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  • Simon lança livro sobre…impunidade

    O senador Pedro Simon (PMDB-RS) lança nesta quinta-feira, dia 4, na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro A Impunidade Veste Colarinho Branco, de sua autoria.
    O livro reune os discursos do senador sobre o tema e relaciona casos histórico de impunidade em fraudes com o dinheiro público.
    Não há refe referência, no entanto, ao caso mais notório de impunidade no Rio Grande do Sul: a fraude da CEEE, ocorrida em seu governo.
    Alvo de uma ação civil pública que, em valores atualizados, chega a R$ 800 milhões, o “Caso CEEE” transita em segredo de justiça há 15 anos, ainda em primeira instância, na 15a Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre.

  • Projeto de ampliação do HPS será conhecido nesta terça

    A proposta de ampliação do Hospital de Pronto Socorro revelou uma situação absurda nas instalações do principal hospital de emergências da região metropolitana de Porto Alegre: os estoques de oxigênio e outros gases estão junto de uma caldeira, sob risco de explosão.
    Esse é um dos problemas gerados pela falta de espaço e que a ampliação das instalações pretende resolver. Mas a ampliação também causa problemas.
    Para acrescentar mais 1.400 metros quadrados ao prédio do HPS, terão que ser desapropriados seis sobrados da avenida José Bonifácio, nos fundos do hospital.
    Em outubro, os moradores e comerciantes atingidos criaram a associação SOS Rua do Brique. Eles criticam a ampliação, por entender que vai descaracterizar o entorno do parque.
    Contestam a falta de discussão pública sobre o projeto e propõem um plebiscito para escolher onde deveria ser construído outro hospital de pronto socorro.
    Assinaturas estão sendo colhidas para um documento que será entregue ao prefeito.
    A pedido da associação, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente reuniu-se pela primeira vez para debater o assunto. Ficou decidido que o projeto, estimado em R$ 53 milhões, será apresentado à comunidade no dia 9 de novembro.
    Nos sobrados ameaçados de desapropriapção funcionam: um café, uma estética, uma escola infantil e uma Ong. Além destes, há um quinto imóvel já alugado para o HPS (onde funciona a associação dos funcionários) e outro que é uma residência.
    “É uma bomba, um perigo”,
    alerta o diretor do HPS

    A situação ilegal em que se encontram os depósitos de gases é o principal argumento do médico Julio Ferreira, que assumiu a direção do HPS este ano, para expandir o prédio em mais 1400 metros quadrados, anexando a área dos imóveis dos fundos.
    “Temos um enorme estoque de oxigênio, que é uma bomba, um perigo, que ficou ao lado de uma caldeira”, exemplifica. Este depósito de oxigênio deveria estar isolado num raio de cinco metros, mas não há espaço.
    A ampliação serviria ainda para deslocar todas as áreas de apoio, como lavanderia, cozinha, refeitório e almoxarifado. Isso desobstruiria o acesso das ambulâncias.
    “Se houver um grande acidente na cidade e chegarem várias ambulâncias juntas, não há como acessar os pacientes, pois os veículos só conseguem entrar em linha”, afirma a arquiteta Marília Goulart, da Engenharia do HPS.
    “Outra realidade é a superlotação das UTIs”, diz Ferreira. O projeto de ampliação também prevê aumentar a área de diagnóstico, triplicar o atendimento de urgência e criar mais leitos nas UTIs.
    Hoje o HPS registra 360 mil atendimentos por ano, em 22 especialidades médicas.
    Obras de modernização do HPS estão em andamento. Estão sendo gastos R$ 22 milhões, do Qualisus1, programa federal de qualificação de hospitais, com 20% de contrapartida municipal.
    Para começar, foi reformado o quadro de força, que era o mesmo da época da fundação do hospital, há 66 anos. Esta etapa consumiu R$ 1,5 milhão e está em fase de conclusão. Agora, estão sendo licitados mais R$ 8,4 milhões, para reformas no andar térreo.
    Uma obra para a Copa de 2014
    Uma preocupação da Prefeitura, segundo o secretário de Gestão, Newton Baggio, é como atender os turistas que virão para a Copa de 2014.. “Como gestor técnico para a Copa, verifiquei que havia o decreto tornando os imóveis de utilidade pública, e que havia o projeto de ampliação, não cabia a mim questionar”, disse Baggio. “Mas, como arquiteto, acho importante que sejam discutidos os impactos urbanísticos.”
    O diretor do HPS, médico Julio Ferreira, e o secretário adjunto da Saúde, Marcelo Bósio, argumentam que, mesmo que todo o sistema de saúde pública fosse aperfeiçoado, ainda assim o HPS não pode continuar funcionando nas condições em que se encontra.
    “A construção do bloco anexo, na Venâncio Aires, foi a primeira etapa da ampliação, e já naquela época previa-se a necessidade de desapropriação dos imóveis dos fundos”, diz Bósio. “Já alugamos uma das seis casas, por quase R$ 10 mil, acima do preço de mercado, é um absurdo continuar assim”, protesta Ferreira.

