Autor: da Redação

  • Ponte de Pedra ganha tapumes mas restauração ainda demora

    Trabalhadores da Prefeitura estão colocando tapumes em torno do Largo dos Açorianos. É o começo da revitalização do espaço e da Ponte de Pedra, anunciada pela primeira vez em dezembro de 2014.
    O próximo passo é a retirada das pedras da ponte histórica, que receberão um produto especial de proteção e serão realinhadas.
    O lago sob a ponte foi esvaziado em fevereiro do ano passado, segundo a Prefeitura, para que fosse feito um estudo  e avaliar qual o nível ideal de água no lago.
    Desde então, o que ficou no lugar do lago foi um lamaçal, com diversos pontos de água parada, justamente no momento em que o país se mobiliza para destruir criadouros de mosquitos.
    A Prefeitura já apresentou o projeto, porém a licitação para as obras ainda não saiu. O custo da revitalização do Largo dos Açorianos foi avaliado em R$ 2,5 milhões.

  • Primeiro ato do ano contra aumento de passagens reúne 500 jovens no Centro de Porto Alegre

    Durou cerca de duas horas e meia o primeiro protesto contra o aumento de passagem do transporte público em Porto Alegre, nesta terça-feira,16. A passagem, que hoje custa R$ 3, 25 pode chegar a R$3,80, a partir da próxima segunda-feira, 22.
    A manifestação começou em frente à Prefeitura por volta das 17h,  animada por jovens do Bloco de Lutas. Por volta das 18h eram uns 500. A polícia falou em 250.
    Ainda em frente do Paço Municipal, sob o olhar de dez guardas, um dos jovens discursou contra a atual gestão Municipal. “Esse é um governo que incentiva a Máfia do Transporte Público”. O orador  também criticou a licitação lançada pelo governo e que teve como vencedoras as mesmas empresas que já atuam no transporte da cidade.
    O grupo marchou pelo centro histórico parando o centro e chamando atenção da população que esperava ônibus nas paradas.  No trajeto os manifestantes defendiam o transporte coletivo gratuito: “Para trabalhar e estudar o passe livre eu quero já”
    À média  distancia EPTC e Brigada Militar (Choque, Cavalaria e Patres) observavam tudo. O protesto não teve conflitos e terminou por volta das 19h30 no Largo  Zumbi dos Palmares.
    A próxima manifestação está marcada para a quinta-feira da próxima semana, dia 25. O ponto de saída será na frete do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, na rua João Afvredo junto ao largo Zumbi.
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  • Infestação do Aedes é de alto risco em 20 bairros de Porto Alegre

    Foi divulgado nesta segunda-feira,15 o resultado do LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes) realizado nos últimos dias de dezembro em 57 bairros que não possuem armadilhas.
    O Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade ficou em torno de 2,3%, considerado de médio risco. Porém em 20 bairros da cidade esse número ficou acima de 3,9%, o que já é de alto risco.
    São eles: Independência, Moinhos de Vento, Mont’Serrat, Bela Vista, Auxiliadora, Bom Fim, Santa Cecília, Rio Branco, Jardim Botânico, Petrópolis, Rubem Berta, Camaquã, Vila Assunção, Tristeza, Vila Conceição, Hípica, Pedra Redonda, Espírito Santo, Guarujá e Serraria.
    Ao todo foram inspecionados 7.569 imóveis, onde foram encontrados 200 criadouros com larvas do mosquito. Os dados foram apresentados pelo prefeito José Fortunati e pelo secretário da Saúde Fernando Ritter.
    No último dia 13, Dia Nacional de Mobilização ao Aedes aegypt, equipes de vigilância da capital estiveram visitando 47.403 residências realizando inspeções e ações de prevenção. Foram identificados 3.479 criadouros de mosquitos, segundo a Secretaria da Saúde de Porto Alegre.

