Carlos Matsubara, Ambiente JA
A Aracruz Celulose recebeu na segunda-feira (25/08) ofício da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) com a queixa do Conselho de Meio Ambiente do Município de Porto Alegre (Comam).
O documento se refere a não inclusão do Parque do Morro do Osso no EIA-Rima da ampliação da fábrica em Guaíba.
Area de preservação permanente o parque, na orla do Guaiba em Porto Alegre, está a menos de dez quilômetros da indústria.
Conforme o gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Aracruz, Clovis Zimmer, a empresa irá atender plenamente o que foi recomendado pelo ofício do Comam.
Isso significa que os estudos sobre os impactos diretos e indiretos no Parque do Morro do Osso serão iniciados em breve. “Recebemos o ofício e vamos cumpri-lo integralmente”, assegura.
O estudo será realizado pela própria empresa em conjunto com uma consultoria ainda a ser contratada. “Na realidade as recomendações do Comam não são muito diferentes do que já está no EIA-Rima, que não cita nominalmente o parque, mas abrange geograficamente a área definida pelo empreendimento”, justifica.
A Aracruz já havia anunciado que parte dos recursos de medida compensatória de R$ 18 milhões seria repassada ao parque. O valor do repasse deverá ser decidido pela administração do parque.
Suspensão da LP seria “medida extrema”
O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (Comam) pode pedir, em reunião hoje (28/08), a suspensão da Licença Prévia (LP) da ampliação da unidade de Guaíba da Aracruz Celulose e por conseqüência, a paralisação das obras.
Conforme a ambientalista Káthia Vasconcellos Monteiro, esta seria uma medida extrema, mas que pode ocorrer caso o conselho chegue a conclusão de que a ampliação da fábrica signifique uma ameaça ao Parque Natural do Morro do Osso, na zona sul de Porto Alegre.
Segundo a resolução 13/90 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) todo o empreendimento que causar impacto ambiental tem que necessariamente passar pela aprovação do órgão de gerenciamento da unidade de conservação num raio de 10 quilômetros. A área inclui o parque, mas a Secretaria do Meio Ambiente do Município (Smam) não foi consultada no processo de licenciamento por parte da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), nem pela Aracruz. “Vamos ouvir o que a Associação em Defesa do Morro do Osso tem a dizer para depois liberar sobre a questão”, diz a conselheira.
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Empresa vai estudar impactos no Morro do Osso
Rosário parte para o ataque
Na entrevista concedida à Rádio Guaíba, na tarde desta terça-feira (26), a candidata à prefeitura disse que a Frente Popular trabalha com a afirmação do seu projeto e apresenta as suas idéias. “O eleitor quer nitidez programática. As pessoas não gostam de discurso gelatinoso. Nós temos lado, partido e opinião: somos de esquerda. E esta posição dá segurança ao eleitor”, observou Maria. E completou: “é uma postura diferente de quem quer passar a idéia de novidade, mesmo estando de braços dados com o PPS, partido que ajudou a eleger Fogaça e Yeda e acaba de ganhar uma diretoria na CEEE”.
*Crédito da foto: Inês ArigoniTribunal de contas começa a auditar pedágios
Cleber Dioni
Terminou ontem o seminário técnico de dois dias que o Tribunal de Contas do Estado promoveu para situar os auditores que vão analisar as concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul a partir de setembro.
A questão dos pedágios é uma das mais polêmicas do Estado, desde que foram implantadas as primeiras cancelas, há dez anos. Já mereceu uma CPI no ano passado..
Ontem, por exemplo, foram apresentadas duas posições opostas. Pela manhã, o secretário de infra-estrutura Daniel de Andrade, defensor da prorrogação, mediante adequação, dos atuais contratos de 15 para 25 anos.
À tarde, o ex-ministro dos Transportes, engenheiro Cloraldino Severo, severo crítico do modelo implantado. Ele reclamou transparência nos planos do governo estadual.”Até agora, o que existe é um secretário junto com essas empresas concessionárias tentando vender este peixe para a sociedade”, ressaltou
“Não há razão para prorrogar os contratos”, diz ex-ministro
No segundo e último dia do Seminário sobre Infra-estrutura Rodoviária promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em Porto Alegre a fim de dar sustentação técnica aos auditores que vão analisar as concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul, o ex-ministro dos Transportes, Cloraldino Severo disse que não há justificativa do ponto do interesse público para uma prorrogação dos atuais contratos de pedágio.
