Prometido para dezembro, a troca do sistema de operação do BikePoa, agora não tem prazo estabelecido.
A TemBici, empresa responsável pelo sistema desde maio, informa que está “aguardando a finalização dos trâmites burocráticos de importação para a liberação, bem como a normalização das atividades dos auditores fiscais da Receita Federal.” Os fiscais estão em greve desde o dia 2 de novembro.
As mais de 400 bicicletas, que aguardam liberação, teriam chegado ao Brasil em outubro.
Em novembro, representantes do TemBici estiveram na Câmara Municipal de Porto Alegre explicando a implementação do novo sistema. Na ocasião, a gerente comercial da empresa, Gabriela Gomes, pediu “paciência” aos usuários. Segundo ela, a implementação total do sistema será realizado em três semanas dado o seu começo. Serão 41 novas estações que terão 733 vagas para 410 bikes disponíveis.
Desde que passou a ter nova operadora, o BikePoa sofre com a escassez de bikes, que não estão sendo repostas, quando ocorridos grandes estragos.
Em outubro e novembro o JÁ monitorou a disponibilidade de bicicletas por meio do aplicativo após o encerramento do horário de uso. Das 400, previstas no edital, menos de 20% estavam operando.
Autor: da Redação
Prometidas para dezembro, novas bicicletas do BikePoa não têm data para chegar
Sartori sanciona lei que autoriza terceirização da inspeção sanitária
O governador José Ivo Sartori assinou, na manhã desta quinta-feira, 21/12, o decreto que regulamenta a lei 15.027/ 2017, que trata da fiscalização e da inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal no Rio Grande do Sul.
Aprovado pela Assembleia Legislativa em 15 de agosto deste ano, o novo sistema insere mudanças operacionais no atual modelo.
Na votação do projeto na Assembleia gaúcha, servidores públicos da Secretaria de Agricultura do Estado (Seapa), em grande parte veterinários e representantes sindicais, chegaram a lotar as galerias do plenário pra protestarem, mas não adiantou. A ALRS aprovou a nova lei por 34 votos a 15.
Com a assinatura do Governador, as empresas agropecuárias e os frigoríficos poderão contratar médicos veterinários junto à iniciativa privada para realizarem inspeções em seus estabelecimentos, não necessitando mais do fiscal da Seapa.
Esses profissionais deverão estar credenciados no Ministério da Agricultura com permissão para tal atividade. A inspeção será uma será uma atividade distinta da fiscalização.
“A modernização do sistema de inspeção sanitária e industrial vai impulsionar o setor da proteína animal. Falamos de crescimento para um dos setores mais importantes da economia gaúcha, com o aumento de receitas públicas e a geração de emprego e renda, além de trazer mais segurança ao consumidor na garantia da qualidade dos alimentos de origem animal”, ressaltou o governador.
De acordo com o texto, a inspeção sanitária e industrial fica separada da fiscalização por serem atividades distintas.
OAB/RS ingressa na justiça contra aumento de 30% nas contas de luz da CEEE
A OAB/RS ingressou com uma Ação Civil Pública, em tutela de urgência, no final da manhã desta quinta-feira, 21/12, para suspender o reajuste de cerca de 30% no preço na conta de luz de mais de 1,5 milhão de gaúchos.
O aumento aos consumidores da CEEE foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta manhã, após a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O reajuste varia de 29,29% a 33,54%, dependendo do tipo de consumidor.
Segundo o presidente da Ordem gaúcha, Ricardo Breier, a entidade contesta os índices apontados para justificar o aumento. Breier enfatizou que o reajuste anunciado é abusivo, arbitrário e fora da realidade econômica vivida pelos gaúchos: “Ainda mais quando podemos verificar que os indicadores econômicos apontam uma inflação em queda para o período do ano de 2017, em que pode ser observado que a mostra mediana do IPCA reduziu de 3,45% para o patamar de 3,38%, com projeção, para o ano de 2018, de retração dos esperados 4,20% para 4,18%. Essa decisão aparenta ser clara e cristalina, há a ausência de qualquer razoabilidade no reajuste, o qual, ao que parece, afasta-se dos princípios que regem a prestação de serviços públicos”, destacou.
