Por Cleber Dioni Tentardini
Está confirmada a realização entre os dias 18 e 21 de novembro da 1º Feira Binacional do Livro na Fronteira da Paz, nas cidades de Santana do Livramento, no Brasil, e Rivera, no Uruguai.
O evento está sendo organizado pelas administrações municipais, Universidade Federal do Pampa – Unipampa, Direção de Cultura de Rivera, Sociedad de los Poetas Jovenes de Rivera, Biblioteca Municipal de Livramento, Núcleo de Estudos Fronteiriços da UFPEL, Sesc e Sesi.
Dez bancas irão comercializar livros na Casa de Cultura Ivo Caggiani. Os descontos oferecidos ao público ainda não foram definidos. As sessões de autógrafos ocorrerão na Casa de Cultura Ivo Caggiani.
Esta primeira edição não haverá patrono, tendo em vista que são duas cidades participantes, mas o comitê organizador da Feira decidiu homenagear o escritor santanense Arlindo Coitinho, com um prêmio em seu nome que será entregue a personalidades santanenses e uruguaias, e a alunos do ensino fundamental vencedores do concurso Memórias Literárias. Os autores dos melhores textos sobre cultura, costumes, arte, tradição e perspectivas para o futuro na fronteira ainda serão contemplados com oficinas de literatura.
Neste ano, somente os espaços culturais do município gaúcho terão atividades (Confira a programação). Na praça General Osório, defronte à prefeitura municipal, será lançada a campanha “Compartilhando Letras”, onde a comunidade encontrará livros espalhados pela praça, que poderão ser levados para casa.
Segundo a secretária-executiva da Cultura, Marta Pujol, também serão realizadas palestras, oficinas e exposições a fim de promover a integração entre escolas, universidades, livrarias, editoras, espaços culturais, instituições públicas e privadas e comunidade.
“Ao incentivar a leitura queremos conscientizar a sociedade sobre a influência da cultura na educação e na formação intelectual do cidadão”, explica a coordenadora-geral da Feira.
A ideia da 1º Feira Binacional do Livro surgiu na Unipampa, em um projeto de quatro estudantes do curso de Administração. As colegas Letícia Alves, Silvia Flores, Deise Moreira e Fernanda Aguirre apresentaram o projeto para a Secretaria Municipal de Cultura de Santana do Livramento, onde a proposta foi prontamente acolhida.
Confira a programação
18 de novembro
Manhã
8h30 – Exposição do acervo das bibliotecas municipais (Núcleo de Estudos Fronteiriços)
9h30 – Início das oficinas
9h30 – Oficina sobre a Reforma Ortográfica (Unipampa)
9h30 – Oficina de Leitura e Interpretação Textual (Biblioteca)
9h30 – Oficina de Leitura Dramática (Cinema Internacional)
9h30 – Oficina de Contação de Contos (Unipampa)
10h30 – Oficina de Leitura e Interpretação Textual (Cinema Internacional)
Tarde
Exposição do acervo das bibliotecas municipais (Núcleo de Estudos Fronteiriços)
14h – Início das oficinas
14h – Oficina de Escritura “Como nasce a inspiração” (Cinema Internacional)
14h – Apresentação teatral “Noite Estrelada” (Sala Cultural)
15h – Hora do Conto (Praça General Osório, Parque Internacional)
17h – Apresentação musical (Casa de Cultura Ivo Caggiani)
18h – Seção de Autógrafos (Casa de Cultura Ivo Caggiani)
19h – Abertura oficial da Feira (Salão de atos)
19 de novembro
Manhã
8h30 – Exposição do acervo das bibliotecas municipais (NEF)
8h30 – Exposição e comercialização de livros (Casa de Cultura)
9h – Início das oficinas
9h – Mesa Redonda “A popularização do Livro” (Casa de Cultura)
9h – Mesa Redonda sobre Integração Cultural ( Unipampa)
9h – Oficina de Literatura (Biblioteca)
