Estado chega ao ponto de propor a suspensão das exigências de recomposição, recuperação, regeneração, demarcação ou demais condicionantes ou restrições estabelecidas para as Áreas de Preservação Permanente (APP) localizadas nas faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, de áreas no entorno dos reservatórios de águas artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d’água naturais e  áreas no entorno de nascentes e dos olhos d’água perenes.

    Com a pífia justificativa de aguardar a publicação da hidrografia oficial do Estado, a Sema e a Fepam resolvem atacar a proteção que ainda resta aos recursos hídricos e suas obrigações contidas nas Licenças de Operação expedidas pela FEPAM, por 180 dias, justamente no momento no qual o Estado enfrenta uma das suas maiores crises hídricas.

    Diante da ausência de Ato Legislativo, a ASFEPAM  esclarece aos seus associados e a população que a Instrução Normativa  01/2022 não revoga a legislação federal e estadual vigente que obriga a observância e o inequívoco cumprimento das condicionantes de licenças.

     Paula Rodrigues Tavares, Presidente em Exercício

    Esta é a instrução normativa emitida pela Sema/Fepan:

    Instrução Normativa SEMA -FEPAM Nº 01, de 05 de janeiro de 2022.

    Estabelece a prorrogação das condicionantes e restrições constantes das Licenças de Operação expedidas pela FEPAM ou órgãos ambientais municipais integrantes do SISNAMA no Estado do Rio Grande do Sul.

    O SECRETÁRIO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E INFRAESTRUTURA , no uso de suas atribuições elencadas na Constituição Estadual, de 03 de outubro de 1989, e na Lei Estadual nº 14.733, de 15 de setembro de 2015, e a DIRETORA-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO ESTADUAL DE PROTEÇÃO AMBIENTAL HENRIQUE LUIS ROESSLER , no uso de suas atribuições, conforme disposto na Lei Estadual nº 9.077, de 04 de junho de 1990 e no art. 15 do Decreto Estadual nº 51.761, de 26 de agosto de 2014, bem como tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno,

    RESOLVEM

    Art. 1º – Prorrogar o prazo das condicionantes relativas aos recursos hídricos e suas obrigações contidas nas Licenças de Operação expedidas pela FEPAM, por 180 dias ou até a publicação da Hidrografia Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, o que vir antes, a ser utilizada nos processos de licenciamento ambiental.

    Parágrafo único . A prorrogação de que trata o caput refere-se às exigências de recomposição, recuperação, regeneração e demarcação das Áreas de Preservação Permanente, estabelecidas nas licenças da atividade de irrigação e reservação, preferencialmente, localizadas nas:

    I) faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene ou intermitente;

    II) de áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d’água naturais e;

    III) áreas no entorno de nascentes e dos olhos d’água perenes.

    Art. 2º – Ficam a SEMA e a FEPAM corresponsáveis pelos ajustes necessários na Hidrografia Oficial do Estado do Rio Grande do Sul para fins de utilização nos processos de licenciamento ambiental.

    Art. 3º – Quando da publicação dos ajustes da Hidrografia Oficial do Estado do Rio Grande do Sul a recomposição de Áreas de Preservação Permanente se dará no âmbito do Programa de Regularização Ambiental – PRA a ser implantado pelo Estado, de acordo com os prazos fixados pelo órgão estadual responsável pelo referido programa.

    Art. 4º – Os órgãos estaduais e municipais integrantes do SISNAMA ficam dispensados da emissão de atos administrativos que comprovem a prorrogação de que trata o art. 1º desta Instrução Normativa Conjunta, sendo esta o único instrumento para fins de comprovação da prorrogação.

    Art. 5º – A prorrogação que se refere o art. 1º não desobriga a necessidade de solicitar a emissão ou renovação de licenças ambientais, conforme dispõe a legislação aplicável, cabendo ao Órgão do Estado à análise quanto às demais condicionantes que não são prorrogadas por esta Instrução Normativa Conjunta.

    Art. 6º – Esta Instrução Normativa Conjunta entra em vigor na data da sua publicação.

    Porto Alegre, 05 de janeiro de 2022.

