Autor: da Redação

  • Pintor Erico Santos mostra locais icônicos da arquitetura da capital, no Paço Municipal

    Pintor Erico Santos mostra locais icônicos da arquitetura da capital, no Paço Municipal

    O consagrado artista visual expõe quadros de locais ícones do patrimônio arquitetônico de Porto Alegre, no Museu de Arte do Paço Municipal, entre 27/3 e 23/5, com curadoria de José Francisco Alves

    Mercado Público, 60 x 60 cm/Divulgação
    Brique da Redenção, 80 x 100 cm/ Divulgação

    No aniversário de 253 anos da capital gaúcha não poderia faltar uma exposição inteiramente dedicada à data. “Paisagens de Porto Alegre na pintura de Erico Santos” cumpre o papel de homenagear a cidade, e seus moradores, e o faz ousadamente em meio à realização de dois grandes eventos culturais que dominam os espaços expositivos locais, a 14ª Bienal do Mercosul e o Portas para a Arte.

    Erico Santos em frente ao Museu de Arte do Paço, local de sua exposição – foto Carlos Souza/ Divulgação

    “Paisagens de Porto Alegre”, além do aniversário da capital, assinalado oficialmente em 26 de março, celebra também os 50 anos de carreira de Erico, um dos principais nomes das artes visuais no estado. O local da exposição dos 18 óleos produzidos entre o último agosto e fevereiro passado não poderia ser mais adequado: o Museu de Arte do Paço.

    Praça dos Açorianos, 40 x 80 cm/Divulgação
    Ponte de Pedra, 60 x 80 cm/Divulgação

    O Paço Municipal, aliás, adornado pela Fonte Talavera, é uma das joias arquitetônicas retratadas na mostra, que tem a curadoria de José Francisco Alves, doutor em História da Arte e especialista em Patrimônio Cultural.

    Paço Municipal, 80 x 110 cm/ – Divulgação

    “Erico usa uma paleta vibrante e harmoniosa, que transmite uma sensação de luminosidade. Tons quentes e frios proporcionam um contraste equilibrado, em composição que confere profundidade. As pinceladas soltas e expressivas, e o uso da luz e sombra, sugerem uma atmosfera dinâmica e cheia de movimento”, escreve Alves sobre a série.

    Mercado do Bom Fim, 70 x 100 cm/Divulgação
    Cine Capitólio, 50 x 40 cm/Divulgação
    Parque Moinhos de Vento, 50 x 40 cm/Divulgação

    Por sua vez, o escritor Armindo Trevisan, também em texto para a exposição, anota que Erico “resolveu privilegiar locais que carregam o patrimônio memorialístico dos porto-alegrenses”, referindo-se aos locais retratados. Para Trevisan, a visão de Erico é “substanciosa e saudável” e sua estética “se mostra superior e alérgica ao consumismo visual”.

    Pôr do sol em POA, 80 x 100 cm/Divulgação
    Igreja Nossa Senhora das Dores, 70 x 100 cm/Divulgação
    O Guaíba e Porto Alegre, 40 x 80 cm/Divulgação

    Morador de Porto Alegre desde 1981, o artista diz que retratar a cidade é “retratar a minha mais sincera relação de amor a um lugar. Além de ser um belo e agradável lugar, cheio de árvores, pássaros, e um magnífico lago, seus prédios históricos não perdem para os das melhores cidades do mundo em requinte arquitetônico. Aqui encontrei a minha namorada, há 44 anos, que me deu os meus dois filhos. Porto Alegre é uma paixão e uma vida para mim”.

    Praça da Alfândega, 50 x 60cm/Divulgação
    Praça XV de Novembro e Mercado Público, 60 x 80 cm/Divulgação
    Theatro São Pedro, 80 x 110 cm/Divulgação

    Erico nasceu em Cacequi, na região central do Rio Grande do Sul, mas se criou em Santa Maria, onde, ainda menino, surgiu o interesse pelas artes. Jovem, foi para São Paulo e trabalhou como restaurador no atelier do italiano Renzo Gori. Entre um restauro e outro, também pintava, e seus trabalhos eram levados por marchands.

    Centro Histórico, 50 x 40 cm/ Divulgação

    Desde 2007, Erico mantém atelier em Milão, sua base nos cerca de seis meses que passa na Europa a cada ano – ele descende de italianos por parte de mãe (família Di Primio) e sua mulher, Paola, é nascida na terra de Michelangelo e Leonardo da Vinci.

    Viaduto Otávio Rocha, 50 x 60 cm/ Divulgação

    Em razão desses laços, o artista, cuja personalidade é marcada pela discrição, deixa transparecer uma ponta de orgulho por ter obras em permanência nas galerias Lazzaro, em Milão, Immagine, em Cremona, e Satura, em Gênova.  Em 2013, Erico Santos foi premiado na V Bienal de Arte Contemporânea de Gênova.

    SERVIÇO

    Exposição: “Paisagens de Porto Alegre na pintura de Erico Santos”

    Local: Museu de Arte do Paço (Praça Montevideo, 10, Centro Histórico)

    Curadoria: José Francisco Alves

    Abertura: 27 de março, às 18h

    Visitação: até 23 de maio

    Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

    Entrada gratuita

  • 80 anos de Elis Regina: programação especial revisita a vida e a obra da cantora

    80 anos de Elis Regina: programação especial revisita a vida e a obra da cantora

    Mostra Elis 80 tem shows, bate-papos, audições comentadas, mostra de filmes, visitas guiadas e Samba do Quintana
    Elis Regina morreu aos 36 anos, em janeiro de 1982. Completaria 80 anos no dia 17 de março deste ano.

