
O presidente da Fundação Cultural Piratini, Pedro Luiz Osório, coordenou durante três meses uma equipe técnica encarregada de fazer um diagnóstico sobre a TVE e a rádio FM Cultura. O relatório foi entregue na sexta-feira passada, dia 20, ao governador Tarso Genro e mostra a difícil situação por que passam as emissoras públicas.
O déficit no quadro funcional em todas as áreas chega a 57% e quase paralisou a programação da tevê e da rádio no final do ano passado. Uma ação do Ministério Público do Trabalho, em dezembro, provocou a demissão de 19 pessoas que ocupavam cargos de confiança por desempenho ilegal de função. Em dezembro, havia um repórter na TVE. Ainda não tem motoristas suficientes para os sete carros e um caminhão. Teve que haver uma grande mobilização dos funcionários para manter a rede operando. Hoje, de um quadro de 371 pessoas, somente 168 estão trabalhando, entre concursados e CCs.

O último concurso ocorreu há pelo menos dez anos, durante o governo Olívio Dutra. E o pior é que o pedido feito ao governador para contratação emergencial de 99 funcionários pode estar comprometido. Com um orçamento de 17 milhões de reais para este ano, apenas 2,5%, ou 425 mil reais, é destinado a novos investimentos. A folha de pagamento consome 72,5% e o custeio leva 25%.
“Do ponto de vista administrativo, estava tudo desarticulado, sem gestão”, diz o presidente da Fundação Piratini, que tomou posse em 3 de janeiro após ocupar por dois anos a presidência do Conselho Delibertativo da entidade.
O documento elaborado pela nova direção detalha o total de recursos para investimentos não executados entre os anos de 2007 e 2010: 2 milhões de reais. Em 2008, por exemplo, foram investidos apenas 3,99% de um total de 117,9 mil reais. Em 2009 a conta melhorou: foram utilizados 24,76% de 928 mil reais.
“Se não utilizaram nem perto da metade dos recursos que estavam disponíveis, pode se afirmar que a TVE e a rádio ficaram sem investimentos nos últimos 4 anos”, ressalta Osório.
A precariedade da área técnica também ficou evidente no relatório. Das 40 retransmissoras da TVE, 30 estão fora do ar e apenas 3 tem condições plenas de passar a programação. A rádio opera com transmissor reserva, que só alcança algumas cidades da Região Metropolitana.
“Os equipamentos estão muito devasados, já não existem peças para reposição, e algumas coisas que eram novas, como um transmissor analógico adquirido no final do governo Olívio, nunca foram usadas e hoje estão abandonadas e, possivelmente estragadas”, criticou Osório.
Plano de reestruturação
Com o diagnóstico e mãos, o governador Tarso ordenou que secretários de Estado e funcionários da Fundação constituam uma comissão a fim de elaborar um plano para a reestruturação da TVE e da FM Cultura.
No próximo mês deve ser formalizado o contrato com a EBC – Empresa Brasil de Comunicação, vinculada ao governo federal, a nova dona do imóvel, o que vai trazer benefícios às emissoras. Além de não ter de desembolsar dinheiro para pagar o aluguel do prédio, 25 mil reais, nem por programas da TV Cultura, de São Paulo, cerca de 23 mil reais, serão feitas algumas obras emergenciais nas dependências do prédio e investimentos para qualificação de programas da TVE. É o caso do programa infantil regional Pandorga, que pode vir a ser veiculado pela TV Brasil na grade nacional.
Fotos: Cleber Dioni Tentardini
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Relatório mostra difícil situação da TVE
Pedro Osório Redação TVE Câmera no estúdio Justiça nega mais uma ação contra jornalista
Em menos de 48 horas, a Justiça gaúcha negou duas ações por danos morais contra jornalistas. Na quarta-feira, a sentença foi favorável a Luiz Claudio Cunha, autor do livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios — uma reportagem dos tempos da ditadura, e à editora L&PM. Ontem foi a vez de André Machado, da Rádio Gaúcha, ser absolvido no processo movido por Tarsila Crusius, em favor de seu filho João Guilherme Crusius D`Ávila, neto da ex-governadora Yeda Crusius.