9h – Oficina de Leitura e Interpretação Textual (Biblioteca Municipal)
9h30 – Oficina de Leitura Dramática (Cine Internacional)
9h30 – Oficina de Escritura “Como nasce a inspiração” (Sala Cultural)
9h30 – Oficina sobre a Reforma Ortográfica (Unipampa)
9h30 – Oficina de Contação de Contos (Unipampa)
10h30 – Oficina de Leitura e Interpretação Textual (Cine Internacional)
Tarde
14h – Teatro de Rua Grupo Oigalê (em frente a Casa de Cultura)
14h – Hora do Conto (Pr. General Osório, Parque Internacional e Biblioteca Municipal)
14h – Oficina de Línguas (Salão de atos da Casa de Cultura)
14h – Oficina de Escritura “Como nasce a inspiração” (Cine Internacional)
15h – Hora do Conto (Pr. General Osório, Parque Internacional)
18h – Sessão de autógrafos (Casa de Cultura)
21h – Cinema na praça (Pr. General Osório)
20 de Novembro
Manhã
8h30 – Exposição do acervo das bibliotecas municipais (NEF)
8h30 – Comercialização de livros (Casa de Cultura)
9h30 – Oficina de Reforma Ortográfica (Unipampa)
Tarde
14h – Bate papo Cultural (Unipampa)
18h – Capoeira Local (Pr. General Osório)
19h – Charla Literária – “A Literatura de Fronteira” (Casa de Cultura)
19h – Escuela de Tango Local (Casa de Cultura)
20h30 – 8º Mostra de Teatro (Sala Cultural)
21 de Novembro
Manhã
8h – Exposição dos livreiros
8h30 – Exposição do acervo das bibliotecas municipais (NEF)
9h – Mesa redonda “A popularização do livro” (Presenças ainda não confirmadas)
Livro na praça
Tarde
14h – Capoeira (Rol de entrada)
14h – Exposição e comercialização de livros (Casa de Cultura)
15h – Apresentações musicais
15h30 – Dança de rua
17h – Entrega do Prêmio Arlindo Coitinho Memórias Literárias
Categoria: X.Categorias velhas
Livramento e Rivera promovem feira binacional
Funcionários protestam contra mudança do nome do HPS
A mudança do nome do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, aprovada pela Câmara Municipal na quarta-feira 13, está provocando protestos entre os 1.400 funcionários da instituição de 66 anos.
“Fomos surpreendidos por essa decisão que não tem o menor sentido”, diz o presidente da Associação dos Funcionários, Rodrigo Machado Costa.
Pelo que foi aprovado, o HPS passará a se chamar Hospital Municipal Eliseu Santos, em homenagem ao ex-secretário da Saúde, assassinado em fevereiro deste ano, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Nesta terça-feira, 19, o assunto será debatido numa assembléia geral dos funcionários. Um abaixo assinado já está circulando entre os funcionários, que estão convocando também a população para um ato de protesto na quinta-feira.
“Vamos promover um ‘Abraço ao HPS’ e queremos o apoio dos usuários”, diz Rodrigo.
A Associação vai também pedir uma audiência ao prefeito José Fortunatti para entregar o abaixo-assinado pedindo para ele vetar o projeto aprovado de forma surpreendente, em votação simbólica.
A proposta foi apresentada pelo vereador Nelcir Tessaro (PTB), que estava na presidência da Câmara no dia da votação. “Estamos fazendo uma justa homenagem ao médico que dedicou grande parte de sua vida aos porto-alegrenses”, disse Tessaro.
“Na nossa avaliação, o ex-secretário não tem contribuição nenhuma ao HPS, que durante sua gestão inclusive perdeu recursos por falta de projetos” , diz o presidente da Associação dos Funcionários.
Segundo Tessaro, Eliseu Santos, uma das principais lideranças do PTB no Estado, “era um abnegado pela saúde pública”. “Não podemos esquecer que, na condição de político, também deixou marcas atuando como vereador, deputado estadual e vice-prefeito desta cidade.”