  • Clube dos Editores na Feira

    O Clube dos Editores do RS promove nesta terça, 2/11, uma exposição do perfil das editoras gaúchas e seus catálogos, na Feira do Livro de Porto Alegre. Será às 15h30, na sala Leste do Santander Cultural. O Clube tem vinte editoras associadas.
    Aberto a livreiros e aos leitores em geral, o bate-papo é mais uma atividade do Clube para divulgar o trabalho das editoras locais.

  • Justiça acolhe ação contra projeto do Cais Mauá

    A Justiça acatou a ação movida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANAQ) pedindo anulação do edital da licitação para as obras de “Revitalização do Cais da Mauá”.
    As intimações ao governo do Estado e à Superintendência de Portos e Hidrovias foram expedidas no dia 28 de outubro, com 30 dias para que apresentem suas justificativas.
    A decisão do juiz Gabriel Menna Barreto, da 5ª.Vara Federal, implica no reconhecimento preliminar de que a licitação não poderia ser efetivada sem a anuência da ANTAQ.
    Ação judicial torna incerto o futuro do projeto grandioso, uma das peças de campanha da governadora Yeda Crusius, para ocupação do cais de Porto Alegre.
    O projeto prevê a construção de grandes prédios para hotéis e comércio, marina, passeios e espaços de recreação – algo semelhante ao que foi feito em Buenos Aires com o Puerto Madero.
    Dados da ação judicial:
    > AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 5016114-68.2010.404.7100
    > (Processo Eletrônico – RS)
    > Data de autuação: 05/08/2010 16:15:35
    > Tutela: Requerida
    > Juiz: GABRIEL MENNA BARRETO VON GEHLEN
    > Órgão Julgador: JUÍZO SUBS. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
    > Localizador: P28
    > Situação: MOVIMENTO
    > Justiça gratuita: Não Requerida
    > Valor da causa: 10000.00
    > Intervenção MP: Sim
    > Maior de 60 anos: Não
    > Assuntos:
    > 1. Edital
    >
    > —————————————————-
    > PARTES
    > AUTOR: AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS – ANTAQ
    >
    > RÉU: SUPERINTENDÊNCIA DE PORTOS E HIDROVIAS
    >
    > RÉU: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
    >
    > —————————————————-
    > ADVOGADOS
    > Nome: PRF4 – LÚCIA SAMPAIO ALHO (AUTOR)
    > Nome: MILENA BORTONCELLO SCARTON (RÉU)
    > Nome: PAULO MOURA JARDIM (RÉU)
    > Nome: MILENA BORTONCELLO SCARTON (RÉU)
    > Nome: PAULO MOURA JARDIM (RÉU)
    >
    > —————————————————-
    > FASES
    > 28/10/2010 Intimação Eletrônica – Expedida/Certificada (RÉU –
    > SUPERINTENDÊNCIA DE PORTOS E HIDROVIAS) Prazo: 30 dias
    > 28/10/2010 Intimação Eletrônica – Expedida/Certificada (RÉU – ESTADO DO
    > RIO GRANDE DO SUL) Prazo: 30 dias
    > 28/10/2010 Intimação Eletrônica – Expedida/Certificada (MPF –
    > MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL) Prazo: 30 dias

