Por Cleber Dioni Tentardini
Chegaram ontem ao canteiro de obras do complexo eólico Cerro Chato, na região da campanha de Santana do Livramento, as seis primeiras hélices que irão compor dois aerogeradores.
Como são pás gigantes – cada uma possui 41 metros de comprimento e pesa seis toneladas -, estão sendo transportadas em carretas também de tamanho avantajado, em média, com 40 metros de comprimento e de até 5 metros de largura.
Os trabalhos estão acelerados para que a usina seja inaugurada no final deste mês. Conforme o cronograma das obras, começarão a funcionar cinco aerogeradores do Parque 3.
O movimento de caminhões é constante, tanto no local das obras como ao longo das estradas. Os veículos carregam em média 25 toneladas de materiais e estão rodando apenas durante o dia, respeitando a velocidade de 40 quilômetros por hora. A maioria tem batedores (escolta privada) e alguns são acompanhados pela polícia rodoviária.
Os equipamentos são de diferentes locais: os geradores, as pás e demais peças foram fabricadas na Alemanha e trazidas ao país de navio. Os geradores foram montados em Sorocaba/SP pela fabricante Wobben, sócia da Eletrosul no empreendimento, e as pás estão armazenadas no porto de Rio Grande. As torres de concreto estão sendo fabricadas em Gravataí e os segmentos metálicos que compõem parte das torres, em Erechim.
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A Revolução Eólica (30) – HÉLICES GIGANTES CHEGAM AO CERRO CHATO
Rosário será candidata, se Dilma pedir
A ministra Maria do Rosário disse no programa Frente a Frente (TVE, quinta feira 31) que não entrará na disputa pela prefeitura de Porto Alegre no ano que vem. Adora a cidade, tem saudades, mas vai ficar em Brasilia.
Empolgada com o trabalho na Secretaria Especial de Direitos Humanos, está focada nos quatro anos e nos desafios que tem pela frente.
A menos que…Dilma Rousseff interfira. “Se a presidenta entender que é melhor para o projeto que eu seja candidata, aí é diferente, não posso me recusar”, disse ela
Há uma outra força já trabalhando para trazer a ministra de volta a Porto Alegre: sua filha de 10 anos, que não se adaptou em Brasilia.Estudante baiano denuncia racismo no Rio Grande do Sul
A entrevista exclusiva com Helder Santos, estudante de história que veio da Bahia estudar em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, postada pelo Coletivo Catarse, é uma bomba de repercussão nacional.
Mesmo que a imprensa local tente minimizar as denúncias são graves e vão atrair o foco da imprensa nacaional.
Helder trabalhava na secretaria de cultura da Prefeitura de Jaguarão e relata que foi humilhado e agredido por policiais da Brigada Militar. Ele denunciou os policiais e agora esta sendo ameaçado de morte. Ele denuncia também que os brigadianos integram uma milícia que presta segurança a estancieiros da região.
Helder teve que sair de Jaguarão e recebeu abrigo no Quilombo da Família Silva, lugar onde deu esta entrevista.
veja a íntegra da entrevista gravada em vídeo:
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www.coletivocatarse.com.brCom emergência superlotada, Clínicas faz triagem
Cento e sessenta pacientes, em sua maioria doentes graves, sendo atendidos em um espaço que deveria abrigar apenas 49 pessoas.
É este quadro de superlotação que a Emergência de Adultos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) enfrentou na tarde desta segunda-feira, 28 de março.
Além de seus 49 leitos, a Emergência de Adultos normalmente recebe pacientes também em macas, cadeiras de rodas e cadeiras comuns.
Mesmo estas vagas extras têm se encontrado permanentemente ocupadas e, em situações como a atual, outras acomodações provisórias são instaladas em corredores e consultórios.
No momento, estão sendo usados, no limite máximo, todos os recursos materiais e humanos disponíveis, para atender a uma demanda três vezes superior à capacidade da Emergência.
Não há espaço para acomodação de mais pacientes e os que estão aguardando liberação de leito nas unidades de internação têm espera prolongada.