Esta foi a justificativa de Nelcir Tessaro: “Colegas Vereadoras e Vereadores, uso esta tribuna para discutir o Projeto de minha autoria, a qual divido com o Ver. Alceu Brasinha, pois também era sua intenção protocolar esse grande Projeto, pela amizade que tínhamos com o nosso ilustre e saudoso Deputado e Vice-Prefeito, Eliseu Felippe dos Santos.
Sras. Vereadoras e Srs. Vereadores, a minha ideia ao propor a denominação do nosso Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre de Hospital de Pronto Socorro Doutor Eliseu Felippe dos Santos é justamente por tudo o que representou para a Saúde de Porto Alegre o nosso saudoso Eliseu Santos. Eu, que convivi com o Eliseu Santos desde quando ele foi Vereador, em 1992, Ver. Brasinha, sabia que, se alguém dizia que estava com alguma dor, ele respondia: “Não tem problema, tome esse medicamento”. Ele fazia uma consulta imediatamente, atendia a todas as pessoas, não importando a hora. Ele não tinha hora para receber um telefonema -, atendia e medicava, sem se preocupar com o ônus, com quem era ou quem não era a pessoa, ele gostava de fazer o bem. Ele foi um grande Parlamentar na Assembleia Legislativa, onde se dedicava sempre aos projetos para a área da Saúde. E, depois, na Prefeitura de Porto Alegre, muito contribuiu como Vice-Prefeito da Capital. Assumiu a Secretaria da Saúde da Cidade, mesmo sabendo que tínhamos grandes problemas, discussões, greves de médicos, e ali equilibrou, saneou e resolveu o problema dos postos de saúde de Porto Alegre. Eu lembro muito bem que, muitas vezes, o Eliseu Santos estava às 7 horas da manhã, conferindo as filas nos postos de atendimento, para cobrar o atendimento que deve ser dado por todos os servidores públicos deste Município. Estava sempre preocupado em fazer com que o tratamento, o andamento dentro dos hospitais de Porto Alegre, naqueles famosos corredores cheios de leitos, pudesse melhorar cada vez mais, e que os nossos hospitais fizessem um atendimento com qualidade. Continuou, no segundo mandato do Prefeito José Fogaça, como Vice-Prefeito e, também, como Secretário da Saúde, mantendo o seu trabalho até seu último dia de vida. Era um abnegado pelo atendimento à população e pela Saúde pública. Eu lembro muito bem, quando ele era médico do Hospital Cristo Redentor, do atendimento que ele prestava nos corredores, os pacientes eram atendidos nos corredores. Ali ele consultava, encaminhava e, depois, ainda fazia cirurgias pelo SUS durante a noite, sem ônus para aquelas famílias que precisavam de atendimento imediato. Ele nunca reclamou de horário, assim como nunca reclamou por atender a uma pessoa ou outra sem receber numerário.
Esse era o Eliseu Santos, e nós, da Bancada do PTB, composta pelos Vereadores Nilo Santos, DJ Cassiá, Maurício e Brasinha, estamos, hoje, prestando esse tributo ao nosso grande amigo Eliseu Santos. Queremos, nada mais, nada menos, do que dedicar a ele aquele espaço que vai ser reformado, ou seja, aquela ampliação do Hospital de Pronto Socorro pela qual ele tanto brigou. Agora, com as desapropriações que serão feitas em torno do Hospital, com a ampliação do prédio, a qualidade no atendimento vai retornar. Hoje, o Hospital tem qualidade, mas não tem espaço suficiente para o atendimento, porque toda a população de Porto Alegre e da Grande Porto Alegre depende do Pronto Socorro para o primeiro atendimento, antes de ir para outro hospital.
Então, nós queremos aqui buscar a solidariedade e o apoio de todos os colegas para a aprovação deste Projeto, para que o Hospital de Pronto Socorro passe a se chamar Pronto Socorro Municipal Eliseu Santos”.Crise no marketing do Banrisul ameaça Prêmio ARI
A Associação Riograndense de Imprensa já marcou o dia 8 de dezembro, no Teatro Dante Barone, para a entrega do tradicional Prêmio ARI, que em 2010 chega a sua 52a. edição, inabalável na condição de “mais importante distinção da imprensa gaúcha”.