    Luiz Henrique Viana

    Secretário de Estado do Meio Ambiente e Infraestrutura

    Marjorie Kauffmann

    Diretora-Presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler

  • Incêndios destruiram 300 mil hectares de florestas na Argentina em 2021

    Incêndios destruiram 300 mil hectares de florestas na Argentina em 2021

    O Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Argentina, criou um comitê de crise para combater incêndios florestais que há vários dias castigam a Comarca Andina e no Lago Nahuel Huapi. Também foi emitido alerta por incêndios na Terra do Fogo e em Neuquen.

    Segundo os números oficiais foram queimados 302 mil hectares de florestas na Argentina, em 2021.

    As provincias mais atingidas foram Córdoba (57.027 hectares), San Luis (49.282), La Pampa (29.390), La Rioja (21.389), Río Negro (20.381), Mendoza (19.730), Entre Ríos (19.707), Formosa (18.009) y Chubut (16.919).

    Em março, a região da Patagônia já foi atingida por grandes incêndios, mas as ações do governo para combater o fogo não tiveram continuidade.

    Uma das causas do alastramento do fogo em extensas áreas é a monocultura de pinus, que representa mais de 80% das florestas plantadas na Patagônia. “Quando o fogo chega ao pinhal se expande rapidamente para todos os lados”, diz um guarda florestal.

    Em Neuquén, movimentos comunitários e de ambientalistas responsabilizam o Estado e os governos municipais pelos incêndios que atingem também grandes extensões de mata nativa.

    Eles dizem que 90% dos incêndios são criminosos e tem por finalidade liberar grandes áreas para investimentos imobiliários, turísticos e mineiros.

     

  • Apesar da vacinação, lockdown avança na Europa

    Apesar da vacinação, lockdown avança na Europa

    O social-democrata Karl Lauterbach, guru da pandemia e agora ministro da Saúde na Alemanha, mostrou a que veio já na sua primeira conferência de imprensa como titular do cargo, dia 16/12/2021. “Compramos 80 milhões de doses para os próximos meses”, anunciou ele em Berlin para os jornalistas na ocasião. O valor do negócio é de € 2,2 bilhões. Pagos antecipadamente, já que a maior parte da compra será entregue somente em março. Na expectativa do ministro, 73 milhões de “Booster” serão injetados nos alemães até o primeiro trimestre do próximo ano. 

    No Sábado, 18/12/2021, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Hamburgo contra as medidas para controle da pandemia, especialmente a imunização obrigatória e a campanha de vacinação de crianças em andamento. Outras cidades também tiveram protestos. “Que vacina é essa em que os vacinados temem os não vacinados?”, pergunta o professor Martin Horst, um dos demonstrantes em Freiburgo.

    Em Londres, cem mil britânicos protestaram contra a imposição do passaporte vacinal. Nesse mesmo dia, o prefeito da capital inglesa, Sadiq Khan, decretou estado de emergência, alertando para uma iminente superlotacao dos hospitais, devido à Omicron.

    Festa da vacina

    Inabalada, a campanha de imunização da Alemanha seguiu em grandes cidades como Stuttgart, com postos de vacinação Drive-in, onde a pessoa nem desce do carro, prometendo aplicar 20 mil injeções durante o fim de semana. Na capital Berlim Festas de Vacinação (ImpfParty’s) ocorrem de Sexta a Domingo.  

    Enquanto isso, Holanda e Dinamarca capitularam frente à variante Omicron, e decretaram o Lockdown amplo e irrestrito até o meio de Janeiro, pelo menos. Elas se juntam à Áustria, em confinamento total desde a semana passada. “A noite de Natal e a de ano novo serão exceções. Nesses dias, cada casa poderá receber até quatro pessoas convidadas”, anunciou o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte. “Me doi ter que anunciar essa medida. Eu sei o quanto valor há em eventos culturais, mas o que precisamos no momento é o contrário disso”, justificou a chanceler dinamarquesa, Mette Frederiksen, ao anunciar o fechamento de todos os locais de eventos culturais e desportivos do país.

