Nesta terça-feira, 03/10, o Mercado Público de Porto Alegre celebra 148 anos com uma intensa agenda organizada pela associação dos permissionários, em parceria com a prefeitura de Porto Alegre.
Além da movimentação habitual, a partir das 9h, o público poderá desfrutar de atrações, que vão desde manifestações religiosas, capoeira a um show com Dorotéo Fagundes, Antônio Flores Neto e Renato Fagundes. Além disso, quem for aos eventos poderá assistir a um vídeo contando a história do prédio.
De acordo com Adriana Kauer, integrante da diretoria da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), a ideia é presentear a população gaúcha. “Queremos que as pessoas venham prestigiar o que estamos preparando especialmente para elas, já que o Mercado Público sem os nossos fieis clientes não teria se mantido em atividade por tanto tempo. O Mercado é, antes de mais nada, a soma das histórias das pessoas, das que trabalham e das que frequentam”, afirma.
Confira a programação:
9h – Missa Padre Gelson Gérson (da Igreja do Rosário) – Altos do Mercado;
10h – Banda da Brigada – Itinerante;
11h – Flash mob – Mandala (centro do Mercado);
12h – Show com Dorotéo Fagundes, Antônio Flores e Renato Fagundes – Altos do Mercado;
13h – Grupo de Capoeira – Mandala (centro do Mercado);
13h20 – Grupo Vocal e Instrumental Paulo Freire – Altos do Mercado;
14h – Culto ecumênico – Mandala (centro do Mercado);
15h – Parabéns, bolo e chuva de balões, com acompanhamento de Diego Foschiera – Mandala (centro do Mercado);
17h – Bênção africana dos povos tradicionais da matriz africana e afro umbandistas com Xirê do Bará – Mandala (centro do Mercado).
OBS: O vídeo será exibido ao longo de todo o dia. Os restaurantes do Mercado Público ficarão abertos até às 22h.
Autor: da Redação
Mercado Público terá programação especial para celebrar 148 anos
Massacre do Carandiru completa 25 anos sem punição
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
O maior massacre da história dos presídios brasileiros completa 25 anos nesta segunda-feira (2) sem nenhuma punição pelas mortes ocorridas na penitenciária do Carandiru, na zona norte da capital paulista, desativada em 2002.
No Massacre do Carandiru, como ficou mais conhecido o episódio, 111 detentos foram mortos durante uma operação policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do estabelecimento.
Seis julgamentos ocorreram nesse período. No primeiro deles, em 2001, o coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a operação no Carandiru, foi condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 dos 111 prisioneiros do complexo penitenciário. A defesa do coronel recorreu da sentença e ela foi revertida, sendo anulada pelo Tribunal de Justiça em 2006.
Os outros julgamentos aconteceram entre os anos de 2013 e 2014. Por ser um processo que envolvia uma grande quantidade de vítimas e uma grande quantidade de réus, o julgamento foi desmembrado em quatro partes e, ao final deles, 73 policiais foram condenados pelas 111 mortes a penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão. Um quinto policial da Rota, que já estava preso por homicídio de travestis, teve seu caso julgado de forma separada porque sua defesa pediu que ele fosse analisado em laudo de insanidade mental e, em dezembro de 2014, ele foi também condenado.
A defesa dos policiais decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo a anulação dos julgamentos alegando, como já havia ocorrido antes, que não seria possível individualizar a conduta dos policiais, dizendo se cada um deles efetuou os disparos ou quais policiais foram responsáveis pela morte de quais vítimas.
São Paulo – A 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri de São Paulo anulou os quatro julgamentos que condenaram 73 policiais militares pelo Massacre do Carandiru Rovena Rosa/Agência Brasil No dia 27 de setembro do ano passado, três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri, responsáveis pelo recurso da defesa dos réus, decidiram anular os julgamentos anteriores entendendo que não há elementos para mostrar quais foram os crimes cometidos por cada um dos agentes. O relator do processo, o desembargador e ex-presidente do TJ, Ivan Sartori, defendeu que os policiais agiram em legítima defesa.
