O vento é a matéria-prima de uma usina eólica. Quanto mais ventar, mais energia cinética será transformada em mecânica e, depois, em eletricidade. Mas, no caso da Usina Eólica Cerro Chato (UECC), que está em construção em Santana do Livramento, vento demais atrapalha nesse momento.
A montagem do primeiro aerogerador dentre os cinco previstos para começar a operar amanhã, 27, ocorreu somente na primeira quinzena de abril. A expectativa dos engenheiros é que os cataventos comecem a funcionar a partir da metade de maio, quando está prevista também a conclusão da subestação coletora e da linha de transmissão.
Segundo o coordenador de implantação da UECC, Franklin Lago, o vento não pode soprar mais de 7 m/s (metros por segundo), ou 25 km/h (quilômetros por hora), senão impede a operação do maquinário lá no alto.
Foi preciso um guindaste com 115 metros e capacidade para suportar 600 toneladas para içar a 108 metros de altura o primeiro aerogerador da usina. O conjunto de pás, nacele, rotor e demais peças somam 110 toneladas. (C.D.T)
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A Revolução Eólica (34) – VENTO DEMAIS ATRASA OPERAÇÃO DA UECC
O que há por trás das cestas pascais artesanais
Em pleno feriadão pascoalino, deixaram a cidade os cesteiros que todo ano ocupam logradouros públicos de Porto Alegre para vender artesanatos de fibras vegetais. São belas e baratas utilidades de origem indígena, frutos do saber camponês e mateiro de nossos mais primitivos habitantes. A população metropolitana os encara como parte de um folclore cívico obrigatório, mas torce o nariz para o outro lado dessa presença simpática e inquietante. Perto de suas caprichadas exposições de cestos de cipó e palha, os artesãos mantêm barracas de lona preta onde pernoitam com seus familiares, velhos e crianças, em precárias condições de higiene. À medida que os cesteiros gaudérios desocupam os cantos das praças para voltar aos seus locais de origem, no interior do Estado, fica no ar a pergunta: já que os autoriza a ocupar locais públicos para vender seu artesanato, por que o poder municipal não lhes facilita também melhor condição de hospedagem durante sua breve temporada de shopping-ao-ar-livre? Ou haverá a intenção pascal-pedagógica de mostrar que por trás de todo labor artesanal subsiste a face negra da extrema pobreza? (Geraldo Hasse)
Porto Alegre confirma cinco casos de dengue
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou cinco casos de dengue autóctone (contraída no local) em Porto Alegre. Três pacientes são do bairro Azenha, um no Partenon e outro morador de Alvorada, mas que trabalha no bairro Azenha.
Conforme o secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, não há uma situação de epidemia na Capital. “São casos isolados. Não temos uma situação de epidemia e a transmissão está restrita a esses locais.”
O início dos sintomas foram em 26 e 31 de março, 1º, 7 e 12 de abril. De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), os bairros Azenha e Partenon apresentaram índices de infestação do mosquito. Em Porto Alegre, até o momento, 128 casos foram investigados, 110 foram descartados e 18 confirmados (cinco autóctones e os outros casos são importados).Código Florestal: o governo entra em campo
Elmar Bones
A conferência da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, na Assembleia Legislativa aponta novo rumo para o debate em torno do novo Código Florestal, cujo projeto está para ser votado no Congresso.
A ministra, aliás, desautorizou o adjetivo “novo” ao dizer que não se vai fazer terra arrasada das conquistas na legislação ambiental. Haverá, se depender do governo, uma “atualização” do código atual.
Ficou claro: esse será o primeiro grande embate de 2011 e do governo Dilma. As divergências do governo com o projeto apoiado pelo agronegócio não são pequenas.
A conferência da ministra deu uma idéia do que será a polêmica.
O auditório Dante Barone tinha gente sentada nas escadas e em pé pelas paredes, evidenciando o grande interesse que o tema desperta (era uma terça-feira, e o debate se estendeu das 9h30 às 12h30).
