A chama olímpica passou pelo Bom Fim. No dia 7 de julho, a tocha desfilou por Porto Alegre e um dos pontos do percurso foi o Parque Farroupilha. Milhares de pessoas esperaram a passagem da tocha pelas ruas do Bom Fim. O evento histórico foi marcado por um forte aparato policial, que envolveu quase todas as esferas da Segurança Pública e por uma forte presença dos patrocinadores. Este ano, os jogos olímpicos acontecem, no Rio de Janeiro, de 5 a 21 de agosto. Serão disputadas 42 modalidades, envolvendo mais de 10 mil atletas do mundo inteiro.
Autor: da Redação
A tocha no Bonfa
Foto: Ramiro Furquim/Jornal JÁ HPS: obras sem fim
Para proteger as quatro entradas do hospital e fazer a ronda, são apenas três guardas armados. Faltam funcionários em quase todos os setores. Este é o cenário desolador descrito pelo auxiliar de enfermagem Everaldo Nunes da Silva, presidente da Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro.
Everaldo é funcionário concursado do HPS e trabalha na emergência desde 1998. No setor, as obras já foram concluídas. A nova emergência está pronta, mas os problemas não acabaram. A reforma foi feita, mas o local não recebeu climatização. “Só tem ar frio. No inverno é um problema pois muitas vezes os pacientes precisam tirar a roupa e a temperatura é inadequada”, afrma Everaldo, que reclama ainda que o setor funcionou normalmente durante as obras, sem o isolamento adequado: “Atendíamos os pacientes em meio à poeira e ao cheiro de cola.”
Segundo a associação, faltam 141 técnicos em enfermagem e 33 enfermeiros. Além disso, há 49 funcionários esperando a aposentadoria. “Tem concurso válido, por que não chamam os aprovados?”
Everaldo: “Falta gente!” | Foto: Jornal JÁ
Em março, um homem armado entrou no hospital e tentou matar um paciente que estava internado. O caso trouxe à tona questão da segurança no HPS. “Nos primeiros dias uma viatura da Guarda Municipal fez a ronda, mas logo desapareceram”, conta Everaldo. Outra solicitação dos funcionários foi a instalação de detector de metais nas entradas, mas foi colocado apenas um detector para bagagens. Ou seja, se alguém tentar entrar com uma arma junto ao corpo, não terá grandes dificuldades.
A reportagem do JÁ Bom Fim ingressou no local facilmente, nem mesmo a mochila do nosso repórter precisou passar pelo detector.
No dia 13 de junho, a entidade encaminhou um documento ao secretário municipal de saúde, Fernando Ritter, apontando as carências. No fim do mês, os funcionários foram recebidos pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, mas pouco se avançou.As perguntas que o HPS não responde
Por que as obras do HPS não acabam? Talvez fosse esta a principal pergunta a se fazer à direção do Hospital e à Secretaria de Saúde. Uma das reclamações do representante dos funcionários é justamente a falta de acesso à direção do hospital. “Antes nós tínhamos acesso à direção do hospital, hoje não conseguimos passar da porta. Não tem diálogo”, protesta Everaldo Nunes.
A reportagem tentou contato mais de uma vez, mas a diretora Elizabeth Collares não fala com a imprensa. Segundo ela, todas as informações referentes ao hospital devem ser colhidas junto à assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde.
Na assessoria, após uma semana de tentativas, fomos informados que a diretora não fala nem com a assessoria. As perguntas que foram enviadas à Secretaria, até o fechamento desta edição, não haviam sido respondidas.UNE quer plebiscito sobre novas eleições e fará jornada "Fora Temer"
No último final de semana, de 15 a 17 de julho, mais de 500 estudantes estiveram no 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). Foram 324 entidades credenciadas no encontro, com cerca de 20 debates sobre temas ligados à educação, saúde, juventude, democratização da comunicação, o golpe à democracia, além de discussões acerca do combate ao racismo, à lgbtfobia e sobre a cultura do estupro.
Uma pauta que permeou todos os debates foi a defesa da democracia e contra qualquer tipo retrocesso. Ao debate “Diálogo que nos UNE”, compareceram o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, o ex-Advogado geral da União, José Eduardo Cardozo; o deputado federal Ivan Valente (PSol-SP) e o representante do Partido Pátria Livre (PPL) Márcio Cabreira. Levaram suas opiniões sobre a crise política e apontaram perspectivas para o futuro do país.
Durante a plenária final realizada no domingo, 17, no auditório da Unip, em São Paulo, a UNE sugere um plebiscito sobre a realização ou não de novas eleições.