Breier lamentou que a CEEE repasse a responsabilidade para a ANEEL: “Temos de saber que tipo de gestão vem sendo realizada. Afinal, esse aumento é chancelado pela companhia”, frisou. O presidente da OAB/RS espera que a liminar seja concedida para que a discussão ocorra a partir de contrapontos e informações técnicas: “O cidadão não pode ser culpado por problemas administrativos. É preciso que a sociedade saiba, com clareza, os motivos, pois o cliente é refém da CEEE, já que não tem outra opção”, completa.
A ação está sob análise da 8ª Vara Federal de Porto Alegre e deve ser analisada nos próximos dias, em razão do pedido de urgência.Aprovada lei que prevê pesadas multas a manifestações que não tiverem autorização do governo
FELIPE UHR
O relógio marcava 22h40 de quarta-feira (20/12), quando por 23 votos a oito a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou o Projeto de Lei Complementar 006/17, do Executivo, que altera atribuições da Guarda Municipal e quatro artigos da Lei Complementar Nº 12 de 1975, sobre o código de condutas.
A “Lei Antivandalismo” (chamado assim pelo governo) prevê multa de até R$ 395 mil para quem “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”.
O artigo pode atingir manifestações de rua a até mesmo blocos de carnaval. Esta é a maior multa prevista, mesmo valor que se aplica a quem “causar dano ao patrimônio público municipal”. Anteriormente a multa máxima aplicada não ultrapassava R$ 100.
Quando protocolou o projeto no Legislativo, em maio deste ano, Marchezan defendeu a necessidade de “coibir retrocessos na conduta dos cidadãos” e citou como retrocessos o aumento na ocupação de espaços públicos, a prática de necessidades fisiológicas e, principalmente, a pichação.
A proposta também cria a possibilidade de que multas sejam emitidas a partir de denúncias feitas por qualquer cidadão, por internet ou telefone. Também são alteradas funções desempenhadas pela Guarda Municipal, que passa a colaborar com a fiscalização.
Fica assegurado à guarda o direito de garantir o acesso universal ao uso dos espaços públicos, discipline o dever do Poder Público e da população, de conservação dos espaços públicos em boas condições de uso e fruição; e ainda promova a responsabilização dos infratores pelos danos causados à fruição do espaço público, ao patrimônio e ao meio ambiente; e fomente o comércio da capital e o empreendedorismo.
Vereadores contra o projeto, como a líder da oposição Fernanda Melchionna (PSOL), acusaram o governo de usar a Guarda Municipal como pretexto para coibir manifestações e protestos que possam vir acontecer contra o governo: “esta PLC é na verdade contra os movimentos sociais que protestam contra este governo. Em nada melhora a segurança da cidade e sim aumenta as atribuições da Guarda sem nem ao menos compensar financeiramente a categoria.”
O líder do Governo, o vereador Moisés Barboza (PSDB), admitiu o aumento das competências da Guarda, principalmente para combater o comércio irregular no Centro da Capital e comemorou o resultado do pleito: “As manifestações não estão proibidas, mas devem haver regramentos”.
Dispositivos da Lei podem ser considerados inconstitucionais
A nova lei altera diversos artigos e dispositivos da Lei Complementar 12 de 1975. Implementada durante a Ditadura, esta lei prevê regramentos em logradouros públicos. Vários vereadores e assessores parlamentares argumentaram dizendo que os artigos 18 e 20, alterados na sessão de hoje, já são inconstitucionais, pois confrontam o inciso XVI do art.5 da Constituição de 1988 que diz que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.
A oposição não confirmou, mas, pode entrar na justiça alegando inconstitucionalidade no projeto aprovado nesta quarta-feira.
