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  • STF autoriza investigação de deputados gaúchos

    Cleber Dioni
    Inquérito do MPF com quase três mil páginas indicou Germano, Padilha, Moreira, Alba e outras quatro pessoas
    O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello autorizou no dia 1° de agosto o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul a investigar oito pessoas, entre elas deputados estaduais e federais gaúchos, prefeito e um secretário do governo estadual, ambos com foro privilegiado. Os motivos não foram divulgados.
    O inquérito, de número 2.741, com 12 volumes e 2.895 páginas, está sob segredo de Justiça, mas a página eletrônica do STF lista os nomes que serão investigados: os deputados federais José Otávio Germano (PP) e Eliseu Padilha (PMDB), o deputado estadual e atual presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira (PMDB); o secretário estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba; o prefeito de Sapucaia do Sul, Marcelo Machado, seu chefe de gabinete, Renan Presser; o secretário de Governo da Prefeitura Municipal de Canoas, Francisco de Oliveira Fraga (PTB), um dos réus na fraude do Detran; e o empresário Marco Antônio Camino.
    No dia 15 de agosto, conforme o STF, o deputado José Otávio Germano pediu para ter acesso ao processo, o que lhe foi negado. Nem o MPF nem o ministro Marco Aurélio Mello, que passou a presidir o processo, informaram do que se trata o inquérito.
    Ontem à tarde, diversas notícias correram pela internet levantando hipóteses sobre o conteúdo do processo. Falou-se em indícios de envolvimento na fraude do Detran, em desvios de recursos de obras públicas, em fraudes em licitações para compra de merenda escolar em escolas de Canoas, mas nada foi confirmado. Sabe-se que o inquérito foi coordenado pelo procurador Adriano Raud, que atua em Canoas e foi o responsável pelas investigações da fraude da merenda nesse município e também participou da Operação Rodin. O procurador não se manifestou.
    O presidente do Parlamento gaúcho, Alceu Moreira, declarou ontem que não sabe do que se trata o inquérito, mas suspeita que seu nome possa ter constato em ligações telefônicas gravadas pela Polícia Federal na Operação Rodin, que apura o esquema criminoso milionário no Detran gaúcho. “O fato de estar num processo não significa que eu seja culpado de alguma coisa. Eu imagino que segunda ou terça-feira se tenha algum esclarecimento sobre isso”, afirmou. O parlamentar disse que vai se reunir na próxima semana com os líderes das bancadas e todos os deputados para discutir sua permanência na presidência do Legislativo. “A gente tem que ter a grandeza de perceber que a vida pessoal de alguém ou a própria vida política não pode manchar ou deixar em dúvida a imagem de qualquer instituição”, completou.
    Já o deputado José Otávio Germano divulgou nota à imprensa onde afirmou que até o momento não obteve resposta da solicitação para ter acesso aos autos do processo, o me lhe impede de qualquer manifestação pública. “Respeito a manifestação do MPF de Canoas, contudo afirmo não possuir qualquer relação com este município. Destaco que sou o maior interessado em esclarecer qualquer fato em que meu nome tenha sido citado, procedimento que tenho adotado sempre que necessário, porém, como não tenho maior conhecimento sobre o assunto, não posso me manifestar.”
    O deputado Marco Alba (PMDB), atual secretário do governo Yeda, e o deputado federal Eliseu Padilha também disseram desconhecer os motivos das investigações.

  • Ato na Usina do Gasômetro encerra Semana do Centro Histórico

    Gabriel Sobé
    Um ato pela paz encerra neste sábado, 23, a Semana do Centro Histórico de Porto Alegre, no terraço da Usina do Gasômetro. A série de eventos que teve início na segunda-feira passada, 16, proporcionou a quem estava na cidade, momentos de confraternização, com espetáculos de música e dança, além das “happy hours” no Mercado Público da capital.
    O último dia de eventos começa ás 9h com a Feira de Trocas na Praça Brigadeiro Sampaio – até ás 13h – e seguirá com visitações orientadas a museus, recital na Igreja Nossa Senhora das Dores, Roda de Choro no Santander, entre outras atrações.
    Conforme determinou a Lei Municipal 10364/08, o bairro do Centro, o mais antigo de Porto Alegre – e que concentra a maioria dos marcos culturais – passará a se chamar Centro Histórico, visando valorizar seu patrimônio cultural e ambiental e valorizar o lado turístico da cidade.

