Santa Teresinha, 80 anos

Mais catequese, menos casamentos
O nome completo é Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus.  A construção foi iniciada em 1926, concluída cinco anos depois, em 27 de setembro de 1931. A primeira missa marcou os 30 anos da presença dos Carmelitas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Assim como agora seus 80 anos coincidem com o centenário da Ordem no país.
Eles entraram por Uruguaiana, onde abriram a primeira igreja.  Hoje os carmelitas têm oito casas e três igrejas no Estado, entre elas a Santa Teresinha, que dá nome à rua, em frente ao Parque da Redenção.
O projeto é do Frei Mariano, arquiteto espanhol ligado à Ordem. É um dos únicos prédios de arquitetura gótica em Porto Alegre.  As ogivas formadas por dois arcos que se cortam é a característica principal do estilo. Os três vitrais da frente vieram da França.
A imponência de seu prédio tornou a Santa Teresinha numa das preferidas para os casamentos em Porto Alegre. Há registros de fim de semana com 30 casamentos. Era preciso marcar com um ano antes.
Desde 1970 mudou, a Igreja passou a ser sede da paróquia, com atribuições pastorais mais amplas e reduziu os horários para casamentos.  Só restaram três horários aos sábados: 7h15, 8h00 e 8h45.
Os demais horários foram ocupados com trabalhos sociais, catequese, missas e atendimento aos fiéis.  A confissão, por exemplo, vem sendo redescoberta pelos jovens.  Por isso, sempre há um padre para tomar a confissão em qualquer horário.  “Hoje a confissão é menos tribunal ou julgamento e muito mais reconciliação e diálogo. Isso tem atraído mais jovens”, diz Frei Ivo, um dos responsáveis pela paróquia.
Com quatro missas diárias (7h, 8h, 16h e 18h) e espaço para 800 pessoas, a Santa Teresinha é frequentada por todos os públicos, muito em função da localização junto ao parque. Às 18h, por exemplo, é o horário daqueles que vão tomar seu chimarrão no parque, depois assistem à missa. A mais concorrida é a tradicional missa dos domingos, às 11 horas, seguida da das 4h da tarde de sábado, sempre com superlotação.

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