Categoria: X.Categorias velhas

  • Empresa vai estudar impactos no Morro do Osso

    Carlos Matsubara, Ambiente JA
    A Aracruz Celulose recebeu na segunda-feira (25/08) ofício da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) com a queixa do Conselho de Meio Ambiente do Município de Porto Alegre (Comam).
    O documento se refere a não inclusão do Parque do Morro do Osso no EIA-Rima da ampliação da fábrica em Guaíba.
    Area de preservação permanente o parque, na orla do Guaiba em Porto Alegre, está a menos de dez quilômetros da indústria.
    Conforme o gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Aracruz, Clovis Zimmer, a empresa irá atender plenamente o que foi recomendado pelo ofício do Comam.
    Isso significa que os estudos sobre os impactos diretos e indiretos no Parque do Morro do Osso serão iniciados em breve. “Recebemos o ofício e vamos cumpri-lo integralmente”, assegura.
    O estudo será realizado pela própria empresa em conjunto com uma consultoria ainda a ser contratada. “Na realidade as recomendações do Comam não são muito diferentes do que já está no EIA-Rima, que não cita nominalmente o parque, mas abrange geograficamente a área definida pelo empreendimento”, justifica.
    A Aracruz já havia anunciado que parte dos recursos de medida compensatória de R$ 18 milhões seria repassada ao parque. O valor do repasse deverá ser decidido pela administração do parque.
    Suspensão da LP seria “medida extrema”
    O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (Comam) pode pedir, em reunião hoje (28/08), a suspensão da Licença Prévia (LP) da ampliação da unidade de Guaíba da Aracruz Celulose e por conseqüência, a paralisação das obras.
    Conforme a ambientalista Káthia Vasconcellos Monteiro, esta seria uma medida extrema, mas que pode ocorrer caso o conselho chegue a conclusão de que a ampliação da fábrica signifique uma ameaça ao Parque Natural do Morro do Osso, na zona sul de Porto Alegre.
    Segundo a resolução 13/90 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) todo o empreendimento que causar impacto ambiental tem que necessariamente passar pela aprovação do órgão de gerenciamento da unidade de conservação num raio de 10 quilômetros. A área inclui o parque, mas a Secretaria do Meio Ambiente do Município (Smam) não foi consultada no processo de licenciamento por parte da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), nem pela Aracruz. “Vamos ouvir o que a Associação em Defesa do Morro do Osso tem a dizer para depois liberar sobre a questão”, diz a conselheira.

  • Rosário parte para o ataque

    Na entrevista concedida à Rádio Guaíba, na tarde desta terça-feira (26), a candidata à prefeitura disse que a Frente Popular trabalha com a afirmação do seu projeto e apresenta as suas idéias. “O eleitor quer nitidez programática. As pessoas não gostam de discurso gelatinoso. Nós temos lado, partido e opinião: somos de esquerda. E esta posição dá segurança ao eleitor”, observou Maria. E completou: “é uma postura diferente de quem quer passar a idéia de novidade, mesmo estando de braços dados com o PPS, partido que ajudou a eleger Fogaça e Yeda e acaba de ganhar uma diretoria na CEEE”.
    *Crédito da foto: Inês Arigoni

  • Tribunal de contas começa a auditar pedágios

    Cleber Dioni
    Terminou ontem o seminário técnico de dois dias que o Tribunal de Contas do Estado promoveu para situar os auditores que vão analisar as concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul a partir de setembro.
    A questão dos pedágios é uma das mais polêmicas do Estado, desde que foram implantadas as primeiras cancelas, há dez anos. Já mereceu uma CPI no ano passado..
    Ontem, por exemplo, foram apresentadas duas posições opostas. Pela manhã, o secretário de infra-estrutura Daniel de Andrade, defensor da prorrogação, mediante adequação, dos atuais contratos de 15 para 25 anos.
    À tarde, o ex-ministro dos Transportes, engenheiro Cloraldino Severo, severo crítico do modelo implantado. Ele reclamou transparência nos planos do governo estadual.”Até agora, o que existe é um secretário junto com essas empresas concessionárias tentando vender este peixe para a sociedade”, ressaltou
    “Não há razão para prorrogar os contratos”, diz ex-ministro
    No segundo e último dia do Seminário sobre Infra-estrutura Rodoviária promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em Porto Alegre a fim de dar sustentação técnica aos auditores que vão analisar as concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul, o ex-ministro dos Transportes, Cloraldino Severo disse que não há justificativa do ponto do interesse público para uma prorrogação dos atuais contratos de pedágio.
    Segundo ele, são falsas as opções apresentadas para prorrogar os contratos de concessão. “Não há nenhuma necessidade de fazê-la. Eles terminam em 2013. Não se estará adiantando coisa nenhuma em tentar prorrogar algo sobre o qual existe amplo consenso de que o modelo aplicado não serve. O próprio secretário de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade, disse hoje aqui que o modelo é totalmente inaceitável”.
    “No trabalho que eu fiz aqui, mostro todas as razões pelas quais esse modelo é inusitado, entre aspas, porque só existe no Rio Grande do Sul, um modelo completamente equivocado na sua fórmula e que leva a custos ineficientes, desnecessários e desproporcionais aos serviços que presta à sociedade”, explicou.
    Ele deu como exemplo o pólo de Pelotas, que considera o caso mais triste por ter sido feita a prorrogação. “Mudou em parte o objeto, aumentou o valor da tarifa e prorrogou o prazo. Esse é um caso que o Tribunal de Contas da União deveria analisar com mais profundidade. As tarifas estão absurdamente caras e tem como baixar aquelas tarifas de Pelotas”, ressaltou.
    Outra questão levantada por Cloraldino foi a legalidade dos contratos. Disse que a interpretação dada durante dez anos era de que os contratos previam conservação, pequenas restaurações e operação e que somente agora o Estado reconhece que as empresas precisam fazer outras coisas.
    “Aí se diz que vão duplicar 260, 280 quilômetros de estrada, construir pontes, viadutos e esses investimentos vão a 1,7 bilhão de reais, segundo o documento do Estado. Aí querem aditar o contrato, sim mas o contrato não foi feito para isso”, afirma.
    Segundo ele, as empresas querem mudar o objeto do contrato. “Então, a questão da prorrogação nós consideramos o modelo inaceitável e ilegal, porque estaremos dando um contrato que eu calculo de R$ 4 a 5 bilhões no mínimo o valor desses contratos prorrogados, mas há quem diga que é o dobro. Não é lícito o governo sentar, a portas fechadas, para negociar um contrato desse porte com a iniciativa privada, sem licitação. A senhora governadora tem tudo para bater o martelo em acordo com os interesses do Rio Grande do Sul. Até agora, o que existe é um secretário junto com essas empresas concessionárias tentando vender este peixe para a sociedade”, ressaltou
    Cloraldino lembrou ainda de uma ação, há alguns anos, onde o Ministério Público Federal questionou legalidade da licitação, mas que não resultou em nada. “Isso tá sendo empurrado com a barriga e os motivos para isso a gente nunca consegue explicar, não é?”.
    Segundo o coordenador do setor de Auditoria de Obras Públicas do TCE, Alcimar Andrade Arrais, o trabalho de revisão dos contratos não tem caráter punitivo, e servirá apenas para verificar e, se for ocaso, recomendar melhorias nos serviços prestados.
    Para o deputado estadual Francisco Appio (PP), que participa da frente parlamentar sobre os pedágios, será muito bom que o TCE revise as concessões dos pedágios, as quais classifica como onerosas, que realizam pouco e cobram muito, e fazem das concessionárias as empresas com maior rentabilidade do país. “Um indicador econômico diz que elas alcançaram no ano passado 33,9% de lucro líquido, o que nem o melhor banco consegue esta rentabilidade. Ora, quem está pagando a conta não é o presidente Lula nem a governadora yeda, mas o cidadão que usa as rodovias. Não podemos conviver com essa verdadeira escravidão, essa é a realidade dos moradores das cidades sedes que pagam tarifas cheias por pequenos percursos e não tem nem onde reclamar”, frisou.
    Segundo o parlamentar, causou estranheza que tenham passado o pólo de Pelotas, do programa estadual para o programa federal. “Isso foi instituído por lei, de rodovia federal delegado ao Estado. Rasgaram uma lei específica que foi criada aqui, votada em janeiro de 1996, uma das leis de concessões do pólo de Pelotas, foi desprezada, desconsiderada, alongado o prazo por mais 25 anos, o que a nosso juízo configura uma grande e criminosa irregularidade que a sociedade cobra investigação e uma solução. Foi uma pena que na CPI dos Pedágios não tivemos o tempo suficiente para fazer esta investigação”, completa.