    Confira a programação do sábado:

    9 às 13 h – Feira de Trocas na praça Brigadeiro Sampaio
    10 às 12h – Visita guiada à catedral anglicana – IAB/RS
    10h30min– Comemoração do aniversário do Caminho dos Antiquários
    11h30min – Desfile no Caminho dos Livros
    14:30min – Caminhada Orientada – Roteiro dos Museus
    16:00 – Visita ao Museu do Exército e Brigada com apresentação de banda
    17:00 – Recital na Igreja das Dores – Expresso 25
    17:00 – Roda de Choro no Café da Moeda – Santander Cultural
    18:00 – Ato pela Paz e confraternização no Terraço da Usina do Gasômetro

  • Vice-presidente diz que Stora Enso "veio para ficar"

    Carlos Matsubara, Ambiente JÁ
    O vice-presidente da Stora Enso na América Latina, Otávio Pontes, disse que são infundadas as informações de que a empresa poderia desistir do projeto no Rio Grande do Sul.
    “Estamos no Brasil para ficar por muitas décadas e, por isso, temos que pensar em fontes de fibra sustentável, nas mudanças climáticas, no desempenho social em novas áreas de atuação e no relacionamento pró-ativo com a sociedade”, destacou durante o 10º Congresso Florestal Estadual e 1º Seminário Mercosul da Cadeira Madeira, que se encerra hoje (22/08) em Nova Prata, na Serra Gaúcha.
    A Stora Enso tem base na Europa e é líder mundial na produção de papel e celulose, gerando o dobro de tudo o que é produzido no Brasil. Apesar do atraso no cronograma inicial, a empresa já tem 12.800 hectares de florestas plantas no Rio Grande do Sul, com previsão de chegar a 20 mil hectares até o final deste ano.
    A Constituição Federal diz que empresas estrangeiras devem obter assentimento do Conselho de Defesa Nacional para adquirir terras em faixa de fronteira. Na tentativa de regularizar a situação a Stora Enso abriu duas empresas nacionais para adquirir terras no Estado. A polêmica se a solução encontrada é legal ou não está na Justiça.
    A empresa ainda reclama de uma suposta má-fé do Incra, responsável por encaminhar as análises das compras de terras ao Conselho de Defesa Nacional.
    Por sua vez, a superintendência do Incra no Estado alega que a Stora Enso se comprometeu em 2005, a solicitar o assentimento antes da compra de terras, mas que até abril do ano passado havia apresentado 36 processos referentes a 17 mil hectares, enquanto na imprensa divulgava-se 96 imóveis em 46 mil hectares.
    Madeira Certificada
    Segundo Pontes, 61% da madeira global utilizada pela Stora Enso possui certificação e o aumento do percentual é um esforço contínuo da empresa. “Só não é cem por cento certificada, pois na Europa boa parte da aquisição da madeira é de pequenas propriedades que não investem na certificação”, disse o consultor ambiental.
    Conforme o executivo, todo projeto analisado pela empresa prevê aspectos econômicos sim, mas também aspectos sociais e ambientais. “O licenciamento nos exige um exemplar desempenho ambiental, conduta ética dos negócios, bem-estar dos funcionários. E também saber enfrentar os conflitos de uma atividade ligada à terra”, completou Pontes.

  • Comunidades negras resgatam arroz africano

    Feira ecológica tem promoção do arroz africano
    Patrícia Marini
    O africano Oryza glaberrima foi a primeira espécie de arroz cultivada no Brasil, trazido pelos escravos. Diferente do arroz asiático, predominante na cozinha nacional, este é avermelhado e praticamente desapareceu do território brasileiro.
    Neste sábado, o “arroz vermelho” estará em promoção na Feira dos Agricultores Ecológicos, a mais antiga de Porto Alegre (av. José Bonifácio) trazido pelas comunidades quilombolas do Litoral Sul gaúcho, que escolheram o dia 23 de agosto, data proclamada pela Unesco como o Dia Internacional da Memória do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, para divulgar sua produção.
    Oryza glaberrima é originário do vale do Rio Níger, na África, e foi introduzido no Brasil por volta de 1600, antes do arroz branco, asiático. As sementes garantiram a subsistência dos africanos nas Américas e simbolizam a resistência cultural dos negros escravizados, que chegaram a ser proibidos de cultivar o grão pela Coroa Portuguesa
    O projeto de resgatar o arroz africano teve suas bases lançadas em 2005, resultado de parceria entre a Oscip Guayí, o Núcleo de Economia Alternativa da UFRGS, Federação Quilombola do RS e Petrobras.
    O resgate, o cultivo e a disseminação do “arroz quilombola” objetiva gerar renda nas comunidades quilombolas gaúchas, valorizar a cultura africana, oportunizar conhecimentos de práticas de tecnologias ecológicas e promover ações de intercâmbio cultural e comercial com consumidores.
    O arroz africano está sendo cultivado em oito comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, nos municípios de Restinga Seca, Palmares do Sul, Mostardas e Tavares.