Estudantes marcam jornada contra o governo interino e apresentam plataforma a candidatos nas eleições municipais. Foto: Vitor Voguel/Cuca da Une
As lideranças estudantis reunidas na capital paulista convocaram ainda uma grande jornada nacional de lutas durante a semana do dia do estudante, 11 de agosto. O movimento estudantil planeja ocupar as ruas do país com três bandeiras prioritárias: “Fora Temer!”, “Fora Mendonça!” e contra a “Lei da Mordaça”.
O Congresso aprovou ainda uma resolução esclarecendo o que identifica como ações de desmonte no setor educacional, no atual modelo, que considera “retrógrado e privatista”.
Foi aprovada também uma plataforma eleitoral a ser entregue aos candidatos municipais com as reivindicações dos estudantes brasileiros. No texto, os estudantes pedem cidades que contemplem melhor a juventude, com mais mobilidade e cultura, por exemplo.
Também foi apresentado o novo regimento de carteiras de identificação estudantis, com adequações importantes para que cada vez mais entidades possam aderir ao sistema nacional de carteiras.
O plenário do Coneg aprovou ainda duas moções, contra o fascismo nas universidades e em apoio à ocupação do campus UFRJ Praia Vermelha.
(Com informações da UNE)
Redenção: Novo administrador quer mais recursos
Administrar os quase quarenta hectares do principal parque da cidade com uma equipe de apenas 13 funcionários, um trator e sem um pila de verba: este é o desafio encarado por Diovani Machado. Desde o dia 1º de julho, Diovani é o novo administrador da Redenção. Ele substitui a bióloga Regina do Patrocínio, coordenadora da Zonal Centro da Smam, que havia assumido a gerência do parque em dezembro do ano passado.
Diovani Machado tem 26 anos, é formado em Administração pela Ulbra há cinco anos. Trabalhou durante quatro anos na Prefeitura de Cachoeirinha, onde começou como auxiliar administrativo e se tornou chefe da tesouraria Em 2014, passou em um concurso para a Prefeitura de Porto Alegre. Na Smam, foi coordenador administrativo.
Seu perfil difere dos de seus antecessores. “Eles tinham um enfoque mais na vegetação, eu vou focar mais na comunidade, para tornar o parque mais agradável para os frequentadores”, explica o sucessor de bióloga Regina do Patrocínio e do Agrônomo Celso Copstein. Machado afirma que é a primeira vez que um administrador de formação assume algum dos oito parques urbanos de Porto Alegre.
Na análise de Diovani, o maior problema da Prefeitura hoje é a falta de comunicação entre os diversos órgãos, o que se reflete na Redenção. “Quando a sociedade vê um problema ela não enxerga uma Secretaria, e sim a Prefeitura. Eu quero fazer uma integração, uma união dos órgãos. Temos que entender que não é pra mim, é um serviço que a gente presta pra sociedade.”
Outra preocupação do novo gerente é em relação à segurança. Ele confessa que nunca frequentou muito o Parque Farroupilha, por medo da falta de segurança. “Aqui no entorno da administração não tem nenhum poste funcionando.”
Os danos causados pelo temporal de janeiro ainda não foram totalmente sanados. No final deste mês, encerra o contrato com a empresa terceirizada que realiza o trabalho de poda e recolhimento dos vegetais e, segundo Diovani, “ainda tem muita coisa pra fazer.”
Não são poucos os problemas do parque e para enfrentá-los, a administração conta com uma equipe enxuta e 15 apenados do regime semi-aberto, que trabalham na limpeza. Dos três tratores, apenas um funciona. Além disso, o parque não conta com verba da Prefeitura. Para o orçamento do ano que vem, o novo gerente pretende encaminhar um pedido de uma verba mensal de manutenção.HPS pede doadores de todos os tipos de sangue
No Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, os estoques de sangue, de todos os tipos, estão muito baixos.
A Unidade de Coleta e Transfusão do hospital funciona das 8h às 12h, de segunda a sexta-feira, na rua Venâncio Aires, 1116, 2º andar.
Interessados em doar devem procurar o HPS levando documento com foto, estar alimentado e em bom estado de saúde, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e evitar fumar duas horas antes da doação.
As normas, nacionais e internacionais, definem quem não pode ser doador, temporária ou definitivamente. Confira abaixo.Você não poderá doar sangue se:
» tiver idade inferior a 16 anos ou superior a 69 anos.
Obs.: o limite superior para a primeira doação é 60 anos. Quem tem 61 anos ou mais e nunca doou está inapto.» tiver peso inferior a 50 kilos.
» estiver com anemia no teste realizado imediatamente antes da doação.
» estiver com hipertensão ou hipotensão arterial no momento da doação.
» estiver com aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos no momento da doação.
» estiver com febre no dia da doação.
» estiver grávida.
- » estiver amamentando, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses.
obs.: o doador não poderá doar se vier acompanhado de crianças menores de 13 anos sem a presença de um outro adulto para cuidar delas.
