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  • A emergência no sistema penitenciário

    Um problema que beira os velhos tempos provoca súbita preocupação.
    O jovem magistrado Sidnei José Brzuska, com 40 anos de idade, que não conhecia as entranhas do Presídio Central, conjunto de casarões que as-sombram o histórico bairro Partenon, não muito distante do centro de Porto Alegre, ao percorrer os corredores de tais masmorras, num desabafo torna-do público, comparou aquela podridão à África em guerra civil e ao Afeganistão.
    Como os juízes só se pronunciam com pleno conhecimento de causa, creio que Brzuska deve ter conhecido, antes do Presídio Central, a África em guerra civil e o Afeganistão. Estabelecido o paralelo e, considerando que um juiz de direito não dá parecer e, sim, decide, mesmo num desabafo, a governadora Yeda Crusius, pisando e se deixando levar pela mesma esteira do representante da magistratura gaúcha, e ao demonstrar que não conhecia a realidade do Presídio Central e, muito menos a África em guerra civil e o Afeganistão, decretou situação de emergência nos presídios do Estado. Si-gam-me.
    Preocupação
    Hoje, segundo dia após a decretação de emergência nos presídios do RS, o titular da pasta da Segurança, Edson de Oliveira Goularte está em São Paulo tratando de assuntos vários. Além disso, Goularte, silencioso e atare-fado, ainda não teve tempo de dar posse ao seu subsecretário, o coronel re-formado do Exército Rubens Edison Pinto, cuja nomeação foi publicada no Diário Oficial no dia 1º deste mês. Dentro do mesmo quadro, 80 novos PMs que estão sendo instruídos com avançadas técnicas para o combate à violência e à criminalidade, foram destacados para tarefas de capina na área externa do Presídio Central. Para completar, o comandante geral da Briga-da Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, ficou surpreendido ao tomar conhecimento da precariedade do alojamento destinado aos PMs que traba-lham naquela casa prisional, que não são melhores que as celas dos apena-dos. Isso quer dizer que a governadora Yeda, o juiz Brzuska, o secretário Goularte e o comandante Mendes estão muito preocupados e, por isso, foi decretada emergência nos presídios gaúchos.
    Incêndio
    O Presídio Central foi construído para ser um modelo de casa prisional, mas o incêndio da Casa de Correção, na Volta do Gasômetro, apressou a sua ocupação e pela irresponsabilidade ou incompetência dos gestores do sistema penitenciário da época, a idéia inicial nunca foi concretizada.
    Estágio
    Na Fase, ex-Febem, onde, na prática, infratores estagiam antes de assumi-rem a idade para ingressarem casas prisionais destinadas a adultos, há a ca-rência de, pelo menos, 300 profissionais. Neste campo, a situação de emer-gência ainda não foi decretada.
    Maconha
    O CPC (Comando de Policiamento da Capital) da Brigada Militar apre-endeu, na tarde de ontem, aproximadamente 500 quilos de maconha. A a-preensão ocorreu na rua B, vila Dique, Zona Norte de Porto Alegre. Outros 80 quilos de um pó branco, semelhante à cocaína, também foram encontra-dos no local. Segundo o comandante do CPC, coronel Jarbas Vanin, os PMs localizaram as drogas acondicionadas em tonéis dentro de um barraco. Nomesmo local foram encontradas três caixas vazias de cartuchos calibre nove milímetros, uma balança comercial, duas balanças de precisão, quatro coletes balísticos, três giro-flashs e uma faca utilizada para corte da droga.
    Crime e castigo
    Um homem foi morto, ontem, depois de assaltar o cobrador de um ôni-bus, em Viamão. De acordo com a Brigada Militar, Valdir Pilar da Silva, 22 anos, descia do coletivo com o dinheiro roubado quando foi atingido com um tiro disparado por pessoa não identificada. Valdir tinha anteceden-tes por furto e roubo.