O presidente Adão Villaverde teve que intervir para conter as vaias e os gritos quando a secretária do meio ambiente, Jussara Cony, do PCdoB, começou a falar. “O PCdoB é capitalista”, gritavam da platéia.
Pela primeira vez a ministra expôs publicamente a proposta do governo para a reforma do Código Florestal. Ela resulta do trabalho de uma comissão interministerial que há três meses debruçou-se sobre o assunto.
Quando ela encerrou sua fala, houve aplausos e vaias. Na platéia, representantes do MST e da Farsul, proprietários e ambientalistas.
A proposta do governo é um dado novíssimo na discussão que até agora girou em torno do projeto do deputado Aldo Rabello, do PCdoB, com apoio integral das representações do agronegócio (Daí as vaias à Jussara Cony)
Um deputado comunista com um projeto do agrado dos grandes proprietários, causou perplexidade. Mas houve um momento em que ninguém duvidava que seria aprovado.
Segundo a ministra, o governo não vai apresentar um projeto. Quer negociar sua proposta com todos os setores interessados em busca de um consenso.
O governo não quer um código punitivo. Mas já avisa: “Não vai haver anistia para quem cometeu crime ambiental”
Na mesma hora em que a ministra falava em Porto Alegre, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP) reunia-se no Palácio do Planalto para conhecer a proposta do governo. A votação do novo código na Câmara está prevista para junho.A Revolução Eólica (33) – CONCLUÍDO PRIMEIRO CATAVENTO NO CERRO CHATO
O conjunto de pás dos demais aerogeradores serão içados nos próximos dias.
Jornal Já – Abril de 2011
http://issuu.com/marcusleonardobruno/docs/abril11/1?e=2415476/8933582
Formalizada cedência da área da Vila Chocolatão
Nesta segunda-feira foi assinado o termo de cessão de área pela União à Prefeitura para a construção do loteamento da Vila Chocolatão.
A transferência das 181 famílias para novas moradias, na avenida Protásio Alves, 9099, deve ocorrer na primeira quinzena de maio, beneficiando 800 pessoas.
O novo loteamento contará com 102 sobrados, 78 casas, uma residência adaptada para pessoa com deficiência, creche, cozinha comunitária, quatro pontos de comércio, praça e unidade de triagem de resíduos recicláveis.100 DIAS DE DILMA E TARSO: O QUE HÁ EM COMUM?
Elmar Bones
Os altos índices de aprovação que ambos registram são ainda reflexos da eleição. Só podem surpreender àqueles que acreditam no que a mídia tem dito, tanto lá como cá.
O problema da mídia é o mesmo de todos nós: uma certa perplexidade diante da nova realidade política do país. Não é fácil enxergar o novo.
Na mídia é mais grave porque de certa forma todos nós dependemos dela para entender o que está acontecendo.
Ela tem raízes mergulhadas no passado que o país quer superar. As lentes que está usando para olhar o presente estão contaminadas pelo mofo do velho regime.
Por isso não conseguiu (não quis) entender a candidatura Dilma Rousseff e apostou do início ao fim na sua inviabilidade. Deu com os burros nágua, na mais fragorosa derrota que sofreu, depois da crise do mensalão.
Por isso não entende os movimentos do novo governo.
O mesmo se dá com o governo de Tarso Genro, no Rio Grande do Sul. Para avaliar os seus cem dias, ponderam medidas e ações administrativas, contabilizam investimentos, soluções imediatas.
Fica em segundo plano o que é essencial no governo Tarso: o seu projeto de conciliação política, que nem chega a ser uma proposta nova. É uma demanda que o eleitorado já expressou.
Germano Rigotto já ganhou uma eleição com esse discurso. Yeda Crusius também deve sua vitória, em grande parte, ao fato de ser uma alternativa ao confronto naquele pleito.
Por razões diversas, nenhum dos dois levou à prática aquilo que o eleitorado esperava – uma verdadeira concertação no campo político, indispensável para que o Estado possa avançar.
Fazer aqui o que Lula fez no Brasil – criar um bloco hegemônico pluriparditário para viabilizar um projeto de desenvolvimento de longo prazo.