    Uma programação especial na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Instituto Estadual de Música (IEM) e  Cinemateca Paulo Amorim  vai marcar a data.

    “Elis 80” terá  espetáculos musicais, entrevistas, audições de álbuns, mostra de filmes e visitas guiadas ao acervo da artista.

    As atividades, que têm curadoria da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, iniciam no próximo dia 11 e seguem até o fim de março.

    Um dos destaques é a participação da atriz e cantora Laila Garin, que interpreta a artista no espetáculo “Elis, a Musical”, em cartaz desde 2013 e já visto por mais de 350 mil pessoas.

    Laila é a convidada de uma edição especial do Samba do Quintana, que ocorre no dia 16 de março (domingo) e vai apresentar sambas que ficaram conhecidos pela interpretação de Elis, como “O bêbado e a equilibrista”, “Madalena” e “Tiro ao Álvaro”.

    No dia seguinte, 17 de março, dia do aniversário da Pimentinha, o público poderá conferir o show “Laila Garin canta Elis”.

    Em um palco montado na Travessa dos Cataventos, a artista vai apresentar sucessos como “Fascinação”, “Reza”, “Upa, neguinho”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Arrastão” e “Como nossos pais”, entre outras. Laila será acompanhada pela diretora de “Elis, a Musical”, Cláudia Elizeu, no piano, e por Thais Ferreira no violoncelo.
    Acervo reaberto e Clube do Guri
    O Acervo Elis Regina será reaberto no dia 15 de março (sábado), na CCMQ. Inaugurado em 2005, o espaço conta com um violão que pertenceu à cantora, fotos e discos, entre outros objetos que retratam sua trajetória.

    A reabertura da exposição permanente ocorre após reformulações no espaço e inclusões de novos itens (como uma imagem da cantora com o escritor Caio Fernando Abreu), provenientes do acervo da artista no Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS.
    Em 16 de março (domingo), às 10h, ocorre a estreia do projeto “Vozes do Acervo”, promovido pelo IEM, Discoteca Natho Hehn e RS Criativo (os dois últimos também instituições da Sedac) com intuito de apresentar a crianças e jovens obras musicais de grandes intérpretes gaúchos.

    A primeira edição, intitulada “Elis, para sempre!”, pretende reproduzir o Clube do Guri, programa de auditório de sucesso nas décadas de 1950 e 60 e palco onde estreou Elis Regina. Oito meninas entre oito e 13 anos vão se apresentar, sob direção musical de Luciano Maia e com preparação vocal de Paola Kirst. A atividade acontece na sala Carlos Carvalho, com entrada franca, mediante lotação do espaço.

    “A mostra Elis 80 reforça o caráter transversal, com múltiplas linguagens artísticas, que caracteriza a Casa de Cultura. A programação reflete ainda nossa preocupação em atualizar acervos e memórias sob suas mais diversas formas, mas vai além, estendendo-se para ações de formação de novos talentos, como no projeto ‘Vozes do Acervo’, cujo legado pretende ultrapassar gerações”, comenta a diretora da CCMQ, Germana Konrath.
    Entrevistas, audições e filmes
    O público poderá conferir três entrevistas, seguidas de audições comentadas de álbuns de Elis, no auditório Luis Cosme. Será nos dias 11, 18 e 25 de março (terças-feiras), dentro do projeto “CCMQ convida: A história do disco – especial Elis 80”.

    A Casa de Cultura receberá a realização de três gravações com plateia do podcast “A História do Disco”, para entrevistas com nomes de referência na área, incluindo o biógrafo da cantora, Arthur de Faria, e o jornalista Juarez Fonseca, entre outros.

    As gravações ocorrerão às 19h e serão seguidas por audições de álbuns selecionados.

    Os episódios serão veiculados na Rádio Quintanares e, posteriormente, disponibilizados em plataformas de áudio. O conteúdo também será editado para compor o acervo da artista.

    “A História do Disco” é um programa criado e apresentado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. No ar desde 2020, é um dos podcasts de música mais ouvidos no Brasil pela plataforma Spotify Brasil. Ao longo de cinco anos, já contou com participações de artistas como Tom Zé, Adriana Calcanhotto, Charles Gavin, João Barone e Rodrigo Amarante, entre outros.
    Nos dias 15 e 22 de março (sábados), às 15h, a Cinemateca Paulo Amorim, vinculada ao Instituto Estadual de Cinema (Iecine), realizará uma exibição gratuita do documentário “Elis & Tom, só tinha de ser com você” (de Roberto de Oliveira e Jom Tom Azulay). Após a sessão, será oferecida ao público uma visita mediada ao acervo recém-remodelado.