Por dois votos a um, os desembargadores da Nona Câmara Cível do TJ/RS mantiveram a decisão de improcedência de pedido de indenização por danos morais.
O processo diz respeito à exposição considerada indevida da imagem do menino, “em situação vexatória”. A foto foi publicada no blog de André no portal ClicRBS, em função da cobertura de manifestação de professores diante da casa da então governadora, em julho de 2009. “Lamento o desgaste passado pela governadora, filha e netos, mas isso [o processo] é muito pior para a imagem dela do que a publicação da foto de um fato. Meu texto era favorável a ela, pois no meu entendimento a casa não era local para manifestação do Cpers”, diz André Machado, em declaração reproduzida no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul. “Acho que o jornalista tem que saber o limite de atuação, estou tranquilo quanto a isso. Há o Código Penal, as pessoas podem reclamar, mas lamento toda a ação movida contra jornalistas, especialmente vinda de políticos”, afirmou.
Na época do fato, o autor da foto, Caco Argemi, chegou a ser detido pela Brigada Militar, conforme reportagem da edição número 92 do jornal Versão dos Jornalistas, publicado pelo Sindicato. “Foi uma vitória para a cobertura jornalística. Aquela foto representava a notícia. Reconhecemos e louvamos o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas a governadora é que foi responsável por expor as crianças, trazidas de pijama e elevadas ao fato. A vitória de dois votos a um foi uma vitória do Jornalismo”, diz o presidente da entidade, José Nunes.
A foto também foi publicada pelos jornais Zero Hora, O Globo e O Estado de S. Paulo, além da revista Veja. As publicações também são ou foram alvo de ação de pedido de indenização por parte da família. Em março, a Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça condenou Infoglobo Comunicações SA, empresa que edita O Globo e Globo Online a pagar R$ 20 mil a João Guilherme a título de indenização moral.
Com informações do portal Coletiva.netBlogueiros e tuiteiros encontram-se em Porto Alegre
Começa nesta sexta-feira em Porto Alegre o I Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS. Até domingo, estarão na Câmara Municipal discutindo de que forma a comunicação digital pode contribuir para democratizar o acesso à produção de conteúdo. Inscrições a R$ 30.
Na internet, um espaço livre, todos os setores da sociedade podem se manifestar, o que não acontece na grande mídia. Os blogs representam hoje uma forma de contraponto à imprensa tradicional. Veja a programação, que termina com uma manifestação no Parque da Redenção, ao meio-dia de domingo, 29:
27 de maio, sexta-feira
18h30 — Credenciamento e abertura com autoridades e convidados;
19h30 — Mesa de abertura: “As mídias digitais e a democratização da democracia“.
28 de maio, sábado
09h00 — Mesa de debates: “A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital”;
11h00 — Debate e perguntas de plenário, respostas e considerações da mesa;
12h00 — Almoço;
14h00 — Mesa de debates: “Políticas públicas para comunicação digital”;
16h00 — Oficinas simultâneas;
17h30 — Relatos e experiências de blogs: Salto Alto Futebol Clube, Cultura Crossdresser, El blog de Norelys e Teia Livre.
29 de maio, domingo
09h00 — Debate de plenário sobre o II BlogProg Nacional, elaboração da Carta dos Blogueir@s e Tuiteir@s Gaúch@s;
11h15 — Coffee Break;
11h45 — Deslocamento para o Parque da Redenção;
12h15 — PIG PARADE no Parque da Redenção.
*A agenda poderá ser alterada
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Mesa de abertura
As mídias digitais e a democratização da democracia
Vera Spolidoro — Secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado do Rio Grande do Sul;
Altamiro Borges — Jornalista, blogueiro (Blog do Miro, http://altamiroborges.blogspot.com/), presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé (http://www.baraodeitarare.org.br/), ativista pela democratização da comunicação, organizador do BlogProg nacional, membro do Comitê Central do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e autor do livro “Sindicalismo, resistência e alternativas”.
