Autor: da Redação

  • Graça Craidy completa dez anos de arte expondo violência contra mulher em  “Meu bem, meu mal”

    Graça Craidy completa dez anos de arte expondo violência contra mulher em “Meu bem, meu mal”

     

    Depois de uma década denunciando violência contra a mulher com suas pinturas, a artista visual gaúcha Graça Craidy reúne obras das suas várias coleções como a série Até que a morte nos separe, com retratos das cenas dos crimes de feminicídio coletadas em fotos de noticiários, a série Livrai-nos do Mal, em que aponta as violências referidas pela Lei Maria da Penha, a série Feminicidas, o machismo que mata, com homens portando revólveres no lugar do pênis, e Estupro, com assédio masculino, entre outras.
    A exposição Meu bem, meu mal, abre na terça-feira (11/02), no Memorial do Ministério Público, na Praça Marechal Deodoro, esquina com a rua Jerônimo Coelho.

    Tudo começou em março de 2015, ano da primeira exposição da artista, quando suas obras da série Até que a morte nos separe foram selecionadas para o Salão de Artes do Atelier Livre Xico Stockinger, de Porto Alegre, onde estudava desenho e pintura, e quando foi convidada, também, a compor o Dia da Mulher no Centro Cultural Zona Sul, no bairro Tristeza, da Capital.

    Após essas mostras iniciais, Graça Craidy foi convidada a expor a mesma série sobre feminicídio em importantes instituições, como o Memorial do Palácio da Justiça, Pinacoteca AJURIS, Memorial da Justiça Federal, Assembleia Legislativa, Memorial do TRE, Memorial do TRF4, e também em universidades, como FURG – campus de Rio Grande, UFPR – Campus Mourão (online), e mais tarde, no Museu da UFRGS, como convidada especial dos graduandos em Museologia, para integrar a sua exposição feminista de final do curso.

    Também inspirou trabalho acadêmico para aluna de disciplina Projetos Especiais, no curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, integrou a capa do livro A Lei Maria da Penha na Justiça, da desembargadora Maria Berenice Dias, além de ilustrar capa e quatro páginas do caderno DOC, de ZH, em novembro de 2015, quando a redação do ENEM abordou o tema Violência contra a mulher.

    Fotos: Arquivo pessoal/ Divulgação

    “A palavra feminicídio ainda nem era conhecida, tive que fazer um banner explicando o termo”, conta a artista. “Coloquei embaixo dos quadros a foto original da reportagem que inspirou a pintura, e o efeito foi devastador. Ao atinarem que aquele não era apenas o retrato de uma mulher dormindo, mas de uma mulher morta – e pior: morta pelo marido ou pelo ex – as pessoas levavam um choque, queriam debater o assunto, entender o que se passava”- acrescenta a artista.

    “Foi assim que o assunto feminicídio passou das páginas policiais para o caderno de cultura. Em pouco tempo, eu expus mais de 12 vezes a mesma série. Todo mundo queria discutir feminicídio e, lamentavelmente, continua querendo, dado os recentes números de feminicídio no Brasil, considerado hoje não mais apenas um caso de segurança, mas de saúde pública.”

    O nome da exposição, “Meu bem, meu mal”, é uma referência ao contexto onde acontecem os crimes: sempre dentro do lar, sempre, na maioria das vezes, praticado pelo marido, companheiro, namorado ou ex que não aceita a separação.

    Nesta mostra no Memorial do Ministério Público, Graça Craidy mostra 30 obras selecionadas entre as mais de 50 que pintou sobre o tema. O vernissagem será às 17h, na Praça Marechal Deodoro 110. A entrada é franca.

    Texto: Carlos Souza

    SERVIÇO

    O QUÊ: EXPOSIÇÃO MEU BEM MEU MAL, DE GRAÇA CRAIDY
    QUANDO: DE 11 DE FEVEREIRO A 11 DE MARÇO

    HORÁRIO: DE 2ª A 5ª, DAS 8 ÀS 19 HORAS,
    ÀS 6ªs, DAS 8 ÀS 15 HORAS;
    SÁBADO E DOMINGO,FECHADO

    ABERTURA: 11 DE FEVEREIRO, ÀS 17 HORAS

    ONDE: MEMORIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

    PRAÇA MARECHAL DEODORO, 110, ESQUINA COM A RUA JERÔNIMO COELHO.

  • “Atos e Cenas do RS”: inscrições abertas para selecionar 20 espetáculos

    “Atos e Cenas do RS”: inscrições abertas para selecionar 20 espetáculos

    O edital “Atos e Cenas do RS”, para ocupação do Teatro Oficina Olga Reverbel, foi lançado nesta segunda-feira (3/2), pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) e da Fundação Teatro São Pedro (FTSP).

    A iniciativa busca contemplar 20 espetáculos de artes cênicas, como circo, dança e teatro, com o subsídio de R$ 2,5 mil, isenção da taxa do teatro e bilheteria integral. As inscrições estarão abertas de terça-feira (4/2) até o dia 24 de março e podem ser realizadas neste link.