Segundo ele, são falsas as opções apresentadas para prorrogar os contratos de concessão. “Não há nenhuma necessidade de fazê-la. Eles terminam em 2013. Não se estará adiantando coisa nenhuma em tentar prorrogar algo sobre o qual existe amplo consenso de que o modelo aplicado não serve. O próprio secretário de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade, disse hoje aqui que o modelo é totalmente inaceitável”.
“No trabalho que eu fiz aqui, mostro todas as razões pelas quais esse modelo é inusitado, entre aspas, porque só existe no Rio Grande do Sul, um modelo completamente equivocado na sua fórmula e que leva a custos ineficientes, desnecessários e desproporcionais aos serviços que presta à sociedade”, explicou.
Ele deu como exemplo o pólo de Pelotas, que considera o caso mais triste por ter sido feita a prorrogação. “Mudou em parte o objeto, aumentou o valor da tarifa e prorrogou o prazo. Esse é um caso que o Tribunal de Contas da União deveria analisar com mais profundidade. As tarifas estão absurdamente caras e tem como baixar aquelas tarifas de Pelotas”, ressaltou.
Outra questão levantada por Cloraldino foi a legalidade dos contratos. Disse que a interpretação dada durante dez anos era de que os contratos previam conservação, pequenas restaurações e operação e que somente agora o Estado reconhece que as empresas precisam fazer outras coisas.
“Aí se diz que vão duplicar 260, 280 quilômetros de estrada, construir pontes, viadutos e esses investimentos vão a 1,7 bilhão de reais, segundo o documento do Estado. Aí querem aditar o contrato, sim mas o contrato não foi feito para isso”, afirma.
Segundo ele, as empresas querem mudar o objeto do contrato. “Então, a questão da prorrogação nós consideramos o modelo inaceitável e ilegal, porque estaremos dando um contrato que eu calculo de R$ 4 a 5 bilhões no mínimo o valor desses contratos prorrogados, mas há quem diga que é o dobro. Não é lícito o governo sentar, a portas fechadas, para negociar um contrato desse porte com a iniciativa privada, sem licitação. A senhora governadora tem tudo para bater o martelo em acordo com os interesses do Rio Grande do Sul. Até agora, o que existe é um secretário junto com essas empresas concessionárias tentando vender este peixe para a sociedade”, ressaltou
Cloraldino lembrou ainda de uma ação, há alguns anos, onde o Ministério Público Federal questionou legalidade da licitação, mas que não resultou em nada. “Isso tá sendo empurrado com a barriga e os motivos para isso a gente nunca consegue explicar, não é?”.
Segundo o coordenador do setor de Auditoria de Obras Públicas do TCE, Alcimar Andrade Arrais, o trabalho de revisão dos contratos não tem caráter punitivo, e servirá apenas para verificar e, se for ocaso, recomendar melhorias nos serviços prestados.
Para o deputado estadual Francisco Appio (PP), que participa da frente parlamentar sobre os pedágios, será muito bom que o TCE revise as concessões dos pedágios, as quais classifica como onerosas, que realizam pouco e cobram muito, e fazem das concessionárias as empresas com maior rentabilidade do país. “Um indicador econômico diz que elas alcançaram no ano passado 33,9% de lucro líquido, o que nem o melhor banco consegue esta rentabilidade. Ora, quem está pagando a conta não é o presidente Lula nem a governadora yeda, mas o cidadão que usa as rodovias. Não podemos conviver com essa verdadeira escravidão, essa é a realidade dos moradores das cidades sedes que pagam tarifas cheias por pequenos percursos e não tem nem onde reclamar”, frisou.
Segundo o parlamentar, causou estranheza que tenham passado o pólo de Pelotas, do programa estadual para o programa federal. “Isso foi instituído por lei, de rodovia federal delegado ao Estado. Rasgaram uma lei específica que foi criada aqui, votada em janeiro de 1996, uma das leis de concessões do pólo de Pelotas, foi desprezada, desconsiderada, alongado o prazo por mais 25 anos, o que a nosso juízo configura uma grande e criminosa irregularidade que a sociedade cobra investigação e uma solução. Foi uma pena que na CPI dos Pedágios não tivemos o tempo suficiente para fazer esta investigação”, completa.Para FHC denúncias contra Yeda devem ser apuradas
Cleber Dioni
Em visita a Porto Alegre ontem para receber uma homenagem do Governo do Estado que o condecorou com a Comenda Ordem do Ponche Verde, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso atendeu aos jornalistas que pediram sua avaliação sobre as denúncias de corrupção contra o Governo de Yeda Crusius, que pertence ao seu partido, o PSDB.