Você estará impedido de doar sangue:1. por 48 horas:
» se recebeu vacina preparada com vírus ou bactéria mortos, toxóide ou recombinantes. Ex.: cólera, poliomielite (salk), difteria, tétano, febre tifóide (injetável), meningite, coqueluche, pneumococo.
» se recebeu vacina contra gripe.
2. por sete dias:
» se teve diarréia.
» após terminarem os sintomas de gripe ou resfriado.
» após a cura de conjuntivite.
» extração dentária (verificar uso de mediação).
» tratamento de canal (verificar medicação).
3. por duas semanas:
» após o término do tratamento de infecções bacterianas (uso de antibióticos).
» após a cura de rubéola.
» após a cura de erisipela.
4. por três semanas:
» após a cura de caxumba.
» após a cura de varicela (catapora).
5. por quatro semanas:
» se recebeu vacina de vírus ou bactérias vivos e atenuados. Ex.: poliomielite oral (sabin), febre tifóide oral, caxumba, febre amarela, sarampo, bcg, rubéola, catapora, varíola etc.
» se recebeu soro antitetânico.
» após a cura de dengue.
» cirurgia odontológica com anestesia geral.
6. por oito semanas (somente para homens):
» após uma doação de sangue. Esse período deve ser ampliado para 16 semanas se houve doação dupla de hemácias por aférese.
7. por 12 semanas (somente para mulheres):
» após uma doação de sangue (para mulheres). Esse período deve ser ampliado para 24 semanas se houve doação dupla de hemácias por aférese.
» após parto normal ou abortamento.
8. por três meses (independente se homem ou mulher):
» se foi submetido a apendicectomia.
» se foi submetido a hemorroidectomia.
» se foi submetido a hernioplastia.
» se foi submetido a ressecção de varizes.
» se foi submetido a amigdalectomia.
9. por seis meses a 01 ano:
» se foi submetido a uma cirurgia de médio ou grande porte como por exemplo: colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, colectomia, esplenectomia pós trauma, nefrectomia etc.
» após a cura de toxoplasmose comprovada laboratorialmente.
» qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc): aguardar 6 meses.
» se fez piercing (se piercing na cavidade oral ou genital, devido ao risco permanente de infecção, implica em inaptidão por 12 meses após a retirada).
10. por 12 meses:
» se recebeu uma transfusão de sangue, plasma, plaquetas ou hemoderivados.
» se recebeu enxerto de pele.
» se sofreu acidente se contaminando com sangue de outra pessoa.
» se teve acidente com agulha já utilizada por outra pessoa.
» se teve contato sexual com alguma pessoa com aids ou com teste positivo para hiv.
» se teve contato com prostituta ou com outra pessoa que recebeu ou pagou com dinheiro ou droga pelo ato sexual.
» se teve contato sexual com usuário de droga endovenosa.
» se teve contato sexual com pessoa que tenha recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses.
» se teve relação sexual com pessoa com hepatite.
» se fez tatuagem ou maquiagem definitiva.
» se teve sífilis ou gonorréia.
» se foi detido por mais de 24 horas.
11. por cinco anos:
» após a cura de tuberculose pulmonar.
12. você nunca poderá ser doador de sangue se:
» tem ou teve um teste positivo para hiv.
» teve hepatite após os 10 anos de idade.
» já teve malária.
» tem doença de chagas.
» recebeu enxerto de duramater.
» teve algum tipo de câncer, incluindo leucemia.
» tem graves problemas no pulmão, coração, rins ou fígado.
» tem problema de coagulação de sangue.
» é diabético com complicações vasculares ou em uso de insulina.
» teve tuberculose extra-pulmonar.
» já teve elefantíase.
» já teve hanseníase.
» já teve calazar (leishmaniose visceral).
» já teve brucelose.
» já teve esquistossomose hepatoesplênica» tem alguma doença que gere inimputabilidade jurídica.
» se foi submetido a transplante de órgãos ou de medula.
Juíza incrimina estudantes e repórter por ocupação da Secretaria da Fazenda
A juíza da 9ª Vara Criminal do Foro Central, Claudia Junqueira Sulzbach, acolheu a denúncia contra os dez maiores de idade presos no episódio da ocupação da Secretaria da Fazenda do Estado, em 15 de junho.
Com a decisão, os dez se tornam réus no processo por dano qualificado e desobediência. Entre os réus estão o repórter do Jornal JÁ, Matheus Chaparini, e o cineasta independente Kevin D’arc, de São Paulo, que filmava em diversas cidades do país para um documentário sobre as ocupações.