    As apresentações ocorrerão em um total de 20 datas, entre os dias 2 de julho e 19 de novembro, em todas as quartas-feiras, às 19h, em sessões únicas. Por meio de uma parceria com o Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Sul (Sesc/RS), as equipes dos espetáculos selecionados que tenham endereço fora de Porto Alegre contarão com apoio para logística de alimentação, hospedagem e transporte. Acesse o regulamento na íntegra clicando aqui.
    Podem apresentar propostas pessoas jurídicas de direito privado representantes de artistas, grupos e coletivos – que tenham entre suas finalidades legais o exercício de atividades na área cultural, como associações, fundações, sociedades simples, incluindo cooperativas –, sociedades empresariais e empresas individuais de responsabilidade limitada (EIRELI) ou Micro Empreendedor Individual (MEI), desde que estabelecidas no Rio Grande do Sul, conforme comprovado pelo endereço cadastrado no cartão de CNPJ do proponente responsável pelo espetáculo.
    A Comissão de Avaliação do edital irá considerar os seguintes critérios: consistência da concepção artística do espetáculo; criatividade e inovação na forma de experimentação artística e relação com o espaço; estratégias de produção, montagem e divulgação; e ações afirmativas (inclusão e protagonismo de grupos sociais discriminados no elenco, na equipe ou na temática abordada). O atendimento aos princípios receberá, respectivamente, 35, 35, 20 e 10 pontos, totalizando 100 pontos.
    Os resultados preliminares serão divulgados em 14 de maio, e a listagem definitiva dos contemplados e suplentes, em 02 de junho.

    Esse edital faz parte do LabMultipalco, é um projeto de políticas públicas desenvolvido para a ocupação descentralizada do Multipalco Eva Sopher, com fornecimento de eixo formativo para as artes cênicas gaúchas.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Coletiva de artistas  gaúchas apresenta obras com abordagem feminista no Rio de Janeiro

    Coletiva de artistas gaúchas apresenta obras com abordagem feminista no Rio de Janeiro

    Mostra reúne mais de 120 trabalhos, de 46 criadoras, no Centro Cultural Correios, entre 5 de fevereiro (abertura) e 22 de março

    Obra de Helena d’Avila /Divulgação

    Uma mostra com viés feminista e representativa da recente produção de artistas visuais mulheres do Rio Grande do Sul será aberta no dia 5 de fevereiro, às 16h, no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Zavadil, que foi curadora-chefe do MARGS, o principal museu público do RS, e do MACRS, além de curadora assistente da 10ª Bienal Mercosul (2015), a exposição apresenta mais de 120 obras, de autoria de 46 artistas.

    Curadora Ana Zavadil – Arquivo pessoal – Divulgação –

    “Esse trabalho é mais um avanço na expansão da pesquisa em relação às artistas gaúchas”, diz Zavadil, que desde 2014 mantém foco na abordagem feminista e busca visibilidade e reconhecimento para as mulheres que produzem arte. Uma de suas exposições, “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul”, ficou em cartaz durante oito meses no Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba, sendo prorrogada a pedido da instituição em razão do interesse do público, que a visitou entre agosto de 2022 e março de 2023.

    Obra ‘Clitóris’, de Simone Barros/ Divulgação
    .Obra de Mary Marodin/Divulgação

    A atual exposição, denominada “Reivindicação: Escrituras e Utopias do Feminismo”, começou a ser projetada há mais de um ano, a partir de convite do Centro Cultural Correios. A mostra, instalada nas Galerias I e II, no 3º andar do CCC, reúne trabalhos produzidos nas mais diferentes técnicas e linguagens artísticas, executados por nomes reconhecidos, como, por exemplo, Cláudia Sperb, Andréa Brächer, Umbelina Barreto, Simone Bernardi, Sandra Gonçalves, Helena d’Ávila, Isabel Marroni, Kika Costa, Márcia Marostega e Sílvia Brum, e também por outras artistas donas de carreiras consolidadas.

    Obra de Susan Mendes. /Divulgação

    Graduada em Desenho e Pintura em 1978 pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS), onde também lecionou, Umbelina Barreto conta que seus desenhos são construídos com diversos materiais, iniciando com o carvão e seguindo com pastéis secos coloridos e pedras calcárias. “A relação das imagens perpassa a história da arte, as experiências vividas e por vezes a indignação com o que ocorre no mundo. Fazer arte é minha forma de ser justa”, afirma.

    Obra de Ivone Rabelo/Divulgação
    Obra de Mariana Orengo/Divulgação

    ARTISTAS DA EXPOSIÇÃO

    Alexandra Eckert, Ana Flores, Andréa Brächer, Clara Figueira, Clara Koppe, Cláudia Sperb, Cristie Boff, Esther Bianco, Evenir Comerlato, Fátima Pinto, Gio Hemb, Griseldes Vieira, Helena d’Ávila, Isa Dóris Teixeira de Macedo, Isabel Marroni, Ita Stockinger, Ivone Rabelo, Jane Maria, Juiara Barbizan, Jussara Moreira, Karina Koslowski, Kika Costa, Laura Ribero Rueda, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lu Gaudenzi, Márcia Marostega, Maria Paula Giacomini, Mariana Orengo, Marinelsa Geyer, Mary Marodin, Mery Bavia, Milene Gensas, Miriane Steiner, Mylène d’huyer, Neca Lahm, Regene Rocha, Sandra Gonçalves, Selir Straliotto, Sílvia Brum, Simone Barros,

    Simone Bernardi, Sirlei Hansen, Susan Mendes, Susie Prunes, Umbelina Barreto.