  • EXCLUSIVO: Estado isenta consórcio de irregularidades em contrato do Cais Mauá

    Naira Hofmeister
    Não há irregularidade nenhuma no cumprimento de cláusulas do contrato que o Estado do Rio Grande do Sul firmou em 2010 com o consórcio Porto Cais Mauá do Brasil para a revitalização do antigo porto de Porto Alegre.
    Esta é a conclusão a que chegou o grupo de trabalho (GT) que o governador José Ivo Sartori nomeou para responder aos apontamentos de uma inspeção especial do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
    Leia mais: Dossiê Cais Mauá
    A equipe do governo trabalhou nove meses e vai entregar seu relatório no fim de fevereiro.
    “Encontramos muitas falhas de comunicação e interpretações equivocadas, mas revisando os procedimentos e procurando respostas técnicas, estamos desmistificando várias questões”, revelou ao JÁ o coordenador do grupo e diretor-geral da Secretaria dos Transportes, Vanderlan Frank Carvalho.
    As “várias questões” a que ele se refere são as constatações de irregularidades encontradas pelo TCE na concessão, o que justificaria o rompimento do contrato com a iniciativa privada.
    “Queremos tranquilizar a população e a opinião pública. O contrato está vigente, juridicamente ele tem validade”, acrescenta.

    Relatório do Tribunal de Contas pedia aplicação das penalidades em 2013 |Reprodução
    Relatório do Tribunal de Contas pedia aplicação das penalidades em 2013 |Reprodução

    Segundo o TCE, eram três os principais itens que em outubro de 2013 faziam com que o negócio estivesse sujeito a ser desfeito:
    1) a falta de documentos que comprovassem a capacidade de investimento dos R$ 400 milhões previstos pelo consórcio;
    2) a inexistência do projeto executivo da obra, com todos os detalhes de arquitetura e engenharia do que seria feito no Cais;
    3) a mudança da composição acionária do consórcio.
    Todas essas exigências constavam no edital e no contrato assinado entre as partes, com prazos para a apresentação de documentos.
    Para todos os pontos, entretanto, o GT elaborou uma resposta, isentando os empreendedores. “O consórcio faz tudo como deveria. Inclusive eles são muito eficientes em tudo o que é solicitado pela administração”, defende Carvalho.
    Essas conclusões – resumidas a nos links abaixo – constarão no relatório final do grupo de trabalho que já está sendo elaborado pela Secretaria dos Transportes e que será encaminhado no formato de uma carta-resposta ao TCE com o objetivo de “dar continuidade ao projeto e retirar todos os obstáculos para fazer com que ele aconteça”.
    Em dezembro, um grupo de moradores e organizações da sociedade civil contrários ao modelo proposto pelos empreendedores para a revitalização – que inclui a construção de três espigões, um shopping e estacionamentos – pediu uma investigação sobre a eventual conivência de autoridades com as irregularidades apontadas pelo TCE, uma vez que foram emitidos diversos avisos pelos fiscais do contrato de que cláusulas estavam sendo descumpridas.
    Clique nos links para ler as conclusões do Governo do Estado sobre os apontamentos do TCE:
    Ponto 1: Garantia financeira seria facultativa
    Ponto 2: Ingresso de empresas não foi analisado
    Ponto 3: Edital foi falho ao exigir projetos em 120 dias
    Novo aditivo já está sendo formulado
    Concessão está valendo há 4,5 anos, mas prazo poderá ser revisto | Tânia Meinerz/JÁ
    Concessão está valendo há 4,5 anos, mas prazo poderá ser revisto | Tânia Meinerz/JÁ