Marcelo Branco — Profissional de TI, ativista pela liberdade do conhecimento.
Mesas de debates
A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital
Eduardo Guimarães — Blogueiro (Blog da Cidadania, http://www.blogcidadania.com.br/), comerciante, ativista político (presidente do Movimento dos Sem Mídia)
Leandro Fortes — Blogueiro (Brasília, Eu Vi, http://brasiliaeuvi.wordpress.com/). Organizador do BlogProg nacional. Jornalista, repórter da revista Carta Capital. É autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Os segredos das redações. É criador do curso de jornalismo on line do Senac-DF e professor da Escola Livre de Jornalismo.
Gabriela Zago — Jornalista gaúcha e pesquisadora de comunicação e jornalismo nas redes sociais digitais, blogueira (http://www.gabrielazago.com/), doutoranda em comunicação e informação, colaboradora do TwitBrasil e da Wave Magazine.
Luiz Carlos Azenha — Jornalista, blogueiro (Vi o mundo, http://www.viomundo.com.br/), organizador do BlogProg nacional. Foi correspondente internacional da Rede Manchete, do SBT e da Rede Globo. Atualmente, faz reportagens para a Rede Record e é diretor geral do programa Nova África da TV Brasil.
Renato Rovai — Blogueiro (Blog do Rovai, http://www.revistaforum.com.br/blog/). Jornalista, editor da revista Forum.
Políticas públicas para comunicação digital
Cláudia Cardoso — Diretora de Políticas Públicas da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital do Governo do
Estado do Rio Grande do Sul;
Vinícius Wu — Secretário Chefe de Gabinete do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, coordenador do Gabinete Digital.
Debatedor: Marco Weissheimer — Jornalista, blogueiro (RS Urgente, http://rsurgente.opsblog.org/), editor da revista eletrônica Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/)
Oficinas simultâneas
Administração e ferramentas para blogs
Tatiane Pires — estudante de ciência da computação na PUC/RS, é programadora e webdesigner, escreve no blogtatianeps.net e colabora no portal Teia Livre (http://www.teialivre.com.br).
Redes Sociais
Mirgon Kayser — Assessor de Organização, Sistemas e Métodos da Fundação Cultural Piratini – TVE/RS e FM Cultura. Blogueiro, autor do Blog do Mirgon (http://blogdomirgon.blogspot.com/).
Relatos e experiências de blogs
Norelys — Islamía (http://islamiacu.blogspot.com/)
Marco Aurélio — Teia Livre (http://www.teialivre.com.br)
Luísa Stern — Cultura Crossdresser (http://www.culturacd.com/)
Roberta Konzen e Quetelin Rodrigues— Salto Alto Futebol Clube (http://saltoaltofutebolclube.wordpress.com/)Justiça nega indenização a ex-agente do DOPs
Para a relatora da apelação, desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi, “não se verifica a intenção do escritor de macular a reputação do servidor, apesar de satirizar e criticar seu modo de agir.”
E ainda: “Não é possível limitar a criatividade e liberdade de escritores que abordam tema delicado como esse, pois se corre o risco de constranger o espírito investigativo dos repórteres e de encobrir informações necessárias para a fundamentação de nossa consciência crítica.
A magistrada ressaltou também estar presente, nesse caso, o interesse da sociedade e da própria história ao conhecimento, ainda que parcial, dos fatos ocorridos em recente período político, conhecido pelo lado negro da intolerância, da prepotência e da ausência de liberdade.
A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou ontem à tarde indenização por danos morais ao inspetor aposentado do Dops gaúcho, João Augusto da Rosa, contra o jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor do livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios — uma reportagem dos tempos da ditadura, e contra a editora L&PM.