O Ministério Público recorreu da sentença e, em abril deste ano, a 4ª Câmara Criminal do tribunal manteve a decisão de anular os julgamentos, mas determinou que os policiais sejam julgados novamente. Houve recursos apresentados pela defesa e pelo Ministério Público, que estão sendo analisados pelo próprio Tribunal de Justiça e, se aceitos, podem levar o processo para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na instância superior, pode-se determinar que sejam realizados novos julgamentos ou os ministros podem invalidar a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e manter a validade do júri popular já realizado. Novos recursos poderão ser apresentados e o processo ainda pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em fevereiro deste ano, a Defensoria Pública de São Paulo encaminhou o pedido de federalização do julgamento à Procuradoria-Geral da República. Segundo a Defensoria, a anulação do julgamento pode fazer com que o processo seja arrastado por mais 20 anos. “Em casos de grave violação de direitos humanos, e para assegurar o cumprimento de tratados internacionais de que o Brasil seja parte, a Constituição prevê a possibilidade de a Procuradoria-Geral da República pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a instauração do chamado ‘incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal’, que deve ser julgado por aquela corte”, diz o texto da Defensoria Pública.
O Massacre
Na tarde do dia 2 de outubro de 1992, por volta das 14h, a dois dias das eleições municipais, dois detentos brigam no Pavilhão 9, na Casa de Detenção de São Paulo, um complexo penitenciário que foi construído nos anos 20 no bairro do Carandiru, na zona norte de São Paulo. O complexo era formado por sete pavilhões, cada um deles com cinco andares. Na época, 7.257 presos viviam no Carandiru, 2.706 no Pavilhão 9, onde estavam encarcerados os réus primários, aqueles que cumpriam sua primeira pena de prisão.
A briga se generaliza, começa uma confusão e os funcionários do complexo tentam acalmar os ânimos dos detentos e recolhê-los às celas, sem sucesso. A Polícia Militar é então chamada para conter a rebelião. Uma tentativa de negociação com os detentos falha e o comando policial decide então entrar no local com metralhadores, fuzis e pistolas.
“Passava das três da tarde quando a PM invadiu o Pavilhão 9. O ataque foi desfechado com precisão militar: rápido e letal. A violência da ação não deu chance para defesa”, narra o médico Drauzio Varela em seu livro Estação Carandiru. O médico trabalhava com prevenção à Aids no complexo e disse ter escrito o livro baseado nos relatos dos presos. Cerca de meia hora depois da entrada da PM, as “metralhadoras silenciaram”, narrou Varela. Nesse dia, 111 detentos morreram: 84 deles ainda não tinham respondido a processo e ainda não tinham sido condenados.
Em 2000, um documento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), após petição impetrada pelas organizações Americas Watch, Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e a Comissão Teotônio Vilela, considerou a ação policial no Carandiru “um massacre”. No documento, a comissão relata o que aconteceu naquela tarde de outubro.
“Segundo dados que os peticionários apresentaram e o Estado não contestou, os juízes supervisores foram chamados pelo diretor da prisão tão logo se deu o alarme às 14h15, ao mesmo tempo em que se convocaram as autoridades policias. Às 14h30 chegou o comandante Ubiratan Guimarães, chefe da Polícia Metropolitana de São Paulo, com três tropas de assalto, inclusive cães, pelotões de choque e o batalhão Rota, especializado em combates de grande violência. O Secretário de Segurança transferiu nesse momento a autoridade sobre a prisão para o comandante Guimarães. (…). O governador [do estado de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho] encontrava-se nesse momento fora da cidade e aparentemente só foi informado da rebelião às 17h35”.
De acordo com o documento, dois juízes da Vara de Execuções Penais e o Corregedor dos Presídios também estiveram no local mas, quando lá chegaram, foram dissuadidos pela Polícia Militar de entrar no Pavilhão 9, já que os presos estariam armados. Por volta das 16h, os policiais ocuparam o pavilhão. “O próprio governador Fleury declarou que, pelo fato de alguns detidos terem atacado a polícia, e especialmente depois que o comandante Guimarães foi ferido em consequência da explosão de um tubo de televisão, as forças encarregadas de sufocar o levante ficaram fora de controle”, relata a Comissão Interamericana.