Diante desse quadro, a Administração do Hospital solicita a colaboração da população de Porto Alegre e da Região Metropolitana, no sentido de que, em casos mais simples, evite dirigir-se à instituição, procurando os pronto-atendimentos ou postos de saúde de suas cidades.
A Emergência NÃO está fechada; no entanto, novos pacientes que chegam à instituição passam por uma triagem e, devido às dificuldades existentes, é dada prioridade aos casos mais graves.
O QUE A EMERGÊNCIA ATENDE
Dor no peito / infarto.
Derrame cerebral.
Dor abdominal com febre.
Hemorragia digestiva.
Falta de ar aguda.
Neoplasias (pacientes com câncer atendidos no HCPA que sofrem intercorrências).
Perda de consciência.
Alteração de sinais vitais (pressão excessivamente alta ou baixa, batimentos cardíacos alterados…).
O QUE A EMERGÊNCIA NÃO ATENDE
Oftalmologia (problemas nos olhos).
Otorrinolaringologia (dor de ouvido, dor de garganta).
Psiquiatria (transtornos mentais, sofrimento psíquico, depressão, risco de suicídio, surtos).
Traumato-ortopedia (tiros e facadas, fraturas e entorses, acidentes de trânsito…).
Intoxicações (alcoolismo, drogadição, ingestão excessiva de medicamentos, consumo produtos de limpeza).
Picadas de animais peçonhentos.
Acidentes em geral.
Constipação.
Dor de dente.
Dores musculares.
Dores crônicas (aquela que a pessoa tem há mais de seis meses).
Gripe se resfriados sem complicações.
Além disto, na Emergência:
– não são aplicadas vacinas;
– não são fornecidos atestados ou receitas;
– não são marcadas consultas com especialistas a partir de encaminhamentos de postos de saúde;
– não é atendido o paciente que faltou a uma consulta no ambulatório do HCPA e quer suprir esta falta.Metrô já encurta distâncias (no terreno político)
Antes mesmo de sair do papel, o metrô de Porto Alegre já está encurtando distâncias, no terreno político.
Na apresentação do projeto, na manhã desta segunda feira, as mais entusiasmadas manifestações de apoio à campanha liderada pelo prefeito José Fortunati (PDT) partiram das lideranças petistas presentes. O próprio Fortunati definiu o evento como um “ato político”.
Porto Alegre concorre com outras nove capitais que disputam as verbas do chamado PAC da mobilidade urbana. O programa dispõe de R$ 18 bilhões para implantação de metrôs nas regiões metropolitanas.
Marco Maia, presidente da Câmara de Deputados, Adão Vilaverde, presidente da Assembléia Legislativa, Sofia Cavedon, presidente da Câmara de Vereadores, todos petistas, saudaram o momento de “convergência política” que favorece a capital gaúcha na disputa pelo metrô.
Em nome do governador Tarso Genro, o secretário do Planejamento, João Motta, entregou ao prefeito um documento em que o governo estadual se compromete em conceder mais de R$ 300 milhões em isenções do ICMS sobre equipamentos e materiais para a construção do metrô.
Do PMDB, principal partido da coligação que elegeu Fogaça e seu vice Fortunati em 2008, apenas o silencioso deputado federal Mendes Ribeiro Filho, que na campanha presidencial apoiou Dilma Rousseff, e o ex-presidente da Câmara, Sebastião Mello.
A deputada Manuela D´Ávila, do PCdoB, coordenadora da bancada federal do Rio Grande do Sul, também estava presente, mas não se manifestou. Ela também é candidata a candidata em 2012.
Na eleição do ano passado, o PDT de Fortunati indicou o vice, na chapa de José Fogaça que disputou o governo do Estado com o PT de Tarso Genro. O prefeito declarou-se, desde o início, cabo eleitoral de Dilma Rousseff , na disputa presidencial. Mas na disputa estadual pediu votos para Fogaça.