Envolvido no sequestro dos militantes uruguaios Universindo Díaz, Lílian Celiberti e seus dois filhos ainda crianças, Camilo e Francesca, ocorrido em 1978, o ex-agente da repressão que usava o condinome Irno se considera injuriado em duas linhas, pinçadas num texto de 450 páginas: “Nem parecia um policial. Tinha a cara e o focinho de um burocrata medíocre e exótico de algum escritório infecto de contabilidade da periferia”.
No julgamento de primeira instância, em que perdeu, o ex-policial alegou que fora tratado como um animal. No dia 6 de julho do ano passado, a juíza Cláudia Maria Hardt, da 18ª Vara Cível do Foro de Porto Alegre, julgou improcedente a ação do seqüestrador do DOPS, que ela define como “triste episódio contado no livro (…) relato pertencente a um tempo (que foi) ‘página infeliz da nossa história’, nas palavras do próprio Chico Buarque”.
Na apelação, o servidor aposentado da Segurança Pública defendeu que a publicação utiliza palavreado acusatório e ofensivo contra sua pessoa, o que levou a população a acreditar novamente que ele era um criminoso. Ressaltou que o livro o aponta como autor do crime, sem informar a respeito de sua absolvição em processo criminal no então Tribunal de Alçada (grau recursal). Apontou, ainda, que foram publicadas fotos suas sem seu consentimento.
A defesa do escritor e da editora afirmou que o livro é baseado em reportagens já publicadas na Revista Veja, portanto nada de novo a respeito do apelante foi divulgado, incluindo-se as fotos. E enfatizou que a publicação limita-se a narrar fatos ocorridos.
Para a relatora da apelação, desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi, não se verifica a intenção do escritor de macular a reputação do servidor, apesar de satirizar e criticar seu modo de agir.
Citando sentença da magistrada de 1º Grau, Juíza de Direito Cláudia Maria Hardt, observou que a pretensão da obra foi clara: expor ao publico profunda pesquisa acerca de fatos ocorridos em época em que tais informações não poderiam ser publicamente difundidas sem retaliações. Assim, nos tempos, atuais, tem-se que a liberdade de manifestação, quando exercida regularmente, não denigre o direito à imagem. Enfatizou que a ausência de menção ao recurso que absolveu o servidor no Tribunal de Alçada por falta de provas não afasta essa conclusão, já que a obra traz uma coletânea de reportagens de todo um acontecimento, não sendo centrada no autor da ação.
A magistrada referiu que não é possível limitar a criatividade e liberdade de escritores que abordam tema delicado como esse, pois se corre o risco de constranger o espírito investigativo dos repórteres e de encobrir informações necessárias para a fundamentação de nossa consciência crítica.
Ressaltou ainda estar presente, nesse caso, o interesse da sociedade e da própria história ao conhecimento, ainda que parcial, dos fatos ocorridos em recente período político, conhecido pelo lado negro da intolerância, da prepotência e da ausência de liberdade.
Os desembargadores Iris Helena Medeiros Nogueira e Leonel Pires Ohlweiler acompanharam o voto da relatora.
Sequestro dos Uruguaios
O livro “O Sequestro dos Uruguaios” reconstitui com riqueza de detalhes um dos episódios emblemáticos dos regimes militares que assolaram o continente sulamericano, na segunda metade do século passado.
O seqüestro foi uma operação conjunta e clandestina de policiais brasileiros e uruguaios, perpetrada em novembro de 1978.
As vítimas, Universindo Díaz e Lílian Celiberti e os dois filhos menores de Lílian, foram apanhados em Porto Alegre e entregues na fronteira aos agentes da repressão uruguaia. Díaz e Celiberti eram militantes de uma organização de esquerda que combatia a ditadura no Uruguai e que estavam refugiados no Brasil.
Um detalhe impediu que a operação fosse um êxito completo, como foram muitas outras. Um telefonema anônimo para a redação da revista Veja, em Porto Alegre, levou Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo João Batista Scalco a um apartamento no bairro Menino Deus, onde os dois uruguaios estavam morando. “Está ocorrendo um seqüestro”, disse o informante.
