Segundo o chefe da corporação, delegado Ranolfo Vieira Júnior, são necessárias cerca de três mil efetivações para atender a demanda do Estado.
“A modernização e eficiência da segurança no Estado depende diretamente da contratação de pessoas”, garante o delegado Ranolfo, ao afirmar que o Rio Grande do Sul possui hoje, menos contingente do que nos anos 80, embora a população do Estado tenha crescido de 7,5 milhões para aproximadamente 11 milhões ao longo do mesmo período.
Durante palestra no Tá na Mesa da Federasul, nesta quarta-feira (28), o delegado informou ainda que atualmente a Polícia Civil conta com 5.208 servidores, sendo que dispõe de mais de 8.100 cargos.
Segundo o Chefe de Polícia, desde o início do ano foi feita uma triagem das cidades com maior índice de homicídios no Estado para definir a implantação de 10 novas Delegacias de Homicídios.
No entanto, elas só poderão funcionar quando novos servidores forem efetivados. “Foi realizado um concurso no ano passado, em que 199 delegados já foram chamados, e outros 87 esperam o curso de formação que deverá iniciar em janeiro de 2012”, explica. Além dos delegados, 250 escrivães e outros 250 inspetores devem ser efetivados.
Policiais civis fazem paralisação de 48 horas por reajuste salarial no RS
Em relação ao movimento de paralisação dos escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil, o delegado Ranolfo entende ser legítima a reivindicação por uma remuneração maior. No entanto, ele diz que também é preciso levar em consideração as condições financeiras que o Governo do Estado dispõe e outros os benefícios que estão sendo criados. “Já tivemos conquistas importantes, como a aposentadoria especial e o processo de ascensão de carreira, que possibilita melhores projeções para os Policiais Civis”.
Segundo o sindicato da categoria, o primeiro dia de paralisação dos agentes da Polícia Civil tem praticamente 100% de adesão, incluindo capital, região metropolitana e as 29 regiões policiais do interior. Para se ter uma ideia da coesão do movimento, entre 8 horas da manhã e 13 horas, a Área Judiciária, no Palácio da Polícia, não havia registrado nenhuma ocorrência.
O atendimento das delegacias se limita a crimes de homicídio ou com envolvimento de menores. A categoria quer 25% de aumento linear para todas as faixas salariais. O governo diz que não pode oferecer mais do que R$ 91 a serem somados aos vencimentos básicos, o que significa um índice máximo de 13,7%, conforme cálculo do sindicato. O básico inicial de um agente é de R$ 666,53.

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