     SERVIÇO

    Obra de Susie Prunes/Divulgação
    .Obra de Lisi Wendel/Divulgação9

    Exposição: “Reivindicação: Escrituras e Utopias do Feminismo”

    Curadoria: Ana Zavadil

    Abertura: 5 de fevereiro (quarta-feira), às 16h

    Visitação: 6 de fevereiro a 22 de março

    Horário: de terça a sábado, das 12h às 19h

    Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro

    Entrada franca

    Fotos: Divulgação das artistas

    .Obra de Umbelina Barreto/ Divulgação
  • ‘Baile das Letrinhas’, montagem teatral com Deborah Finocchiaro , em versão inédita

    ‘Baile das Letrinhas’, montagem teatral com Deborah Finocchiaro , em versão inédita

    O espetáculo solo, que faz brincadeiras com jogo de palavras e traz a questão do respeito às diferenças, encanta crianças e adultos e desde a sua estreia é um sucesso absoluto

    Baile das Letrinhas, da Companhia de Solos & Bem Acompanhados, com direção de Júlia Ludwig, chega com novidade para esta nova temporada, no Porto Verão Alegre: a peça vem com animações incríveis criadas por Angelo Maximo, numa versão ainda inédita, ou seja, terá sua estreia no festival. A montagem parte do livro infantil escrito pela multiartista Deborah Finocchiaro e propõe uma brincadeira com o alfabeto de forma poética e lúdica. Através de elementos simples que se transformam sob o olhar do público, a premiada atriz baila com as letras e as palavras, reconhecendo seus formatos e sonoridades, aproximando-as do universo das crianças através de imagens, música ao vivo e manipulação de objetos. Baile das Letrinhas integra o Porto Verão Alegre, junto com outras montagens de Deborah, que celebra em 2025 seus 40 anos de palco.

    “A peça estimula e exalta a imaginação, o prazer de aprender e o autodesenvolvimento, valorizando o respeito às diferenças e à autenticidade. Conscientiza e provoca a reflexão sobre a diversidade e unicidade de cada indivíduo, que, assim como as letrinhas – que só formam palavras por serem diferentes umas das outras -, tem seu valor único e intransferível”, afirma a atriz.

    O livro Baile das Letrinhas, editado pela Bestiário, teve seu lançamento, em julho de 2022, na Casa de Cultura Mario Quintana em Porto Alegre, emocionando um público de crianças e adultos. E assim, a peça teatral ganhou corpo e atualmente é um sucesso entre crianças e adultos que lotam as salas de teatro para vê-la. Já participou de inúmeros eventos, entre eles feiras de livro e temporadas no RS e em SP.

    Deborah Finocchiaro é multiartista e completa 40 anos de teatro em 2025, algo para se comemorar! Bacharel em Interpretação Teatral no DAD / UFRGS (1992), já participou de centenas de trabalhos como atriz no teatro, cinema e televisão. É também diretora, locutora, produtora, mestre de cerimônias, apresentadora, roteirista e ministrante. Ao longo de sua carreira, recebeu 36 prêmios, entre eles melhor espetáculo, melhor atriz, melhor direção, melhor texto adaptado, melhor roteiro e melhor artista de teatro. Em 1993 criou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados – que atingiu mais de 500 mil pessoas através de seus espetáculos, oficinas e performances. Percorreu mais de 80 cidades no Rio Grande do Sul, 18 estados brasileiros, Uruguai, Argentina e Portugal, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.

    Júlia Ludwig é diretora, atriz e professora de teatro. Idealizadora da Cia Circular e diretora do Bloco da Laje, desenvolve projetos tanto em palcos quanto em espaços públicos urbanos. A composição dramatúrgica, especialmente de mulheres e crianças, permeia seu trabalho como encenadora e professora. É proponente do projeto Solos Férteis, dirigiu solos autorais femininos de Dedy Ricardo, Maria Falkembach, Renata de Lélis, e atua na peça Solo Fértil: Canção para o Povo em Pé, também em cartaz no 26º Porto Verão Alegre. Desenvolveu o podcast “Bendita Sois Voz” ao lado de Luciane Panisson e é professora da A Barca, Escola Aberta de Teatro. Premiada como melhor diretora do Festival da Cidade do Rio de Janeiro em 2011 por “Tempografia”. Como professora foi premiada como melhor orientação, melhor roteiro original, melhor sonoplastia e melhor espetáculo no 6° Festival de Teatro Escolar de Canela em 2003, por “Brincadeira no Escuro”, em sua primeira experiência como diretora.

    Ficha técnica:

    Texto, músicas e atuação – Deborah Finocchiaro

    Concepção – Deborah Finocchiaro e Júlia Ludwig

    Direção – Júlia Ludwig

    Construção de formas animadas, cenografia e orientação de manipulação – Paulo Martins Fontes e Eduardo Custódio

    Boneco de luva – Rodrigo Hernández Sandoval

    Figurino – Renan Vilas

    Iluminação – Leandro Roos Pires

    Trilha sonora – Rafael David

    Animações – Angelo Maximo

    Fotos – Fernanda Chemale e Thiago Cardinali

    Social media – Geovana Benites

    Assessoria de imprensa – Bebê Baumgarten

    Parceria cultural – Cia Circular

    Produção e realização – Companhia de Solos & Bem Acompanhados

    Duração: 35 minutos

    Classificação: livre

    Alguns comentários:

    “‘Baile das letrinhas’ é uma celebração à palavra no que ela produz de espanto e faísca de luz quando se vislumbra o encanto pelo verbo. Um despertar sensorial da intelecção e da consciência crítica nos primeiros passos dos e das pequenas cidadãs. É inteligente como a dramaturgia não se rende ao ordenamento do alfabeto, embaralhando seus signos, dando corpo e musicalidade ao ato do brincar. A oficina com a plateia, na sequência, materializa belamente esse dispositivo capaz de fisgar também pais ou responsáveis.” Valmir Santos, crítico teatral – São Paulo, julho de 2023