    Como o Estado entendeu que as irregularidades encontradas no cumprimento do contrato pelo Tribunal de Contas do Estado são “alheias à vontade do empreendedor”, um novo aditivo contratual está sendo formulado para regularizar tudo.
    Nele, por exemplo, constará que a entrega dos projetos executivos deverá ser feita em até 120 dias contados a partir da obtenção da Licença de Instalação (LI).
    “Tem que haver um prazo para o empreendedor não ficar se amarrando. O que estava equivocado era o início da contagem, a partir da assinatura do contrato”, argumenta Carvalho.
    O novo aditivo poderá também alterar novamente a data de início da contagem da concessão de 25 anos, prorrogáveis por mais 25. “O edital direcionava o início das obras para o segundo ano. Sobre essa proposta é que foram gerados todos os valores e aí que se deu o equilíbrio do contrato, que em algum momento terá que ser rediscutido porque chegamos ao ano cinco e nada ainda aconteceu”, observa o diretor-geral da secretaria dos Transportes.
    Ou seja, como o empreendimento estaria atrasado por razões que extrapolam o controle do consórcio – na opinião do GT – seria importante recalcular o prazo de vigência do contrato.
    “De certa forma já há um desequilíbrio que vai ter que ser ajustado de alguma forma”, revela.
    O que Carvalho não sabe ainda é a solução exata para o problema. “Como o empreendimento ainda não começou, não tem como mensurar o prejuízo. Entendemos que ainda não é oportuno verificar essa questão, até porque o principal é destravar a obra”, anota.
    Atualmente, a data acordada para marcar o início da vigência do contrato não é a mesma do dia da sua assinatura – dezembro de 2010 – mas aquela que pôs fim ao litígio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) contra o Estado, que contestava a licitação: setembro de 2011. Ou seja, a concessão já estaria em vigor há quatro anos e meio.
    Embora considere a possibilidade de rever o que considera um desequilíbrio do contrato em prejuízo do empreendedor, eventuais prejuízos para o Estado são descartados por Carvalho. “O grande prejuízo do Estado se refere à não entrega dessa área para a população. Não é um prejuízo material, é que a população continua sem poder usufruir de uma área muito importante”, resume.
    A suspensão do pagamento da anuidade pelo arrendamento da área não é vista como um problema.
    Pelo contrato, o consórcio deveria pagar aos cofres públicos R$ 3 milhões ao ano, sendo que nos primeiros três anos de concessão, esse valor seria reduzido a 10% do total (R$ 300 mil). Contando a partir da data do acordo com a Antaq, a partir de setembro de 2014 o valor cobrado aumentaria.
    “Mas havia um dispositivo que, se por situações alheias à vontade da arrendatária não fosse possível iniciar as obras, poderia ser solicitada a suspensão do pagamento até que essa possibilidade fosse alcançada”, explica o coordenador do GT.
    É o que foi feito: “Os empreendedores pagaram os 10% até finalizar o terceiro ano. Quando passaria para um valor considerável, eles não tinham conseguido as licenças e fizeram um requerimento baseado no contrato. E foi concedida a suspensão até que saiam as licenças”, explica Carvalho.
    “Inclusive a gente interpreta que eles poderiam ter pedido a suspensão muito antes, mas entenderam por bem manter os pagamentos”, conclui.
    Grupo de trabalho terá caráter permanente
    Nove meses após a primeira reunião – e depois de ter sua duração prorrogada duas vezes – o grupo de trabalho vai ganhar caráter permanente.
    “Estimávamos que as análises durariam três meses, mas diante da complexidade foi preciso prorrogar o prazo por mais 180 dias. A conclusão a que chegamos é que o GT precisa se tornar permanente”, avalia o coordenador do grupo e diretor-geral da Secretaria dos Transportes, Vanderlan Frank Carvalho.
    Carvalho explica que era possível expandir a duração uma terceira vez, porém os pontos específicos para os quais o GT foi criado, em maio de 2015 – analisar o contrato entre o Estado e o consórcio, que foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por descumprimento de algumas cláusulas – foram superados.
    “A ideia não é prorrogar mais. Vamos encerrar e iniciar um permanente”, garante.
    A criação de um GT permanente sobre o Cais mira em possíveis futuros problemas, como a sobreposição de contratos e serviços na área. É o caso da operação do catamarã, que foi licitada pelo Estado também em 2010 – mesmo ano do edital da revitalização do Cais, que, porém, não mencionava a operação da CatSul no armazém B3, que integra a área do Cais Mauá.
    “Tem uma sobreposição de contratos, é evidente. É um assunto que será tratado mais adiante e teremos que dialogar e discutir com os dois, porque é um serviço público relevante e vamos ter que ter muito cuidado”, projeta o diretor-geral da pasta.

