Autor: da Redação

  • Artistas gaúchos se apresentam para o Brasil com projetos culturais do Sesc/RS

    Artistas gaúchos se apresentam para o Brasil com projetos culturais do Sesc/RS

     

    Mesmo em um ano desafiador, a cultura do Rio Grande do Sul ultrapassou fronteiras e levou aos quatro cantos do país a resiliência gaúcha. Agora, os artistas envolvidos nos projetos “Nossa Arte Circula RS” e “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”, pensados de forma emergencial durante as enchentes, retornam a suas cidades de origem, após encantarem plateias de 30 municípios pelo Estado e outros 42 pelo Brasil, em uma iniciativa que envolveu centenas de profissionais e um investimento de cerca de R$4 milhões, somando-se aos valores já programados para o ano nas diferentes linguagens artísticas. Os resultados foram apresentados e celebrados pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc em evento realizado na noite desta segunda-feira, 16 de dezembro, na sede da entidade, em Porto Alegre.

    Representando o presidente do Sistema, Luiz Carlos Bohn, a diretora administrativa da Federação, Maria Tereza Menegotto, destacou na abertura que “além de uma homenagem a todos que auxiliaram na construção dos projetos, o evento também é um marco para o fechamento de um ano que exigiu muita resiliência, fé, força e esperança”.

    Durante o encontro, foram apresentados números que reforçam o impacto deles na economia criativa do Rio Grande do Sul. O “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”, iniciativa do Sesc/RS em parceria com o Departamento Nacional do Sesc que contou com o apoio dos departamentos regionais do Sesc pelo Brasil, mobilizou um total de 286 profissionais, sendo 192 artistas, 64 técnicos e 30 produtores. Foram percorridas 42 cidades de 18 Estados e o Distrito Federal, levando espetáculos de música, literatura e artes cênicas.

    “Foi um ano desafiador, sem dúvidas. Contudo, sinto que conseguimos superar todos os percalços e fortalecer ainda mais o compromisso que temos com os artistas gaúchos. Nossas iniciativas valorizam a diversidade e a riqueza cultural dos talentos locais, proporcionando visibilidade e oportunidade de se apresentarem em diferentes regiões do Estado e do país. Além de democratizar o acesso à arte e à cultura, fomentamos a economia criativa e promovemos intercâmbios culturais significativos entre os Estados. Essa circulação de artistas gaúchos por locais como Bahia, São Paulo, Pernambuco e tantos outros fortalece os laços culturais entre as regiões e leva a identidade cultural do Rio Grande do Sul a públicos diversos”, afirma Luciana Stello, Gerente de Cultura do Sesc/RS.

    As apresentações atraíram mais de 13.500 espectadores, com destaque para as artes cênicas, que contaram com 6.100 pessoas nas plateias, seguidas pela música, com 5.100, e a literatura, com 2.300 participantes. As cidades contempladas variaram de grandes capitais, como São Paulo e Brasília, a municípios do interior, como Bela Vista do Paraíso (PR) e Araripina (PE). Foram ocupados 137 espaços culturais ao longo do circuito, entre teatros, praças e centros comunitários, promovendo um intercâmbio cultural diversificado.

    Os projetos selecionados vieram de 14 cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria. A iniciativa representou, ainda, um investimento significativo do Sesc em cultura e mobilidade. Foram aplicados R$1,1 milhão em passagens aéreas e R$60 mil em deslocamentos terrestres, além de R$452 mil em hospedagem e alimentação dos profissionais. Os cachês dos artistas somaram R$1,15 milhão.

    Voltado para geração de renda de profissionais da área cultural e estímulo da economia local, contribuindo para a sustentabilidade das regiões mais afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o “Nossa Arte Circula RS” selecionou 180 artistas para rodarem o Estado. Foram 13.426 pessoas que marcaram presença nas 60 sessões realizadas em 30 cidades gaúchas, além de 3.540 participações em atividades formativas.