“Às 17 horas, aproximadamente, os juízes foram informados de que o motim terminara”, diz o documento. Nenhum policial morreu na ação. Para a comissão, as mortes dos detentos não decorreram de ações de legítima defesa e nem para desarmá-los, “uma vez que as armas de que dispunham, de fabricação caseira, haviam sido dispostas no pátio ao entrarem os policiais”.Edição: Denise GriesingerTemporal deixa estragos em pelo menos 21 cidades no RS
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou, nesta segunda-feira, 02/10, boletim com as mais recentes informações sobre os municípios atingidos pelos fortes ventos e pelas chuvas que impactaram parte do Rio Grande do Sul no fim da tarde deste domingo.
Segundo o órgão, 21 municípios apresentaram algum tipo de prejuízo. Às 10h30, o órgão fez um sobrevoo para averiguar a situação dos municípios impactados.
Na noite de domingo, cerca de 600 mil pessoas ficaram sem energia, na começo da tarde desta segunda ainda haviam mais de 200 mil pontos sem luz.
As rajadas de vento atingiram 120km/h em alguns pontos. Quase mil casa ficaram destelhadas no Estado e ocorreram dois acidentes com mortes ligados ao temporal. O subchefe da Defesa Civil, tenente-coronel Jarbas Trois de Ávila, sobrevoou os municípios da Região Metropolitana atingidos pelo temporal.
Para o subchefe da Defesa Civil, “com o sobrevoo podemos analisar, no local, de forma exata, a situação das áreas afetadas”, explicou. Além do sobrevoo, a Defesa Civil segue com o acompanhamento das Coordenadorias Regionais em conjunto com os municípios, oferecendo a ajuda necessária aos órgãos de segurança das localidades atingidas.
Em Porto Alegre, o Ginásio de Esportes da Brigada Militar, localizado no cruzamento da Avenida Ipiranga com a Rua Silva Só, teve parte do telhado arrancada com a força da ventania.
A cobertura do Circo da Rússia, instalado no bairro Praia de Belas, foi derrubada com as rajadas de vento que ultrapassaram os 100 quilômetros por hora na Capital. Cerca de 70 pessoas estavam no local e houve ao menos uma pessoa ferida.
O concerto da OSPA, no Jardim Botânico, foi suspenso e houve tumulto no local, mas não houve registro de feridos graves. Outras 20 ruas ficaram parcialmente ou totalmente bloqueadas por quedas de árvores e postes de luz.
Os ventos fortes destelharam 300 casas em Montenegro, segundo a Defesa Civil local / Nabor Goulart / Casa Civil
Em Montenegro, a Defesa Civil do Estado confirmou o registro de destelhamento de 300 casas e várias famílias já receberam lonas como medida provisória. Agora, os coordenadores da Regional Metropolitana estão auxiliando os municípios no processo de possível decretação de Situação de Emergência.
O governador José Ivo Sartori manifestou-se sobre o trabalho da Defesa Civil do Estado e afirmou que a prioridade é o atendimento às pessoas e o restabelecimento dos serviços. “Estou desde ontem em contato permanente com as equipes da Defesa Civil e com os prefeitos. A prioridade é o socorro imediato às vítimas e o restabelecimento de serviços essenciais, como acesso à água e à luz e o desbloqueio de vias”, disse em nota divulgada pelo Palácio Piratini.
Qualquer informação ou pedido de auxílio podem ser encaminhados por meio do telefone 199.
Duas mortes em acidentes
Um motorista, que trafegava pela RS-155, entre Santo Augusto e Ijuí, na noroeste do Estado gaúcha, morreu ao ter o seu carro atingido por uma árvore. Albino de Jesus, com idade estimada em 60 anos, morreu no local devido ao impacto.
