Categoria: Geral

  • Julgamento de Lula coloca Porto Alegre no olho do furacão

    Com o julgamento do recurso do ex-presidente Lula, condenado pelo Juiz Sérgio Moro a nove anos de prisão no caso da propriedade do tríplex do Guaruja, Porto Alegre passa a ser a capital política de um Brasil em crise. Todo  o país já está voltado para a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, marcada para o dia 24 de janeiro.
    Propositalmente , ou não, o julgamento coincidirá com o Fórum Social Mundial Temático marcado para 23 e 24 de janeiro de 2018.
    O presidente da Associação Brasileira de ONGs ( Abong),  Mauri Cruz, explicou que a data foi escolhida pelos organizadores levando em conta a coincidência do  Forum de Davos, na Suíça que, anualmente traça as metas liberais para o Planeta. “ O Forum Social coloca tradicionalmente a alternativa possível”, disse Cruz.
    No entanto, com a coincidência, os organizadores , juntamente com a Frente Brasil Popular , resolveram  centrar no acompanhamento  do processo no TRF4.
    Nesta segunda feira houve reunião da Frente Brasil Popular e outra das entidades organizadoras do FSM para tratar de uma programação conjunta.
    No ultimo final de semana em seu 18º Encontro Estadual, em Pontão, na Fazenda Annonni, O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), resolveu acampar no Parque da Harmonia, a menos de 100 metros do local do julgamento no dia.
    A CUT e a Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), também resolveram reunir-se nas proximidades. Na semana passada o senador Roberto Requião já havia sugerido o convite a personalidades como o ex-presidente do Uruguai José Mujica, o premio Nobel da Paz, Perez Esquivel e outros expoentes da esquerda latino-americana para demonstrarem seu apoio a Lula vindo participar do Forum.
    O Presidente do Partido Comunista do Brasil( PCdoB), Adalberto Frasson, também anunciou seu apoio e lembrou que a pre-candidata a presidência da República pelo PCdoB, deputada estadual Manuela DÁvila também estará participando da mobilização.
    Na área sindical confirmaram, a participação, os metalúgicos, os bancários, os petroleiros, os professores  e os comerciários. A região da orla central do Guaíba estará tomada por barracas e trabalhadores, afirmou o presidente da Federação dos Metalúrgicos, Jairo Carneiro.
    O ex-ministro José Dirceu, estreando uma coluna no blog Nocaute, do escritor Fernando Moraes, recomendou “vigilias, caminhadas, passeatas por todo o Brasil” e protestos, em Porto Alegre e nas capitais em frente aos tribunais federais regionais, de forma pacífica, organizada, sem aceitar provocações”.

  • MP converte multa ambiental em melhorias no Jardim Botânico

    cleber dioni tentardini
    O Ministério Público do Rio Grande do Sul e a empresa Taurus S.A. participaram nesta segunda-feira à tarde da reinauguração do bromeliário do Jardim Botânico de Porto Alegre, que foi restaurado com parte dos recursos provenientes de uma multa ambiental aplicada à fabricante brasileira de armas.
    A arquiteta Rosa Maria Pacheco, da Fundação Zoobotânica, diz que foi substituído o telhado, restauradas as estruturas de ferro, de concreto e das mesas, e foram feitas pinturas em geral no bromeliário.
    A bióloga Andréia Carneiro, curadora das coleções do JB, mesmo distante por estar em viagem de férias, comemorou a reinauguração do espaço. “Essa casa de vegetação, como qualquer outra, necessita de manutenção constante. Após cada chuva forte devemos fazer uma investigação sobre o estado do telhado e fazer os reparos devidos. Estávamos em uma situação muito ruim, quase sem telhado, o que estava prejudicando muito o estado das plantas nele abrigadas, muitas raras e ameaçadas de extinção. Tivemos algumas perdas nesse período. E foi numa das visitas do MP às coleções que essa situação foi mostrada à promotora Ana Marchesan e ela nos ofereceu ajuda. De modo que foi assim que temos um bromeliário “novo”, vibrou.
    O bromeliário abriga 726 plantas, onze gêneros nativos do Estado, 115 espécies nativas, 479 acessos de plantas nativas e 26 espécies de bromélias ameaçadas de extinção.

