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  • Congresso na serra gaúcha debate marco legal, política e ciência do setor florestal no Mercosul

    Carlos Matsubara
    A abertura oficial acontece hoje (20/08) pela manhã. Mas o presidente do 10º Congresso Florestal Estadual e 1º Seminário Mercosul da Cadeira Madeira, Claudio Dilda saudou ontem os cerca de 800 participantes com um discurso otimista.Ele, que já foi secretário de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, reiterou por diversas vezes a abordagem ambiental dos eventos que se iniciam em Nova Prata, na Serra Gaúcha.
    “Estaremos aqui abordando questões fundamentais à vida. Este planeta nada mais é do que o resultado da permanente interação de todas as formas de vida, associadas aos fenômenos naturais de calor, chuvas, ventos, e outros”, ressaltou. Segundo Dilda, o objetivo dos eventos é dar a contribuição do setor “no tempo onde somos atores”.
    Zoneamento Ambiental
    O presidente do Congressoelegeu ainda o Zoneamento Ambiental para Silvicultura aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) como um dos pontos altos dos 40 anos de existência do Congresso Florestal, realizado a cada quatro anos. “Enquanto as mudanças climáticas são ponto de discussão no mundo, as florestas são tema preocupante no Brasil e no Rio Grande do Sul existe um zoneamento ambiental definido para a atividade”, afirmou.Parecendo antever algum constrangimento, o ex-secretário fez um chamamento aos congressistas. “Não tenham restrições para colocar seus pontos de vista, mas estejam abertos aos pontos de vista dos outros”, conclamou.
    Programação
    Proposições oriundas dos seminários regionais, preparatórios ao Congresso e Seminário. Elas buscam conciliar necessidades públicas e privadas para o desenvolvimento de estratégias voltadas às florestas nativas e plantadas. A consolidação das propostas obedecem a três eixos: marco legal, políticas públicas e ciência e tecnologia. O marco legal estadual propõe alterações em dispositivos legais vigentes, visando adaptações à nova realidade ambiental, econômica e social do setor produtivo da cadeia madeira, para
    atender peculiaridades não previstas ou abrangidas em momento anterior, mantendo o princípio de cautela para evitar permissividade e danos à sociedade.
    No eixo das políticas públicas estão a descentralização da gestão ambiental para a Silvicultura, implantação de política ou programa de Estado para incentivo à recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) e para manejo da reserva legal, estímulo à criação de cooperativas florestais, incremento a programa de silvicultura de múltiplo uso, recuperação de áreas de reserva legal com espécies exóticas para aproveitamento comercial posterior e concursos públicos estadual e municipais para técnicos florestais.
    O eixo da ciência e tecnologia prevê o fomento a pesquisas, geração de banco de dados, planejamento e uso sustentável da propriedade rural, fomento à parceria público-privada e zoneamento econômico-ambiental que englobe o sistema produtivo de uma região, ao invés de uma cultura específica.

  • Tribunal de Contas vai analisar compra da casa da governadora

    Cleber Dioni
    Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado decidiram ontem por unanimidade em reunião administrativa acatar o pedido feito pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Costa da Camino, para que o TCE aprofunde as investigações em torno da compra da casa da governadora Yeda Crusius.
    Com um breve comentário, Da Camino considerou a atitude dos conselheiros “uma medida adequada”.
    O presidente do TCE, conselheiro Porfírio Peixoto, disse que a representação oferecida pelo Ministério Público Especial foi recebido como uma denúncia, com base na Lei 12.980, que determina a competência do TCE para fiscalizar a evolução patrimonial de servidores públicos sobre os quais pesam suspeitas de enriquecimento ilícito. A lei em questão foi sancionada pela governadora ainda este ano.
    “Vou determinar a consultoria técnica da casa que ofereça orientação técnica para a aplicação da Lei. Nós precisamos estabelecer normas, regramentos, enfim, um ritual que nos autorize a tomar procedimentos”, disse Peixoto.
    Em 40 dias será nomeado um relator, por meio de sorteio eletrônico, para conduzir o processo de denúncia.
    As suspeitas
    Após analisar representação feita pelos partidos PSol, PV e PT pedindo investigações sobre a compra da casa de Yeda, o procurador encaminhou na última quinta-feira, 14, pedido para aprofundar as investigações sobre a compra da casa do bairro Vila Jardim, Zona Norte de Porto Alegre. Da Camino considerou insuficientes os documentos apresentados pelo advogado de Yeda.
    As suspeitas levantadas pelos partidos de oposição surgiram no início da CPI do Detran, que investigou a fraude milionária no órgão gaúcho. Levantou-se a hipótese de que a governadora teria se beneficiado de dinheiro ilegal oriundo da campanha do PSDB em 2006 para completar o valor do imóvel e de que o antigo proprietário, o empresário Eduardo Laranja, teria sido beneficiado através de dívidas que mantêm junto ao Banrisul.

