Imprensa ignora movimento dos sindicatos contra a Reforma da Previdência

Foi, segundo a CUT, “a primeira mobilização da Campanha Permanente em Defesa da Previdência  nas praças, ruas, órgão públicos e portas de fábricas em vários estados”.
Assembleias em portas de fábricas, panfletagens e diálogo com a população e trabalhadores, nas praças e ruas de vários estados e cidades brasileiras marcaram o “Dia Nacional de Mobilização em defesa da Previdência e da Seguridade Social” realizado na quinta-feira (22).
Declaradamente favorável à reforma em gestação no governo Bolsonaro, os jornais e os sites dos grandes grupos de comunicação praticamente ignoraram o assunto.
Todas as centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSB, CSP-Conlutas, NCST, UGT e CGTB). estão engajadas na campanha de mobilização nacional contra a proposta em preparo pelo novo governo, que adota o regime de capitalização para a Previdência.
A reforma da Previdência é uma prioridade do governo Jair Bolsonaro.
“De acordo com o  futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, ele pretende adotar no Brasil o falido modelo chileno de capitalização da Previdência”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Na avaliação das centrais, a proposta de Bolsonaro é ainda pior para os trabalhadores do que o projeto engavetado por Michel Temer, por trazer a capitalização do regime previdenciário.

O modelo, que vem sendo defendido pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é pelos sindicatos criticado por impor que a contribuição seja feita apenas pelos trabalhadores em contas individuais.

Eles apontam os resultados que a privatização da previdência tiveram no Chile, onde os aposentados, segundo lideranças sindicais, recebem menos da metade do salário mínimo do país.

“Haverá reação para barrar qualquer proposta que prejudique a classe trabalhadora. A resistência está apenas começando”.

Veja como foram os atos nos Estados:
No Ceará, o ato em “Defesa do Ministério do Trabalho e Emprego e Contra a Reforma da Previdência” durou toda a manhã em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), no centro de Fortaleza. Houve também distribuição de material reforçando a importância da Previdência Social e “sobre os ataques que a classe trabalhadora continua sofrendo”CUT-CE
Em Pernambuco, a CUT e inúmeros sindicatos filiados, com participação da  CTB, MST, Fetape, FUP, realizaram um ato público de unidade e resistência em frente ao Ministério do Trabalho, no Recife. O ato foi para denunciar os ataques do governo Temer e as medidas anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.
O presidente da CUT Pernambuco ficou toda manhã conversando com a população que passava no local do ato.
 
No Paraná, o ato público aconteceu em Curitiba, Esquina da Democracia, no calçadão da Rua XV de Novembro com a Rua Monsenhor Celso. Teve diálogo com a população e panfletagem do Jornal das Centrais.
CUT-PRCUT-PR
No centro da Aracaju, em Sergipe, a Central Única dos Trabalhadores, a CSP Conlutas e a CTB se juntaram para promover uma atividade educativa, através de enquete e diálogo com a população do Centro de Aracaju.
Presidente da CUT Sergipe, Rubens Marques, o professor Dudu, aposta na educação e no diálogo com a população. “A previdência e a seguridade social são fundamentais para a população. É algo que não é ensinado aos jovens, mas até um bebê recém-nascido no Brasil é beneficiado através da licença maternidade que é paga à mãe trabalhadora”.
A luta contra a extinção do Ministério do Trabalho é outro assunto que foi relembrado nesta atividade construída por lideranças sindicais que representam professores, bancários, jornalistas, trabalhadores do Judiciário, servidores da Previdência, do Ministério do Trabalho, petroleiros, engenheiros florestais, entre outros.
CUT-SECUT-SE
No Rio Grande do Sul, o jornal das centrais também foi distribuído e bem recebido pela população no ato público na manhã desta quinta, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).
Os diretores sindicais explicaram para os curitibanos os impactos da reforma da Previdência para toda sociedade brasileira.
CUT-RSCUT-RS
No estado de São Paulo, teve mobilização dos bancários, médicos, trabalhadores da Saúde, metalúrgicos, metroviários, sindicalistas do setor vestuário, entre outros. Confira aqui reportagem da CUT-SP.
Com informações das da RBA e CUTs Estaduais.

Comentários

Deixe uma resposta