Calculos de um amigo petista esperançoso:
Dilma ganhou de Aécio Neves no primeiro turno com uma vantagem de 7,5 milhões de votos.
No segundo turno ambos vão disputar os votos de Marina Silva, que são 20 milhões.
É razoável que Aécio leve 60% desses votos, seriam 12 milhões.(Em 2010, os votos de Marina foram 50% para Dilma, 50% para Serra)
Dilma ficará com 40% dos votos de Marina, ou seja 8 milhões.
Nessa divisão, Dilma perde 4 milhões de votos mas ainda tem uma sobra de 3,5 milhões de votos (7,5milhões da vantagem no primeiro turno, menos 4 milhões de perda na divisão dos votos de Marina).
Some-se a isso os votos de Luciana Genro (1,6 milhão), por exemplo, a eleição está matematicamente ganha.
Falta saber se o eleitor vai concordar.
Autor: da Redação
Divisão dos votos de Marina vai decidir segundo turno
Política: Vice de Lasier Martins é o neto de João Goulart
Não mereceu atenção o detalhe que pode ter feito a diferença na surpreendente e apertada vitória de Lasier Martins sobre Olívio Dutra: seu suplente é o advogado Christopher Goulart, neto do ex-presidente´João Goulart, deposto pelo golpe de 1964.
Estreante na política, Lasier candidatou-se pelo PDT em homenagem ao pai, o mecânico de locomotivas Antônio Pereira Martins, eleitor de Getulio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, os pais do trabalhismo. E levou como vice o neto de Jango.
Esse detalhe do vínculo com o trabalhismo histórico talvez explique a vitória de Lasier, um politico estreante, aos 72 anos, sobre a grande liderança popular do Rio Grande do Sul que é Olívio Dutra, ex-prefeito, ex-governador, ex-ministro, cujas origens políticas também se encontram nas vertentes do trabalhismo.Segundo turno: hora de lotear o futuro governo
Uma das consequências deste segundo turno presidencial é que ocorrerá aquilo que todos condenam: o loteamento do governo, em troca de apoio.
Disso dependerá a vitória ou a derrota.
Beto Albuquerque, por exemplo, pode apoiar Dilma, ele já fez isso. O PSB já apoiou Dilma.
Tudo vai depender das condições.
Em qualquer das hipóteses, teremos mais um “governo de coalisão”, essa estranha situação que obriga a uma Dilma Rousseff ter um Edson Lobão no Ministério da Energia.
(Elmar Bones)Eleitor tem 30 dias para justificar ausência nas urnas
O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral e que não se cadastrou para votar em trânsito tem até o dia 4 de dezembro para justificar sua ausência no pleito. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a orientação, neste caso, é preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral e entregá-lo em um dos locais destinados ao recebimento.
O formulário pode ser obtido gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no site do TSE e no site dos tribunais regionais eleitorais. Hoje (5), o eleitor ainda pode conseguir o formulário nos locais de votação ou de justificativa. É necessário apresentar um documento oficial com foto e o número do título eleitoral.
O TSE ressalta que, se o requerimento for entregue com dados incorretos ou que não permitam a identificação do eleitor, o documento não será considerado válido para justificar a ausência nas urnas. Quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral não poderá, por exemplo, obter passaporte ou carteira de identidade; participar de concursos públicos; e obter empréstimos em estabelecimentos mantidos pelo governo.
(Paula Laboissière – Agência Brasil)Justiça Eleitoral substitui mais de 1,8 mil urnas eletrônicas no país
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que, até o início da tarde de hoje (5), 1.869 urnas foram substituídas em todo país, o que corresponde a 0,38% do total. “Em 2010 o índice ficou em 0,72%. Portanto estamos dentro da média das últimas eleições”, disse o presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli. Rio de Janeiro, com 383, São Paulo, com 215, e Rio Grande do Sul, com 184, foram os estados com maior número de urnas substituídas. “De modo geral, nenhuma ocorrência significativa aconteceu. Apenas [situações] corriqueiras”, acrescentou o ministro. Apenas duas seções substituíram as urnas eletrônicas por votação manual, com cédulas de papel: uma no município de Santo Antônio, no Rio Grande do Norte, e outra em Jaguaré, no Espírito Santo.
