Com base na nova lei de direito de resposta, em vigor no país desde a quinta-feira, 11, a família do ex-presidente Lula pede direito de resposta a reportagem da Folha de S. Paulo, reproduzida da revista Veja, intitulada “Decano do Lobby”, que faz referência ao nome de Fábio Luis Lula da Silva.
A matéria cita a Veja para ligar o filho do ex-presidente a Alexandre Paes dos Santos, lobista preso na operação Zelotes.
Do Instituo Lula
A reportagem intitulada “Decano do Lobby”, subscrita por Rubens Valente e publicada nesta data (21/11/2015) pela Folha de S.Paulo, faz referência ao nome do nosso cliente Fábio Luis Lula da Silva no seguinte trecho: “Em 2006, ele voltou a noticiário ao confirmar para a revista ‘Veja’ que cedia uma sala do escritório que construiu no Lago Sul para um dos filhos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis, trabalhar, quando estivesse em Brasília”.
Ao reproduzir como se fosse verdadeira o que foi publicado pela revista “Veja”, Rubens Valente voltou a propagar notória e reconhecida mentira para os leitores do jornal e para a sociedade.
De fato, logo após a citada publicação de “Veja”, em 2006 (edição n.º 1979), Alexandre Paes dos Santos disse à imprensa que não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Fábio Luis. Não bastasse, depois da publicação, promovemos em favor de Fábio Luis ação judicial contra Alexandre Paes dos Santos e a Editora Abril S/A, que edita a revista “Veja”. No curso da ação, Alexandre Paes dos Santos reafirmou que jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Fábio Luis.
Tal situação levou a Editora Abril a cometer um dos piores exemplos do mau jornalismo do país. A Editora juntou no processo uma gravação ambiental referente à conversa mantida entre o jornalista Alexandre Oltramari (repórter da “Veja”) e o Sr. Alexandre Paes dos Santos, na qual ambos combinaram uma versão para a elaboração de uma reportagem objetivando prejudicar o então candidato à reeleição presidencial Luiz Inácio Lula da Silva, pai de Fábio Luis.
Confiram-se alguns trechos daquela gravação ambiental que revelam a combinação levada efeito entre o repórter da revista “Veja” e o Sr. Alexandre Paes dos Santos para a elaboração da reportagem:
“1 a matéria… a matéria… ela tem como foco … e quem vai possivelmente…
2 [1/2] ….
1 … pra capa da revista é o filho do presidente”.
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“1. O segundo ponto que é… você tocou num ponto que é central, você disse assim: ‘ah, rapaz, isso aí é uma trolha do tamanho do mundo, é ano de eleição…’ …
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1. ai lá pelas tantas que eu vou ter que dizer: ‘olha, em Brasília eles dormiam no Palácio do Planalto, na Granja do Torto e chegaram até a despachar em alguma mansão-escritório em Brasília, numa área nobre da cidade’
2. hum, hum…
1. é… e aí entra você, sei lá, dizendo… é… ou: ‘não quero falar nada’ ou talvez dizendo a verdade: ‘olha, eu disponibilizei um espaço…’…
2. [2/3]… tenho… eu tenho que pensar nisso aí, porque isso aí vai ser difícil, é a abertura pra porrada… se eu tivesse cinquenta fins-de-semana (…) … pô, pau na máquina!
1. pensa nisso, porque eu acho que isso não é abertura pra porrada, eu acho que isso aí é uma… dique de contenção que você ergue, na medida que as cartas estão na mesa:‘recebi sim, trabalharam aqui algum… vieram algumas vezes…’…
Em conseqüência dessa conduta — que revela nítida armação para a elaboração de uma reportagem —, o Sr. Alexandre Paes dos Santos foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a reparar os danos morais impostos ao nosso cliente Fábio Luis em virtude da publicação. A Folha de S.Paulo tem conhecimento dessa condenação e já publicou tal notícia (http://m.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1389595-justica-condena-empresario-por-chamar-filho-de-lula-de-idiota.shtml?mobile), não sendo justificável o erro cometido por Rubens Valente. Aliás, o Acórdão proferido pelo TJSP também está disponível na Rede Mundial de Computadores (http://s.conjur.com.br/dl/dano-moral-lulinha-voto-vencedor.pdf), o que torna o erro inescusável.