    Bromeliário foi todo restaurado/Divulgação


    O ato celebrou também a entrega de vários equipamentos à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e o anúncio da construção de uma nova casa de vegetação, que abrigará orquídeas, samambaias, entre outras plantas. As obras começam em março.
    A multa revertida em benfeitorias ao JB e na compra de materiais para a Fepam resultam de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre e a Taurus, devido a um acidente em sua unidade na Capital que provocou contaminação do solo.
    Promotora Ana com a supervisora de meio ambiente e o advogado da Taurus/Cleber Dioni

    Segundo o advogado Neandro Bagatini Lazaron, representante da empresa, dos cerca de R$ 200 mil da multa, foram gastos R$ 25,9 mil no Bromeliário, R$ 79,6 mil na aquisição dos equipamentos para a Fepam e serão aplicados R$ 95 mil na nova casa de vegetação.
    A promotora de Justiça Ana Maria Marchesan agradeceu a sensibilidade da Taurus, que não criou obstáculos e compreendeu a importância de converter a multa em uma ação socioambiental na fundação.
    “Eu queria ver também o governador aqui, porque quem visita esta fundação valoriza muito mais o trabalho que é feito pelos pesquisadores e técnicos na conservação da biodiversidade do Estado”, afirmou a promotora, ressaltando que em 120 dias deve ocorrer a inauguração do outro espaço.
    Presente à solenidade, a secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), Ana Pellini, observou que em nenhum momento o governo do Estado subestimou o trabalho da Fundação Zoobotânica, e que nunca pensou em vender, doar, destinar ou fechar o Jardim Botânico e o museu. “Sem recursos nem para pagar os salários em dia, estamos reorganizando a estrutura da SEMA para absorver esta incumbência, que é importante, e certamente colada ao lado do trabalho de planejamento ambiental da SEMA e do licenciamento e controle ambiental que a Fepam tem, tudo isso vai potencializar o seu objetivo, e que o serviço essencial continue sendo feito, sempre voltado para a atividade finalística, já que não temos dinheiro para as atividades meio”, finalizou a secretária.
    Confira nas fotos como o bromeliário estava antes das reformas.

  • Municipários protestam contra Marchezan no lançamento de documentário sobre "prefeitura nos bairros"

    O que era para ser um momento de afirmação e de propaganda de sua administração, transformou-se nessa segunda-feira, dia 18/12, para o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, em uma ocasião de forte protesto dos municipários de Porto Alegre.
    Em frente ao Cine Capitólio, no Centro Histórico da Capital, durante a exibição e o coquetel de apresentação de um documentário sobre o projeto “Prefeitura nos Bairros”, dezenas de pessoas gritaram palavras de ordem, bateram tambores e distribuíram panfletos contra o prefeito.
    No hall do cinema, onde ocorria a parte social do evento, antes da exibição do documentário, era visível o constrangimento de quem estava no local.
    No material impresso distribuído pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), a entidade acusa Marchezan Júnior de promover demagogia e assistencialismo, “que leva, por apenas uma tarde, serviços privados às pessoas, mas não garante o acesso e a permanência desses serviços nas comunidades”.
    Empresas como Itaú, Panvel, FGTAS , Hospital Divina Providência e outros participam do projeto da prefeitura. Para os representantes do Simpa, Marchezan Júnior quer abrir espaço para a “terceirização e privatização na cidade”.
     

  • Câmara autoriza parcelamento para pagamento de 13º de servidores de Porto Alegre