    Vindos de Alvorada, Bagé, Bento Gonçalves, Rio Grande e outros 17 municípios, os projetos selecionados passaram por 197 espaços culturais diferentes. Além do impacto cultural, o “Nossa Arte Circula RS” gerou significativo investimento na economia local. Foram destinados aproximadamente R$150 mil para hospedagem, R$165 mil para transporte em ônibus, com um adicional de R$25,7 mil para deslocamento dos grupos pelo circuito. Em alimentação, o investimento foi de R$109,1 mil. Além das ações pensadas com foco na reconstrução, o Sesc/RS teve como foco também reorganizar a agenda do ano. Alguns eventos tradicionais da instituição, como o Festival Palco Giratório Sesc, por exemplo, tiveram que ser adiados, mas  conseguiram ser retomados nos meses posteriores. É o caso também dos circuitos de artes cênicas, música, literatura e as Aldeias Sesc, que tiveram seus investimentos potencializados, aumentando o fomento na cadeia produtiva da área cultural.

    Para Luciana, as iniciativas citadas reverberam nas realidades locais e reafirmam a economia criativa como catalisador de receita e renda. “Além de mantermos nossos artistas realizando suas funções de maneira remunerada, injetamos uma quantia significativa na economia de dezenas de municípios gaúchos, comprovando o impacto positivo da cadeia produtiva da economia criativa na realidade local das cidades, muitas delas em recuperação após as enchentes. Para o Sesc/RS, investir em projetos como estes significa acreditar na força da arte como ferramenta de transformação e integração social”, finaliza.

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

  • “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    Morreu nesta segunda-feira, 9 de dezembro, o escritor Dalton Trevisan, conhecido como “O Vampiro de Curitiba”. Ele tinha 99 anos (completaria 100 em junho de 2025) e vivia recluso num apartamento no centro da capital paranaense.

    A causa da morte não foi informada.
    Trevisan ganhou o apelido em 1965, quando lançou seu primeiro grande sucesso,  um  livro de contos  com o título  “O Vampiro de Curitiba”.
    A familia informou que não haverá velório. O corpo
    do escritor foi levado diretamente para o crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
    Dalton Trevisan começou a carreira literária com a novela “Sonata ao Luar” e ganhou destaque nacional com “Novelas nada exemplares”.

    Sua obra é conhecida por retratar o cotidiano de forma concisa e popular, explorando as tramas psicológicas e os costumes urbanos.
    Entre os muitos prêmios que ganhou, destacam-se o Jabuti e o Camões — os mais importantes para autores em língua portuguesa.

    Vivia tão recluso, sem dar entrevistas ou receber visitas, que no comunicado oficial do prêmio Camões, a organização divulgou que não havia conseguido contato com Dalton Trevisan para avisá-lo da homenagem.
    Poucas pessoas tinham acesso a ele. Em 2021, o escritor deixou de morar na casa onde sempre viveu, na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, no bairro Alto da Glória.
    A saída do local se deu por questões de segurança e também de saúde. Desde então, o contista morava em um apartamento, no Centro de Curitiba.
    “Sua reclusão pública contrastava com a vivacidade de sua escrita, que permanece como um marco da literatura brasileira contemporânea. Dalton deixa um legado de rigor literário, criatividade e uma visão aguda e implacável sobre o ser humano”, apontou a Secretaria de Cultura do Paraná.
    De acordo com o comunicado da secretaria, Trevisan “desvendou como poucos as complexidades humanas e as angústias cotidianas da vida urbana”. “Dalton retratou com crueza a solidão, os dilemas morais e as contradições da classe média, com um olhar atento para os excluídos e marginalizados”, afirmou.

    “O Vampiro de Curitiba criou uma obra enraizada na capital paranaense, elevando suas ruas e seus bairros a verdadeiros personagens. Livros como ‘O Vampiro de Curitiba’, ‘A Polaquinha’ e ‘Cemitério de Elefantes’ revelam uma Curitiba sombria, mas também lírica, onde a banalidade do cotidiano convive com dramas intensos”, disse a secretaria.

  • Exposição com 100 obras do acervo marca a reabertura do Margs

    Exposição com 100 obras do acervo marca a reabertura do Margs

    Sete meses depois da enchente. o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), reabriu suas portas ao público nesta sexta-feira (6/12).

    O governador Eduardo Leite e a Secretaria da Cultura, Beatriz Araújo,  participaram solenidade,  abrindo a exposição: “Post scriptum – Um museu como memória”.

    O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) aportou R$ 5,6 milhões, por meio do programa de patrocínios da instituição.