Confira como votou cada vereador:
Adeli Sell (PT) – Não
Airto Ferronato (PSB) – Ausente
Aldacir Oliboni (PT) – Ausente
Alvoni Medina (PRB) – Sim
André Carús (PMDB) – Sim
Cassiá Carpes (PP) – Sim
Cassio Trogildo (PTB) – Sim
Clàudio Janta (SDD) – Não
Comandante Nádia (PMDB) – Sim
Dr. Goulart (PTB) – Sim
Dr. Thiago (DEM) – Ausente
Felipe Camozzato (NOVO) – Sim
Fernanda Melchionna (PSOL) – Não
Gilson Padeiro (PPS) – Sim
Idenir Cecchim (PMDB) – Sim
João Bosco Vaz (PDT) – Não
João Carlos Nedel (PP) – Sim
José Freitas (PRB) – Sim
Luciano Marcantonio (PTB) – Sim
Marcelo Sgarbossa (PT) – Não
Márcio Bins Ely (PDT) – Sim
Mauro Pinheiro (REDE) – Sim
Mauro Zacher (PDT) – Ausente
Mendes Ribeiro (PMDB) – Sim
Moisés Maluco do Bem (PSDB) – Sim
Monica Leal (PP) – Sim
Paulinho Motorista (PSB) – Abstenção
Paulo Brum (PTB) – Sim
Professor Alex Fraga (PSOL) – Não
Reginaldo Pujol (DEM) – Sim
Ricardo Gomes (PP) – Sim
Roberto Robaina (PSOL) – Não
Rodrigo Maroni (PODE) – Sim
Sofia Cavedon (PT) – Não
Tarciso Flecha Negra (PSD) – Sim
Valter Nagelstein (PMDB) – Sim
“Cavalo de Tróia da cultura” faz manifestação dentro do Palácio Piratini
Matheus Chaparini
Na porta do Palácio Piratini, quinze homens e mulheres do Choque da Brigada Militar protegiam a sede do Executivo estadual em função de uma manifestação de servidores, marcando um ano da extinção das fundações – aprovada pela Assembleia Legislativa na madrugada de 20 para 21 de dezembro de 2016.
Enquanto as atenções estavam voltadas para o ato da Praça da Matriz, o “Cavalo de Tróia da Cultura” – como foi chamado por seus integrantes – já estava dentro da sede do poder estadual. As duas manifestações coincidiram.
Dentro do palácio, o coral Vozes do Laranjal realizava uma visita guiada. Em dado momento da visita, os artistas pedem licença para cantar. Com gaita, percussão e bocca chiusa – técnica de cantar com a boca fechada – o grupo tocou o Negrinho de Pastoreio, clássico do cancioneiro regional, resgatado por Barbosa Lessa. Em jogral, com a canção ao fundo, os artistas leram um manifesto condenando a extinção das fundações estaduais, principalmente a Fundação Piratini, responsável pelas emissoras públicas TVE e FM Cultura.
Manifestação foi transmitida ao vivo por integrantes do grupo e pelo Coletivo Catarse / Ricardo Stricher /Jornal JÁ
No texto, o coletivo classifica o fim da fundação como “o mais cruel silenciamento de nossa voz artística, de nossa produção intelectual e a ampliação do abismo já existente entre os criadores gaúchos e a população do estado.” O texto afirma ainda que as emissoras públicas são as únicas que “veiculam nossas músicas e nossas ideias sem restrição de credo, estilo ou ideologia” e defende a importância da fundação para a economia da cultura do estado.
Enquanto cantavam outra canção, a segurança do Palácio se dirigiu ao grupo, pedindo que deixassem o local. “Não pode cantar?”, questionou um dos artistas. “Não, não pode. Aqui, não”, respondeu o segurança.
As Vozes do Laranjal deixaram o Palácio Piratini cantando: “Alô, seu governador, se acabar com as fundações, não falo mais com o senhor.”
O reforço policial que cuidava da entrada foi surpreendido pela manifestação, que ocorria às suas costas. O governador José Ivo Sartori não estava no Palácio Piratini no momento das manifestações.
Integrando as Vozes do Laranjal, cerca de vinte artistas, entre eles, Cristiano Morales, Gelson Oliveira, Leandro Maia, Simone Rasslan, Deborah Finocchiaro, Richard Serraria, Ismael Oliveira, João Guarani, Mário Pirata, Fruet, Elinka Matusiak, Rafa Cambará, Angelo Primon e Oly Jr.