Reafirmamos que o nosso cliente Fábio Luis Lula da Silva não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Sr. Alexandre Paes dos Santos. Ao contrário, este último já foi condenado pela Justiça por dizer inverdades a respeito do nosso cliente. Em virtude do erro indesculpável de Rubens Valente, faremos pedido de retificação na forma da Lei Federal nº 13.188, de 11 de novembro de 2015.
Cristiano Zanin Martins
Da Teixeira Martins Advogados
Link de referência:
Declaração de defesa de Alexandre Paes dos Santos
Categoria: Geral
Família de Lula pede direito de resposta à Folha de S. Paulo
Argentina: classe média emergente derrotou Cristina Kirchner
A vitória de Maurício Macri (foto) na eleição argentina, neste domingo, foi consolidada pelos votos das famílias que ascenderam à classe média, exatamente pelas políticas sociais dos 12 anos do “kirchnerismo” (Nestor Kirchner e os dois mandatos seguidos de sua mulher, Cristina).
A reportagem é de Alexandro Rebossio, para El País:
Em uma das nove universidades públicas criadas pelo kirchnerismo, e frequentadas por muitos alunos que são a primeira geração de universitários de suas famílias, um professor propôs aos estudantes um exercício depois do primeiro turno eleitoral no qual o candidato da situação, Daniel Scioli, ultrapassou por pouco –com 37% a 34%– o opositor Mauricio Macri.
O professor os convidou a repetir em segredo seu voto daquela eleição e foi surpreendido com Macri quase empatado com Scioli, e com sua candidata a governadora da província de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, arrasando o kirchnerista Aníbal Fernández.
Esses jovens fazem parte de uma classe média emergente em tempos do kirchnerismo que agora está exigindo mais, como aconteceu no Brasil. Aspiram a que se concretize a mudança no segundo turno deste domingo e dão como certo que as melhorias sociais dos últimos anos estão garantidas.
Alexandre Roig, sociólogo, pesquisador de carreira e professor de uma das universidades que mais cresceu em 12 anos de kirchnerismo, a de San Martín, opina que “grande parte do eleitorado com menos de 30 anos” não viveu a experiência neoliberal da Argentina de 1989 a 2001, com alto desemprego e crise, e isso permite sua “abertura para um governo de direita como o de Macri”, que não assume essa identificação e se qualifica como “desenvolvimentista”, nem conservador nem liberal.
Outro pesquisador de carreira, o antropólogo Hernán Palermo, que leciona na nova Universidad Arturo Jauretche, reconhece que “há uma faixa de estudantes de até 26 anos, filhos de comerciantes e ‘laburantes’ (trabalhadores), a quem o kirchnerismo mudou a vida, mas que acham naturais as políticas de Estado criadas pelos Kirchner e imaginam que não podem descer abaixo disso”. São jovens que só conheceram por livros o que foi o Governo de Carlos Menem (1989-1999) e que eram crianças na crise de 2001.
Os jovens não viveram o neoliberalismo dos anos 90 nem a crise de 2001; alguns querem mudar
“Também há problemas de falta de asfalto e de esgoto que impactam na hora de votar”, explica Palermo, um dos 6.000 cientistas argentinos que assinaram documentos de apoio a Scioli. “Macri fez bem em instalar a agenda da mudança, parece que melhorará o que temos, mas eu fico aterrorizado”, opina Palermo, que durante o kircherismo conseguiu se tornar pesquisador.
Nos corredores de outra das novas universidades, a de Avellaneda, jovens kirchneristas, que ali são maioria, distribuem propaganda a outros que votaram no primeiro turno na esquerda ou no progressismo. Tentam convencê-los. Mas não vão persuadir Susana, uma estudante de 26 anos que prefere não se identificar com seu nome e sobrenome reais porque é muito crítica em relação a sua universidade. Ela votou em Macri no primeiro turno e repetirá o voto no segundo. “Estudo aqui desde 2011 e estou cheia dessa lavagem cerebral. Há professores e funcionários escolhidos a dedo”, opina Susana. “Os kirchneristas querem instalar o medo de que a universidade vai fechar se Macri ganhar, mas ele não vai colocar as pessoas umas contra as outras, talvez mude um ou outro”, afirma ela, cuja mãe, docente, ficou desempregada na crise de 2011. Mas ela não tem nada a agradecer aos Kirchner: “Cristina é autoritária, soberba e só fala para seu pessoal. Em vez de dar ajuda social, deveria dar trabalho. O peronismo é olhar para trás. Macri, porém, tem uma visão mais moderna, que se vê no Metrobús e nas obras que faz. O fato de ter sido empresário lhe dá outra cabeça. Não entendo por que têm medo.”