  • Garantia financeira à obra no Cais Mauá seria facultativa

    O primeiro dos apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a respeito do descumprimento do contrato de concessão do Cais Mauá à iniciativa privada era a falta de uma “carta de estruturação financeira” que garantisse a capacidade de investimento prevista no empreendimento.
    Para tanto, a cláusula 13ª do contrato determinava que o financiamento das obras deveria ser feito por “instituição financeira com patrimônio líquido mínimo de R$ 400 milhões” – valor total das obras projetado pelos empreendedores.
    Leia mais:
    EXCLUSIVO: Estado isenta consórcio de irregularidades em contrato do Cais Mauá
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    Ponto 3: Edital foi falho ao exigir projetos em 120 dias
    Essa documentação deveria ser apresentada em até 180 dias após a assinatura do contrato; o descumprimento do prazo geraria multa e, caso passassem 270 dias sem que a carta fosse registrada, o Estado poderia “proceder à declaração de caducidade” do contrato.
    No relatório do TCE, os auditores documentam as tentativas do consórcio de cumprir com a cláusula.
    A primeira ocorreu em 27 de dezembro de 2012, 296 dias após a assinatura do termo de imissão de posse (que passou a ser considerado o marco zero da negociação após a solução de um conflito com a Agência Nacional dos Transportes, a Antaq).
    Ela foi considerada apenas uma “carta de intenções” pelos auditores porque desenhava genericamente as opções de financiamento de que dispunha o consórcio naquele momento: capital próprio dos acionistas, vendas dos direitos de exploração comercial da área e financiamento bancário – para o qual, o Banrisul havia se colocado à disposição.
    Já os documentos apresentados em junho de 2013 foram avaliados como “uma estruturação financeira que pode assim ser denominada” pelo TCE, uma vez que informou a criação de fundos de captação que fariam aportes financeiros na empresa.
    Porém, grifaram os auditores, “os aportes financeiros dependem da captação de recursos no mercado e não há qualquer garantia de sucesso” – logo, o consórcio seguia descumprindo o contrato porque não havia a comprovação da existência dos R$ 400 milhões líquidos para investimento.
    Também a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (Cage) não deixou passar em branco o descumprimento do item, recomendando, em fevereiro de 2013, que a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) “aplique as penalidades e multas previstas” – inclusive a rescisão do contrato “caso a arrendatária continue não atendendo ao que dispôs o edital”.
    Mas nada disso vem ao caso na opinião do diretor-geral da Secretaria dos Transportes, Vanderlan Frank Carvalho porque houve um problema de interpretação da norma. “A forma como foi redigida levou a esta situação”, explica.
    A cláusula 13ª do contrato diz o seguinte:
    “Quando pactuado, pela arrendatária, financiamento para construção, implantação, manutenção, conservação, melhoria, gestão, exploração e operação do Complexo Cais Mauá, a arrendatária deverá apresentar ao arrendante, no prazo máximo de até 180 dias após a celebração do contrato de arrendamento, os contratos firmados com instituições financeiras com patrimônio líquido mínimo de R$ 400 milhões”.
    A expressão “quando pactuado” dá margem, segundo Carvalho, a entender que o financiamento via instituição financeira é facultativo, não uma obrigação. A própria Cage teria mudado de ideia ao ouvir as “contrarrazões” do GT: “Na opinião dos técnicos da Cage, é uma cláusula inócua, porque faz uma exigência de algo que acaba sendo uma liberalidade da empresa”, completa o coordenador do grupo.
    Sem a carta-garantia, as conversas entre Estado e empreendedor foram suficientes para tranquilizar o Piratini. “A empresa disse que tem condições de fazer o empreendimento com capital próprio e o aporte de recursos será feito no momento oportuno”, justifica Carvalho.
    Além do mais, sugere o diretor-geral da pasta, caso houvesse sido cumprida a cláusula dentro da interpretação do TCE, “eles estariam pagando juros de um financiamento milionário sem poder investir”, avalia, em uma referência às licenças para construção, que ainda não foram emitidas pela prefeitura – a licença para demolição e restauração dos armazéns está pronta desde maio de 2013. (NH)