Os premiados deste ano, porém, talvez recebam somente diplomas e troféus. A premiação em dinheiro ainda não está garantida, pois o Banrisul, que patrocina o ARI há 13 anos, não quer renovar o contrato alegando a necessidade de cortar custos de publicidade e marketing.
O corte nas verbas foi determinado em agosto, depois que o ministério público e a polícia federal tornaram públicas as investigações para apurar o desvio de verbas, via superfaturamento, que teria causado, prejuízos de mais de R$ 10 milhões ao banco, nos últimos 18 meses.
Estima-se que os gastos com propaganda e marketing do Banrisul cheguem aos R$ 60 milhões em 2010.
O patrocínio do Prêmio ARI este ano está orçado em R$ 105 mil, 70% dos quais se destinam à premiação dos melhores trabalhos em cada uma das 13 categorias em que se divide o certame.
Nos primeiros 34 anos do Prêmio Ari, o patrocinador foi a Caixa Econômica Estadual. Com a extinção da Caixa, parte de suas atividades foram absorvidas pelo Banrisul, que passou também a patrocinar o prêmio.Resistência JÁ! Que resistência é essa?
No primeiro encontro, arregimentadas pela internet, 38 pessoas comprareceram à sete da ARI no dia 11 de setembro, um sábado chuvoso.
Todos haviam lido os artigos do Luiz Cláudio Cunha no Observatório da Imprensa, estavam a par dos fatos narrados no site do JÁ sobre o processo que, em seus desdobramentos políticos, vem estrangulando o jornal. Queriam saber o que fazer.
Primeira conclusão que surgiu das mais de duas horas de discussões: o caso do JÁ pode ser o mais grave, o mais evidente, mas não é isolado.
Ele se insere num contexto que condena à inanição qualquer tentativa de jornalismo independente, fora do discurso das corporações.
Esse processo envolve desde o controle das verbas, dos canais de distribuição, a conivência dos governos, até a insensibilidade do judiciário em relação aos pequenos veículos independentes.
Para estes não valem os “sagrados direitos de liberdade de expressão” e de “liberdade de imprensa”, pelos quais a Associação Nacional dos Jornais se mantém sempre tão vigilante.
Estas foram as questões que levaram à criação do “Resistência JÁ”, um movimento para impedir a falência do jornal e também fazer essa discussão mais ampla, com base no conceito do direito à informação. Foi formado um Comitê Executivo para estabelecer e coordenar uma pauta de ações.
A primeira ação externa foi o evento do dia 8 de outubro na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Os chargistas da Grafar fizeram uma exposição de cartuns em solidariedade ao movimento.
Também foi montada uma exposição dos 25 anos do JÁ e distribuido um “número zero” anunciando o relançamento do jornal no fim de outubro. A necessidade de se construir alternativas à mídia convencional, foi o ponto comum nas manifestações.
Apesar de ser uma sexta-feira, véspera de feriadão, 80 pessoas assinaram o livro de presença e as duas principais entidades de representação dos jornalistas gaúchos – Associação Riograndense de Imprensa e Sindicato dos Jornalistas – manifestaram seu apoio ao movimento através de seus presidentes, Ercy Pereira Torma e José Nunes.
Também manifestaram apoio as seguintes entidades: ARI, AJURIS, IAB, OAB, AGAPAN, Amigos da Gonçalo de Carvalho, ACJM/RS, Movimento Defenda a Orla, SINDJORS, FENAJ, SindBancários, CUT/RS, Força Sindical, Federação das Mulheres Gaúchas, Sindicato dos Servidores Públicos Federais – Sindiserf/RS, Grafar."A cidadania precisa de informação para se organizar"
Ato público apoia jornal JÁ

O Comitê Resistência JÁ promoveu na sexta-feira, 8, o Ato público pelo direito à informação e 25 anos do Jornal, que reuniu cerca de 100 pessoas no vestíbulo do Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa. Foi o primeiro de uma série de atos planejados pelo Movimento Resistência JÁ, instituído um mês atrás, para dar visibilidade à crise que ameaça a sobrevivência do jornal, promover sua sustentabilidade e ao mesmo tempo discutir o direito da cidadania à informação. Com a presença do presidente da Associação Riograndense de Imprensa, Ercy Torma, do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, e de apoiadores, o ato mostrou uma exposição de capas históricas do jornal e de livros editados pela empresa. Um varal expôs charges sobre o JÁ, de integrantes da Grafar (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul).