Já em Sapiranga, a jovem Aline Aparecida Nunes Cortes de Mello, de 28 anos, foi decapitada por um fio de luz. O acidente ocorreu na Avenida Travessão Ferrabraz. A jovem teve a cabeça decepada ao ser atingida por um fio de um poste da rede elétrica que caiu neste domingo. Aline estava em uma motocicleta conduzida pelo marido. O casal trafegava na rua e não percebeu que o poste estava caído com fios no meio da rua. O marido conseguiu desviar o corpo ao se aproximar dos fios e não teve lesões graves.
Balanço da Defesa Civil:Município Dano Santo Augusto 1 óbito (árvore sobre carro na RS-155 entre Santo Augusto e Ijuí) Porto Alegre 5 pessoas feridas | Destelhamento (atualizando informação) Ijuí Destelhamento (300 residências) | Queda de árvores Montenegro Destelhamento (300 residências, segundo Defesa Civil local) Tupanciretã Destelhamento (100 residências) Santa Cruz do Sul Dano na estrutura no parque da Oktobertfest | Queda de árvores | Danos diversos em 85 residências Venâncio Aires Destelhamento (64 residências) Júlio de Castilhos Destelhamento (50 residências) Soledade Destelhamento (20 residências) Lajeado Destelhamento (18 residências) Ernestina Destelhamento (18 residências) Canudos do Vale Destelhamento (6 residências) Harmonia Destelhamento (4 residências) Bagé Destelhamento (3 residências) | 1 família desalojada Mato Queimado Destelhamento (3 residências) Arroio do Meio Destelhamento (2 residências) Uruguaiana Destelhamento (1 residência) | 1 família desalojada São Pedro da Serra Destelhamento (1 residência) | 1 família desalojada São Miguel das Missões Falta de água e energia elétrica | Postes caídos na RS-536 Cachoeira do Sul Queda de árvores na BR-290 Santo Ângelo Destelhamentos (atualizando informação) OSPA divulga nota sobre temporal durante concerto no Jardim Botânico
A Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre lamenta o transtorno ocorrido em seu Concerto de Primavera, na noite desse domingo (1º de outubro), quando a Ospa e seu público foram atingidos por uma tempestade.
Os eventos do porte desse concerto têm sua estrutura de palco montada com pelo menos 72 horas de antecedência. Na sexta-feira, a previsão do tempo não indicava a certeza da chuva. Foram consultadas diferentes previsões meteorológicas ao longo do final de semana que, quando apontavam a possibilidade de chuva, não previam uma tempestade da magnitude da que veio.
Havia serviço de ambulância e bombeiros no local, conforme previsto por lei.
A intensidade do temporal surpreendeu a todos, causando grandes estragos em todo o Estado, não apenas no evento no Jardim Botânico. A Ospa alivia-se por ninguém ter se ferido gravemente, e por todos terem chegado em suas casas em segurança. Quanto à orquestra, houve apenas danos materiais.
A Ospa agradece a todos pela presença e compreensão.Com 58 mortos, ataque em Las Vegas já é o maior dos Estados Unidos realizado por “lobo solitário”
O número de mortos pelo ataque indiscriminado contra os participantes de um show de música country em Las Vegas já chega a pelo menos 58, enquanto são mais de 400 os feridos, informaram as autoridades americanas.
O chefe da Polícia Metropolitana de Las Vegas, Joe Lombardo, atualizou os números em uma entrevista coletiva. Ele disse que o autor, que fez o ataque do 32° andar do Mandala Bay Hotel e Casino, que fica próximo ao local do show, já foi identificado. É Stephen Paddock, de 64 anos. O atirador foi encontrado morto pela polícia.
A companheira de quarto do atirador, Marilou Danley, uma mulher asiática, está sendo procurada pela polícia.
Lombardo afirmou que o FBI e a polícia local estão investigando e que – apesar de ser uma investigação de longo prazo – o ataque tem características de “lobo solitário”, quando um indivíduo age sozinho. Mesmo assim, a companheira de quarto do suspeito está sendo procurada.