Após o ato, os artistas foram recebidos pelos servidores, na manifestação da Praça da Matriz. Em seguida, se dirigiram à sede da Fundação Piratini, onde leram o manifesto ao vivo durante o programa Cultura na Mesa. O protesto dentro do Piratini também foi transmitido ao vivo em vídeo através do Facebook por integrantes do grupo e pelo Coletivo Catarse.“Cavalo de Tróia da cultura” faz manifestação dentro do Palácio Piratini
Matheus Chaparini
Na porta do Palácio Piratini, quinze homens e mulheres do Choque da Brigada Militar protegiam a sede do Executivo estadual em função de uma manifestação de servidores, marcando um ano da extinção das fundações – aprovada pela Assembleia Legislativa na madrugada de 20 para 21 de dezembro de 2016.
Enquanto as atenções estavam voltadas para o ato da Praça da Matriz, o “Cavalo de Tróia da Cultura” – como foi chamado por seus integrantes – já estava dentro da sede do poder estadual. As duas manifestações coincidiram.
Dentro do palácio, o coral Vozes do Laranjal realizava uma visita guiada. Em dado momento da visita, os artistas pedem licença para cantar. Com gaita, percussão e bocca chiusa – técnica de cantar com a boca fechada – o grupo tocou o Negrinho de Pastoreio, clássico do cancioneiro regional, resgatado por Barbosa Lessa. Em jogral, com a canção ao fundo, os artistas leram um manifesto condenando a extinção das fundações estaduais, principalmente a Fundação Piratini, responsável pelas emissoras públicas TVE e FM Cultura.
Manifestação foi transmitida ao vivo por integrantes do grupo e pelo Coletivo Catarse / Ricardo Stricher /Jornal JÁ
No texto, o coletivo classifica o fim da fundação como “o mais cruel silenciamento de nossa voz artística, de nossa produção intelectual e a ampliação do abismo já existente entre os criadores gaúchos e a população do estado.” O texto afirma ainda que as emissoras públicas são as únicas que “veiculam nossas músicas e nossas ideias sem restrição de credo, estilo ou ideologia” e defende a importância da fundação para a economia da cultura do estado.
Enquanto cantavam outra canção, a segurança do Palácio se dirigiu ao grupo, pedindo que deixassem o local. “Não pode cantar?”, questionou um dos artistas. “Não, não pode. Aqui, não”, respondeu o segurança.
As Vozes do Laranjal deixaram o Palácio Piratini cantando: “Alô, seu governador, se acabar com as fundações, não falo mais com o senhor.”
O reforço policial que cuidava da entrada foi surpreendido pela manifestação, que ocorria às suas costas. O governador José Ivo Sartori não estava no Palácio Piratini no momento das manifestações.
Integrando as Vozes do Laranjal, cerca de vinte artistas, entre eles, Cristiano Morales, Gelson Oliveira, Leandro Maia, Simone Rasslan, Deborah Finocchiaro, Richard Serraria, Ismael Oliveira, João Guarani, Mário Pirata, Fruet, Elinka Matusiak, Rafa Cambará, Angelo Primon e Oly Jr.
Após o ato, os artistas foram recebidos pelos servidores, na manifestação da Praça da Matriz. Em seguida, se dirigiram à sede da Fundação Piratini, onde leram o manifesto ao vivo durante o programa Cultura na Mesa. O protesto dentro do Piratini também foi transmitido ao vivo em vídeo através do Facebook por integrantes do grupo e pelo Coletivo Catarse.Conta de luz da CEEE terá reajuste de 30% em dezembro
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou hoje (19/12), em reunião pública, o reajuste tarifário da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D).
Os novos percentuais, com aumento médio de 30%, entram em vigor a partir da publicação do reajuste no Diário Oficial da União (DOU).
A empresa atende 1,5 milhão de unidades consumidoras em 72 municípios do estado do Rio Grande do Sul.
A data de reajuste da empresa é 22/11, como a concessionária estava inadimplente com encargos setoriais, os índices ainda não foram aplicados.
Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.