  • Governo Dilma x Imprensa: conflito anunciado

    (Elmar Bones) – Na reta final da campanha presidencial, o embate governo versus imprensa tornou-se tão acirrado quanto a própria disputa eleitoral, que parecia definida.
    Esse embate durante a campanha projeta a questão que será central no governo Dilma.
    O conflito das grandes corporações da mídia com Lula e o PT não é novo e tende a se agravar com Dilma.
    Atribui-se à mídia a derrota de Lula para Collor e FHC. Desde então, Lula tem vencido.
    Sua primeira eleição passou por cima do cadáver da mídia. A crise do Mensalão foi a chance da desforra, alguns jornais por pouco não anunciam a queda do presidente.
    O governo cambaleou, Lula entregou a cabeça de José Dirceu, Genoíno, Palocci e todos mais, mas não caiu. Saiu fortalecido, tanto que se reelegeu.
    Ali, ficou claro que a mídia convencional, ou mídia corporativa – os cinco ou seis grupos que ainda controlam o negócio da comunicação no país – já não comanda mais a opinião publica.
    Depois aconteceu o que se viu. A mídia destacou o Lula analfabeto, populista, fanfarrão, metido aonde não devia. A opinião pública consagrou Lula como o presidente mais popular da história do país.
    Surgiu a candidatura Dilma. Saltaram os “colunistas bem informados” a dizer que jamais o nome dela conseguiria transitar no Partido dos Trabalhadores. Era uma adventícia, sua origem era o PDT de Brizola…
    Quando o PT digeriu a candidatura Dilma, o discurso mudou: Dilma era uma técnica, sem qualquer carisma, nenhum jogo de cintura, nunca havia disputado um cargo…
    Dilma candidata, estava fadada a um fracasso, segundo os analistas da imprensa. Não tinha luz própria, era um boneco do Lula e voto não se transfere assim no mais. Não faltaram nem exemplos históricos, de grandes lideres populares que tentaram impor sucessores e fracassaram.
    Agora, Dilma supera tudo isso e se elege na primeira eleição que disputa… A velha mídia não vai perdoar, ela nunca foi tão humilhada.
    Por outro lado, a desconcentração dos meios, a abertura do mercado oligopolizado é uma pressão antiga, decorre do próprio processo democrático.
    Os oligopólios por suas limitações naturais já não dão conta das demandas por informação, geradas pela democratização da sociedade, com os movimentos de ascenção social.
    Mas eles, os grandes grupos da mídia, dominam um mercado deformado pelo seu próprio poder, exacerbado ao ponto de decidir na prática quem pode ou não pode entrar no negócio.
    O governo tende a ser um agente na mudança desse quadro, que remonta ao regime militar. Começa pela distribuição das verbas, termina pelo dever de regulamentar ou fazer valer regras que já existem e não são cumpridas.
    Obviamente, vai encontrar toda a resistência do mundo, desde o primeiro dia.

  • Moacyr Scliar retrata o Brasil político dos anos 30

    Por Liège Copstein
    Moacyr Scliar, autor da mais portoalegrense das literaturas universais, é hoje um imortal da Academia, prolífico escritor responsável por mais de 80 livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil.
    Publicado em mais de vinte países. Premiado, incensado, suas histórias ambientadas no bairro do Bom Fim e vizinhanças falam ao coração de qualquer um, em qualquer lugar do mundo. Mas o romance que Scliar está lançando nesta Feira do Livro é daqueles em que ele sai do gheto.
    É a história de Valdo, rapaz idealista e apaixonado. A ideia de que a desigualdade fosse uma injustiça e de que houvesse pessoas lutando pelo fim da opressão social muda sua vida e o leva a deixar a estância onde vive rumo ao Rio de Janeiro, onde pretende entrar para o Partido Comunista.
    Lá, acredita, o lendário líder do Partido, Astrogildo Pereira, haverá de recebê-lo de braços abertos para conduzi-lo em pessoa às fileiras da militância, onde finalmente sua vida ganhará sentido.
    Mas, Astrogildo não está no Rio. Foi a Moscou, sem data para voltar. E Valdo não tem dinheiro. Em vez de lutar para libertar a classe oprimida, torna-se ele próprio um assalariado, operário da construção.
    Para piorar as coisas, ele trabalha na obra que culminará num imenso ícone da alienação: o Cristo Redentor. Com o cenário efervescente do Brasil dos anos 30, Eu Vos Abraço, Milhões, da editora Companhia das Letras, parece trazer como personagem principal mais um dos incríveis visionários característicos da obra de Scliar.