  • Plano hidroviário está pronto, falta o dinheiro para as obras

    Geraldo Hasse
    Plano Hidroviário: Tudo gira em torno de Rio Grande
    O porto de Rio Grande é hoje a principal alavanca de expansão da economia gaúcha no século XXI.. O fato de estar situado na Metade Sul, a mais pobre do estado, ajudou a transformá-lo em prioridade.
    Segundo o plano estratégico de investimentos concluído no governo passado (2003-2006), seria de R$ 1,5 bilhões o custo total das obras de logística necessárias para transformar Rio Grande no principal porto do Cone Sul, superando as condições operacionais dos portos de Buenos Aires e Montevideo, limitados a receber navios de 55 mil toneladas.
    As principais obras terrestres seriam uma ferrovia ligando o porto de Rio Grande à região metropolitana de Porto Alegre, o que exigiria uma ponte sobre o rio Jacuí; a duplicação da rodovia BR-116 entre Porto Alegre e Tapes e da BR-392 entre Pelotas e Rio Grande; e melhorias no acesso ao porto de Rio Grande.
    Na água, a prioridade é investir na dragagem do canal da barra de Rio Grande e no aprofundamento dos canais de acesso aos terminais de embarque e desembarque. Com isso, o porto ficaria em condições de receber navios de 100 mil toneladas.
    Para melhorar a navegabilidade até a região metropolitana, o plano recomenda também a dragagem da hidrovia da Laguna dos Patos, dos canais de acesso ao porto de Porto Alegre e do rio Taquari, num total de R$ 243 milhões. Cita ainda cinco projetos de melhoramento do porto de Rio Grande, um deles visando implantar um terminal de produtos florestais para atender a VCP, que vai custar R$ 337 milhões.
    Dinheiro que vem do PAC
    Os projetos logísticos do governo gaúcho ficariam indefinidamente no papel, por falta de recursos, se o governo federal não tivesse incluído Rio Grande no pacote de investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no primeiro semestre de 2007.
    Além de garantir recursos para o melhoramento das operações portuárias em Rio Grande, o governo Lula (2003-2010) deu um passo decisivo ao mandar fixar ali uma base da indústria naval.
    Além de poder participar das concorrências para fabricar barcos de diversos modelos, a cidade fundada por Silva Paes foi escolhida para a implantação do Dique Seco, a única instalação brasileira para construção, manutenção e reparo de plataformas de prospecção de petróleo. Com 350 metros de comprimento, 160 metros de largura e 16 metros de profundidade, o dique tem área suficiente para a construção simultânea de até três plataformas como a P-53, montada em Rio Grande entre 2007 e 2008.
    Com isso, Rio Grande torna-se um ponto de convergência de verbas públicas e investimentos privados, com uma tendência de ampliação do movimento de cargas. Segundo maior porto do país em movimentação de contêineres e o principal pólo exportador de maquinário agrícola, Rio Grande é a porta de saída tratores, colheitadeiras, automóveis, óleo e farelo de soja.
    O terminal de contêineres planeja um cais específico para a operação de barcaças, permitindo o aumento do fluxo de cargas entre Rio Grande, o porto de Porto Alegre e o terminal Santa Clara (em Triunfo).
    Inspirado pelos projetos de exportação de celulose dos grupos Aracruz, Votorantim e Stora Enso, o maior projeto em andamento em Rio Grande é o terminal de produtos florestais. Com 318,7 mil metros quadrados, teve o valor mínimo de arrendamento (por 25 anos prorrogáveis por mais 25) fixado em R$ 201,7 milhões.
    Cabe ao vencedor da licitação pública a construção de um cais de 600 metros apto a receber navios de 80 mil toneladas, a implantação de equipamentos de carga e descarga e a montagem de um armazém para estocagem de 10 mil metros cúbicos de carga.
    O terminal não é exclusivo para celulose; poderá movimentar também chapas, compensados e cavacos de madeira. Este último subproduto florestal já é exportado de Rio Grande para a China pela Tanac, que utiliza os terminais da Bianchini e da Terbrasa.