O ministro Toffoli minimizou os problemas de demora na votação com o sistema biométrico. Segundo ele, os casos reportados até o momento são “residuais” e comuns. “Isso faz parte de um processo de aprendizagem dos eleitores, mas com certeza até as 17h todos terão votado com tranquilidade. Pode até haver uma formação maior de filas em uma ou outra seção, mas são casos isolados”, ressaltou. Segundo o TSE, até agora não houve problemas na votação em trânsito que está sendo feita em 89 países.
Em relação aos registros de fotos de eleitores no momento da votação (os chamados selfies), Toffoli disse que o que mais preocupa o TSE “não é a vaidade dos cidadãos”, mas sim a situação em que a pessoa é coagida para votar em algum candidato, usando deste artifício para comprovar o voto, o que muitas vezes pode ocorrer em troca de algum benefício.“Selfie é muito mais a vaidade humana do que qualquer outra coisa. Mas vamos avaliar e ver maneiras de se fazer um melhor controle”, disse ele.
(Karine Melo e Pedro Peduzzi – Agência Brasil)
Nova Lei das Antenas em Porto Alegre ignora “princípio da precaução”
A legislação ambiental de Porto Alegre sofreu um revés com a alteração da Lei das Antenas, proposta pelo Executivo, aprovada pela Câmara Municipal em julho e sancionada pelo prefeito José Fortunati dia 30 de setembro.
Como tem sido comum quando os assuntos são polêmicos, o prefeito desapareceu e deixou o secretário Edemar Tutikian, do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais, atendendo a imprensa. Antes de sair, o prefeito declarou: “Não tenho dúvidas de que Porto Alegre está à frente nesta área da telefonia”.
Para Tutikian, “a principal e grande mudança apontada na lei é a garantia da proteção à saúde das pessoas”, porque o texto restringe os níveis de emissão das ondas eletromagnéticas em apenas 10% dos índices permitidos pela lei federal para locais críticos como escolas, creches, hospitais e clínicas médicas.
Secretário Tutikian e técnicos consultados para novo texto / Foto Evandro Oliveira/PMPA
A lei anterior de Porto Alegre, de 2002, simplesmente proibia a instalação de antenas em locais como esses, pois crianças e doentes são os mais vulneráveis aos riscos da radiação.
A nova lei prevê medição a cada seis meses dos níveis de radiação nos locais críticos, tanto pelas operadoras, como pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, responsável pela fiscalização, a qualquer momento.
A realidade, porém, não está na lei: a Sman não tem pessoal nem equipamentos suficientes para cumprir este papel. Nem é papel da Prefeitura “exigir das operadoras mais investimentos no setor”, como quer o prefeito.
De acordo com Tutikian, uma das preocupações do projeto foi facilitar o acesso ao cidadão às informações do sistema, o que poderá ser feito num hot site na página da Smam na internet.
Tanto a regulamentação da lei como este sistema de informações têm 90 dias para acontecer, prazo que acaba às vésperas do Ano Novo.
Outra mudança na lei foi quanto ao licenciamento. “Para agilizar o processo”, as consultas administrativas foram reduzidas de sete para três etapas. O pedido vai passar pela Comissão de Análise Urbanística e Ambiental das Estações de Rádio Base (Cauae), formada por técnicos de diversas secretarias municipais, responsável por autorizar a instalação de novas antenas. A previsão é que uma licença única seja emitida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente em no máximo 90 dias. Pura teoria. Há muito mais antenas do que a Sman consegue fiscalizar.
Os cientistas contestam a nova lei
O secretário Edemar Tutikian destacou a orientação da Organização Mundial da Saúde, desde 2011, para seguir o princípio da precaução, devido às conclusões da comunidade acadêmica em vários países, de que tais radiações aumentam o risco de câncer. “O risco provável não está no número de antenas, mas no índice de radiação”, entende ele.
Porém, as pesquisas mais consistentes no mundo associam um aumento significativo de risco à proximidade das antenas por longos períodos de tempo. E não se referem “apenas” a diversos tipos de câncer, mas também a insônia, depressão e outros distúrbios. Como as operadoras pagam pelo espaço, muitos condomínios aceitam uma antena no topo dos prédios.
Em comparação com a lei anterior, algumas mudanças na lei de Fortunati sintetizam que o princípio da precaução recomendado pela OMS está sendo desprezado.