    “Poucas foram as obras que me impactaram no trabalho de ator que usava seu corpo metamorfoseando-se como criança, suas surpresas, suas descobertas do prazer, delicadezas e até as dores. Foi quando na estreia de “Baile das Letrinhas” que ao ter a experiência de poetizar com essa enorme atriz que é a Deborah Finocchiaro, a cena me conduziu a um momento feliz da minha infância em que tudo que se tocava se transformava e potencializava, e no final todos nós éramos crianças regidas pelo jogo da criança grande da cena. Sucesso total… amor trazido da infância recobrados, vivos…  esqueci de tudo à nossa volta, predisposto pelo espetáculo que me transportou e brinquei… hoje festejo toda vez que relembro, obrigado Deborah por mais esse encontro mágico! Aprendi com a fluidez dessa sutil aliança e com você que ainda vale a pena amar!” Paulo Martins Fontes, Ator-bonequeiro – Porto Alegre, 07/11/2022

    “… As letrinhas deste belo trabalho de Deborah Finocchiaro são quentes, começando pelo carinhoso diminutivo, tão aconchegante. Vamos abraçar estas letrinhas, a autora, os leitores e os espectadores…”  Deonísio da Silva, da Academia das Ciências de Lisboa, escritor – agosto de 2022

    BAILE DAS LETRINHAS

    25 de janeiro, sábado, 15h e 17h – “Baile das Letrinhas”

    Com Deborah Finocchiaro, direção Júlia Ludwig

    Instituto Ling – Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras, Porto Alegre/RS

    ingressos antecipados:

    https://ingressos.portoveraoalegre.com.br/event/13/baile-das-letrinhas

    Valores:

    De R$ 21,00 a R$ 80,00

    Preços populares, em conformidade com a Lei Rouanet, além de outros descontos com parceiros, detalhados no site do festival

    Pontos de venda:

    Online, pelo site: www.portoveraoalegre.com.br

    Pontos de venda físicos:

    Barra Shopping (Av. Diário de Notícias, 300), no 2º andar, ao lado da Loja da Havaianas. De segunda a sábado das 10h às 22h, domingos e feriados das 14h às 20h.

    Casa de Cultura Mario Quintana/ térreo, de terça a domingo das 13h às 20h.

    Nos dias das apresentações, a partir de 1h antes do início das sessões, nas bilheterias dos respectivos teatros

    Material para imprensa:

    https://drive.google.com/drive/folders/19f8x25n0NY7CMYjPEQVXSkmDvAoGmOOc?usp=share_link

    Teaser: https://youtube.com/shorts/WeNUi7agA5s

    Redes da artista:

    https://www.youtube.com/user/deborahfinocchiaro

    www.instagram.com/deborahfinocchiaro

    www.deborahfinocchiaro.com

    Outras montagens da Companhia de Solos & Bem Acompanhados no Porto Verão Alegre 2025

    31 de janeiro, 01 e 02 de fevereiro, 20h – “Descartada – Diário secreto de uma Secretária Bilíngue”

    Com Deborah Finocchiaro, direção Vinícius Piedade e Deborah Finocchiaro

    CHC Santa Casa – Avenida Independência, 75 – Independência, Porto Alegre

    https://ingressos.portoveraoalegre.com.br/event/13/descartada-diario-secreto-de-uma-secretaria-bilingue

  • Espetáculo “O Lanceirinho Negro”, apresentado em praças e parques de Porto Alegre

    Espetáculo “O Lanceirinho Negro”, apresentado em praças e parques de Porto Alegre

    O espetáculo infanto juvenil “O Lanceirinho Negro”, inspirado no livro homônimo da escritora gaúcha Angela Xavier, será apresentado em diversos espaços públicos de Porto Alegre entre os dias 23 e 26 de janeiro. Com realização do coletivo Trupi di Trapu e contemplado pelo último Edital de Produção Artística do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte), o projeto é financiado pelo Grupo Carrefour Brasil.

    A diretora do espetáculo infanto juvenil Mayura Matos: Foto Divulgação

    A montagem dirigida por Mayura Matos traz à tona histórias de luta e resistência dos Lanceiros Negros, promovendo reflexões sobre ancestralidade e fortalecimento identitário para crianças e adolescentes. No elenco, estão Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson (no papel do Lanceirinho). Ketelin Oliveira integra o grupo, realizando a interpretação de libras.

    A peça é uma adaptação teatral da obra de Angela Xavier, criada para responder às inquietações de uma aluna sobre a Revolução Farroupilha. O espetáculo, rico em sonoridades e elementos da cultura afro-gaúcha, utiliza recursos como atabaques, samba de roda e arquétipos dos orixás para envolver o público em uma narrativa poética e educativa.

     

    Os personagens conectam vivências contemporâneas com a memória dos Lanceiros Negros, símbolos de coragem e resiliência. “O espetáculo surge como uma possibilidade de resgate ancestral, de difusão de conhecimento e de aproximação das novas gerações com a cultura e com a história negro-brasileira, ao mesmo tempo em que marca os 17 anos da Trupi di Trapu”, explica o ator e bonequeiro Anderson Gonçalves, responsável pela produção e cenografia do espetáculo.

    Para Gonçalves, apresentar a peça em locais públicos é essencial para ressaltar o papel dos Lanceiros Negros na história do Rio Grande do Sul e enfrentar o racismo estrutural do Estado. “Esses espaços são democráticos e permitem discutir a invisibilidade histórica de heróis negros e indígenas, que muitas vezes são omitidos da narrativa tradicionalista”, ressalta. “Mostrar essas histórias na rua ajuda a desconstruir estereótipos e contribui para a formação de uma consciência antirracista, valorizando a diversidade e a memória desses heróis esquecidos”, opina.

     

    Além da valorização histórica, a encenação destaca a importância do protagonismo negro, explorando temas como identidade e combate ao racismo por meio de jogos, músicas e brincadeiras afrorreferenciadas. A montagem é uma oportunidade única de promover o diálogo entre gerações, fortalecendo o orgulho das raízes culturais negras.