Enfim, o projeto do metrô de Porto Alegre, dado o irresistível apelo eleitoral que tem, pode ser o fator decisivo no alinhamento das forças políticas para a disputa eleitoral de 2012, quando se escolhe o novo prefeito para a capital.Mudei para a cidade do atropelador de ciclistas…
Mudei para a cidade do atropelador de ciclistas que…é também repleta de árvores nativas e imigrantes antigas: jacarandás, tipuanas, guarapuvus, abacateiros, goiabeiras, pitangueiras, palmeiras, flamboyants, cinamomos, sibipirunas, alfeneiros, salsos-chorões. Seus habitantes têm especial apreço também pelo cultivo de flores.
Em pedaços minúsculos de terra no meio do asfalto vicejam gerânios, beijos, beijinhos, azaléias, rosas, margaridas, petúnias. As flores não definem status social ou econômico, aparecem nas janelas humildes tanto quanto nos abastados varandões.
Uma grande água, como diriam os antigos chineses, abraça essa urbanidade faceira de laços feitos por vias que unem os bairros. Bem, unir de verdade não unem, em qualquer capital, bairro é como time para os moradores nativos ou imigrantes antigos.
Em Porto Alegre não é diferente, difícil é escolher entre tantos bairros charmosos um, apenas um, para viver, especialmente se o vivente é do tipo estrangeiro em qualquer lugar, filho pródigo sem pedigree.
Floresta não, gritavam os jornais do dia. Crimes hediondos estavam surpreendendo o local conhecido como pacato, um antigo bairro residencial de fácil acesso ao centro. Deixei para lá, Floresta não!
Mas esse nome tão simpático para um bairro ficou escondido em algum canto do meu cérebro. Estaria eu em processo de auto-sabotagem achando simpático um bairro que de repente virara capa policial dos jornais?
Definitivamente risquei dos itens de procura o simpático nome Floresta, que pouco freqüentei na década de 1980 para além de uma ou outra peça alternativa no teatro que virou igreja pentecostal.
Centro? Poluído? Barulhento? Perigoso? Que nada. Perguntei a três amigos que moram no centro e lá estava um dos mais apaixonantes times do coração. Tem o pessoal que só ama lá, às margens do Guaíba, o velho Porto dos Casais, assim não abre mão do Gasômetro, do Parque Marinha do Brasil, segundo eles incomparável ao da Redenção ou ao Parcão.
Vida no Centro
Muita vida no Centro. É calmo à noite, pacato à moda antiga com seus casarões, muitos reformados pelos próprios moradores, outros sendo levados na pazinha, já que a manutenção de casarões não é café pequeno para orçamentos domésticos.
Que jogue a primeira pedra quem nunca sonhou em morar ou abrir um negócio num casarão no coração de Porto Alegre. Como desprezar uma vista para o Guaíba?
Em direção à Cidade Baixa vida noturna garantida e exceto na Lima e Silva, que ferve noite e dia, as transversais são cheias de calmo charme, apartamentos antigos, amplas salas, frondosos janelões, sobradinhos simpáticos.
Ali dá para ter sossego de dia e agitação à noite. Aliás, Cidade Baixa e Bom Fim disputam com classe a turma da boemia, que não se faz de rogada e circula pelos dois com sinceridade. Não é bem o caso de vestir camiseta de dois times, mas admirar times campeões seja com a camiseta que for.
O Bom Fim, como o Partenon, concentra povo da UFRGS e da PUC, o ônibus fácil, direto, é logo ali. O bairro nasce no Parque da Redenção, o mais antigo da cidade, vem dali debaixo, da Cidade Baixa, bem roots, e morre lá no Moinhos, o bairro dos aristocratas da década de 1960 que em termos econômicos, pelo menos, jamais perdeu a majestade, nem quando a nata migrou para Petrópolis e Três Figueiras.
Pela Ipiranga, tomando cuidado para não cair no Dilúvio, à esquerda o famoso Menino Deus, imortalizado pela música de Caetano. Bem lá em baixo perto da água, a zona Sul, que cerca o Guaíba, a rua Silvério, o Morro Santa Tereza, Ipanema e as chácaras com praias do lago, que aqui todos chamam de rio.