    Também foram aplicados R$ 1,6 milhão do Fundo da Defesa Civil, além de recursos do orçamento da Sedac e de doações da sociedade.
    Além do restauro de obras do acervo, os recursos foram aplicados no conserto da subestação de energia, do sistema de climatização e na adequação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI).

    Também foram realizadas obras de requalificação do acesso ao museu, o restabelecimento dos sistemas do alarme de incêndio, das câmeras de segurança e da rede lógica, além da reposição de equipamentos e mobiliários atingidos.
    “Foram sete meses de um intenso trabalho de resiliência e reconstrução e isso é uma conquista para toda a sociedade gaúcha”, comemorou a secretária da Cultura.

    A criação de uma nova reserva técnica, em andares superiores, está em andamento, com o objetivo de garantir melhores condições de preservação do acervo.

    A instituição também busca patrocínios via lei federal de incentivo à cultura para seu Plano Bianual 2025-2026. Autorizada a captar R$ 8,6 milhões pela Lei Rouanet, a instituição vai dar continuidade às ações de restauro e modernização.

    Um museu como memória
    Aberta ao público até 9 de março, a exposição Post Scriptum, que reabre o Margs, tem entrada gratuita.

    A programação inclui visitas mediadas e atividades educativas que aprofundam o debate sobre memória e preservação cultural.
    A mostra, que ocupa todo o primeiro andar expositivo do museu, foi concebida para narrar o impacto do evento climático no Margs, ao mesmo tempo em que celebra a resiliência da instituição.

    Com mais de 100 obras de artistas como Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, Glauco Rodrigues, Pedro Weingärtner, a exposição conecta acervo e memória, apresentando também itens afetados pela enchente que já foram restaurados.

    “Post scriptum é um testemunho da força da cultura em tempos de adversidade. Não é apenas uma exposição sobre a enchente, mas uma reflexão sobre o papel dos museus como guardiões da memória coletiva”, destacou Beatriz.

    Responsável pela concepção da mostra e por liderar as obras do museu, o diretor-curador Francisco Dalcol destacou o esforço conjunto do Estado e da sociedade civil para que a instituição voltasse a receber visitantes. “Para conseguirmos superar os desafios, cada contribuição foi importante: a equipe do Margs, os colaboradores e os voluntários que auxiliaram no momento de crise, os gestores públicos e as iniciativas da sociedade civil que vêm apoiando a recuperação do museu”, disse.
    Dividida em cinco seções temáticas, Post scriptum propõe um diálogo entre passado e presente. As seções da mostra abordam, por exemplo, o impacto das cheias históricas em Porto Alegre e o processo de restauro das obras atingidas. Uma das áreas mais impactantes da exposição, segundo Dalcol, é o Laboratório de Restauração, onde o público pode acompanhar os trabalhos realizados por especialistas diretamente no espaço expositivo.
    “Esta exposição foi pensada para compartilhar e trazer a público a jornada enfrentada pelo museu no maior desastre natural da história do Rio Grande do Sul. Isso reflete o compromisso do Margs com a memória, aprofundando-o quando o próprio museu é parte da circunstância histórica e de suas consequências”, concluiu Dalcol.
    O público poderá visitar o museu gratuitamente de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h).

  • Projeto Púrpura atende meninas, mulheres e população LGBTQIA+ em cidades gaúchas

    Projeto Púrpura atende meninas, mulheres e população LGBTQIA+ em cidades gaúchas

    Em resposta às recentes emergências climáticas no Rio Grande do Sul, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS-RS), implementou em quatro cidades gaúchas o Projeto Púrpura – Assistência, Proteção e Igualdade.  Voltado para a promoção de direitos sexuais, reprodutivos e à violência de gênero, a iniciativa reflete um compromisso com a saúde das mulheres, meninas e população LGBTQIA +. O projeto Púrpura busca não apenas a assistência e proteção, mas também criar espaços de transformação, com a garantia de direitos.

     

    Embora não haja dados oficiais específicos sobre as necessidades de meninas, mulheres e comunidade LGBTQIA +, bem como sobre a prevalência da violência baseada no gênero nos municípios afetados, os dados globais sublinham a importância de abordar e atuar nestas questões no rescaldo das catástrofes naturais. Além disso, a perturbação causada pelas catástrofes aumenta a vulnerabilidade deste público. “O projeto concentra esforços para garantir assistência qualificada, inclusiva e equitativa às populações mais vulneráveis, reforçando o compromisso com a saúde e os direitos de todos”, afirma Cacildo Delabary, Presidente do Cosems e Secretário Municipal de Saúde de Lavras.

