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  • Ciclistas fazem manifestação contra liberdade de atropelador

    Cerca de cem ciclistas realizaram uma manifestação, na noite desta segunda-feira (11), em Porto Alegre, contra a soltura de Ricardo Neis, funcionário público que atropelou 17 ciclistas no dia 25 de fevereiro, na capital.
    Organizada pelo grupo Massa Crítica, a manifestação iniciou às 19h10, no largo Zumbi dos Palmares. Na Borges, o grupo de se deitou no chão como forma de protesto. As faixas traziam palavras de ordem, como “Porto Alegre, cidade sem lei”, “Cuidado, maníaco à solta” e “Criminoso rico sai de férias”. O grupo começou a se dispersar por volta das 20h30.
    A principal reivindicação dos ciclistas é a revisão do dispositivo que garantiu que Neis aguardasse o julgamento em liberdade. “Não ficamos felizes pelo fato de o habeas corpus ter sido aceito. Soubemos, há pouco, de um cara que roubou uma calculadora. Foi pedido um habeas corpus a ele, que não foi aceito. Já um cara que é acusado de 17 tentativas de homicídio qualificado consegue a liberdade. Tem algo errado”, argumentou a cozinheira Valesca Kuhn, integrante da organização.
    Neis foi solto pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na última sexta-feira (8), após uma semana no Presídio Central, em Porto Alegre. O pedido rebatia os argumentos da juíza Rosane Ramos de Oliveira Michels, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, que requereu a prisão alegando manutenção da ordem pública e o impedimento de o acusado interferir no processo.
    Para o desembargador Odone Sanguiné, que concedeu a liberdade, não há indicação de que Neis, em liberdade, ameaçaria testemunhas, vítimas, ou destruísse provas.
    O advogado de Neis, Marco Alfredo Mejia, afirma que é um direito democrático a manifestação feita pelos ciclistas. No entanto, argumentou que, no julgamento do habeas corpus, nenhum participante do Massa Crítica esteve presente para conhecer os argumentos do desembargador.

  • Prefeitura assina instalação de contêineres para coleta de lixo

    A prefeitura de Porto Alegre assina, nesta terça-feira, contrato para a coleta automizada do lixo da capital. A estimativa é que até julho o DMLU passe a usar contêineres para coleta de lixo domiciliar.
    O serviço de coleta mecanizada do lixo domiciliar em contêineres ocorrerá numa área-piloto da cidade. Nesta primeira etapa, cerca de 9% da população de Porto Alegre será beneficiada. A previsão é de que sejam instalados 1.100 contêineres para a coleta de lixo domiciliar em 11 bairros.
    Os 123.600 habitantes que utilizarão diretamente o novo serviço serão informados e esclarecidos dos detalhes da mudança com uma campanha pública de divulgação, que será feita com 30 dias de antecedência.
    As vantagens imediatas da conteinerização da coleta de lixo domiciliar aos moldes do que é feito com sucesso em Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e nas cidades uruguaias de Punta del Este e Montevidéu, serão o desaparecimento quase total dos caminhões do lixo (ficam só quatro) no trânsito dentro desta área de muito movimento de carros, o fim das ações de chuva, vento e animais nos sacos de lixo, que poderão ser dispostos nos contêineres a qualquer hora do dia ou da noite, e a diminuição da ação de catadores informais.
    A área de implantação do projeto-piloto será limitada pelo Guaíba a oeste, pelo Arroio Dilúvio ao sul, pelas avenidas Silva Só, Goethe e Dr. Timóteo a leste e, a norte, por um contorno que da Dr. Timóteo irá pela Cristóvão Colombo até a Ramiro Barcelos e desta para a Voluntários da Pátria e Conceição, até a Mauá.
    Os contêineres de dois tamanhos diferentes – 2,4 mil litros e 3,2 mil litros – ficarão distantes no máximo 100 metros um do outro e ficarão estacionados (75%) na via pública, ocupando o espaço semelhante ao de um automóvel pequeno. Apenas 300 contêineres precisarão ficar sobre calçadas, por falta de estacionamento em determinadas vias.