  • Domingo de votar e ir na Feira do Livro

    Um belo domingo de primavera, com dois programas obrigatórios: votar e ir na Feira do Livro.
    Confira a programação do dia:
    Filhote de Cruz Credo
    Adaptação para o teatro do livro autobiográfico do impagável Fabrício Carpinejar, com direção de Bob Bahlis. Penalizado por não aparentar os padrões estéticos mais aceitos em termos de beleza, menino é vítima de bullying na escola.
    Às 15h, no Teatro Sancho Pança – Cais do Porto
    Sexualidade e a Pessoa com Deficiência
    Palestra com a escritora e cadeirante Juliana Carvallho, abordando com bom humor tema que é também objeto do seu livro Na Minha Cadeira ou Sua?, que será autografado na Feira no próximo domingo.
    Às 15h20, na Casa do Pensamento – Cais do Porto
    Cultura, Guerra e Terror
    Debate sobre o Ocidente e o Oriente, cultura e religião, guerra e terrorismo. Com Luiz Antônio Araújo, Sergio Tutikian e Jurandir Malerba.
    Às 16h, na Sala dos Jacarandás – Memorial do Rio Grande do Sul
    Roda da Vida como Caminho para a Lucidez
    O lama budista Padma Samtem autografa sua obra.
    Às 17h30, na Praça de Autógrafos – Praça da Alfândega
    Adoniran, Letra ou Crônica?
    Com Marô Barbieri e Adão Pinheiro, palestra e homenagem ao célebre sambista carioca, que tão bem representava a vida do proletariado no Rio.
    Às 18h, na Tenda de Pasárgada – Praça da Alfândega
    Cultura Gaúcha em Movimento
    Rumos da cultura no Rio Grande do Sul debatidos por Paixão Côrtes, Alcy Cheuiche, Ivo Benfatto e Luís Augusto Fischer.
    Às 18h, na Sala dos Jacarandás – Memorial do Rio Grande do Sul
    Ciclo Fahrenheit 451: Tatata Pimentel é Ficção Científica
    No ciclo inspirado na obra homônima de Ray Bradbury, cada convidado encarna uma obra, sobre a qual conta sua história.
    Às 19h, Cine Santander Cultural
    Grandes Clássicos da Ficção Científica: Alien, de Ridley Scott
    Às 19h, no Cine Santander Cultural
    Título do evento: Ciclo Fahrenheit 451: Tatata Pimentel é o gênero Ficção Científica
    Local: Sala Leste – Santander Cultural – Área Geral
    Participantes: Tatata Pimentel
    Inspirado em Fahrenheit 451, do mestre da ficção científica Ray Bradbury, o ciclo lembra a história em que, num futuro totalitário, os livros seriam proibidos e queimados. Graças a uma comunidade de homens-livros, publicações são decoradas e retransmitidas.