  • Jornal Agora confirma negociações com RBS

    O jornal Agora, de Rio Grande, publicou na capa da edição de ontem uma longa nota da direção tentando desmentir a notícia veiculada no jornal JÁ sobre a venda do diário de 33 anos para o grupo RBS.
    Embora afirme que “tudo isso não passa de pura especulação” a nota acaba confirmando as negociações ao relatar uma visita do diretor de Operações da RBS, Christiano Nygaard, na semana passada.
    A visita de Nygaard foi precedida de um contato do gerente da RBS em Rio Grande, “em nome da direção maior” que manifestou interesse “em visitar nossas instalações e conversar sobre a possibilidade de alguma parceria”.
    Com o diretor geral, segundo a nota, foram tratados “assuntos relativos às expectativas do mercado informativo e publicitário de Rio Grande” e “foi notado o interesse de uma futura conversa sobre uma parceria ou mesmo aquisição do periódico, o que nos encheu de satisfação pelo reconhecimento do trabalho aqui efetuado”.
    Obviamente, o “interesse em visitar as instalações” e a “conversa sobre parceria” são eufemismos. Informações colhidas junto a fontes não oficiais, indicam que o Agora é o próximo alvo da RBS, na sua política de criar uma rede de jornais regionais, e que o negócio já está dimensionado.
    O interesse decorre das mudanças econômicas que estão começando na Zona Sul, com os empreendimentos em silvicultura, a retomada da exploração do carvão e, principalmente, os pesados investimentos do governo federal e de empresas privadas em torno do porto de Rio Grande.
    O que não se confirma até o momento é a conclusão e o valor do negócio. De acordo com nossas fontes, seriam R$ 6 milhões.
    Segundo o site Coletiva, a RBS está negociando também a aquisição do Diário de Manhã, de Criciúma, com o qual completará a sua presença nos principais pólos econômicos de Santa Catarina, uma vez que já tem o principal jornal em Florianópolis, Blumenau e Joinville.