    Em sessão extraordinária iniciada no fim da tarde desta segunda-feira, 19/12, os vereadores de Porto Alegre aprovaram o Projeto de Lei do Executivo que trata do pagamento do 13º salário. O texto aprovado estabelece que será concedido empréstimo bancário para o pagamento do 13º dos servidores da Capital.
    De acordo com o texto, se o servidor ter alguma restrição bancária ou estiver no SPC ou SERASA e seu empréstimo for rejeitado no banco, a Prefeitura deverá integralizar seu 13º. Este item foi inserido por meio de emenda dos vereadores.
    Os custos bancários serão de responsabilidade da prefeitura e a forma como se dará o empréstimo e os bancos serão regulamentados por decreto da prefeitura nos próximos dias.
    Já os servidores que não quiserem pegar empréstimo terão seu 13º parcelado em dez vezes a partir de fevereiro.
    “A medida é excepcional diante das circunstâncias, sendo de conhecimento público que a situação financeira da prefeitura de Porto Alegre é a mais grave da história recente”, alega o prefeito Nelson Marchezan Júnior.
    Discussão sobre projeto que altera regimes do funcionalismo é adiada
    Com 16 votos favoráveis e 14 contrários, foi aprovado, nesta segunda-feira (18/12), pelo plenário da Câmara requerimento que solicitou a retirada da urgência na tramitação de projeto de lei do Executivo que trata de alterações no estatuto dos funcionários públicos municipais da Capital.
    A votação foi feita logo no início da sessão ordinária desta tarde. Este projeto começou a tramitar no Legislativo no final de julho e foi arquivado no final de setembro.
    Na semana passada, contudo, foi pedido seu desarquivamento pelo governo, e a proposta retomou sua tramitação, desta vez acompanhada de Mensagem Retificativa.
    Ao final da votação do requerimento, contudo, como a diferença entre aprovação e rejeição foi de apenas dois votos, o vice-líder do governo, vereador Luciano Marcantônio (PTB), apresentou requerimento de renovação de votação. Este, deverá ser votado na sessão da próxima quarta-feira (20/12). Caso seja aprovado, o requerimento de Retirada de Urgência será então novamente votado pelo plenário.
    Dezenas de servidores lotaram as galerias do plenário para pressionar o Legislativo a não analisar o projeto.

  • Câmara autoriza parcelamento para pagamento de 13º de servidores de Porto Alegre

    Em sessão extraordinária iniciada no fim da tarde desta segunda-feira, 19/12, os vereadores de Porto Alegre aprovaram o Projeto de Lei do Executivo que trata do pagamento do 13º salário. O texto aprovado estabelece que será concedido empréstimo bancário para o pagamento do 13º dos servidores da Capital.
    De acordo com o texto, se o servidor ter alguma restrição bancária ou estiver no SPC ou SERASA e seu empréstimo for rejeitado no banco, a Prefeitura deverá integralizar seu 13º. Este item foi inserido por meio de emenda dos vereadores.
    Os custos bancários serão de responsabilidade da prefeitura e a forma como se dará o empréstimo e os bancos serão regulamentados por decreto da prefeitura nos próximos dias.
    Já os servidores que não quiserem pegar empréstimo terão seu 13º parcelado em dez vezes a partir de fevereiro.
    “A medida é excepcional diante das circunstâncias, sendo de conhecimento público que a situação financeira da prefeitura de Porto Alegre é a mais grave da história recente”, alega o prefeito Nelson Marchezan Júnior.
    Discussão sobre projeto que altera regimes do funcionalismo é adiada
    Com 16 votos favoráveis e 14 contrários, foi aprovado, nesta segunda-feira (18/12), pelo plenário da Câmara requerimento que solicitou a retirada da urgência na tramitação de projeto de lei do Executivo que trata de alterações no estatuto dos funcionários públicos municipais da Capital.
    A votação foi feita logo no início da sessão ordinária desta tarde. Este projeto começou a tramitar no Legislativo no final de julho e foi arquivado no final de setembro.
    Na semana passada, contudo, foi pedido seu desarquivamento pelo governo, e a proposta retomou sua tramitação, desta vez acompanhada de Mensagem Retificativa.
    Ao final da votação do requerimento, contudo, como a diferença entre aprovação e rejeição foi de apenas dois votos, o vice-líder do governo, vereador Luciano Marcantônio (PTB), apresentou requerimento de renovação de votação. Este, deverá ser votado na sessão da próxima quarta-feira (20/12). Caso seja aprovado, o requerimento de Retirada de Urgência será então novamente votado pelo plenário.
    Dezenas de servidores lotaram as galerias do plenário para pressionar o Legislativo a não analisar o projeto.