     

    A assistência iniciou em outubro nos serviços de saúde nas cidades de Porto Alegre, Canoas,Guaíba e São Leopoldo, que sofreram severos impactos com as enchentes de maio. “Para enfrentar esses desafios, o UNFPA, em parceria com o COSEMS, mobiliza equipes de saúde com foco em garantir o acesso ao pré-natal, especialmente para gestantes em risco obstétrico, visando prevenir mortes maternas. A iniciativa também assegura o direito ao planejamento familiar e à livre escolha, além de ampliar a testagem para HIV, fortalecer a adesão ao tratamento em casos de abandono e oferecer acolhimento e encaminhamento adequado para situações de violência sexual”, afirma Caio Oliveira, Oficial de Resposta Humanitária do UNFPA.  No projeto, enfermeiras contratadas pelo COSEMS-RS atuam junto ao público do projeto, dentro das unidades de saúde, nas seguintes ações:

    • Pré-natal e encaminhamento dos casos de gestação de alto risco;
      •  Apoio no planejamento reprodutivo (disponibilização de métodos contraceptivos);
      • Manejo de Casos Violência Sexual;
      • Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis;
    • ⁠⁠CP – Citopatológico de colo de útero;
    • Atividades extramuros dentro da comunidade – por exemplo: ações do PSE(Programa de Saúde na Escola) para atividades de direitos sexuais e reprodutivos em escolas do território da unidade de saúde;

     

    Sobre o COSEMS-RS

    O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS), fundado em 20 de junho de 1986, é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. O COSEMS/RS tem por finalidade lutar pela gestão municipal de Saúde, congregando secretários e dirigentes e funcionando como órgão permanente de intercâmbio e troca de experiência. Participa da gestão das políticas públicas em nível estadual e nacional e atua para que a Saúde nos municípios do Estado do Rio Grande do Sul seja a melhor possível.

     

    Sobre o UNFPA

    O UNFPA é a agência das Nações Unidas para a saúde sexual e reprodutiva, que trabalha para um mundo onde cada gravidez seja desejada, cada parto seja seguro e o potencial de cada jovem seja realizado. O UNFPA colabora com parceiros locais e nacionais para promover saúde, dignidade e igualdade para mulheres, adolescentes e jovens, com foco especial no combate à violência de gênero e no alcance de resultados transformadores até 2030. Para mais informações acesse: https://brazil.unfpa.org/pt-br

     

     

  • Sesc inaugura Casa de Arte, para oficinas culturais, no Museu da Cultura Hip Hop RS

    Sesc inaugura Casa de Arte, para oficinas culturais, no Museu da Cultura Hip Hop RS

    Espaço em Porto Alegre amplia a oferta de oficinas culturais gratuitas para jovens

    Um apoio cultural para os jovens porto-alegrenses foi celebrado na tarde desta quarta-feira, 04 de dezembro. Foi oficialmente inaugurada a Casa Arte Sesc instalada nas dependências do Museu da Cultura Hip Hop RS. A iniciativa amplia e qualifica as formações gratuitas já oferecidas no local, voltadas especialmente à cultura Hip Hop, como oficinas de Breaking, DJ, Conhecimento, Graffiti e MC/Rap. O evento contou com a presença de autoridades, parceiros, imprensa e comunidade em geral.

    Para o vice-presidente da Fecomércio-RS e presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva – que na ocasião representou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a casa não representa apenas um espaço para aprender e desenvolver habilidades técnicas, mas também um local onde se compartilham histórias, se reforçam laços de comunidade e se promovem valores fundamentais como a inclusão, a diversidade e o respeito. “É um orgulho para nós tirarmos do papel mais uma iniciativa da Cultura. Entendemos que a arte é uma ferramenta importante que pode agir positivamente na formação de crianças e adolescentes. Saber que Porto Alegre ganhará mais uma oportunidade de contribuir na construção do futuro dos nossos jovens é um grande orgulho para o Sistema”, afirmou.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza /Divulgação

    “Hoje inauguramos uma parceria inédita e histórica, na qual o Sesc teve uma sensibilidade de entender a cultura Hip Hop como parceira da transformação. Queremos mostrar como o processo de cultura e educação pode transformar a realidade e a vida de todos que serão contemplados”, pontua Rafa Rafuagi, fundador do Museu da Cultura Hip Hop RS.