Conforme a Aneel, o alto aumento é devido à “retirada dos componentes financeiros considerados no reajuste tarifário anual de 2016”. Somam-se a isso fatores como os custos de geração e transporte de energia, que fazem com que o incremento das contas de luz da CEEE-D.
Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores:Empresa
Consumidores residenciais
CEEE-D – RS
29,33%
Empresa
Classe de Consumo – Consumidores cativos
Baixa tensão
em médiaAlta tensão
em média (indústrias)Efeito Médio para o consumidor
CEEE-D – RS
29,29%
33,54%
30,62%
Celulose terá que buscar na Justiça indenização por dias parados
Uma divergência na interpretação de uma apólice de seguro pode levar à Justiça uma ação que envolve 200 milhões de dólares. De um lado está a Celulose Riograndense, a segurada. De outro a Mapfre, seguradora.
A possibilidade do litígio foi confirmada em entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Porto Alegre, pelo presidente do grupo CMPC, controlador da Celulose Riograndense, Renan Rodriguez Wilson.
Ele fez uma apresentação dos projetos do grupo que é um dos maiores do Chile e, em celulose e papel, um dos maiores do Mundo. Perguntado sobre a questão do seguro, disse que recebeu uma carta negando cobertura e que o recurso à Justiça para se ressarcir dos prejuízos pelo contrato com a seguradora já foi decido.
Tudo começa com um imprevisto numa fábrica que custou cinco bilhões de dólares para ser construída. Uma peça chave, a caldeira de 60 milhões de dólares, apresentou defeito seis meses depois da partida. Foram 154 dias para trocar a caldeira e retomar a produção. Seiscentas mil toneladas de celulose já vendidas deixaram de ser produzidas. Fora os lucros que a empresa deixou de auferir, há uma perda estimada em 200 milhões de dólares.
A empresa manteve todos os seus compromissos, aproveitou os dias parados para dar treinamento aos funcionários, não dispensou ninguém, pagou em dia seus fornecedores, baseada na certeza de que as perdas pelos dias parados estavam cobertas pelo seguro. Agora terá que travar uma batalha judicial para manter seu orçamento.
Pela primeira vez desde que assumiu a produção de celulose em Guaíba, em 2009, o grupo chileno CMPC apresentou seus números e seus planos globais numa coletiva de imprensa. Foi no Sheraton Hotel, com a presença do diretor presidente (CEO) Renan Rodriguez Wilson. Um dos maiores grupos econômicos do Chile, no ramo da celulose e papel, a CMPC é um dos maiores do mundo, com ativos de 15,4 bilhões de dólares e receitas de mais de 5 bilhões de dólares ao ano.STF determina que deputado Paulo Maluf seja preso imediatamente
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que o deputado Paulo Maluf (PP-SP), de 86 anos, comece a cumprir imediatamente, em regime fechado, a pena de 7 anos 9 meses e 10 dias de prisão, a qual foi condenado em maio pelo crime de lavagem de dinheiro.
Maluf havia entrado com embargos de declaração para tentar reverter sua condenação, mas o recurso foi negado em outubro pela Primeira Turma do STF. Após isso, Maluf entrou com novo embargo, em busca de reduzir sua pena, mas Fachin entendeu que o novo recurso não seria mais cabível.
“Por qualquer dos fundamentos, é manifestamente incabível o recurso manejado, restando evidenciado seu caráter meramente protelatório”, escreveu o ministro. “Determino, pois, o imediato início da execução do acórdão condenatório”, acrescentou.
O acórdão condenatório [sentença proferida pela Turma] contra Maluf definiu também que o deputado perca o mandato parlamentar, de acordo com os termos do Parágrafo 3 do Artigo 55 da Constituição Federal, segundo o qual a cassação deve ser determinada pela Mesa Diretora da Câmara “de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa”.
Entenda o caso
Pelo placar de 4 a 1, Maluf foi condenado em maio pela Primeira Turma do STF. O colegiado entendeu que ele movimentou quantias milionárias em recursos ilícitos localizados em contas nas Ilhas Jersey. Apesar de julgar pela prescrição do crime de corrupção passiva, os ministros votaram pela condenação por lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Maluf recebeu propina de contratos públicos com as empreiteiras Mendes Júnior e OAS, no período em que foi prefeito da cidade de São Paulo (1993-1996). Os recursos teriam sido desviados da construção da Avenida Água Espraiada, hoje chamada Avenida Roberto Marinho. O custo total da obra foi de cerca de R$ 800 milhões.
