O nome e o chapéu

Disse lá atrás que Flávio Bolsonaro era um “chapéu na cadeira”. Um sobrenome para amparar a tese da polarização “Bolsonaro- Lula” e abrir caminho à uma “terceira via”, que viria “unir o país” e livrá-lo “da polarização e do radicalismo”.

Até agora não surgiu o nome, se surgiu ainda não foi identificado.

Vai surgir ou o chapéu vai ocupar a cadeira e ser mesmo o nome para barrar o Lula 4, em outubro? Eis a questão.

Ferido de morte com a revelação de suas relações com Daniel Vorcaro, o capo do Master, Flávio ganha alguma sobrevida com as últimas manifestações de Trump. Mas ainda é cedo para dizer que ele é o nome ou chapéu.

A agressividade de Lula nos ataques a Flávio depois do tarifaço dos Estados Unidos pode ser lida como um sinal de que ele está escolhendo o oponente.

De fato, é o oponente que Lula pediria a Deus: despreparado, com robusto contencioso de denúncias, das rachadinhas ao dinheiro de Vorcaro, sem falar na pecha de traidor da Pátria.