  • Tribunal que vai julgar Lula entra em recesso até janeiro

    O desembargador Thompson Flores presidiu na manhã desta segunda-feira, 18/12, a última sessão do Pleno do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em 2017. Foram analisados dois processos administrativos.
    Nesta tarde, a Corte Especial do Tribunal também encerra suas atividades, com 11 processos judiciais em pauta.
    Na quarta-feira, 20, o Tribunal entra em recesso, para retornar no dia 8 de janeiro as atividades no cível e, no dia 20 de janeiro, retomando os julgamentos na esfera criminal.
    E no dia 24 de janeiro, quarta-feira, está em pauta o julgamento do ex-presidente Lula, quando as atenções do mundo político brasileiro e latino-americano estarão em Porto Alegre.
    Em princípio, os julgamentos ocorrem à tarde, mas em casos excepcionais que demandam sessões mais longas pode começar já pela manhã. Ainda não há um horário definido para o julgamento de Lula.

  • Aula pública em frente ao TRF-4 abre campanha em defesa de Lula

    A Frente Brasil Popular do Rio Grande do Sul promoverá na próxima terça-feira, 19/12, às 12 horas, uma aula pública sobre Direito e Democracia, em frente ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no Parque da Harmonia, em Porto Alegre.
    Já estão confirmadas as presenças de Carol Proner, da Frente de Juristas pela Democracia, de Gisele Cittadino, da Frente Brasil de Juristas pela Democracia, e de José Carlos Moreira, da Frente Brasil de Juristas pela Democracia/RS. A organização do evento também aguarda a confirmação da presença da professora de Filosofia Márcia Tiburi.
    A atividade acontece a cerca de um mês antes de ocorrer, no mesmo local, no dia 24 de janeiro, o julgamento do recurso do ex-presidente Lula contra a sentença de condenação do juiz Sérgio Moro.
    “Essa antecipação tem a ver com a votação da reforma da Previdência, adiada para o dia 19 de fevereiro, diante da resistência e luta do movimento sindical com o apoio dos movimentos sociais contra o fim da aposentadoria”, diz o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
    Segundo Nespolo, está em andamento “uma nova etapa do golpe, que começou tirando a presidenta Dilma Rousseff, eleita legítima e democraticamente, para impor o projeto derrotado nas urnas”.
    O principal objetivo do debate é a defesa da Constituição, salienta.
    Ainda segundo o dirigente da CUT-RS, “a terceira etapa do golpe busca impedir Lula de ser o candidato do povo nas próximas eleições”.
    “O momento exige um debate sério e consistente sobre que tipo de sociedade queremos no Brasil: uma sociedade que impõe reformas à população para manter privilégios de uma elite parasita que se apropria da renda e que trata os direitos e o estado como um balcão de negócios, como estamos vendo acontecer no Congresso Nacional, ou uma sociedade verdadeiramente democrática, inclusiva, onde todos tenham voz e vez e onde é o cidadão e a cidadã que define quem será o seu presidente da República”, enfatiza.
    Movimentos sociais de todo o Brasil já estão se organizando para fazer na capital gaúcha uma grande manifestação de apoio a Lula.
    (*) Com informações da CUT-RS e da Frente Brasil Popular.
  • Rua Viva: O samba pega no alto do Viaduto

    Tudo começou com o Tutti Giorni, que abriu em 1989, vendendo almoço a R$ 1,99.

    Tá, na verdade, tudo começou em 1914, no primeiro plano diretor da cidade, que previa a abertura de uma via ligando o centro à Zona Sul. Em 1926, o intendente Otávio Rocha e o presidente do Estado, Borges de Medeiros, decidiram dar início aos trabalhos – que foram concluídos em 1932. Para tal, abre-se o meio de um morro, constrói-se o viaduto e a avenida – que levam respectivamente os nomes dos dois gestores.

    Mas o importante aqui é a vida cultural, gastronômica, comercial, boêmia. Aí sim, voltamos ao Tutti. Nos idos de 2010 as noites de terças, ponto de encontro dos artistas da Grafar (Grafistas Associados do RS), bombaram sobremaneira. Tornaram-se um clássico da cidade, gerando também alguns transtornos, que culminaram com seu fechamento, em 2012. A comoção foi geral. O “velório” fechou a Duque com centenas de saudosos.

    Em setembro de 2015, o Tutti reabriu na mesma escadaria e a terça-feira voltou a ser movimentada, agora com a roda de samba do grupo Encruzilhada do Samba – que inicia em torno das 19h e encerra pontualmente às 21h, para evitar transtornos aos vizinhos. De dia, a casa conta com almoço.

