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  • O 2º turno, segundo as pesquisas: PT e PMDB lideram

    PT e PMDB são favoritos na disputa da maioria das cidades, mas PSDB e DEM também caminham para vitórias importantes

    Caso as urnas confirmem os cenários apontados pelas últimas pesquisas, PT e PMDB serão os partidos a eleger maior número de prefeitos no próximo domingo (26). As duas principais legendas da base de apoio do governo Lula têm a possibilidade de emplacar seus candidatos em até 21 das 30 cidades que terão o segundo turno.
    Enquanto os petistas aparecem na dianteira em 11 municípios com mais de 200 mil eleitores e ainda seguem vivos na disputa em Salvador (BA), os peemedebistas têm boas chances em nove cidades. Entre elas, seis capitais, inclusive a baiana, onde o confronto entre os dois partidos é direto e dos mais acirrados.
    Mesmo com a possibilidade de elegerem juntos, no máximo, apenas sete prefeitos no domingo, os dois principais partidos de oposição ao Planalto também deverão ter motivos para festejar o resultado da eleição. O PSDB desponta como favorito em duas capitais – Cuiabá (MT) e São Luís (MA) – e o DEM é favorito para comandar a principal cidade do país, São Paulo (SP).
    Depois de conquistar pela primeira vez a prefeitura de uma capital, com a eleição, no último dia 5, de Micarla de Sousa em Natal, o PV pode conquistar também o Rio de Janeiro (RJ), onde Gabeira trava intensa disputa com Eduardo Paes (PMDB). Embora o Partido Verde seja da base aliada, tanto Micarla quanto Gabeira enfrentaram ao longo da campanha a oposição do Planalto.
    Outras legendas também poderão comemorar. O PTB e o PP também despontam com chances de eleger prefeitos em duas cidades, enquanto o PR, o PSB e o oposicionista PPS têm apenas um candidato com vantagem nas pesquisas eleitorais.
    Os dados, que sinalizam uma tendência para o resultado do próximo domingo, fazem parte de levantamento das pesquisas realizadas nos últimos dias pelos institutos Ibope e Datafolha. O Congresso em Foco utilizou números de institutos regionais nos municípios onde essas duas instituições não fizeram pesquisas. Novos levantamentos, que podem trazer inclusive algumas mudanças de cenário, devem ser divulgados na maioria dessas cidades até a véspera da votação.
    Veja o que apontam as mais recentes pesquisas para o segundo turno:
    Porto Alegre (RS)
    José Fogaça (PMDB) – 54% (candidato à reeleição)
    Maria do Rosário (PT) – 38%
    Indecisos – 4%
    Brancos ou nulos – 4%
    Eleitores ouvidos – 1.001
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    José Fogaça (PMDB) – 50%
    Maria do Rosário (PT) – 37%
    Indecisos – 7%
    Brancos ou nulos – 6%
    Eleitores ouvidos – 1.040
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Datafolha
    Pelotas (RS)
    Fetter Jr. (PP) – 50,4% (candidato à reeleição)
    Marroni (PT) – 37,6 %
    Indecisos, brancos ou nulos – 12%
    Eleitores ouvidos – 800
    Data da pesquisa – 16 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3,5 pontos percentuais
    Instituto – Fato
    Canoas (RS)
    Jairo Jorge (PT) – 51,6%
    Jurandir Maciel (PTB) – 39,3%
    Indecisos, brancos ou nulos – 9,1%
    Eleitores ouvidos – 800
    Data da pesquisa – 16 de outubro
    Margem de erro – 3,5 pontos percentuais
    Instituto – Fato
    Anápolis (GO)
    Antônio Gomide (PT) – 66,2%
    Onaide Santillo (PMDB) – 22,6%
    Indecisos, brancos ou nulos – 11,2%
    Eleitores ouvidos – 601
    Data da pesquisa – 9 e 10 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3,99 pontos percentuais
    Instituto – Serpes
    Bauru (SP)
    Rodrigo Agostinho (PMDB) – 48%
    Caio Coube (PSDB) – 40%
    Indecisos – 6%
    Brancos ou nulos – 6%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Belém (PA)
    Duciomar Costa (PTB) – 46% (candidato à reeleição)
    José Priante (PMDB) – 43%
    Indecisos – 6%
    Brancos ou nulos – 5%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 9 e 10 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Belo Horizonte (MG)
    Leonardo Quintão (PMDB) – 47%
    Márcio Lacerda (PSB) – 37%
    Indecisos – 7%
    Brancos ou nulos – 8%
    Eleitores ouvidos – 1007
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Datafolha
    Leonardo Quintão (PMDB) – 51%
    Márcio Lacerda (PSB) – 33%
    Indecisos – 9%
    Brancos ou nulos – 6%
    Eleitores ouvidos – 1204
    Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Campina Grande (PB)
    Rômulo Gouveia (PSDB) – 47%
    Veneziano (PMDB) – 47% (candidato à reeleição)
    Indecisos – 3%
    Brancos ou nulos – 3%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Campos dos Goytacazes (RJ)
    Rosinha Garotinho (PMDB) – 49%
    Arnaldo Vianna (PDT) – 36%
    Indecisos – 7%
    Brancos ou nulos – 7%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Contagem (MG)
    Marília Campos (PT) – 45,11% (candidata à reeleição)
    Ademir Lucas (PSDB) – 35,66%
    Indecisos – 11,77%
    Brancos – 1,49%
    Nulos – 5,97%
    Eleitores ouvidos – 603
    Data da pesquisa – 17 e 18 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4,1 pontos percentuais
    Instituto – DataTempo/CP2
    Cuiabá (MT)
    Wilson Santos (PSDB) – 58% (candidato à reeleição)
    Mauro Mendes (PR) – 34%
    Indecisos – 5%
    Brancos ou nulos – 3%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