Em uma aula da disciplina de jornalismo internacional da Universidad de Avellaneda, os alunos debatem sobre o fenômeno de seus conhecidos que votam em Macri. “Há jovens que não viveram os anos 90, mas seus pais sim, e no entanto todos votam pela mudança. Esquecem do que foi conquistado, e agora contam quantas vezes Cristina fala em rede nacional. Dizem que compraram um carro, mas não pensam em que contexto político isso se deu”, opina Luciano Vildozola. “Nos afastamos da sociedade. Antes as pessoas reclamavam do preço da carne e agora passamos a discutir política”, afirma Facundo Moro. “À minha volta muitos votaram em Macri por causa do comportamento de Cristina, porque é muito veemente. Eles acreditam que os eleitores kirchneristas só votam em função da ajuda social, mas estão tão enganados quanto os que acreditam que os de Macri são todos oligarcas”, analisa Marco Faccone. Nestas aulas, o partido PRO carece de um grupo que concorra às eleições ao centro acadêmico. Mas têm eleitores anônimos que fazem parte da mudança inesperada da sociedade argentina.
Eduardo Cunha e o impeachment a qualquer preço
Elmar Bones.
Foi sua estratégia de “impeachment a qualquer preço” que levou a oposição a abraçar Eduardo Cunha, mesmo sabendo os riscos que ele representava.
Cunha tinha mais de 200 deputados na mão e suficiente falta de escrúpulos para avalizar um “golpe paraguaio” para derrubar Dilma.
A vanguarda midiática, ao silenciar sobre o passado de Cunha, chancelou a manobra.
Em pouco tempo, Eduardo Cunha era o novo herói da moralidade, a encurralar o governo em votações decisivas.
Não fora um delator, esse novo herói dos nossos dias, Cunha teria seguido adiante, e estaria na linha de sucessão em caso de queda de Dilma. Fernando Baiano revelou a propina em conta externa, os procuradores suíços completaram o serviço.
Agora Cunha é um cadáver politico e a oposição tenta se desvencilhar dele. Cunha sabe que está perdido, mas vai lutar até o fim para desespero de seus ex-aliados, que gostariam de virar rapidamente esta página.
Não vai ser fácil recuperar-se desse desastrado episódio, que torna o impeachment quase uma miragem.
Torres projetadas para o Cais Mauá terão 28, 25 e 14 andares
Naira Hofmeister
Apesar de ter índice construtivo para erguer torres com 100 metros de altura na área das docas, o consórcio vencedor da licitação para revitalizar o Cais Mauá não deve utilizar a totalidade do índice nas três torres que planeja construir.
Segundo a assessoria de imprensa do empreendimento, serão 28, 25 e 14 andares em cada uma – porém, não há confirmação da altura em metros porque o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) ainda não foi encaminhado à prefeitura municipal.
Leia mais: JÁ aposta em financiamento coletivo para viabilizar edição sobre Cais Mauá
Sabe-se apenas que “a metragem mais alta é de 100 metros”. Ou seja, pelo menos uma das torres utilizará a totalidade da altura permitida. O Plano Diretor de Porto Alegre estabelece que as edificações na cidade terão, no máximo, 52 metros de altura, porém, o projeto do Cais obteve permissão da Câmara Municipal para ampliar esse limite.
O cálculo utilizado usualmente no mercado imobiliário é que cada andar mede entre 2,5 e 3 metros, porém, no caso do Cais Mauá, essa média na torre de 28 andares daria 3,5 – pelo que se pode deduzir que o segundo edifício terá cerca de 89 metros de altura e o terceiro, 50 metros.