  • Para FHC denúncias contra Yeda devem ser apuradas

    Cleber Dioni
    Em visita a Porto Alegre ontem para receber uma homenagem do Governo do Estado que o condecorou com a Comenda Ordem do Ponche Verde, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso atendeu aos jornalistas que pediram sua avaliação sobre as denúncias de corrupção contra o Governo de Yeda Crusius, que pertence ao seu partido, o PSDB.
    Fernando Henrique disse que era preciso apurar as suspeitas, mas não via motivos para dar aos fatos uma dimensão maior que a realidade. Ele referiu-se à casa da governadora, sem que o imóvel tenha sido citado pelos repórteres. E deu como exemplo uma situação parecida que ocorreu com o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral de 1994: “Tem que apurar, é só isso e não tem jeito. Quando o presidente Lula era candidato surgiu uma denúncia de um apartamento que ele comprou. Mas eu não explorei isso. E não acho que o presidente Lula seja uma pessoa que não tenha uma vida correta. A mesma coisa eu digo da governadora Yeda. Acho que é uma pessoa que tem uma vida correta, agora, os fatos tem que ser apurados”, afirmou.
    Entre um e outro cumprimento, num Salão do Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, extremamente lotado, com autoridades civis e militares e correligionários disputando sua atenção, Fernando Henrique destacou ainda a necessidade de se fazer a reforma política “para coordenar a maioria”, e comentou sobre a postura que manteve como presidente durante as eleições municipais. “Quando eu era presidente, só declarei voto para minha cidade, que é São Paulo, e não me meti em outra eleição. Agora que eu sou ex-presidente, eu só posso dar minha opinião lá em São Paulo. Já dei. Não vou fazer campanha. Quem for presidente tem que ter uma posição bem mais plural”, ressaltou.
    O ex-presidente destacou também os resultados positivos da política energética de seu governo, referindo-se às reservas de petróleo descobertas recentemente, . “A flexibilização deu resultado, dobramos a produção e vamos seguir adiante. O petróleo foi, é e continuará sendo da União, tá na lei, é patrimônio do povo. Não sei se devia fazer um outra empresa. Precisa realmente modificar a legislação, adaptar nas circunstâncias, a riqueza é muito grande. Não adianta colocar o carro na frente dos bois. É preciso começar a pensar como vamos usá-la para proveito de todos os brasileiros dessa e das gerações futuras”, completou.
    Homenagem pelos serviços prestados ao Estado
    A governadora Yeda Crusius concedeu a Comenda Ordem do Ponche Verde, no Grau Grã-Cruz, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelos importantes e relevantes serviços prestados ao Rio Grande do Sul.
    Em seu pronunciamento, a governadora destacou o trabalho realizado por Fernando Henrique Cardoso, que presidiu o país por dois mandatos, e destacou seu espírito pacificador e humanitário. “O Tratado de Ponche Verde é o Dia do Pacificador Caxias, e hoje é o dia do reconhecimento ao pacificador das relações econômicas, das relações sociais e das relações internacionais a partir do Brasil, que é Fernando Henrique Cardoso”, enfatizou Yeda Crusius.
    Fernando Henrique se disse emocionado com a homenagem e lembrou os tempos de pesquisas realizadas no Rio Grande do Sul nos anos 60, que fundamentaram seus trabalhos de mestrado e doutorado, e que deram origem a dois livros. “Foi com profunda emoção que recebi, dessa batalhadora admirável, que é a governadora Yeda Crusius, esta honraria, que se dá apenas para alguém que tem o Rio Grande no coração”, disse o ex-presidente.
    A Ordem do Ponche Verde é concedida a personalidades nacionais e estrangeiras que se tornam merecedoras da gratidão, do reconhecimento do Estado e da comunidade gaúcha. Foi instituída em 1972, em comemoração ao Sesquicentenário da Independência do Brasil.
    Contribuições ao RS
    Entre as realizações do governo Fernando Henrique no RS, destacam-se o investimento de mais R$ 1,1 bilhão na saúde pública e R$ 511 milhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Na reforma agrária, foram assentadas 450 mil famílias, superando os números dos últimos 30 anos. Na área da Educação, houve acréscimo de 89% para 96% na proporção de alunos alfabetizados. O crescimento nas matrículas no Ensino Médio foi de 57%. E mais de 1,750 milhão de alunos receberam merenda escolar diariamente com recursos da União. Em infra-estrutura, os investimentos do governo federal permitiram uma grande expansão da rede de telefonia para todo o país.
    No setor energético, o governo Fernando Henrique construiu a Usina Reconversora de Garruchos (permitindo a compra de energia da Argentina), concluiu a Usina de Dona Francisca, permitiu, através de investimento do capital privado, a construção da Usina Termelétrica da AES em Uruguaiana, executou obras de ampliação do Aeroporto Salgado Filho, dobrou a capacidade de operação do Porto de Rio Grande e construiu a ponte São Borja-Santo Tomé.

  • Exposição mostra força dos cultos afro no RS

    Gabriel Sobé
    Conforme constata a seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), o Rio Grande do Sul conta com cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras. O Censo de 2000 do IBGE colocou o estado como aquele que concentra o maior número de delcarados umbandistas, ultrapassando o Rio de Janeiro, e curiosamente, o estado da Bahia ocupa apenas a nona colocação no país, com 0,09% de representantes.
    Os dados constatados pelo IBGE no censo, levaram a fotógrafa Mirian Fichtner a realizar um trabalho de pesquisa retratando a força desta crescente no estado. Com quase 200 fotos emolduradas e em projeções, a fotógrafa inaugura no dia 28 de agosto a exposição Cavalo de Santo, no Átrio do Santander Cultural. O público poderá conferir a exposição até o dia 19 de setembro.
    A exposição abre às 19h do dia 27 com coquetel para convidados e pode ser visitada por todos a no dia seguinte, de terças a sextas, das 10h às 18h e sábados, das 11h às 17h. A entrada é gratuita.
    Para o secretário da Cultura de Porto Alegre, Sérgius Gonzaga, as fotos são flagrantes de uma realidade que poucos conhecem. “Em uma província que tende a se ver como branca, a religiosidade afro-brasileira é freqüentemente ignorada, apesar de sua enorme vitalidade na capital e no interior”.
    Conforme constata a seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), o estado conta com cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras.
    O Censo de 2000 do IBGE colocou o Rio Grande do Sul como estado que concentra maior número de delcarados umbandistas – 1.63% da população – ultrapassando o Rio de Janeiro, e curiosamente, o estado da Bahia ocupa apenas a nona colocação no país, com 0,09% de representantes.
    Enquanto no país como um todo houve uma redução de 0,4% para 0,3% de brasileiros que se declararam pertencentes às religiões afro-brasileiras, uma redução de 22,7% no mesmo período, no Rio Grande do Sul, para o mesmo grupo religioso, houve um aumento de declarações de adeptos da ordem de 1,2% para 1,6%, uma variação positiva de 33,6%.
    A caracterização dos umbandistas gaúchos se difere pelo tradicionalismo do estado. Há a mistura nas típicas vestimentas do Pai-de-santo gaúcho, com o uso de bombachas no lugar das túnicas.