     

    Com o objetivo de ampliar o debate presente no livro e de expandir cada vez mais a memória dos Lanceiros Negros, o espetáculo teatral O Lanceirinho Negro, proposto pelo grupo, surge como uma possibilidade de resgate ancestral, de difusão de conhecimento e de aproximação das novas gerações com a cultura e com a história negro-brasileira.

     

    Com este projeto, a Trupi di Trapu se coloca em um lugar de acolhimento com as infâncias negras, se propondo ao resgate da memória heróica negra com grande relevância histórico-socialcultural e também de prospecção de lugares heróicos, positivos e de identificação para as novas gerações.

     “Nosso trabalho, ao abordar o letramento racial e destacar a importância de personagens negros, promove reflexões e valoriza heróis que inspiram resistência e esperança. Embora tratemos de temas históricos pesados, como a luta e a morte dos Lanceiros Negros, trazemos também a mensagem de virtude e liberdade, que vai além da ausência de correntes, abrangendo a aceitação e a valorização do outro em sua essência”, afirma Anderson. “Pedagogicamente, mostramos que os heróis podem e devem ser negros, indígenas ou LGBTQIA+, ampliando referências e fortalecendo as relações étnico-raciais na comunidade”.

    FICHA TÉCNICA:

    Atuadores: Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson

    Diretora cênica/encenadora: Mayura Matos

    Produtor executivo, cenógrafo e criação de bonecos: Anderson Gonçalves

    Diretora musical: Jane Oliveira

    Intérprete de Libras: Ketelin Oliveira

    Assessoria Histórica: Angela Maria Xavier Freitas

    Figurinos e cenografia: Mari Falcão

    Designer gráfico: Yannikson

    Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu

    Identidade Visual: Mitti Mendonça e Alisson Affonso

    Fotografia e Gestão de Redes Sociais: Juliette Bavaresco

    Produção local: Rita Santos

     

    Realização: Trupi Di Trapu
    Financiamento: Fumproarte, Prefeitura de Porto Alegre

    Canais de comunicação:
    Instagram: @trupiditrapu
    E-mail: trupiditrapu@hotmail.com

    SERVIÇO:

    O quê: Espetáculo infantojuvenil “O Lanceirinho Negro” com a Trupi di Trapu. Direção: Mayura Mattos

    Quando e onde:

    • Dia 23/01, quinta-feira, 17h – Explanada da Restinga, Estr. João Antônio da Silveira, 2359
    • Dia 25/01, sábado, 10h30min – Chocolatão | Biblioteca, Av. Loureiro da Silva, 445, Centro Histórico
    • Dia 26/01, domingo, 16h – Redenção | Perto da Cancha de Bocha
    • Quanto: Gratuito
      Classificação indicativa: Livre
  • Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes

    Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes

    Neste dia 10 de janeiro, sexta-feira, às 9h, na sede da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE/RS), na capital, será apresentado o Curso EAD do Projeto Tamo Junto, uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Porto Alegre e a FASE/RS. O objetivo é instrumentalizar profissionais para promoção de saúde emocional e o bem-estar dos adolescentes, oferecendo-lhes informações e ferramentas que os ajudem a desenvolver autonomia no cuidado individual e coletivo intra e extramuros. O curso será online e gratuito, disponível pela plataforma educaPOA. A formação é voltada para profissionais que atuam no sistema socioeducativo, saúde, educação, assistência social e áreas relacionadas ao cuidado de adolescentes.

    Composto por três módulos, o curso capacita profissionais para desenvolver habilidades éticas, sociais e emocionais que promovam relações de cuidado, compaixão e apoio ao desenvolvimento integral de adolescentes em medidas socioeducativas ou fora desse contexto. Entre os objetivos específicos, destacam-se: formar agentes e profissionais de diversas áreas para aplicar a metodologia do projeto, promover discussões temáticas sobre adolescência em contextos de vulnerabilidade, incluindo autonomia e aprendizagem socioemocional, e oferecer ferramentas práticas para o manejo de emoções no atendimento a esses jovens.

     “Considerando as características que permeiam a adolescência e os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e a necessidade de habilidade dos profissionais que se dedicam a este público, é essencial que os mesmos tenham qualificação para abordagem adequada e oportuna das situações identificadas. Entendemos que a melhora no cuidado aos adolescentes pode vincular os mesmos aos profissionais, reduzir danos e exposição a riscos e reconduzi-los para uma adolescência plena”, afirma a Coordenadora da Área Técnica da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Sonia Silvestrin. O Curso proposto viabiliza a formação dos profissionais da FASE, instrumentalizando os mesmos na abordagem dos temas centrais da adolescência, fomentando o planejamento e execução de oficinas junto aos adolescentes. O curso fica disponível de janeiro a dezembro para a realização dos profissionais.

    PRIORIDADE ESTRATÉGICA

    A proposta do Tamo Junto – vai além do bem-estar individual. Ela também visa reduzir danos e fortalecer a autonomia de cuidado dos adolescentes durante e pós sistema socioeducativo. A iniciativa é vista como uma estratégia essencial para humanizar o cuidado e fortalecer os vínculos entre jovens e profissionais.

    RESULTADOS E EXPANSÃO FUTURA

     Os resultados obtidos até agora mostram avanços significativos. Adolescentes que participam das atividades têm demonstrado maior autonomia no cuidado com a saúde, além de melhorias no bem-estar emocional e físico. Com base nesses êxitos, a Prefeitura e a FASE/RS planejam expandir o projeto para outros centros socioeducativos e desenvolver programas de formação contínua para os profissionais envolvidos.