    Margem de erro – quatro pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Florianópolis (SC)
    Dário Berger (PMDB) – 50% (candidato à reeleição)
    Esperidião Amin (PP) – 33%
    Indecisos – 9%
    Brancos ou nulos – 8%
    Eleitores ouvidos – 805
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Guarulhos (SP)
    Sebastião Almeida (PT) – 50,4%
    Carlos Roberto (PSDB) – 29,1%
    Indecisos, brancos ou nulos – 20,5%
    Eleitores ouvidos – 605
    Data da pesquisa – 11 e 12 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Casa da Pesquisa
    Joinville (SC)
    Carlito Merss (PT) – 62,7%
    Darci de Matos (DEM) – 28,2%
    Indecisos, brancos ou nulos – 9,1%
    Eleitores ouvidos – 805
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3,5 pontos percentuais
    Instituto – Mapa
    Juiz de Fora (MG)
    Margarida (PT) – 46%
    Custódio Mattos (PSDB) – 41%
    Indecisos – 6%
    Brancos ou nulos – 7%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Londrina (PR)
    Antonio Belinati (PP) – 46%
    Luiz Carlos Hauly (PSDB) – 44%
    Indecisos – 5%
    Brancos ou nulos – 5%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
    Margem de erro – quatro pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Macapá (AP)
    Camilo Capiberibe (PSB) – 54%
    Roberto Góes (PDT) – 37%
    Indecisos – 4%
    Brancos ou nulos – 5%
    Eleitores ouvidos – 504
    Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Manaus (AM)
    Amazonino Mendes (PTB) – 59%
    Serafim Corrêa (PSB) – 34% (candidato à reeleição)
    Indecisos – 4%
    Brancos ou nulos – 3%
    Eleitores ouvidos – 805
    Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Mauá (SP)
    Oswaldo Dias (PT) – 52%
    Chiquinho do Zaira (PSB) – 33%
    Indecisos – 8%
    Brancos ou nulos – 7%
    Eleitores ouvidos – 504
    Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Montes Claros (MG)
    Athos Avelino (PPS) – 50,9% (candidato à reeleição)
    Luiz Tadeu Leite (PMDB) – 49,1%
    Indecisos, brancos ou nulos – 4,3%
    Eleitores ouvidos – não informado
    Data da pesquisa – 16 a 19 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Aprove
    Luiz Tadeu Leite (PMDB) – 55%
    Athos Avelino (PPS) – 34% (candidato à reeleição)
    Brancos e nulos – 4%
    Indecisos – 7%
    Eleitores ouvidos – 600
    Data da pesquisa – 10 e 11 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Vox Populi
    Petrópolis (RJ)
    Paulo Mustrangi (PT) – 51%
    Ronaldo Medeiros (PSB) – 34%
    Indecisos ou não responderam – 8%
    Brancos ou nulos – 7%
    Eleitores ouvidos – 406
    Data da pesquisa – 15 de outubro de 2008
    Margem de erro – 5 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Ponta Grossa (PR)
    Sandro Alex (PPS) – 47%
    Pedro Wosgrau (PSDB) – 41% (candidato à reeleição)
    Indecisos – 9%
    Brancos ou nulos – 3%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Rio de Janeiro (RJ)
    Fernando Gabeira (PV) – 42%
    Eduardo Paes (PMDB) – 39%
    Indecisos – 9%
    Brancos ou nulos – 10%
    Eleitores ouvidos – 1.204
    Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Fernando Gabeira (PV) – 44%
    Eduardo Paes (PMDB) – 42%
    Indecisos – 7%
    Brancos ou nulos – 7%
    Eleitores ouvidos – 1.311
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Datafolha
    Salvador (BA)
    João Henrique Carneiro (PMDB) – 44% (candidato à reeleição)
    Walter Pinheiro (PT) – 44%
    Indecisos – 4%
    Brancos ou nulos – 8%
    Eleitores ouvidos – 805
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    João Henrique Carnero (PMDB) – 48% (candidato à reeleição)
    Walter Pinheiro (PT) – 41%
    Indecisos – 4%
    Brancos ou nulos – 8%
    Eleitores ouvidos – 960
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Datafolha
    Santo André (SP)
    Vanderlei Siraque (PT) – 45%
    Dr. Aidan (PTB) – 38%
    Indecisos – 7%
    Brancos ou nulos – 10%
    Eleitores ouvidos – 504
    Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    São Bernardo do Campo (SP)
    Luiz Marinho (PT) – 51%
    Orlando Morando (PSDB) – 34%
    Indecisos – 8%
    Brancos ou nulos – 7%
    Eleitores ouvidos – 504
    Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    São José do Rio Preto (SP)
    João Paulo Rillo (PT) – 47%
    Valdomiro Lopes (PSB) – 39%
    Indecisos – 9%
    Brancos ou nulos – 5%
    Eleitores ouvidos – 602
    Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    São Luís (MA)
    João Castelo (PSDB) – 54%
    Flávio Dino (PCdoB) – 38%
    Indecisos – 5%
    Brancos ou nulos – 3%
    Eleitores ouvidos – 805
    Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    São Paulo (SP)
    Gilberto Kassab (DEM) – 51% (candidato à reeleição)
    Marta Suplicy (PT) – 39%
    Indecisos – 4%
    Brancos ou nulos – 6%
    Eleitores ouvidos – 1.204
    Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
    Margem de erro – 3 pontos percentuais
    Instituto – Ibope
    Vila Velha (ES)
    Neucimar Fraga (PR) – 47%
    Dr. Hércules (PMDB) – 40,3%
    Indecisos, brancos, nulos e nenhum – 12,7%
    Eleitores ouvidos – 608
    Data da pesquisa – 16 de outubro de 2008
    Margem de erro – 4 pontos percentuais
    Instituto – Futura
    Renata Camargo e Edson Sardinha
    Retirado de: www.congressoemfoco.com.br