  • Atrações de sábado na Feira do Livro

    O tempo bom no sábado véspera das eleições presidenciais convida a um passeio no primeiro sábado da Feira do Livro de 2010. Confira a programação do dia:
    Programa Cafezinho
    Com Mauro Borba, Arthur de Faria, Paulo Inchauspe, Bivis
    Programa da Rádio PopRock com músicos e escritores convidados.
    Às 13hs, no Teatro Sancho Pança – Cais do Porto
    Carlos Heitor Cony – Tenda.Doc, Documentário Autor por Autor
    Exibição de coprodução entre a TV Cultura e SescTV, série que traça perfis de grandes autores brasileiros. Duração 8 min.
    Às 14h30, na Tenda de Pasárgada – Praça da Alfândega
    Marcia Tiburi autografa Filosofia Brincante, Ed. Record.
    Às 15h, no Deck dos Autógrafos – Cais do Porto
    Vida e Obra de Paixão Côrtes, de Luzimar Stricher
    Exibição de documentário e homenagem ao patrono desta Feira, com a presença de patronos anterioros como Carlos Urbim e Alcy Cheuiche.
    Às 15h, no Auditório Barbosa Lessa, Casa de Cultura Érico Veríssimo
    Projeto Jornal Boca de Rua – 10 anos
    Exibição do documentário Notícias de uma outra cidade, de Wagner Machado, e oficina.
    Às 15h30, na Casa do Pensamento – Cais do Porto
    Rato de Redação: Homenagem a Tarso de Castro, um jornalista brasileiro
    Sessão de autógrafos com os autores Mauro Gaglietti, Aline do Carmo e Olmiro Schaeffer
    Às 17h30, na Praça de Autógrafos – Praça da Alfândega
    Flávio Gikovate autografa Sexo: repensando a valorização do desejo para uma sociedade menos violenta e mais equilibrada
    Às 18h na Sala dos Jacarandás – Memorial do RS
    Padaria Espiritual – O Jornal Vaia e a alegria, com Paulo Seben, Guto Leite e Fernando Ramos.
    Em homenagem à Padaria original, movimento intelectual brasileiro do final do século XIX no Ceará, escritores, leitores e afins alimentam com o pão do espírito os sócios e os povos em geral, em programações que tem o livro e a leitura como mote central.
    Às 18h, na Tenda de Pasárgada – Praça da Alfândega
    Moacyr Scliar autografa Eu Vos Abraço, Milhões, Ed. Companhia das Letras
    Às 19h30, na Praça de Autógrafos – Praça da Alfândega
    Cliclo Fahrenheit 451 – Claúdio Moreno é Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
    Inspirado em Fahrenheit 451, do mestre da ficção científica Ray Bradbury, o ciclo lembra a história de um futuro totalitário em que livros são proibidos e dissidentes decoram mentalmente as obras, para que mesmo depois que todas tenham sido queimadas, ainda possam ser retransmitidas. No Ciclo, cada dia um convidado especial passa a ser um livro, dividindo-o com o público.
    Às 19h, na Sala Leste do Santander Cultural
    Grandes Clássicos da Ficção Científica: Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg
    Às 19h, no Cine Santander Cultural
    Cordão da Saideira: Artes Olvidadas
    Espetáculo poético-musical em homenagem ao legado cultural de Atahualpa Yupanqui, desenvolvido pelo seu filho Roberto “Kolla” Chavero
    Às 20h30, na Tenda de Pasárgada – Praça da Alfândega

  • Feira abre em ritmo de folclore gaúcho

    Por Liège Copstein
    A abertura oficial da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre acontece hoje às 19h no Teatro Sancho Pança, no Cais do Porto. Mas diversas atividades acontecem desde a manhã, principalmente o 8º Forum Gaúcho pela Melhoria das Bibliotecas Escolares.
    O clima de festa esquenta desde as 16h, com a chegada de grupos das cidades litorâneas Mostardas, Tavares e Santo Antônio da Patrulha, integrantes dos CTGs Xico Borges e Patrulha do Rio Grande.
    Numa manifestação espontânea de homenagem ao patrono deste ano, o folclorista Paixão Côrtes, os visitantes virão vestidos a caráter para interpretar, em pleno Cais do Porto, as danças gaúchas típicas de sua região, como a Mazurca Marcada, a Galopeada, a Valsa de Mão Trocada, a Jardineira e a dança do Masquê, onde os homens vestem-se de mulheres e dançam mascarados. Essa dança é única no Brasil por suas características e a tradição vem desde o século XVII.