  • Aumenta tráfico de animais silvestres no Estado

    Luiza Oliveira Barbosa, Ambiente JÁ
    A Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama/RS (Dicof) divulgou um balanço do primeiro semestre deste ano onde foram aplicados 200 autos de infração no Estado e apreendidos 735 animais silvestres, sendo 708 aves, 18 mamíferos, nove répteis. “As pessoas acham que tráfico de animais só acontece em outros locais, e não está associado à aquisição para mascotes, mas muitos animais são comercializados irregularmente em nosso Estado”, ressalta o analista ambiental Fernando Falcão.
    Segundo ele, a região metropolitana de Porto Alegre é campeã desse tipo de crime no Estado. Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha e Rolante são, respectivamente, as três cidades campeãs em apreensões. Além destas, Novo Hamburgo, Gravataí e Sapucaia do Sul também abrigam grande número de animais ilegais.
    De acordo com a Renctas (Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais) e o Ibope, muita gente ignora a legislação, por mais severa que seja. Cerca de 30% da população brasileira afirmou que tem ou que já teve animal silvestre em casa. Ou seja, pelo menos 60 milhões de animais silvestres saíram da natureza para alimentar esse comércio. Entre os animais mais citados estão os papagaios, pássaros em geral e micos. Uma das dificuldades de combater o tráfico de animais é a lucratividade. Quanto mais ameaçada e mais rara a espécie, mais lucrativo se torna o crime ambiental. Além da captura, que retira os animais de seu habitat, as técnicas usadas para o transporte dos animais se caracterizam pela crueldade.
    A analista ambiental do Núcleo de Fauna do Ibama/RS, Fernanda Rauber, cita outra dificuldade: “Uma prática que se tornou comum aqui no Estado são ordens judiciais mandando devolver os animais silvestres aos infratores”.
    Estrutura
    As equipes de fiscais do Núcleo de Fauna e da Divisão de Fiscalização da Superintendência do Ibama/RS realizam operações de fiscalização de fauna em residências e criadouros. O problema, segundo Falcão, é a equipe reduzida de funcionários.
    A Supes/RS possui 59 servidores nomeados em portaria para exercer a atividade de fiscalização, mas somente 34 mantêm dedicação exclusiva nessa atividade.
    Para facilitar o trabalho de fiscalização, o analista pede que a população denuncie pela Linha Verde (0800-61-8080), o que permite distribuir as ocorrências de acordo com a competência dos órgãos ambientais.
    Falcão destaca que a parceria com o Batalhão Ambiental da Brigada Militar e os novos procedimentos, como uso de imagens de satélite, levantamento preliminar dos locais que serão fiscalizados, permitem melhor planejamento das ações. “Com esses instrumentos é possível elaborar melhor as estratégias e ter mais eficiência nas operações”, explica.
    No ano passado, até o mês de novembro, foram lavrados pela Superintendência 1.221 Autos de Infração.
    Criada em fevereiro de 1998, a Lei dos Crimes Ambientais classifica crimes contra a fauna matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida autorização da autoridade competente ou em desacordo com a licença obtida.
    Os animais mais apreendidos no primeiro semestre de 2008
    Canário-da-terra (170)
    Trinca-ferro (134)
    Cardeal (110)
    Azulão (90)
    Coleiro-papa-capim (77)
    Sanhaço-frade (47)
    Pintassilgo (29)
    Tico-tico-rei (27)
    Papagaio-verdadeiro (19)
    Sabiá-laranjeira (14)
    Coleiro-do-brejo (13)
    Tié-preto (10)
    Conforme a Lei 9.605/98 e o Decreto 3.179/99, os animais apreendidos poderão ter a seguinte destinação:
    a) libertados em seu habitat natural, após verificação da sua adaptação as condições de vida silvestre;
    b) entregues a jardins zoológicos, fundações ambientalistas ou entidades assemelhadas, desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados;
    c) na impossibilidade das alternativas anteriores, o órgão ambiental poderá confiar os animais a fiel depositário.

  • Crise sem fim abala a cúpula política do RS

    Cleber Dioni
    Motivo do inquérito permanece em segredo
    Parece não ter fim a crise ética que atinge as estruturas do poder no Rio Grande do Sul. Desde o início de 2008 não passa uma semana sem que estoure uma bomba, envolvendo políticos e funcionários situados na cúpula do poder político do Estado.
    Começou com a “fraude dos selos”, que envolveu dois deputados estaduais e funcionários graduados da Assembléia Legislativa no desvio de R$ 3 milhões.
    O caso ainda ocupava as manchetes quando uma bomba ainda maior estourou com a “Operação Rodin” em que a Polícia Federal desmontou um esquema criminoso que desde 2003 já havia se apropriado de R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito.
    Por conta da “fraude do Detran” já caíram quatro secretários do governo estadual e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas foi afastado do cargo.
    Na CPI que procurou estabelecer as responsabilidades políticas no caso, surgiu a denúncia de irregularidades na compra da casa da governadora Yeda Crusius, hoje sob investigação do TCE.
    Agora, fica-se sabendo que desde o dia 1º. de agosto, o Ministério Publico Federal está autorizado pelo do Supremo Tribunal Federal investigar oito pessoas num inquérito, originado em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre e que corre em segredo de Justiça.
    A autorização do STF era necessária, porque o caso envolve quatro pessoas com foro privilegiado: os deputados federais José Otávio Germano, ex-secretário estadual de Segurança, e Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes (Governo FHC), o presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira (PMDB), o prefeito de Sapucaia do Sul, Marcelo Machado, e o secretário estadual de Habitação e Saneamento, Marco Alba, também deputado pelo PMDB.
    O inquérito, de número 2.741, com 12 volumes e 2.895 páginas, por decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, relator do processo, foi mantido em segredo de Justiça. Além dos quatro políticos com mandato e, portanto, com foro privilegiado, estão implicados o chefe de gabinete da Prefeitura de Sapucaia do Sul, Renan Presser; o secretário de Governo da Prefeitura Municipal de Canoas, Francisco de Oliveira Fraga (PTB), um dos réus na fraude do Detran; e Marco Antônio Camino.
    No site do STF consta que no dia 15 de agosto, o deputado José Otávio Germano pediu para ter acesso ao processo, o que lhe foi negado. A mesma providência foi tomada por Eliseu Padilha, com o mesmo resultado.
    Nem o MPF, nem o ministro Marco Aurélio Mello, revelaram o objeto do inquérito. Pelas ligações entre os envolvidos, depreende-se que a denúncia envolva desvio de verbas na área de saneamento, onde estão investidos R$ 1 bilhão em recursos do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo federal.
    Quem é quem
    Otávio Germano (PP) foi secretário de Segurança no governo anterior (Germano Rigotto) e tem seu nome implicado nas investigações da Operação Rodin, que indicia várias pessoas próximas ao deputado.
    Eliseu Padilha é secretário geral do PMDB no Rio Grande do Sul e trabalha para ter seu nome indicado pelo partido para concorrer a governador em 2010.
    Alceu Moreira (PMDB) é o atual presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele foi secretário da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano no governo Germano Rigotto.
    Marco Alba exerce, no momento, o cargo de Secretário Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano no governo de Yeda Crusius (PSDB).
    Alceu Moreira e Marco Alba tem vínculos estreitos com o deputado federal Eliseu Padilha. Alba tem sob sua responsabilidade a aplicação de um bilhão de reais em obras de saneamento incluídas no PAC.
    Francisco Fraga é secretário de governo da prefeitura de Canoas, e também ligado a Eliseu Padilha.