  • Novo presídio de Caxias é dotado de sistema de segurança de última geração

    Entre as novidades da nova casa prisional de Caxias – situada na Estrada da Rota do Sol, quilômetro 28, na localidade de Apanhador – está um circuito interno de TV com equipamentos de última geração. O sistema vai monitorar as três galerias (cada uma delas com 36 celas para até quatro detentos), os pátios e o lado externo.Instalada em 8.316 metros quadrados de área construída – em um terreno de 300 mil metros quadrados cedido em 1998 pela prefeitura de Caxias do Sul -, a penitenciária é inspirada em modelo norte-americano e sem similar no Rio Grande do Sul. É dotada também de raquetes detectoras de metais (aparelho eletrônico parecido com uma raquete de tênis e usado manualmente pelos agentes penitenciários nas revistas), pista de rolamento no entorno do prédio para veículos da Brigada Militar (responsável pela segurança externa), portal detector de metais e alambrado com sensor de presença e alarme que, quando tocado, aciona a sala de monitoramento. Dos R$ 15 milhões aplicados na construção, 20% são de contrapartida do Estado e o restante é  oriundo do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
  • Penitenciária de Caxias começa a ser ocupada quinta-feira

    A Penitenciária Regional de Caxias do Sul, inaugurada em setembro, começará a ocupação na próxima quinta-feira (23), com 76 presos oriundos da outra penitenciária da cidade, a Industrial. A nova unidade prisional tem capacidade para 432 vagas, e a forma de transferência dos presos foi definida ontem em Caxias do Sul, em reunião entre o superintendente dos Serviços Penitenciários (Susepe), Paulo Roberto Zietlow, a juíza da Vara de Execuções Criminais, Magali Rabello Justin, e integrantes do Ministério Público.
    A logística da ocupação agradou o Judiciário e o Estado, e ficou decidido o remanejamento de 30 presos condenados, 30 provisórios e 16 em isolamento. Os primeiros transferidos foram selecionados por terem um perfil mais tranqüilo e voluntários, para exercerem atividades na cozinha, lavanderia e na manutenção do presídio.
    O superintendente da Susepe, Paulo Roberto Zietlow, destacou que o processo licitatório para instalação de grades nas galerias, e a construção de abrigo para as viaturas da Brigada Militar será concluído em 15 dias. Acrescentou que já mandou fazer o orçamento para a construção da muralha, que é uma exigência do Ministério Público e do Judiciário, e que os processos estão sendo discutidos na Comissão da Força-tarefa, para acelerar os trâmites, inseridos no Plano de Emergência do Sistema Prisional do Governo do Estado.

  • Agapan questiona vereadores sobre o projeto do Pontal

    A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) ocupou nesta segunda-feira, (20/10) a Tribuna Popular da Câmara de vereadores questionando a responsabilidade e o compromisso dos vereadores quanto à possível alteração da Lei Orgânica Municipal, referente à orla do Guaíba. A Agapan esteve representada por José Celso Aquino Marques.
    “Não podemos permitir que a lei seja alterada, com o projeto Pontal do Estaleiro que está tramitando na Casa, prejudicando a população em benefício de alguns empresários”, afirmou José Marques que destacou a orla como parte inalienável do patrimônio público. “Devemos ser lúcidos e aproveitarmos o que ainda nos resta de natureza, protegendo os interesses da coletividade diante da avidez da especulação imobiliária sobre o patrimônio público”, defendeu.
    Disse ainda que, “não temos a necessidade de imitar os países ditos desenvolvidos em tudo o que fazem. Assim não precisaremos, num futuro próximo, criar uma praia artificial à margem do Guaíba, tal como ocorre hoje em Paris, onde, no verão, é colocada areia, vegetação, piscinas e equipamentos de lazer, na margem do Rio Sena, para que sua população possa fazer de conta viver em contato com a natureza”. Segundo Marques, os ambientalistas alertam sobre outros “exemplos a não serem seguidos, que evidenciam a omissão e o imediatismo irresponsável dos legislativos municipais”.
    “A Agapan mantém a campanha pela preservação da orla do Guaíba, pois é um patrimônio público da Cidade”, reafirmou José Marques.

  • Votação do Fundo Estadual do Meio Ambiente é adiada

    Carlos Matsubara, Ambiente JA,
    A votação do plano de aplicação dos recursos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema) para 2009, planejada para sexta-feira (17/10) foi adiada por solicitação de conselheiros representantes de ONGs ambientalistas. Com valor aproximado de R$ 1,5 milhão, os recursos devem ser destinados a Unidades de Conservação, educação ambiental, controle e fiscalização ambiental, desenvolvimento institucional e pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A votação deve ser realizada na próxima reunião ordinária do Consema, dia 20 de novembro.
    Paulo Brack, da ONG Inga, solicitou vistas ao processo em razão do alto percentual destinado ao item “serviços gerais”, que absorverá cerca de 70% do total. O ambientalista disse ainda estranhar a antecipação da votaçao do fundo, geralmente apreciado mais próximo do final do ano. Isto, segundo ele, teria pego os conselheiros de surpresa. “O fundo tem um papel estratégico de fortalecer as políticas ambientais do Estado e não de governos”, disse.
    O conselheiro sugeriu ampliar a discussão e propôs que o fundo também viesse a prover saídas de campo para acompanhamento de projetos que estão sendo licenciados no Estado. “Seria importante que a Sociedade pudesse participar mais ativamente desses processos”, disse.
    Mauricio Colombo, representante dos Comitês de Bacia, lamentou que o item Educação Ambiental seja contemplado com apenas 40 mil reais do total. Lisiane Becker, da ONG Mira Serra, questionou o que abrange o item “serviços gerais”.
    Tupy Feijó Neto, diretor administrativo da Fepam, argumentou que os gastos com “serviços gerais” são destinados as UCs, incluindo contratação de terceirizados. Segundo ele, trata-se de um número geral que possui muitas outras locações como serviços de limpeza, vigilância armada, assessoramento e consultorias técnicas. Feijó adiantou que deverão ser contratados 74 profissionais que serão distribuídos em todas as UCs do Estado. “A quantidade para cada uma será definida conforme demanda, as que possuem visitação terão mais aporte”, explicou.
    O diretor reiterou que o Fema não é a única fonte para investimentos em meio ambiente, incluindo educação ambiental. Citou o orçamento do Estado, outros fundos como o Fundeflor e convênios com iniciativa privada.
    O Fema foi criado em dezembro de 1994 pela Lei n° 10.330 com o objetivo de destinar recursos para a proteção e conservação do meio ambiente, tendo por finalidade financiar projetos que visem o uso sustentável do ambiente, a melhoria, manutenção ou recuperação ambiental, com o escopo de atingir e manter uma sadia qualidade de vida para a coletividade.
    Bola fora
    O item seguinte da pauta foi a apresentação do trabalho Perspectivas para um Programa Estadual de Controle de Emissões, por um advogado de um escritório particular, convidado pela presidência do Consema, e que afugentou os poucos conselheiros ainda presentes.
    Fraquíssimo, tanto a apresentação quanto o trabalho exposto, em nada acrescentou às discussões. Tampouco tinha a ver com as pautas do dia. O advogado praticamente se limitou a explicar aos presentes quais são as principais fontes de emissões do Brasil.
    O trabalho apresentado ainda sugeriu isenção parcial ou total de ICMS para empresas que comprovarem ser ambientalmente corretas. Quem avalia? Conforme o advogado, “seria necessário criar uma certificação para isso”.
    Parafraseando uma ambientalista que já estava de saída no meio da pífia apresentação: “encheção de linguiça, vamos embora”.