Fernando Henrique disse que era preciso apurar as suspeitas, mas não via motivos para dar aos fatos uma dimensão maior que a realidade. Ele referiu-se à casa da governadora, sem que o imóvel tenha sido citado pelos repórteres. E deu como exemplo uma situação parecida que ocorreu com o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral de 1994: “Tem que apurar, é só isso e não tem jeito. Quando o presidente Lula era candidato surgiu uma denúncia de um apartamento que ele comprou. Mas eu não explorei isso. E não acho que o presidente Lula seja uma pessoa que não tenha uma vida correta. A mesma coisa eu digo da governadora Yeda. Acho que é uma pessoa que tem uma vida correta, agora, os fatos tem que ser apurados”, afirmou.
Entre um e outro cumprimento, num Salão do Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, extremamente lotado, com autoridades civis e militares e correligionários disputando sua atenção, Fernando Henrique destacou ainda a necessidade de se fazer a reforma política “para coordenar a maioria”, e comentou sobre a postura que manteve como presidente durante as eleições municipais. “Quando eu era presidente, só declarei voto para minha cidade, que é São Paulo, e não me meti em outra eleição. Agora que eu sou ex-presidente, eu só posso dar minha opinião lá em São Paulo. Já dei. Não vou fazer campanha. Quem for presidente tem que ter uma posição bem mais plural”, ressaltou.
O ex-presidente destacou também os resultados positivos da política energética de seu governo, referindo-se às reservas de petróleo descobertas recentemente, . “A flexibilização deu resultado, dobramos a produção e vamos seguir adiante. O petróleo foi, é e continuará sendo da União, tá na lei, é patrimônio do povo. Não sei se devia fazer um outra empresa. Precisa realmente modificar a legislação, adaptar nas circunstâncias, a riqueza é muito grande. Não adianta colocar o carro na frente dos bois. É preciso começar a pensar como vamos usá-la para proveito de todos os brasileiros dessa e das gerações futuras”, completou.
Homenagem pelos serviços prestados ao Estado
A governadora Yeda Crusius concedeu a Comenda Ordem do Ponche Verde, no Grau Grã-Cruz, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelos importantes e relevantes serviços prestados ao Rio Grande do Sul.
Em seu pronunciamento, a governadora destacou o trabalho realizado por Fernando Henrique Cardoso, que presidiu o país por dois mandatos, e destacou seu espírito pacificador e humanitário. “O Tratado de Ponche Verde é o Dia do Pacificador Caxias, e hoje é o dia do reconhecimento ao pacificador das relações econômicas, das relações sociais e das relações internacionais a partir do Brasil, que é Fernando Henrique Cardoso”, enfatizou Yeda Crusius.
Fernando Henrique se disse emocionado com a homenagem e lembrou os tempos de pesquisas realizadas no Rio Grande do Sul nos anos 60, que fundamentaram seus trabalhos de mestrado e doutorado, e que deram origem a dois livros. “Foi com profunda emoção que recebi, dessa batalhadora admirável, que é a governadora Yeda Crusius, esta honraria, que se dá apenas para alguém que tem o Rio Grande no coração”, disse o ex-presidente.
A Ordem do Ponche Verde é concedida a personalidades nacionais e estrangeiras que se tornam merecedoras da gratidão, do reconhecimento do Estado e da comunidade gaúcha. Foi instituída em 1972, em comemoração ao Sesquicentenário da Independência do Brasil.
Contribuições ao RS
Entre as realizações do governo Fernando Henrique no RS, destacam-se o investimento de mais R$ 1,1 bilhão na saúde pública e R$ 511 milhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Na reforma agrária, foram assentadas 450 mil famílias, superando os números dos últimos 30 anos. Na área da Educação, houve acréscimo de 89% para 96% na proporção de alunos alfabetizados. O crescimento nas matrículas no Ensino Médio foi de 57%. E mais de 1,750 milhão de alunos receberam merenda escolar diariamente com recursos da União. Em infra-estrutura, os investimentos do governo federal permitiram uma grande expansão da rede de telefonia para todo o país.