  • Alunos da Feevale são contemplados com bolsas de incentivo à pesquisa

    Seis projetos de alunos da Feevale foram aprovados no programa de Bolsas de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico às Micro e Pequenas Empresas (Bitec 2008). O programa de abrangência nacional tem o objetivo de aproximar o conhecimento universitário da linha de produção na intenção de dar suporte à inovação de produtos e processos e aperfeiçoar a gestão das empresas com até 99 funcionários.
    Os projetos estão entre os 34 selecionados no Rio Grande do Sul, cujos autores receberão R$ 300 mensais pelo período de seis meses de estágio, prazo que os estudantes terão para executar o projeto na empresa escolhida. Os trabalhos terão início assim que o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – entidade promotora – firmar convênios com as empresas estabelecendo o repasse dos recursos, o que deve ocorrer em setembro. “A Feevale vem se configurando como uma instituição que tem forte ligação com os setores produtivos e de pesquisa aplicada”, destaca o pró-reitor de Pesquisa, Tecnologia e Inovação da Feevale, Cleber Cristiano Prodanov.
    O Bitec é uma iniciativa de cooperação entre o IEL, o Senai, o Sebrai e o CNPq, que tem por objetivo transferir conhecimentos gerados nas instituições de ensino diretamente para o setor produtivo.
    Confira os projetos aprovados:
    Floricultura e Agropecuária Ramos Ltda.
    Título do projeto: Floricultura, produção de mudas, paisagismo e
    manutenção de jardins
    Aluno: Márcio Hisayuki Sasamori
    Professor: Annette Droste
    Paisano Ind. e Com. de Vestimenta e Artefatos Gaúchos Ltda
    Título do projeto: Estruturação do Sistema de Produção Paisano (SPP)
    Aluno: Pedro Schneider;
    Professor: Felipe Morais Menezes
    Virotec Consultoria Veterinária Ltda
    Título do projeto: Consultoria científica e realização de projetos voltados à inovação de produtos e processos para as áreas de saúde animal, ambiental e saúde pública.
    Aluno: Juliana Comerlato
    Professor: Fernando Rosado Spilki
    Associação de Desenvolvimento Tecnológico do Vale
    Título do projeto: Obstáculos à inovação nas empresa associadas ao Parque
    Tecnológico do Vale do Rio dos Sinos
    Aluno: Thiago Roberto Steffens
    Professor: Filipe Ramos Barroso
    Qualivida Consultoria em Saúde Ltda
    Título do projeto: Projeto de adequação para acessibilidade em empresa
    prestadora de serviços em ergonomia
    Aluno: Caroline Ramm Machado
    Professor: Jacinta Sidegum Renner
    Gueto Ecodesign Ltda
    Título do projeto: Desenvolvimento de website como ferramenta estratégica
    Aluno: Paulo Jefferson Staudt;
    Professor: Marshal Becon Lauzer

  • Homenagem a Brizola incentiva desempenho escolar

    Projeto criado no ano passado pelo deputado Gilmar Sossella (PDT), e aprovado ontem pela Comissão de Educação e Cultura, da Assembléia Legislativa, institui o Troféu Educacional Governador Leonel de Moura Brizola para as escolas com melhor desempenho na avaliação do Ministério de Educação.
    O objetivo é que sejam contempladas com o troféu as três primeiras escolas da rede pública estadual e municipal que obtiverem as melhores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. O prêmio será entregue no ano subseqüente ao resultado divulgado pelo Ministério da Educação, no mês que dá início ao ano letivo.
    O indicador do Ministério se baseia no desempenho dos alunos nas avaliações nacionais, como a Prova Brasil e Saeb, e nas taxas de aprovação e repetência escolar.
    “Desta forma, não haverá erro na premiação, pois serão contempladas as escolas que obtiverem as melhores notas, cuja avaliação é realizada por meio de índices justos e corretos, não pairando, portanto, qualquer dúvida quanto aos contemplados”, destaca Sossella
    O parlamentar informa que o projeto também visa conscientizar crianças, jovens e adultos, sobre a luta que Leonel Brizola travou para que inúmeras melhorias fossem empreendidas na educação, a fim de propiciar um ensino
    de qualidade. “É uma forma de incentivar crianças, jovens e adultos, para que façam da educação um caminho de liberdade e desenvolvimento”, disse o deputado.
    A homenagem ao ex-governador gaúcho e carioca se deve às ações prioritárias de Brizola no desenvolvimento da educação pública. “Em seu governo no Rio Grande do Sul, de 1959 a 1963, Brizola multiplicou as salas de aula no Estado criando uma rede de ensino primário e médio que atingiu os municípios mais distantes, inclusive nas zonas do Pampa, de baixa densidade
    Populacional”, ressalta Sossela.
    Os números oficiais confirmam o parlamentar: foram criadas 5.902 escolas primárias, 278 escolas técnicas e 131 ginásios, colégios e escolas normais, totalizando 6.302 novos estabelecimentos de ensino. Assim, foram abertas 688.209 novas matrículas e contratados 42.153 novos professores.