No EIA-Rima do empreendimento, as imagens ilustrativas mostram a disposição dos três novos edifícios. As docas são a região mais próxima à rodoviária – a parte norte do empreendimento. Segundo a ilustração, o mais alto dos edifícios estaria sozinho no terreno e seria a construção mais ao sul das três. Os outros dois dividiriam o terreno da chamada “doca 2”.
Ainda segundo o documento, a projeção quando de sua elaboração, era que o edifício mais alto tivesse 24 andares, o segundo 23 e o menor, 10.
A terceira doca, ainda mais ao norte, abrigará a praça Edgar Schneider, que tem cerca de 4 mil m² e será recuperada, além do edifício do antigo Frigorífico do Porto, que é tombado, será restaurado e transformado em centro de eventos.Consciência Negra tem duas marchas hoje em Porto Alegre
O dia 20 de novembro é um marco da luta e da conscientização do povo negro no Brasil. A data foi lançada na década de 1970 pelo grupo Palmares, formado em Porto Alegre por jovens negros, entre eles o poeta Oliveira Silveira. O 20 de novembro marca o dia da morte de Zumbi, em 1695, e foi escolhido em lugar do 13 de maio, que remete à assinatura da Lei Áurea, em 1888.
Este ano, Porto Alegre terá duas marchas, ambas com concentração marcada para as 17h. A 9ª Marcha Estadual Zumbi dos Palmares parte do Largo Glênio Peres, às 18h. A caminhada contará com a presença de ritmistas do Estado Maior da Restinga e do bloco Afro Sul Odomodê. O trajeto encerra no Largo Zumbi dos Palmares, onde acontece a programação da 25ª semana da Consciência Negra. No local haverá apresentações dos grupos Três Marias, Grupo Sagrado e Maracatu Truvão.
Paralelamente, acontece a 2ª Marcha Independente Zumbi Dandara, convocada pela Frente Negra Contra o Genocídio do Povo Negro. A saída está marcada para a Praça Garibaldi, na esquina da avenidas Érico Veríssimo e Venâncio Aires. A marca tem entre suas bandeiras a defesa dos territórios negros e indígenas, o combate à violência às mulheres negras e a solidariedade aos imigrantes senegaleses e haitianos no Brasil.Ocupação ainda não foi notificada sobre reintegração e promete resistir
MATHEUS CHAPARINI
As famílias da Ocupação Lanceiros Negros ainda não foram notificadas sobre a reitengração de posse do prédio, localizado na esquina das ruas Andrade Neves e General Câmara. A Justiça determinou a desocupação do edifício público. A reintegração determina a desocupação do imóvel em 72 horas, mas o prazo só começa a contar após a notificação. Cerca de 130 famílias ligadas ao MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) ocupam o prédio desde a madrugada do último sábado.
Em assembléia nesta quarta-feira, 18, os ocupantes mantiveram a decisão do dia anterior: vão resistir à reintegração de posse. Na segunda-feira, integrantes do movimento haviam se reunido com o secretário Justiça e Direitos Humanos do Estado, Cesar Faccioli, e pedido que a ocupação não fosse discutida judicialmente e sim através de um grupo de trabalho de mediação com o governo estadual.
Ainda assim, a Casa Civil decidiu entrar com o pedido de reintegração de posse. A liminar foi emitida pelo juiz Rogerio Delatorre, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, na terça-feira.
“Tentou-se encerrar esse diálogo de uma forma traiçoeira, nós queremos dialogar”, afirma Nana Sanches, integrante da coordenação da ocupação. “Não queremos negociar com coronel da Brigada, queremos negociar com secretário de Habitação e de Direitos Humanos.”Catarse cria canal para doações às vítimas da Samarco
Nos juntamos ao projeto Rio Doce Help para permitir que qualquer pessoa no Brasil e no mundo contribua para ajudar os afetados pela tragédia em Minas Gerais. O dinheiro será enviado diretamente para que coletivos e associações na região possam comprar itens de primeira necessidade com agilidade. Por isso pela primeira vez o Catarse se isenta das taxas administrativas sobre o valor arrecadado para que mais recursos cheguem diretamente a quem precisa.