  • Só uma capital não tem candidato com processo no segundo turno

    Das 11 capitais onde os eleitores voltarão às urnas no próximo dia 26 para a escolha do prefeito, dez têm candidatos que respondem a processo na Justiça. Em cinco delas, os dois concorrentes têm pendências judiciais. Ao todo, 15 dos 22 postulantes que seguem vivos na corrida eleitoral enfrentam 102 ações no Judiciário.
    A situação judicial também não é das mais confortáveis para 14 dos 15 prefeitos eleitos ou reeleitos anteontem (5). Com exceção da novata Micarla de Sousa (PV), em Natal (RN), todos os demais têm seus nomes envolvidos, no total, em 39 questionamentos na Justiça.
    Os dados fazem parte do cruzamento de informações entre os resultados das urnas e o levantamento divulgado pelo Congresso em Foco na última quinta-feira (2), feito a partir de consulta às páginas do Supremo Tribunal Federal (STF), da Justiça Federal e dos tribunais de Justiça de cada estado na internet.
    Macapá é a única capital onde não foi encontrado registro contra nenhum dos candidatos que disputarão o segundo turno, Camilo Capiberibe (PSB) e Roberto Góes (PDT). Já em Belém, Cuiabá, Florianópolis, Manaus e São Paulo, os dois concorrentes são alvo de processos.
    De todos os 178 candidatos que disputaram a eleição no último domingo nas capitais, 86 respondiam a algum tipo de ação judicial. Dos dez com maior número de pendências, cinco passaram para o segundo turno.
    São eles: João Castelo (PSDB-MA, 20 processos), em São Luís (MA); Duciomar Costa (PTB-PA, 19 processos), candidato à reeleição em Belém (PA); Marta Suplicy (PT-SP, 15 processos), em São Paulo (SP); Dário Berger (PMDB-SC, 12 processos) candidato à reeleição em Florianópolis (SC), e Esperidião Amin (PP-SC, 11 processos), que também concorre na capital catarinense.

    Reprodução: site congressoemfoco

    Por Edson Sardinha e Bruno Arruda

  • Condutor é preso dirigindo sob influência de entorpecente

    Na tarde de segunda-feira 60, na RS 342, Km 154 em Cruz Alta, policiais rodoviários estaduais ao abordarem o veículo Celta conduzido por F.J.B, 27 anos e acompanhado de mais dois adultos, sendo um deles policial civil e uma criança de oito anos, sentiram cheiro característico de maconha no veículo e nas mãos do condutor. Na revista ao veículo, foi encontrado 8,5 gramas de maconha. O condutor bem como os passageiros maiores de idade, foram apresentados presos em flagrante na DP local por conduzir veículo sob influência de entorpecente e posse do mesmo.

  • Tese do “voto útil” encobre os graves erros da campanha de Manuela

    De tanto ser repetida na imprensa, a tese difundida pelo PMDB, de que a derrota de Germano Rigotto em 2006 se deveu ao “voto útil”, ganhou foros de verdade.
    De acordo com essa versão, para alijar o PT, muitos eleitores de Rigotto descarregaram votos em Yeda Crusius, porque seria mais fácil derrota-la no segundo turno. Erraram a mão e a reeleição de Rigotto que, segundo todas as previsões era garantida, foi por água abaixo.
    Agora novamente ganha status de verdade a interpretação de que foi o “voto útil” que tirou Manuela D´Avila da disputa em Porto Alegre. Muitos eleitores de Fogaça, temendo o fenômeno da jovem deputada, teriam votado em Rosário porque será mais fácil derrotá-la no segundo turno.
    Aplicada ao que ocorreu em 2006, a tese do “voto útil” descartou a hipótese mais realista, de que a a derrota tenha sido resultado de um julgamento do governo Rigotto, que foi um governo de aparências, financeiramente irresponsável, que se projetou por uma grande sustentação midiática.
    Aplicada à eleição do último domingo , a tese do “voto útil” deixa de lado a possibilidade de que o revés que Manuela e seus aliados sofreram é resultado de graves erros cometidos pela candidata, desde a sua política de alianças, até o seu discurso inspirado no “Lulinha paz e amor”, passando pela concepção marqueteira de sua campanha, entregue a uma agência baiana, cujo nome – Lay Out – já diz quase tudo.