Antes, as antenas tinham que estar a no mínimo 500 metros umas das outras, e no mínimo a 50 metros de qualquer lado do terreno. Também não podiam em hipótese alguma ser instaladas em terrenos de creches, escolas, hospitais, geriatrias.
A nova lei diz que pode, sim, e mais: agora só é considerada “torre” a antena que estiver a 20 metros de altura ou mais. Ou seja, basta às operadoras deixá-la alguns centímetros abaixo e já descem para outra classificação.
O engenheiro elétrico e pesquisador da UFRGS, Álvaro Salles, faz a pergunta que o governo municipal não responde: “Se as reclamações dos usuários de celular devem-se à lei de Porto Alegre, equiparável à da Suíça, então porque os telefones também não funcionam direito nas cidades que não criaram legislação própria?”Loja mais antiga do Bom Fim ameaçada por demolição
A demolição de um prédio antigo na avenida Osvaldo Aranha está ameaçando o edifício ao lado, em cujo térreo funciona a loja “Ao Crochet” a mais antiga do Bom Fim, fundada em 1935.
As proprietárias do Ao Crochet, as irmãs Raquel e Regina Katz, que moram no edifício, estão preocupadas. Temem até que a estrutura do prédio possa ser abalada, tal o impacto da demolição, inclusive com rachaduras nas paredes, avarias no telhado e no encanamento.
A construção já demolida tinha dois andares espremidos entre dois prédios semelhantes, numa nesga de terreno, de cinco metros de frente por 50 metros de comprimento. Abrigava no térreo a loja Dennys, de moda feminina.
Terreno da antiga loja Dennys
Um cartaz indica que a obra está sob a responsabilidade da Fundasolos, uma empresa de 37 anos, com 8 mil obras em seu currículo.
Até o fechamento da edição não conseguimos contato com a empresa.Tiroteio no Bom Fim: Polícia ainda não tem pista da quadrilha
A Polícia não tem qualquer pista do grupo que atacou na sexta-feira passada os caixas eletrônicos no Supermercados Zaffari, na rua Fernandes Vieira, bairro Bom Fim, em Porto Alegre
O delegado Joel Wagner, que comanda as investigações, disse ao JÁ que “talvez demore um pouco”.
As imagens colhidas pelas câmeras internas, até o momento, não permitiram qualquer reconhecimento.
Mesmo as imagens que vazaram para a imprensa não renderam nenhuma informação que pudesse levar à identificação de qualquer um dos quatro homens que aparecem.
Isso reforça a hipótese que o grupo, ou pelo menos os líderes, sejam de fora. O delegado Wagner acredita nisso. “Alguns deles, pelo menos”. O delegado Abílio Pereira concorda e acha que a precipitação na abordagem, que acabou frustrando o assalto, pode ser sinal de inexperiência.
O ataque ocorreu no início da manhã de sexta-feira, 27 de setembro.
Mais de cem tiros e armas pesadas foram disparados no confronto entre os assaltantes e os vigilantes que escoltavam os malotes de dinheiro.
Marcas de tiros nos… 
… caixas eletrônicos 
… e numa das entradas do supermercado
A polícia diz que o assalto foi frustrado, os bandidos nada levaram. “Eles erraram o bote”, diz um investigador. “Foi a reação do colega que surpreendeu eles”, disse o vigilante que na terça feira reforçava a segurança no local.
Segundo ele, quando os homens avançaram atirando, um dos vigilantes atirou e acertou no peito de um deles. O colete à prova de bala salvou-o, mas o bandido recuou. Os vigilantes então se entrincheiraram atrás dos caixas eletrônicos e o tiroteio foi ouvido em toda a rua.
O delegado Abílio Pereira, que ouviu os guardas da Prossegur no dia, confirma: os bandidos se precipitaram e começaram a atirar ainda de dentro da garagem, os guardas tiveram tempo de se proteger e revidar. “Se eles tivessem chegado em cima, os guardas não teriam como reagir”, diz o delegado.
Ele foi a primeira autoridade a chegar ao local. Por casualidade, estava chegando ao supermercado, para comprar café. Estava com o carro da polícia, com o motorista, não quis entrar no estacionamento.
Estacionou na calçada vinte metros antes. Desceu, andou uns metros, ouviu o pipocar dos tiros. Correu de volta ao carro para pegar uma arma, mas já os dois carros dos assaltantes saiam cantando os pneus.