    Segundo a Superintendência do Porto de Rio Grande, o terminal é de uso público e visa atender não apenas produtores florestais gaúchos, mas de todo o Mercosul, especialmente o Uruguai, que tem três vezes mais eucalipto plantado do que o Rio Grande do Sul.
    Ampliação dos molhes foi retomada em junho
    Uma das maiores obras de engenharia portuária do mundo, a construção dos molhes de Rio Grande, concluída em 1915, foi uma epopéia que ofereceu segurança inédita à navegação. Durante sete décadas a obra não precisou de manutenção. Nos anos 1980 o molhe leste, com 4 200 metros, cedeu em vários pontos e a areia começou a invadir o canal, colocando em risco a navegação.
    A recuperação dos molhes teve início em 1995 com o lançamento de mais meio milhão de toneladas de pedras e 100 mil toneladas de blocos de concreto. Simultaneamente, foi iniciada a obra do prolongamento dos molhes: mais 370 metros no lado leste e mais 700 no oeste.
    Paralisada em dezembro de 2002 por interferência do Ibama, a obra foi retomada em junho de 2008. Ela é necessária para o aprofundamento do canal de acesso de 14 para 18 metros no canal externo (13 quilômetros, fora dos molhes) e de 14 para 16 metros no canal interno (12 quilômetros, entre os molhes e o píer petroleiro). Além disso, a largura dos canais que hoje é de 200 metros passará para 310 metros (externo) e 250 metros (interno). Na parte externa, o plano é retirar 9, 1 milhões de metros cúbicos de sedimentos e na parte interna 5,5 milhões de metros cúbicos.
    Ao custo de R$ 146,7 milhões já garantidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a execução da obra de dragagem de aprofundamento vai permitir a recepção de navios de 15 metros de calado e até 100 mil toneladas de porte bruto nas áreas de granéis sólidos e de granéis líquidos. Na área de contêineres será possível receber navios com 14,5 metros de calado.
    A dragagem de manutenção do canal, depois de aprofundado, vai exigir R$ 21,7 milhões por ano e será custeada pela tarifa portuária. Estima-se que o trecho mais crítico do canal, com 3 mil metros, acumule por ano 900 mil metros cúbicos de sedimento, principalmente areia, fruto do encontro das correntes de águas doces da vazante e das águas salgadas da maré montante. Também contribuem para atulhar o canal as mudanças de temperatura, a variação da salinidade, os ventos e as chuvas.
    Universidade tem projeto para reativar a navegação da Lagoa Mirim
    A exploração florestas plantadas no Uruguai, três vezes maiores do que no Rio Grande do Sul, podem viabilizar a reabertura da navegação na Lagoa Mirim, segundo projeto desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas, onde está ancorada a Agência da Lagoa Mirim desde a extinção da Superintendência do Desenvolvimento do Sul (Sudesul).
    A madeira colhida em território uruguaio desceria pelo rio Cebollati, alcançaria a Lagoa Mirim, passaria pelo canal de São Gonçalo e chegaria a Rio Grande pela Laguna dos Patos. Outros produtos poderiam circular de Montevideo a São Paulo por 700 quilômetros de hidrovia (Treinta y Três-Estrela) e o restante por ferrovia.
    Foi estimado em R$ 20 milhões o custo da reativação da navegação na Lagoa Mirim, a começar pela dragagem de trechos da lagoa, reequipamento do porto de Santa Vitória do Palmar e sinalização náutica, beneficiando também o município de Jaguarão, onde a Marinha brasileira chegou a ter uma base, quando havia transporte de cargas e passageiros por essa hidrovia, no século XIX.
    No lado uruguaio, o investimento seria de R$ 18 milhões na construção de um terminal portuário e na dragagem da foz do Cebollati. O deputado federal gaúcho Eliseu Padilha, quando ministro dos Transportes, esforçou-se para restaurar essa hidrovia, que faz parte do PAC e está na agenda orçamentária da União para 2009.