  • Moradores entregam abaixo-assinado no MP-RS contra obra na Rua Lima e Silva

    Cláudia Viegas, AmbienteJÁ,
    Preocupados com impactos ambientais e de vizinhança de um megaprojeto residencial projetado para ser instalado na Rua General Lima e Silva, 777, Cidade Baixa, em frente ao Shopping Olaria, moradores daquele bairro entregaram na manhã de ontem (06/10) ao Ministério Público do Estado um abaixo-assinado contendo mais de 40 adesões requerendo providências. A obra projetada é um edifício de duas torres com 19 andares cada uma, destinada ao que o mercado imobiliário chama de loft apartamentos de um a três dormitórios com todas as facilidades de infra-estrutura e segurança.
    Do ponto de vista urbanístico, a imagem da obra projetada para os moradores das imediações (especialmente Rua Alberto Torres) é a pior possível. Entre outros efeitos colaterais, eles temem perder a luz do sol em suas residências e prevêem um constante congestionamento de carros e pessoas desencadeado pelo adensamento no local. “Ninguém quer 19 andares aqui. Isso vai contra os interesses dos moradores. Nosso patrimônio perderá valor”, protesta o professor Philip de Lacy White, um inglês que está dando aula de cidadania aos vizinhos ao encabeçar o movimento contra o que já está sendo chamado espigão da Cidade Baixa.
    O documento com as assinaturas de não à obra foi protocolado na Promotoria do Meio Ambiente e na Promotoria Especializada da Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, onde quatro representantes do grupo foram recebidos pelo promotor Fabio Sbardelloto. “Entregamos um protocolo com uma lista de assinaturas. O original foi protocolado na Promotoria do Meio Ambiente na parte da manhã”, informa Philip de Lacy White, também morador da Cidade Baixa, que está mobilizando vizinhos há mais de um mês. Segundo ele, o objetivo é embargar de vez o empreendimento, que já ficou suspenso por cinco dias e cujos trabalhos iriam ser reiniciados na manhã de ontem, segunda-feira (06/10).
    “Não houve atividade na obra ontem”, disse White, que começou o movimento de protesto ao perceber os danos que o empreendimento iria causar à fauna local, aos papagaios que se deslocam do Parque Farroupilha e que fazem trajetória pelas árvores da Cidade Baixa, alimentando-se a partir de árvores do bairro. Observador contumaz dos papagaios, que já se incorporaram ao seu dia-a-dia, White garante que algo está muito errado com uma nogueira-pecã existente no terreno do número 777 da Lima e Silva agora isolada em um terreno cercado por tapumes. Há mais ou menos três semanas, segundo ele, as aves deixaram de pousar sobre esta árvore tombada como patrimônio municipal pelo Decreto Municipal 6.269/1977. A árvore, assegura ele, dá sinais de definhamento. “Temos fotos mostrando os papagaios pousando nesta árvore quando era sadia, há pouco tempo, mas agora eles não passam mais por ela”, garante o morador, que acredita que a nogueira foi envenenada logo depois que os moradores denunciaram, há cerca de um mês, sua condição de intocável, por ser parte do patrimônio municipal e ter sido declarada imune ao corte assim como uma araçá-bambu, existente no mesmo terreno, mas já cortado para dar lugar ao empreendimento.
    Omissão de informações
    “Tudo está sendo feito de modo clandestino. Temos muito poucas informações públicas. Nossa idéia é mostrar o que está errado. E começa pelo fato de o povo, de os moradores não serem consultados sobre a obra”, afirma White. “De repente, sofremos uma mudança radical e não são respeitados nossos direitos”, acrescenta.
    Além do problema das árvores protegidas – os empreendedores, há alguns dias, informaram que a nogueira está contaminada quando dava sinais de estar saudável pouco tempo antes –, os moradores das imediações da Lima e Silva alegam que as secretarias municipais do Meio Ambiente (Smam) e de Obras Públicas (Smov) dificultam contatos para obtenção de informações sobre o projeto. A Prefeitura não está ajudando, os contatos estão difíceis, assinala. White afirma que não há licença ambiental para o empreendimento: “O que nos frustra é que a Prefeitura já sabia da situação”, diz.
    Para frear a construção nessas condições, os moradores estão colhendo assinaturas em toda a cidade, especialmente nas imediações da obra. O protesto começou com apenas oito pessoas e hoje atinge pelo menos meia centena. “Não queremos que nossas moradias fiquem na sombra, cheias de fungos. Não queremos sofrer de doenças respiratórias por causa da umidade”, insiste.
    Os impactos
    No documento entregue ao MP-RS, os moradores listam pelo menos 11 problemas que irão ou já os estão afetando:
    – o irreparável impacto de vizinhança os quarteirões próximos, colocando em risco a saúde, a segurança e a integridade física dos moradores, suas famílias e propriedades;
    – a eliminação de fauna e flora, esta última preservada pelo Decreto Municipal 6.269/77 (nogueira-pecã e araçá-bambu);
    – a ausência de Estudo de Impacto de Vizinhança, introduzido pela Lei Federal 10.257/2001;
    – a ausência de licença ambiental, ferindo o princípio da precaução;
    – a incompatibilidade ambiental entre o porte da construção e as características geológicas do terreno local, onde há lençol freático nas imediações, tendo já sido causado dano estrutural em recentes construções como é o caso do edifício de número 58 da Rua Alberto Torres;
    – a existência de posto de gasolina, desativado em razão do início da obra da Lima e Silva, mas em desacordo com procedimentos técnicos de desativação (os moradores temem contaminação por vapores de hidrocarbonetos aromáticos);
    – conseqüências da obra para moradores do quarteirão quanto à iluminação solar de suas residências;
    – aumento significativo do fluxo de trânsito de veículos e pedestres em área onde sequer está sendo possível trafegarem carros ou pedestres caminharem após determinados horários;
    – possibilidade de agravamento de problemas hidráulicos já registrados pelos moradores (falta de pressão no fluxo de água na rede pública de abastecimento);
    – possibilidade de agravamento de problemas na rede elétrica, que já apresenta problemas, especialmente em dias de intensa chuva, segundo relato de moradores;
    – histórico de outros empreendimentos já terem causado danos a prédios das imediações, causando problemas estruturais.
    A vida é bem melhor…?
    Em matéria da revista ImóvelClass, o empreendimento Spot Cidade Baixa, da Melckin Even, é anunciado com o seguinte slogan: “A vida é bem melhor quando tudo está à sua volta”. O tudo, seguindo a descrição da reportagem e do folder da obra, significa proximidade simultânea de pontos como Guaíba, Parque da Redenção, Nova Olaria, UFRGS, Gasômetro, Parque Marinha, Centro, além de opções para apartamentos de um, dois ou três dormitórios, com garagem, churrasqueira, piscina, sauna, fitness, brinquedoteca, cinema, espaço gourmet, salão de jogos, salão de festas, serviços pay-per-use…
    Antes mesmo de ser lançado, diz a matéria da ImóvelClass, foram reservadas mais da metade das unidades. Para os vizinhos, no entanto, a imagem continua sendo a de espigão, principalmente pela falta de disposição de diálogo dos empreendedores com o entorno. “Que compensação haverá para isto? Nosso ambiente é a partir da nossa porta, é o espaço de que estamos tentando cuidar”, reclama Philip White.