    Presente no evento, a secretária Municipal de Cultura e Economia Criativa, Liliana Cardoso, destacou os benefícios da parceria entre as duas entidades. “O foco do Rafuagi é o coletivo e ele sempre teve muita determinação para levar junto com seu sonho o sonho de tantas outras pessoas. Já o Sesc talvez seja a estrutura que mais adentra nas periferias para um processo transformador cultural e educacional e, por isso, essa união é tão importante”, disse.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza (/Divulgação

    Outra Casa Arte Sesc foi inaugurada em Gravataí, na Região Metropolitana, na última semana, dia 28 de novembro. Em parceria com a Prefeitura Municipal, a estrutura está localizada no “Casarão dos Bina” (Rua Annibal Carlos Kessler, 152 – Moradas do Sobrado), icônico prédio histórico do município, e receberá formações voltadas às artes cênicas, música, artes visuais e literatura. As inscrições são realizadas no Sesc Gravataí (Rua Anápio Gomes, 1241) e já estão abertas. A oferta é de 280 vagas para crianças e adolescentes com entre 6 e 14 anos. Os primeiros encontros iniciaram no dia 29 de novembro e seguem até o dia 13 de dezembro, de segunda a sexta-feira. No período de janeiro e fevereiro, serão ofertadas oficinas experimentais para a comunidade local. As oficinas sistemáticas do projeto retornam em março e seguem até dezembro, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza /Divulgação

    Para as duas Casas Arte Sesc, os participantes podem se inscrever em mais de uma oficina conforme disponibilidade de vagas e horários. É necessário possuir a credencial Sesc dentro da validade e renda familiar de até dois salários mínimos per capita. As vagas serão priorizadas para comerciários e alunos da rede pública de ensino. O edital completo de participação pode ser consultado no site www.sesc-rs.com.br/cultura/casaartesesc.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza / Divulgação

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

    Casas Arte Sesc

    Porto Alegre

    Local: Museu da Cultura Hip Hop RS (Rua Pq. dos Nativos, 545)

    Formações:

    – Oficina de Breaking – Fundamentos do break, estilos, coreografia e técnicas avançadas de dança de rua

    – Oficina de Conhecimento – Fundamentos da cultura Hip Hop, bases sociais da cultura Hip Hop e produção cultural

    – Oficina DJ – Montagem dos equipamentos, mixagem, efeitos e técnicas avançadas de discotecagem

    – Oficina de Graffiti – Desenho, estilos, cores, texturas, técnicas de muralismo com spray

    – Oficina de MC/Rap – Construção de rimas, produção básica de música, musicalização

    Formato de inscrição: Abertas, presencialmente, no Museu da Cultura Hip Hop RS (Rua Parque dos Nativos, 545) para pessoas com entre 10 e 24 anos. Inscrição é sistemática, conforme houver disponibilidade de vagas

    Gravataí

    Local: Casarão dos Bina (Rua Annibal Carlos Kessler, 152 – Moradas do Sobrado)

    Formações:

    – Oficina Ações Mediativas – Diálogos e ações educativas sobre produções artísticas em diversas linguagens, contextualizando e apoiando o público na ampliação de seus repertórios artístico-culturais

    – Oficina Corporeidades – Vivências em dança, teatro ou circo, interagindo com danças urbanas, brincadeiras populares, maquiagem cênica, acrobacias, contação de histórias

    – Oficina Sonoridades – Interações com diferentes fontes sonoras através de instrumentos musicais, percussão corporal e práticas de canto coletivo

    – Oficina Textualidades – Práticas de leitura e escrita criativas, incluindo experimentações em slams, poesia, quadrinhos e criações narrativas

    – Oficina Visualidades – Experimentações com os elementos das artes visuais por meio de pintura, escultura, graffiti, desenho, fotografia, vídeo, colagem digital, manualidades e artes têxteis

    Formato de inscrição: Abertas, presencialmente, no Sesc Gravataí (Rua Anápio Gomes, 1241), para pessoas entre 06 e 14 anos. Inscrição é sistemática, conforme houver disponibilidade de vagas

  • Mostra 30 x 30 da Associação Chico Lisboa traz obras de mais de 70 artistas

    Mostra 30 x 30 da Associação Chico Lisboa traz obras de mais de 70 artistas

    No dia 14 de dezembro (sábado), a Associação Chico Lisboa realiza a tradicional mostra beneficente “o que cabe em 30por30”. O evento, que ocorre das 11h às 17h, na Galeria de Arte do DMAE, colocará à venda trabalhos de mais de 70 artistas para arrecadação de fundos para a entidade.