  • Livramento vai resgatar o polêmico general farrapo

    Cleber Dioni *
    Após 61 anos, Santana do Livramento voltará a abrigar os restos mortais de David Canabarro, o general que se tornou um dos grandes heróis riograndenses, mas que para alguns pesquisadores não passou de um traidor, responsável pelo massacre dos lanceiros negros farrapos, em Porongos.
    Os despojos serão retirados na segunda-feira (25) de manhã e seguirão em uma urna rumo ao município da fronteira-oeste, onde o líder farroupilha escolheu para viver a partir dos 32 anos de idade. O túmulo do cemitério da Santa Casa de Porto Alegre foi aberto na quarta-feira passada para verificar as condições dos despojos, o que segundo o presidente da Comissão de Remoção e Translado de David Canabarro, o poeta Edilson Villagran Martins, está em boas condições de conservação.
    O translado será escoltado inicialmente pela guarda de honra da Brigada Militar e depois por um grupo de tradicionalistas santanenses, ficando o revezamento dos cavalarianos a cargo dos CTGs das cidades por onde cruzar.
    A chegada a Livramento está prevista para o dia 13 de setembro, véspera dos festejos da Semana Farroupilha. Será enterrado junto a um monumento com seu busto, que está sendo feito na vizinha Rivera, no Uruguai. O local escolhido para receber o mausoléu é um terreno ao lado da antiga residência do líder farroupilha, onde o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a administração municipal irão instalar o Museu do Pampa.
    Cerca de 20 integrantes do Grupo Santanense de Cavalgada percorrerão mais de 500 quilômetros a cavalo escoltando a urna e a centelha da Chama Crioula, acesa este ano em São Leopoldo. A urna será levada em um carro.
    Há uma forte ligação histórica entre os dois fatos: a chegada dos despojos de Canabarro à Capital, há 61 anos (05.09.1947), coincide com a criação da Chama Crioula, símbolo máximo das comemorações da Semana Farroupilha. Sendo que alguns dos jovens tradicionalistas que realizaram o cortejo fúnebre, a cavalo, no dia 5, participaram do piquete no acendimento da primeira Chama, no dia 7. Figuravam entre eles, Cyro Dutra Ferreira, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes e Orlando Degrazzia.
    Um memorial para o mausoléu
    A comissão responsável pelo translado elaborou um projeto para captação de recursos através das leis de incentivo à cultura a fim de construir um memorial na Praça General Osório, no centro de Livramento, para receber os restos mortais de Canabarro. O projeto, inicialmente orçado em R$ 90 mil, subiu para R$ 150 mil, depois que o busto de Canabarro, no monumento existente na praça desde 1935, e que seria transferido para o novo espaço, foi roubado em setembro do ano passado. Agora, uma equipe de Rivera, cidade uruguaia vizinha a Livramento, foi contratada para esculpir o busto do farrapo que ficará num terreno adquirido recentemente pelo município, ao lado da casa que pertenceu à Canabarro, onde está prevista a instalação do Museu do Pampa.
    O memorial foi desenhado pela arquiteta Ana Zart Bonilha. Concebido como o “Espaço David Canabarro”, o monumento fica em posição de destaque sobre uma base em granito polido que abrigaria os despojos do general. Na pedra serão gravados os nomes das principais batalhas das quais o líder farrapo participou. O espaço terá ainda um jardim feito com terra de Taquari, cidade natal de Canabarro, um espelho d’água e bancos no entorno A área total, incluindo a pavimentação, tem cerca de 70m².
    “A idéia central é resgatar a memória histórica dos santanenses e ao mesmo tempo criar um espaço de convívio e contemplação que se torne referência para o turismo da fronteira”, ressalta arquiteta.
    Uma longa jornada
    O presidente da comissão assegura que já está de posse de todas autorizações para realizar a viagem.
    Ele cita contribuições importantes de familiares como João Fernandes, trineto de Canabarro, e Clóvis Fernandes, tataraneto do general, que estiveram envolvidos na comissão e ajudaram a recolher assinaturas de parentes.
    Além dos familiares, foram necessárias autorizações do provedor da Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre, José Sperb Sanseverino, de representantes da Liga de Defesa Nacional, do Governo do Estado, da Prefeitura de Santana do Livramento e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRS).
    O presidente da comissão confessa que não foi fácil convencer a todos. “A idéia surgia de tempos em tempos mas esse último projeto teve início em 2003. Alguns não se deram conta da importância histórica disso tudo e se mantiveram neutros, mas muitos ajudaram. Para o poeta, o historiador Ivo Caggiani teve frustrada sua tentativa devido à falta de apoio.
    Desta vez, o último obstáculo foi o parecer favorável do IHGRS. “Havia alguma resistência na entidade. Na assembléia que definiria o parecer, o professor Moacyr Flores não compareceu”, destaca o poeta.
    O prefeito Renato Baptista dos Santos, de Taquari, cidade natal de Canabarro, em 2006 chegou a esboçar uma reação contra a idéia da transferência para Livramento, mas foi demovido pelo próprios descendentes de Canabarro que moram na fronteira-oeste. Hoje, evita em falar no assunto.
    Villagrán pretende distribuir 100 medalhas com a fisionomia do general a todas instituições e pessoas que se engajaram nessa mobilização.
    Piquete criou Chama Crioula
    A chegada dos restos mortais de David Canabarro em Porto Alegre, em setembro de 1947, coincide com a criação da Chama Crioula, símbolo máximo das comemorações da Semana Farroupilha.
    Há uma ligação histórica entre os dois fatos, além de terem completado 60 anos: é que a alguns dos jovens tradicionalistas que realizaram o cortejo fúnebre, a cavalo, no dia 5, participaram do piquete no acendimento da primeira Chama Crioula, no dia 7.
    O gesto, batizado inicialmente como Ronda Gaúcha, foi o embrião do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Teve como protagonistas oito estudantes do Colégio Julio de Castilhos, que ficaram conhecidos como o “Grupo dos 8”. Eram eles: Antônio João de Sá Siqueira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Cyro Dutra Ferreira, Fernando Machado Vieira, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, João Machado Vieira e Orlando Degrazzia.
    Paixão Côrtes liderava o grupo e foi quem organizou a formação da guarda de honra civil que acompanharia a cavalo os despojos do general farroupilha em troca da liberação do Exército para a retirada de uma centelha da pira da Pátria. Levado até o Julinho, o fogo acendeu um candeeiro, simbolizando o culto aos personagens da Revolução Farroupilha, iniciada naquele mês, em 1835.
    Um Panteon para os heróis
    A Liga de Defesa Nacional foi quem mandou remover os despojos do general porque pretendia construir no cemitério da Santa Casa de Porto Alegre o Panteon Riograndense, obra jamais realizada.
    Uma nota de 10 linhas na página 2 do Correio do Povo, do dia 5 de setembro de 1947, uma sexta-feira, publica um telegrama do prefeito Flavio Mena Barreto Matos endereçado ao major Darci Vignoli, presidente da Liga de Defesa Nacional, em que anuncia a chegada dos restos mortais de Canabarro, às 10 horas da manhã, no aeroporto de São João, em Porto Alegre. A urna chegaria em avião da Força Aérea Brasileira pilotado pelo tenente-coronel aviador Remo Canabarro Lucas, bisneto do general farrapo.