  • Curso de Culinária Indiana Vegetariana

    Dia 19 de Outubro, Domingo das 14:30h às 17:30h
    Com Nihar Sarkar
    A culinária indiana vegetariana se utiliza de uma variedade de legumes, verduras, frutas, grãos e cereais, combinando sabor, saúde e vitalidade na sua composição. Seu objetivo é de promover a saúde e harmonizar o corpo e a mente.
    Esse curso abrange receitas da culinária indiana, especialmente adaptada para os brasileiros, com ingredientes conhecidos e facilmente encontrados por aqui.
    Um curso voltado para iniciantes e amantes da culinária vegetariana, para o aprendizado de pratos vegetarianos cheios de sabor, utilizando as especiarias indianas: como raízes, sementes, cascas e ervas. Transformando o ato de cozinhar e se alimentar em um gesto de amor e consciência.
    Ministrante
    Nihar Sarkar: Indiano, natural da Bengala, região famosa por seus doces tradicionais. Cresceu aprendendo a cozinhar com sua mãe. Na Índia, além do treinamento em yoga, estudou sobre plantas medicinais, tratamentos naturais e alimentação vegetariana. Durante anos, viajou pelo sudeste asiático, como professor de yoga, ministrando palestras e cursos, onde aprendeu sobre a culinária asiática. Atualmente mora no Brasil há 10 anos e é professor da Formação de Instrutores de Yoga, organizador da Viagem Cultural à Índia e coordenador do projeto Ánandam. Divulga a alimentação vegetariana através de jantares, palestras e cursos.
    Programa do Curso:
    * Introdução à alimentação lacto-vegetariana
    * Introdução aos principais temperos utilizados na culinária indiana, seus usos e propriedades: canela, cravo, cardamomo, cominho, açafrão, coentro, pimenta, gengibre…
    * Preparo de massalas: combinação dos temperos e principais formas de uso nas receitas indianas.
    * Preparo das receitas.
    * Compartilhamento e degustação dos pratos
    * Tira-dúvidas e dicas para uma alimentação saudável
    Receitas preparadas no curso:
    Sahi Chana: Grão-de-bico cozido ao molho temperado.
    Panir Massala: Ricota em cubos com vegetais ao molho.
    Hara Chawal: Arroz suavemente temperado com ervilha fresca.
    Chatni: Molho temperado de tomate agridoce.
    Chapati: Pão indiano feito na hora sem fermento.
    Lassi de morango: Bebida a base de iogurte e suco de morango.
    Gulab Jamun: Bolinhas de leite carinhosamente fritas e mergulhadas na calda de açúcar com água de rosas.
    Todos os pratos são práticos e fáceis de fazer, não exigindo grande experiência na cozinha.
    Os ingredientes utilizados podem ser facilmente encontrados em mercados e lojas especializadas na cidade.
    Local:
    Associação Cristã Feminina (ACF)
    R: Santo Antônio, 259 – Floresta – Porto Alegre | Fone: 51. 3028-3111
    Data e hora:
    O curso será realizado no dia 19 de Outubro, Domingo das 14:30h às 17:30h.
    Investimento:
    Para participar é necessária a inscrição com antecedência. O valor do curso é de R$65,00* antecipado até dia 13 de Outubro e R$75,00 após essa data.
    *Esse valor inclui material didático e degustação
    Inscrições:
    As inscrições podem ser feitas por deposito bancário ou no local.
    Para isso é necessário confirmar vagas e informar os dados por e-mail ou pelos telefones abaixo:
    Fone: 51. 3328-4280 | 8414-8286
    Email: anandam@anandam.pro.br