O Catarse, plataforma internacional de financiamento coletivo, entrou ontem na campanha para angariar recursos para ajudar as vítimas da mineradora Samarco, que transformou o Rio Doce num mar de lama, prejudicando municípios a mais de 400 quilômetros do local do desastre, em Mariana, Minas Gerais.
Pela primeira vez, o Catarse abriu mão de receber a taxa de administração sobre o valor arrecadao. A campanha vem reforçar o projeto http://riodoce.help, que surgiu com a missão de auxiliar a população impactada pelo maior desastre ambiental da história do Brasil, causado pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco na cidade de Mariana, situada no Estado de Minas Gerais. O vazamento da lama tóxica oriunda dos rejeitos de mineração devastou distritos vizinhos e causou a completa contaminação do Rio Doce e do ecossistema a ele associado, provocando danos irreparáveis à região e à sua população.
Desta forma, através de uma ponte entre recursos que se mostram necessários e recursos que já estão disponíveis, o Catarse quer estabelecer um ponto focal tanto para quem procura ajuda como para quem está disposto a ajudar.
“Quando começou? Quem está por trás do projeto?”
O site foi ao ar no dia 13 de Novembro, quando o carioca Lucio Amorim, incomodado com as notícias relacionadas ao desastre ambiental ocorrido na região do Rio Doce, decidiu tomar uma iniciativa.
Segundo o Catarse, com experiência prévia oriunda da arrecadação de donativos nas tragédias climáticas ocorridas em SC (2008), AL e PE (2010), bem como do voluntariadoin loco em Nova Friburgo – RJ (2011), criou-se uma página com o intuito de responder à pergunta “Como eu posso ajudar?”.
O mineiro Rafael Andrade juntou-se à campanha tão logo foi anunciada e, dada sua proximidade com o local da tragédia, tem atuado como nosso Relações Públicas frente aos principais núcleos atingidos. Em poucos dias, uniram-se ao projeto os cariocas Luiza Villapouca e Luiz Felipe Siqueira, encarregados de enriquecer nossas bases de dados com pesquisa e depuração de informações; e produção/revisão/tradução de conteúdo para os websites e para a campanha em geral.
“Sabemos que nosso trabalho é importante. Mas temos a certeza de que, acima de tudo, o grande diferencial é você. Que carrega caixas de mantimentos. Que suja o pé de lama. Que estende a sua mão a quem precisa.
Há ainda mihares de outras pessoas, ONGs e empresas às quais precisamos agradecer e sem as quais não estaríamos conseguindo mobilizar tantos recursos. Por tudo e a todos, o nosso muito obrigado!”
“Vocês estão em alguma rede social?”
Além do website http://riodoce.help, temos uma página no Facebook onde pode-se acompanhar em tempo real as notícias mais urgentes da campanha, tirar dúvidas etc.
“O volume de mensagens que recebemos é muito grande e por isso estamos concentrando nossos esforços. Lembramos que, para manter a integridade, apenas nossa equipe está autorizada a falar em nome do projeto.”
Números da iniciativa*:- 5 dias de campanha até hoje
- 41 Empresas parceiras
- 120 Idéias Coletivas
- 410 Postos de Arrecadação de Donativos
- 889 Voluntários cadastrados
- 3.000 Acessos por hora (13.000/hora no Domingo)
* atualizados na madrugada de 18/11
“Já ajudei. Como posso participar mais?”- Ajude no transporte de donativos: http://riodoce.help/rotas/
- Cadastre sua empresa em http://riodoce.help/empresas/
- Seja um(a) voluntário(a) http://riodoce.help/voluntarios/
- Contribua com boas ideias http://riodoce.help/ideias/
Orçamento
O dinheiro será repassado a coletivos e associações que estão próximos aos afetados pela tragédia, bem como utilizado diretamente para a compra de ítens de primeira necessidade.
A curadoria das organizações que receberão os recursos ainda está sendo concluída. A campanha será regularmente atualizada para que haja transparência em relação ao destino do dinheiro.
