A justiça gaúcha acatou o mandado de segurança do Sindicato dos Professores Públicos do Rio Grande do Sul, o Cpers, que pedia o impedimento da medida anunciada pelo governo Sartori de cortar o ponto dos professores que dessem continuidade a greve da categoria, realizada desde o início de setembro.
A decisão foi tomada pelo desembargador Sérgio Luiz Grassi Beck, do Tribunal de Justiça gaúcho. O mandado de segurança tinha sido pedido pela assessoria jurídica do Cpers ainda na sexta-feira, após o Governo anunciar em nota oficial a intenção de corte no ponto dos grevistas.
Em sua decisão o desembargador colocou: “Fica evidente os prejuízos decorrentes de eventuais descontos dos vencimentos dos servidores representados pelo Cpers, porquanto, em se tratando de verba alimentar, presume-se necessária ao sustento dos professores e suas famílias, assim como essencial para a vida digna”. A decisão é liminar e deve ser ainda apreciada em definitivo pela Justiça.
Na última sexta-feira, o Cpers confirmou em assembleia que manterá a greve devido aos parcelamentos dos salários feitos pelo Governo. Nesta última semana, Sartori anunciou que os servidores que recebem menos teriam pagos os seus salários primeiro. Mas a medida não acalmou as entidades representativas.
Junto com o Cpers, quase 40 sindicatos e associações realizaram um ato em Porto Alegre contra as medidas do governo, que contou com mais de 10 mil pessoas, segundo a Brigada Militar. Os sindicatos acreditam que 30 mil pessoas chegaram a participar da marcha.

Deixe uma resposta