    Lauterbach, Wieler e Dötsch, durante a primeira conferência de imprensa do novo ministro. Vacinar! Vacinar! Vacinar! Repetem os três quase em coro. (dpa)

    Dejavú

    Apesar dos sacrifícios de direitos fundamentais implementados pela estratégia de combate da pandemia na Europa, a doença parece manter o seu curso sazonal. Aos cidadãos, resta uma realidade em Dejavú, onde todas as medidas e promessas das autoridades mudam ou contradizem-se de um momento ao outro, sem apresentar os resultados esperados.

    “Vacinar rápido! Mas a vacina não é nenhuma arma milagrosa. Nós precisamos sair dessa montanha Russa em que embarcamos há dois anos”, declarou Lothar Wieler, presidente do Robert-Koch-Institut, órgão do ministério da Saúde responsável pela política de enfrentamento da Covid-19. No Natal de 2020, Wieler dizia não dormir com o número de mortos ultrapassando a casa dos 1000 por dia. Terá insônia esse ano mais uma vez?

    Provável protecao

    Fatos comprovados são ignorados pela imensa maioria através de um competente trabalho de desinformação produzido pela máquina de marketing da indústria farmacêutica. “Vacinado é mais seguro do que não vacinado. Isso é perfeitamente claro!”, afirma Wieler. “Provavelmente, a terceira dose oferece uma proteção contra uma infecção pela variante Omicron”, espera ele, admitindo a falta de estudos sobre o assunto.

    “Os dados mostram que dois meses após a vacina a proteção cai de 25 a 45%. Por isso a necessidade da vacina de reforco”, defendeu também o ministro Lauterbach durante o evento. A estratégia do ministro é uma ofensiva da imunização de reforço, já que as duas doses aplicadas nos últimos seis meses não foram suficientes para frear a variante Delta, agora suplantada pela Omicron. Um milhão e meio de doses por dia é a meta do ministro da saúde alemão.

    Proteção de quem?

    A necessidade de vacinação dos adolescentes, torna a questão ainda mais paradoxal. Se até pessoas triplamente imunizadas podem ficar doentes, por que as crianças, que não ficam doentes, devem ser vacinadas? “Adolescentes de 12 a 17 anos apresentam um risco de desenvolverem pericardite ou miocardite por conta da vacina na ordem de um para cada 10 mil”, estima o Prof. Dr. Jörg Dötsch, diretor da clínica pediátrica da Universidade de Colônia. 

    Para Dötsch, participante da conferência, 100 novos cardiopatas adolescentes para cada milhão de vacinados é um “claro” argumento para a vacinação irrestrita nessa faixa etária. “Trata-se de uma vacina aprovada no país e na Europa, e como falamos, os efeitos colaterais acometem uma parcela mínima dos vacinados”, reitera o pediatra

  • Reportagem sobre energia eólica ganha Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental 

    Reportagem sobre energia eólica ganha Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental 

    “Vento a favor no Pampa”, reportagem do jornal JÁ ganhou o Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental de 2021.

    Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira à tarde no Palácio Piratini, com a presença do governador Eduardo Leite, .

    A reportagem premiada,  de Cleber Dioni Tentardini,  parte da instalação de uma mega-usina eólica  em Santana do Livramento,  pela CGT Eletrosul/Eletrobras.

    Descreve o panorama da produção de energia a partir dos ventos no Rio Grande do Sul e no Brasil, as políticas públicas de incentivo aos empreendimentos, os fatores ambientais, as questões econômicas na região da Campanha.

    Mais de 150 trabalhos foram inscritos neste primeira edição do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental.

    Comissão julgadora

    Vinte jurados fizeram parte da Comissão Julgadora, para acessar os nomes e os currículos. Cada integrante atribuiu suas notas tendo como base quatro critérios, com pesos diferentes: capacidade de sensibilização e reflexão sobre o tema, qualidade das informações técnicas que sustentem o conteúdo jornalístico, originalidade no desenvolvimento da pauta e qualidade da apresentação do conteúdo.

    Fabricação dos troféus

    Os troféus entregues no Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental foram feitos à mão por dois apenados do Complexo Penitenciário de Canoas, com madeira de reaproveitamento. Nas peças, foi talhado um dos símbolos do Estado, o quero-quero, que faz parte da logomarca do prêmio desenvolvida pelo designer Augusto Barros.

    O Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental contou com o apoio institucional da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado (Arfoc).