A natureza lá para baixo sempre foi abundante e nos últimos 30 anos ela avançou pelas ruas da cidade. É raro, bem raro mesmo, encontrar em Porto Alegre alguma rua sem vegetação.
Curioso nessa paixão dos gaúchos pelo cultivo do verde, que o bairro Jardim Botânico, aos pés de Petrópolis, tenha sido durante tantos anos um bairro humilde e que só agora esteja despertando os olhos do interesse imobiliário.
Visitei um apartamento com vista para o Jardim Botânico, aquela garantia de eterno verde, e apaixonei-me completamente, mas era pequeno demais para as necessidades dos livros e papelada do meu lar.
O Jardim Botânico é uma espécie de Baixo Petrópolis, assim como Santa Cecília e nesse quesito, salvo algumas exceções, Porto Alegre não é diferente de muitas outras cidades; destina as áreas medianamente altas como redutos para a população economicamente privilegiada.
Sim, há diferenças sociais e econômicas como em qualquer cidade brasileira; crimes, disputas, máfias do tráfico, gente agressiva, maus tratos a crianças e animais, altos índices de cesarianas e desmames abruptos, mas nesses dias de muita curtição no meu humilde apartamento com fogão a lenha, na divisa entre o bairro Floresta e o Auxiliadora, estou assim quase alienada dos problemas do mundo; jogo a toalha por alguns dias.
Que me desculpem as mazelas do mundo, mas preciso ficar na paz, afinal a mocinha do 302, que gosta de cuidar das flores do jardim do prédio, veio em pessoa na minha porta trazer um pedaço de bolo de boas vindas. Achei tão “qualidade de vida da capital”.
Sinto-me no incrível direito de passear pelas ruas sob a imensidão das tipuanas, tomar uma cerveja no barzinho bacana como uma turista feliz, descabelada e de chinelos de dedo.
Sinto a sombra das dores da guerra e da tragédia japonesa, me importo bastante com a ameaça de fechamento do curso de obstetrícia da USP, mas o skate me chama e eu voo com a pequena pela cidade que pouco se importa se uma mulher de cabelos brancos andando de skate é bizarra ou não.
Parabéns para Porto Alegre, que completa nesta semana 239 anos de vida.A volta do louco do Cati, agora num filme doidão
Mesmo com chuva, foi sucesso de público e de crítica a pré-estreia (gratuita) do longa A Última Estrada da Praia, do diretor gaúcho Fabiano de Souza. Das 80 pessoas presentes à Sala P. F. Gastal, no Gasômetro, em Porto Alegre, metade ficou para conversar com o diretor e parte da equipe, formada por 14 pessoas. Rodado em duas semanas de 2007 no litoral norte com patrocínio da RBS, o filme de 93 minutos custou R$ 200 mil. Foi montado em 2010. O lançamento comercial foi anunciado para este semestre.
A Última Estrada da Praia usa como referência o romance O Louco do Cati, de Dyonélio Machado, que o lançou em 1942, sob as tensões da ditadura de Getulio Vargas. O roteiro cinematográfico não se prende ao enredo do livro e assume uma versão livre absolutamente contemporânea. Um trio formado por dois rapazes e uma moça sai em viagem a bordo de uma camioneta Rural Willys. No início da jornada tipicamente “easy rider” incorpora-se à caravana um alienado sem nome que não diz palavra. Em Osório embarcam de ônibus numa viagem non sense para Terra de Areia, onde bebem, fumam e fazem uma orgia a três – o alienado sempre de fora. Em seguida, no chão de uma sorveteria praiana, fazem mais uma rodada de sexo grupal (de roupa), numa homenagem grotesca ao lixo cinematográfico brasileiro.
De exagero em exagero, a comitiva se divide perto de Cidreira e a Rural Willys sai de cena carregando o casal do início da história. Ficam na praia, a pé, apenas o alienado e o seu amigo doidão Norberto (mesmo nome da personagem do livro), que protagoniza as cenas mais divertidas da primeira parte do filme. É quando acaba a comédia tipo La Dolce Vita e o filme adquire a consistência de um drama “noir” à moda tcheca. O par arrasta-se pela praia deserta, sob um céu cinza, cercado por água marrom de lado e dunas de outro. “Não há como escapar da loucura num litoral desses”, conclui um espectador, fazendo uma leitura “dark” da história aparentemente sem pé nem cabeça.