  • Ingresso de empresas no Cais Mauá não havia sido analisado

    Em seu relatório de 2013, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) mostrava-se preocupado com a alteração das empresas que compunham o consórcio vencedor da licitação para a revitalização do Cais Mauá três anos antes.
    Em 2010, a Porto Cais Mauá do Brasil estava constituída por uma empresa brasileira, a Contern, do Grupo Bertin, e quatro espanholas.
    Em 2013, quando foi publicado o relatório da inspeção especial do TCE, apareceram outras três razões sociais na composição do contrato social da empreendedora:
    1) uma holding resultante da fusão de três das espanholas (duas delas venderiam suas participações depois);
    2) uma quinta espanhola, também sócia da holding;
    3) o fundo de investimentos, que é representado pela NSG Capital, financeira com sede no Rio de Janeiro.
    Para completar o quadro, a única espanhola que não integrou a holding também deixou o negócio. O resumo da ópera, segundo o TCE é o seguinte: “Das cinco empresas que integravam o consórcio, apenas duas se encontram ainda envolvidas com o empreendimento”.
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    EXCLUSIVO: Estado isenta consórcio de irregularidades em contrato do Cais Mauá
    Ponto 1: Garantia financeira seria facultativa
    Ponto 3: Edital foi falho ao exigir projetos em 120 dias
    A principal razão para a preocupação são as exigências que o Estado fez para habilitação das empresas ao negócio: uma análise profunda das finanças das candidatas para verificar sua solidez e capacidade de realizar o empreendimento.
    Em 2010, elas estavam aptas, mas a análise após a mudança, revela Vanderlan Frank Carvalho, só foi feita em 2015, anos depois de concretizada.
    “Quando assumimos, essa documentação ainda não havia sido analisada para verificar as condições editalícias. Encaminhamos para a Cage, que deu seu parecer, depois para a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e na verdade o consórcio ainda atende aqueles pré-requisitos do Edital”, assegura.
    Uma das condições previstas era a demonstração de patrimônio líquido somado de, pelo menos, R$ 9 bilhões. “Apenas uma das empresas, a Contern, que detém somente 10% das ações do consórcio, teria condições de cumprir todas as questões do edital”, revela.
    Outra inconformidade apontada pelo TCE neste quesito é que a alteração não teria sido comunicada previamente ao Estado, à SPH e à Antaq como requer o edital, o que Carvalho contradiz.
    “Há um apontamento de que a arrendatária não teria dado ciência prévia dessas alterações, quando na verdade eles não só comunicaram previamente como perguntaram ao Estado como deveriam proceder essa alteração”, pondera o diretor-geral dos Transportes.
    Na avaliação de Carvalho, o que houve foi um “erro de comunicação”. “O que acontecia é que o TCE verificou a documentação e os processos dos quais a SPH tinha conhecimento, só que esse ponto foi tratado pela Casa Civil, porque era um assunto prioritário”, justifica.
    De fato, uma das constatações da inspeção especial do TCE é que a SPH não possuía autonomia para exercer plenamente a fiscalização do contrato.
    De toda maneira, resta esclarecer como a mudança na composição acionária do consórcio foi feita sem a anuência prévia do Estado, conforme o TCE aponta: “No próprio edital de licitação havia exigência explícita de que o consórcio não poderia ter sua composição alterada sem prévia e expressa autorização do arrendante”, diz o relatório do órgão de controle.
    A explicação de Carvalho é a seguinte: “O contrato não fala que o Estado deveria consentir, fala que deveria ter ciência prévia. Mas no momento em que o Estado toma conhecimento de uma alteração, tem o dever de verificar se essa alteração atende ao previsto no edital, o que é bastante complexo”. (NH)

  • Cais Mauá: “Exigir projetos executivos em 120 dias foi equívoco”

    Para o último ponto da polêmica sobre as irregularidades no contrato do Cais Mauá, a explicação do diretor-geral da Secretaria dos Transportes, Vanderlan Frank Carvalho é sintética: a exigência de apresentação do projeto-executivo da obra 120 dias após a assinatura do contrato “é um equívoco de redação do edital”.
    “Só se pode exigir o projeto-executivo após a obtenção da Licença de Instalação (LI), porque antes disso a prefeitura pode solicitar modificações substanciais”, alega o coordenador do GT.
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    EXCLUSIVO: Estado isenta consórcio de irregularidades em contrato do Cais Mauá
    Ponto 1: Garantia financeira seria facultativa
    Ponto 2: Ingresso de empresas não foi analisado
    A LI é a primeira das autorizações que um empreendimento recebe do município, o que só ocorre após as fases de aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e seu relatório (EIA-Rima) e do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) – no caso do Cais Mauá, o EIA-Rima foi aprovado no apagar das luzes de 2015 e o EVU tramita na Secretaria de Urbanismo de Porto Alegre.
    A expectativa do empreendedor é que a licença saia ainda em março e segundo uma notícia da Assembleia Legislativa, o secretário estadual dos Transportes Pedro Westphalen projeta para abril o início das obras.
    Segundo Carvalho, para chegar à essa conclusão o GT ouviu a empresa e a prefeitura municipal, que corroborou a resposta. “Buscamos essa resposta técnica. O próprio superintendente da SPH, Luiz Alcides Capoani, que é engenheiro civil e tem conhecimento das normas do Crea, disse já no início do GT: isso é uma coisa inexequível”, explica.
    Ele prossegue: “Ou melhor, até é exequível, mas o empreendedor teria um gasto muito grande para elaborar os projetos, o Estado colocaria muitos servidores para analisa-los e no passo seguinte isso ia mudar e seria necessário fazer tudo de novo”.
    “A gente até conversou com quem participou da elaboração do edital e do contrato para entender o porquê dessa cláusula. Uma das hipóteses a que chegamos é que se pensou em escrever projetos básicos, mas acabou saindo executivos, o que tem uma diferença muito grande”, explica.
    Carvalho não teme ações pedindo a anulação do edital por empresas que desistiram de concorrer porque não conseguiriam elaborar os projetos em até 120 dias, caso de uma arquiteta brasileira radicada em Miami que tentou formar um grupo para a licitação. “Houve um período para questionamentos e nada foi dito. Nem a própria Cais Mauá se manifestou sobre isso”, sintetiza. (NH)