Na ocasião, foram detidas 43 pessoas, a maioria estudantes menores de idade. Os menores foram liberados no Deca (Departamento Estadual da Criança e do Adolescente). Os maiores chegaram a ser levados ao Presídio Central, no caso dos homens, e ao Madre Pelletier, no caso das mulheres. Eles permaneceram detidos por cerca de 14 horas.
No caso dos 33 menores de idade, a Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público arquivou o inquérito.
Chaparini estava no local a trabalho, cobrindo a ocupação para o jornal JÁ. Os vídeos gravados pelo repórter mostram que ele se identifica como profissional de imprensa diversas vezes, o que é ignorado pelos policiais.
O boletim de ocorrência feito pela BM enquadrou-o como manifestante, o delegado que fez o inquérito manteve esse entendimento, assim como o promotor e, agora, a juíza. Isso tudo apesar das manifestações — do próprio jornal JÁ, do Sindicato dos Jornalistas, da Associação Riograndense de Imprensa, Federação Nacional dos Jornalistas e outras entidades da sociedade civil — atestando que o repórter estava no exercício de sua profissão.
E, apesar, do vídeo de onze minutos em que ele, fora da cena, registra as agressões dos policiais militares aos estudantes que ocupavam o saguão da Secretaria.
Histórico
O inquérito policial, concluído pelo delegado Omar Abud, seguiu a orientação expendida em várias manifestações públicas do secretário de Segurança e, até, do governador.
Disse o secretário, e repetiu o governador em entrevista, que o repórter Matheus Chaparini, que fazia cobertura para o JÁ, foi preso “porque não se identificou como jornalista”.
Em decorrência disso, foi arrolado e denunciado junto com os estudantes que ocuparam o prédio da Secretaria da Fazenda, no dia 15 de junho.
O repórter gravou com o celular o vídeo de onze minutos e fez mais de uma centena de fotografias registrando o que ocorreu no interior do prédio público ocupado pelos estudantes em protesto.
Num trecho do vídeo, inclusive, são claras as diversas tentativas do repórter de se identificar ao comandante da operação.
Mesmo assim, as autoridades – do governador ao delegado – insistem na versão de que o “repórter não se identificou” e que, portanto, “estava junto”.
“Saí pra trabalhar, acabei no presídio”, resume o repórter | Ramiro Furquim/Jornal Já
Criminaliza-se a ação dos estudantes para intimidá-los e inibir as suas manifestações de protesto. O indiciamento do repórter que “estava junto” tem o objetivo claro de desqualificar o material produzido por ele e que revela a truculência da operação policial dentro de Secretaria da Fazenda, onde os estudantes foram agredidos com spray de pimenta no rosto e arrastados à força para fora do prédio.
No dia seguinte, inclusive, o secretário da Segurança anunciou uma investigação que, em 30 dias, esclareceria os fatos ocorridos durante a operação de desocupação. Depois, não se falou mais no assunto.
Colegas do repórter acusado acompanharam a cena pela janela
Segundo o delegado Abud, uma evidência de que o repórter não estava trabalhando é o fato de que estava “entre os invasores” enquanto os demais jornalistas estavam todos no lugar determinado pela polícia.
As imagens nos noticiários de televisão, mostram claramente os repórteres fora do prédio, tentando ver através das grades das janelas da Secretaria da Fazenda.
Fica evidente que todos queriam estar lá dentro. O repórter do JÁ conseguiu entrar porque cobria desde o início o movimento dos estudantes.
O site do JÁ cobre as ocupações de escolas desde o princípio. O repórter tinha um contato entre eles e foi avisado da ocupação no início da manhã. Chegou, encontrou uma porta aberta, entrou.
Reprodução do registro da conversa entre o editor e a equipe que cobria a ocupação.
O caso provocou vários atos e debates públicos, manifestações orais, escritas, publicadas. Quando o processo chegou à 9ª Vara Criminal, a cargo da juíza Cláudia Junqueira Sulzbach e do promotor Luis Felipe Tesheiner, uma comissão foi ao gabinete da juíza interceder em defesa dos estudantes e explicar que, por óbvio, um jornalista não pode ser arrolado como participante de um movimento que está acompanhando como repórter.
Encabeçava a comissão o representante do Comitê em Defesa da Democracia e do Comitê de Resistência Constitucional, advogado Mário Madureira, que interveio em favor dos indiciados acompanhado do presidente do Sindicato dos Jornalistas, Milton Simas, e da coordenadora do movimento Escola sem Mordaça, Russel Dutra da Rosa, e da advogada dos estudantes, Jucemara Beltrame. (Dias antes, estavam os advogados em frente à sede da OAB reclamando da omissão da Ordem diante do desrespeito, por policiais, às suas prerrogativas profissionais, naquele e noutros conflitos sociais, impedindo-lhes o acesso a clientes e até levando empurrões e gás de pimenta no rosto, também).