Na realidade, embora sem se aprofundar, A Última Estrada da Praia é uma viagem em torno da loucura. Se em O Louco do Cati a personagem principal é tangida pelo medo – no caso, da ditadura política vigente no período 1937/1945 –, no filme de Fabiano de Souza a loucura não tem correlação explícita com alguma realidade política ou econômica. Ela faz parte da cena como uma anomalia que a um inspira piedade e a outros impaciência. A aparição esporádica de uma ambulância sugere que o alienado fugiu do hospital e vagueia sem rumo pelo mundo, só querendo escapar da ameaça de aprisionamento. Ao tentar comprar algo com uma velha nota de 100 cruzeiros, deixa claro que há muito perdeu contato com os valores do presente.
O que permanece do início ao fim do filme é o vínculo afetivo entre o alienado e Norberto, o seu protetor. Eles formam um duplo eu em que um fala e o outro fica em silêncio. Numa tentativa de diálogo, o máximo que o alienado consegue é chorar sem palavras. Na caminhada final em busca da civilização, os dois encontram na praia uma porta de madeira e brincam de bater de um lado e atender de outro. A porta é uma metáfora do dentro e do fora, do entrar e sair, do estar preso ou estar livre.
No final abrupto, os dois se separam. É quando o doidão Norberto, subitamente salvo do cansaço por um arroz-de-carreteiro oferecido por uma mulher solitária, que lhe abre a porta sem mais nem menos, manda o amigo alienado embora com a fala mais profunda e egoísta do filme. Algo que pode ser resumido assim: “Eu encontrei uma pessoa. Ela me deu comida. Vou ficar aqui. Tu segues viajando, nada te prende, és livre, vai”.
Embora tenha trechos mal pavimentados, A Última Estrada da Praia é um filme interessante, com fotografia de qualidade muito boa. (Geraldo Hasse)Seminário debaterá ditaduras do Cone Sul
Os 47 anos do golpe de 1964 serão lembrados no seminário Memória, Verdade e Justiça: Marcas das Ditaduras do Cone Sul , dias 30 e 31 de março e 1º de abril, em Porto Alegre.
O evento é promovido pela Escola do Legislativo, da Assembléia gaúcha, pelas secretarias estaduais da Administração e da Cultura, e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Participarão das mesas Maria do Rosário, Ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos; Raul Pont, deputado estadual; Luis Puig, deputado uruguaio; Sereno Chaise, prefeito da Capital cassado em 1964; Antenor Ferrari, ex-presidente da Assembleia Legislativa; Suzana Lisbôa, integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; Estela de Carlotto, presidente da Asociación Abuelas de Plaza de Mayo; Camilo Casariego Celiberti, filho de Lilián Celiberti, sequestrado em Porto Alegre em 1978; e Edson Teles, sequestrado em 1972.
No dia 30, o seminário começará no Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1020, Centro), às 18h30. No dia 31, segue no Plenarinho da Assembleia (Praça Marechal Deodoro, 101, Centro), també, a partir das 18h30. No dia 1º de abril, termina no Salão de Atos II da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110, Centro), às 18h. As mesas serão precedidas por manifestações culturais. Todas as atividades são gratuitas e abertas à comunidade.