  • Obras do Pronto Atendimento do Divina exigem reforço na estrutura

    As obras do Pronto Atendimento do Hospital Divina Providência seguem avançando dentro do cronograma previsto, com entrega prevista para o início do ano que vem. Os trabalhos agora estão sendo realizados no reforço da estrutura predial. O diretor médico da entidade, Dr. José Paulo Flores, explica que a ampliação do serviço objetiva manter a qualidade do atendimento, além de priorizar algumas especialidades como Cardiologia, Traumatologia, Neurologia e Oncologia. “O que o Hospital está fazendo agora é dar seqüência ao trabalho, criando uma área de excelência mais abrangente com ênfase em algumas especialidades”, relata o médico. O novo Pronto Atendimento ocupará uma área de 600 m².
    A obra exigiu um reforço na estrutura do Hospital, mais especificamente nos pilares do Bloco A. “Foi necessário a construção de três pilastras para reforçar a edificação”, explica o engenheiro responsável pela obra, Ruy Barbosa da Silva, da empresa Formas & Efeito. Ao final do processo, a estrutura ficará 20 centímetros abaixo do piso térreo, e estará apoiada na rocha que se encontra abaixo de 2 metros.
    Estrutura
    A Sala de Espera do Pronto Atendimento, por exemplo, terá capacidade para 80 pessoas sentadas.“Um dos cuidados no planejamento da nova ala foi com os familiares dos pacientes. Nos preocupamos com a situação dos familiares e pacientes no sentido da espera, na humanização deste momento”, explica Dr. Flores. Entre os serviços disponíveis no Hospital encontram-se os modernos métodos terapêuticos e de diagnósticos como tomografia computadorizada, hemodinâmica (cateterismo cardíaco e cerebral), ecografia, laboratório de análises clínicas e neurofisiologia.

  • Empregados do comércio de Porto Alegre terão atendimento jurídico gratuito

    Convênio firmado entre o Sindicato dos Empregados do Comércio de Porto Alegre e o escritório Garrastazu Advogados beneficiará cerca de 20 mil pessoas com serviços jurídicos, principalmente na área trabalhista.
    O escritório Garrastazu Advogados assinou esta semana um convênio com o Sindicato dos Empregados do Comércio de Porto Alegre (Sindec). A parceria vai beneficiar cerca de 20 mil pessoas da capital que receberão atendimento jurídico em diversas áreas do direito.
    De acordo com o advogado Artur Garrastazu, o escritório está preparado para atender principalmente a demanda de causas trabalhistas. Os 20 mil sócios do Sindec que necessitarem de serviços na área de Direito Trabalhista ficarão isentos de qualquer honorário. E os empregados em geral do comércio, não filiados ao sindicato, terão 90% de desconto nestes serviços.
    Os advogados do recomendam que na primeira consulta o trabalhador deve apresentar a carteira de trabalho, termo de rescisão, extrato do FGTS e contra-cheque.
    O escritório fará plantão diário na sede do Sindec, das 16h às 19 horas. Para atendimento em outros horários, as consultas deverão ser agendadas na sede do Garrastazu Advogados (Travessa Francisco Leonardo Truda nº 40 – 10º andar) ou pelo telefone (51) 3212-0122.