Em agosto, quando recebeu a denúncia encaminhada pelo MP, a juíza (de vermelho), desceu para ver a apresentação preparada pelos estudantes / Foto Thaís Ratier
Então, pediram à juíza que fosse ao térreo encontrar os estudantes, que haviam sido impedidos de subir, assim como os fotógrafos que registravam o episódio. Ela foi, e acompanhou até o fim uma performance teatral montada por eles, reproduzindo a truculência policial durante a desocupação da Sefaz, expondo suas demandas e questionando as razões da acusação. A apresentação culminou com a entrega de flores à juíza. Porém, ao final, um rapaz mais empolgado com a receptividade da magistrada, começou a pular e gritar: “Ocupa, ocupa tudo”, no que foi acompanhado por uns poucos. Um silêncio sobreveio e, sem mais, a juíza voltou ao seu gabinete.
Da ocupação ao Presídio Central: o relato do repórter
2016.06.15 – Porto Alegre/RS/Brasil – Repórter do Jornal Já é preso durante cobertura de ocupação da Secretaria Estadual da Fazenda. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
É uma espécie de caixote de lata, pintado de preto pelo lado de dentro. Num dos lados, um banco, do outro, uma barra para prender algemas. Cabem ali duas pessoas, talvez três. Mas quando fui encaçapado na parte traseira do camburão da Polícia Civil, já éramos quarto.
Assim que a porta fecha, o ar fica escasso e quando a viatura anda, cai a total escuridão sobre os detidos. Ao todo, éramos dez, em três espaços do mesmo veículo.
Da Secretaria da Fazenda, no centro de Porto Alegre, fomos para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DECA), onde ficaram os menores de idade. Dali, seguimos para a 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, onde me identifiquei como jornalista e informei meu veículo. Em seguida fomos novamente embarcados.
Após uma parada de meia hora no presídio feminino Madre Pelletier para deixar as três jovens presas, seguimos para o Presídio Central, o lar gelado que nos aguardava.
Na chegada, o clima é de pressão psicológica. Braços cruzados na altura do peito e cara na parede é o procedimento padrão.
Ao fundo, soam algumas piadas homofóbicas, comentários sobre uma briga violenta, que não se confirmou, e o torturante ruído de um faca sendo raspada na parede.
Fomos os sete identificados, revistados nus e encaminhados a uma cela do Jumbo, o setor de triagem do Central.
Nossa presença gerou um alvoroço entre os vizinhos da cela ao lado, mas o policial que nos conduzia esclareceu: “Não é duque!”
Duque é como são chamados os estupradores, que costumam ficar separados dos demais. Havia dois “duques” na cela que nos aguardava, um cubículo muito frio, incluindo o banheiro, infecto.
Fomos presos pela Brigada Militar durante a ocupação da Secretaria da Fazenda por estudantes.
A intenção do grupo de estudantes era conseguir uma reunião para negociar com o governador.
O saldo foi a prisão de mais de 40 pessoas, a maioria menores de idade, quase todos estudantes, além deste repórter e do cineasta Kevin Darc, que prepara um filme sobre as ocupações escolares Brasil afora.
A ocupação foi decidida em reunião no início da manhã no Colégio Estadual Júlio de Castilhos. Os estudantes ocuparam o prédio em torno das 8h.
Às 9h chegou ao prédio o secretário adjunto da Fazenda, Luiz Antonio Bins. Vinte minutos depois, o secretário entrou no prédio acompanhado pelo comandante do policiamento da capital, Mário Ikeda.
Rapidamente chega o Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar. Inicialmente eram oito viaturas e cerca vinte homens, vários mascarados e sem identificação na farda. Os agentes isolaram uma larga área ao lado do edifício, onde comandante do 9º BPM, tenente-coronel Marcus Vinicius Oliveira. falou com a imprensa.
Ao fim das perguntas dos jornalistas, um estudante ponderou: “Não podemos esquecer que são menores de idade, né?”, ao que o comandante respondeu: “Só sei que são invasores”, e um mascarado exaltado encerrou o assunto: “Eu sei que são menores, ninguém aqui é retardado!”
Às 10h20, os estudantes pintavam uma faixa com o texto “Sem violência, lutamos pela educação”, quando escutaram apitos e tambores se aproximando da entrada da avenida Mauá. Eram estudantes, professores e militantes que vieram prestar apoio à ocupação.
Até aí, tudo transcorria relativamente bem, apesar da presença cada vez maior do Choque.
Às 10h25, os estudantes se reuniram com o tenente-coronel Mário Ikeda. O diálogo foi rápido e os estudantes ganharam um prazo de dez minutos para desocuparem o local. E foi aí que começou o problema.