As investigações se arrastaram por mais de 10 anos, desde a instauração do primeiro inquérito contra o ex-prefeito, ainda na primeira instância da Justiça. Os procurados estimaram em US$ 170 milhões a movimentação total de recursos ilícitos. O Supremo assumiu o caso após a eleição de Maluf como deputado.
Defesa
Por meio de nota, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa Maluf, criticou a decisão de Fachin. Para o defensor, por ter recebido um voto favorável por sua absolvição no julgamento da Primeira Turma, o deputado deveria ter direito a apresentar recurso ao plenário. Kakay disse que irá pedir à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para reverter a decisão que negou a última apelação de seu cliente.
Da Agência BrasilJÁ fatura dois prêmios ARI de Jornalismo 2017
O especial “Privatizações” foi escolhido a melhor Reportagem Econômica na categoria jornalismo impresso e a série “Patrimônio Ameaçado” ganhou menção honrosa na categoria web do 59º Prêmio ARI, uma das mais importantes premiações da imprensa gaúcha e a mais antiga do país.
A solenidade ocorreu nesta terça-feira, 19/12, pela manhã no auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
O especial ‘Privatizações’ teve a produção dos jornalistas Cleber Dioni Tentardini, Felipe Uhr, Geraldo Hasse, Higino Barros, Matheus Chaparini, Patricia Marini, Tiago Baltz, com fotos de Taís Ratier, edição gráfica de Andres Vince e edição geral de Elmar Bones.
O especial traz informações sobre o Programa de Recuperação Fiscal que o governo do Rio Grande do Sul negocia com a União e que tem as privatizações como ponto central.

O trabalho ‘Patrimônio Ameaçado’, assinado pelo jornalista Cleber Dioni Tentardini, reúne mais de 40 reportagens e 350 fotos e ilustrações sobre a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS). Traz uma visão ampla das três instituições que estão vinculadas à FZB, destacando o trabalho realizado no Jardim Botânico, Museu de Ciências Naturais e Parque Zoológico, as medidas do Ministério Público e a luta da comunidade científica e do movimento ambiental para evitar os prejuízos para o Estado frente ao desmonte de uma estrutura de pesquisa e de conservação da biodiversidade rio-grandense.
A série, que este ano já ganhou prêmios também do Ministério Público do RS e de Jornalismo Ambiental José Lutzenberger/Braskem, pode ser conferida aqui.

A comissão julgadora, integrada por 40 jurados, da ARI e convidados, analisou 408 trabalhos, sendo selecionados 80, cinco finalistas em cada categoria.
Receberam o Troféu Antonio Gonzales de Contribuição à Imprensa o jornalista Flávio Tavares, o projeto do Grupo RBS Primeira Pauta e a Rádio da UFRGS na passagem dos 60 anos de fundação.