  • A saga do violão extraviado e mutilado

    Rafaela Ely
    Nei havia tocado em Brasília no dia anterior e voltava para Porto Alegre. No Aeroporto Juscelino Kubitschek teve que despachar o instrumento, pois era muito grande e já levava outro na cabine. Quando chegou ao Aeroporto Salgado Filho, o violão não apareceu na esteira de bagagens.
    O músico procurou a equipe da companhia para saber o que estava acontecendo. Eles lhe informaram que o instrumento fora localizado mas só depois é que disseram que ele estava danificado. “Aí eu me preocupei, eles não teriam dito isso se fosse só um arranhãozinho”, lembra o cantor.
    O acidente aconteceu porque, na hora de descarregar a aeronave, o violão foi colocado no topo da pilha de bagagens que o veículo de transporte carregava. No caminho, o instrumento caiu na pista e, como se não bastasse, o trator passou por cima dele.
    Foi com esse violão que Nei compôs a maioria de suas canções. “Era o violão que eu mais gostava”, desabafa. Ele diz que se sentia muito confortável com o instrumento e que será difícil criar uma afinidade assim com qualquer outro. Por ser o mais usado em shows e pelo seu formato, Nei acredita que aquele violão é também uma identidade que as pessoas associam com ele.
    Esse era um modelo Washburn EA44, da série “Festival” de 1993. Sua construção emprega madeiras nobres e suas laterais e a parte de trás foram fabricadas com jacarandá brasileiro. Nei explica que, por causa das mudanças na legislação ambiental, hoje fica inviável fazer um violão igual a esse. Por isso, como indenização, pediu para a empresa um violão da marca Martin, modelo OMC 16OGTE. “Essa é uma mera equivalência de sonoridade”.
    Ida e volta a Nova Iorque
    Como o acidente aconteceu no final da tarde de sexta, só na segunda-feira, dia 18, que o músico tratou o ressarcimento com a companhia. Ele pediu que a empresa lhe desse o violão Martin, e, para indenização de dano moral, uma passagem de ida e volta para Nova Iorque.
    Eles não aceitaram e propuseram R$ 800,00 para a substituição do violão e duas passagens para vôos domésticos. Nei negou a oferta. Em 1993, quando comprou o violão, ele custava US$ 1.100,00. O Martin que ele está pedindo agora vale US$ 1.650,00. “É o mínimo para se equiparar.” Ele explica que não é apenas o valor do violão que importa: “Além da questão meramente técnica, tem a questão subjetiva do instrumento que pautou minha vida”.
    No dia seguinte, o músico fez um vídeo-protesto que postou na internet. Em menos de 24h teve 4 mil acessos. Conta que tomou essa atitude, pois acredita que o procedimento padrão das grandes firmas é não negociar com clientes. “Eles preferem entrar na justiça, pois, na média, quem ganha é a empresa.” Para ele isso acontece porque a maioria dos clientes não tem o poder de exercer pressão contra as corporações.
    No vídeo, ele explicou toda a situação e mostrou o violão destruído. O material repercutiu na internet, principalmente no Twitter. Nei conta que em menos de 24 horas a central de bagagens da companhia já ligava para fazer uma proposta. No dia 21, músico e empresa fizeram acordo de que o violão seria pago e o vídeo retirado do ar. O novo violão ainda não chegou, mas o prazo estabelecido foi de trinta dias. O vídeo sumiu da Web.
    Apesar de estar completamente destruído, Nei guarda o violão antigo. Ele pretende restaurá-lo “não para tocar, mas para colocar na parede”.
    Quando pedimos uma foto dele com o resto do instrumento, Nei disse que não: “É muito doloroso”, argumenta. Apesar da dor, o músico se diz “muito agradecido pela mobilização das pessoas e pela presteza da companhia”. O seu novo violão foi despachado de Nova Iorque no dia 27 e deve chegar para o músico na noite do dia 28.
    Rafaela Ely, estudante de jornalismo.