No setor energético, o governo Fernando Henrique construiu a Usina Reconversora de Garruchos (permitindo a compra de energia da Argentina), concluiu a Usina de Dona Francisca, permitiu, através de investimento do capital privado, a construção da Usina Termelétrica da AES em Uruguaiana, executou obras de ampliação do Aeroporto Salgado Filho, dobrou a capacidade de operação do Porto de Rio Grande e construiu a ponte São Borja-Santo Tomé.Exposição mostra força dos cultos afro no RS
Gabriel Sobé
Conforme constata a seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), o Rio Grande do Sul conta com cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras. O Censo de 2000 do IBGE colocou o estado como aquele que concentra o maior número de delcarados umbandistas, ultrapassando o Rio de Janeiro, e curiosamente, o estado da Bahia ocupa apenas a nona colocação no país, com 0,09% de representantes.
Os dados constatados pelo IBGE no censo, levaram a fotógrafa Mirian Fichtner a realizar um trabalho de pesquisa retratando a força desta crescente no estado. Com quase 200 fotos emolduradas e em projeções, a fotógrafa inaugura no dia 28 de agosto a exposição Cavalo de Santo, no Átrio do Santander Cultural. O público poderá conferir a exposição até o dia 19 de setembro.
A exposição abre às 19h do dia 27 com coquetel para convidados e pode ser visitada por todos a no dia seguinte, de terças a sextas, das 10h às 18h e sábados, das 11h às 17h. A entrada é gratuita.
Para o secretário da Cultura de Porto Alegre, Sérgius Gonzaga, as fotos são flagrantes de uma realidade que poucos conhecem. “Em uma província que tende a se ver como branca, a religiosidade afro-brasileira é freqüentemente ignorada, apesar de sua enorme vitalidade na capital e no interior”.
Conforme constata a seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), o estado conta com cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras.
O Censo de 2000 do IBGE colocou o Rio Grande do Sul como estado que concentra maior número de delcarados umbandistas – 1.63% da população – ultrapassando o Rio de Janeiro, e curiosamente, o estado da Bahia ocupa apenas a nona colocação no país, com 0,09% de representantes.
Enquanto no país como um todo houve uma redução de 0,4% para 0,3% de brasileiros que se declararam pertencentes às religiões afro-brasileiras, uma redução de 22,7% no mesmo período, no Rio Grande do Sul, para o mesmo grupo religioso, houve um aumento de declarações de adeptos da ordem de 1,2% para 1,6%, uma variação positiva de 33,6%.
A caracterização dos umbandistas gaúchos se difere pelo tradicionalismo do estado. Há a mistura nas típicas vestimentas do Pai-de-santo gaúcho, com o uso de bombachas no lugar das túnicas.Aumenta tráfico de animais silvestres no Estado
Luiza Oliveira Barbosa, Ambiente JÁ
A Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama/RS (Dicof) divulgou um balanço do primeiro semestre deste ano onde foram aplicados 200 autos de infração no Estado e apreendidos 735 animais silvestres, sendo 708 aves, 18 mamíferos, nove répteis. “As pessoas acham que tráfico de animais só acontece em outros locais, e não está associado à aquisição para mascotes, mas muitos animais são comercializados irregularmente em nosso Estado”, ressalta o analista ambiental Fernando Falcão.
Segundo ele, a região metropolitana de Porto Alegre é campeã desse tipo de crime no Estado. Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha e Rolante são, respectivamente, as três cidades campeãs em apreensões. Além destas, Novo Hamburgo, Gravataí e Sapucaia do Sul também abrigam grande número de animais ilegais.
De acordo com a Renctas (Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais) e o Ibope, muita gente ignora a legislação, por mais severa que seja. Cerca de 30% da população brasileira afirmou que tem ou que já teve animal silvestre em casa. Ou seja, pelo menos 60 milhões de animais silvestres saíram da natureza para alimentar esse comércio. Entre os animais mais citados estão os papagaios, pássaros em geral e micos. Uma das dificuldades de combater o tráfico de animais é a lucratividade. Quanto mais ameaçada e mais rara a espécie, mais lucrativo se torna o crime ambiental. Além da captura, que retira os animais de seu habitat, as técnicas usadas para o transporte dos animais se caracterizam pela crueldade.