  • Motorista que atropelou ciclistas deixa o presídio Central

    Ricardo Neis, de 47 anos, que atropelou 17 ciclistas em Porto Alegre está em liberdade.
    Ele estava preso desde o dia 31 de março no Presídio Central por “tentativa de homicídio”. Recebeu liberação na manhã desta sexta-feira, por decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em resposta a um habeas corpus pedido pelo seu ex-advogado, Jair Jonco.
    O pedido aprovado rebatia os argumentos da juíza Rosane Ramos de Oliveira Michels, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre. A magistrada se baseou no laudo do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), que não diagnosticou no funcionário público doença psicológica.
    A juíza requereu a prisão de Neis alegando manutenção da ordem pública e o impedimento de o acusado interferir no processo. “Nós rebatemos todos esses requisitos, que não se justificaram para manter a prisão dele”, afirmou Jonco.
    O habeas corpus foi concedido pela 3ª Câmara Criminal do TJRS. Para o desembargador Odone Sanguiné, não há indicação de que Neis, em liberdade, ameaçaria testemunhas, vítimas, ou destruísse provas.
    O desembargador avaliou que a manutenção da prisão baseada na repercussão do caso violaria o princípio de presunção da inocência. “É inviável valer-se da grande repercussão social do fato na mídia, internet, ou pela indignação social ante as imagens veiculadas do momento do atropelamento dos ciclistas. Tal fundamentação equivaleria à nítida antecipação de pena, violando os princípios do devido processo legal, presunção da inocência e da imparcialidade do julgador.”

  • Obra contra alagamentos finalmente inaugurada

    A previsão inicial era maio de 2010. Depois, várias datas foram marcadas, a última foi 14 de fevereiro.de 2011, mas faltou a ligação elétrica com a subestação da CEEE.
    Além disso uma inspeção constatou que faltava uma ligação das novas canalizações com as bocas de lobo.
    Nesta sexta, a obra será finalmente inaugurada, segundo informa a Prefeitura.
    Já podem funcionar as bombas hidráulicas instaladas na esquina da avenida Ipiranga com a rua Jacinto Gomes, para acabar com os alagamentos no bairro Santana.
    A obra que custou R$ 5 milhões foi feita com recursos federais. É uma antiga reivindicação de cerca de 25 mil moradores que enfrentam o problema de inundações cada vez que chove forte na cidade..
    As três bombas de sucção instaladas num prédio de 360 metros quadrados funcionarão como o “coração” do sistema de drenagem.
    Numa chuvarada elas poderão bombear a água para o arroio Dilúvio à vazão de 5.500 metros cúbicos por segundo, impedindo a inundação das partes mais baixas do bairro.
    Uma “rede coletora” com 1.170 metros de canos e várias galerias pluviais foi implantada nas ruas Santa Teresinha e Jacinto Gomes no ano passado. O bairro vive a expectativa de um inverno sem inundação.

  • Médicos e vereadores debatem superlotação de hospitais

    Médicos e vereadores de Porto Alegre iniciaram debates para tratar da crise na saúde.
    Na manhã desta quinta-feira, ocorreu no Hospital Conceição, o Fórum Sobre a Saúde Pública, organizado pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores.
    O objetivo é que um grupo se reúna mensalmente passando por todos os hospitais que têm emergência pelo SUS na Capital.
    Segundo o superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Neio Lúcio Fraga Pereira, o problema nas salas de emergência são produtos de diversos erros nos sistema público de saúde, o principal deles, a centralização do atendimento. “O principal problema é em relação a qualidade dos leitos hospitalares no Rio Grande do Sul. Como muitos hospitais do Interior não têm condições ideais de prestar o atendimento, a demanda recai na Capital.”
    De acordo com Marcelo Bóssio, secretário adjunto municipal da Saúde, a solução passa pelo trabalho em conjunto, em especial a parceria com o governo do Estado e a União. “A superlotação não é responsabilidade apenas das instituições, mas também de todos os governos.”

  • Prefeitura formaliza convênio com o IPE

    Será sancionado hoje o Projeto de Lei nº 04236/2010, que autoriza o Executivo a firmar contrato com o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS).
    Aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal no dia 23 de fevereiro, o PL estabelece que o instituto poderá prestar serviços de assistência médico-hospitalar e laboratorial aos servidores municipais estatutários, e também aos detentores de cargos em comissão, além dos inativos e pensionistas do regime próprio da previdência do município.
    A adesão será voluntária e acarretará desconto de 8,9% sobre a remuneração total do segurado. Desse total, o Executivo Municipal vai descontar 4,45% do servidor e pagará os 4,45% restantes.
    O contrato passará a ter vigência após 180 dias da aprovação da lei, e o Poder Executivo constituirá um Grupo de Trabalho integrado paritariamente por representantes da Associação dos Funcionários Municipais (AFM), do Sindicato dos Municipários (Simpa) e da prefeitura para acompanhar as tratativas, conforme emendas apresentadas.