    Confira os vencedores do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental

    O prêmio é uma iniciativa do governo do Estado Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

    • Fotojornalismo
    1º lugar – Semana Lixo Zero – Antonio Valiente Samalea (lornal Pioneiro/Agência RBS)
    2º lugar – Recicle, o céu é o limite – Jefferson Botega (Zero Hora e Diário Gaúcho)
    3º lugar – Banhado do Maçarico, refúgio para aves migratórias e local de dunas e campos úmidos no pampa gaúcho – Anselmo Cunha dos Santos (Zero Hora)

    • Jornalismo Impresso
    1º lugar – Hora da decolagem – Danton José Boatini Júnior (Correio do Povo)
    2º lugar – Salvemos os botos – Jéssica Rebeca Weber (Zero Hora)
    3º lugar A terra na cidade – Brenda Rodrigues Fernández (Correio do Povo)

    • Webjornalismo
    1º lugar – Vento a favor no Pampa – Cleber Dioni Tentardini (Jornal JÁ)
    2º lugar -Colmeias ameaçadas – Danton José Boatini Júnior (Correio do Povo)
    3º lugar – Agapan completa meio século de defesa ambiental – Jéssica Rebeca Weber (Gaúcha ZH)

    • Radiojornalismo/Podcast
    1º lugar – Mascarando o lixo – Geórgia Pelissaro dos Santos (Vós)
    2º lugar – RS e os reflexos das mudanças climáticas – Eduardo Matos (Rádio Gaúcha)
    3º lugar – Raio X do tratamento de esgoto no litoral do RS – Eduardo Matos (Rádio Gaúcha)

    • Telejornalismo
    1º lugar – Isopor na mesa – Lena Caetano (Televisão Cachoeira do Sul) / Marcilei Trindade Caetano
    2º lugar – Pesquisadoras estudam comportamento dos urubus-de-cabeça-preta em Porto Alegre – Marco Alexandre Bocardi (RBS TV)
    3º lugar – Ciência Cidadã – Everson Luiz Dornelles (RBS TV)

    • Jornalismo Universitário
    1º lugar – A força do vento e do sol – Daniel Mutzemberg Giussani (Ufrgs)
    2º lugar – Rio Grande do Sul, 40 graus como a mudança climática pode moldar o futuro do nosso Estado – Bibiana da Costa Davila (Ufrgs)
    3º lugar – A tendência da estação é o verde – Caroline Oliveira da Silva Avila Coelho (Ufrgs)

     

  • Obrigatoriedade radicaliza opositores da vacina na Europa

    Obrigatoriedade radicaliza opositores da vacina na Europa

    Em paralelo à massiva campanha de vacinação, a Alemanha se confronta às vésperas do Natal com a “radicalização” dos grupos opostos à política de combate da pandemia. “Eu dividiria em três grupos: radicais de direita e inimigos da democracia, negacionistas e crentes de teorias conspiracionistas, paranóicos e pessoas com medos difusos e irracionais”, ensinou Winfried Kretschmann, governador do estado de Baden-Württemberg, durante o programa do jornalista Markus Lanz.

    O Governador de Baden-Württenberg, Winfried Kretschmann, acredita que é fundamental não dividir a sociedade por conta da obrigação da vacina.

    Protestos, alguns violentos, irromperam pelo país após o anúncio da proposta de lei para tornar obrigatória a vacinação contra a Covid-19. Ao mesmo tempo em que iniciou na mídia público/estatal a campanha para vacinar crianças de 5 a 11 anos, políticos, médicos e jornalistas começaram a receber ameaças.  No início de Dezembro, um grupo denominado Freie Sachsen (Saxônia Livre) organizou um protesto na frente da casa da secretária de saúde do Estado, Petra Köpping. A ação foi filmada e distribuída nas redes sociais.”Temos um problema fundamental aqui, esse é meu sentimento”, disse Lanz, com relação à polarização da sociedade alemã neste momento.

    Influência fascista

    Em geral tratados como “minoria”, estima-se que os indignados em alguns casos, como no estado da Saxônia, correspondam à metade da população. No estado da Turíngia menos, mas suficiente para levar milhares de pessoas às ruas, contrariando as ordens da polícia. O fenômeno é o mesmo em outros países da Europa, como Áustria, Luxemburgo, Espanha, Bélgica e Holanda. Em todos os casos, a grande mídia trata o fato de os protestos ocorrerem após a imposição de uma imunização obrigatória, como mero acidente.