A analista ambiental do Núcleo de Fauna do Ibama/RS, Fernanda Rauber, cita outra dificuldade: “Uma prática que se tornou comum aqui no Estado são ordens judiciais mandando devolver os animais silvestres aos infratores”.
Estrutura
As equipes de fiscais do Núcleo de Fauna e da Divisão de Fiscalização da Superintendência do Ibama/RS realizam operações de fiscalização de fauna em residências e criadouros. O problema, segundo Falcão, é a equipe reduzida de funcionários.
A Supes/RS possui 59 servidores nomeados em portaria para exercer a atividade de fiscalização, mas somente 34 mantêm dedicação exclusiva nessa atividade.
Para facilitar o trabalho de fiscalização, o analista pede que a população denuncie pela Linha Verde (0800-61-8080), o que permite distribuir as ocorrências de acordo com a competência dos órgãos ambientais.
Falcão destaca que a parceria com o Batalhão Ambiental da Brigada Militar e os novos procedimentos, como uso de imagens de satélite, levantamento preliminar dos locais que serão fiscalizados, permitem melhor planejamento das ações. “Com esses instrumentos é possível elaborar melhor as estratégias e ter mais eficiência nas operações”, explica.
No ano passado, até o mês de novembro, foram lavrados pela Superintendência 1.221 Autos de Infração.
Criada em fevereiro de 1998, a Lei dos Crimes Ambientais classifica crimes contra a fauna matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida autorização da autoridade competente ou em desacordo com a licença obtida.
Os animais mais apreendidos no primeiro semestre de 2008
Canário-da-terra (170)
Trinca-ferro (134)
Cardeal (110)
Azulão (90)
Coleiro-papa-capim (77)
Sanhaço-frade (47)
Pintassilgo (29)
Tico-tico-rei (27)
Papagaio-verdadeiro (19)
Sabiá-laranjeira (14)
Coleiro-do-brejo (13)
Tié-preto (10)
Conforme a Lei 9.605/98 e o Decreto 3.179/99, os animais apreendidos poderão ter a seguinte destinação:
a) libertados em seu habitat natural, após verificação da sua adaptação as condições de vida silvestre;
b) entregues a jardins zoológicos, fundações ambientalistas ou entidades assemelhadas, desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados;
c) na impossibilidade das alternativas anteriores, o órgão ambiental poderá confiar os animais a fiel depositário.Crise sem fim abala a cúpula política do RS
Cleber Dioni
Motivo do inquérito permanece em segredo
Parece não ter fim a crise ética que atinge as estruturas do poder no Rio Grande do Sul. Desde o início de 2008 não passa uma semana sem que estoure uma bomba, envolvendo políticos e funcionários situados na cúpula do poder político do Estado.
Começou com a “fraude dos selos”, que envolveu dois deputados estaduais e funcionários graduados da Assembléia Legislativa no desvio de R$ 3 milhões.
O caso ainda ocupava as manchetes quando uma bomba ainda maior estourou com a “Operação Rodin” em que a Polícia Federal desmontou um esquema criminoso que desde 2003 já havia se apropriado de R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito.
Por conta da “fraude do Detran” já caíram quatro secretários do governo estadual e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas foi afastado do cargo.
Na CPI que procurou estabelecer as responsabilidades políticas no caso, surgiu a denúncia de irregularidades na compra da casa da governadora Yeda Crusius, hoje sob investigação do TCE.
Agora, fica-se sabendo que desde o dia 1º. de agosto, o Ministério Publico Federal está autorizado pelo do Supremo Tribunal Federal investigar oito pessoas num inquérito, originado em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre e que corre em segredo de Justiça.
A autorização do STF era necessária, porque o caso envolve quatro pessoas com foro privilegiado: os deputados federais José Otávio Germano, ex-secretário estadual de Segurança, e Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes (Governo FHC), o presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira (PMDB), o prefeito de Sapucaia do Sul, Marcelo Machado, e o secretário estadual de Habitação e Saneamento, Marco Alba, também deputado pelo PMDB.
O inquérito, de número 2.741, com 12 volumes e 2.895 páginas, por decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, relator do processo, foi mantido em segredo de Justiça. Além dos quatro políticos com mandato e, portanto, com foro privilegiado, estão implicados o chefe de gabinete da Prefeitura de Sapucaia do Sul, Renan Presser; o secretário de Governo da Prefeitura Municipal de Canoas, Francisco de Oliveira Fraga (PTB), um dos réus na fraude do Detran; e Marco Antônio Camino.