  • Concessão de LPs sem EIA polariza debate entre ONGs e Fepam no Consema

    Cláudia Viegas, AmbienteJÁ,
    Embora não estivesse incluída na pauta da reunião ordinária mensal do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema/RS) realizada na última sexta-feira (17/10), mas constasse formalmente como pendência a ser esclarecida nessa mesma reunião, conforme decidido no encontro anterior, ocorrido em 18 de setembro, a concessão de licenças prévias (LPs) sem Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) para alguns projetos que tramitam na Fepam foi o assunto central debatido na 112ª reunião do Consema.
    “Foi feita uma solicitação das ONGs para que esclarecessem as licenças sem EIAs. Este assunto foi colocado em pauta e acatado na reunião anterior, mas não o vimos contemplado na pauta de hoje”, afirmou Lúcia Ortiz, do Núcleo Amigos da Terra (NAT). “Encaminhamos e-mail imediatamente após vermos que não estava na pauta, mas não tivemos retorno”, complementou Paulo Brack, do Instituto Gaúcho de Etsudos Ambientais (Ingá).
    O secretário-adjunto de Meio Ambiente, Francisco Luiz Simões Pires, na condição de presidente do Consema, explicou que “até o momento, não recebemos informações sobre este pedido”. Ele admitiu que “a Fepam não nos enviou informações” e sugeriu ao plenário o encaminhamento de ofício “manifestando inconformidade do Consema em relação a este assunto”.
    Contrariada, a representante da Mira Serra, Lisiane Becker, assinalou que corroborava o pedido das outras ONGs e disse que, “no caso da Braskem [pedido de esclarecimentos sobre uma unidade de produção de eteno que teria recebido LP sem EIA], não vejo por que não discutirmos se está há três reuniões em pauta”.
    “Fizemos uma reunião com o secretário Otaviano [Brenner de Moraes] pedindo que essas pendências fossem atendidas. No momento, a diretora-técnica da Fepam, Ana Pellini, está em férias”, explicou Simões Pires.
    O representante do Ingá solicitou então inversão de pauta para contemplar a questão do licenciamento antes dos demais assuntos previstos na ordem do dia, “porque se trata de questões fundamentais”. “Se tiver quórum, sugiro colocar em pauta”, emendou o representante da Agapan, Flávio Lewgoy.
    Enquanto se desenrolava a discussão sobre a inclusão ou não do assunto em pauta, a diretora-técnica da Fepam, Maria Elisa dos Santos Rosa, aguardava com um calhamaço de documentos em mãos, pronta para dar as explicações solicitadas. Contudo, ela deixou a sala, retornando minutos mais tarde, e nesse ínterim a reunião prosseguiu com a apresentação da situação ambiental dos municípios de Santo Antônio do Planalto e Severiano de Almeida , candidatos a tomarem para si a responsabilidade das respectivas atividades de licenciamento local.
    Explicações
    O clima prosseguiu tenso, até que, com o retorno da diretora-técnica, foi aberto espaço para os esclarecimentos. Maria Elisa deixou claro que não teve tempo de sistematizar os dados para uma apresentação detalhada. Em relação ao licenciamento do projeto da unidade de “plástico verde” da Braskem, ela citou a Lei 6.938 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente), “que elege o EIA para atividades complexas, sendo que a Resolução 01/86 do Conama discrimina melhor”. “No caso da Braskem, já temos um pólo petroquímico e uma zona de amortecimento. Fui chefe regional do pólo e participei do EIA de implantação e ampliação do pólo”, afirmou. “O que se discute no EIA é a localização e a tecnologia. Para a Braskem, o que se tem é o plástico verde, a unidade está na área interna da Copesul, há uma zona de amortecimento. Os efluentes são perfeitamente adsorvidos. Dá um aumento de 0,44% de emissões de SOx [óxidos de enxofre], 1,5 de NOx [óxidos de nitrogênio e 1,9 de Co2 [dióxido de carbono]”, citou.
    Conforme a diretora-técnica da Fepam, que está interinamente como presidente da Fundação, “a lei faculta que um parecer técnico possa dispensar EIA quando os impactos são bem conhecidos, por exemplo, temos casos de aterros industriais, para determinados tamanhos, em que se dispensa o EIA”.
    Lisiane Becker pediu que as explicações fossem aprofundadas porque “no local existe uma bacia hidrográfica”, porque a respectiva licença levou “apenas 15 dias entre o pedido e a concessão pela Fepam, desde aberto o protocolo” e porque “a Braskem terá uma segunda fase desse projeto, e não temos informações sobre isto”.
    O secretário-adjunto do Meio Ambiente pediu então que a diretora-técnica da Fepam preparasse um material para apresentação dos detalhes na próxima reunião do Consema, em novembro. O conselheiro Luiz Antônio Germano da Silva, da Sociedade de Engenharia do RS, chegou a pedir a suspensão da reunião “enquanto não estiverem vencidas essas pendências”, mas o conselheiro Paulo Brack, do Ingá, insistiu para que a diretora da Fepam se pronunciasse sobre as demais licenças sem EIA.
    Diante do impasse, Maria Elisa passou à leitura de documentos sobre o processo da Ellocim Participações, referente a uma usina termelétrica com capacidade de 176 MW, a ser localizada em Osório, às margens da Rodovia RST 101, na localidade de Granja das Laranjeiras. “Para a emissão da licença ambiental, considerou-se imperiosa a exigência da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] de que o empreendimento tivesse LP do órgão ambiental em função de poder participar do leilão de energia”, informou a diretora da Fepam. “Não se trata de área crítica de poluição e está em local já antropizado, e também porque o Estado necessita de novas usinas, e a usina é de ponta, somente entrará em operação quando necessário, não vai operar continuamente”.
    Estudo prévio