    A radicalização é associada à influência fascista, sem tratar o cerne da questão. Por que vacinar a todos, até mesmo as crianças, é tão crucial para o governo? Especialmente, considerando todas as incertezas que se acumulam sobre a vacina atual.

    O grupo Freie Sachsen (Saxônia Livre) organizou um protesto na frente da casa da secretária de saúde do Estado, Petra Köpping. A ação foi filmada e distribuída nas redes sociais.

    Números confiáveis

    O virólogo Christian Drosten é um dos mais engajados na campanha de convencimento que circula pelos meios convencionais. “Tivemos problemas de efeitos colaterais graves em crianças na faixa etária acima dos 12 anos, mas no caso era a dose adulta. Atualmente usamos um terço da dose dos adultos”, explica ele, que é membro da comissão de experts recém criada pelo governo. Reiterando os perigos da nova variante, que se espalha mais rapidamente que as anteriores, Drosten minimiza os efeitos colaterais que, ainda assim, podem ocorrer com a vacina. “Seja pelo não fechamento das escolas, seja pela própria proteção, por precaução todos devem se vacinar”, defende ele. 

    Na verdade não há números confiáveis sobre a quantidade e a gravidade de casos adversos. Médicos preferem não se pronunciar ou especular sobre o assunto. “É muito difícil você provar a causalidade original de uma morte. Ainda que através da autópsia você consiga saber exatamente porque uma pessoa morreu, a origem do problema é muito mais complicada de se achar”, diz Dr. Stefan Minks, médico clínico geral de Berlim. Segundo Minks, no caso de uma vacina é ainda mais complicado de encontrar e determinar a correlação dela com outros fenômenos fisiológicos. 

    Analogia automobilística

    “Estudos assim demoram anos para serem concluídos. A urgência fez com que abrissemos mão desses mecanismos de segurança”, acredita o médico. Ele lembra que, das duas mil pessoas com Covid-19 que tratou desde o início de 2020 em seu consultório, 20% a 30% tiveram reincidência da infecção. “A segunda vez é quase sempre pior que a primeira”, garante. Para os céticos da vacina, o Dr. Stephan recomenda a NovaVax, vacina feita da forma tradicional, com vírus inativos. O produto espera a autorização da Agência Médica Européia (EMA) e deve chegar no mercado Europeu no início do próximo ano. 

    A grande mídia faz a propaganda da vacina em uma analogia com a indústria automobilística. “A Biontech-Pfizer é a Mercedes, e a Moderna é o Rolls-Royce”, escreveu a Revista Der Spiegel no final de Novembro. Abastecida exclusivamente por esses dois tipos de imunizantes, a Alemanha enfrenta hoje um racionamento. “Nosso inventário demonstrou que não temos vacinas suficientes para imunizar todos agora em dezembro”, declarou o novo ministro da Saúde, Karl Lauterbach (SPD). Ele anuncia que já está em contato com as fabricantes para encomendar o número suficiente de vacinas até o primeiro quadrimestre do próximo ano. Com sorte, todos receberão o reforço antes do lançamento da nova fórmula imunizante da Biontech e da Moderna anunciada para Março de 2022. Ela seria, então, a proteção contra a Omicron. 

  • Omicron é missão impossível para o novo chanceler alemão

    Omicron é missão impossível para o novo chanceler alemão

    Olaf Scholz faz seu juramento sobre a Constituição no parlamento (Bundestag), e assume como o nono chanceler da República Federal da Alemanha .

    O novo Chanceler, Olaf Scholz, e seu gabinete “Semáforo” (Vermelho, Amarelo e Verde), assumiu o mandato na quarta-feira (08/12/21) com uma missão impossível nas mãos. Vacinar cerca de 25 milhões de alemães até o Natal e assim, teoricamente, evitar um Lockdown durante as festas de fim de ano. No caminho dessa meta estão, além dos obstáculos de logística, uma crescente desconfiança de quem ainda não está imunizado.