No site do STF consta que no dia 15 de agosto, o deputado José Otávio Germano pediu para ter acesso ao processo, o que lhe foi negado. A mesma providência foi tomada por Eliseu Padilha, com o mesmo resultado.
Nem o MPF, nem o ministro Marco Aurélio Mello, revelaram o objeto do inquérito. Pelas ligações entre os envolvidos, depreende-se que a denúncia envolva desvio de verbas na área de saneamento, onde estão investidos R$ 1 bilhão em recursos do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo federal.
Quem é quem
Otávio Germano (PP) foi secretário de Segurança no governo anterior (Germano Rigotto) e tem seu nome implicado nas investigações da Operação Rodin, que indicia várias pessoas próximas ao deputado.
Eliseu Padilha é secretário geral do PMDB no Rio Grande do Sul e trabalha para ter seu nome indicado pelo partido para concorrer a governador em 2010.
Alceu Moreira (PMDB) é o atual presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele foi secretário da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano no governo Germano Rigotto.
Marco Alba exerce, no momento, o cargo de Secretário Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano no governo de Yeda Crusius (PSDB).
Alceu Moreira e Marco Alba tem vínculos estreitos com o deputado federal Eliseu Padilha. Alba tem sob sua responsabilidade a aplicação de um bilhão de reais em obras de saneamento incluídas no PAC.
Francisco Fraga é secretário de governo da prefeitura de Canoas, e também ligado a Eliseu Padilha.Bilheteiros em cena
Adriana Lampert
Vendas de ingressos para o 15º Porto Alegre em Cena iniciam neste domingo
Neste domingo (24), às 8h, passam a funcionar no andar térreo da Usina do Gasômetro as 31 bilheterias para a venda dos ingressos para o 15º Porto Alegre em Cena, um dos maiores festivais de artes cênicas da América Latina, que este ano tem o patrocínio da Petrobras, Braskem e Caixa Econômica Federal. As vendas pela internet iniciam às 15h do mesmo dia. Nos demais dias as bilheterias funcionarão das 10h às 20h. Os ingressos custarão R$ 20,00 com diversos descontos.
Esta edição celebra os 15 anos do festival. Neste período, o POA em Cena moveu públicos diversos para assistir a espetáculos de teatro, dança e música, e trouxe grandes nomes do mundo das artes como Ariane Mnouchkine, Peter Brook, Eimuntas Nekrosius, Ushio Amagatsu, Norma Aleandro, Goran Bregovic, Zé Celso Martinez Corrêa e Philip Glass.
Serão 21 dias de boas atrações internacionais e brasileiras, e homenagens a outros parceiros locais que também comemoram datas representativas em 2008, como o projeto 150 anos em 15 – onde o festival louvará os 150 anos da fundação do Theatro São Pedro – e uma mostra dos principais trabalhos da Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz, vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo do 2º Prêmio Braskem Em Cena (2007). O grupo completa, em 2008, 30 anos de criação artística ininterrupta.
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ESPETÁCULOS:
100 SHAKESPEARE – São Paulo
- 06 e 07 de setembro
Teatro do CIEE – 18h
A ARTE DE TER RAZÃO – Rio de Janeiro
05, 06 e 07 de setembro
Teatro Carlos Carvalho – 18h
A COMÉDIA DOS ERROS – Porto Alegre
- 08 de setembro
Studio Stravaganza – 19h
A ESPERA DE TOM – São Paulo