Quem está em campo e deseja receber o nosso apoio, deve cadastrar seu projeto em http://riodoce.help/preciso/
Por uma questão de preferência pessoal, não haverá repasse do dinheiro arrecadado a Prefeituras, Defesa Civil ou outras instituições Governamentais.Abraço simbólico à CEEE em defesa do patrimônio público
A sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) receberá um abraço simbólico da Frente em Defesa do Patrimônio do Povo Gaúcho nesta quinta-feira (19). A concentração inicia às 11h30 e terá a participação de trabalhadores da empresa, bem como dirigentes da CUT-RS, Senergisul, SindBancários, Fetrafi-RS e Sindiágua, dentre outras entidades sindicais. O prédio fica na Rua Joaquim Porto Vilanova, 201, esquina com a Avenida Ipiranga, bairro Jardim do Salso, em Porto Alegre.
“A conjuntura política que hoje atravessamos no Rio Grande do Sul, diante de mais um governo do PMDB, que vem espalhando o caos no Estado, com ataques aos direitos dos servidores e aos serviços públicos e que aprovou um aumento linear no ICMS a partir de janeiro de 2016, exige uma grande mobilização dos trabalhadores e da sociedade para a defesa do patrimônio público”, aponta o coordenador da CUT Metropolitana, Carlos Pauletto.
O gesto simbólico significa proteger o bem público, não apenas a CEEE, mas a Corsan e o Banrisul, que já receberam um abraço semelhante no dia 11 de setembro. “Queremos proteger o nosso patrimônio e reafirmar que não podemos entregar as empresas públicas, como a CEEE, que é de todos os gaúchos e foi construída ao longo do tempo, com muito esforço e investimentos do orçamento do Estado. Ela não pertence ao Sartori nem ao PMDB, mas sim ao povo gaúcho”, afirma o dirigente.
SERVIÇO
O que: Abraço à sede da CEEE
Quando: Quinta-feira, 19, concentração ás 11h30
Onde: Sede da empresa, na Rua Joaquim Porto Vilanova, 201, esquina com a Avenida Ipiranga, bairro Jardim do Salso, em Porto Alegre
Consórcio projeta calçadão no Cais Mauá com 3,2 quilômetros de extensão
O consórcio vencedor da licitação de revitalização do Cais Mauá de Porto Alegre projeta construir um calçadão que abarque toda a extensão do antigo porto da Capital, com 3,2 quilômetros desde a área próxima à rodoviária até a Usina do Gasômetro.
Leia mais: JÁ aposta em financiamento coletivo para viabilizar edição sobre Cais Mauá
A estrutura margeará o Guaíba, contornando cada uma das docas onde serão construídas três torres comerciais – duas delas com altura equivalente a 100 metros –, correndo ao longo dos armazéns tombados e formando uma passarela externa entre o shopping center e o Guaíba, além de passar atrás da Usina do Gasômetro.
Passarela será externa na área do shopping | Divulgação Cais Mauá
Neste ponto, o calçadão se unirá ao projeto de revitalização da Orla assinado pelo arquiteto Jaime Lerner, que prevê um deque contemplativo. Somando ambas intervenções, serão 4,5 quilômetros entre a rodoviária e a Rótula das Cuias onde será possível chegar na beirinha do Guaíba.
Segundo mapas disponíveis no site Viva Cais Mauá, mantido pelo consórcio, a “faixa contínua para pedestres e ciclistas”, como está sendo chamada pelo empreendedor, terá largura variável entre 8,7 metros e 20,4. Ao longo da área dos armazéns, o calçadão terá entre 16 e 17 metros de largura.
Estrutura ficará entre as construções e o rio | Divulgação Cais Mauá
Sete portões, sendo três novos, darão acesso ao calçadão e ao complexo de lojas e restaurantes pretendido pelo empreendedor. Dos sete, quatro serão de acesso exclusivo de pedestres e os outros três, para automóveis.
Vídeo detalha ocupação dos espaços
Um vídeo postado na página do facebook do empreendimento detalha a ocupação dos espaços previstos no projeto. Na área dos armazéns, prevê a demolição do conjunto A7, que não é tombado, e abre espaço para a construção do shopping. O consórcio prevê o aluguel do A6 para eventos (“casamentos, convenções e seminários”, segundo a narração). Entre os armazéns A5 e A1 serão distribuídas operações gastronômicas e lojas “com vista para o Guaíba”.
O Pórtico Central e os armazéns A e B estarão reservados para atividades vinculadas a cultura, lazer e arte popular. “Essa área estará disponível livremente para utilização pública”, reitera o vídeo.