  • Albuquerque critica “novelização” das florestas de eucalipto no Estado

    Carlos Matsubara, AmbienteJá
    “Com toda inteligência empregada em anos de pesquisa, fico chocado que ainda existam pessoas que possam ser contra tais projetos”. A afirmação foi feita ontem (20/08) pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) sobre os plantios de eucalipto para produção de celulose e papel previstos no Rio Grande do Sul.
    Relator da Lei de Florestas, aquela que prevê a concessão de florestas públicas brasileiras, lembrou para a platéia do 10º Congresso Florestal Estadual e 1º Seminário Mercosul da Cadeira Madeira que o país tem pesquisadores e cientistas que trabalham seriamente na sustentabilidade ambiental da Silvicultura.
    Citou que deixou bem claro na Lei de Florestas que Silvicultura é uma atividade agrícola como qualquer outra, que gera emprego e renda. A importância das florestas, conforme o deputado, tem sido cada vez mais reconhecida pela Sociedade, seja pela função natural ou pela produção de bens.
    “Se fosse ruim como alguns dizem, a Finlândia não existia mais. Sou a favor da Silvicultura sim, mas contrário à monocultura dela”, ponderou. O plantio, segundo o deputado, é controlado e possibilita a existência de outras culturas. “Por isso defendo que seja feito cada vez mais em pequenas propriedades”. A meta, conforme Beto, é plantar 1 milhão de hectares por ano a partir de 2011.
    ONGs e Movimentos Sociais
    Apesar das críticas ao eucalipto, o parlamentar disse respeitar a oposição das ONGs e dos Movimentos Sociais. “Todas essas instituições são legítimas e os respeito, mas não posso acreditar na ‘novelização’ do problema”, destacou.
    Lembrou que há alguns anos, a polêmica era em torno do plantio de maçãs. Se o Rio Grande do Sul podia plantar ou não a fruta. “Os gaúchos são assim, espicham a novela. Por um lado pode ser bom, mas por outro pode fazer o Estado perder o ‘time’ do mercado”, afirmou.
    Fundo para Amazônia
    Apresentado pelo presidente Lula durante a COP 9, o Fundo para Amazônia só foi lançado oficialmente no início deste mês. Mesmo assim, o deputado salientou a importância do mesmo. Quando foi apresentado, diz ele, teve apoio da Noruega que tinha uma proposta parecida.
    O fundo terá as decisões de execução centralizadas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Beto disse que, apesar da participação financeira de outras nações, a gestão do fundo não irá sofrer influências externas.
    As doações dos noruegueses serão realidade mediante apresentação de resultados concretos como redução significativa dos níveis de desmatamento da Amazônia. E será por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) que esses recursos serão administrados. “As doações da Noruega podem chegar a 100 milhões de dólares por ano”, acredita Beto.
    Concessões de florestas públicas
    O SFB se comprometeu a alcançar tais metas através de concessão das florestas públicas brasileiras. “Vamos cadastrar e escriturar todas. A meta em agosto é atingir 200 milhões de hectares demarcados por monitoramento de satélite”, promete.
    O político comenta que outros países podem aderir ao plano, que “não tem nada a ver com outro, o Plano Amazônia Sustentável (PAS)”. Embora o objetivo seja o de cadastrar e regularizar 100% das florestas públicas, nem todas serão concedidas. A lei hoje permite apenas 3% delas. “Se houver êxito, esse número pode ser repensado, mediante alteração na lei”, explicou.
    Na segunda-feira (18/08) foi concluído o processo de licitação da primeira concessão. Três empresas terão do direito de explorar, de forma sustentável, a Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia, por 40 anos, além de ter a responsabilidade de não degradar a floresta.
    O consórcio vencedor é liderado pela empresa Alex Madeiras, que ofereceu o preço de R$ 759,7 mil anual. A segunda, com 33 mil hectares, pela empresa Sakura, por R$ 1,6 milhão por ano, e a empresa Amata terá o direito de explorar a terceira unidade, de 46 mil hectares, pelo preço de R$ 1,3 milhão anual.
    A Flona Jamari localiza-se no norte do estado de Rondônia, situada ao lado do Rio Jamari, e possui 220 mil hectares dentro dos municípios de Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste e Cujubim.