  • Yeda não precisava ir tão longe

    Geraldo Hasse
    Uma viagem à Europa não faz mal a ninguém, ainda mais com motivos tão meritórios quanto resgatar a navegação num Estado cercado de água por todos os lados e que há muito abandonou as suas hidrovias.
    Na volta, essa numerosa caravana liderada pela governadora Yeda Crusius podia dar uma lida no RumoS 2015, elaborado pela Secretaria do Planejamento no final do governo Rigotto, e ver que as necessidades hidroviárias do Rio Grande do Sul estão claramente mapeadas ali: é preciso aprofundar os canais de acesso aos terminais portuários de Rio Grande e da capital, e desobstruir em alguns trechos da Laguna dos Patos e da Lagoa Mirim.
    Ou seja, antes de mais nada é preciso fazer a manutenção da estrada líquida que aí está desde a chegada dos portugueses no século XVI. Ninguém precisa ir à Holanda para saber disso. Nem para descobrir que é preciso equipar os portos.
    Acontece que os holandeses estão fazendo lobby para vender equipamentos e tecnologia de embarque e desembarque de cargas. São bons no comércio internacional desde a época da Companhia das Indias Ocidentais. Mas não são os únicos na Europa nem no mundo.
    Por que uma viagem exclusiva a Amsterdam?
    Sejamos claros, portanto: Yeda e sua comitiva foram ao shopping portuário holandês ver funcionando o que talvez se disponham a comprar para melhorar as condições operacionais dos portos gaúchos. Resta saber com que dinheiro vão pagar as encomendas e a assistência técnica indispensável. Se não for o do Banco Mundial, talvez role algum emprestado pelo ABN Amro.
    Aparentemente, Yeda embarcou de alegre nessa viagem, motivada pelo empenho do secretário Daniel Andrade em mostrar serviço numa área sensível, a logística do comércio exterior, na qual o governo Lula está investindo bilhões através do PAC.
    Mas a viagem terá sido útil se Yeda e os gaúchos perceberem o essencial: não basta ter equipamentos, vias navegáveis ou cais acostáveis; para funcionar, a navegação precisa de cargas. E quem dispõe das cargas são os empresários, que há mais de 50 anos migraram para os caminhões e as rodovias.

