Temer e Geddel: tudo a ver

PC de Lester
Os donos da mídia concordaram com FHC. “Temer é ruim, mas é o que temos”. É o que explica o esfriamento do caso Geddel nos meios tonitroantes. Até a foto de um Temer sorridente foi providenciada para minimizar o caso.
O caso é assombroso. Temer chamou seu ministro da Cultura ao palácio para pedir que parasse de atrapalhar um negócio imobiliário de seu ministro especial e “fraterno amigo”, Geddel Vieira Lima, em Salvador.
O presidente da República disse ao ministro da Cultura que estava tendo “dificuldades operacionais” com Geddel por causa dessa pendência.
Recomendou que passasse o caso para a Advocacia Geral da União, que saberia “construir uma solução”.
Solução seria liberar a construção do prédio, no qual Geddel tem um apartamento, que está embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, órgão subordinado ao ministério da Cultura.
Segundo O Globo, o edifício de 51 andares é um de uma série de espigões irregulares em construção na capital baiana.
Temer ainda consolou o neófito Marcelo Calero: “A política tem dessas coisas”. No dia seguinte, Calero pediu demissão e denunciou as pressões.
Prestou depoimento à Policia Federal e anexou as gravações que fez de conversas com Temer, Geddel e Eliseu Padilha, o todo poderoso ministro chefe da Casa Civil.
O caso está a caminho do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria Geral da República e ministros serão chamados a dar explicações na Câmara. Mas os senhores da palavra decretaram que tudo isso é marolinha.
Vamos ver se os fatos e a opinião pública concordam…
 

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