Pouco antes das nove horas, um Focus prata subiu a rampa da garagem do Zaffari. O motorista manobrou e deixou-o ao fundo, bem de frente para a rampa de saída. Tinha cinco homens dentro, mas os vidros escuros não deixavam ver. Um deles desceu e foi checar o banheiro, do outro lado. Encontrou a faxineira lavando o chão. Mostrou a arma e disse: “Fica aí e não sai”. Ela se encostou na parede e ficou tremendo. Em seguida ouviu os tiros, os gritos, a correria.
O carro forte da Prossegur encostou minutos antes das nove horas na frente do supermercado. O chaveiro “Gaúcho”, do seu quiosque na esquina, viu tudo. Saltou um guarda com a escopeta, olhou ao redor, em seguida desceram outros três com revólveres, um com o malote de dinheiro na mão. Tensos, olhando pros lados, atravessaram a rua e entraram no supermercado para alcançar a escadinha que leva ao primeiro andar, onde funcionam um café, uma loja de telefones e uma loja de chaves e fechaduras, junto à porta que dá para a garagem e os caixas eletrônicos, três do lado de dentro, um do lado de fora.
Estima-se que no mínimo 100 mil reais seriam colocados nos caixas, para o fim de semana. O chaveiro prestou atenção num homem encostado numa árvore que falou ao celular e se afastou rapidamente. Ele acredita que aquele era um dos comparsas avisando que os guardas estavam subindo com o dinheiro.
São quatro caixas eletrônicos: Banrisul, Banco do Brasil e Banco 24 Horas na parte interna, separada da garagem por uma porta pantográfica automática, e um do Bradesco junto à parede da garagem.
“Pressenti qualquer coisa errada nele”
Os policiais da Delegacia de Roubo procuram um homem de 1,70 m, mulato, magro, musculoso, “com cabeça de nordestino”. Ele é, possivelmente, o chefe do grupo.
Assaltante não foi identificado
A descrição do suspeito foi montada a partir de diversos testemunhos de pessoas que o viram (algumas falaram com ele) nos dias anteriores ao tiroteio que apavorou o Bom Fim.
A imagem do assaltante, captada pelas câmeras de segurança, está um pouco deformada, parece gordo, tem o rosto parcialmente encoberto, até agora tem sido insuficiente para a identificação.
Na véspera, à tarde, ele circulou numa moto pelas ruas no entorno do supermercado, usava um capacete velho e um surrado colete de motoboy. Fez perguntas sobre o trânsito (como se procurasse um endereço), queria saber onde havia um posto da Brigada Militar.
“Pressenti alguma coisa errada nele, tinha um olhar de mau”, diz o chaveiro Gaúcho, que há 30 anos é uma referência na esquina defronte ao Zaffari.
Rotina violenta
Às onze da manhã o sargento Mello já registrava a sexta ocorrência do dia. O furto de um celular, um homem com uma pedra que ameaçava os transeuntes, dois rapazes em atitude suspeita que os guardas do parque da Redenção trouxeram algemados…
O sargento comanda o postinho da Brigada Militar no parque. É um cubículo construído pela comunidade, junto ao mercadinho Bom Fim.
Ele dispõe de um rádio, para falar com a central do policiamento da capital, um telefone por onde recebe as denúncias e um computador, que no momento não está funcionando.
“Está bem tranquilo”, diz o sargento enquanto finaliza a anotação no boletim de ocorrência.
Num sábado assim, de sol, em que o parque se enche de gente, seis ocorrências até as onze horas “é pouco”, repete o sargento, do alto de seus 23 anos de policiamento ostensivo da Brigada Militar.
A redução das ocorrências começou há um mês, com a vinda reforços do interior, em rodízio. A cada mês vem um contingente de 200 homens para a capital.
Isso permite, por exemplo, colocar mais duas viaturas no entorno e mais duas duplas de policiais com bicicleta ou moto no interior do parque. É o que fez diminuir as ocorrências na área no último mês.
É um cobertor curto, porque no interior também falta policiamento, Mas não há melhor solução à vista.
Uma unidade como o 9º Batalhão, que responde pelo policiamento em 14 bairros, onde vivem quase 300 mil pessoas, tem 300 homens para um serviço que é exigido 24 horas por dia.
Há dez anos o 9º Batalhão tinha mais de mil soldados.