    Organizada por Marina Rombaldi e Nilton Dondé, “o que cabe em 30por30” comercializará obras doadas por associados, colaboradores e trabalhos de acervo da Associação. Dentre os trabalhos estão obras de artistas como Alice Brueggemann, Britto Velho, Iberê Camargo, J. Borges, Leandro Machado, Paulo Chimendes, Teresa Poester, Vera Chaves Barcellos, Vasco Prado, Xico Stockinger e Zoravia Bettiol. As obras criadas especialmente para esta edição serão vendidas a partir de R$ 250,00, enquanto as obras de acervo terão valores que partem de R$ 150,00.

    Tereza Albano, _Cidade submersa_, 30x30cm/Divulgação

    Os artistas do “o que cabe em 30por30” – Edição 2025

    Adreson, Adriana Leiria, Aglaé Freitas, Ana Homrich, Ana Carrara, Arines Ibias, Britto Velho, Carlos Meinardi, Carmem Cecília Magalhães, Cho Dorneles, Clair S.Leitão, Clara Koury, Constanza Luft Bonatto, CriSArns, Denise Prehn, Denise Spadoni, Dirce Hugo, Doris Victorino, Elaine Stankiwich, Elaine Veit, Elenise Xisto, Eliane Abreu, Elisa Tesseler, Fátima Pinto, Fernanda Martins Costa, Fredy Vieira, Gabriel Guilum, Gabriela Brendler, Gilberto Perin, Giovana Gobbi, Graça Craidy, Gustavo Burkhart, Isabel Cristina Rockenbach, Isabel Marroni, Jorge Rico, Jussara Moreira, Karine Silva, Laky Gatti, Leandro Machado, Leila Knijnik, Guilherme Leon, Lia Braga, Luci Sgorla, Lúcia Amaro, Manuzita, Mara Castilhos, Marcelo Eugênio, Marta SchSilva, Milton Caselani, Nara Fogaça, Nine Michel, Noely Luft, Nora Bohrer, Paulo Chimendes, Phia, Rita da Rosa, Rogerio Livi, Sérgio Bohrer, Sérgio Leusin, Silvia Livi, Soraya Girotto, Susane Kochhann, Suzana Albano, Suzane Wonghon, Tamara Viegas, Tati Garcia, Tati Migowski, Teresa Poester, Tereza Albano, Vânia Pilotto, Vera Behs, Vera Regina dos Santos, Veronica Daudt, Zica Fortini e Zoravia Bettiol.

    Sobre a Chico Lisboa

    A Chico Lisboa, entidade sem fins lucrativos mais antiga das artes visuais ainda em funcionamento no Brasil, foi fundada em 1938, em Porto Alegre (RS) e, desde sua criação, congrega artistas visuais e agentes do campo cultural, mobilizando com a comunidade e articulando os interesses de artistas plásticos do Estado. A entidade realiza, de modo continuado, ações culturais diretas, como mostras, exposições, editais de ocupação expositiva de espaços, cursos, oficinas e outras atividades de cunho formativo.

    Gravura Vasco Prado – acervo Chico Lisboa/Divulgação

    Desde 2023, ocupa a Galeria de Arte do DMAE, ligada à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, organizando a agenda cultural do espaço e colaborando com o fomento e o estímulo às artes visuais na cidade.

    O 30 x 30 tornou-se, nos últimos anos, uma mostra tradicional da Chico Lisboa, inspirada em eventos similares de exposição, circulação e comercialização de arte contemporânea em pequenos formatos, como antigamente fazia também o Atelier Subterrânea.