    “Elis & Tom, só tinha de ser com você” integra uma mostra especial em homenagem a Elis Regina, que será promovida pela Cinemateca na semana de 15 a 23 de março, com uma série de documentários sobre compositores e artistas que contribuíram com a carreira da cantora, como “Belchior – apenas um coração selvagem”, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias. A programação completa será divulgada em breve.
    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul, patrocínio prata da Hyundai, Lojas Renner e EDP, apoio de Tintas Renner, Banco Topázio e iSend e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.
    Um ícone nacional
    Para a curadora da mostra, Bruna Paulin, “Elis 80 pretende ser uma grande celebração e um resgate à memória da artista, assim como também uma homenagem às mulheres, no mês em que destacamos o Dia Internacional da Mulher. Elis não foi somente uma cantora que emocionava e encantava, mas uma intérprete que, com seu talento, transformou em definitivas suas versões de composições de diversos autores. Além disso, foi uma incansável pesquisadora musical, já que descobriu e revelou diversos talentos da nossa música, como Belchior, Milton Nascimento e Ivan Lins, entre outros, sendo fundamental na revelação e no impulsionamento da carreira de diversos artistas”, declara. Para Paulin, “reunir diversos institutos, espaços e o time da CCMQ em torno dessa grande celebração está sendo um trabalho emocionante e muito especial, como Elis merece”.
    Nascida no bairro do IAPI, em Porto Alegre, Elis Regina é considerada uma referência na música popular brasileira, com relevância reconhecida como intérprete, pesquisadora musical e artista.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Obra de R$ 6,6 milhões: Governo Federal financia reforma do Memorial do Rio Grande do Sul

    Obra de R$ 6,6 milhões: Governo Federal financia reforma do Memorial do Rio Grande do Sul

    Começam em uma semana as obras de restauração do Memorial do Rio Grande do Sul, prédio histórico localizado na Praça da Alfândega,  no centro de Porto Alegre.

    Um evento na segunda feira, 17/03, às 11h, vai marcar o início dos trabalhos, com a presença do superintendente do IPHAN, Raphael Passos;  a secretária  da Cultura, Beatriz Araujo; o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio, Eduardo Hahn e representantes dos Correios, dirigentes, servidores e parceiros das instituições envolvidas.
    Os recursos para a obra, no valor de R$ 6,62 milhões, são provenientes do programa federal PAC Cidades Históricas e abrangem melhorias nas instalações da antiga sede dos Correios e Telégrafos, onde funcionam três instituições da Secretaria Estadual da Cultura: o Memorial do RS, o Arquivo Histórico do RS e o Museu Antropológico do RS, além do Espaço Cultural Correios.
    Projeto do arquiteto alemão Theodor (Theo) Wiederspahn, prédio foi construída entre 1910 e 1913, e tombada pelo Iphan em 1980.

    O prazo previsto para execução total do projeto de restauração é de 18 meses, a contar do início da obra, conforme o Termo de Compromisso firmado em dezembro de 2023 pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Iphan.
    Para a execução dos serviços, foi contratada a empresa Estúdio Sarasá, referência nacional no campo do patrimônio cultural, que já está atuando em parceria com o Memorial do RS nas atividades que integram a proposta de “canteiro aberto”: ao longo do período da obra (2025-2026), serão oferecidas a diferentes públicos oportunidades de fazer visitas mediadas ao prédio e participar de encontros para compartilhamento de conhecimentos técnicos, bem como para valorização de saberes e ofícios relacionados à proteção dos bens culturais tombados.

  • Zoravia Bettiol mostra instalação sobre incêndios em florestas em evento paralelo à Bienal do Mercosul

    Zoravia Bettiol mostra instalação sobre incêndios em florestas em evento paralelo à Bienal do Mercosul

    A Galeria Zoravia Bettiol apresentará uma instalação de grande porte que denuncia incêndios em florestas no país e no exterior, durante o Portas para a Arte, projeto paralelo à 14ª Bienal do Mercosul. A concepção da obra “Florestas em Chamas” é da própria Zoravia, mas sua execução contou com a participação de um grupo de artistas.

    Macaco na floresta em chamas – Foto: Gilberto Perin/Divulgação

    A inauguração da obra acontecerá em 22 de março, cinco dias antes do início da Bienal. A antecipação é motivada por razão especial e justificada: a data marca o Dia Mundial das Águas, tema muito presente no ativismo de Zoravia como artista. Já no início deste século, ela defendia a criação de um Museu das Águas de Porto Alegre, próximo ao Guaíba.

    .Tamanduá na floresta em chamas – Foto Gilberto Perin/Divulgação

    “Queremos denunciar a destruição ambiental, conscientizar por meio da educação que precisamos reflorestar as áreas destruídas para que voltemos a ter um equilíbrio climático. Os problemas ambientais adquiriram uma proporção descomunal e as soluções exigem medidas governamentais e globais”, afirma Zoravia, aludindo à mensagem a ser passada ao público pela instalação.

    .Galhos de árvores calcinados na floresta em chamas – Foto Gilberto Perin/Divulgação

    “Esperamos que a COP 30 seja benéfica em suas resoluções”, acrescenta ela, do alto de seus 89 anos. A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas será realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA), na Amazônia, em novembro. Um dos temas da conferência é a preservação de florestas e biodiversidade. Para a artista, se não surgirem medidas positivas no encontro, “o nosso planeta estará se aproximando de uma crise climática sem volta”, alerta.

    Artista Zoravia Bettiol trabalhando em seu atelier/ Divulgação

    Artistas coautoras

    As seguintes artistas atuaram junto com Zoravia e assinam a obra “Florestas em Chamas” como coautoras: Clara Koury, Elaine Veit, Inez Pagnoncelli, Marcia Balreira Souza, Rosane Moraes, Tereza Albano, Vera Matos e Verônica Daudt. O fotógrafo Gilberto Perin acompanhou o processo de produção do grupo para fazer um painel fotográfico com o making off do trabalho.