A falta de policiais não é privilégio do Bom Fim ou da região atendida pelo 9º BPM.
Estima-se que o contingente da Brigada Militar está desfalcado em cinco mil homens.
Depois de quatro anos, a Brigada Militar, que responde pelo policiamento ostensivo em todo o Rio Grande do Sul, está fazendo um concurso para admitir mais dois mil soldados, menos da metade do que precisa para completar seu efetivo.
Inscreveram-se vinte mil candidatos, 17.400 compareceram, porém apenas 2.500 foram aprovados nas provas de conhecimentos.
Desses, mais de 400 caíram no exame físico, ainda falta o psicotécnico e outros.
Provavelmente restarão pouco mais de mil, que serão incorporados em janeiro de 2015. Quando forem para as ruas, depois de oito meses de treinamento, já não preencherão sequer as vagas dos que se aposentaram ou se afastaram naquele ano.
POLÍCIA CIVIL
Três investigadores para dez bairros
A Décima Delegacia, um prediozinho de tijolo aparente na tranquila rua Jacinto Gomes, é para convergem todas as ocorrências de dez bairros, que abrigam mais de 200 mil moradores.
Há dez anos, a Décima tinha 34 funcionários, hoje tem 14, dos quais somente três são investigadores.
Nos três cartórios que ali funcionam, atendidos por seis funcionários, tramitam dez mil processos. As salas são cubículos, com móveis velhos, cadeiras quebradas. Há carência de gente, de equipamentos, de espaço.
“Esse prédio é uma vergonha. Isso aqui seria uma bela casa para um casal de idosos, mas uma delegacia…”, diz o titular da Décima, delegado Abílio Pereira, que já anunciou sua aposentadoria no fim do ano, depois de 36 anos na polícia.
O delegado considera que a situação da segurança está “fora de controle”. “Nessa região aqui tem uma legião de delinquentes, de todo o tipo, de todo o lado, aplicando golpes, roubando, agredindo.”
O delegado acha que, além da precariedade do aparato de segurança, há uma causa fundamental no aumento da delinquência: a impunidade. “Essa é a lenha da fogueira”, diz.
Muitos já nem procuram a polícia
O comissário Gerson está de pé atrás da mesa. Tem um ar cansado, mas é gentil. “Me diga um lugar onde a violência não está aumentando que eu vou pra lá”, brinca ele.
O comissário Gerson tem 53 anos, entrou aos 16 para polícia. Já trabalhou em todas as delegacias de Porto Alegre. Cristal e Glória foram as últimas, antes da Décima. “Não dá pra comparar: aqui é mais tranquilo”.
Ele diz que um foco de tensão se localiza na Vila Planetário, que resultou da regularização de uma antiga invasão. “Mas é pequeno, sob controle”.
O comissário diz que viveu duas polícias: uma até 1988, autoritária, arbitrária muitas vezes; outra depois da nova Constituição, mais limitada. Tem dúvidas se houve melhoras.
Hoje, ele deixou as ruas e como burocrata percebe que a violência se banalizou: o serviço interno diminuiu porque as pessoas, sabendo que a polícia não vai conseguir fazer nada, já não se dão ao trabalho de registrar as pequenas ocorrências.Começa venda de ingressos para festival de Pub Rock no Opinião
Primeira edição do festival terá ainda Isidoro Pilsen e os canadenses do The Real Mckenzies
Punch Produções apresenta o Pub Rock Fest – festival com shows de bandas de rock autorais da cena nacional e internacional. A primeira edição do evento acontece no dia 23 de outubro, no Opinião, em Porto Alegre. Entre as atrações estão Os Replicantes, Isidoro Pilsen e os canadenses The Real Mckenzies – que aterrissam pela primeira vez no Brasil. Os ingressos já estão à venda.
A ideia do Pub Rock Fest é resgatar a essência do rock tocado nos pubs do Hemisfério Norte, nos bares de estrada – identificados em filmes americanos – e nas pequenas casas de show, onde aconteceram as melhores e mais intimistas apresentações do verdadeiro Rock’n’Roll de raíz.
A emoção de poder assistir bandas autorais ao vivo é singular. Sentir a vibração dos instrumentos, se jogar nas letras e principalmente entender a atitude que uma banda autoral manifesta em seu trabalho é uma experiência única. Diferente de outros eventos de música do país, o Pub Rock Fest foi criado com a temática “rock de pub” para um público especial – fãs do movimento musical mais duradouro da história, que costumam frequentar bares – afirma Giba Andrade, da Punch Produções.
