Autor: da Redação

  • Famecos realiza ato em defesa da liberdade de imprensa

    Cerca de 50 jornalistas, entre professores, estudantes e profissionais de diversos veículos estiveram presentes na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, no ato a favor do jornalismo livre e em defesa do jornalista do Já, Matheus Chaparini, preso quando cobria a ocupação da Secretaria da Fazenda, realizada por estudantes secundaristas, no último dia 15.
    No saguão da Famecos discursaram alguns professores da faculdade, o editor do Já Elmar Bones e o repórter que foi preso e agora responde por 4 crimes: corrupção de menores, associação criminosa, esbulho possessório e dano qualificado ao patrimônio público.
    O Editor do Já abriu os trabalhos, falando um pouco da história do jornal e de como e porque Chaparini foi preso. “Ele estava lá porque era onde estava a notícia”.
    O professor e diretor da Faculdade, João Barone, condenou a violência realizada contra o jornalista. Barone defendeu a pluralidade no tratamento dos diferentes veículos de imprensa, independente do seu tamanho e se o profissional pertence a alguma empresa ou se é autônomo e ao final ressaltou: “Temos que somar vozes”
    O professor e presidente da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schröder, falou que o caso de Chaparini não é isolado e citou crimes por encomenda de jornalistas que cobrem política. Qualificou como “ação intimidadora” a operação da Brigada e considerou inadmissível a prisão de um jornalista no exercício da profissão. “Essa ação deve ser extinguida”, ressaltou, em relação ao inquérito policial a que está submetido Chaparini.
    O jornalista do Correio do Povo e professor da Famecos, Juremir Machado, fez uma fala breve mas ressaltou: “O governador deve um pedido de desculpas ao Chaparini”
    O repórter do Já também falou por alguns minutos contando como ocorreu o fato e lembrou de outros repórteres que foram presos recentemente pelo País. Chaparini pediu mais união entre a categoria e liberdade de imprensa.

    Matheus Charini e Elmar Bones falaram sobre Liberdade de Imprensa. Foto: Luísa Zelmanowicz
    Matheus Chaparini e Elmar Bones falaram sobre Liberdade de Imprensa. Foto: Luísa Zelmanowicz

    Outros professores e representantes de outras instituições, como a OAB, também defenderam o jornalista do Já e condenaram a ação da Brigada Militar e a omissão do Governado do Estado em reconhecer a falha. O Coordenador do curso de jornalismo, o professor Fabían Chelkanoff Thier, finalizou o ato pedindo 15 segundos de silêncio. “Que seja a última vez, não irão nos calar”, encerrou.
    Matheus Chaparini foi preso durante a ocupação da Secretaria da Fazenda por estudantes secundaristas pertencentes ao Comitê das Escolas Independentes, que não estava satisfeito com o acordo feito entre Governo e entidades estudantis. Junto com Matheus estava o cineasta Kevin Darc, que também estava trabalhando e foi preso junto com o repórter. Chaparini foi preso perto do meio-dia e liberado no presídio Central às 2h da manhã.

  • Seis mil na festa junina do Rosário

    Festa Junina Rosariense créd. Guilherme EndlerO Colégio Maristas Rosário realizou, no dia 4 de junho, sua tradicional festa junina. Com brincadeiras típicas e apresentações de alunos e da cantora Shana Müller, o evento reuniu cerca de 6 mil pessoas.

  • O perfume é dos passantes

    IMG-20160602-WA0008Cansada de cultivar suas rosas e ver os botões serem levados embora, a leitora Maria Helena Schumacher colocou esta placa no canteiro. Sem espaço em seu apartamento na avenida Independência, ela fez seu jardim em um canteiro da rua Irmão José Otão. O problema é que ela cultiva as flores para embelezar a calçada, mas elas acabam sendo arrancadas quando florescem.

  • Tô na Rua no Bonfa

    O evento Tô na Rua realiza uma edição no dia 19 de junho, domingo, na João Telles. Com food trucks, dj’s e expositores, o Tô na Rua vai movimentar o Bom Fim. O evento já teve edições na Cidade Baixa e Santana.

  • Associação de restaurantes elege conselho

    | Foto: Divulgação
    | Foto: Divulgação

    Foi eleito e empossado no dia 31 de maio o novo conselho da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul) para o triênio 2016/2019. Antonio Harb, da Confeitaria Maomé, é o novo presidente do conselho fiscal. O conselho de Administração continua sendo presidido por Maria Fernanda Tartoni, do Tartoni Restaurante, que já ocupa o cargo interinamente desde 2015.