    A parceria com a Secretaria da Saúde de Porto Alegre é uma excelente notícia visando a qualificação do atendimento socioeducativo. “O projeto atende a duas diretrizes fundamentais de atuação da Fase: a formação permanente dos nossos servidores e as ações destinadas à promoção da saúde física e mental entre os adolescentes e jovens adultos”, destacou o presidente da Fase, José Stédile. O gestor lembra, ainda, que as primeiras edições do Tamo Junto já garantiram a realização de oficinas temáticas junto aos jovens entre os anos de 2020 e 2023. “O objetivo, agora, é potencializar ainda mais as atividades. As oficinas desenvolvem autonomia no processo individual e coletivo do cuidado visando promover, proteger e recuperar a saúde da população socioeducativa”, completou.

    A apresentação do projeto marca um novo passo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado de adolescentes. O evento reforça o compromisso das instituições envolvidas em construir novas formas de ações e educação em saúde para adolescentes em medida socioeducativa.

    Serviço:

    O que: Apresentação do Projeto Tamo Junto – Edição Conecta

    Quando: 10 de janeiro de 2025, às 9h

    Onde: Auditório da Sede da Administrativa da FASE/RS, Avenida Padre Cacique,1372, Porto Alegre

  • Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes

    Lançamento do Curso EAD do Projeto Tamo Junto: Metodologias para abordagens de adolescentes

    Neste 10 de janeiro, às 9h, na sede da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE/RS), na capital, será apresentado o Curso EAD do Projeto Tamo Junto, uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Porto Alegre e a FASE/RS. O objetivo é instrumentalizar profissionais para promoção de saúde emocional e o bem-estar dos adolescentes, oferecendo-lhes informações e ferramentas que os ajudem a desenvolver autonomia no cuidado individual e coletivo intra e extramuros. O curso será online e gratuito, disponível pela plataforma educaPOA. A formação é voltada para profissionais que atuam no sistema socioeducativo, saúde, educação, assistência social e áreas relacionadas ao cuidado de adolescentes.

    Composto por três módulos, o curso capacita profissionais para desenvolver habilidades éticas, sociais e emocionais que promovam relações de cuidado, compaixão e apoio ao desenvolvimento integral de adolescentes em medidas socioeducativas ou fora desse contexto. Entre os objetivos específicos, destacam-se: formar agentes e profissionais de diversas áreas para aplicar a metodologia do projeto, promover discussões temáticas sobre adolescência em contextos de vulnerabilidade, incluindo autonomia e aprendizagem socioemocional, e oferecer ferramentas práticas para o manejo de emoções no atendimento a esses jovens.

    Considerando as características que permeiam a adolescência e os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e a necessidade de habilidade dos profissionais que se dedicam a este público, é essencial que os mesmos tenham qualificação para abordagem adequada e oportuna das situações identificadas. Entendemos que a melhora no cuidado aos adolescentes pode vincular os mesmos aos profissionais, reduzir danos e exposição a riscos e reconduzi-los para uma adolescência plena”, afirma a Coordenadora da Área Técnica da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Sonia Silvestrin. O Curso proposto viabiliza a formação dos profissionais da FASE, instrumentalizando os mesmos na abordagem dos temas centrais da adolescência, fomentando o planejamento e execução de oficinas junto aos adolescentes. O curso fica disponível de janeiro a dezembro para a realização dos profissionais.

     PRIORIDADE ESTRATÉGICA

    A proposta do Tamo Junto – vai além do bem-estar individual. Ela também visa reduzir danos e fortalecer a autonomia de cuidado dos adolescentes durante e pós sistema socioeducativo. A iniciativa é vista como uma estratégia essencial para humanizar o cuidado e fortalecer os vínculos entre jovens e profissionais.

    RESULTADOS E EXPANSÃO FUTURA

     Os resultados obtidos até agora mostram avanços significativos. Adolescentes que participam das atividades têm demonstrado maior autonomia no cuidado com a saúde, além de melhorias no bem-estar emocional e físico. Com base nesses êxitos, a Prefeitura e a FASE/RS planejam expandir o projeto para outros centros socioeducativos e desenvolver programas de formação contínua para os profissionais envolvidos.

    A parceria com a Secretaria da Saúde de Porto Alegre é uma excelente notícia visando a qualificação do atendimento socioeducativo. “O projeto atende a duas diretrizes fundamentais de atuação da Fase: a formação permanente dos nossos servidores e as ações destinadas à promoção da saúde física e mental entre os adolescentes e jovens adultos”, destacou o presidente da Fase, José Stédile. O gestor lembra, ainda, que as primeiras edições do Tamo Junto já garantiram a realização de oficinas temáticas junto aos jovens entre os anos de 2020 e 2023. “O objetivo, agora, é potencializar ainda mais as atividades. As oficinas desenvolvem autonomia no processo individual e coletivo do cuidado visando promover, proteger e recuperar a saúde da população socioeducativa”, completou.

    A apresentação do projeto marca um novo passo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado de adolescentes. O evento reforça o compromisso das instituições envolvidas em construir novas formas de ações e educação em saúde para adolescentes em medida socioeducativa.Serviço:

    O que: Apresentação do Projeto Tamo Junto – Edição Conecta

    Quando: 10 de janeiro de 2025, às 9h

    Onde: Auditório da Sede da Administrativa da FASE/RS, Avenida Padre Cacique,1372, Porto Alegre

  • Semana de Arte da Galeria Bublitz, com mais de 400 itens, na praia de Atlântida

    Semana de Arte da Galeria Bublitz, com mais de 400 itens, na praia de Atlântida

    O mar está para arte. E o veraneio começa com a tradicional Semana de Arte da Galeria Bublitz na Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA). A programação inicia no sábado, 4 de janeiro, e segue até domingo, 12. Além das obras de arte de diversos artistas gaúchos e nacionais, tapetes orientais e objetos de decoração, a mostra terá a participação de Marcelo Hübner, fazendo pinturas ao vivo, retratando cenas do litoral. E na sexta-feira, dia 10 de janeiro, às 20h, haverá a palestra “Ver a Arte” com a professora de história da arte Tânia Bian. A entrada é franca para a palestra e a exposição.