    Chopp artesanal ao anoitecer é garantido no Armazém Porto Alegre / Ricardo Stricher / JÁ

    No local onde antigamente funcionava o Tutti, abriu o Armazém Porto Alegre, que completou cinco anos no dia 1º de dezembro. Profissional de marketing, Renato Pereira deixou um emprego de 18 anos “por um sonho”. Depois de dez anos morando em um dos edifícios do viaduto, foi só se mudar para a Zona Sul que pintou a oportunidade de voltar. “Sempre fui apaixonado pelo viaduto”, conta Renato, que já teve até um blog com histórias do local.

    Se a parte debaixo do viaduto torna-se a cada dia um problema de mais difícil solução – espremem-se na calçada camelôs, filas de ônibus e barracos que servem de abrigo precário para uma população em situação de rua – na parte de cima, as escadarias, há um movimento crescente que ainda atrai novos negócios.

    Alta gastronomia com preço acessível é a proposta do Justo / Ricardo Stricher / JÁ

    Na semana em que o Viaduto Otávio Rocha completou 85 anos, neste começo de dezembro, abriu as portas um novo empreendimento na escadaria. Em um imóvel que estava fechado há cerca de dois anos, abriu o Justo, formado por seis sócios, todos cozinheiros. O desafio é oferecer alta gastronomia a um preço acessível – o carro-chefe é um sanduíche de pão ciabatta, porco pururuca, limão siciliano fermentado e maionese verde.

    Nos vários ambientes há a disposição livros, discos e jogos. Um das salas é ocupada pelo coletivo Minha Porto Alegre e há espaço para cursos, palestras e reuniões.

    Projeto de revitalização está pronto desde 2014

    O projeto para a revitalização do viaduto está pronto, mas esbarra na falta de recursos para execução das obras. Construído com a participação da comunidade, através do Orçamento Participativo, do Conselho do Plano Diretor, Associação dos Moradores do Centro Histórico e Associação Representativa Cultural e Comercial do Viaduto, Otávio Rocha (Arcov), o projeto foi apresentado em 2014. O valor estimado para a obra é de R$ 17 milhões.

    O presidente da Arcov, Adacir José Flores, diz que associação é capaz de coordenar projeto de revitalização do viaduto / Ricardo Stricher / JÁ

    As entidades comunitárias pedem que a prefeitura compartilhe o projeto, para que possam buscar recursos através de leis de incentivo, contrapartidas de empreendimentos ou emendas parlamentares. “Temos condições jurídicas de captar o recurso”, garante o presidente da Arcov, Adacir José Flores.

    O projeto prevê a construção de um memorial ao viaduto, que é patrimônio histórico do município, tombado em 1988. Também estão previstas as reformas dos banheiros e escadarias, reparos de infiltrações, a substituição do revestimento e uma nova iluminação de LED.

  • Reportagem (sobre apicultura) recebe reparos da ABELHA

    Recebemos da Associação Brasileira de Estudos de Abelhas (ABELHA) a seguinte carta de esclarecimentos sobre a reportagem Apicultores vão encarar defensores de agrotóxicos e publicamos na sua íntegra:
    A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) gostaria de prestar esclarecimentos em razão da reportagem “Apicultores vão encarar defensores de agrotóxicos”, publicada no site do Jornal Já, no dia 13 de dezembro de 2017.
    Primeiramente, lamentamos que a Associação tenha sido citada diversas vezes na matéria sem que a reportagem tenha nos contatado para que pudéssemos nos manifestar. Desta forma, teriam sido evitados equívocos e informações erradas para os seus leitores, que serão esclarecidos, ponto a ponto.
    ▪ Ao contrário do que o título sugere, a associação A.B.E.L.H.A. não é defensora de empresas fabricantes de agrotóxicos. A entidade não representa e nem sem posiciona em nome das indústrias de defensivos agrícolas e de seus produtos. Essa missão é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), que é um dos associados da A.B.E.L.H.A.
    ▪ A associação A.B.E.L.H.A. é uma associação civil, sem fins lucrativos, criada, em 2015, para promover o diálogo no Brasil em prol da conservação e do uso sustentável da diversidade das abelhas, principais agentes polinizadores na agricultura e ecossistemas relacionados, e de outros polinizadores. Fazem parte da Associação pesquisadores oriundos de diversas instituições de ensino e pesquisa do País, assim como empresas e instituições. Nossa missão é reunir, produzir e divulgar informações, com base científica, que visem à conservação da biodiversidade brasileira e à convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores.
    ▪ A matéria é precisa ao afirmar que a associação vem procurando criar o diálogo e firmar parceria entre os diversos elos da atividade apícola e agrícola, a exemplo de Federações, Associações, Confederações e Cooperativas setoriais. Mas erra ao sugerir que o faz com o objetivo de favorecer uma das partes. Ao contrário, a associação acredita que o desenvolvimento sustentável da apicultura e da agricultura só é possível por meio de um relacionamento saudável, respeitoso e transparente entre as partes. Por isso, vem procurando criar canais de diálogo entre todos os envolvidos.
    ▪ A reportagem ainda faz confusão ao afirmar que a A.B.E.L.H.A. possui “verba aprovada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para financiar pesquisas na área agrícola”. A associação não possui fontes públicas de financiamento. A reportagem se equivoca possivelmente em razão da recente chamada pública lançada pelo CNPq para o desenvolvimento de pesquisas sobre a relação entre polinizadores e a agricultura no Brasil. Nesta iniciativa público-privada, a associação A.B.E.L.H.A. colabora com financiamento para consórcios de pesquisa sobre polinizadores, juntamente com o próprio CNPq, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
    A carta é assinada por Ana Lúcia Assad, Diretora-Executiva da ABELHA.
     