Parte da equipe do JA na entrega da premiação
A lista completa dos vencedores:
Jornalismo Impresso – Reportagem Geral
1º lugar: Encarcerados (série de reportagens), de Michele de Carvalho Ferreira – Diário Popular
2º lugar: RS na mira da CIA, de Rodrigo Lopes – Zero Hora
3º lugar: Conexão Facinepe-Medellin – O Homem Da Faculdade De Papel, de de Rodrigo Lopes – Zero Hora
4º lugar: Protagonismo Feminino, de Bruna Karpinski Santos – ZH
5º lugar: Essa terra é de quem?, de Isabella Sander – Jornal do Comércio
Jornalismo Impresso – Reportagem Esportiva
1º lugar: Guerreira de dar inveja, de Rafael Peruzzo – Correio do Povo
2º lugar: À sombra da tragédia: o recomeço das viúvas de Chapecó, de André Baibich – ZH
3º lugar: Os 7 de 77, de Leonardo da Silva – ZH
4º lugar: Esporte Clube Saudade, de Sérgio Villar – ZH
5º lugar: Revolução Industrial de craques, de Henrique Massaro – CP
Crônica
1º lugar: O nosso 11 de setembro, de Cláudia Laitano – ZH
2º lugar: Carta a Alba, Tereza e família, de Rodrigo Lopes – ZH
3º lugar: O pior comunicador do mundo, de Paulo Germano – ZH
4º lugar: O guri de Caruaru, de Paulo Mendes – CP
5º lugar: Pra tudo Deus dá um jeito, de Liberato Vieira da Cunha – Jornal do Povo
Reportagem Econômica
1º lugar: Privatizações, de Felipe Uhr, Tiago Baltz, Geraldo Hasse, Higino Barros, Matheus Chaparini, Cleber Dioni Tentardini, Patricia Marini,Taís Ratier, Andres Vince e Elmar Bones.- Jornal JÁ
2º lugar: Mais emprego?, de Flávia Bemfica – CP
3º lugar: Refugiados, de Mauren Xavier – CP
4º lugar: Rumos da Indústria (série de reportagens), de Guilherme Daroit – JC
5º lugar: Em harmonia com a natureza, de Itamar Melo – ZH
Fotojornalismo:
1º lugar: A ilha de que o mundo esqueceu, de Carlos Macedo – ZH
2º lugar: Encarcerados (série de reportagens), de Carlos Queiroz – Diário Popular
3º lugar: Não é o tamanho que mede a vida, de Carlos Macedo – ZH
4º lugar: Famílias expulsas pelo tráfico e destruição de casas sob investigação, de Mateus Bruxel – Diário Gaúcho
5º lugar: Deixou de ser brinquedo e virou problema, de Paulo Langaro – Jornal NH
Charge:
1º lugar: Odebrecht, de Alexandre de Oliveira – DG
2º lugar: Ministérios, de Celso Schröder – CP
3º lugar: Pauta positiva, de Gilmar Fraga – ZH
4º lugar: Visita guiada, de Neltair Rebés Abreu – Jornal Extra Classe
5º lugar: Feira da Infâmia, de Neltair Rebés Abreu – Jornal Extra Classe
Planejamento gráfico:
1º lugar: Redesenho do Caderno Doc, de Melina Gallo de Araújo – ZH
2º lugar: Especial Paulo Santana, de Paola Gandolfo – ZH
3º lugar: Caderno Vida, de Melina Gasparini – ZH
4º lugar: Os maiores desastres ambientais, de Thaís Longaray – ZH
5º lugar: Correio do Povo Rural, de Pedro Dreher – CP
Reportagem cultural:
1º lugar: Für Immer (para sempre), de Moacir Fritzen – Jornal NH
2º lugar: Vaiado hoje, aplaudido amanhã, de Fabio Prikladnicki – Doc ZH
3º lugar: Como nasce uma gaita, de Alexandre Lucchese – Doc ZH
4º lugar: Onde o metal gaúcho foi forjado, de William Rodrigues – Doc ZH
5º lugar: Os refugiados de Belchior, de Letícia Pacheco – Gazeta do Sul
Radiojornalismo – Reportagem geral:
1º lugar: Cerco aos neonazistas, de Cid Martins – Gaúcha
2º lugar: Fraude do lixo, de Eduardo Matos – Gaúcha
3º lugar: Ataque ao extremismo, de Cid Martins – Gaúcha
4º lugar: Golpe do lucro fácil, de José Renato Ribeiro – Rádio Cachoeira
5º lugar: Fábrica de consignados, de José Renato Ribeiro – Rádio Cachoeira