    O jornalista, Markus Lanz, foi direto no nervo da questão. “Temos hoje 25% mais doentes do Covid-19 em UTIs, do que no ano passado”, ponderou ele em seu programa de entrevistas na televisão pública, ZDF. Em 01 de dezembro do ano passado, 3919 pessoas estavam internadas em UTIs na Alemanha. Na mesma data deste ano o número era de 4690 internados. Mais importante, 70% desses pacientes de hoje estão completamente vacinados. A mesma proporção do total da população que já se imunizou.

    “A única explicação para isso é que este ano demoramos mais para reagir”, sugere Bernd Böttiger, médico internista, diretor da Associacao Alema Interdisciplinar para Medicina Intensiva  (Deutsche Interdisziplinäre Vereinigung für Intensiv und Notfall Medizin) e membro da Cruz Vermelha Alemã.

    “Experts do mundo inteiro estão esfregando os olhos, não acreditando no que vêem. Simplesmente coisas que antes funcionavam, hoje não funcionam mais”, diz o político Omid Nouripour, do partido Verde (die Grünen).

    Viabilidade vacinal

    “Não temos mais como quebrar essa quarta onda com a obrigatoriedade da vacina”, acredita Hendrik Streeck, diretor do Instituto de Virologia da Universidade de Bonn. “É bom lembrar que a própria avaliação da eficácia dos imunizantes têm sido permanentemente recalculada pelos órgãos responsáveis, pois mudanças de efeito estão sendo verificadas em curto espaço de tempo”, explica ele.

    Sobretudo, o virólogo alemão questiona a viabilidade de uma vacina que precisa ser reforçada a cada seis meses. “Israel já prepara sua quarta dose. É isso que queremos para toda a nossa populacao?”, pergunta Dr.Streeck, hoje um dos especialistas mais respeitados na Alemanha para o coronavírus. “Nao há um único serviço público para o esclarecimento da população sobre a vacina, a única mensagem da política é: vacine-se ou você será punido! No mínimo insensível e contra-producente”, opina.

    O virólogo, Prof. Dr. Hendrik Streeck, ao centro, entre os entrevistados da noite do jornalista Markus Lanz (à esquerda).

    Otimismo cauteloso

    Na última sexta-feira (03/12/21), o fundador e CEO da Biontech, Ugur Sahin (56) admitiu em uma conferência da Reuters, que “a Omicron possivelmente têm condicoes de infectar pessoas vacinadas…em algum momento precisaremos de uma nova vacina contra essa nova variante”. O empresário se mostrou surpreso pela velocidade da mutação ocorrida. “Era esperado que uma variante assim aparecesse, mas eu achava que seria só em meados do próximo ano”, contou Sahin.

    Na concorrente AstraZeneca, a perspectiva vai na mesma direção. “A verdade é que a próxima onda ou a próxima pandemia podem ser ainda mais contagiosa, ou com maior taxa de mortalidade, ou as duas coisas juntas”, declarou à BBC Sarah Gilbert, uma das cientistas que desenvolveram a vacina da empresa para a Covid-19. Para a professora da Universidade de Oxford, especializada no desenvolvimento de vacinas virais, as mudanças no genoma da nova variante “indicam que os anticorpos induzidos pela vacina possam ser menos efetivos em prevenir uma infeccao. 

    Vigilância

    Até o momento, análises mais minuciosas indicam que a Omicron, ainda que mais contagiosa, é menos perigosa. “Em um mês todo mundo terá sido infectado pela Omicron. Mas eu continuo otimista porque ainda que o número de infectados dobre a cada dia, o número de pacientes internados nao tem aumentado.”, diz Dr. John Campbell, em seu canal no Youtube. A Inglaterra registra até o momento quase 500 casos confirmados da Omicron, mas nenhuma hospitalização ainda com o novo vírus. “Esse número já é muito maior, pois nenhum sistema de vigilância consegue seguir um vírus com precisao”, avisa o professor. 

    Nos últimos dois anos, mais de 5,2 milhões de pessoas morreram vítimas do Cov-SARS2, segundo a Organização Mundial da Saúde. Levantamento da Economist indica que na realidade esse número é quatro vezes maior. Além das vidas, o estrago se alastra pela vida social e econômica, com um rastro de inflação, desemprego e miséria.