Quando os dois jornalistas chegaram ao apartamento, Lílian e Universindo já estavam nas mãos dos agentes da repressão, que aguardavam para apanhar outro militante – Hugo Cores, o chefe do grupo.
Lílian abriu a porta, mas não conseguiu falar nada. Dois homens que estavam no interior do apartamento apareceram, de armas na mão. Um colocou a pistola na cabeça de Cunha e o outro fez o mesmo com Scalco.
Os jornalistas se identificaram e depois de breve interrogatório foram liberados, com a recomendação da nada falarem, pois se tratava de uma operação para apanhar uruguaios ilegais no país.
O seqüestro seguiu seu curso. Em poucos dias, os dois uruguaios e as crianças estariam em Montevidéo, nas mãos dos agentes da ditadura uruguaia.
Outro detalhe seria decisivo para desvendar toda a história: Scalco, experiente fotógrafo de futebol, reconheceu o homem que apontou a arma para sua cabeça. Era o ex-atacante do Inter, conhecido como Didi Pedalada, que se tornara agente do Dops.
A partir desta pista, os jornalistas desvendaram a operação. O segundo homem seria idendificado quase dois anos depois – era João Augusto da Rosa, que usava o codinome de Irno.
A identificação de Didi foi cabal e ele chegou a ser condenado. Mas a identificação de Irno, através de fotografias, foi insuficiente. Embora denunciado pelo promotor e condenado em primeira instância, ele foi absolvido, em recurso, por falta de provas.
As provas que poderiam ser decisivas contra ele – o testemunho dos seqüestrados – não puderam ser usados. Quando ele foi absolvido, Lílian Celiberti e Universindo Dias, estavam incomunicáveis no cárcere da ditadura uruguaia.Vereadores discutem transporte de passageiros no Guaíba
Vereadores da Capital querem ampliar o debate sobre o transporte de passageiros no lago Guaíba. Em reunião ontem no Legislativo com o diretor da EPTC, Carlos Alexandre Ávila, e com o superintendente de Portos e Hidrovias do Estado. Vanderlan Vasconselos, ficou definido que a Câmara irá elaborar um plano a fim de implantar o sistema hidroviário na Grande Porto Alegre. A proposta será encaminhada à Prefeitura e ao governo do Estado.
O presidente da Cuthab, vereador Pedro Ruas (PSOL), lembrou que em 1989 ele foi autor da lei nº 6384, promulgada pelo então prefeito Olívio Dutra, que tinha como objetivo implantar o transporte hidroviário coletivo de passageiros no Guaíba. Segundo Ruas, na época a grande briga foi com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) que detinha o poder das concessões. Conforme Ruas, o transporte hidroviário não substitui o transporte convencional, porém as vantagens são a manutenção mais barata da embarcação, sendo que a estrutura hidroviária não precisa de reparos diários.
Carlos Alexandre Ávila, diretor da EPTC, afirmou que já na primeira viagem experimental de catamarã, solicitou ao prefeito a formação de uma comissão de trabalho para o detalhamento dos temas que envolvem todo o processo de implantação do transporte hidroviário no Guaíba. Este processo, segundo Ávila, envolve mudanças de modal, alternativas de atracadouros e qual a distância a ser percorrida. Para ele é preciso adequar a lei para este novo transporte.
O diretor de Transportes da Metroplan, Marcus Damini, informou que já estão ocorrendo reuniões com a EPTC, visando a implantação do transporte hidroviário o que depende de verbas para os trabalhos de dragagem do Guaíba, cálculos do calado necessário para a navegação, entre outros.
Para Vanderlan Vasconselos, superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, é preciso buscar alternativas para a implantação do transporte hidroviário na Capital. Ele prometeu retornar ao Legislativo na próxima reunião sobre o tema para apresentar um vídeo com todo o mapa hidroviário do Estado.