Radiojornalismo – Reportagem esportiva:
1º lugar: Caravana da resistência, Eduardo Gabardo – Gaúcha
2º lugar: A maior tragédia do esporte mundial, de Eduardo Matos – Gaúcha
3º lugar: TO’S: paixão além do futebol, de Diogo Rossi – Rádio Grenal
4º lugar: Caso Victor Ramos, de Rodrigo Oliveira – Gaúcha
5º lugar: Vamo, vamos, Chapê, de Alessandro Di Lorenzo – Band News FM
Telejornalismo – Reportagem geral
1º lugar: Novos imigrantes vêm ao Rio Grande do Sul em busca de trabalho, de Luciane Kohlmann – SBT RS
2º lugar: Jovens enganados por falsos empresários eram tratados como escravos, de Andrei Rossetto – SBT RS
3º lugar: Educar para mudar, de Nathalia Fruet – RBS TV
4º lugar: TVE Repórter Ocupações, de Lisete Félix Veloso – TVE
5º lugar: Núcleo do Presídio Central, de Jonas Campos – RBS TV
Telejornalismo – Reportagem esportiva
1º lugar: Joga com a gente, de Alice Bastos Neves – RBS TV
2º lugar: Joga que nem mulher, de Roberto Cabral Azambuja – RBS TV
3º lugar: Inter: 10 anos do mundial, de Glauco Pasa – RBS TV
4º lugar: Olimpíada de 2020, de Kelly Costa – RBS TV
5º lugar: Grêmio – 20 anos do bicampeonato brasileiro, de Fernando Becker – RBS TV
Webjornalismo
1º lugar: A travessia, de Rodrigo Lopes – ZH
2º lugar: Perigo no prato, de Carlos Rollsing Braga – ZH
3º lugar: Patrimônio ameaçado, de Cleber Dioni Tentardini – Jornal JÁ
4º lugar: Catadores de sustento e cidadania, de Gabrielle Santos de Paula – ANÚ
5º lugar: Nos tribunais, os Xikrin estão vencendo a Vale, de Naira Hofmeister – Agência Pública
Jornalismo Universitário – Rádio
1º lugar: Marcadas Pela Dor: Relatos Sobre Violência Obstétrica, de Eduardo Pinzon – Famecos/PUC
2º lugar: Somos tão Jovens: 36 Anos de HIV, de Felipe Goldenberg Coelho – Rádio Da Universidade – Ufrgs
3º lugar: Ilha Da Pintada: Onde Nem Tudo É Básico, de Eduardo Pinzon – Famecos/PUC
4º lugar: Reciclagem De Brinquedos, de Ana Cristina Hoffmann Azeredo – Uniritter
5º lugar: A Diversificação da Produção de Fumo Em Santa Cruz Do Sul, de Brenda Rodrigues Fernández – Famecos/PUC
Jornalismo Universitário – TV
1º lugar: A Rotina Da Esperança, de Marcela Barbosa Baigorra – Univiu Uniritter
2º lugar: Moda E Saúde Mental, de Amanda Farias Hamermüller – Tele Fabico/Ufrgs
3º lugar: A Espera Por Desaparecidos, de Isadora Duarte Da Silva – Tele Fabico/Ufrgs
4º lugar: O Grito De Desigualdade, de Wagner Pedroso De Abreu – Faculdade São Francisco De Assis
5º lugar: Depois Da Kiss, de Juliano Rosa De Castro – Tv Campus Ufsm
Jornalismo Universitário – Impresso
1º lugar: Meninas da Fase, de Carla Fernanda de Almeida La Cruz Rodriguez – Uniritter
2º lugar: O Que Há De Diferente?, de Luana Silva Da Cruz – 3×4 Fabico/Ufrgs
3º lugar: Do Outro Lado Das Grades, de Évilin Thaoane de Matos Campos – Uniritter
4º lugar: Um Paraíso Ameaçado Pelo Lixo, de Eduardo Brusch Müller – Uniritter
5º lugar: Sextante 2017/1, de Amanda Farias Hamermüller – Sextante Fabico/Ufrgs
Jornalismo Universitário – Web
1º lugar: Doze34, de Rafael Da Silva Pereira – Ulbra
2º lugar: Refugiados Da Nova Ponte Do Guaíba, de Ana Carolina Oliveira Pinheiro – Uniritter
3º lugar: Desafios Do Movimento Ambientalista Gaúcho, de Aline Eberhardt Rodrigues – Uniritter
4º lugar: Incluir Para Transformar, de Carolina Zeni – Unisinos
5º lugar: Eles Estão Morrendo, de Ana Cristina Hoffmann Azeredo – Uniritter