    Zoravia e as coautoras Rosane Morais, Clara Koury, Tereza Albano, Elaine Veit, e Vera Matos Foto Gilberto Perin/Divulgação

    “Florestas em chamas” é uma instalação têxtil, tridimensional, cuja estrutura metálica alcança 3,40m de altura e o diâmetro, no solo, mede 3,50m. Pendurada no teto da galeria, conta com organza nas cores vermelho, laranja, amarelo e cinza, papelão e acetato pintados de preto e cordão de algodão trançado. O músico da OSPA Cosmos Grineisen responderá pela trilha sonora criada para a instalação, que também contará com iluminação especial.

    “Amazônia, caixa d’água que rega o continente”

    O texto de apresentação da obra coletiva será do geólogo Rualdo Menegat, professor da UFRGS, doutor em Ecologia da Paisagem, um dos mais respeitados especialistas ambientais. Para ele, o trabalho concebido por Zoravia “trata-se de uma obra de grande impacto estético e poético para refletir algo pesaroso, que é a perda dos verdadeiros paraísos da Terra: nossas florestas. A beleza estética da arte se coloca como um contrapeso à triste realidade e, por isso, permite à mente pensar e refletir profundamente essa perda. Essa função só as grandes obras de arte, como a de Zoravia, conseguem produzir”, analisa Menegat.

    O professor ressalta que a Amazônia não é apenas o “pulmão do mundo”, como se costuma dizer. “Ela é simultaneamente a caixa de água que rega o continente e é um estoque de carbono retirado da atmosfera e, portanto, fundamental para regular o clima. Além disso, a Amazônia é berço de civilizações ancestrais que desenvolveram uma cognição humana singular: a de habitar florestas sem destruí-las”.

    Declarando ter recebido com grande prazer o convite para escrever o texto da obra, Menegat pontua que Zoravia, “com todo seu talento artístico, nos faz pensar que a Amazônia é um verdadeiro santuário da Terra e que não pode ser uma paisagem em extinção”.

    Gravuras

    IEMANJÁ EM NOITE DE QUATRO LUAS – Série Iemanjá 78 X 50 cm 1973/ Divulgação

    Além da instalação, a Galeria Zoravia Bettiol – na Rua Paradiso Biacchi, 109, em Ipanema – exibirá a mostra “Múltipla e Poética, Zoravia Bettiol – Gravuras”, com 30 obras da reconhecida artista, de nove diferentes séries em xilogravura, linóleogravura, serigrafia, gravura digital e litografia.

    AFRODITE – Série Deuses Olímpicos – Xilogravura – 81 X 51 cm – 1976 /Divulgação

    O Portas para a Arte envolve 45 espaços e 64 exposições na capital, nesta edição, com visitação gratuita. O projeto incentiva que galerias da cidade façam mostras durante a Bienal do Mercosul (de 27 de março a 1º de junho), para que artistas locais possam mostrar e vender obras ao público interessado em arte.

    DEMÉTER – Série Deuses Olímpicos – Xilogravura – 47 X 80 cm – 1976/Divulgação

    SERVIÇO:

     Galeria Zoravia Bettiol no projeto Portas para a Arte

    Exposição da instalação “Florestas em Chamas”

    Mostra “Múltipla e Poética, Zoravia Bettiol – Gravuras”

    Inauguração dia 22/03, das 15h às 18h30

    Visitação gratuita: de 23/03 a 23/06

    Horário: de segunda a sexta das 10h às 18h; às sábados, das 10h às 13h.

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema, Porto Alegre

  • Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

    Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

    A nova temporada de concertos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS), já tem data para começar: 14 de março. Neste dia, uma sexta-feira, às 20h, o Complexo Cultural Casa da OSPA recebe a harpista russa  Ekaterina Dvoretskaya, em sua estreia no Brasil, como convidada especial.

    O maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da OSPA, é responsável pela regência da orquestra no programa dedicado aos compositores russos Reinhold Glière e Nikolai Rimsky-Korsakov. A venda de ingressos para o Concerto de Abertura da Temporada 2025 iniciou  nesta quinta-feira (27/3), pelo Sympla. Os valores seguem iguais aos de 2024, variando de R$ 10 a R$ 50. A apresentação também pode ser conferida ao vivo, pelo canal da OSPA no YouTube.

    OSPA 09.11 – Clássicos da Broadway. Foto Vinícius Angeli/ Divulgação

    Em 2025, a OSPA celebra 75 anos de existência. Para abrir uma temporada tão especial, o novo diretor artístico da OSPA, Manfredo Schmiedt, optou por um programa inusitado que revela a força da música orquestral: “Para esta abertura simbólica, escolhi duas obras que dialogam entre sutileza e intensidade. Ao destacar a harpa e contar com a presença da talentosa solista russa Ekaterina Dvoretskaya, reafirmo meu compromisso em ampliar espaços na música e convido o público a se encantar com a riqueza e a diversidade dos instrumentos musicais”.