  • Segundo turno reúne 14 deputados federais

    Quatorze deputados federais disputarão segundo turno do pleito, que acontece daqui 3 semanas, no dia 26 de outubro. Dez dos deputados, disputarão como prefeito e apneas 4 são candidatos a vice.
    Do total de 95 congressistas (92 deputados e três senadores) que disputaram as eleições municipais realizadas nesse domingo (5), apenas 13 deputados (13,6%) conseguiram ser eleitos para as prefeituras ainda no primeiro turno.
    Os dez parlamentares candidatos que estão no segundo turno:
    PT: Carlito Merss em Joinville (SC), Maria do Rosário em Porto Alegre (RS) e Walter Pinheiro em Salvador (BA).
    PSDB: Custódio Mattos em Juiz de Fora (MG), Luiz Carlos Hauly em Londrina (PR) e Rômulo Gouveia em Capina Grande (PB).
    PMDB: Leonardo Quintão em Belo Horizonte (MG)
    PV: Fernando Gabeira no Rio de Janeiro (RJ).
    PCdoB: Flávio Dino em São Luís (MA).
    PR: Neucimar Fraga em Vila Velha (ES).
    Os parlamentares que disputam uma vaga de vice no segundo turno:
    Aldo Rabelo (PCdoB), candidato na chapa de Marta Suplicy (PT) em São Paulo, contra Gilberto Kassab (DEM), atual prefeito.
    Carlos Sousa (PP), candidato na chapa de Amazonino Mendes (PTB) em Manaus, contra Serafim Corrêa, atual prefeito.
    Frank Aguiar (PTB), candidato na chapa de Luiz Marinho (PT) em São Bernardo do Campo (SP), contra o tucano Orlando Morando.
    Lídice da Mata (PSB) candidata na chapa de Walter Pinheiro (PT) em Salvador (BA), contra João Henrique (PMDB), atual prefeito.

  • Funcionário público e candidato a vice em Viamão ganhou banca no Camelódromo

    Elmar Bones
    Segundo o secretário Léo Bulling, da Smic, desde 2007 Juarez Gutierrez tem uma banca de bijuterias no centro. Mas exerce atividades de vendedor ambulante desde 1981, quando começou como fruteiro. “Muitos comerciantes trocam de atividade ao longo dos anos, com Juarez aconteceu o mesmo”, afirma o secretário.
    O secretário classificou como infundada a denúncia da vereadora Sofia Cavedon, que trouxe o assunto a público. Bulling acusou-a também de agir levianamente, movida por interesses políticos. “Ela não consultou a Smic para obter maiores informações da situação do comerciante”, alertou.
    Juarez Gutierres de Souza tem 52 anos. Foi candidato a deputado estadual, em 1998, recebendo 8.675 votos. Em 2006 foi eleito presidente da Associação das Entidades Recretativas, Culturais e Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, para um mandato de dois anos e sua posse foi prestigiada pelo prefeito José Fogaça (foto)
    Ao saudar a nova diretoria, Fogaça afirmou na ocasião: “Porto Alegre é uma cidade privilegiada pela história de seu Carnaval. Somos parceiros da nova Executiva, vamos trabalhar juntos e solidários para que tenhamos um dos maiores carnavais do Brasil”.
    Juarez Gutierres de Souza recebeu o box 161 no Camelódromo da capital, e seu nome consta na lista do Diário Oficial de 29 de setembro de 2008, onde foram publicados os comerciantes que exerceriam suas atividades no CPC. Confira aqui
    com reportagem de Gabriel Sobé e Priscila Pasko