As autoridades disseram que um policial de plantão está em estado crítico e outro ficou ferido no tiroteio. Dois policiais fora de serviço presentes ao show foram mortos.
O atentado aconteceu durante a apresentação do astro da música country Jason Aldean, no Harvest Festival Rota 91. Segundo informações, ele estava tocando a última música do concerto, quando os tiros começaram a ser disparados.
Os sobreviventes disseram ter pensado que os disparos eram fogos de artifício. Vídeos postados nas redes sociais mostram o pânico das pessoas fugindo dos disparos.
Com informações da Agência Brasil e da EFEEntidades ambientais fazem abaixo-assinado contra projeto que altera podas em Porto Alegre
Entidades Ambientais começaram há alguns dias um abaixo-assinado on-line contra o PLC Nº 08/17, de autoria do vereador Moisés Barboza, (PSDB), que altera a Lei Complementar nº 757, de 14 de janeiro de 2015, e que trata sobre supressão e poda de árvores e vegetais em Porto Alegre. o PLC está em tramitação na Câmara de Vereadores.
A proposta era a primeira da ordem do dia, nesta segunda-feira, 02/10, e deveria ser votada na sessão plenária que iniciaria às 14 horas. Devido ao temporal do domingo, a Câmara de Vereadores ficou sem luz e não teve suas atividades realizadas.
No abaixo-assinado, as entidades criticam o projeto de Moisés, e o classificam de “arboricídio”. A matéria, segundo a proposta de Barboza, visa reduzir o tempo de espera entre o pedido de poda e a execução do serviço e permitir que o cidadão contrate um serviço privado para a realização da supressão ou retirada dos vegetais.
“É um ataque à SMAMs, com o objetivo de promover um mercado de licenças privadas para corte e podas, levado a cabo por setores econômicos imediatistas que difundem um sentimento contrário à vegetação urbana, ao interesse público e ao funcionalismo municipal, em especial da área de Meio Ambiente.Os acidentes com quedas de árvores podem ocorrer, mas configuram-se em situações muitíssimo raras em relação a outras causas, não podendo ser usados como argumento para o corte indiscriminado de nossa arborização.” diz um trecho do texto divulgado pelas entidades ambientais. Elas ainda destacam que também não foram chamadas nenhuma vez para discutir o tema.
O projeto foi apresentado em abril deste ano na Câmara, corre em regime de urgência e foi debatido apenas duas vezes, sendo a última no começo de setembro em audiência publica realizada pela Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desburocratização.
O Projeto
A PLCL Nº 08/17 propõe que a prefeitura resolva em até 90 dias os pedidos de poda e, se não atender ao prazo, o cidadão fica autorizado a contratar o serviço particular com a autorização prévia do órgão responsável.
“Muitas pessoas têm vontade e recursos de fazer isso quando necessário, mas são impedidos legalmente”, justificou o parlamentar, líder do Governo Marchezan e conhecido como o Maluco do Bem,.em sua apresentação na audiência em setembro
A proposta também alterará o Fundo Municipal do Meio-ambiente, o Fumpróamb. Hoje, compensações ambientais, verbas de licenças ou infrações ambientais vão para o fundo. Conforme a lei 757, é possível usar até 15% para a manutenção de parques e praças. A proposta de Barboza quer alterar para 30%.
Assinam o abaixo assinado dezesseis entidades:
– Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – INGÁ
– Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS – APEDEMA/RS (37 entidades ambientalistas)
– Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – AGAPAN
– Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MoGDeMA
– Movimento Roessler para Defesa Ambiental
– Amigos do Meio Ambiente – AMA Guaíba
– Núcleo de EcoJornalistas do RS – NEJ/RS
– Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção – CCD
– Movimento Preserva Belém Novo
– Coletivo A Cidade Que Queremos Poa- CCQQ
– Coletivo Chega de Demolir Porto Alegre
– Associação Amigos do Cais do Porto – AMACAIS
– União Pela Vida – UPV
– Instituto Econsciência
– Amigos da Terra Brasil
– Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/RS
Temporal leva pânico durante concerto da OSPA no Jardim Botânico
Cleber Dioni Tentardini
O temporal começou a se armar por volta das cinco e meia da tarde, mas o céu ainda estava claro. Cheguei por volta desse horário para assistir ao Concerto de Primavera da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, neste domingo, 01/10, evento tradicional de boas-vindas à nova estação, organizado pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) e OSPA.