    A apresentação integra a programação do Mês da Mulher da Sedac-RS. Reconhecida em premiações internacionais, a harpista Ekaterina Dvoretskaya estará à frente da OSPA como solista da obra Concerto para Harpa e Orquestra, do compositor russo Reinhold Glière (1875 – 1956). Segundo a artista, a obra inicia com uma introdução solene repleta de “amor e esperança”, depois envereda por “uma história de amor cheia de reflexões, explosões de sentimentos”, finalizando com “uma verdadeira celebração, escrita pelo compositor dentro da tradição das canções russas”. “Glière cria uma obra grandiosa em conceito e sonoridade, enquanto permite que a harpa ressoe de forma plena, mesmo diante da estrutura densa da orquestra ao fundo”, avalia a musicista.

    Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Dejan Romih/ Divulgação

    No mesmo concerto, após o intervalo, a Orquestra interpreta Scheherazade, Op. 35, de Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908). A obra, baseada na célebre coletânea de contos As Mil e Uma Noites, é uma das composições mais emblemáticas do repertório orquestral. O título Scheherazade é uma homenagem à lendária princesa que, noite após noite, narrava histórias tão fascinantes que salvavam a sua vida. “Em sua Suíte Sinfônica, Rimsky-Korsakov traduz esse universo mágico em uma obra orquestral rica em cores, texturas e temas líricos”, comenta o maestro Manfredo Schmiedt, “Scheherazade não é apenas uma obra-prima musical, mas também uma homenagem à força, inteligência e coragem feminina”, conclui.

    Quem desejar descobrir mais detalhes sobre o programa pode prestigiar o Notas de Concerto, projeto de formação de público que traz comentários e curiosidades sobre cada obra que é apresentada pela orquestra na Série Casa da OSPA. No dia 14/3, às 19h, o professor Francisco Marshall faz a explanação na Sala de Recitais da Casa da OSPA – a entrada é  mediante o ingresso do concerto. Ao longo de 2025, outros especialistas comentarão os concertos da Série Casa da OSPA. Os encontros ocorrem na Sala de Recitais e são transmitidos ao vivo pelo canal da OSPA do YouTube.

    Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Yaroslav Yarovoi/Divulgação

    Sobre Ekaterina Dvoretskaia

    A harpista Ekaterina Dvoretskaia estudou na Escola Central de Música do Conservatório Tchaikovsky de Moscou (2010–2021) e, em 2023, tornou-se aluna do Koninklijk Conservatorium Brussel, sob a orientação de Agnès Clément. Desde 2020, é solista da Casa da Música de São Petersburgo e, desde 2022, da Orquestra Juvenil Pan-Russa. Realizou recitais solo e colaborou com orquestras renomadas em locais icônicos, como o Royal Theatre La Monnaie (Bruxelas), os Teatros Bolshoi (Moscou) e Mariinsky (São Petersburgo) e a Filarmônica de Moscou. Venceu o Concurso Internacional de Harpa de Israel (2022), o III Concurso de Música Pan-Russo (2020) e a Harpa de Ouro (2024), entre outras competições.

    Maestro Manfredo Schmiedt regendo a OSPA- Foto Vinicius Angeli/ Divulgação

    Sobre Manfredo Schmiedt

    Com uma destacada carreira na regência coral e orquestral, Manfredo Schmiedt é o atual diretor artístico da OSPA. Mestre em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduado pela UFRGS (BR), recebeu as distinções Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Foi regente convidado de prestigiadas orquestras e atuou por mais de 30 anos no Coro Sinfônico da OSPA e 18 anos como diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da UCS.

    SERVIÇO

    FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    CONCERTO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2025

    SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2025

    Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Francisco Marshall.

    Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

    Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa a partir de 27/02 ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.
    Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

    PROGRAMA

    Reinhold Glière | Concerto para Harpa e Orquestra Op. 74 em Mi bemol Maior

    Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

    Intervalo

    Nikolai Rimsky-Korsakov | Scheherazade, Op. 35

    Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

    Regência: Manfredo Schmiedt

    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

    Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

    Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

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  • Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval

    Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval

    O Bloco da Pretas, primeiro bloco de carnaval  formado exclusivamente por mulheres negras, já tem data para o seu cortejo. O grupo agendou sua saída para o dia 1º de março, na Orla do Gasômetro, a partir das 16h. O repertório contará  com músicas de autorias e de cantoras negras brasileiras,  como Ludmilla e Elza Soares. O Bloco das Pretas segue recebendo apoio financeiro pelo pix blocodaspretasbr20@gmail.com.

    “É um bloco para todas as pessoas celebrarem a vida, principalmente mulheres negras de todas as idades”, afirma Negra Jaque, uma das fundadoras do Bloco das  Pretas.

    Fundado em 2019, o bloco tem como objetivo fortalecer a presença das mulheridades no carnaval do sul do país. A iniciativa propõe não apenas celebrar a arte e a cultura afro-brasileira, mas também combater a violência e a objetificação enfrentadas pelas mulheres negras. Além disso,  o projeto se alinha às lutas antirracistas e feministas, proporcionando um espaço seguro para a expressão, valorização e fortalecimento da identidade negra, além de oferecer oportunidades de aprendizado e intercâmbio cultural.

  • ‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re

    ‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re

    O fotógrafo Fábio Del Re inaugura no dia 15 de março próximo, sábado, às 17h, sua nova exposição, “Acordei ontem, ainda era hoje”, no V744atelier. A mostra reúne uma série de trabalhos fotográficos que exploram a interseção entre memória, esquecimento e o tempo, criando uma reflexão profunda sobre a efemeridade da vida e a permanência das imagens. A exposição faz parte do projeto “Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul” e ficará aberta para visitação até o dia 26 de abril.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    A nova fase de Fábio Del Re, que sempre se destacou por sua produção autoral em fotografia, traz uma proposta mais introspectiva, com um olhar sensível para o abandono e a perda de identidade. Em “Acordei ontem, ainda era hoje”, o artista explora, entre outros temas, a “linearidade do tempo e como ele pode ser desconstruído”. Em suas palavras, “estou fazendo um trabalho que internamente está mexendo muito comigo, com questões sobre o esquecimento, o tempo e a memória”.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    Diferente de suas produções anteriores, que muitas vezes focaram registros de arquitetura e cultura, esta exposição adentra um universo mais pessoal, refletindo sobre o processo de descarte e o esquecimento das imagens, em especial, através da compra de fotografias antigas e esquecidas. “Chamo estas fotografias de meus órfãos, são órfãos. Elas foram descartadas, ninguém mais sabe quem são aquelas pessoas. Fui encontrando nelas algo que me tocou profundamente”, explica Del Re.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    O trabalho não se limita à fotografia tradicional. Fábio, que prefere “a parceria do acaso, do acidente”, se utiliza de técnicas que incluem o tempo como elemento próprio da obra, com fotos mal fixadas, mofo e furos causados por insetos. Esses elementos acabam criando uma estética única que reforça o conceito de impermanência. Ele afirma: “O tempo fez sua marca nas fotos, nos furos dos insetos, no mofo dos livros… o mais importante foram os achados e as escolhas das fotos que acompanham a narrativa”. Ainda sobre este tema, em seu texto crítico, o escritor Flávio Kiefer comentou:  “Estamos diante de uma produção que quer falar sobre o tempo, sobre a memória, sobre a presença e a ausência como conteúdo norteador, mas, se nos deixarmos levar pela fruição do que nos é apresentado, fala de muito mais”.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    Além da questão estética e conceitual, o ambiente do V744atelier, uma casa que também é atelier de Vilma Sonaglio, idealizadora de V744, proporciona uma relação mais íntima e orgânica entre as obras e o público. Del Re destaca: “Este espaço é muito diferente, é uma casa, pessoas moram aqui, não é uma galeria. Isso tira a ideia de uma exposição convencional e coloca o foco no trabalho em si”. Para ele, esse ambiente sem filtros e sem a formalidade de uma galeria tradicional aproxima o espectador da arte.

    A exposição contará com 16 obras, aproximadamente, que variam de tamanhos e formatos, e propõem uma experiência sensorial e introspectiva, convidando os visitantes a refletirem sobre a atemporalidade e a finitude. Fábio Del Re expressa sua expectativa para a mostra: “Gostaria que as pessoas saíssem atordoadas, tocadas pela ideia de que o tempo é algo que nos escapa, que a memória e o esquecimento caminham juntos, e que o que é visto nem sempre reflete a realidade”.

    Sobre Fábio Del Re

    Fábio Del Re é fotógrafo e iniciou sua trajetória na New England School of Photography, em Boston (EUA), onde viveu por seis anos. Durante esse período, foi premiado com o School Honors (1989) e o Honors in Black and White (1989). Desde então, Del Re tem se dedicado a desenvolver um trabalho autoral em fotografia, sempre com uma forte presença de reflexão sobre a memória, o tempo e a arquitetura.

  • Banda “Produto Nacional” e a dupla “50 Tons de Preta” animam a festa Black is beautiful

    Banda “Produto Nacional” e a dupla “50 Tons de Preta” animam a festa Black is beautiful

    Duas das principais bandas negras do Rio Grande do Sul se unirão, no dia 22 de fevereiro, para fazer a Festa Black Is Beautiful. Produto Nacional e 50 Tons de Preta sobem ao palco do Nosso Tap Room  (Conselheiro Travassos, 203), no Quarto Distrito. O evento inicia a partir das 19h e será  um momento de celebrar black music e todos os admiradores do reggae, do soul, do rap e da MPB.

    A discotecagem fica a   cargo do DJ e beatmaker MDN Beatz.

    Dona de sucessos como “Esperança”, “Reggae Paradise”, “Oprimidos e Opressores” e “A Mão do Justo” e mais recentemente de “O amor  é  o guia”, a Produto Nacional é uma das bandas pioneiras do reggae no Rio Grande do Sul, conta com três discos de estúdio e diversas participações em coletâneas. Sua história foi reconhecida pela Câmara Municipal de Porto Alegre pelo comprometimento com as causas sociais e raciais com o Prêmio Artístico Lupicínio Rodrigues, em 2003.

    A dupla “50 tons de preta”. Foto: Divulgação

    50 Tons de Pretas surgiu em 2017, formado pela dupla de cantoras e instrumentistas Dejeane Arruée e Graziela Pires. Nesta caminhada, já acumulam um repertório representativo e diverso, inúmeros prêmios e um reconhecimento público que as orgulha. O disco de estreia, ‘Voa’, lançado em novembro de 2020, foi amplamente aclamado e premiado em 2021 no Prêmio Açorianos, destacando-se como Melhor Álbum MPB, melhores intérpretes e compositoras, um feito inédito para duas artistas pretas com trabalho independente. Em 2021, o EP ‘Então Vem’ também recebeu prêmios em festivais no Paraná e Minas Gerais. Em 2023, foram reconhecidas como Melhor Banda MPB no Prêmio Profissionais da Música. Em 2024, lançaram o álbum “Tira o teu Racismo do Caminho”, com patrocínio do Natura Musical e apoio da Lei de Incentivo à Cultura do RS.