  • Homem que atropelou dois ciclistas na capital deve responder em liberdade

    Edinilson de Moraes, de 45 anos, acusado de atropelar Geovani Rosa Nunes, 34 anos, e Ivanir Francisco Pereira, 46, no dia 13 de março, está em liberdade. Preso temporariamente desde 31 de março, sua prisão não foi renovada pelo delegado que investiga o caso.
    Os dois ciclistas trafegavam pela Avenida Assis Brasil, na zona norte da capital gaúcha, quando foram atingidos por trás pelo carro. Ambos sobreviveram com ferimentos leves.
    O motorista do Tempra, que, segundo a polícia, seria Moraes, fugiu sem prestar socorro e abandonou o veículo. No dia seguinte, ele foi identificado e preso quinze dias depois.
    Nesta quarta-feira, o delegado Gilberto Montenegro afirmou que não pedirá a prorrogação da prisão temporária de Moraes, que estaria ajudando nas investigações.
    Montenegro é o mesmo delegado que investigou o atropelamento de 17 pessoas durante um passeio de bicicleta em Porto Alegre, no dia 25 de fevereiro. O funcionário público Ricardo Neis está preso. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por 17 tentativas de homicídio qualificado.

  • Prefeitura sanciona criação do Instituto de Saúde da Família

    Será sancionado na tarde de hoje o projeto de lei que cria o Instituto Municipal Estratégia de Saúde Família (Imesf), em Porto Alegre. A lei prevê que esta estrutura fique na administração pública indireta, garantindo um projeto permanente para o gestor e para o trabalhador.
    Aprovada pela Câmara Municipal em fevereiro deste ano, a Fundação Pública de Direito Privado foi a alternativa encontrada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para que o município consiga oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e um atendimento qualificado à população.
    A implantação das ações das equipes da Estratégia de Saúde da Família, que inclui médico, enfermeiro, cirugião-dentista, técnico em enfermagem, técnico em saúde bucal, atendente de gabinete odontológico e agentes comunitários, será feita de forma escalonada. Todos os profissionais serão admitidos através de concurso público. Já os agentes comunitários de saúde serão contratados por processo seletivo.
    “Em até seis meses, será realizado processo seletivo para contratação dos agentes comunitários de saúde. Os agentes que já participaram de processos seletivos públicos anteriores à edição da lei terão seu ingresso direto. Em até 12 meses, será realizado concurso público para admissão dos demais profissionais”, avalia o secretário adjunto Marcelo Bosio.

  • Câmara realiza audiência pública sobre trânsito de bicicletas

    Nesta quinta-feira, será realizada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre uma audiência pública para avaliar a circulação de bicicletas na cidade. Proposto pela Mesa Diretora da Casa, o evento foi agendado depois do episódio ocorrido no bairro Cidade Baixa em fevereiro, quando um motorista atropelou diversos ciclistas que participavam de um ato público. A audiência será realizada às 18h30min, no Plenário Otávio Rocha da Câmara.

  • Arena do Grêmio: peões retornam ao nordeste

    Ainda não foi regularizada a situação no canteiro de obras da Arena do Grêmio.
    Não é permitida a entrada no local, mas de fora dá para ver a semi-paralisação dos trabalhos.
    Segundo os operários, nos últimos dez dias mais de 100 peões trazidos do nordeste para trabalhar na obra pela empreiteira OAS retornaram ao local de origem.
    Uma história comum
    Um dos operários trazidos do nordeste pela OAS conversou com o JÁ.
    José Edison de Oliveira, corintiano, natural de Barrocas, cidade baiana com 14 mil habitantes, há 200 km de Salvador. Emancipada em 2000, sobrevive da pequena produção agrícola das antigas fazendas, na maioria oriundas do século XIX – com mais história que produção, da exploração da mina de ouro Fazenda Brasileira, do grupo canadense Yamana Gold Inc, e do comércio, concentrado num única rua, onde fica a pequena farmácia que Edison trabalhava.
    Corria em Barrocas a notícia que uma empresa estava contratando trabalhadores e pagava bem.
    Foi quando dois ônibus da OAS, empreiteira responsável pelas obras da Arena do Grêmio, em Porto Alegre, apareceram na cidade. Edison embarcou, com outros 120 trabalhadores.
    Durante a viagem no ônibus confortável, com ar-condicionado, Edison pensava em Carla, sua noiva e motivo da empreitada. Ele veio para Porto Alegre com esperança de juntar R$ 10 mil e comprar um terreno em Barrocas para que seu sogro libere o casamento. No trajeto, suas economias foram gastas em alimentação.
    Desembarcando em Porto Alegre, dia 26 de março, uma surpresa: muitos operários, com histórias parecidas com a dele, estavam indo embora. A reclamação: salários menores que o prometido, demora na assinatura da carteira de trabalho, prazo para visitar os familiares – a cada quatro meses – desrespeitado.
    Edison está assustado, não recebeu vale transporte, nem o dinheiro da alimentação gasto durante a viagem, apenas sua hospedagem foi paga, no Hotel Minuano, pois os alojamentos da área de vivência, incluindo os banheiros, refeitório e chuveiros foram interditados pelo Ministério do Trabalho pelas péssimas condições de higiene.
    O jovem baiano irá esperar até o dia do pagamento, 30 de abril, se receber apenas o salário bruto de 660 reais vai tomar o caminho de volta, como os outros, e Carla terá que esperar.