Programação:
30 de março, no Memorial do Rio Grande do Sul
18h30 – Pocket show: Cale-se: as músicas censuradas pela ditadura militar, promovido pelo Teatro de Arena
19h – Mesa: “Ditaduras de Segurança Nacional: o Sequestro de Crianças”
Convidados:
Camilo Casariego Celiberti
Edson Teles
Exibição de Documentário
Mediação: Ananda Simões Fernandes, Historiadora do Arquivo Histórico do RS
31 de março, na Assembleia Legislativa (Plenarinho)
18h30 – Apresentação musical: Raul Ellwanger, músico e compositor
19h – Mesa: “Memórias da Resistência no Rio Grande do Sul”
Convidados:
Raul Pont
Sereno Chaise
Antenor Ferrari
Mediação: Cesar Augusto Guazzelli, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS, e Jeferson Fernandes, deputado, presidente da Escola do Legislativo
1º de abril, na UFRGS (Salão de Atos II)
18h – Intervenção teatral: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
19h – Mesa: “Memória, Verdade e Justiça: Os Direitos Humanos e os Deveres do Estado”
Convidados:
Maria do Rosário
Suzana Lisbôa
Estela de Carlotto
Luis Puig
Mediação: Enrique Serra Padrós, professor do IFCH/UFRGS
OS PAINELISTAS
Antenor Ferrari – Advogado, deputado estadual pelo MDB, presidiu a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a primeira do Brasil, criada em 1980. Também foi presidente da Casa em 1983.
Camilo Casariego Celiberti – Filho de Lilián Celiberti, sequestrada em 1978 em Porto Alegre num operativo Condor que congregou o aparato repressivo uruguaio e brasileiro, conhecido como “o sequestro dos uruguaios”. Depois da denúncia do jornalista Luiz Cláudio Cunha e do fotógrafo J.B. Scalco, a operação foi desmanchada. Camilo (sete anos) e sua irmã Francesca (três anos) também foram sequestrados e levados para o Departamento de Ordem Política e Social do Rio Grande do Sul (Dops/RS). Camilo teve um papel decisivo ao confirmar o local do seu cativeiro em Porto Alegre: reconheceu o Arroio Dilúvio, que ele via do segundo andar do prédio da Secretaria de Segurança Pública, onde funcionava o Dops.
Edson Telles – Professor de Ética e Direitos Humanos do curso de Pós-graduação da Universidade Bandeirante de São Paulo. Filho e sobrinho de presos políticos, aos quatro anos de idade foi sequestrado e levado para as dependências do Doi-Codi de São Paulo, juntamente com sua irmã, Janaína (cinco anos), e sua tia, Criméia de Almeida, grávida de oito meses. As crianças ficaram presas durante dez dias no centro de repressão, assistindo às sessões de tortura as quais seus pais foram submetidos. Em 2008, a família Almeida Teles ganhou na Justiça a ação declaratória contra o chefe do Doi-Codi/SP, Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Estela de Carlotto – Presidente da Asociación Abuelas de Plaza de Mayo. Sua filha foi sequestrada e enviada a um centro de detenção clandestino quando estava grávida de três meses. O corpo de sua filha lhe foi devolvido. Seu neto, no entanto, não lhe foi entregue. Até hoje, Estela segue em sua busca. A ditadura argentina sequestrou e expropriou a identidade de mais de 500 crianças. Até o presente momento, cerca de cem crianças tiveram suas identidades restituídas.
Luis Puig – Sindicalista, secretário de Direitos Humanos do Plenario Intersindical de Trabajadores – Convención Nacional de Trabajadores (PIT – CNT). Representante da CNT na Coordenação Nacional pela Anulação da Ley de Caducidad (lei de anistia similar à brasileira) e deputado do Partido por la Victoria del Pueblo (PVP), pela Frente Ampla.
Raul Pont – Deputado Estadual pelo PT. Historiador, foi líder estudantil e presidiu o DCE Livre da UFRGS, em 1968. Foi perseguido pela ditadura brasileira. Participou da fundação do jornal Em Tempo. Fundador do PT, atuou como deputado estadual constituinte, deputado federal e prefeito de Porto Alegre (1997-2000).
Sereno Chaise – Advogado e trabalhista histórico, foi cassado pelo Golpe Civil-Militar em 1964, quando era prefeito de Porto Alegre. Foi deputado estadual entre 1959 e 1963 pelo PTB. Foi um dos fundadores do PDT.