    Na edição de sábado, dia 6, o jornal publica uma foto do cortejo, com os militares, na frente, conduzindo a urna. E fala no Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Julio de Castilhos que, “associando-se à homenagem, escalou um grupo de cavalarianos para, em trajes gauchescos, acompanhar os seus despojos até a praça Senador Florêncio, onde os mesmos foram entregues oficialmente à Irmandade da Santa Casa”.
    No dia seguinte, o CP informa que “pouco antes de ser extinto o fogo da pira da Pátria, no Parque Farroupilha, foi nele acendida uma tocha e conduzida por alunos do Colégio Julio de Castilhos, todos vestidos com roupas tipicamente gaúchas, e conduzindo as bandeiras Farroupilha e Nacional, até o saguão do colégio, onde a chama simbólica foi colocada numa pequena pira que permanecerá acesa até o dia 20 de setembro, data em que se comemora mais um aniversário da Revolução Farroupilha. Esse período é denominado “Ronda Gaúcha”. Nos desfiles do dia 20, apenas a Brigada Militar desfilou em frente ao Palácio Piratini, prestando continência ao governador Valter Jobim.
    Dias inesquecíveis
    A movimentação de jovens pilchados a cavalo pelas ruas de Porto Alegre tornou aqueles primeiros dias de setembro inesquecíveis para Paixão Côrtes. Ele lembra que o departamento de tradições do Julinho preparou várias festividades, entre elas, um baile gaúcho e um concurso de pilchas, no Teresópolis Tênis Club, do qual foi julgador o escritor Manoelito de Ornelas. ‘”Nós queríamos passar toda aquela semana, em especial, revivendo os costumes lá de fora”, afirma o folclorista.
    Mas o fato inusitado naqueles dias foi a preparação dos jovens para o cortejo fúnebre. “Tivemos que sair por aí, conseguir cavalos, arreios, depois as pessoas nos olhavam como um bando de loucos andando a cavalo na cidade. Mas cumprimos com o combinado e no 7 de setembro, em plena João Pessoa, nos foi autorizados acender a Chama Crioula. Estávamos embandeirados com os símbolos do colégio e do Rio Grande do Sul. Levamos a Chama para o salão do Julinho, onde foi acender o Candeeiro Crioulo”.
    Logo em seguida, várias pessoas foram se juntar aos jovens tradicionalistas, entre eles, Luiz Carlos Barbosa Lessa, também aluno do Julinho, um dos fundadores do primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Estado, o CTG 35, e que viria se tornar mais tarde um dos maiores pesquisadores da cultura gaúcha.
    Museu será pólo cultural
    A propriedade que pertenceu a Canabarro vai virar o Museu do Pampa Gaúcho, projeto elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em convênio com a prefeitura de Livramento.
    A administração municipal comprou o imóvel para que o Iphan o reformasse e é o próprio instituto que vai supervisionar a instalação do museu.
    A aquisição demorou mais do que o previsto porque o antigo morador, Luiz de Mello Arnes, ganhou o título de uso capião no início de 2007, o que dificultou a desapropriação. Arnes residiu com seus familiares na casa histórica por mais de três décadas. O município teve que desembolsar R$ 200 mil para receber as chaves.
    A propriedade fica na avenida 24 de Maio, 1024, esquina com a rua Barão do Triunfo e ao lado de uma unidade do Exército. Está distante cerca de 500 metros da Praça General Osório, no Centro, e 900 metros da fronteira com Rivera.
    Canabarro mandou construir a residência por volta de 1845 para servir de hospedagem a ele e a seus familiares enquanto estivessem de passagem na cidade. Depois, doou a uma irmã. O general passava a maior parte do tempo na estância São Gregório, no distrito do Cati, em Livramento. Viveu na campanha até a morte, em 1867.
    A casa é simples. Os registros do Iphan da época do tombamento, em maio de 1953, dão alguns detalhes: “possui paredes externas executadas em alvenaria de pedra, as internas em pau-a-pique e a cobertura em telhas cerâmicas, do tipo capa/canal, constituindo um exemplo da arquitetura singela característica da região da campanha do Rio Grande do Sul”.
    A arquiteta Ana Lúcia Meira, superintendente do Iphan no Estado, diz que a propriedade tombada pelo patrimônio histórico está sendo pensada como um ode à vida, ao bioma Pampa, ao ambiente, à cultura.
    A historiadora Beatriz Muniz Freire, do Iphan, é quem vai supervisionar a instalação do museu. “A proposta não se limita a contar através de peças e fotos a trajetória de Canabarro. É muito mais do que isso. A idéia é transformar o Museu do Pampa num referencial da cultura gaúcha na Região da Campanha”, afirma.
    A casa será umas das peças do museu, que pode se transformar num projeto maior, que incluiria o prédio da Estação Ferroviária, hoje em desuso, distante cerca de 100 metros dali. “A cidade de Livramento possui muitos espaços, tem a Estação Ferroviária, tem a estrutura do antigo Frigorífico Armour, mais distante. Pensamos em transformar aquela área em torno da casa, e quem sabe a cidade, num pólo cultural, poderemos firmar um acordo binacional, onde o vizinho Uruguai poderia contribuir com sua história e recursos técnicos”, explica.
    De acordo com o projeto, serão instaladas salas de espetáculo e de exposições permanentes e temporárias, uma biblioteca com acervo sobre a conquista da fronteira, coleções de interesse artístico e histórico, e estuda-se também até uma loja de artesanato.
    A arquiteta Ana Meira não viu sentido em permitir a construção do memorial a Canabarro no terreno do futuro museu. “Colocar um enterramento lá significaria mudar totalmente esse sentido e o Museu do Pampa viraria um mausoléu, tudo o que não queremos”, salienta. Por isso, a prefeitura adquiriu um outro terreno, segundo Villagran.
    Para a diretora do Departamento de Cultura de Livramento, Cecília Amaral, o museu deve se transformar num ponto turístico e num dos maiores referenciais da cultura sul-rio-grandense. “Queremos que o museu seja um centro cultural, uma referência sobre a história da conquista da fronteira”, diz Cecília.
    Falta definir o que será transferido do Museu David Canabarro para o futuro Museu do Pampa, ainda que o órgão municipal possua pouquíssimos objetos do general farroupilha. Uma das peças é um quadro de autor desconhecido, pintado em Pelotas em 1887 e doado pelo Museu Julio de Castilhos em 1953. Há algumas peças expostas, como uma faixa e duas dragonas que estão identificadas como de David Martins, mas que se referem a um general santanense que, enquanto tenente, chegou a servir como secretário de Canabarro e, mais tarde, já no posto de general, comandou a divisão dos maragatos em Livramento durante a Revolução Federalista, em 1893.
    Gil aconselhou patrocinadores
    Quando esteve no Estado em novembro de 2005 para a reinauguração do Museu Dom Diogo, de Bagé, o ministro da Cultura Gilberto Gil lembrou que a implantação do Museu do Pampa, em Livramento, e do Museu do Doce, em Pelotas, foram aprovados no projeto de Modernização de Museus 2005/2006 do MinC/Iphan.
    Sugeriu que, a exemplo do Museu Dom Diogo, os dois projetos deveriam ser viabilizados por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), com patrocínio de instituições federais como Petrobras ou Caixa Econômica Federal, que já financiaram várias instituições do Estado.
    Caggiani foi pioneiro
    A idéia de transformar a casa bicentenária em museu surgiu em 1954, um ano depois de ser tombada pelo Iphan. Foi proposta pelo historiador e jornalista Ivo Caggiani, um dos melhores biógrafos do general farrapo. Ele também foi o primeiro a pedir o retorno dos restos mortais do oficial para Livramento.