  • Seminários e exposição reacendem debate sobre silvicultura e Pampa

    Cleber Dioni
    Dois seminários e uma exposição fotográfica inauguram amanhã uma semana de debates sobre a silvicultura e o bioma Pampa e reacendem a polêmica sobre as plantações de espécies exóticas e o zoneamento feito pelo Estado em torno das atividades das empresas de celulose e papel.
    Em Pelotas, o I Debate sobre os impactos das monoculturas e o III Seminário de Políticas Públicas de Meio Ambiente, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), irão discutir a ofensiva do setor da celulose sobre o Pampa e as alternativas de desenvolvimento local.
    Em Nova Prata, na Serra gaúcha, acontece de hoje até sexta-feira, 22, o 10º Congresso Florestal do Rio Grande do Sul e 1º Seminário do Mercosul da Cadeia Madeira. Em pauta, as florestas, a silvicultura e mudanças climáticas.
    Já na Capital, a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul abre hoje a exposição fotográfica “Nosso Pampa Desconhecido”, um trabalho do jornalista e fotógrafo ambientalista Adriano Becker.
    O Congresso em Nova Prata, realizado a cada quatro anos, desta vez amplia o foco com a realização simultânea do Seminário da Cadeia Madeira, proporcionando o debate das questões relativas ao setor no âmbito do Mercosul. As discussões serão feitas com base em três eixos principais: marco legal (legislação ambiental aplicável ao setor), políticas públicas (sistema estadual de meio ambiente) e ciência e tecnologia (pesquisa e desenvolvimento).
    Conforme o presidente do Congresso, Claudio Dilda, estão confirmadas delegações do Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, além do Brasil, para debates sobre os impactos dos sistemas agroflorestais e silvipastoris, a sustentabilidade da cadeira produtiva da base florestal, a integração da cadeia madeira no Mercosul e a relação entre florestas nativas, silvicultura e alterações do clima.
    Os eventos acontecem no momento em que o Rio Grande do Sul aparece como único Estado do País a ter aprovado o zoneamento ambiental para a silvicultura e empresas do setor buscam se instalar em solo gaúcho.
    “Será uma oportunidade para a discussão do cenário e das políticas atuais em relação a florestas, bem como do significado da silvicultura no contexto de uma sociedade insaciável por produtos de origem florestal”, ressalta Dilda. Ele ainda destaca que provocar o debate em nível de Mercosul é relevante porque oportuniza a reflexão e o planejamento conjuntos para o setor.
    “O meio ambiente não tem fronteiras. Plantar de um lado ou de outro, por uma linha imaginária, é indiferente para o meio ambiente, daí a importância da discussão entre os países do Mercosul, alavancados, nesse momento, pelo Rio Grande do Sul, por meio do Congresso Florestal e do Seminário da Cadeia Madeira”, afirma Claudio Dilda.
    O público dos eventos são técnicos e especialistas dos temas em questão, universidades, instituições de pesquisa e fomento florestal, empresas florestais, entidades classistas da área, órgãos públicos municipais, estaduais e federais e organismos não-governamentais.
    O Congresso e o Seminário são conduzidos pelo Estado do Rio Grande do Sul, por meio de secretarias e fundações, município de Nova Prata e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), juntamente com diversas empresas, universidades, Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira da Fiergs, entidades de classe vinculadas ao setor, Assembléia Legislativa do RS e Governo Federal.
    Alternativas de desenvolvimento local
    Em Pelotas, o I Debate sobre os impactos das monoculturas e o III Seminário de Políticas Públicas de Meio Ambiente, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), irão discutir a ofensiva do setor da celulose sobre o Pampa e alternativas de desenvolvimento local.
    Participam dos eventos professores e pesquisadores que têm se mostrados críticos às plantações de espécies exóticas no Estado. Entre eles, Carlos Nabinger e Ludwig Buckup, da UFRGS, Wilson Alves de Oliveira e Tânia Morselli, da UFPel. O evento acontece das 10h às 17h30 no Auditório da Faculdade de Agronomia da UFPel, com entrada franca.
    Novo olhar sobre o Pampa
    A mostra fotográfica “Nosso Pampa Desconhecido”, tem a abertura nesta terça-feira 19, às 17h, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Ciências Naturais/FZB-RS, no Jardim Botânico de Porto Alegre.
    Com 30 fotos do jornalista e fotógrafo ambientalista Adriano Becker(da foto ao lado), a mostra visa provocar um “novo olhar” para essa importante área do Estado, buscando desenvolver uma consciência que propague a harmonização de aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais, associados à sustentabilidade.
    A exposição é resultado de parte do trabalho realizado por uma equipe de pesquisadores da Fundação Zoobotânica chamado Projeto Biodiversidade RS, coordenado pela Secretaria do Planejamento e Gestão, com recursos do Banco Mundial e GEF.
    A mostra permanece no Museu de Ciências até o dia 28 do corrente e segue, posteriormente, para a Expointer, no espaço do Governo do Estado – Pavilhão Internacional.