    O evento  é  produzido pela Paulo Dionísio Produções e Carrasco Produções. Os ingressos podem ser  adquiridos pelo site  e custam R$ 20.

  • “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    Com abertura programada para o dia 19/02, a Habitart Galeria de Arte, em Porto Alegre/RS, reúne cinco artistas visuais e suas criações em pinturas que retratam representações sobre a mulher na exposição “Ecos do Feminino” até o dia 22 de março de 2025.

    Obra de Delise Renck. Crédito_Marilene Bittencourt/ Divulgação

    Por meio de seus traços, Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo destacam aspectos que realçam etnias, acolhimento, força, vulnerabilidade, compaixão, sensualidade, independência, leveza, poder. Para Marilene Bittencourt, curadora da exposição, a mulher, nos seus mais diversos papéis na sociedade, merece estar representada, também, como forma de ativismo frente aos cenários que o mundo vive: “Cada vez mais, precisamos reafirmar nossa importância em todas as frentes, e a arte é um veículo de expressão que impacta e faz refletir. Além disso, reunimos um grupo de artistas mulheres admiráveis em suas trajetórias, técnicas e identidades próprias”.

    Obra de Graça Tirelli-Matrioska. Crédito Marilene Bittencourt

    A coletiva abre o calendário de exposições de 2025 da Habitart, que tem se destacado na divulgação e exposição de nomes consagrados nas artes visuais, bem como novos artistas que estão despontando no circuito.

    Tita Macedo -Recatada. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgaçãao

    Faz parte da programação do “Ecos do Feminino” o Conversa com as Artistas e a Visita Guiada, no dia 12/03. Por meio de um bate-papo informal, o público poderá interagir com perguntas sobre processos criativos, inspirações, referências e vivências das artistas para a realização de suas obras. Integrando a programação, a palestra da curadora de arte e historiadora Giselle Padoin sobre a mecenas e um dos nomes mais importantes do mundo das artes, a norte-americana Peggy Guggenheim, com data prevista para o dia 22 de março.

    Obra de Jaque Biazus-Estelares. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição: Ecos do Feminino

    Artistas: Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo

    Coquetel de abertura: quarta-feira, dia 19 de fevereiro de 2025, das 18h30 às 21h30

    Vigência: a exposição seguirá aberta à visitação até o dia 22 de março. A galeria é aberta ao público de quarta a sábado, das 14h às 18h

    Outros dias e horários, sob agendamento prévio pelo WhatsApp (51) 981899181

    Conversa com as artistas e visita guiada: dia 12 de março, das 18h30 às 21h30

    Visitação gratuita

    Endereço: Rua Coronel Armando Assis, 286 – Bairro Três Figueiras – Porto Alegre/RS

    Instagram: @_habitart_

     AS ARTISTAS

    Artista Delize Renck. Crédito: Marilene Bittencourt/Divulgação

    Delise Renck (Cachoeira do Sul/RS). Vive entre Porto Alegre/RS e Cascais/Portugal. Publicitária pela PUC-RS, tendo atuado no mercado por longos anos. Após um período morando em Paris, aproximou-se da arte. Ao retornar, iniciou cursos de extensão em História da Arte e passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti, recebendo orientação da artista por sete anos. Sempre buscando aperfeiçoamento, tem participado de cursos sobre temáticas relacionadas à arte, tecnologia, técnicas de pintura, bem como profissionalização na área. Incorporam-se ao currículo salões internacionais de pintura nos EUA, sendo premiada em duas categorias, além de exposições no Brasil, Peru, Ucrânia, Barcelona e Dubai.

    Artista Graça Tirelli. Crédito Graça Tirelli/Divulgação

    Graça Tirelli (Alegrete/RS). Graduada em Biologia, desde muito jovem demonstrou interesse pela arte. Desenvolveu sua técnica em cursos e escolas no Brasil e no exterior. Frequentou ateliês, como Fernando Baril, Carlos Wladimirsky, Paulo Houayeck. Estudou no Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre; na Art Academy, em Londres; na Ball State University/EUA com Marilynn Derwenskus; além de David Rosado, em Lisboa. Participou de projetos de arte nacionais e internacionais, como a National Endowment for the Arts/EUA. Com mais de 75 exposições coletivas nacionais e internacionais, suas obras marcaram bienais e feiras, entre elas, Red Dot/Miami, Macau Biennale/China, Carrousel Du Louvre/Paris, Artconnect Women/Dubai, Mauritius ArtFair. Representada por galerias de Porto Alegre, São Paulo e Barcelona, com obras nas plataformas online Artsy, SaatchiGallery, Artsper. Soma mais de 20 exposições individuais e 15 premiações em exposições de arte nacionais e internacionais.