  • Em Cena brinda o 3º Prêmio Braskem

    Adriana Lampert
    A badalação da classe teatral na noite de terça-feira (19/08) ficou por conta do coquetel de lançamento do 3º Prêmio Braskem em Cena, que premiará os melhores participantes gaúchos do 15º Festival Porto Alegre em Cena nas categorias melhor espetáculo, diretor, ator e atriz e melhor espetáculo do júri popular (que será votado em urnas nas saídas dos teatros).
    Este é o terceiro ano consecutivo que a Braskem participa como um dos principais patrocinadores do festival. Com o Prêmio Braskem em Cena, a empresa tem contribuído com a valorização da participação de produções gaúchas, que este ano somam 13 espetáculos na programação do Festival. A entrega do Prêmio acontecerá no dia 22 de setembro, e marcará o encerramento desta, que será a maior de todas as edições da história do Festival, somando 62 espetáculos de teatro, dança e música.
    Antes dos comes e bebes no Solar Paraíso, – e dos flashes para as colunas sociais – autoridades, atores, diretores, produtores, bailarinos, músicos e apoiadores assistiram atentos à apresentação (via power point) das principais atrações do evento que inicia, em 02 de setembro, com o show da americana Laurie Anderson (performer e compositora que mistura em seus espetáculos música, artes plásticas e efeitos de alta tecnologia).
    Quem conduziu a explanação foi o coordenador do Festival, Luciano Alabarse, que ao lado do representante da Braskem, João Rui Freire, do Secretário Municipal de Cultura, Sérgius Gonzaga, e do homenageado do festival, Ivo Bender, fez um aparato geral e apresentou números representativos dos quinze anos de Porto Alegre em Cena (veja quadro abaixo)
    Confira os espetáculos que estão concorrendo ao 3º Prêmio Braskem em Cena :
    1. A comédia dos erros – Cia de Teatro di Stravaganza
    2. A megera domada – Cia Rústica
    3. A salamanca do Jarau – Clube da Sombra
    4. Duas na cena – Luciana Paludo e Daggi Dornelles
    5. História de um canto do mundo – Déborah Finocchiaro
    6. Mi alma – Transforma Cia de Dança
    7. Miséria, servidor de dois estancieiros – Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais
    8. Ópera de sangue – Cia Teatro Novo
    9. Re-sintos – Cia Mouvere
    Os 15 anos de Porto Alegre em Cena, em números:
    692 espetáculos
    533.344 espectadores (público estimado)
    30 Países: Alemanha, Argentina, Bélgica, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Eslovênia, Espanha, EUA, França, Inglaterra, Iugoslávia, Israel, Itália, Japão, Lituânia, México, Noruega, Paraguai, Peru, Portugal, República Democrática do Congo, Rússia, Suécia, Suíça, Uruguai e Venezuela.
    12 Estados brasileiros: Acre, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
    40 locais de apresentação, entre teatros, shoppings, espaços alternativos e bairros de periferia, no projeto de Descentralização.
    35 palestras, debates e mesas redondas
    66 oficinas e workshops ministradas por profissionais de diversos estados brasileiros e países como França, Itália, Uruguai, Rio de Janeiro e Minas Gerais
    25 sessões de vídeos
    10 exposições
    01 desfile
    02 bazares
    02 dois Prêmios Braskem em Cena
    04 edições do Palco Petrobras
    Os Números Da 15ª Edição
    62 espetáculos (19 Internacionais, 30 Nacionais E 13 Locais)
    10 Países: Alemanha, Argentina, Espanha, Eua, França, Dinamarca, Itália, Lituânia, Portugal E Uruguai
    05 Estados brasileiros: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco
    40 Locais de apresentação
    05 Mesas redondas
    13 Oficinas
    01 Desfile Comemorativo – Debut Em Cena
    04 Lançamentos de livros
    01 Evento Tá Na Rua

  • “Negócio entre VCP e Aracruz não altera projetos de celulose”

    Elmar Bones
    O presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, disse nesta quarta-feira que as negociações com a Votorantim não devem influir nos três grandes projetos de silvicultura e celulose programados para o Rio Grande do Sul e que totalizam investimentos de US$ 4,5 bilhões.
    “Quem decide essas coisas é o mercado”, afirmou Aguiar. “Se forem mantidas as tendências atuais, os três projetos irão em frente, se o mercado mudar nos próximos dois ou três anos, eles podem ser revistos”.
    Até o momento, apesar da desaceleração da economia chinesa e da crise americana, o mercado mundial de celulose se mantém aquecido, com demanda crescente e, portanto, com espaço para aumentos de produção. “Há lugar para todos os projetos em andamento no Brasil”, disse o executivo.
    Quanto ao negócio entre as duas gigantes da celulose nacional, o que ocorreu até agora, segundo Aguiar, foi uma proposta do grupo Votorantim para comprar as ações da Aracruz que pertencem ao grupo Lorentzen.
    Erling Lorentzen, empresário norueguês, hoje com mais de 80 anos, é um dos fundadores da Aracruz e tem 28% do capital da empresa, pelos quais a Votorantim Celulose e Papel (VCP) ofereceu R$ 2,7 bilhões.
    A proposta foi aceita, mas a conclusão do negócio depende da anuência do outro sócio controlador, o Banco Safra, que também tem 28% do capital da Aracruz e pelo contrato de acionistas tem preferência na compra das ações.
    Segundo Aguiar, o banco pode simplesmente manter sua posição atual e deixar que a VCP, que já tem 28% das ações da Aracruz, se torne controladora. Mas pode também o Safra exercer o direito de preferência e se tornar o controlador da empresa.
    Pode ainda ocorrer um acordo entre o Safra e a Votorantim para fundir Aracruz e VCP, dividindo ambos o controle. Não é descartável, ainda, segundo Aguiar, a hipótese de o Safra preferir vender também a sua parte na Aracruz para a VCP, que ficaria sozinha no negócio.
    O Safra têm até o dia 4 de novembro para se manifestar.