    A condição prévia do EIA está expressa no artigo 225 da Constituição, cujo parágrafo 1º, inciso IV, remete detalhamento a legislação ordinária. A Resolução Conama 273/1997 – que trata do licenciamento ambiental e tem força de lei dada pela Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), a qual cria o Conselho Nacional do Meio Ambiente e abriga suas resoluções – deixa claro, em seu artigo 8º, item I, que Licença Prévia é “concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação”. Assim, a LP deve atestar a viabilidade ambiental do projeto. É neste ponto que insistiu o advogado do Núcleo Amigos da Terra (NAT) Rogério Rammê, ao tomar a palavra num contraponto à representante da Fepam: “Se analisarmos a legislação, o objeto da LP é a análise da viabilidade ambiental do empreendimento pelo órgão ambiental. Se o órgão exigir a LP antes do EIA, como atestará essa viabilidade?”, questionou.
    A representante da Fepam deixou claro que a concessão de LP não garante ao empreendedor que ele poderá executar o projeto, mas que se trata apenas de uma “autorização da área”. Rammê contrapôs que “em tendo a LP sem o EIA, e se, depois, o EIA atestar a não viabilidade ambiental do empreendimento, isto poderá gerar deveres de indenização do Estado ao empreendedor”.
    Câmara para EIAs
    A diretora da Fepam defendeu a necessidade de uma Câmara Técnica do Consema exclusivamente para a análise de EIAs “Nós tentamos garantir que esses itens fossem discutidos. E deixamos claro que as licenças podem ser cassadas em qualquer tempo”, observou. O conselheiro Germano destacou que “tramita hoje, na Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos [do Consema] uma proposição segundo a qual assuntos desse tipo, relativos à interpretação e uso da lei, seriam remetidos para uma Câmara Técnica multidisciplinar, “vindo do Consema a recomendação para a Fepam quanto ao que fazer diante de empreendimentos como esses que estamos discutindo”. “Essa Câmara Técnica seria também um órgão supletivo ao órgão ambiental, de forma semelhante ao que acontece em outros Estados”, disse.
    A conselheira Lúcia Ortiz disse que no documento de LP da Ellocim não consta sequer o tipo de combustível da termelétrica, e Flávio Lewgoy, da Agapan, observou que “se for carvão, temos um problema grave, porque se sabe que a queima do carvão é muito poluente”.
    Barragens
    Com relação à licença de uma unidade de abastecimento de água em Caxias do Sul, que também recebeu LP sem EIA, Maria Elisa informou que, no momento, não dispunha de detalhes para apresentar aos conselheiros. Já sobre as barragens dos arroios Jaguari e Taquarembó, que tiveram suspensão dos processos de licenciamento em abril de 2007, sendo depois objeto de acordo entre Ministério Público, Fepam e empreendedor, “foi entendido o caráter estratégico das obras, a pedido do Secretário de Irrigação do Estado”, explicou a diretora da Fepam. Ela acrescentou que “são obras listadas como prioritárias no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento, do governo federal)”. Explicou ainda que “neste caso, a Fepam reforçou o princípio de precaução, pautando-se em análises ambientais e no cumprimento dos requisitos de audiências públicas, realizadas em julho de 2008”.
    Paulo Brack, do Ingá, afirmou que os empreendimentos das barragens Jaguari e Taquarembó não consideraram a extinção de aproximadamente 1,5 milhão de árvores, que é “mais ou menos o número de árvores que temos em Porto Alegre”. “E isto não é pouco, pois nesses locais temos animais ameaçados de extinção, como o gato-do-mato”, acrescentou.
    Posicionamento
    Ao final da discussão, conselheiros das ONGs solicitaram cópias dos pareceres da Fepam sobre as emissões de LPs anteriores aos respectivos EIAs e exigiram que o Consema se posicione. “Estamos diante de dois problemas: em função da legislação existente, pode o órgão ambiental exigir LP sem EIA? Penso que isso deva ser respondido na próxima reunião”, declarou Luiz Antônio Germano, da Sociedade de Engenharia. “O segundo problema são os esclarecimentos técnicos”, disse.
    “Reforço o que foi colocado pelo conselheiro Germano quanto a que o Consema se pronuncie sobre o EIA ser prévio ou não. O Consema deve responder a esta questão nebulosa”, pediu Lúcia Ortiz, do NAT. Ela destaca que “há uma mudança clara nos ritos processuais da Fepam”. “No caso da termelétrica a ser instalada em Candiota, queremos saber se há competência da Fepam para este licenciamento, pois se trata de uma área fronteiriça”, requereu, acrescentando que “já existe um déficit hídrico na região de Candiota/Bagé, e é importante lembrar que a termelétrica, em seu resfriamento, consome trinta vezes mais água que a população de Bagé”.
    Terminais Hidroviários
    Encerrada a discussão sobre as LPs, o Consema passou à análise da proposta de resolução para a regulamentação do licenciamento ambiental de terminais hidroviários quanto à movimentação e armazenagem de minérios. O assunto havia sido objeto de pedido de vistas na reunião anterior, e novamente encontrou objeções por parte de alguns conselheiros. Para Flávio Lewgoy, da Agapan, o texto da proposta não deixa claro quais são os tipos de minério. “Temos que levar em conta o transporte de carvão”, afirmou. O conselheiro Maurício Colombo concordou com Lewgoy e questionou se a minuta da proposta não deveria passar, antes, pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Já Lisiane Becker, da Mira Serra, sugeriu que o texto passe pela Câmara Técnica de Gestão das Águas e indagou se o mesmo tramitou na Câmara Técnica de Biodiversidade. O secretário-adjunto e presidente em exercício do Consema colocou em votação a proposta para remeter a minuta do texto à Câmara Técnica de Biodiversidade e ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos, a qual teve plena aprovação.