  • Nova feira ecológica no Rio Branco

    Porto Alegre ganha mais uma feira de produtos orgânicos. A Quitanda – feira agroecológica do IPA funciona às quintas-feiras, das 9h às 15h, no Centro Metodista IPA, na esquina da Casemiro de Abreu com a Bordini. A feira é uma parceria entre a Universidade e a Associação Agroecológica, que também realiza a feira da José Bonifácio, e contará com 11 produtores.

  • Advogados fazem manifestação em frente à OAB nesta quinta

    O grupo Advogados e Advogadas pela Legalidade Democrática realiza na tarde desta quinta-feira um ato em defesa da Advocacia e da Cidadania. A manifestação inicia às 17h, em frente à sede da entidade (rua Washington Luiz, 1110).
    O advogados cobram uma posição da seccional gaúcha da OAB, que, segundo o movimento, estaria se omitindo em relação a episódios em que advogados tem suas prerrogativas profissionais desrespeitadas. Sobretudo, em relação aos profissionais atuantes em ambientes de conflitos, vividos por seus clientes, como ocupações de escolas, órgãos públicos e prédios desocupados.
    Desta forma, os dirigentes da entidade estariam deixando de cumprir sua missão corporativa, de amparo aos profissionais no exercício da função, e institucional, na defesa do Estado Democrático de Direito.
    Entre os casos que serão motivo do desagravo público dos advogados está o episódio da prisão do repórter do Jornal Já, Matheus Chaparini, enquanto trabalhava cobrindo a ocupação da Secretaria da Fazenda por um grupo de estudantes no último dia 15.
    O desagravo público dos advogados incluirá:
    Os casos de estudantes nas ocupações de escolas, ofensas e lesões corporais
    O caso de advogados e advogadas, que sofreram agressões e foram impedidos de trabalhar
    O caso do jornalista preso ilegalmente por exercer seu trabalho
    O caso de ocupantes de órgãos públicos
    O caso da Ocupação Lanceiros Negros
    O caso da ofensiva e ameaçadora moção de um Vereador na Câmara de Porto Alegre, pretendendo censura, intimidação e restrições à liberdade de reunião e manifestação e ao debate de idéias na UFRGS.
    card, flyer, folheto Ato Desagravo Advocacia Cidadania (1)

  • Os quatro nomes do parque

    O monumento que traz as placas com os quatro nomes que do parque foi restaurada. A ação faz parte da terceira edição do projeto Construção Cultural, promovido pelo Sinduscon em parceria com a Prefeitura e o Ministério Público Estadual que vai recuperar 20 monumentos da Redenção.
    O primeiro nome que a área recebeu foi Várzea do Portão, que consta na carta de concessão da área, em 1807. Em 1867, teve início a construção da Capela Nosso Senhor Jesus do Bom Fim e a área passou a ser chamada Campo do Bom Fim.
    Em 1884, Porto Alegre libertou seus escravos, quatro anos da Lei Áurea. Muitos dos ex-escravos acabaram se instalando no local, que passou a ser chamado oficialmente de Campo da Redenção.
    JABF2016_06_1O nome atual, Parque Farroupilha, foi dado somente em 1935, quando uma grande exposição foi montada para celebrar o centenário da Revolução Farroupilha. Antes deste, o parque havia tido apenas nomes populares. Parque Farroupilha foi o primeiro nome imposto, pelo então governador, o General José Antônio Flores da Cunha.