“Precisamos ter conhecimento do rio, se está em condições de navegabilidade, um estudo do clima da região, saber qual o material que está depositado no fundo do rio que pode ser cascalho, areia ou terra, a necessidade de radares, GPs, iluminação e a criação de carta náutica. Para tudo isto é preciso previsão orçamentária que não existe. Só com vontade política teremos um transporte hidroviário”, argumentou Vasconselos.Justiça julga recurso de ex-agente do DOPs contra jornalista
Hoje, a partir da 14 horas, a 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julga o recurso do inspetor aposentado do Dops gaúcho, João Augusto da Rosa, que move ação por danos morais contra o jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor do livro Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios — uma reportagem dos tempos da ditadura.
Participam da sessão as desembargadoras Marilena Bonzanini, relatora do processo, Íris Helena Medeiros Nogueira e o desembargador Leonel Pires Ohlweiler.
Envolvido no sequestro dos militantes uruguaios Universindo Díaz, Lílian Celiberti e seus dois filhos ainda crianças, Camilo e Francesca, ocorrido em 1978, o ex-agente da repressão que usava o condinome Irno se considera injuriado em duas linhas, pinçadas num texto de 450 páginas: “Nem parecia um policial. Tinha a cara e o focinho de um burocrata medíocre e exótico de algum escritório infecto de contabilidade da periferia”.
No julgamento de primeira instância, em que perdeu, o ex-policial alegou que fora tratado como um animal.Nova classe média muda padrão de consumo
O padrão de consumo no Brasil está mudando e continuará sofrendo alterações nos próximos dez anos devido ao aumento da renda média e da escolaridade do brasileiro e envelhecimento da população. A conclusão é do estudo O Novo Cenário Socioeconômico e seu Impacto sobre os Negócios, divulgado hoje pela manhã na Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS).
O estudo apresenta projeções a respeito do consumidor gaúcho do futuro e prováveis transformações nos setores envolvidos. Há uma ascensão crescente dos indivíduos mais pobres e uma distribuição mais equânime da riqueza. A base da pirâmide vem diminuindo e continua nos próximos anos. A classe C é a base da mudança, sendo que até 2020, deverá representar quase 70% do total de habitantes, englobando cerca de 8 milhões de gaúchos. As classes A e B estão crescendo em ritmo menor mas, somadas, serão mais volumosas do que as D e E juntas. Até o final desta década, a camada da população mais pobre deverá concentrar pouco mais de 300 mil pessoas, frente aos quase 3 milhões de componentes atuais.
“Consequentemente, as classes A, B e C irão deter, praticamente, a totalidade do poder de compra das famílias gaúchas em 2020”, diz o estudo, mapeado a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 e das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNADs), ambas do IBGE.
As mudanças observadas na estrutura etária da população, que passa a contar com uma maior participação de faixas de idade mais avançadas, principalmente de adultos jovens, influenciam diretamente nas projeções de gastos para 2020. “O setor terciário deve estar atento à transição etária, que eleva o número de idosos no Estado e amplia a base de adultos entre 20 e 40 anos, que têm hábitos de consumo peculiares”, alerta o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Zildo De Marchi.
A aquisição de veículos, por exemplo, deve representar 8,9% dos investimentos totais em bens das famílias gaúchas em 2020 (1,7% a mais do que representa hoje). Da mesma forma, deverá aumentar em 4,1% ao ano a despesa com combustíveis para veículos pessoais. Os gastos com serviços de assistência à saúde, por sua vez, devem aumentar 3,6% em função da maior quantidade de idosos na população.
Conforme o economista Marcelo Portugal, em 2020, 30% da população terá entre 20 e 40 anos, a faixa etária que mais produz. “Nós vamos ter uma janela de oportunidade porque essa parcela é a que trabalha mais, então vamos produzir mais”, destaca.
Elevação da renda
A renda familiar per capita no Rio Grande do Sul deve crescer, em média, 3,5% ao ano. Em relação ao PIB estadual, estima-se que chegue a R$ 300 bilhões (a preços de 2010) em 2020. “A elevação da renda e a ascensão da classe média interferem em termos de perfil de consumo. Indivíduos que antes não adquiriam determinados bens e serviços passarão a adquiri-los, e também estarão mais atentos à qualidade daquilo que consomem”, afirma o presidente da Fecomércio-RS.