Com 30 anos de estrada, Os Replicantes é considerado um dos grupos mais importantes do cenário alternativo brasileiro. A banda fez hinos punk, chamou os playboys de calhordas, viciou-se em nicotina, flertou com as ideias rajneesh e escreveu sobre guerrilheiros sandinistas. Essas histórias, mesmo após três décadas, continuam a ser contadas, hoje pela voz rasgada de Júlia Barth. A vocalista acompanha os irmãos Heinz e Cléber Andrade na atual formação da banda, que atravessou gerações detonando punk-rock, com doses generosas de bom humor, ficção científica, irreverência e sotaque porto-alegrense.
Em sua estreia nos palcos brasileiros, a banda The Real McKenzies vem para trazer a essência do tradicional PubRock. Nos últimos 20 anos, o grupo cativa plateias de todo o mundo com uma música viciante, intransigente e inegavelmente sincera. Formado em 1992, em Vancouver/Canadá, a banda com músicos diversificados e talentosos, mescla instrumentos acústicos e elétricos para formar uma potente mistura de punk clássico, rock n ‘roll, hard folk e influências do Celta tradicional – utilizando arranjos de “Bagpipes” e gaitas de fole.
Os canadenses The Real McKenzies / / Foto Divulgação
Quem também participa do festival é a independente e inrotulável Isidoro Pilsen. A banda acredita nas canções, na combinação entre melodia e letra, na sutileza das palavras e na força da execução ao vivo. Com dois EPs gravados, é formada por dois publicitários e um jornalista – Josué Orsolin faz guitarra e voz, Adelino Bilhalva engrossa o caldo no baixo e Luis Bissigo é o baterista. Em 2014, o trio participou do festival El Carpazo, em Quito (Equador) e também realizou apresentações no Peru, Bolívia e Chile.
Depois de passar por Porto Alegre, o Pub Rock Fest acontecerá no dia 24 de outubro, em Curitiba, no Paraná. Para saber mais informações sobre o festival, acesse o site: www.pubrockfestival.com.br
INGRESSOS
Lote Promocional: R$ 45,00
VENDA ONLINE
www.minhaentrada.com.br/evento/pub-rock-fest-1903
www.opiniao.com.br/eventos/pub-rock-fest/
PONTOS DE VENDA
Multisom Andradas (Rua das Andradas, 1001)
Multisom Bourbon Ipiranga (Avenida Ipiranga, 5200, Jardim Botânico)
Multisom Moinhos (Rua Olavo Barreto Viana, 36 Loja 110)
Multisom Praia de Belas (Avenida Praia de Belas, 1181, Praia de Belas)
Multisom Shopping Total (Av. Cristóvão Colombo, 545 – Floresta – Loja 10320
Multisom Barra Shopping Sul (Avenida Diário de Notícias, 300 – Lojas 1040 a 1042)
Multisom Bourbon Wallig (Rua João Wallig, 1800 Loja 109)
Multisom Iguatemi (Avenida João Wallig, 1800 – Loja 109)
Multisom Shopping Canoas (Avenida Guilherme Schell, 6750 – Centro)
Multisom Novo Hamburgo
Multisom São LeopoldoEleições: celular é proibido, camiseta e “cola” estão liberados
Para agilizar a votação, o TRE recomenda que o eleitor faça uma “cola” com a anotação dos candidatos em que pretende votar.
Também é permitido votar usando camiseta, bandeira, broches e adesivos do candidato ou partido da sua preferência, mas de forma individual e silenciosa.
Está proibido usar telefone celular na cabina de votação, assim como deverão ficar retidos na mesa receptora, enquanto o eleitor estiver votando na cabina, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação e qualquer outro objeto que possa comprometer o sigilo do voto.
Não é permitido também fazer boca de urna, a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado e os instrumentos de propaganda de modo que caracterize manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos.
Todas informações relativas às eleições deste ano estão disponíveis na no endereço eletrônico do TRE-RS – www.tre-rs.jus.br -, no link “Eleições/2014”, ou no site do TSE – www.tse.jus.br -, em “Eleições/Eleições 2014”.