  • Falta de funcionários prejudica atendimento no Pronto Socorro

    Funcionários do Hospital Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, relataram à Comissão de Direitos Humanos  da Câmara de Vereadores as adversidades enfrentadas durante o trabalho.
    A discussão era sobre o adicional de insalubridade no sistema de saúde municipal, mas os funcionários presentes, na maioria técnicos de enfermagem e enfermeiras, falaram sobre mais problemas.
    “Ficamos entre o mar e o rochedo” reclamou a técnica de enfermagem Rosângela Scheneider, relatando as limitações no atendimento aos pacientes. Isabel Santana, vice-presidente da Associação dos Funcionários do HPS (ASHPS),também ressaltou os problemas do hospital. ” Há falta de segurança”
    Segundo ela e outras servidoras a falta de efetivo hoje é um grande problema do HPS. Isso acontece porque há hoje 174 servidores em licença de aposentadoria, ou seja não estão trabalhando e suas vagas não podem ser repostas pois ainda estão no quadro funcional.
    É o caso da  técnica de enfermagem Nara Regina de Souza que há 3 anos espera o atestado de aposentadoria e não pode ser substituída. “Conheço outros colegas na mesma situação”  afirmou.
    Segundo a Prefeitura são precisamente 49 médicos, 33 técnicos de enfermagem, 33 auxiliares de enfermagem, 26 enfermeiros e 34 entre outras funções.
    Isso acontece, porque segundo a Prefeitura, cada caso é analisado pelo Tribunal de Contas que libera a aposentadoria do servidor.
    Outro problema são os adicionais por insalubridade. Os funcionários relatam as seguintes irregularidades:  servidores trabalhando na mesma área e ganhando adicionais diferentes. Isso acontece porque há casos em que os profissionais entraram em anos diferentes quando o laudo de periculosidade e insalubridade, expedido pela Secretaria era diferente.
    O atual laudo é de 2011 e está defasado. “Precisamos atualizar isso certamente” admitiu o gerente da Equipe de Perícia Técnicas da Secretaria da Saúde, Mário César Kurz.
    Ao final da reunião a Comissão, presidida pelo vereador Dr. Thiago, decidiu os seguintes encaminhamentos: “Vamos primeiro tentar resolver o caso de quem está tentando se aposentar depois vamos ver os outros casos”
    A Prefeitura promete entregar um projeto de Lei que define e regulamenta os percentuais de insalubridade para que não haja perdas salarias para quem está se aposentando, mas não esclareceu de que forma isso será feito.
     
     
     

  • Uma tragédia grega em território brasileiro

    Talvez uma das questões mais interessantes quando se estuda a cultura e a literatura da Grécia Antiga é a questão da tragédia. Uma tragédia tipicamente grega é quando o herói de uma história se vê diante de um futuro sem opções que não lhe causem algum tipo de dor. A tragédia não é um destino traçado, não é um determinismo sobre o futuro: a liberdade de escolha está nas mãos do herói, que terá que decidir entre duas ou mais opções que lhe trarão algum prejuízo, até mesmo derramamento de sangue.
    O Brasil vive agora uma situação claramente trágica no que se refere à política. O herói dessa tragédia é o povo brasileiro: ele quer uma mudança radical, mas o futuro lhe impôs, até o momento, poucas saídas que tragam essa mudança.
    Dilma provavelmente não conseguirá mais governar o Brasil. Mesmo se conseguisse, a legalidade da sua eleição de 2014 está em jogo por conta da maquiagem fiscal que foi feita para que tudo parecesse estar bem. Como a própria Dilma diz, ela é uma “carta fora do baralho”.
    Temer é o Vice-Presidente perfeito para o governo Dilma. Tão logo ela foi afastada, começou a governar exatamente igual a sua antecessora temporária: nomeação de ministros corruptos, altas taxas de juros que financiam os bancos, anúncios de medidas que não saem do papel, crise na opinião pública, etc. Na última pesquisa divulgada pela CNT/MDA, 62% dos entrevistados apoiam o Impeachment da Dilma, mas apenas 11,3% apoiam o governo Temer – um presidente sem apoio popular geralmente é um presidente decorativo.
    A terceira opção à volta de Dilma e à permanência de Temer é a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE e a convocação de novas eleições em 2018. Mas então em quem iríamos votar? Lula é apontado como favorito ao mesmo tempo em que esbanja um nível altíssimo de rejeição (qualquer coalizão em segundo turno o derrubaria); Aécio Neves é um playboy prepotente e incompetente; Marina Silva é completamente inexpressiva; Ciro Gomes é competente, mas seu vocabulário e a sua ideologia muitas vezes o levam a adotar discursos do século passado (ou retrasado); Bolsonaro, Levy Fidelix e afins podem seduzir algumas camadas da população, mas não têm cacife para vencer no Brasil – não somos um país fascista.
    Como única saída, resta reiterar o que já vem sendo feito nas últimas eleições: votar nulo, em branco ou não votar. Nas eleições de 2014 o segundo colocado não foi Aécio Neves, mas sim os não votantes. Enquanto nossa democracia depender da escolha dos candidatos a partir dos partidos, e não da população, a única saída para essa tragédia é continuar avisando a classe política que não queremos o que eles nos oferecem. Ou nos representam, ou que se destruam. Por enquanto, estamos no trágico processo de destruição – por que duvidar que disso sairá algo bom, mesmo que incerto?