Tarso entendeu isso claramente e a novidade de seu projeto é que ele conseguiu convencer setores importantes do PT gaúcho a abrir mão do seu irredentismo.
Seu desafio principal é, em primeiro lugar, manter aglutinadas as forças políticas que o elegeram e, em seguida, ampliar essa base aproveitando a força indutora da aprovação popular.
Já Voltamos.Caudilho de Santa Maria sai de livro para o cinema
O diretor Tabajara Ruas começa neste sábado, 16/03. seu filme sobre a fulgurante e curta trajetória política do Dr. Julio Bozzano, prefeito de Santa Maria morto na guerra civil de 1923/4 entre chimangos e maragatos.
Afilhado político do “coronel” Borges de Medeiros, que governou o Rio Grande do Sul por 25 anos, o advogado Bozzano pereceu numa emboscada aos 24 anos de idade.
Segundo uma suspeita da época, sua morte teria sido “coisa dos Vargas”, referência à família de Getulio Vargas, outro advogado que ascendia politicamente como deputado.
Além de Santa Maria, haverá locações em Gravataí, Viamão, Barra do Ribeiro, Marcelino Ramos, Caçapava do Sul e Porto Alegre. Se tudo sair conforme o planejamento, as filmagens devem terminar em seis semanas (final de maio).
“Em março do ano que vem o filme deve estar pronto para entrar em exibição”, diz Tabajara Ruas, que virou especialista em filmar épicos guerreiros do século XIX.
“Redescobridor” do General Netto, fez dois longas sobre esse general farroupilha, famoso pela esperteza e galanteria. Fora um documentário sobre Leonel Brizola, este é seu primeiro filme sobre personagens do século XX.
O novo longa do cineasta de Uruguaiana se baseia no ensaio-histórico Os Senhores da Guerra, de José Antonio Severo, editado em 2000 pela L&PM.
Com 500 páginas, o livro repassa 150 anos de disputas políticas gaúchas, algumas levadas para os campos de batalha.
No cinema, mais apegado às biografias do que à sociologia, “Os Senhores da Guerra” vai explorar especialmente o confronto político entre o chimango Julio Bozzano e seu irmão Carlos, maragato.
Situados em campos opostos, os dois eram “altos, ricos e bonitos” e serão interpretados pelos atores Rafael Cardoso e André Arteche, ambos gaúchos e com participação relevante em novelas da TV Globo.
No elenco estão ainda 42 artistas. As mocinhas do filme serão vividas por Fernanda Moro e Sissi Venturin. A trilha musical foi encomendada a Pirisca Grecco.
Co-autor do roteiro e engajado também na captação de recursos para o filme, o escritor José Antonio Severo conheceu pessoalmente algumas das figuras históricas retratadas em seu livro: Borges de Medeiros, Flores da Cunha, Luiz Carlos Prestes, Oswaldo Aranha, entre outros.
Nascido em 1942 em Caçapava do Sul, com longa carreira jornalística iniciada no jornal O Dia, em Porto Alegre, e encerrada na Gazeta Mercantil, do Rio, ele vai participar das filmagens como figurante de batalhas da última guerra civil travada no Rio Grande do Sul.Projeto cria Secretaria Especial dos Direitos Animais
Nesta quarta-feira, o prefeito José Fortunati e a primeira-dama da Capital, Regina Becker, entregam à presidente da Câmara Municipal, Sofia Cavedon, projeto de lei que cria a Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda).
O objetivo da nova secretaria é estabelecer e executar políticas públicas destinadas à saúde, proteção, defesa e bem-estar animal. A pasta terá a incumbência de gerir as ações do Executivo em desenvolvimento e futuras, voltadas aos animais, como o Projeto Bicho Amigo, que atua no controle reprodutivo de cães e gatos, o combate aos maus-tratos, o projeto Ressocializa, a educação ambiental e a campanha da guarda responsável.
O projeto de lei prevê, entre as competências da secretaria, a articulação e promoção de políticas para os animais, mediante interlocução com a sociedade civil, agências nacionais e internacionais e com o poder público.