A crise do JÁ agravou-se recentemente, quando, depois de intervir financeiramente no jornal, uma decisão judicial bloqueou os bens pessoais de seus diretores. As medidas judiciais visam garantir o pagamento de indenização por dano moral à família do ex-governador Germano Rigotto, pela repercussão de matéria publicada em 2001. O jornal foi absolvido no processo crime por injúria, mas condenado num segundo processo por dano moral. A ação é movida pela mãe do ex-governador, Julieta Rigotto.
O Movimento protesta contra a pressão financeira que sufoca o jornal, mas quer discutir principalmente o direito da população a ser informada por diferentes fontes de informação, numa pluralidade democrática. “O sentido é chamar a atenção para a situação do JÁ, que não é única”, disse Elmar Bones, diretor do jornal. “Minha tese é que existe um déficit de informação sobre o que realmente acontece. A comunicação é muito concentrada em poucos grupos e pauta muito limitada, que não dá conta das necessidades de informação da sociedade”. Ele disse também que há um ambiente hostil a pequenos projetos, como o do JÁ. “Os jornais de bairro crescem em todos os lugares, não em Porto Alegre. Aqui, eles já foram quase 50. Hoje, são menos que 20”. As verbas publicitárias são concentradas nas grandes corporações e não há espaço para os pequenos projetos. Bones defende a existência de políticas públicas capazes de incentivar os pequenos projetos. “A sociedade precisa de informação para se organizar, buscar seus interesses e resolver seus problemas coletivamente”, disse ele. ‘É precisão construir alternativoas”.
O movimento fará exposições e atos públicos em diversos locais e planeja um show musical. Apoiam o Resistência JÁ as entidades ARI, Ajuris, IAB, Agapan, Amigos da Gonçalo de Carvalho, ACJM/RS, Movimento Defenda a Orla, Sinjors, Fenaj, SindBancários, CUT/RS, Força Sindical, Federação das Mulheres Gaúchas, Sindserf, Grafar, Sindsepe e Grupo Trilho de Teatro Popular. (Adélia Porto Silva, jornalista, colaboradora do Sul21)Protesto em shopping de Canoas contra venda de pets
Na tarde deste domingo, dia 10 de outubro, a Vanguarda Abolicionista organizou protesto em frente ao Canoas Shopping, em Canoas, que sediava uma feira de filhotes, com vistas ao Dia da Criança, 12 de outubro. O evento tradicionalmente realizado no DC Shopping, em Porto Alegre, transferira-se para a vizinha Canoas após aprovação de lei municipal que restringia esse tipo de comércio na Capital gaúcha.
A partir das 14h, o grupo se posicionou na entrada para pedestres do local – que está em reformas, com sua entrada principal fechada – juntamente com os locais SVB/Canoas e Aprocan, Projeto ProAnimal, de São Leopoldo, outras siglas e dezenas de protetores e ativistas independentes.
Com banners e panfletos, buscavam orientar o público que adentrava o shopping, oferecendo a opção de adoção de animais, no lugar da compra – que sustenta tanto a indústria pet quanto a idéia de que animais não-humanos são objetos, produtos a serem comercializados.
A idéia da ação pedagógica foi mostrar que o presente dos pais a ser dado aos filhos poderia ser também uma ato cidadão, respeitando a liberdade dos animais, ajudando na questão dos animais abandonados e evitando a compra compulsiva e de caráter meramente consumista.
Muitas foram as pessoas que deram seu apoio ao manifesto, e solicitavam indicação de ONG para adotar um cachorro ou gato. Um casal procurava um cavalo para adotar, e receberam a orientação de procurar a Chicote Nunca Mais, que trata e aposenta os cavalos de carroça.