    O artista visual Marcelo Hubner/ Divulgação

    Durante a temporada, Hübner, que mora em Porto Alegre, praticamente se muda para Atlântida e para a SABA, que se transforma em seu atelier. As cores e os traços característicos de Hübner poderão ser conferidos pessoalmente por quem visitar a exposição, que também traz obras de suas principais séries: “Banhistas”, “Floristas”, “Urbanos”, “Jornais Florais” e as “Paisagens Gaúchas”, com a retomada das origens com os cenários do Rio Grande do Sul, expressos na grandiosidade dos campos e dos pampas; “Jardins Tropicais”, com suas folhas características, sua exuberância, em diversos tons de verde; e a série “Vívidas”, com figuras femininas, de teor intenso e ardente, que trazem um raio vívido de esperança para as telas.

    “A Galeria Bublitz faz do Rio Grande do Sul sua casa. Ao longo do ano, levamos arte para o interior, para cidades como Caxias do Sul, Uruguaiana, Itaqui, Bagé e muito mais. E, agora, abrimos a programação de 2025 em um lugar que representa cultura, lazer e arte, com uma mostra perto do mar, na SABA, para toda a população do litoral e veranistas. Começamos o ano em um dos mais belos cenários e com muita beleza em obras de arte, tapetes orientais e objetos de decoração, que não só poderão ser apreciados como adquiridos por quem visitar a exposição”, detalha o marchand Nicholas Bublitz.

    A professora de arte Tânia Bian faz palestra dia 10. Foto: Acervo pessoal/ Divulgação

    Além das obras de Marcelo Hübner, a Semana de Arte da Galeria Bublitz traz mais de 400 itens, com destaque para as criações de Erico Santos, Antonio Soriano, Paulo Amaral, Paulo d’Avila, Marcelo Zeni, Mirian Garcia, Vitório Gheno, Kenji Fukuda, Fernando Ikoma, Flávio Scholles, Ênio Lippmann, Ana Caroline Becker, Sergio Lopes e João Carlos Bento.

    Os tapetes orientais, que são outra marca registrada da Bublitz, também estarão no espaço. Exclusivos e importados da Índia e do Irã trazem a tradição dos modelos Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain, Mood, Kazak e Beluche. A exposição também destaca objetos de decoração, como porcelana europeia, itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.

    A mostra funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%, com pagamento em até 10 vezes sem juros.

    Serviço:

    Semana de Arte no Litoral com Bublitz Galeria de Arte
    Local: SABA – Av. Central, 5 – Atlântida
    Período: 4 a 12 de janeiro de 2025
    Horário: das 10h30 às 19h30

    Palestra “Ver a Arte”
    Ministrante: Tânia Bian
    Data: 10 de janeiro
    Horário: 20h às 21h30

  • Artistas gaúchos se apresentam para o Brasil com projetos culturais do Sesc/RS

    Artistas gaúchos se apresentam para o Brasil com projetos culturais do Sesc/RS

     

    Mesmo em um ano desafiador, a cultura do Rio Grande do Sul ultrapassou fronteiras e levou aos quatro cantos do país a resiliência gaúcha. Agora, os artistas envolvidos nos projetos “Nossa Arte Circula RS” e “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”, pensados de forma emergencial durante as enchentes, retornam a suas cidades de origem, após encantarem plateias de 30 municípios pelo Estado e outros 42 pelo Brasil, em uma iniciativa que envolveu centenas de profissionais e um investimento de cerca de R$4 milhões, somando-se aos valores já programados para o ano nas diferentes linguagens artísticas. Os resultados foram apresentados e celebrados pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc em evento realizado na noite desta segunda-feira, 16 de dezembro, na sede da entidade, em Porto Alegre.

    Representando o presidente do Sistema, Luiz Carlos Bohn, a diretora administrativa da Federação, Maria Tereza Menegotto, destacou na abertura que “além de uma homenagem a todos que auxiliaram na construção dos projetos, o evento também é um marco para o fechamento de um ano que exigiu muita resiliência, fé, força e esperança”.

    Durante o encontro, foram apresentados números que reforçam o impacto deles na economia criativa do Rio Grande do Sul. O “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”, iniciativa do Sesc/RS em parceria com o Departamento Nacional do Sesc que contou com o apoio dos departamentos regionais do Sesc pelo Brasil, mobilizou um total de 286 profissionais, sendo 192 artistas, 64 técnicos e 30 produtores. Foram percorridas 42 cidades de 18 Estados e o Distrito Federal, levando espetáculos de música, literatura e artes cênicas.

    “Foi um ano desafiador, sem dúvidas. Contudo, sinto que conseguimos superar todos os percalços e fortalecer ainda mais o compromisso que temos com os artistas gaúchos. Nossas iniciativas valorizam a diversidade e a riqueza cultural dos talentos locais, proporcionando visibilidade e oportunidade de se apresentarem em diferentes regiões do Estado e do país. Além de democratizar o acesso à arte e à cultura, fomentamos a economia criativa e promovemos intercâmbios culturais significativos entre os Estados. Essa circulação de artistas gaúchos por locais como Bahia, São Paulo, Pernambuco e tantos outros fortalece os laços culturais entre as regiões e leva a identidade cultural do Rio Grande do Sul a públicos diversos”, afirma Luciana Stello, Gerente de Cultura do Sesc/RS.