    As dimensões mudam ao longo do ano, de 30 x 30 cm a 20 x 20 cm, e formatos ainda menores e de volta a 30 x 30, mas o princípio e o funcionamento são sempre o mesmo: garantir subsídios para que a Chico Lisboa continue realizando suas ações culturais.

    Gravura Xico Stockinger – acervo Chico Lisboa/Divulgação

    A Chico Lisboa está de portas abertas para todos os artistas gaúchos, incentivando que se associem e acompanhem as atividades, contribuindo para o fortalecimento e valorização da cultura no Rio Grande do Sul. Para se associar, contate-os através do número de telefone 51 998260341 ou através do e-mail associacaochicolisboa@gmail.com. Para acompanhar as atividades promovidas pela Associação, instagram.com/chicolisboaarte.

    SERVIÇO
    Mostra beneficente “o que cabe em 30por30”
    Quando: 14 de dezembro | Sábado | 11h às 17h
    Onde: Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa | Centro Histórico e Cultural Antônio Klinger Filho / DMAE (Rua Vinte e Quatro de Outubro, 200 – Bairro Moinhos de Vento).
    Para se associar a Chico Lisboa: 51 998260341 | associacaochicolisboa@gmail.com

  • Street Expo Photo expõe imagens de 77 fotógrafos, no Pier do Gasômetro

    Street Expo Photo expõe imagens de 77 fotógrafos, no Pier do Gasômetro

     

    Seguindo fiel à ideia original da Street Expo Photo (SEP), de trazer uma mescla ampla de olhares, a coletiva que já faz parte do calendário cultural de Porto Alegre chega à 7ª edição, reunindo o trabalho de 77 fotógrafos provenientes de 12 estados brasileiros, Portugal e Países Baixos. A abertura será realizada neste sábado, 7 de dezembro, a partir das 16h, no Pier da Usina do Gasômetro, sob a coordenação geral e curadoria de Marcos Monteiro. A curadoria adjunta ficou a cargo do paulistano Marcos Varanda, parceria que se repete desde a primeira edição. A visitação ocorre ao longo de 24h, até o dia 29 de fevereiro de 2025.

    FOTO SANDRA CARRILLO_AMAZONIA/ Divulgação
    Foto: Jorge lansarin/ Divulgação

    A exposição foi ampliada, contanto a partir desta edição, com 20 grandes painéis onde as fotografias, amplamente distribuídas, tem expografia que agrupa temáticas, cores expressões e outras relações, transformando o seu percurso em um fluxo contínuo de paixão, perplexidade e descobertas, de insgths e memórias , de encontros e do despertar de emoções que proporcionam um mergulho na expressão fotográfica e um grande incentivo à sua prática. Dentro do conjunto exposto foram convidados 11 fotógrafos de destaque nacional e internacional que são referência para muitos dos apaixonados pela fotografia, estando distribuídos com ênfase nos painéis onde participam. A partir de 2024, a mostra ocupará de forma permanente  o Pier da Usina do Gasômetro, um dos espaços mais icônicos e frequentados da cidade, que  fica de frente para o pôr do sol do Guaíba e toda a sua beleza.

    Ricardo Takamura_The Nowhere Place/ Divulgação
    Foto Jorge Alves Lisboa/ Divulgação

    A SEP contempla iniciantes, amadores e  profissionais de variadas idades e vivências, oportunizando mais visibilidade e incentivo  a esta  interminável paixão do desenhar com luz e sombra. A valorização da democracia como única forma de construir sistemas sociais mais justos e com menos desigualdades é o mote da iniciativa. “Seguimos com a grande missão de diminuirmos distâncias de todas as utopias que validamos como metas atingíveis, destacando e expandindo o acesso à arte e à cultura, reforçando no seu caminho a coragem e a mais pura determinação”, afirma o fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro.

    Foto RUI VARELLA – RIO NEGRO/Divulgação
    Foto Nario Barbosa/Divulgação

    A Fotografia é uma das mais amplas e democráticas formas de registro e memória da humanidade. Acessível de forma cada vez mais ampla,  nela se mesclam emoções e percepções, revelando um universo de possibilidades e modos de expressão que ganham potência, ultrapassando em muito o simples olhar. Misturando técnica e talento, inspiração e transpiração, é gerado um imenso e diverso caleidoscópio de imagens, onde estão refletidas diversas tipologias e formas do fotografar.