- 17 e 18 de setembro
Instituto Goethe – 22h
A FALECIDA – Rio de Janeiro
- 20 e 21 de setembro
Teatro Renascença – 20h
A GÊNESE ORDINÁRIA – Minas Gerais
- 13 e 14 de setembro
Teatro de Câmara Túlio Piva – 22h
A LENDA DE SEPÉ TIARAJU – São Paulo
- 13 de Setembro
Usina do Gasômetro – 16h30m
- 14 de Setembro
Parque da Redenção – 15h
- 15 de Setembro
EMEF. José Mariano Beck – 19h30m
- 16 de Setembro
EMEF. Vila Monte Cristo – 19h30m
- 17 de Setembro
EMEF. Presidente Vargas – 19h30m
- 18 de Setembro
EMEF. Afonso Guerreiro Lima – 19h30m
A MEGERA DOMADA – Porto Alegre
· 10 de setembro
Teatro de Câmara – 22h
A OBSCENA SRA. D – São Paulo
- 09, 10 e 11 de setembro
Teatro Carlos Carvalho – 18h
A SALAMANCA DO JARAU – Porto Alegre
- 15 de setembro
Teatro Renascença – 20h
AMORES SURDOS – Minas Gerais
- 17, 18 e 19 de setembro
Teatro de Câmara Túlio Piva – 22h
ANGENOR – São Paulo
- 21 e 22 de setembro
Theatro São Pedro – 21h
ANTES – Argentina
- 15, 16 e 17 de setembro
Sala Álvaro Moreyra – 23h
ANTICLÁSSICO – Rio de Janeiro
- 19, 20 e 21 de setembro
Instituto Goethe – 22h
CHALAÇA, A PEÇA – São Paulo
· 16 e 17 de setembro
Theatro São Pedro – 21h
COMEÇAR A TERMINAR – São Paulo
- 18, 19 e 20 de setembro
Theatro São Pedro – 21h
CONCEIÇÃO – Pernambuco
- 10 e 11 de setembro
Teatro Renascença – 20h
CRÓNICA DE JOSÉ AGARROTADO – Espanha
- 05, 06 e 07 de setembro
Sala Álvaro Moreyra – 23h
DETERMINADAS PESSOAS – WEIGEL – São Paulo
- 05, 06 e 07 de setembro
Teatro Renascença – 20h
DEPOIS DE TUDO – São Paulo
- 11 e 12 de setembro
Teatro Bruno Kiefer – 19h
DIE PERSER (OS PERSAS) – Alemanha
· 03 e 04 de setembro
Theatro São Pedro – 21h
DUAS NA CENA – Porto Alegre
- 04 de setembro
Álvaro Moreyra – 23h
ENTRE NÓS – Pernambuco
- 08 e 09 de setembro
FAUSTO – Lituânia
- 12 e 13 de setembro – 19h
- 14 de setembro – 18h
Theatro São Pedro
FOLIAS FELLINIANAS – Porto Alegre
- 03 de setembro
Teatro Renascença – 20h
FORTUNA PIANO TRIO – Itália
· 12 de setembro
Instituto Goethe – 22h
GATOMAQUIA – SETE FORMAS DE CONTAR – Uruguai
- 03, 04 e 05 de setembro
Teatro SESC – 20h
GUARDAVIDAS – Argentina
- 19, 20 e 21 de setembro
Sala Álvaro Moreyra – 23h
HISTÓRIA DE UM CANTO DO MUNDO – Porto Alegre
- 09 de setembro
Teatro de Câmara – 22h
I LOVE CLINT EASTWOOD – Uruguai
- 06, 07 e 08 de setembro
Teatro de Arena – 19h
IMPERADOR E GALILEU – São Paulo
- 03 e 04 de setembro
Teatro do CIEEE – 21h
LA VIDA ES SUEÑO – Uruguay
- 09 e 10 de setembro
Theatro São Pedro – 21h
LAS APARENCIAS ENGANAN – Uruguay
- 05, 06 e 07 de setembro
Instituto Goethe – 22h
LA NOCHE CANTA SUS CANCIONES – Argentina
- 16, 17 e 18 de setembro
Teatro Bruno Kiefer – 19h
LAS RELACIONES DE CLARA – Uruguay
- 12, 13 e 14 de setembro
Sala Álvaro Moreyra – 23h
LAURIE ANDERSON – EUA
- 02 e 03 de setembro
Teatro do SESI – 21h
MARÉ – ADRIANA CALCANHOTTO – Rio de Janeiro
- 19, 20 e 21 de setembro
Teatro Bourbon – 21h
MARGARIDAS ENLATADAS – Porto Alegre
- 12 de setembro
Teatro de Câmara – 22h
MI ALMA – Porto Alegre
- 11 de setembro
Sesc – 20h
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS – Porto Alegre
- 20 de setembro
Usina do Gasômetro – 17h – teatro de rua
NOITE DE REIS – Portugal
- 20 e 21 de setembro
Teatro Bruno Kiefer – 19h
O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO – Porto Alegre
- 19 de setembro