    Caggiani, falecido em abril de 2000, queria que o imóvel virasse o museu David Canabarro, mas quem ficou com a denominação foi o museu municipal. A iniciativa tinha um alcance maior: incluía o tombamento da fazenda São Gregório e do quartel-general de Canabarro, não muito distante da sua estância. Mas não vingou.
    Em 2003, a superintendência do Iphan no Rio Grande do Sul elaborou um projeto específico para aquela propriedade a fim de criar um pólo cultural na região. Devido ao péssimo estado de conservação da casa, e as sucessivas alterações ao longo dos anos, os técnicos do órgão federal sugeriram à Prefeitura que desapropriasse o imóvel para que fossem feitas as restaurações.
    A questão foi parar na Justiça, e se arrastou por quatro anos. Nesse meio tempo, a casa foi restaurada. Até que, em julho de 2007, o antigo morador desocupou o imóvel.
    A cidade que acolheu o general
    Santana do Livramento, na fronteira-oeste do Estado, a 500 quilômetros da Capital, foi a cidade que David Canabarro escolheu para viver a partir dos 32 anos de idade, aproximadamente, depois de servir como tenente nas forças do coronel Bento Gonçalves, na Campanha de 1828, que culminou com a independência do Uruguai.
    Foi morar com o tio Antônio Ferreira Canabarro na estância São Gregório, em Livramento. Ali começou a criar gado. E foi no interior desse município, na fazenda do capitão Antônio Mendes de Oliveira, que o general morreu, em 12 de abril de 1867, aos 70 anos, vítima de tétano, sendo sepultado ao lado dos irmãos João e Silvério. Foi o tio Antônio quem o inspirou a mudar o sobrenome para Canabarro.
    A permanência do líder farrapo no município, somada ao fato de ali terem sido criados dezenas de parentes do general, explicam em parte o carinho especial que o povo santanense dedica a Canabarro. Acredita-se que todos os parentes que vivem hoje em Livramento descendam de Maria Angélica, a filha mais velha de Canabarro. Jurema Fernandes Caggiani, viúva do jornalista Ivo Caggiani, Maria Leda Fernandes Rodrigues e João Fernandes são alguns dos bisnetos de Maria Angélica, que casou com 14 anos e teve 14 filhos.
    Militar aos 15 anos
    Canabarro, um dos nomes mais expressivos da Revolução Farroupilha, nasceu David José Martins, no dia 22 de agosto de 1796, na localidade de Pinheiros, município de Taquari, distante 94 quilômetros da Capital. Era filho do porto-alegrense José Martins Coelho e da catarinense Mariana Inácia de Jesus, neto pelo lado paterno de José Martins Faleiros e Jacinta Rosa, naturais da Ilha Terceira, e pelo lado materno, de Manuel Teodósio Ferreira e Perpétua de Jesus.
    Iniciou a carreira militar na campanha de Dom Diogo, em 1811, aos 15 anos. A partir daí, lutou em todas as guerras das quais participou o governo imperial brasileiro. Ingressou na Revolução Farroupilha em 1836. Comandou a fundação da República Juliana, em 1839, após a tomada de Laguna, em Santa Catarina. Teve apoio decisivo do revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi.
    Em junho de 1843, assumiu o comando-em-chefe das forças farroupilhas, tendo recusado apreender a espada de Bento Gonçalves, afirmando que somente o próprio general poderia guardá-la. Passou a negociar a anistia diretamente com o general Luis Alves de Lima e Silva, então Barão de Caxias, a serviço do Império.
    Ficou na história sua resposta a um convite do general argentino Juan Manuel de Rosas para que reunissem as forças contra o Império do Brasil: “O primeiro de vossos soldados que transpuser a fronteira fornecerá o sangue com o qual assinaremos a paz com os imperiais”. Após a anistia, participou das Campanhas contra Oribe e Rosas e da Guerra do Paraguai.
    Houve traição?
    O jornalista Ivo Caggiani sempre discordou da versão de que Canabarro tivesse traído os lanceiros negros para acertar a paz com Caxias. Em seu livro David Canabarro, de Tenente a General, diz que a grande preocupação de Caxias era justamente Canabarro, a quem nunca conseguira vencer. “Caxias se surpreendeu com a batalha de Porongos, quando escreveu ao ministro da Guerra, Jerônimo Coelho, afirmando que, sem dúvida, é a primeira vez que Canabarro é surpreendido, o que até agora parecia impossível por sua contínua vigilância”.
    O historiador Sérgio da Costa Franco diz que o assunto não está resolvido: “Não existem provas definitivas da traição”, sustenta.
    Já o professor Moacyr Flores não têm dúvidas da traição do general. Entre os vários indícios, ele destaca que horas antes do massacre, uma patrulha farroupilha liderada pelo major Polvadeira foi atacada por soldados do coronel Francisco Pedro de Abreu, mais conhecido por Chico Pedro ou por Moringue. Os sobreviventes retornaram e foram relatar a Canabarro sobre o ocorrido. Mas o general teria desdenhado: “Pra que lado sopra o vento? Esse Moringue só com o cheiro da minha catinga já vai fugir”. Diz-se que estava na companhia de sua amante, a “papagaia”, mulher do médico da tropa, José Duarte.
    O combate de Porongos aconteceu na madrugada de 14 de novembro de 1844 no Cerro de Porongos, município de Pinheiro Machado, distante 370 quilômetros de Porto Alegre, na região Sul do Estado. Cerca de cem soldados negros a serviço dos Farrapos foram mortos por uma coluna imperial sob as ordens do coronel Chico Pedro.
    Flores diz que estavam em Porongos em torno de 400 farrapos, divididos em três acampamentos: dos índios, dos brancos e dos negros, este sob as ordens do capitão Teixeira Nunes, o gavião.
    Tempo de guerra, mentira como terra
    A controvérsia : Canabarro mandou desarmar os negros porque temia uma revolta interna ou porque havia combinado com o Império o extermínio desses lanceiros? O certo é que foram massacrados. Os que sobreviveram foram enviados para trabalhar na fazenda Santa Cruz, do imperador, no Rio de Janeiro.
    O problema : as tratativas de paz com o Barão de Caxias, comandante das forças imperiais, não envolvia a libertação dos escravos negros. Só que essa era uma promessa feita pela República Rio-grandense aos que lutassem ao lado dos farrapos. O que fazer então com esses soldados ? O clima certamente era tenso entre os negros. Os generais Netto e Bento Gonçalves teriam se retirado das negociações por não abrirem mão da liberdade dos escravos guerreiros. Daí teria surgido, então, a armação para liquidar com o problema. Estariam envolvidos na trama Canabarro, Manuel Lucas de Oliveira, Moringue e Caxias.
    A prova: um ofício de Caxias endereçado a Moringue com instruções para atacar o acampamento. Um dos trechos dizia o seguinte: “Não receie da infantaria inimiga, pois ela há de receber ordem de um Ministro e do seu General-em-chefe para entregar o cartuchame sobre [sic] pretexto de desconfiança dela. Se Canabarro ou Lucas, que são os únicos que sabem de tudo, forem prisioneiros, deve dar-lhes escapula de maneira que ninguém possa nem levemente desconfiar, nem mesmo os outros que eles pedem que não sejam presos, pois V. Sá. bem deve conhecer a gravidade deste secreto negócio que nos levará em poucos dias ao fim da revolta desta Província…”.
    A maioria dos historiadores, no entanto, considerou o documento uma falsificação de Moringue. O jornalista Alfredo Ferreira Rodrigues disse que a intenção do coronel era desmoralizar Canabarro diante de seus soldados. Tempo de guerra, mentira como terra.
    (*) Com reportagem publicada originalmente no jornal Extra Classe, em março deste ano.