Na entrada, comentei com amigos que a chuva estava vindo. Me informaram que já havia mais de três mil pessoas.
Ao chegar no multipalco, vi uma multidão acomodada pelo gramado do Jardim Botânico.
Cerca de 3 mil pessoas foram assistir a OSPA
Às seis da tarde, começou a apresentação dos músicos, conduzida pelo maestro Evandro Matté. Raios começaram a ser vistos durante a apresentação da soprano Raquel Fortes, e logo vieram as trovoadas. Algumas pessoas com crianças no colo começaram a levantar para ir embora. A maioria do público permaneceu.
Apresentação da soprano Raquel Fortes 
Apresentação dos músicos, conduzida pelo maestro Evandro Matté
Sentados nas cadeiras nas primeiras filas estavam a secretária estadual do Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, o presidente da Fundação Zoobotânica, Luiz Branco, os diretores do JB e do Museu de Ciências Naturais.
Titulares da SEMA e FZB assistiram o começo do concerto
Aos primeiros pingos o público levantou e começou a sair caminhando, mas, uma rajada de vento muito forte cruzou o gramado, levantando cadeiras e atingiu o palco, balançando com toda a estrutura. Lonas e caixas de som foram arremessadas para as laterais. A cobertura do palco entortou, ameaçando desabar.
Sem luz a visibilidade era garantida pelos faróis dos carros
Começou a correria. Para piorar, foi-se a luz. Pânico e gritaria. Vento e chuva fortes. Pessoas perdidas dos parentes. Crianças chorando. Havia muitas senhoras e crianças no local. As famílias levaram cadeiras de praia, muita gente estava praticamente acampada ali, dividindo lanches, sucos, vinhos, chimarrão. Algumas coisas foram deixadas pelo caminho.
Ao ver a estrutura prestes a desabar, os músicos correram para uma tenda armada para o apoio, ao lado do gramado, o mesmo que dezenas de pessoas fizeram, inclusive eu. Mas o abrigo foi por pouco tempo, porque a estrutura também começou a balançar e a lona abriu-se de vez. A cobertura do palco veio abaixo.
Parte de um telhado voou a caiu sobre um carro
Na rua interna, a multidão a pé disputava espaço com as centenas de carros. Tinha que desviar dos galhos quebrados pela ventania. Quem caminhou, conseguiu alcançar mais rápido a saída na avenida Salvador França, totalmente alagada.
Não havia orientação, apoio técnico ou qualquer funcionário do SAMU ou dos Bombeiros Civis para orientar as pessoas. Esses apoios são de praxe em eventos como esses. Não sei se obrigatórios, talvez sejam.
Público indo embora e desviando dos galhos

Depois de seis anos sem apresentar concertos no Jardim Botânico de Porto Alegre, a Ospa, uma das grandes orquestras do Brasil, não conseguiu mostrar seu programa repleto de trechos de óperas, danças e obras relacionadas a esta época do ano.
Feira do livro na sede do Sindicato dos Jornalistas permanece aberta até o dia 6 de outubro
Entre as atividades alusivas ao aniversário de 75 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), foi montada uma feira do livro na sede da entidade (Rua dos Andradas, 1270, 13º andar). Obras das editoras Libretos e AGE, que estariam expostas até esta sexta-feira, dia 29, ficarão disponíveis até o dia 6 de outubro.