    As apresentações atraíram mais de 13.500 espectadores, com destaque para as artes cênicas, que contaram com 6.100 pessoas nas plateias, seguidas pela música, com 5.100, e a literatura, com 2.300 participantes. As cidades contempladas variaram de grandes capitais, como São Paulo e Brasília, a municípios do interior, como Bela Vista do Paraíso (PR) e Araripina (PE). Foram ocupados 137 espaços culturais ao longo do circuito, entre teatros, praças e centros comunitários, promovendo um intercâmbio cultural diversificado.

    Os projetos selecionados vieram de 14 cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria. A iniciativa representou, ainda, um investimento significativo do Sesc em cultura e mobilidade. Foram aplicados R$1,1 milhão em passagens aéreas e R$60 mil em deslocamentos terrestres, além de R$452 mil em hospedagem e alimentação dos profissionais. Os cachês dos artistas somaram R$1,15 milhão.

    Voltado para geração de renda de profissionais da área cultural e estímulo da economia local, contribuindo para a sustentabilidade das regiões mais afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o “Nossa Arte Circula RS” selecionou 180 artistas para rodarem o Estado. Foram 13.426 pessoas que marcaram presença nas 60 sessões realizadas em 30 cidades gaúchas, além de 3.540 participações em atividades formativas.

    Vindos de Alvorada, Bagé, Bento Gonçalves, Rio Grande e outros 17 municípios, os projetos selecionados passaram por 197 espaços culturais diferentes. Além do impacto cultural, o “Nossa Arte Circula RS” gerou significativo investimento na economia local. Foram destinados aproximadamente R$150 mil para hospedagem, R$165 mil para transporte em ônibus, com um adicional de R$25,7 mil para deslocamento dos grupos pelo circuito. Em alimentação, o investimento foi de R$109,1 mil. Além das ações pensadas com foco na reconstrução, o Sesc/RS teve como foco também reorganizar a agenda do ano. Alguns eventos tradicionais da instituição, como o Festival Palco Giratório Sesc, por exemplo, tiveram que ser adiados, mas  conseguiram ser retomados nos meses posteriores. É o caso também dos circuitos de artes cênicas, música, literatura e as Aldeias Sesc, que tiveram seus investimentos potencializados, aumentando o fomento na cadeia produtiva da área cultural.

    Para Luciana, as iniciativas citadas reverberam nas realidades locais e reafirmam a economia criativa como catalisador de receita e renda. “Além de mantermos nossos artistas realizando suas funções de maneira remunerada, injetamos uma quantia significativa na economia de dezenas de municípios gaúchos, comprovando o impacto positivo da cadeia produtiva da economia criativa na realidade local das cidades, muitas delas em recuperação após as enchentes. Para o Sesc/RS, investir em projetos como estes significa acreditar na força da arte como ferramenta de transformação e integração social”, finaliza.

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

  • “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    Morreu nesta segunda-feira, 9 de dezembro, o escritor Dalton Trevisan, conhecido como “O Vampiro de Curitiba”. Ele tinha 99 anos (completaria 100 em junho de 2025) e vivia recluso num apartamento no centro da capital paranaense.

    A causa da morte não foi informada.
    Trevisan ganhou o apelido em 1965, quando lançou seu primeiro grande sucesso,  um  livro de contos  com o título  “O Vampiro de Curitiba”.
    A familia informou que não haverá velório. O corpo
    do escritor foi levado diretamente para o crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
    Dalton Trevisan começou a carreira literária com a novela “Sonata ao Luar” e ganhou destaque nacional com “Novelas nada exemplares”.

    Sua obra é conhecida por retratar o cotidiano de forma concisa e popular, explorando as tramas psicológicas e os costumes urbanos.
    Entre os muitos prêmios que ganhou, destacam-se o Jabuti e o Camões — os mais importantes para autores em língua portuguesa.

    Vivia tão recluso, sem dar entrevistas ou receber visitas, que no comunicado oficial do prêmio Camões, a organização divulgou que não havia conseguido contato com Dalton Trevisan para avisá-lo da homenagem.
    Poucas pessoas tinham acesso a ele. Em 2021, o escritor deixou de morar na casa onde sempre viveu, na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, no bairro Alto da Glória.
    A saída do local se deu por questões de segurança e também de saúde. Desde então, o contista morava em um apartamento, no Centro de Curitiba.
    “Sua reclusão pública contrastava com a vivacidade de sua escrita, que permanece como um marco da literatura brasileira contemporânea. Dalton deixa um legado de rigor literário, criatividade e uma visão aguda e implacável sobre o ser humano”, apontou a Secretaria de Cultura do Paraná.
    De acordo com o comunicado da secretaria, Trevisan “desvendou como poucos as complexidades humanas e as angústias cotidianas da vida urbana”. “Dalton retratou com crueza a solidão, os dilemas morais e as contradições da classe média, com um olhar atento para os excluídos e marginalizados”, afirmou.

    “O Vampiro de Curitiba criou uma obra enraizada na capital paranaense, elevando suas ruas e seus bairros a verdadeiros personagens. Livros como ‘O Vampiro de Curitiba’, ‘A Polaquinha’ e ‘Cemitério de Elefantes’ revelam uma Curitiba sombria, mas também lírica, onde a banalidade do cotidiano convive com dramas intensos”, disse a secretaria.