Os estudantes decidiram ficar no prédio. Eles questionavam a falta de uma ordem de reintegração de posse e exigiam a presença de advogados e do Conselho Tutelar no local, o que só foi permitido depois de iniciada a ação da Brigada Militar. Os jovens sentaram no chão e se deram as mãos, como forma de defesa.
Os brigadianos arrancaram um por um os estudantes, carregados pelas pernas, braços ou pela roupa. O cheiro do spray de pimenta encheu o ambiente.
O capitão Trajano, que orientava a remoção dos ocupantes, chegou a esgotar um tubo inteiro, direcionado para o rosto dos estudantes, e solicitou mais um. A cada investida da tropa, ouviam-se os gritos de desespero das meninas e meninos. Os policiais estavam bastante exaltados e o capitão precisou conter seus homens pelo menos duas vezes.
Além de lançar o spray diretamente no rosto dos adolescentes, uma menina teve o pé pisado por um policial, um rapaz relata que levou dois socos na cabeça e outro disse que foi arrastado na escadaria de saída do prédio. Há um caso mais grave, de uma moça que relata que um grande hematoma no seu peito foi ignorado no exame de corpo de delito. Outro problema era a ausência de uma mulher para a realização dos exames.
Permaneci na Secretaria até a retirada do último estudante, quando decidimos, eu e o cineasta Kevin Darc, sair do prédio. Neste momento, também fomos presos. Nos identificamos e a resposta do capitão foi: “Pra mim tu tá junto.”
Na saída, um homem vestido à paisana e com o rosto escondido por uma toca ninja arrancou o celular da minha mão.
Enquanto brigadianos tentavam me empurrar para fora do prédio, consegui pegar o aparelho, mas não evitar a prisão.
Ao meio-dia teve início uma peregrinação que foi até a sede do Deca (Departamento Estadual da Criança e do Adolescente), 3ª DPPA, no bairro Navegantes, depois Palácio da Polícia, 3ª DPPA novamente, Madre Pelletier e, por fim, Presídio Central.
Carro elétrico compartilhado já circula em Fortaleza
Um sistema de carros compartilhados está em implantação em Fortaleza. O minicarro, 100% elétrico, chama-se Zhidou EEC L7e-80. Um deles está exposto em um shopping da capital cearense, onde chama a atenção das pessoas.
O edital de chamada pública para escolher a empresa responsável pela implantação e operação do sistema foi lançado em janeiro e tinha como exigência a utilização de carros elétricos. Além do Zidhou, com capacidade para duas pessoas (motorista e carona), há também o BYD e6, mais espaçoso e que leva 5 pessoas. Ambos são importados da China e operam com placa de testes e experiência (placa na cor verde), pelo fato de ainda não serem homologados no Brasil.
O engenheiro da Prefeitura de Fortaleza responsável pelo projeto, Sued Lacerda, explica que a fase de testes serve exatamente para chamar a atenção da população e também para que os futuros usuários se familiarizem com os modelos e com a forma de funcionamento do sistema:
“Esta fase está sendo muito positiva. A população está muito curiosa e boa parte está interessada e procurando informações no estande. Já temos quase 200 cadastros. Eu acompanhei um usuário e ele ficou muito satisfeito e curioso pelo fato de o carro não fazer muito barulho. Gostou também da praticidade de o carro ser automático.”
Os testes são feitos no modelo BYD e6. As portas do veículo são destravadas por um aplicativo e o carro começa a funcionar ao apertar em um botão na lateral do volante. As informações sobre a carga da bateria e o consumo em quilowatts (kW) são alguns detalhes que aparecem no painel digital. A bateria do modelo leva 3 horas para carregar completamente e tem autonomia de 250 quilômetros.
Além do câmbio automático, outra diferença do BYD e6 em relação aos carros convencionais é a localização do freio de mão, que, na verdade, fica do lado do pé esquerdo. Os primeiros testes alertaram para o fato de que, pela força do hábito de dirigir carros com embreagem, o motorista pode acionar o mecanismo sem querer. Por conta desses detalhes novos, o teste com os carros antes de ser um usuário efetivo do sistema é obrigatório.
Em agosto, começa outra fase do sistema, que é a operação assistida: serão instaladas cinco estações e sete carros estarão disponíveis. Segundo Lacerda, esse será um momento de continuar dando suporte aos usuários e ajustando os detalhes de funcionamento do sistema, que vai operar de forma completa a partir de 1º de setembro com 12 estações e 20 veículos, sendo 15 Zhidou e 5 BYD.
A taxa de adesão ao sistema será de R$ 40, que serão convertidos em crédito e cobrados mensalmente. Os primeiros 30 minutos de uso custarão R$ 20. Depois desse período, o usuário será cobrado por minuto: para até 60 minutos adicionais, por exemplo, cada minuto custará R$ 0,80. O preço do minuto cai à medida que o usuário permanece por mais tempo com o veículo.