Os livros têm 20% de desconto para o público em geral e 50% para os jornalistas sindicalizados e estudantes. O horário de atendimento do Sindicato a partir do dia 2 de outubro é do meio-dia até as 18h.Liminar proíbe corte de ponto de professores gaúchos em greve
A justiça gaúcha acatou o mandado de segurança do Sindicato dos Professores Públicos do Rio Grande do Sul, o Cpers, que pedia o impedimento da medida anunciada pelo governo Sartori de cortar o ponto dos professores que dessem continuidade a greve da categoria, realizada desde o início de setembro.
A decisão foi tomada pelo desembargador Sérgio Luiz Grassi Beck, do Tribunal de Justiça gaúcho. O mandado de segurança tinha sido pedido pela assessoria jurídica do Cpers ainda na sexta-feira, após o Governo anunciar em nota oficial a intenção de corte no ponto dos grevistas.
Em sua decisão o desembargador colocou: “Fica evidente os prejuízos decorrentes de eventuais descontos dos vencimentos dos servidores representados pelo Cpers, porquanto, em se tratando de verba alimentar, presume-se necessária ao sustento dos professores e suas famílias, assim como essencial para a vida digna”. A decisão é liminar e deve ser ainda apreciada em definitivo pela Justiça.
Na última sexta-feira, o Cpers confirmou em assembleia que manterá a greve devido aos parcelamentos dos salários feitos pelo Governo. Nesta última semana, Sartori anunciou que os servidores que recebem menos teriam pagos os seus salários primeiro. Mas a medida não acalmou as entidades representativas.
Junto com o Cpers, quase 40 sindicatos e associações realizaram um ato em Porto Alegre contra as medidas do governo, que contou com mais de 10 mil pessoas, segundo a Brigada Militar. Os sindicatos acreditam que 30 mil pessoas chegaram a participar da marcha.Permissionários pagarão PPCI do Mercado Público em troca de dívida com a Prefeitura
O município e a associação que reúne os permissionários do Mercado Público assinaram na última semana um acordo que repassa aos comerciantes a responsabilidade pela elaboração e execução do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) do Mercado Público, até a expedição do respectivo alvará de incêndio.
O valor das obras para adequação do prédio será abatido de dívida que a Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascompe) tem com o município, decorrente de ações trabalhistas relativas ao período em que a associação geriu o Mercado Público. Nessas ações, o município foi condenado subsidiariamente ao pagamento das indenizações, que somam cerca de R$700 mil. Com o acordo, a prefeitura não irá ser ressarcida e os permissionários ficam responsáveis pelo PPCI.
Assinado pelo procurador-geral adjunto de Domínio Público, Urbanismo e Meio Ambiente, Roberto da Silva Rocha, pelo presidente da Ascompec, João Alberto Cruz de Melo, e permissionários, o acordo deverá ser homologado pela Justiça, já que a obrigação de fazer o PPCI é objeto de Termo de Ajustamento de Conduta firmado pelo município e Ministério Público na ação civil pública Processo n. 001/1.16.0158968-0.
A Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascompec) terá 60 dias para cumprir a obrigação.
Em dificuldades financeiras, a prefeitura diz que não teria condições de arcar com o custo do PPCI. A negociação com a associação dos permissionários teve início em julho, quando a proposta foi apresentada pela Ascompec.
Durante a reunião que precedeu a assinatura do termo de acordo, o procurador-geral adjunto, Roberto da Silva Rocha, lembrou que o acordo resolve dois problemas: impede a interdição do Mercado Público, que precisa do PPCI para continuar funcionando, e o passivo trabalhista deixado pela associação no período em que foi responsável pela gestão do Mercado Público.
“Estamos resolvendo aqui uma questão do passado. A entidade está admitindo a responsabilidade pelo passivo deixado. O futuro do Mercado Público é outra questão, que está em análise pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Parcerias Estratégicas”, explica Rocha.
O Mercado foi inaugurado em 1869 e reformado pela última vez em 1997. Em 2003 o segundo andar pegou fogo e desde então está interditado. O Prefeito Nelson Marchezan Júnior já manifestou interesse que uma Parceria Público Privada (PPP) assuma a gestão do local. Os permissionários tem dúvidas e dizem não querer que o espaço perca ser caráter popular.