  • Aracruz suspende projeto em Guaíba

    A Aracruz informou na tarde desta sexta-feira (17), por meio de sua assessoria de imprensa, que o projeto de expansão da sua fábrica em Guaíba está suspenso para “preservar a liquidez da companhia”. A empresa teve prejuízo líquido de R$ 1,642 bilhão no terceiro trimestre deste ano, sendo que, no mesmo período do ano passado, obteve lucro de R$ 260,9 milhões.
    Conforme a direção da companhia, existe a necessidade de adequar os estoques de celulose e papel, em decorrência da crise internacional, que prejudicou os resultados financeiros da empresa. A Aracruz ainda anunciou que pode retomar os investimentos em Guaíba assim que a situação do mercado se estabilizar.

  • BarraShoppingSul muda paisagem do Cristal

    Cleber Dioni, Ambiente JÁ
    Além do megacentro de compras e lazer, bairro terá avenidas ampliadas, praças, uma APP, nova iluminação pública e uma ciclovia
    Há exatos 30 dias da inauguração do maior shopping center de Porto Alegre, o BarraShoppingSul, são visíveis as mudanças na paisagem no bairro Cristal, com as alterações viárias e as ações socioambientais implementadas e em fase de execução pelo grupo carioca responsável pelas obras, a Multiplan Empreendimentos Imobiliários, em parceria com a administração municipal.
    Projeto concebido originalmente como Cristal Shopping, em 1997, já naquela época tinham-se em mente as melhorias que esse megacentro de compras e de lazer poderia trazer à vida de centenas de famílias que habitavam as vilas em torno do Jockey Club, em condições precárias, e aos moradores em geral.
    Em 1998, foi firmado o acordo com o prefeito Raul Pont para a realização das obras, mas somente a partir de 2005, durante a atual gestão municipal, as negociações avançaram com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiar uma série de ações exigidas pela Prefeitura como compensação à construção do Shopping.
    Contando com uma legislação ambiental mais restritiva a empreendimentos de grande porte e com o Programa Integrado Socioambiental (Pisa), as secretarias do Meio Ambiente (Smam), de Obras e Viação, EPTC e demais órgãos públicos municipais puderam incluir como condicionante para aprovação da licença o reassentamento de 783 famílias, provenientes de três vilas, num loteamento na avenida Cristiano Kraemer, no bairro Vila Nova, a construção de uma ciclovia, instalação de praças e a readequação viária em torno do futuro shopping.
    O gerente da Multiplan na Capital gaúcha, Carlos Kripka, não viu problemas em atender às demandas exigidas pela Prefeitura e acredita que a legislação municipal é adequada, apenas chama a atenção dos gestores públicos para certas inadequações da realidade. “Mas, nada que não se possa resolver com o diálogo”, garante Kripka.
    Sobrados e colégio nos campos do Cristal
    Para o loteamento foram 400 famílias da Campos do Cristal, 158 da Estaleiro Só e, dentre as 225 da Foz do Arroio Cavalhada, já saíram 90 famílias. Algumas preferiram receber uma indenização da prefeitura no valor de R$ 40 mil, uma espécie de bônus moradia pago diretamente aos donos dos imóveis negociados em outros locais.
    No total foram construídos 650 sobrados no loteamento, cada um com 42,6 metros quadrados. As últimas unidades estão em fase de finalização, com previsão de entrega entre 30 de novembro e 15 de dezembro. O custo de cada unidade, incluindo a respectiva infra-estrutura, foi de R$ 30 mil, mais saneamento básico e pavimentação das vias.
    Além do loteamento, a Multiplan construiu ao lado a escola municipal Campos do Cristal, onde estudam 480 alunos sendo 80% moradores dos sobrados, segundo a diretora, Sandra Porto. E próximo ao reassentamento e à escola, funciona o posto de saúde modelo, também construído pelo BarraShoppingSul. Os estudantes, orientados por 42 professores, também dispõem de laboratório de informática, de aprendizagem (reforço no turno inverso ao das aulas), biblioteca, quadra de esporte e projeto de instrumentos musicais.
    Ciclovia no lago
    Em frente ao BarraShoppingSul, a empresa Toniolo Busnello está construindo uma ciclovia (a partir do Hipermercado Big até a avenida Wenceslau Escobar), que terá 2,5 quilômetros de extensão, projetada dentro das especificações do plano de ciclovias de Porto Alegre, com previsão de entrega para o final deste mês.
    De acordo com o coordenador do Licenciamento Ambiental da Smam, Paulo Fialho Meireles, desde o final de 2007, a secretaria exige a implantação de ciclovia a todo empreendimento que necessite de abertura de rua, como condicionante para liberação da licença ambiental. “Assim vai acontecer na avenida Assis Brasil, com a instalação do Carrefour e Bourbon, outra ciclovia será construída na Ipiranga, com a ampliação do Shopping Praia de Belas, e outras que virão”, explica.
    Segundo Meireles, até agora a Multiplan tem respeitado as exigências da Prefeitura, apenas algumas obras como a ciclovia que não estava contemplada no projeto original para o licencimento, podem sofrer algum atraso em relação à data de inauguração do shopping. “Mas acredito que todas as obras serão realizadas dentro do prazo de vigência da licença de instalação, que foi renovado este ano por mais quatro anos, incluindo aí o saneamento de parte do Arroio Cavalhada e a implantação de uma Área de Preservação Permanente no seu entorno”, afirma.
    Alterações viárias
    Está ainda prevista para o final de outubro, pela construtora Toniolo, a entrega da duplicação da avenida Diário de Notícias, no trecho entre o Estaleiro Só e a confluência da avenida Wenceslau Escobar. Também foi duplicada a avenida Chuí, com melhorias nas interseções com as avenidas Diário de Notícias e Icaraí.
    Nova iluminação pública e construção de três grandes rotatórias junto à avenida Wenceslau Escobar, à avenida Guaíba e no acesso ao Jockey Club do Rio Grande do Sul integram o projeto. Dentro desse processo, cerca de 500 metros das vias Estevão Cruz e Padre Cacique receberão nova pavimentação.
    Mais praças
    A população vai ganhar mais praças a partir de um acordo da Multiplan com a Smam. O projeto está sendo elaborado pela secretaria e deverá ser erguido próximo à orla, em frente ao novo shopping. A inauguração está programada para o início de 2009.
    O BarraShoppingSul investiu, ainda, na prevenção de inundações, com a reforma completa no sistema de bombeamento de águas pluviais e esgoto na avenida Icaraí, na margem esquerda da Foz do Arroio Cavalhada. A medida reduz as chances de as cheias atingirem a região do Hipódromo e Vila Hípica.
    Centro de Transformação Socioambiental
    A assinatura de um protocolo de intenções com a Prefeitura contemplará o bairro Cristal (rua Chico Pedro, 500) com o Centro de Transformação Socioambiental (CTSA), que abrigará uma central de reciclagem de materiais e servirá de espaço para capacitação profissional da população do entorno.
    A condução da obra está a cargo da ONG Solidariedade, que irá desenvolver, mais tarde, os projetos de qualificação dos trabalhadores da reciclagem com uma série de cursos nas áreas de educação ambiental, empreendedorismo e cidadania. O CTSA foi parcialmente custeado pelo BarraShoppingSul, que comprou o imóvel por R$ 430 mil e custeou a reforma (R$ 120 mil).
    Creche para filhos de funcionários
    Durante a construção do BarraShoppingSul, estão sendo gerados, aproximadamente, 1.800 empregos diretos. Depois de inaugurado, o shopping deve gerar cerca de três mil empregos diretos e quatro mil indiretos. A Multiplan já providenciou a locação de imóvel na rua Inhanduí, para instalação de uma creche que assistirá os filhos dos funcionários do empreendimento.