  • Chega a Porto Alegre a versão nacional de um dos musicais de maior sucesso na história da Broadway

    Miguel Falabella, Juliana Baroni, Vladimir Brichta e grande elenco chegam em outubro ao palco do Teatro do Sesi para a temporada gaúcha do musical Os Produtores. O espetáculo é uma adaptação da premiada obra de Mel Brooks e Thomas Meehan, sucesso da Broadway e que ganhou versões para o cinema. Em Porto Alegre, a produção e realização fica por conta da Hits Produtora.
    Ambientada na Nova York do final dos anos 50, a história gira em torno de um produtor de teatro falido e de um tímido contador, que resolvem criar um plano para ganhar dinheiro fácil: superfaturar uma peça da Broadway, fazer dela um fracasso e fugir com o restante do dinheiro para o Brasil. O trio protagonista mostra muita sintonia, aumentando o tom de comédia presente no texto original. Encharcamos esse universo nova-iorquinho com brasilidade, conta Falabella. Mas além deles, os atores coadjuvantes também ganham destaque. Sandro Cristopher encarna o carismático diretor Roger de Bries, arrancando gargalhadas da platéia toda vez que entra em cena. E Edgar Bustamante dá vida ao escritor nazista Franz numa interpretação inspirada.
    Adaptada, dirigida e estrelada por Falabella, o musical custou R$ 7 milhões e ostenta números que impressionam: 9 toneladas de equipamentos, 220 mudanças de luz, 11 cenários que são trocados 25 vezes, mais de 350 figurinos, 60 perucas com fios naturais, uma orquestra de 11 músicos, equipe técnica e de produção de 80 pessoas e um elenco de 25 atores, vindos de todas as regiões do País.
    A História
    Primavera de 1959 em Nova York. O produtor Max Bialystock (Miguel Falabella) amarga seu último fracasso no teatro quando chega, em seu escritório, um contador tímido e um tanto nervoso, Leo Bloom (Vladimir Brichta), para revisar a contabilidade. Sem querer, Leo descobre que um produtor pode ganhar mais dinheiro com um fracasso do que com um sucesso. Você pode juntar um milhão de dólares de investidores, gastar cem mil e guardar o resto!. A idéia faz brilharem os olhos de Max, que convence o contador a se associar a ele.
    A dupla então se dedica a encontrar a pior obra jamais escrita, conseguir o mais desastroso diretor de teatro e produzir o maior fracasso da história. A eles junta-se Ulla (Juliana Baroni), uma dançarina sueca que conquista seu espaço com algum talento e belas pernas. No entanto, nem tudo sai como planejado: a obra resulta num estrondoso sucesso, o golpe é descoberto e ambos são presos. Mas o que parece o fim acaba virando um novo começo. Após saírem da prisão, Max e Leo voltam à Broadway com o musical Prisioneiros do Amor. Desta vez, porém, a idéia é fazer sucesso, e a peça é um recomeço para os dois.
    O Elenco
    Além dos dois papéis principais masculinos – Max, vivido por Miguel Falabella, e Leo, que fica a cargo de Vladimir Brichta, o restante do elenco da peça foi selecionado em audições que duraram uma semana e atraíram mais de mil candidatos. Dele, fazem parte o ator Sandro Cristopher, que encarna o diretor Roger de Bries; Mauricio Xavier, interpretando o papel do assistente do diretor, Carmen Ghia; e Edgar Bustamante, que dá vida ao escritor nazista Franz. O elenco tem ainda Alessandra Linhares, Brenda Nadler, Dani Calicchio, Jana Amorim, Karin Roepke, Mariana Belém, Maysa Mundim, Olivia Teixeira, Renata Villella, Thais Garcia, Allison do Amaral, Daniel Monteiro, Frederico Reuter, Gustavo Klein, Klenio Casarin, Renato Bellini, Erick Gutierrez , Rodrigo Negrini e Thiago Machado.
    Já Juliana Baroni substitui Juliana Paes como Ulla, no principal papel feminino. Ela foi convidada a integrar o elenco pelo próprio Miguel Falabella, com quem já trabalhou em novelas e no filme Polaróides Urbanas. Juliana Paes deixou o musical porque será protagonista de Caminho das Índias, próxima novela das 21h da Rede Globo, escrita por Glória Perez.
    A Equipe
    A versão nacional do musical The Producers para os palcos brasileiros foi adaptada e é dirigida por Miguel Falabella. Conta com direção coreográfica de Chet Walker, renomado coreógrafo da Broadway, que participou das montagens de espetáculos como Fosse, Sweet Charity, Chicago e A Gaiola das Loucas, entre outros. A direção musical é de Gerardo Gardelin com Felipe Senna, os cenário de Alberto Negrin, figurinos de Fabian Luca, iluminação de Jorge Peres, som de Pablo Abal e a produção geral de Sandro Chaim, da Chaim Produções.
    A Produção
    A versão nacional de Os Produtores tem números que impressionam. Só de figurinos são mais de 350. Os atores usam 60 perucas duas só para transformar Juliana Baroni na loura Ulla todas criadas especificamente para a peça, com cabelos naturais. Os ensaios duraram dois meses e meio, com oito horas de trabalhos diários, incluindo a preparação para dança, canto e interpretação. O espetáculo tem duas horas e meia de duração (em dois atos, com 15 minutos de intervalo), e uma equipe que envolve diariamente o trabalho de 116 profissionais.