  • FNAC lança prêmio de estímulo a novos talentos

    Em sua primeira edição, o Prêmio Fnac Novos Talentos será dedicado à área de Quadrinhos. Os três primeiros colocados serão premiados com equipamentos e prêmio em dinheiro e terão suas obras publicadas. Candidatos de todo o Brasil podem participar e aproveitar esta oportunidade para se lançar no mercado e ingressar na profissão.
    A Fnac, a maior rede européia de lojas de produtos de cultura e informação – em breve em Porto Alegre, no BarraShoppingSul – lança um prêmio de estímulo a jovens estudantes abraçarem uma profissão nas áreas de literatura, artes visuais e música. A cada ano, o Prêmio Fnac Novos Talentos será voltado a uma área cultural diferente e, nesta sua primeira edição, será dedicado às Histórias em Quadrinhos.
    Segundo Pierre Courty, diretor geral da Fnac Brasil, “uma de nossas missões, da qual muito nos orgulhamos, é incentivar a descoberta e a criação, revelando novos talentos e apoiando a produção artística”.
    O júri desta edição é composto pelo cartunista Angeli, pelo pintor e cartunista Zélio (um dos fundadores do Pasquim e do Salão de Humor de Piracicaba, irmão do Ziraldo) e pela cantora Fernanda Takai (vocalista da banda Pato Fu). A curadoria é de Silvio Alexandre (membro da Comissão Organizadora do Troféu HQMIX). A cada edição do prêmio um padrinho será convidado e “apadrinhará” o vencedor. Ele participará da comissão julgadora e também promoverá um encontro com o ganhador a fim de mostrar como é o dia-a-dia de um profissional da área. Para esta edição foram escolhidos
    os gêmeos dos quadrinhos, Gabriel Bá e Fábio Moon, criadores da série 10 Pãezinhos, premiados por suas histórias cativantes, traços finos e boa construção de personagens. Um júri popular apontará os 20 melhores trabalhos. As obras concorrentes devem ser criadas sob o tema “Infinita Diversidade em
    Infinitas Combinações”.
    O vencedor será premiado com a publicação de um livro pela editora Devir e ganhará R$ 5 mil, um super computador, monitor, tablet, impressora, scanner, softwares, além de outros materiais que o ajudarão na sua profissão. Os segundo e terceiro lugares terão histórias publicadas na revista Pixel. O
    segundo também ganhará R$ 3 mil, computador, monitor, tablet, impressora, scanner e softwares. O terceiro ganhará R$ 1,5 mil, tablet e softwares.
    Também será premiada a escola onde o concorrente está matriculado, que ganhará um computador e uma coleção de 100 títulos de quadrinhos para incrementar sua biblioteca.
    Os participantes têm que ter pelo menos 16 anos de idade e ser estudantes, tanto em nível médio quanto superior ou mesmo curso livre, dos cursos de artes gráficas ou visuais, desenho, design, HQ, ilustração e literatura.
    As inscrições já estão abertas e devem ser feitas somente através do site www.fnac.com.br, até o dia 30 de agosto de 2008. Neste mesmo endereço, está disponível todo o regulamento. Após preencher a ficha de inscrição, os candidatos devem fazer o upload da obra concorrente, com os
    seguintes pré-requisitos: apenas uma folha, no tamanho A4, digitalizadas no tamanho 1024 x 1325 pixels (horizontal ou vertical), modo de cor RGB, em arquivo JPEG de, no máximo, 1MB. Os resultados serão divulgados em outubro deste ano.
    O tema “Infinita Diversidade em Infinitas Combinações” é uma homenagem à série Jornada nas Estrelas, criada por Gene Roddenbery, e é a base da filosofia vulcana (uma das principais raças da série), que deseja transmitir a idéia de inúmeras possibilidades, sempre com espaço para novas idéias.
    A proposta é que devemos reconhecer e aceitar nossas diferenças e combiná-las para podermos crescer. Fala do diferente, da aceitação do outro, da inclusão e da não-discriminação. A tolerância como princípio, onde as diferenças entre indivíduos não devem afetar, mas antes promover a sintonia das sociedades humanas. Este tema resume o compromisso Fnac com a diversidade e a igualdade. Entretanto, para efeito de julgamento, o ambiente e personagens de Jornada nas Estrelas devem ser evitados nas obras inscritas.
    O participante deve demonstrar capacidade de criação, de apresentação e desenvolvimento do tema, assim como domínio de técnica e particularidade no traço.