Os bons presságios também incluem a educação, que deve receber mais investimentos por parte das famílias nos próximos anos e, consequentemente, gerar indivíduos mais qualificados a aumentarem sua renda. Entre os segmentos de serviços, esse é o de maior destaque em termos de elevação nos gastos: previsão de 6,8% de aumento ao ano. Televisão, Telefone e Internet aparecem em seguida, com incremento de 6,38% no período. Com isso, estima-se que indivíduos que hoje pertencem às classes D e E ascendam ao que se pode caracterizar como uma nova classe média, principal motor do consumo recente observado no Brasil.
“Os níveis crescentes de educação e a consequente ampliação da renda elevam a capacidade de consumo das famílias e alteram o perfil desse consumo, tendo em vista a ascensão social de quem tem sua renda ampliada”, afirma a pesquisa, que prevê que o nível de escolaridade da população com idade superior a 25 anos chegará a 8,8 anos de estudo em 2020.
Para De Marchi, o material pode auxiliar as empresas a realizarem seu planejamento. “Qualquer empresário deseja ter a noção de como se comportará o mercado e sua demanda. Com informações desse tipo em mãos, o empreendedor aumenta a probabilidade de acerto de suas decisões de investimento e ampliação de negócios, pois antevê algumas mudanças que estão para ocorrer”, finaliza.
O estudo pode ser acessado através do link: www.fecomercio-rs.org.br/fecomercio/novo_cenario_socioeconomico.pdfGreve na saúde superlota emergência do Clínicas
A Emergência do Hospital de Clínicas, que enfrenta permanente quadro de superlotação, nesta terça-feira está vivendo uma situação ainda mais difícil.
Em função da greve dos municipários e da consequente redução dos atendimentos nos postos e unidadesbásicas de saúde, o setor está com sua capacidade totalmente esgotada.
São 131adultos internados em um espaço que comporta 49 e 19 crianças em uma unidadeque deveria abrigar apenas nove.
A Emergência NÃO está fechada; no entanto, novos pacientes que chegam à instituição passam por uma triagem e,devido às dificuldades existentes, é dada prioridade aos casos mais graves.
Diante desse quadro, a Administração do Hospitalsolicita a colaboração da populaçãode Porto Alegre e da Região Metropolitana no sentido de que, em casos mais simples, não procure o Clínicas, que só está conseguindo atender os pacientes realmente graves e de risco.
O QUE A EMERGÊNCIA ATENDE
Dor no peito / infarto.
Derrame cerebral.
Dor abdominal com febre.
Hemorragia digestiva.
Falta de ar aguda.
Neoplasias (pacientes com câncer atendidos no HCPA que sofrem intercorrências).
Perda de consciência.
Alteração de sinais vitais (pressão excessivamente alta ou baixa, batimentos cardíacos alterados…).
O QUE A EMERGÊNCIA NÃO ATENDE
Oftalmologia (problemas nos olhos).
Otorrinolaringologia (dor de ouvido, dor de garganta).
Psiquiatria (transtornos mentais, sofrimento psíquico, depressão, risco de suicídio, surtos).
Traumato-ortopedia (tiros e facadas, fraturas e entorses, acidentes de trânsito…).
Intoxicações (alcoolismo, drogadição, ingestão excessiva de medicamentos, consumo produtos de limpeza).
Picadas de animais peçonhentos.
Acidentes em geral.
Constipação.
Dor de dente.
Dores musculares.
Dores crônicas (aquela que a pessoa tem há mais de seis meses).
Gripe se resfriados sem complicações.