Suzana Keniger Lisbôa – Integrante da Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos. Seu marido, Luiz Eurico Tejera Lisbôa, foi o primeiro desaparecido político da ditadura a ser reconhecido oficialmente pelo Estado como assassinado pelo sistema repressivo.Sábado na Redenção, com sol ou com chuva
Muita atividade neste final de semana na Redenção, ou Parque Farroupilha: comemoração pelos 99 anos do Colégio Militar, palestra sobre a cidade e a presença da Ouvidoria da Câmara de Vereadores, dentro da programação do aniversário de 239 anos de Porto Alegre.
A manhã começa com a primeira feira de outono dos agricultores ecologistas, na José Bonifácio. Uvas e figos são lugar aos caquis, goiabas e figos na “feirinha”, que sorteará cestas de produtos outonais. A sequência da programação mostra, por si só, que a Redenção e seu entorno abrigam muita diversidade.
No Colégio Militar a cerimônia começa às 09h30 de sábado, no pátio interno, com os alunos em uniforme de gala, professores, ex-alunos, pais e amigos do velho Casarão da Várzea, e o desfile do “Batalhão da Saudade”, composto por ex-alunos de todos os tempos – os mais velhos com mais de 90 anos, os mais novos formados em 2010.
Dentro da exposição “Bom Fim: um bairro, muitas histórias”, em cartaz no Museu da UFRGS, às 10h30 deste sábado haverá a palestra “Leituras da cidade: o que ler e o que ver para conhecer Porto Alegre”, da professora Zita Possamai, organizadora do livro Leituras da Cidade. Entrada franca, distribuição de livros aos participantes, autógrafos.
A programação cultural alternativa está na Fundação Ecarta (João Pessoa, 943, em frente ao parque). Às 18 horas, o Ecarta Musical traz Jorge Foques com “Ayó”, resultado de 20 anos de pesquisas de Foques sobre línguas africanas. Ele toca violino, acordeon, teclado e guitarra. Produtor musical, tem 210 composições registradas.
Banda Municipal
O tradicional Baile da Cidade, uma celebração já típica dos porto-alegrenses no seu aniversário, encerra a programação da 52ª Semana de Porto Alegre, em torno do chafariz da Redenção. Às 21 horas, começa a música: Banda Municipal, Banda Os Formigos, Cia. 4 Show e o DJ Claudinho Pereira. A Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura garante a infraestrutura do espaço, com banheiros químicos, praça de alimentação e segurança.
A previsão do clima é de uma trégua na chuva no sábado, com pancadas mais esparsas, e de um domingo mais chuvoso, como foi a sexta-feira, mas a temperatura deve se manter sem grandes oscilações. O desconforto maior será a água que tem ficado acumulada no chão após algumas horas de chuva, devido à falta de manutenção do sistema de drenagem nos últimos anos.
A chuva pode prejudicar a atividade da Ouvidoria da Câmara Municipal no parque, das 9 horas às 16 horas de domingo, para convidar a população a participar das eleições do Conselho Tutelar, no próximo dia 10 de abril. Às 11h, lançamento da Coletânea de Legislação Municipal Relativa aos Direitos da Criança e do Adolescente. Às 11h30min, visita orientada às obras públicas instaladas no parque, com o professor José Francisco Alves. A Câmara, por meio do seu Memorial, apresenta também a exposição Morro Santa Teresa – História e Movimento Social.Projeto do metrô será apresentado aos vereadores
A Câmara Municipal de Porto Alegre instala hoje, às 15h, na sessão ordinária, a Frente Parlamentar do Metrô. Será presidida pelo vereador Mauro Pinheiro (PT), autor da proposição, para acompanhar o projeto de construção da primeira linha do metrô de Porto Alegre.
A linha transportará 600 mil habitantes diariamente, do eixo norte da cidade até o bairro Azenha, na zona leste. Hoje o Executivo Municipal deverá apresentar os projetos aos vereadores.
Segundo a assessoria da presidente da Casa, Sofia Cavedon, os vereadores poderão fazer sugestões para assegurar que a proposta encaminhada ao Governo Federal contemple critérios como sustentabilidade operacional dos sistemas, compatibilidade entre a demanda e os modais propostos e acessibilidade, além priorizar os projetos que beneficiem áreas com população de baixa renda que tenham situação fundiária regularizada.