Com a chegada de mais voluntários para a manifestação, foi preciso dividir os participantes em grupos, que panfleteavam e exibiam faixas nos três acessos ao shopping. O movimento era grande e a recepetividade foi alta, inclusive com populares parando para conversar, tirar dúvidas ou mesmo pedir ajuda para animais machucados.
Dois simpáticos cachorros se juntaram ao protesto, recebendo cafuné e alimentação dos protetores. A cadela, que não arredou pé até o final, acabou sendo levada para casa por uma das participantes, ganhando um lar. Ao anoitecer, próximo das 19h, os manifestantes encerraram o evento, considerado com saldo positivo para a causa animal.Exposição de charges em solidariedade ao JÁ

O jornal JÁ completa 25 anos em outubro e começa as comemorações com ato público pelo direito à informação na Assembleia Legislativa. Neste sexta feira, 8, partir das 19 horas.
Os mais importantes chargistas gaúchos participam do evento, com trabalhos sobre a liberdade de expressão e o direito à informação.
Entre eles, Santiago, Canini, Eugênio Neves, Moa, Bier, Louzada, Kaiser, Jô… A partir das 19 horas, no vestíbulo do teatro da Assembléia Legislativa.
O evento é promovido pelo movimento Resistência JÁ, criado no dia 11 de setembro último, quando quase 50 jornalistas, líderes comunitários, pequenos empresários, reuniram-se na sede da Associação Riograndense de Imprensa para discutir a situação do jornal JÁ, ameaçado por pressões políticas.
Como iniciativa do movimento, o jornalista Elmar Bones, editor do JÁ, ocupou a Tribuna Popular, na Câmara Municipal de Porto Alegre de Vereadores, para falar da importância dos jornais de bairro e dos movimentos comunitários.
Doze vereadores manifestaram-se em seguida, referendando a importância do tema. E a Mesa decidiu marcar uma sessão temática sobre as relações do poder público com o assunto.
O movimento “Resistência JÁ” propõe um debate sobre o “direito à informação”, inscrito na Constituição, mas relegado na prática.
* * *
Ato público pelo direito à informação
e 25 anos do Jornal JÁ
Exposição de material histórico do jornal
Exposição de charges de Santiago, Canini, Eugênio Neves,
Kaiser, Bier, Moa e outros
6a-feira, 8 de outubro de 2010, 19 horas
Teatro Dante Barone, Assembléia Legislativa do RS
Apoio: ARI, AJURIS, IAB, OAB, AGAPAN, Amigos da Gonçalo de Carvalho, ACJM/RS, Movimento Defenda a Orla, SINDJORS, FENAJ, SindBancários, CUT/RS, Força Sindical, Federação das Mulheres Gaúchas, Sindicato dos Servidores Públicos Federais – Sindiserf/RS, Grafar.
Para ler o artigo do jornalista Luiz Cláudio Cunha, publicado no Observário de Imprensa, que chamou a atenção para o caso em todo o caso em todo o Brasil: http://migre.me/1tIJ3
Para ler a entrevista do editor do JÁ, Elmar Bones, publicada por Paulo Henrique Amorim no seu blog Conversa Afiada:
https://www.jornalja.com.br/2010/08/31/7287/Vitória de Tarso abre nova era na política gaúcha
A eleição de Tarso Genro representa uma mudança histórica na política do Rio Grande do Sul. Não só pelo ineditismo da vitória no primeiro turno.
A maneira como foi construída a candidatura, a habilidade com que foi conduzida a campanha, a postura do candidato em seus movimentos para dentro e para fora do partido…
Está bem sinalizado o caminho para a reconstrução do projeto político do PT gaúcho, que se extraviou com o governo de Olivio Dutra e as sucessivas derrotas em Porto Alegre.
O projeto petista a partir da vitória de Tarso se reconstrói em bases mais amplas, com uma inserção mais consistente no plano nacional. E vai se expressar num projeto de desenvolvimento regional endógeno, cujas linhas centrais já foram explicitadas na campanha: respeito à diversidade regional, valorização da base produtiva local, nova política de incentivos, descentralização e participação.