Praça da Alfândega – 12h
- 20 de setembro
Usina do Gasômetro – 15h
- 21 de setembro
Redenção – 12h
O ANIMAL DO TEMPO – Rio de Janeiro
- 12, 13 e 14 de setembro
Sala Carlos Carvalho – 18h
O GRANDE INQUISIDOR – França
- 14 de Setembro – 18h
- 15 e 16 de Setembro – 21h
Teatro do CIEE
O REI DA CULTURA – PÉRICLES CAVALCANTI – São Paulo
- 13 de setembro
Teatro Renascença – 20h
O VÔO DA SERPENTE ENGOLE O CÍRCULO DO SOL – Minas Gerais
- 15, 16 e 17 de setembro
Teatro do SESC – 20h
OS BANDIDOS – São Paulo
- 17, 18 e 19 de setembro
Usina do Gasômetro – 20h
ÓPERA DE SANGUE – Porto Alegre
- 16 de setembro
Teatro Novo DC – Sala Carmem Silva – 20h
POR ELISE – Minas Gerais
- 20 e 21 de setembro
Teatro de Câmara – 22h
PROJETO HOMENS AO MAR – São Paulo
- ZONA DE GUERRA
- 08, 09 e 10 de setembro
Museu do Trabalho – 20h
- LONGA VIAGEM DE VOLTA PRA CASA
- 11, 12 e 13 de setembro
Museu do Trabalho – 20h
RE-SINTOS – Porto Alegre
· 07 de setembro
Theatro São Pedro – 18h
RIMAS NO CORPO – São Paulo
- 06 e 07 de setembro
Teatro do SESC – 20h
RITUAL ÍNTIMO – São Paulo
- 04, 05 e 06 de setembro
Bruno Kiefer – 19h
SUSANA RINALDI Y SU SEXTETO – Argentina
- 15 e 16 de setembro
Teatro do SESI – 21h
TIO VÂNIA – São Paulo
- 09, 10 e 11 de setembro
Teatro do CIEEE – 21h
TUDO O QUE GIRA PARECE A FELICIDADE
ARTHUR NESTROVSKI
- 05 de setembro
- Theatro São Pedro – 21h
MIGUEL WISNIK – São Paulo
- 06de setembro
- Theatro São Pedro – 21h
UN ACTO DE COMUNION- URUGUAI
- 09 de setembro
Sala Álvaro Moreyra – 19h e 23h
ZÉ MALANDRO E A MORTE – Dinamarca
- 08 de Setembro
Cesmar- Centro Social Marista – 14h e 15h30
- 09 de Setembro
EMEF. Aramy Silva – 14h e 15h30
- 09 de Setembro
EMEF. Morro da Cruz – 8h30 e 9h30
- 13 e 14 de Setembro
Teatro Bruno Kiefer – 16h
ZÉ MIGUEL WISNIK – São Paulo
- 06 de setembro
Theatro São Pedro – 21h
II Seminário Docomo sul começa nesta segunda-feira no Campus Porto Alegre Uniritter
Encontro reúne profissionais em torno do tema “Concreto – Plasticidade e Industrialização na Arquitetura do Conesul Americano – 1930/70”. Evento segue durante a semana na Faculdade de Arquitetura da UFRGS.
O II Seminário Docomomo Sul será realizado em Porto Alegre, de segunda (25/08) a quarta-feira (27/08), com atividades no UniRitter, na UFRGS e na Fundação Iberê Camargo. A abertura ocorre nesta segunda-feira, às 9h, no Auditório Master do UniRitter (Rua Orfanotrófio, 555 – Alto Teresópolis – Fone 3230-3333).
De fundamental importância para a memória da Arquitetura mundial, o Docomomo é uma organização não-governamental com representação em mais de quarenta países criada para documentar e preservar as criações do Movimento Moderno.
O encontro deste ano reúne profissionais em torno do tema “Concreto – Plasticidade e Industrialização na Arquitetura do Conesul Americano – 1930/70”. O evento é promovido pelos Núcleos RS e Brasil do Docomomo, sediados, respectivamente, nas Faculdades de Arquitetura e Urbanismo do UniRitter e da UFRGS.
Na conferência de abertura, Margareth da Silva Pereira (RJ), Hugo Segawa (SP) e Cláudio Araújo, Moacyr Moojen Marques e Emil Bered (Porto Alegre) falam sobre Arquitetos e Engenheiros – Rio, São Paulo e Porto Alegre entre guerras. A programação completa e as inscrições para o evento podem ser obtidas no site www.ufrgs.br/docomomo.