  • Reportagem (sobre apicultura) recebe reparos da ABELHA

    Recebemos da Associação Brasileira de Estudos de Abelhas (ABELHA) a seguinte carta de esclarecimentos sobre a reportagem Apicultores vão encarar defensores de agrotóxicos e publicamos na sua íntegra:
    A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) gostaria de prestar esclarecimentos em razão da reportagem “Apicultores vão encarar defensores de agrotóxicos”, publicada no site do Jornal Já, no dia 13 de dezembro de 2017.
    Primeiramente, lamentamos que a Associação tenha sido citada diversas vezes na matéria sem que a reportagem tenha nos contatado para que pudéssemos nos manifestar. Desta forma, teriam sido evitados equívocos e informações erradas para os seus leitores, que serão esclarecidos, ponto a ponto.
    ▪ Ao contrário do que o título sugere, a associação A.B.E.L.H.A. não é defensora de empresas fabricantes de agrotóxicos. A entidade não representa e nem sem posiciona em nome das indústrias de defensivos agrícolas e de seus produtos. Essa missão é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), que é um dos associados da A.B.E.L.H.A.
    ▪ A associação A.B.E.L.H.A. é uma associação civil, sem fins lucrativos, criada, em 2015, para promover o diálogo no Brasil em prol da conservação e do uso sustentável da diversidade das abelhas, principais agentes polinizadores na agricultura e ecossistemas relacionados, e de outros polinizadores. Fazem parte da Associação pesquisadores oriundos de diversas instituições de ensino e pesquisa do País, assim como empresas e instituições. Nossa missão é reunir, produzir e divulgar informações, com base científica, que visem à conservação da biodiversidade brasileira e à convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores.
    ▪ A matéria é precisa ao afirmar que a associação vem procurando criar o diálogo e firmar parceria entre os diversos elos da atividade apícola e agrícola, a exemplo de Federações, Associações, Confederações e Cooperativas setoriais. Mas erra ao sugerir que o faz com o objetivo de favorecer uma das partes. Ao contrário, a associação acredita que o desenvolvimento sustentável da apicultura e da agricultura só é possível por meio de um relacionamento saudável, respeitoso e transparente entre as partes. Por isso, vem procurando criar canais de diálogo entre todos os envolvidos.
    ▪ A reportagem ainda faz confusão ao afirmar que a A.B.E.L.H.A. possui “verba aprovada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para financiar pesquisas na área agrícola”. A associação não possui fontes públicas de financiamento. A reportagem se equivoca possivelmente em razão da recente chamada pública lançada pelo CNPq para o desenvolvimento de pesquisas sobre a relação entre polinizadores e a agricultura no Brasil. Nesta iniciativa público-privada, a associação A.B.E.L.H.A. colabora com financiamento para consórcios de pesquisa sobre polinizadores, juntamente com o próprio CNPq, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
    A carta é assinada por Ana Lúcia Assad, Diretora-Executiva da ABELHA.