    As Curiosidades
    * The Producers foi apresentado ao público originalmente como um filme a história chegou às telas do cinema em 1968, com o nome Primavera para Hitler, dirigida por seu próprio autor Mel Brooks. Na Broadway, o espetáculo estreou em 2001 para uma carreira de sucesso cinco anos em cartaz, com mais de quatro milhões de espectadores. Foi o musical que mais ganhou prêmios em toda a história da Broadway – ao todo foram 13 prêmios Tony, o Oscar do teatro; o sucesso levou a uma nova versão para o cinema: em 2005, com título e elenco quase iguais ao da versão dos palcos, foi rodado Os Produtores, tendo como estrelas Nathan Lane e Matthew Broderick, além da presença de Uma Thurman.
    * Todos os atores e atrizes fazem sua própria maquiagem. Somente Juliana Baroni demora 1h30 para caracterizar-se como a sueca Ulla. Como eu só entro em cena no final do primeiro ato, uso esse tempo para me concentrar, revela.
    * O processo de aquecimento vocal também é realizado em conjunto pelo elenco.
    * Miguel Falabella decidiu adaptar o musical após assisti-lo em Nova York em 2001, pouco antes do atentado de 11 de setembro. Como se trata de um espetáculo caro, a montagem demorou seis anos para estrear no Brasil.
    * Fã do humor de Mel Brooks, Falabella afirma que o mais difícil foi achar as correspondências das letras das músicas para o português. Conseguimos um resultado muito bom, pois não precisamos forçar nenhuma palavra, afirma. A parte mais complicada, segundo o diretor e ator, foi a adaptação do trecho em que Leo Bloom assume sua paixão por Ulla.
    Os Autores
    Mel Brooks, nome artístico de Melvin Kaminsky, nasceu em Nova York, em 28 de junho de 1926, e tornou-se famoso no final dos anos 60 com comédias como O Jovem Frankstein, Primavera Para Hitler e Alta Ansiedade. Primavera Para Hitler, primeira versão para o cinema de Os Produtores, deu a Brooks o Oscar de melhor roteiro em 1668, além do Oscar de melhor ator coadjuvante para Gene Wilder. Tornou-se conhecido também pela produção (em parceria com Buck Henry) da série de TV O Agente 86 (BR), exibida no período de 1965-1970.
    Sua especialidade é a paródia dos diversos gêneros cinematográficos: os agentes secretos com o impagável Agente 86, os filmes de faroeste (Banzé no Oeste, com um xerife negro), os de terror (O Jovem Frankenstein e Drácula Morto, mas Feliz), de aventura (A Louca Louca História de Robin Hood), suspense (Alta Ansiedade), bíblicos (História do Mundo – parte 1), ficção científica (S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço) e até o cinema mudo (A Última Loucura de Mel Brooks). Gosta de dirigir um grupo seleto de comediantes, que se repetem em seus filmes, como Gene Wilder, Dom DeLuise, Madeline Khan e Anne Bancroft. Estreou no último semestre de 2007 um novo musical para a Broadway, O Jovem Frankenstein.
    Thomas Meehan é colaborador de longa data de Mel Brooks, com quem escreveu os roteiros de filmes como Tem Um Louco Solto no Espaço. Membro da equipe da revista New York, iniciou sua carreira em musicais com Annie, em 1977, que lhe daria seu primeiro prêmio Tony de autor – que ganhou mais duas vezes, em 2001, ao lado de Mel Brooks, por Os Produtores, e em 2003 pelo musical Hairspray, ainda em cartaz na Broadway. Ganhou também um prêmio Emmy – o Oscar da TV – pelo telefilme Annie – The Women in the life of a Men. Escreveu junto com Mel Brooks o roteiro de O Jovem Frankenstein.
    A Ficha Técnica
    Título original: The Producers
    Autores: Mel Brooks e Thomas Meehan
    Versão brasileira e direção geral: Miguel Falabella
    Direção coreográfica: Chet Walker
    Direção Musical: Geraldo Gardelin
    Direção Musical residente: Felipe Senna
    Cenários: Alberto Negrin
    Figurinos: Fabian Luca
    Iluminação: Jorge Peres
    Desenho de som: Pablo Abal
    Comunicação Visual: Fuego Comunicação
    Produtor Geral: Sandro Chaim
    Produtora Local: Hits Produtora
    Realização: Hits Produtora
    Assessoria de Imprensa: Atelier de Imprensa
    O Serviço
    Os Produtores
    Dias: 09, 10, 11, 12, 17, 18 e 19 de outubro de 2008
    Horários: de quinta a sábado às 21h, e domingos às 19h
    Local: Teatro do Sesi Av. Assis Brasil, 8787 Porto Alegre/RS
    Ingressos:
    Platéia Baixa: R$ 150,00
    Platéia Alta: R$ 150,00
    Mezanino: R$100,00
    Desconto Clube do Assinante Zero Hora: 10%
    Onde Comprar:
    Telentrega Hits: (51) 3299.0550
    Casa Flor Iguatemi: 13h as 22h
    A partir do dia 24/9:
    Panvel Moinhos shopping 13h às 22h
    Panvel Shopping Praia de belas 13h às 22h