  • Mesmo com risco, Redenção recebe bom público no fim de semana

    Caminhos bloqueados por galhos, pedaços de troncos pendurados, canteiros arrasados.
    Os sinais da tempestde que assolou Porto Alegre há duas semanas ainda são visíveis no principal parque da cidade.
    A Redenção teve mais de 300 árvores derrubadas pela ventania. A recomendação da prefeitura era de que a população evitasse o parque.
    Mas o calor venceu a cautela e a Redenção se encheu de gente neste fim de semana.
    Na feira ecológica, a disputa por espaço e pelos melhores vegetais orgânicos era intensa. Pelos recantos com sombra, familias e grupos de amigos tomavam mate ou praticavam esportes.
    A equipe da administração do parque está toda mobilizada desde a manhã seguinte à catástrofe climática.
    Equipes da Smam, do Dmlu e de empresas terceirizadas trabalham intensamente para retirar os galhos e troncos que estão pelo chão.
    Um grupo de cerca de 20 apenados do regime semiaberto também participa dos trabalhos de forma voluntária.

    Em alguns pontos do parque, árvores e galhos quebrados ainda oferecem risco aos frequentadores / JÁ
    Em alguns pontos, árvores e galhos quebrados ainda oferecem risco aos frequentadores / JÁ

    As prioridades foram a rua José Bonifácio e o eixo central, que  foi uma das áreas menos atingidas, mas tem maior movimento. No momento, os trabalhos estão focados na região próxima à avenida João Pessoa. Ainda resta bastante material a ser recolhido na região próxima ao Instituto de Educação. A previsão é que o serviço seja concluído na próxima semana.
    A administração do parque não tem uma estimativa precisa, devido ao grande volume de árvores caídas e galhos. Guapuruvus e tipuanas, vegetais de grande portes, foram algumas das espécies mais afetadas. Muitas paineiras tiveram seus galhos mais altos arrancados, porém poucas foram arrancadas. Alguns postes também foram derrubados por árvores em queda.

  • Índice de infestação do aedes cresce em Porto Alegre

    A campanha nacional contra o mosquito Aedes aegypti, deflagrada neste neste sábado, começa em Porto Alegre sem as informações mais atualizadas..
    O Índice Médio de Fêmeas de Aedes Aegypti (IMFA) levantamento realizado semanalmente em Porto Alegre e o LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação) que foi finalizado no dia 4 de fevereiro não estão disponíveis.
    Os últimos dados são de março de 2015.
    O IMFA é realizado em 27 bairros da capital onde estão espalhadas 865 armadilhas.
    O site da prefeitura, apesar de mostrar o mapa e o local das armadilhas não divulgou ainda o índice de infestação..
    Segundo informações não oficiais, no último levantamento, concluído no dia 06/02 estava em 0,43%, em estado de alerta. Quase o dobro do índice de novembro que foi de 0,24%.
    Já o LIRAa teve 57 bairros inspecionados. O levantamento deve ser divulgado na próxima segunda, dia 15.