    ArtistaI ta Stockinger. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Ita Stockinger (Bagé/RS). Advogada, artista visual, galerista, curadora de arte. Tem formação em desenho industrial e artístico e realiza estudos permanentes em pintura com mestres brasileiros. Nos anos 1980, sob influência do escultor austríaco Francisco A. Stockinger, começou a admirar a arte modernista e a conviver no meio artístico. A partir de 2000, estudou pintura com Lou Borghetti e Fernando Baril. Tem influência das obras de Maria Lídia Magliani, Marcelo Grassmann, Iberê Camargo, com os cadernos de Picasso e Paula Rego. Hoje faz parte do Grupo de Estudos com o professor Charles Watson no Parque Lage/RJ. Dentro da arte expressionista contemporânea, seus trabalhos são exibidos no Brasil e no exterior.

    Artista Jaque Biazus. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Jaque Biazus (Caxias do Sul/RS). Sua vivência nos últimos 30 anos na inspiradora Praia do Rosa/SC a fez despertar para a pintura como autodidata. Em 2015, passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti. Teve aulas com Fernando Baril, Rosali Plentz e, atualmente, Márcia Rosa é uma de suas mestras. Participou de exposições coletivas na Art Lab Gallery/SP, na Art Design Gallery/Miami/EUA, na Fundação Iberê Camargo e Galeria 506, em Porto Alegre.

    Artista Tita Macedo. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Tita Macedo (Porto Alegre/RS). Sua carreira se iniciou no Rio de Janeiro, quando estudou na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1975. Em Porto Alegre, frequentou o Atelier Livre Xico Stockinger, fez cursos de desenho com Ho Monteiro, Fabriano Rocha e Gustavot Dias. Participou, por 13 anos, das aulas regulares no Atelier Lou Borghetti. Para ampliar seus interesses, frequentou cursos de História da Arte com Maria Helena Bernardes, Jailton Moreira, extensão em História da Arte na PUCRS, cursos de Função Poética com Ricardo Silvestrin, pintura com Fernando Baril e o Laboratório de Criatividade de Ana Flavia Baldisserotto. Realizou exposições individuais em Porto Alegre e coletivas no Espaço Cultural dos Correios, Fundação Iberê Camargo, Galeria Bolsa de Arte, Museu de Arte de Londrina/PR, e em países como Estados Unidos (Miami e Los Angeles), Hungria, Áustria, Eslováquia, República Dominicana, França.

     

     

  • Exposição que a enchente frustrou está no Espaço Força e Luz até 15/2

    Exposição que a enchente frustrou está no Espaço Força e Luz até 15/2

    Está no Espaço Força e Luz, no Centro Histórico de Porto Alegre,  a exposição “Antropologia Visual” que reúne 17 trabalhos de 27 artistas trabalhos selecionados por edital.

    Sob forma de etnografias visuais e audiovisuais, fotografias, desenhos, colagens e ensaios, as obras apresentam recortes de vivências sociais e culturais contemporâneas caracterizadas pela diversidade.

    “O objetivo é aproximar o público e dar visibilidade à tradição de pesquisa, interpretação e produção no campo da antropologia visual e da imagem”, segundo Sylvia Bojunga, diretora do Museu Antropológico do Rio Grande do Sul.

    A exposição estava em montagem, quando   o prédio do Margs, na praça da Alfândega, em Porto Alegre, foi inundado pela enchente de maio de 2024.

    A mostra foi adiada e transferida para o Espaço Força e Luz, enquanto o edifício do Memorial passa por reformas e obras.

    Obras e autores participantes da exposição:

    ·  Nosso Território Nhande Ywy | filme etnográfico de Ana Ferraz

    ·  Nhanderexarai Vaerã Heỹ – Moa’i (Para não esquecer – Remédios) | filme etnográfico de Fábio Abbud e Cacique Karaí Tatendê (José de Souza)

    ·  Quando um livro se torna álbum de família: o reencontro do fotoetnógrafo Luiz Eduardo Robinson | Luiz Eduardo Robinson Achutti e Museu das Memórias (In)Possíveis

    ·  Estudantes da EJA: sujeitos/as/es de direito | Katiuci Pavei

    ·  A senhora de todas as sessões | Karen Käercher

    ·  Cybernéticos Low Tech | Mauro Bruschi, Jerônimo Magni Bruschi e Claudia Turra Magni

    ·  Entre sakuras, danças e tambores | Alexsânder Nakaóka Elias

    ·  Da Palha Cana-brava – Ilha de Maré | Lucas Barreto de Souza

    ·  Escrituras com Palimpsestos fotográficos urbanos | Felipe da Silva Rodrigues

    ·  Contra-intuitivo: Toda mulher que precisa de um santo é forte | Maria Carmencita da Felicidade Job, Laura Veronese e Camila Xavier Nunes

    ·  Estaleiro em dois tempos | Fernanda Rechenberg e Joaquim Rechenberg Benatto

    ·  É preciso aprender a voltar para casa | Araunã, Éder Braz, Jeferson Vieira, Luz Mariana Blet e Sérgio Anansi

    ·  O negro e a cidade | Elisa Algayer Casagrande

    ·  Abismo: agora não se ouvia mais nada, só o silêncio. Só o abismo daquele silêncio | Alex Hermes

    ·  Na encruzilhada do mercado | Aiá Rodriguez

    ·  Do outro lado do espelho tem um rio que corre na minha direção | Júlia Mistro Rodrigues

    ·  Uma vida bordada: a malha de Luiz Carlos Lessa Vinholes (1933-) | Hellen Fonseca

    Local: Galeria Arquipélago, Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223, Centro Histórico de Porto Alegre

    Visitação: até 15/02/2025 – de segunda a sexta, das 10 às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h