Os armazéns que ficam à direita do Pórtico abrigarão uma praça de alimentação (B1), lojas de conveniência e serviços (B2) e o terminal hidroviário (B3), que já funciona operando o Catamarã.
O empreendedor avalia ainda a instalação de uma pista de skate para competição, circuito de motocross e bicicross, circo e parque de diversões. Também estão sendo cogitadas a realização de eventos temporários no local, como feiras orgânicas e lançamento de veículos e embarcações.
A estimativa do consórcio é que o complexo receba 12,5 milhões de visitantes por ano.
Área de praças equivalem a 6% da área do projeto
Esculturas na Edgar Schneider serão restauradas | Divulgação Cais Mauá
A apresentação audiovisual também destaca a construção de 10 novas praças e a recuperação de uma, cujas áreas somam 11 mil m². Ao todo, o complexo Cais Mauá terá uma área de 180 mil m², entre todas as novas construções e o passeio público.
Entre as praças, o empreendedor salienta a Edgar Schneider, que considera “um patrimônio cultural do Rio Grande do Sul”. Essa área verde fica atrás do edifício do antigo Frigorífico do Porto, que é tombado e será restaurado, abrigando um complexo para eventos.
Nela, há fontes e esculturas de formas clássicas que serão recuperadas, assim como os bancos de concretos e o paisagismo.
Um grupo de moradores reunidos no coletivo Cais Mauá de Todos questiona o modelo de revitalização proposto. Eles consideram insuficiente os benefícios públicos do empreendimento, considerando que serão construídos três espigões, um shopping center e estacionamento para mais de 4 mil automóveis no complexo.
Além disso, salientam irregularidades nos contratos de concessão da área ao empreendedor privado, que estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS).Campeões de reclamações não aderiram à campanha do Procon
Logo no primeiro dia do mutirão de negociações do Procon Porto Alegre (16/11), chamado de “2016 de Nome Limpo”, cerca de 300 consumidores cadastraram pedidos de renegociação de débitos.
Porém, as empresas que vendem planos de saúde e as de serviços de telefonia, TV paga e banda larga, que têm sido as campeãs de reclamações, ainda não manifestaram interesse em participar.
O “2016 de Nome Limpo” estabelece um canal direto de diálogo entre consumidores e fornecedores, intermediado pelo Procon municipal. O envio dos pedidos de renegociação de débitos podem ser feitos pelo site www.proconpoa.rs.gov.br, via formulário online, até o próximo dia 29.
Os fornecedores receberão as solicitações de renegociação, que devem ser analisadas de 30 de novembro a 13 de dezembro, concretizando, ao final, os acordos efetuados.
A orientação do Procon, para quem quer renegociar uma dívida com uma empresa que não aderiu à campanha, é que telefonem para a Ouvidoria da empresa credora e solicitem que passem a participar do mutirão.
Por enquanto, os bancos são a quase totalidade das empresas credenciadas: Banco do Brasil, BMG, Bradesco, BV Financeira, Caixa, Carrefour (Banco CSF/AS), Citibank, Daycoval, Fibra, HSBC, Itaú-Unibanco, Mercantil, Grupo Pan, Safra e Santander.
Até o final do segundo dia, o Banrisul não havia aderido. Das telefônicas, apenas a Claro manifestou interesse, mas ainda não havia efetivado sua participação.
“Esperamos a reabilitação de crédito do consumidor antes do final de ano, seja por meio do uso do décimo terceiro salário para o pagamento das dívidas, seja pela possibilidade de, em contato direto com o credor, obter condições e prazos mais vantajosos do que os usualmente ofertados. Desta forma, pretendemos que o cidadão possa iniciar o ano de 2016 com sua situação financeira equilibrada”, afirma o diretor-executivo do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira. Ele observa que os fornecedores também saem beneficiados com a recuperação de ativos e a restauração de crédito de seus clientes.
Atendimento – O Procon Porto Alegre é um órgão vinculado à Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic) e atende ao público nos dias úteis na rua dos Andradas, 686, das 10h às 16h. O telefone para informações é (51) 3289-1774. O órgão também atende pelo site www.proconpoa.rs.gov.br e pelo aplicativo App Procon.