  • Bilheteiros em cena

    Adriana Lampert
    Vendas de ingressos para o 15º Porto Alegre em Cena iniciam neste domingo
    Neste domingo (24), às 8h, passam a funcionar no andar térreo da Usina do Gasômetro as 31 bilheterias para a venda dos ingressos para o 15º Porto Alegre em Cena, um dos maiores festivais de artes cênicas da América Latina, que este ano tem o patrocínio da Petrobras, Braskem e Caixa Econômica Federal. As vendas pela internet iniciam às 15h do mesmo dia. Nos demais dias as bilheterias funcionarão das 10h às 20h. Os ingressos custarão R$ 20,00 com diversos descontos.
    Esta edição celebra os 15 anos do festival. Neste período, o POA em Cena moveu públicos diversos para assistir a espetáculos de teatro, dança e música, e trouxe grandes nomes do mundo das artes como Ariane Mnouchkine, Peter Brook, Eimuntas Nekrosius, Ushio Amagatsu, Norma Aleandro, Goran Bregovic, Zé Celso Martinez Corrêa e Philip Glass.
    Serão 21 dias de boas atrações internacionais e brasileiras, e homenagens a outros parceiros locais que também comemoram datas representativas em 2008, como o projeto 150 anos em 15 – onde o festival louvará os 150 anos da fundação do Theatro São Pedro – e uma mostra dos principais trabalhos da Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz, vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo do 2º Prêmio Braskem Em Cena (2007). O grupo completa, em 2008, 30 anos de criação artística ininterrupta.

    /* Style Definitions */
    table.MsoNormalTable
    {mso-style-name:”Tabela normal”;
    mso-tstyle-rowband-size:0;
    mso-tstyle-colband-size:0;
    mso-style-noshow:yes;
    mso-style-parent:””;
    mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
    mso-para-margin:0cm;
    mso-para-margin-bottom:.0001pt;
    mso-pagination:widow-orphan;
    font-size:10.0pt;
    font-family:”Times New Roman”;
    mso-ansi-language:#0400;
    mso-fareast-language:#0400;
    mso-bidi-language:#0400;}

    Dos 62 espetáculos, os mais esperados são The Grand Inquisitor, do inglês Peter Brook; Fausto, do lituano Eimuntas Nekrosius; Os Persas, do búlgaro Dimiter Gotscheff, e Os Bandidos, do brasileiro Zé Celso Martinez. A primeira atração do festival (que vai de 02 a 22 de setembro), será o show da artista multimídia Laurie Anderson, com seu novo disco, Homeland. A grande festa do teatro se encerra dia 22 de setembro com o espetáculo Angenor, onde a cantora Cida Moreira interpreta canções de Cartola, no ano de seu centenário.

    ESPETÁCULOS:

    100 SHAKESPEARE – São Paulo

    • 06 e 07 de setembro

    Teatro do CIEE – 18h

    A ARTE DE TER RAZÃO – Rio de Janeiro

    05, 06 e 07 de setembro

    Teatro Carlos Carvalho – 18h

    A COMÉDIA DOS ERROS – Porto Alegre

    • 08 de setembro

    Studio Stravaganza – 19h

    A ESPERA DE TOM – São Paulo

    • 17 e 18 de setembro

    Instituto Goethe – 22h

    A FALECIDA – Rio de Janeiro

    • 20 e 21 de setembro

    Teatro Renascença – 20h

    A GÊNESE ORDINÁRIA – Minas Gerais

    • 13 e 14 de setembro

    Teatro de Câmara Túlio Piva – 22h

    A LENDA DE SEPÉ TIARAJU – São Paulo

    • 13 de Setembro

    Usina do Gasômetro – 16h30m

    • 14 de Setembro

    Parque da Redenção – 15h

    • 15 de Setembro

    EMEF. José Mariano Beck – 19h30m

    • 16 de Setembro

    EMEF. Vila Monte Cristo – 19h30m

    • 17 de Setembro

    EMEF. Presidente Vargas – 19h30m

    • 18 de Setembro

    EMEF. Afonso Guerreiro Lima – 19h30m

    A MEGERA DOMADA – Porto Alegre

    · 10 de setembro

    Teatro de Câmara – 22h

    A OBSCENA SRA. D – São Paulo

    • 09, 10 e 11 de setembro

    Teatro Carlos Carvalho – 18h

    A SALAMANCA DO JARAU – Porto Alegre

    • 15 de setembro

    Teatro Renascença – 20h

    AMORES SURDOS – Minas Gerais

    • 17, 18 e 19 de setembro

    Teatro de Câmara Túlio Piva – 22h

    ANGENOR – São Paulo

    • 21 e 22 de setembro

    Theatro São Pedro – 21h

    ANTES – Argentina

    • 15, 16 e 17 de setembro

    Sala Álvaro Moreyra – 23h

    ANTICLÁSSICO – Rio de Janeiro

    • 19, 20 e 21 de setembro

    Instituto Goethe – 22h

    CHALAÇA, A PEÇA – São Paulo

    · 16 e 17 de setembro

    Theatro São Pedro – 21h

    COMEÇAR A TERMINAR – São Paulo

    • 18, 19 e 20 de setembro

    Theatro São Pedro – 21h

    CONCEIÇÃO – Pernambuco

    • 10 e 11 de setembro

    Teatro Renascença – 20h

    CRÓNICA DE JOSÉ AGARROTADO – Espanha

    • 05, 06 e 07 de setembro

    Sala Álvaro Moreyra – 23h

    DETERMINADAS PESSOAS – WEIGEL – São Paulo

    • 05, 06 e 07 de setembro

    Teatro Renascença – 20h

    DEPOIS DE TUDO – São Paulo

    • 11 e 12 de setembro

    Teatro Bruno Kiefer – 19h

    DIE PERSER (OS PERSAS) – Alemanha

    · 03 e 04 de setembro

    Theatro São Pedro – 21h

    DUAS NA CENA – Porto Alegre

    • 04 de setembro

    Álvaro Moreyra – 23h

    ENTRE NÓS – Pernambuco

    • 08 e 09 de setembro

    FAUSTO – Lituânia

    • 12 e 13 de setembro – 19h
    • 14 de setembro – 18h

    Theatro São Pedro

    FOLIAS FELLINIANAS – Porto Alegre

    • 03 de setembro

    Teatro Renascença – 20h

    FORTUNA PIANO TRIO – Itália

    · 12 de setembro

    Instituto Goethe – 22h

    GATOMAQUIA – SETE FORMAS DE CONTAR – Uruguai

    • 03, 04 e 05 de setembro

    Teatro SESC – 20h

    GUARDAVIDAS – Argentina

    • 19, 20 e 21 de setembro

    Sala Álvaro Moreyra – 23h

    HISTÓRIA DE UM CANTO DO MUNDO – Porto Alegre

    • 09 de setembro

    Teatro de Câmara – 22h

    I LOVE CLINT EASTWOOD – Uruguai

    • 06, 07 e 08 de setembro

    Teatro de Arena – 19h

    IMPERADOR E GALILEU – São Paulo

    • 03 e 04 de setembro

    Teatro do CIEEE – 21h

    LA VIDA ES SUEÑO – Uruguay

    • 09 e 10 de setembro

    Theatro São Pedro – 21h

    LAS APARENCIAS ENGANAN – Uruguay

    • 05, 06 e 07 de setembro

    Instituto Goethe – 22h

    LA NOCHE CANTA SUS CANCIONES – Argentina

    • 16, 17 e 18 de setembro

    Teatro Bruno Kiefer – 19h

    LAS RELACIONES DE CLARA – Uruguay

    • 12, 13 e 14 de setembro

    Sala Álvaro Moreyra – 23h

    LAURIE ANDERSON – EUA

    • 02 e 03 de setembro

    Teatro do SESI – 21h

    MARÉ – ADRIANA CALCANHOTTO – Rio de Janeiro

    • 19, 20 e 21 de setembro

    Teatro Bourbon – 21h

    MARGARIDAS ENLATADAS – Porto Alegre

    • 12 de setembro

    Teatro de Câmara – 22h

    MI ALMA – Porto Alegre

    • 11 de setembro

    Sesc – 20h

    MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS – Porto Alegre

    • 20 de setembro

    Usina do Gasômetro – 17h – teatro de rua

    NOITE DE REIS – Portugal

    • 20 e 21 de setembro

    Teatro Bruno Kiefer – 19h

    O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO – Porto Alegre

    • 19 de setembro

    Praça da Alfândega – 12h

    • 20 de setembro

    Usina do Gasômetro – 15h

    • 21 de setembro

    Redenção – 12h

    O ANIMAL DO TEMPO – Rio de Janeiro

    • 12, 13 e 14 de setembro

    Sala Carlos Carvalho – 18h

    O GRANDE INQUISIDOR – França

    • 14 de Setembro – 18h
    • 15 e 16 de Setembro – 21h

    Teatro do CIEE

    O REI DA CULTURA – PÉRICLES CAVALCANTI – São Paulo

    • 13 de setembro

    Teatro Renascença – 20h

    O VÔO DA SERPENTE ENGOLE O CÍRCULO DO SOL – Minas Gerais

    • 15, 16 e 17 de setembro

    Teatro do SESC – 20h

    OS BANDIDOS – São Paulo

    • 17, 18 e 19 de setembro

    Usina do Gasômetro – 20h

    ÓPERA DE SANGUE – Porto Alegre

    • 16 de setembro

    Teatro Novo DC – Sala Carmem Silva – 20h

    POR ELISE – Minas Gerais

    • 20 e 21 de setembro

    Teatro de Câmara – 22h

    PROJETO HOMENS AO MAR – São Paulo

    • ZONA DE GUERRA
    • 08, 09 e 10 de setembro

    Museu do Trabalho – 20h

    • LONGA VIAGEM DE VOLTA PRA CASA
    • 11, 12 e 13 de setembro

    Museu do Trabalho – 20h

    RE-SINTOS – Porto Alegre

    · 07 de setembro

    Theatro São Pedro – 18h

    RIMAS NO CORPO – São Paulo

    • 06 e 07 de setembro
      Teatro do SESC – 20h

    RITUAL ÍNTIMO – São Paulo

    • 04, 05 e 06 de setembro

    Bruno Kiefer – 19h

    SUSANA RINALDI Y SU SEXTETO – Argentina

    • 15 e 16 de setembro

    Teatro do SESI – 21h

    TIO VÂNIA – São Paulo

    • 09, 10 e 11 de setembro

    Teatro do CIEEE – 21h

    TUDO O QUE GIRA PARECE A FELICIDADE

    ARTHUR NESTROVSKI

    • 05 de setembro
    • Theatro São Pedro – 21h

    MIGUEL WISNIK – São Paulo

    • 06de setembro
    • Theatro São Pedro – 21h

    UN ACTO DE COMUNION- URUGUAI

    • 09 de setembro

    Sala Álvaro Moreyra – 19h e 23h

    ZÉ MALANDRO E A MORTE – Dinamarca

    • 08 de Setembro

    Cesmar- Centro Social Marista – 14h e 15h30

    • 09 de Setembro

    EMEF. Aramy Silva – 14h e 15h30

    • 09 de Setembro

    EMEF. Morro da Cruz – 8h30 e 9h30

    • 13 e 14 de Setembro

    Teatro Bruno Kiefer – 16h

    ZÉ MIGUEL WISNIK – São Paulo

    • 06 de setembro

    Theatro São Pedro – 21h

  • II Seminário Docomo sul começa nesta segunda-feira no Campus Porto Alegre Uniritter

    Encontro reúne profissionais em torno do tema “Concreto – Plasticidade e Industrialização na Arquitetura do Conesul Americano – 1930/70”. Evento segue durante a semana na Faculdade de Arquitetura da UFRGS.
    O II Seminário Docomomo Sul será realizado em Porto Alegre, de segunda (25/08) a quarta-feira (27/08), com atividades no UniRitter, na UFRGS e na Fundação Iberê Camargo. A abertura ocorre nesta segunda-feira, às 9h, no Auditório Master do UniRitter (Rua Orfanotrófio, 555 – Alto Teresópolis – Fone 3230-3333).
    De fundamental importância para a memória da Arquitetura mundial, o Docomomo é uma organização não-governamental com representação em mais de quarenta países criada para documentar e preservar as criações do Movimento Moderno.
    O encontro deste ano reúne profissionais em torno do tema “Concreto – Plasticidade e Industrialização na Arquitetura do Conesul Americano – 1930/70”. O evento é promovido pelos Núcleos RS e Brasil do Docomomo, sediados, respectivamente, nas Faculdades de Arquitetura e Urbanismo do UniRitter e da UFRGS.
    Na conferência de abertura, Margareth da Silva Pereira (RJ), Hugo Segawa (SP) e Cláudio Araújo, Moacyr Moojen Marques e Emil Bered (Porto Alegre) falam sobre Arquitetos e Engenheiros – Rio, São Paulo e Porto Alegre entre guerras. A programação completa e as inscrições para o evento podem ser obtidas no site www.ufrgs.br/docomomo.