  • Empresa lança novo suco em Porto Alegre

    Lançamento será durante a EXPOAGAS 2008, que começa amanhã
    A General Brands, maior fabricante nacional de refresco em pó, vai testar em Porto Alegre o seu produto de estréia no segmento de sucos prontos para beber. Top Orange é o novo suco de laranja que será apresentado ao mercado brasileiro durante a Expoagas 2008, que começa na terça-feira, dia 19.
    A empresa está investindo R$ 10 milhões e sua meta é estar entre os três maiores do segmento no país em três anos. A categoria de suco pronto para beber fatura anualmente, no Brasil cerca de R$ 1,2 bilhão.
    Com uma estratégia ousada, a empresa pretende conquistar 10% do mercado brasileiro em 12 meses. A meta é ambiciosa, mas, segundo seu diretor-presidente, Isael Pinto, a General Brands está acostumada a concorrer com multinacionais, o que já fez por ocasião de seu ingresso no mercado de refresco em pó, há 11 anos, quando lançou o Camp – hoje o carro chefe de vendas da empresa, que fabrica ainda uma série de outros produtos, como refrescos em pó de outras marcas, chicles de bola, gelatina e cremes de chocolates.
    O Top Orange é um produto sem conservantes, natural, utilizando laranjas selecionadas e fornecidas por uma única fazenda. O suco pronto para beber da GB deverá estar nas gôndolas dos principais supermercados, já no próximo mês. O Top Orange será oferecido aos consumidores em latas de alumínio de 335 ml e em embalagem Tetra Pak de 1 litro, nas versões laranja natural reconstituída (sem adição de açúcar) e adoçada.
    A empresa apostou na sofisticação da embalagem com um visual clean e dando ênfase no aspecto saudável e natural do produto. Para auxiliar no lançamento do Top Orange, a empresa está desenvolvendo ações em pontos de venda como degustações, além de uma estratégia agressiva de preços.
    A General Brands está localizada em Guarulhos (SP), com uma área construída de 20 mil metros em 80 mil metros quadrados e tem 700 empregados.

  • Servidores penitenciários encerram greve

    Cleber Dioni
    Um dia após terem recebido a confirmação pelo governo do Estado de que o projeto com as reivindicações da categoria será enviado à Assembléia Legislativa até o dia 30 de novembro, cerca de 400 servidores penitenciários gaúchos ocuparam novamente o Plenarinho da Assembléia Legislativa, ontem à tarde, para decidir em assembléia geral encerrar a greve, uma das mais longas da história da categoria, que completou 35 dias na sexta-feira.
    Eles voltam ao trabalho hoje, possibilitando mais de 400 policiais militares, que ocupavam 18 penitenciárias, a retornarem ao patrulhamento das ruas. Com o fim da paralização, as 91 penitenciárias retornam a sua normalidade com a realização das audiências e transferências de presos, visita de advogados, psicólogos, assistentes sociais, aulas, cultos religiosos, entre outras atividades.
    Um documento foi entregue na quinta-feira pelo chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, às lideranças sindicais contendo o projeto para a regulamentação do plano de carreira, incluindo a aposentadoria especial. A categoria já marcou para o dia 1° de dezembro uma assembléia geral para avaliar as conquistas.
    A carta de intenções do Executivo estadual foi lida aos presentes antes da votação. A Susepe se compromete a adquirir pistolas até o final do ano, aumentar a cota das horas extras, corrigir o valor das diárias em 10%, nomear 260 agentes, sendo 194 ainda este ano, reajustar os vales refeições, acabar com a dupla jornada de trabalho e confeccionar carteiras funcionais. Também vai analisar o processo de promoções, o reajuste salarial com o mesmo índice dos subsídios da magistratura, o porte de arma aos servidores ativos e inativos e a utilização de 30% da verba do Fundo Penitenciário no Reaparelhamento da Susepe.
    O vice-presidente da Associação dos Agentes, Monitores e Auxiliares dos Serviços Penitenciários do RS (Amapergs-Sindicato), Flávio Berneira, disse que a categoria vai acompanhar diariamente a evolução do projeto do governo. “Nosso cotidiano é de permanente guerra, então continuaremos mobilizados e atentos para que o projeto do governo não venha para a Assembléia alterado”, disse Berneira, alertando que caso isso ocorra, “o pacto firmado com o governo estará rompido”. Um dos presentes alertou para a necessidade de que o projeto seja protocolado no Parlamento em regime de urgência a fim de que seja votado ainda este ano.
    A governadora Yeda Crusius comemorou o fim da greve. “O acordo é fruto do diálogo permanente entre governo e servidores e da necessidade de compreensão e sensibilidade da categoria para o esforço do governo na solução das reivindicações”.