  • Projetos inúteis dominam a Câmara de Porto Alegre

    Doze porcento das 1.442 proposições apresentadas entre 2005 e 2008 pelos vereadores de Porto Alegre são importantes para a Porto Alegre, seguindo os critérios da ONG Transparência Brasil.
    Os estudos da instituição apontam que apenas 171 propostas que se tornaram lei se referiam a assuntos com impacto sobre a vida e a administração da cidade.
    Foram 694 propostas aprovadas ao longo do período e mais de 500 delas (75%) diziam respeito a homenagens, concessão de medalhas, fixação de datas comemorativas e outros assuntos irrelevantes.
    Outras 350 idéias sobre esses temas não passaram em plenário.
    Metade dos parlamentares teve avaliação inferior a 10% de relevância em seus projetos e seis vereadores obtiveram nota zero.
    Acompanhe a lista abaixo:
    Margarete Moraes (PT) 33,3%
    Carlos Todeschini (PT) 26,2%
    Bernardino Vendruscolo MDB) 22,8%
    Elói Guimarães (PTB) 22,7%
    Professor Garcia (PMDB) 21,4%
    Luiz Braz (PSDB)- 21,1%
    Aldacir Oliboni (PT)- 20,7%
    Neuza Canabarro (PDT)- 20,6%
    Sofia Cavedon (PT)- 19,0%
    Elias Vidal (PPS)- 17,9%
    José Ismael Heinen (DEM) – 15,8%
    João Antônio Dib (PP)- 15,0%
    Maria Celeste (PT)- 14,7%
    Alceu Brasinha (PTB)-13,8%
    Ervino Besson (PDT)- 13,2%
    Dr. Raul (PMDB) – 12,5%
    Adeli Sell (PT) – 11,8%
    Carlos Comassetto (PT) – 10,7%
    Maurício Dziedricki (PTB) – 9,1%
    Sebastião Melo (PMDB) – 8,8%
    Claudio Sebenelo (PSDB) – 7,0%
    Maristela Maffei (PCdoB) – 6,8%
    Almerindo Filho (PTB) – 6,7%
    Dr. Goulart (PTB) – 5,6%
    Maria Luiza (PTB) – 3,1%
    Haroldo de Souza (PMDB) – 2,9%
    Nereu Davila (PDT) – 1,6%
    João Carlos Nedel (PP) – 1,6%
    Nilo Santos (PTB) – 0,0%
    Guilherme Barbosa (PT) – 0,0%
    Beto Moesch (PP) – 0,0%
    Marcelo Danéris (PT) – 0,0%
    Mauro Zacher (PDT) – 0,0%
    Maristela Meneghetti (PP) – 0,0%