A integração e diversificação dos modais de transporte é um dos principais objetivos do sistema de carros elétricos compartilhados. A escolha dos locais onde as estações serão instaladas levou em conta a densidade populacional e de comércio, diversidade de meios de transporte e estações de bicicletas compartilhadas.(Com informações da Agência Brasil)FGTS para crédito consignado é uma armadilha, diz Proteste
A autorização para o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na contratação de empréstimo consignado pode complicar ainda mais a situação dos consumidores, principalmente os que já estão endividados, na avaliação da Proteste Associação de Consumidores. A lei que autoriza o trabalhador do setor privado a usar o FGTS como garantia de empréstimo consignado, publicada sexta-feira (15), é considerada um retrocesso pela entidade. Para a coordenadora institucional da Proteste, incentivar o endividamento para acelerar a economia não é a saída. “É uma armadilha, pois o FGTS é uma das únicas reservas financeiras dos trabalhadores para situações como desemprego”, diz.
De acordo com a Lei nº 13.313, ao contratar o empréstimo o consignado, o trabalhador pode optar como garantia 10% do saldo do FGTS ou até 100% do valor da multa rescisória, no caso de dispensa sem justa causa. As taxas de juros médias do crédito consignado estão entre 25% e 30% ao ano no setor público e para os aposentados. No setor privado, as taxas estão em torno de 41%.
A Proteste alerta que crédito não pode ser considerado como renda, principalmente em um cenário de crise econômica com alto grau de incerteza, juros altos, desemprego em alta e renda em queda. “Dívidas têm de ser pagas e comprometem o orçamento mensal, afetando o poder de compra individual ou familiar. E sobe o risco de inadimplência, que já atinge 59 milhões de brasileiros”, informa a entidade.
Sabrina Caride/Denise Griesinger, da Agência BrasilNota de repúdio à criminalização de estudantes – Instituto de Psicologia da UFRGS
Nós, docentes, discentes e técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, vimos a público manifestar nosso repúdio à criminalização dos estudantes de escolas públicas que, lutando por melhores condições para uma educação digna, ocuparam, no dia 15 de junho, o prédio da Secretaria da Fazenda do Estado, sofrendo ação violenta e arbitrária do governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da sua Brigada Militar. Entre esses estudantes, uma aluna de nosso curso de Psicologia foi também alvo dessa violência.
Repudiamos a criminalização de um movimento que, nascido da realidade de extrema penúria das escolas do ensino básico, tem gerado experiências de cidadania, coletividade e solidariedade entre os estudantes e junto à comunidade que os apoia. Docentes, técnicos e estudantes deste Instituto têm se feito presentes no apoio a esse movimento, através da doação de alimentos e realização de oficinas e rodas de conversa junto às escolas ocupadas. Entendemos tratar-se de um momento ímpar de aprendizagens e de responsabilidade com uma realidade social que nos toca. Os estudantes das escolas públicas do país têm hoje assento nesta Universidade, e nossa comunidade acadêmica tem o compromisso político de zelar por essa conquista.
É inadmissível o uso de violência contra estudantes em um protesto pacífico. É inadmissível a sua retirada truculenta do prédio, sem margem de negociação. É inadmissível levá-los, arbitrariamente, às delegacias e aos presídios. É inaceitável a sua incriminação.
Não podemos tolerar que nossas crianças e jovens – a quem nos cabe educar e proteger – sigam sendo o alvo preferencial de nossas polícias. Que eles sejam alvo do investimento em educação, saúde, cultura, assistência social, trabalho, habitação. Chamamos à responsabilidade o Governo do Estado do Rio Grande do Sul para buscar soluções negociadas aos conflitos que se apresentam, com a revogação do indiciamento dos envolvidos e sem mais violação de direitos.
Porto Alegre, 13 de julho de 2016.
http://www.change.org/p/n%C3%A3o-%C3%A0-criminaliza%C3%A7%C3%A3o-dos-estudantesViralatismo e entreguismo midiático e as TVs internacionais
Bruno Lima Rocha – Professor de Ciência Política e de Relações Internacionais
O Brasil vive um momento de governo interino ou golpista – entendo que é um golpe branco, midiático e semi-parlamentarista – onde o papel da mídia foi preponderante junto aos estamentos do aparelho judiciário, do Ministério Público e policial (delegados federais). Como é sabido hoje, o Projeto Pontes, iniciativa da representação diplomática dos Estados Unidos (EUA), tentando – e conseguindo – se aproximar de elementos-chave da Justiça Federal, do Ministério Público Federal e policiais federais (com ênfase em delegados) e centrando o trabalho em Curitiba conforme revelado pelo Wikileaks (ver link: http://wikileaks.org/plusd/cables/09BRASILIA1282_a.html), o que caracteriza uma nítida tentativa de ingerência dos EUA em nossa política doméstica, resultou no processo de afastamento da presidenta eleita.