Além disto, na Emergência:
– não são aplicadas vacinas;
– não são fornecidos atestados ou receitas;
– não são marcadas consultas com especialistas a partir de encaminhamentos de postos de saúde;
– não é atendido o paciente que faltou a uma consulta no ambulatório do HCPA e quer suprir esta falta.Resíduos sólidos é tema de Congresso Ambiental
Soluções para elaborar um planejamento estratégico que contemple os novos desafios para o departamento ambiental, ações preventivas, mapeamento de riscos, legislação e práticas para responder aos dispositivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esses serão alguns dos principais assuntos em debate no 9º Congresso Ambiental, que ocorre entre os dias 13 e 15 de junho, em São Paulo.
A conferência reunirá personalidades do direito ambiental brasileiro. Na abertura, o sócio da Milaré Advogados, Édis Milaré, explanará sobre as novas condicionantes do licenciamento ambiental. Na sequência, o gerente jurídico do Grupo BMG, Fabiano Blanc Xavier, trará estratégias para enfrentar a subjetividade na interpretação da lei que rege a compensação ambiental.
Outro tema de destaque é a reforma do Código Florestal. A assistente da diretoria jurídica da Copel, Regina Bacellar, analisará seus impactos para as atividades empresariais. Já, o coordenador jurídico de biodiversidade e meio ambiente da Natura, Bruno Sabbag, e o assessor de meio ambiente da presidência da Sabesp, Marcelo Morgado, discutirão acerca das iniciativas governamentais de controle de mudanças climáticas.
Completam a programação da conferência as apresentações da Felsberg e Associados, ABRELP, Ministério Público de São Paulo, Décio Freire e Associados, Veirano Advogados e Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano & Renault Advogados Associados. Entre os temas que serão abordados estão os contratos e cláusulas ambientais, relação entre finanças e meio ambiente e estratégias para minimizar riscos.
No dia 15 acontecerá um seminário especial sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O encontro será presidido pelo sócio da Pinheiro Neto Advogados, Werner Grau Neto e terá palestras de executivos da Basf, TetraPak, Sindicom e Abinee. Em pauta, os aspectos técnicos da legislação e as práticas atualmente utilizadas pelas companhias.
O evento é promovido pela IBC, representante no Brasil da Informa Group, especializada em informação empresarial. A programação completa está disponível no site www.informagroup.com.br/ambiental ou pode ser solicitada na Central de Atendimento da IBC pelo telefone 11-3017-6808 e pelo e-mail imprensa@informagroup.com.br.5º Congresso da Cidade: o que está acontecendo?
Segundo informa a prefeitura já foram realizadas em 15 bairros as reuniões preparatórias ao 5º Congresso da Cidade, que acontece em novembro. Até julho, as discussões terão alcançado os 82 bairros de Porto Alegre.
O que intriga é que não se vê nada nos jornais, nem na tevê, nem nos noticiosos da internet. A única fonte é a assessoria de imprensa da Prefeitura.
E aí acontece que você abre o portal da prefeitura na internet, no meio da tarde, e está lá uma noticia postada às 11h30min que diz o seguinte:
Quatro bairros recebem o 5º Congresso da Cidade
“Hoje, 19, será realizada mais uma reunião moderada da Etapa Bairros do 5º Congresso da Cidade.
O encontro reunirá lideranças comunitárias e empresariais, representantes do Terceiro Setor e moradores dos bairros Bom Fim / Floresta / Farroupilha / Independência.
As reuniões têm o objetivo de definir Motes e Metas para a comunidade e serão realizadas nos 82 bairros da Capital até julho.
As decisões dos bairros serão levadas para outros encontros nas regiões de Planejamento e do Orçamento Participativo, e farão parte da rodada final do 5º Congresso da Cidade, em novembro, quando as definições dos territórios serão discutidas”.
Resultado: na reunião, realizada na noite de quinta feira, 20, ficou decidido ampliar a convocação da comunidade destes bairros. A data do novo encontro será marcada por uma comissão composta por representantes dos quatro bairros.
A decisão de realizar novo encontro ocorreu após a fala do moderador, Mauro Zamperetti, sobre a sistemática do Encontro Moderado de Governança Solidária, que prevê a possibilidade de ampliação da representação para outros setores da sociedade e seus líderes.