    Confira abaixo os casos de Dengue, Zika e Chikungunya em Porto Alegre

    Dengue
    Fonte:SMS/Porto Alegre

    Estado divulga Boletim
    Na manha desta sexta-feira foi divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, o boletim epidemiológico do mosquito.
    Em 2016 o número de casos é cinco vezes maior que o ano passado. Já foram confirmados 78 casos este ano, dos quais 15 são autóctones (doença contraída no estado).
    O estado já soma 52 casos suspeitos de febre chikungunya, sem nenhuma confirmação, e, das 52 notificações do zika vírus, um caso foi confirmado. No RS, 180 municípios têm o mosquito: 19 já têm casos de dengue confirmados importados e 7 de dengue autóctones (Barra do Ribeiro, Guaíba, Ijuí, Panambi, Porto Alegre, São Paulo das Missões e Viamão).
    As regiões com as maiores taxas de infestação do mosquito são: Metropolitana, fronteiras Noroeste e Oeste, Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí.

  • Da Camino vai pedir esclarecimentos sobre empresa que Fortunati criou

    Os vereadores da bancada do do PT em Porto Alegre, entraram com uma representação no Ministério Público de Contas (MPC), contra a criação de uma empresa pública para gerir os ativos do município, a Invest POA.
    O projeto, de autoria do Executivo, foi aprovado pelas bancadas  que apoiam o prefeito José Fortunati na última sessão plenária de 2015.
    A representação foi entregue ao procurador Geraldo Costa da Camino na quinta-feira, 11.
    Da Camino afirmou que já nesta sexta-feira (12/2) irá oficiar o prefeito, solicitando informações sobre o projeto de lei.
    Presentes no encontro, os vereadores Alberto Kopittke, Engenheiro Comassetto, Marcelo Sgarbossa e Sofia Cavedon, líder da Bancada.
    Abaixo, a Nota Técnica elaborada pela Bancada petista.
    Nota Técnica
    1.         Em 21 de dezembro de 2015 foi aprovado pela Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de lei que cria a Empresa de Gestão de Ativos – Investe POA. Sancionada em 30 de dezembro de 2015, a Lei No. 11.991/15 autoriza o Executivo Municipal a “constituir pessoa jurídica sob a forma de sociedade por ações, na modalidade sociedade de economia mista, denominada Empresa de Gestão de Ativos do Município de Porto Alegre S.A. – Investe POA -, vinculada à Secretaria Municipal da Fazenda”.
    2.         A Investe POA vai administrar e explorar ativos, bens e direitos municipais a ela transferidos ou adquiridos; emitir títulos e negociá-los no mercado; realizar operações de captação de recursos no mercado de capitais ou no mercado financeiro; auxiliar o Tesouro Municipal na administração da dívida pública; auxiliar e colaborar com o Município de Porto Alegre nas políticas de desenvolvimento econômico; prestar garantias; e apoiar e estruturar operações comerciais.
    3.         Outras capitais no Brasil já aprovaram leis criando empresas semelhantes. Exemplos importantes são a PBH Ativos S.A., de Belo Horizonte, e a Companhia Recife de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos – RECDA.
    4.         Análises realizadas dessas empresas apontam que se trata da transferência de patrimônio público do município para uma S.A. sem atender os princípios norteadores da administração pública, em particular, moralidade, publicidade e transparência[1].
    5.         Segundo analistas, manifestação do TCU (na ata 01/2015) permite concluir que a emissão de Debêntures por Empresas Estatais com lastro em cessão de direitos dos parcelamentos dos contribuintes pelas Prefeituras também é operação de crédito por ARO – Antecipação de Receitas Orçamentárias, claramente tipificada na Lei de Responsabilidade Fiscal e não poderiam ser realizadas sem autorização da Receita Federal e do Senado Federal[2].
    6.         Para a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, não cabe comparar a atividade da gestora de ativos municipais com estatais como Petrobrás ou Banrisul, já que as últimas detêm capital e produção que lastreia os ativos negociados, enquanto que as empresas de economia mista municipais estão lastreando os títulos emitidos em dívidas públicas[3].
    7.         Portanto, a emissão de debêntures tributárias, que é uma das atividades da gestora de ativos municipais, deve ser considerada ilegal, contrária ao Código Tributário Nacional e à Lei de Responsabilidade Fiscal.
    Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2016.