  • Portaria sobre licença de armazenamento dos agrotóxicos no RS preocupa técnicos

    Por Cláudia Viegas, AmbienteJÁ
    Uma nova portaria da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema nº 52), publicada no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, com data de 17 de setembro de 2008, está preocupando técnicos da própria Sema RS, do Defap (Departamento de Florestas e Áreas Protegidas) e do Semapi (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS). Ela nomeia um grupo de trabalho (GT) que deverá analisar critérios, requisitos e exigências ao licenciamento de estabelecimentos que vendem, armazenam e mantenham depósito de agrotóxicos em área urbana.
    O documento publicado no DOE, assinado pelo secretário substituto do Meio Ambiente do RS, Francisco Luiz da Rocha Simões Pires, é composto por ele, como coordenador e representante da Sema RS; por um representante do Defap; por duas técnicas da Fepam; e por dois membros da Associação dos Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Atargs). Eles têm 70 dias a partir de 17/09 para concluir os trabalhos.
    O problema, conforme técnicos do Semapi e do Defap, é que já existe uma norma estadual, chamada Procedimentos e Critérios Técnicos para o Licenciamento Ambiental de Depósitos de Agrotóxicos, que veda a colocação desses depósitos em áreas residenciais e ainda estabelece distâncias mínimas para a localização dos mesmos: “Distâncias mínimas de residências, escolas, hospitais, creches, instalações para criações de animais e depósitos de alimentos, para evitar que os mesmos sejam contaminados em caso de eventuais acidentes: trinta metros para depósitos até 100 m; cinqüenta metros para depósitos de 100 a 1000 m; cem metros para depósitos acima de 1000 m (somente em área industrial)”.
    Conforme o dirigente do Semapi Antenor Pacheco, os critérios já fixados pela Fepam em abril de 2003, estão de acordo com o que diz a Resolução Conama 334, de 03 de abril de 2003, que atribui aos órgãos ambientais competentes dos Estados os critérios de adequação de estabelecimentos para essa finalidade (armazenamento de embalagens vazias e estabelecimentos comerciais de agrotóxicos).
    “Nós questionamos a competência do secretário-adjunto para opinar tecnicamente sobre os critérios já estabelecidos sobre este assunto pela Fepam. Questionamos por que colocar dois representantes da Atargs e por que está fora desse grupo profissionais das áreas de saúde, biologia, agronomia. Por que esta discussão não chegou aos conselhos estaduais de Saúde e do Meio Ambiente?”, indaga Pacheco.
    Segundo informações de técnicos do Defap, pela legislação federal em vigor, a qual é seguida nos critérios estaduais, somente é permitido o armazenamento de agrotóxicos em zonas rurais, e ainda com uma série de cuidados. “Os Procedimentos e Critérios Técnicos para o Licenciamento Ambiental de Depósitos de Agrotóxicos foram elaborados por cinco técnicos da Fepam porque, até 2002, não havia qualquer diretriz para isto, mas apenas para depósitos de fumageiras”, informa Pacheco.
    Licenciamento – De acordo com o Decreto Federal 4.074/2002, que regulamenta a Lei dos Agrotóxicos (Lei Federal 7.802, de 11 de julho de 1989), as empresas que armazenam esses produtos necessitam de licença ambiental dos respectivos órgãos, além de registro na Secretaria da Agricultura do Estado. “Antes do Decreto 4.074, não havia previsão expressa para o registro nas Secretarias de Agricultura, mas a partir de então, ficou explícita a necessidade de licença ambiental”, diz Pacheco.
    Além das licenças requeridas no Decreto Federal 4.074/2002 e na Resolução Conama 334/2003, um outro dispositivo federal, do Ministério do Trabalho – a Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura (NR 31), estabelecida pela Portaria nº 86, de 03/03/05 e publicada no Diário Oficial da União de 04/03/05 – deixa expresso que “as edificações destinadas ao armazenamento de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins devem: (…) estar situadas a mais de trinta metros das habitações e locais onde são conservados ou consumidos alimentos, medicamentos ou outros materiais, e de fontes de água” (item 1.8.17 e).
    Preocupação
    Técnicos do Defap e do Semapi entendem que esta discussão deveria estar sendo realizada no Consema RS, no âmbito da Câmara Técnica Permanente de Agrotóxicos. O Defap realizou várias vistorias e inclusive conseguiu a realocação de depósitos que estavam em situação irregular. “Já encontramos depósitos de agrotóxicos em apartamentos, junto com alimentos, e tivemos que pedir a readequação”, conta um técnico. De acordo com ele, sempre houve pressão sobre a Fepam para a mudança das normas em vigor desde 2003, mas nunca elas tiveram recepção. “Quem gostaria de morar ao lado de um depósito de veneno, correndo risco de contaminação ou de algum acidente com incêndio?”, questiona.
    Para o Defap e o Semapi, não há por que revisar técnicas que estão de acordo com critérios federais. “Para revisar isto, teríamos que ter um grupo de trabalho com outra representatividade, com pessoas também da Secretaria da Saúde e da área de Biologia”, defende Pacheco.
    Outras regras
    A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) estabelece que a localização de depósitos de agrotóxicos deve ser em “zona industrial, longe de residência, escolas, hospitais e áreas densamente povoadas, distante de locais sujeitos a inundações, afastada de armazém de alimentos, rações animais, medicamentos e de produtos explosivos, e possibilitar acesso adequado ao corpo de bombeiros”.
    Já no Paraná, a Diretoria Técnica de Controle e Recursos Ambientais do órgão estadual (Instituto Ambiental do Paraná/IAP), em instrução técnica de 2004, considera como locais vedados ao armazenamento de agrotóxicos: áreas de manancial de abastecimento público, numa distância inferior a 500 (quinhentos) metros adjacentes de mananciais de captação de água; zonas estritamente residenciais, conforme estabelecido na Lei de Zoneamento Urbano do município; áreas próximas de escolas e hospitais, num raio de 100 metros; áreas de preservação permanente; áreas com lençol freático aflorante ou com solos alagadiços; Unidades de Conservação, sua zona de amortecimento e ou corredores ecológicos; áreas onde as condições geológicas não oferecem condições para a construção de obras civis.
    Na avaliação do Semapi, o Rio Grande do Sul não deve afrouxar normas para depósitos de agrotóxicos, mas se for debater o assunto, fazê-lo com maior abertura à sociedade, “e não através de um grupo de trabalho com representatividade questionável”.
    A reportagem do AmbienteJÁ não obteve retorno da Sema RS com relação a questionamentos sobre a composição do GT da Portaria 52/2008.