Por fim e não menos importante a ascenção de um novo projeto político permitirá desalojar grupos e grupelhos partidários que se enquistaram na máquina pública e fizeram dela um puro e simples mecanismo de reprodução de seu poder.
É nesses pontos que se localizam os nichos de corrupção, que de tempos em tempos rendem escândalos. Com exceção do hiato do governo Olívio Dutra, esses grupos se revezam há mais de três décadas no poder.
A derrocada do PMDB no Estado é um fator que vai favorecer esta mudança.Cala a boca, jornalista
Texto de Carlos Brickmann, publicado no Observatório da Imprensa
Cala a boca, jornalista!
O título é copiado de um livro de Fernando Jorge – e bem copiado, já que o tema é o mesmo. Trata-se, aqui, da tentativa de destruir o trabalho de um profissional de primeira categoria, Elmar Bones, que edita o jornal JÁ, de Porto Alegre.
A briga é feia: primeiro, porque o adversário de Bones é o político Germano Rigotto, ex-governador do Estado, candidato ao Senado pelo PMDB gaúcho, e que ainda por cima se oculta por traz de sua mãe, Julieta Rigotto, uma senhora de 89 anos.
O Clube de Editores e Jornalistas de Opinião do Rio Grande do Sul, numa reunião realizada pela internet, decidiu “não opinar” no caso que envolve um jornalista e um político. Motivo: “Evitar qualquer conotação político-eleitoral”.
Para usar o mesmo critério, não se deveria sequer noticiar o Bolsa Família de Erenice Guerra. Elmar Bones está só – mas já está acostumado. Nos idos da ditadura, com seu excelente Coojornal, estava sozinho, como hoje, contando apenas, também como hoje, com o apoio de quem gosta da boa imprensa.
O caso é antigo. Em 2001, o JÁ publicou reportagem sobre o envolvimento de Lindomar Rigotto, irmão de Germano, numa licitação que gerou CPI. “De tudo o que se apurou”, diz o relatório da CPI, “tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto”.
A reportagem do JÁ, baseada na CPI e nas investigações do Ministério Público, ganhou o Prêmio Esso regional, o Prêmio ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. Valeu-lhe o processo. E, como todos sabem que Bones não é rico, este foi o caminho escolhido pela família Rigotto: bloquear seus bens, prolongar ao máximo o processo, para aumentar suas despesas e sufocá-lo.
Talvez não dê certo: a juíza Fabiana Zilles, da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública de Porto Alegre, deu o caso por concluso, o que significa que falta apenas a sentença. E a manutenção do processo até agora pode-se revelar um erro fatal de Rigotto: Ana Amélia Lemos, jornalista competente e simpática que se transformou em candidata, deve ser eleita para o Senado. Rigotto seria o segundo nome.
Mas, com o escândalo estourando, pode perder o posto para Paulo Paim, do PT, que ganharia a reeleição quase de graça.
Sobre o caso, ver, neste Observatório, O jornal que ousou contar a verdade, Como calar e intimidar a imprensa e Desculpa para calar a opinião.Bancários em greve por aumento de 11%
Os bancários gaúchos, dentro do movimento nacional da categoria, aprovaram em assembleia realizada na noite de ontem, greve por tempo indeterminado a partir desta quarta. O movimento dos empregados do Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banrisul e bancos privados foi deflagrado por unanimidade, após rejeição do Comando Nacional ao índice de 4,29% apresentado pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Os bancários que compareceram à assembleia atenderam à indicação de paralisação do Comando Nacional. A categoria também exige a retomada das negociações com a Fenaban e uma proposta que dialogue com as suas reivindicações.
‘A grande presença de bancários na assembleia mostra a força e o desejo de arrancar uma proposta que atenda à categoria.
Também é uma resposta à postura arrogante e intransigente da Fenaban, que trouxe à mesa um índice impraticável para os lucros dos bancos em 2010. Não é possível que o setor mais rentável da economia brasileira venha apenas com um percentual para repor a inflação’, avaliou o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, ao final da assembleia.