Associado a isso, a produção de comunicação mediada, forçando os conglomerados de comunicação a entrarem em sintonia com as operações, incluindo a narrativa de folhetim e o clima de incerteza permanente sobre os tomadores de decisão do país, fez o peso político da hegemonia interna transitar de uma frágil governabilidade de centro-esquerda com aliados oligárquicos, conservadores e mercenários, para um discurso difuso, udenista e que tomava Sérgio Moro como herói vivo, redentor do país. Ponto para a ação diplomática e os enlaces sociais da inteligência dos EUA, mesmo que atuando de forma indireta e dentro dos limites da lei existente.
A exposição seletiva e a punição discricionária têm como pilar um alinhamento do imaginário coletivo do brasileiro médio – de classe média alta e alta – com o ideário dos Estados Unidos. Esta projeção de representações coletivas, como se estivéssemos fazendo política no Brasil a partir das posições estadunidenses, vem reforçada com a enorme exposição aos canais por assinatura via satélite e a própria internet. A força dos conglomerados de mídia, e especificamente a pauta dos debates marcada pela Globonews, reforçam tanto o viralatismo (complexo de inferioridade da elite brasileira) como o entreguismo (entrega de nosso patrimônio estratégico ao capital transnacional).
Os embates midiáticos e a guerra de versões em temas da política nacional se tornaram uma constante. Ao contrário do que possa interpretar uma leitura rasteira ou vulgar das relações de força, a mídia opera sobre o senso comum sendo item fundamental para a chamada guerra de 4ª geração. Nosso país é, visivelmente, alvo de uma operação muito bem orquestrada, onde incide a ação de mídia e marketing digital, coadunadas com a “cobertura” dos grandes veículos de comunicação aberta, em especial os três maiores conglomerados: O Globo, Estadão e Folha.
A cultura do luxo, o universo individual marcado por bens de consumo embalados em suporte simbólico estadunidense e a mundialização roubaram corações e mentes, reforçando estereótipos e terminando por brincar com a apropriação cultural. Imitamos quem nos domina sem mimetizar a oposição interna dos próprios sistemas simbólicos e culturais desafiando o dominador em seu próprio território. Este constructo pode arranhar a hipótese do porque a presença de Barack Hussein Obama não ter convertido em um amplo movimento de autoestima africana no Brasil.
O novo arranjo geopolítico do planeta não tem estrutura midiática de suporte
Em termos de projeção de poder dos BRICS – o bloco informal composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – a guerra midiática é sofrível, sendo devastadora a ação dos grupos de mídia pró-EUA. A inteligência é uma arma de uso permanente das embaixadas com interesses em países com possibilidade de acúmulo de força no Sistema Internacional (SI). De forma indireta e através da ampliação das redes cibernéticas, as TVs internacionais via satélite se tornam uma ferramenta comum – como o ato de presença clássico dos grupos operacionais -, agindo sobre amplos setores da sociedade e, em última análise, agindo de acordo com o governo do país que a apoia, ou ao menos reforçando a política de um relevante setor político deste país.
Logo, a intenção das TVs internacionais é tentar abrir cunhas e vínculos diretos com importantes setores de audiência de nossos países – no caso, latino-americanos – atuando diretamente na formação de escolhas e influências. Na área de inteligência, tais operações estão na rubrica de operações psicológicas, psicossociais na tradição brasileira, também conhecidas como de tipo “corações e mentes”. No caso brasileiro, a situação é paradoxal. Influencia mais uma rede em inglês, como a CNN, do que redes que transmitem em castelhano, como a RT em espanhol.

O desafio é abissal, pois a mentalidade mediana do país – a que hegemoniza o consenso forjado em termos políticos e culturais – nos coloca de costas para os países vizinhos latino-americanos, assim como de costas ao Oceano Atlântico, logo, distante da África, mesmo dos países de língua portuguesa, como Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial e São Tomé e Príncipe. Enfim, quanto mais distantes da América Latina e dos países africanos, mais distantes ficaremos de nós mesmos, reforçando o dominante (EUA), dentro do universo simbólico daqui, gerando assim uma dupla ou tripla lealdade, associando a defesa da maioria como usurpação de um limitado poder concedido pela democracia representativa.
As TVs dos países dos BRICS, assim como suas mídias complementares, não obtiveram êxito em fortalecer tanto a resistência contra o golpe e menos ainda uma agenda do contra-golpe. Infelizmente, ao não penetrarem na sociedade brasileira, tais canais não chegam a fazer nenhum dano severo ao imperialismo cultural e jornalístico.