  • Pontal do Estaleiro vira principal discussão na Câmara

    O Pontal do Estaleiro foi o centro dos debates desta quarta-feira na Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre, com discussões entre as lideranças das bancadas.
    Após Beto Moesch (PP), ter entrado com pedido de liminar no Tribunal de Justiça do Estado, para suspender a votação do projeto, Nilo Santos (PT) estranhou o posicionamento do vereador do Partido Progressista, quando, em 2006, se mostrou favorável. Para o vereador, a área do Estaleiro Só é uma vergonha para a cidade, pois se tornou um local onde se reúnem drogados e marginais. “O projeto vai gerar desenvolvimento e emprego em Porto Alegre.” Acrescentou que a cidade “não vai deixar de crescer por causa de um grupo pequeno de pessoas”.
    Beto Moesch esclareceu que nunca foi a favor do projeto do Pontal do Estaleiro. Disse que quando presidiu o Conselho Municipal do Meio Ambiente a proposta nunca foi analisada. Beto afirmou ser contrário à proposta porque ela fere a Lei Orgânica do Município. “Todos querem um empreendimento no Estaleiro. A questão é qual o tipo de obra que se deve fazer lá.”
    A vereadora Neuza Canabarro (PDT) reafirmou que é contra o projeto e disse que apresentará um pedido ao Executivo para que desaproprie a área, devolvendo-a para o município. Afirmou ainda que é sempre difícil realizar alguma obra na orla e lembrou o governo Collares, que enfrentou dificuldades para reativar a Usina do Gasômetro. Observou, porém, que no caso do Estaleiro a situação é diferente. “O Plano Diretor define o espaço como área cultural.”
    Maristela Maffei (PCdoB) partiu em defesa da ex-vereadora Jussara Cony, afirmando ser fácil fazer discursos quando uma pessoa atacada não se encontra no local para de defender. Na opinião de Maffei, Neuza Canabarro (PDT) não deveria ter citado Cony em pronunciamento afirmando que ela teria impedido a revitalização da Usina do Gasômetro. Maffei respondeu com críticas ao governo Collares lembrando que havia na época, vários projetos para ocupar a orla, mas que não foram executados.
    João Antônio Dib (PP), em função do adiamento, pediu ao Executivo que envie técnicos para analisarem, juntamente com os vereadores, o impacto que tal projeto, se aprovado, causará naquela área. O vereador apresentou também nesta tarde, um requerimento convocando o Secretário do Planejamento Municipal, Ricardo Gothe, a comparecer em sessão ordinária para prestar esclarecimentos sobre o Projeto. A data não foi definida.
    Margarete Moraes (PT) creditou a mesa, “que apenas cumpriu com um acordo feito antes pelas lideranças”, quando concordou com o adiamento da votação. Segundo a vereadora, se votado agora, antes das eleições municipais, a discussão causaria tensões desnecessárias. Informou que a bancada petista votará contra a proposta e que, “é a favor de um projeto que todos os cidadãos possam usufruir”.
    Na opinião de Luiz Braz (PSDB), os vereadores que estão contra a proposta do Pontal do Estaleiro também devem ter votado contrário às quatro torres que completam o BarraShopping na Zona Sul. “Se não, não vejo coerência nas posições”. Disse ainda que a liminar, concedida pela Justiça ao vereador Beto Moesch (PP), não significa que o projeto não será apreciado pelos vereadores. Considerou também que a proposta apresenta um tratamento de primeiro mundo para o esgoto naquele local.
    O peemedebista Haroldo de Souza também concordou que o adiamento do projeto do Pontal do Estaleiro foi bom para a Casa. Disse que quando mesmo retornar para votação, será favorável à proposta. “Quero o melhor para a minha Cidade”. Ressaltou que não quer ser como muitos vereadores que viajam e vêm coisas bonitas e lamentam que Porto Alegre não tenha as mesmas paisagens.