    Foto Alexandre EckerRS/ Divulgação

    Serviço:

    Abertura: 7 de fevereiro (sábado), a partir das 16h.
    Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre
    Encerramento: 29 de fevereiro de 2025.
    Visitação: Diária, ao longo de 24h.
    Entrada franca.

  • Horror, fantasia e ficção científica na Odisseia de Literatura Fantástica

    Horror, fantasia e ficção científica na Odisseia de Literatura Fantástica

     

    O evento especializado em literatura de horror, fantasia e ficção científica será realizado no Espaço Força e Luz em Porto Alegre

    Em sua décima edição, a Odisseia de Literatura Fantástica em 2024 retorna para o Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223 – Centro Histórico de Porto Alegre). Serão mais de 30 convidados apresentando suas obras e influências literárias, além de dialogar sobre as tendências da produção brasileira na área do horror, da ficção científica e da fantasia.
    Nos dias 30 de novembro (sábado) e 01 de dezembro (domingo), o evento sediado no Espaço Força e Luz contará com feira de livros e também com bate-papos literários. Além disso, será lançada para distribuição gratuita a revista número 2 da Odisseia de Literatura Fantástica, editada por Duda Falcão, com a publicação de contos inéditos de autores brasileiros, a lista dos vencedores do Prêmio Odisseia em 2024 e informações sobre o sexto Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica.
    Gustavo Melo Czekster divulgação/
    O evento inicia às 13h do dia 30 com a palestra O que acontece em Antares, fica em Antares: Erico Verissimo fantástico, com Gustavo Melo Czekster, demonstrando que a Literatura Fantástica está presente no Brasil, sendo explorada por autores clássicos.

    Duda Falcão, que também é o organizador do evento literário, explica que o objetivo é fortalecer a produção e a divulgação da literatura fantástica em seus três eixos principais: a fantasia, a ficção científica e o horror. “Costumamos convidar autores independentes e profissionais, buscando promover valores como a cultura literária, a paz, a não violência, a empatia e o respeito ao outro”.

    A programação completa do evento está disponível no site: https://odisseialitfan.wordpress.com/programacao-odisseia-de-literatura-fantastica/

    Indicados ao Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica:  https://odisseialitfan.wordpress.com/premio-odisseia-de-literatura-fantastica-2024/

    DÉCIMA ODISSEIA DE LITERATURA FANTÁSTICA

    Data e horário: 30 de novembro de 2024 (SÁBADO), das 11h às 19h e 01 de dezembro de 2024 (DOMINGO), das 13h às 19h.

    SEXTO PRÊMIO ODISSEIA DE LITERATURA FANTÁSTICA

    Duda Falcão Crédito Roberta Scheffer/Divulgação

    Dia 01 de dezembro 2024 (DOMINGO), das 18h às 19h.

    Duda Falcão é escritor, professor de escrita criativa, editor e Doutor em Educação. Publicou os livros de contos “Mausoléu” (2013), “Treze” (2015), “Comboio de Espectros” (2017), “Mensageiros do Limiar” (2020), “A Tumba do Maestro” (2024), a narrativa longa de aventura gótica “Protetores” (2012), o romance “O Estranho Oeste de Kane Blackmoon” (2019), a tese “Representações culturais e pedagogia dos monstros no universo de H. P. Lovecraft” (2021) e o “Guia de Literatura Fantástica” (2023).

    PROGRAMAÇÃO ODISSEIA DE LITERATURA FANTÁSTICA 2024 – DÉCIMA EDIÇÃO

    30 de novembro (sábado)

    13h – Palestra de Abertura: O que acontece em Antares, fica em Antares: Erico Verissimo fantástico

    Palestrante: Gustavo Melo Czekster

     

    14h – Bate-papo: Traço e Narrativa: A Arte de Fazer Quadrinhos Fantásticos

    Convidados: Fabiano Denardin, Adão de Lima Jr e Carlos Macedo.

     

    15h – Bate-papo: Universos Imaginários: Explorando o Gênero Fantástico e as suas Vertentes

    Convidados: Lucas de Lucca, Henrique Scopel, Carol Façanha e Lucas Viapiana.

     

    16h – Bate-papo: Fantasia: Criando Mundos para Jovens Sonhadores

    Convidados: Artur Vecchi, Adriana Maschmann, Simone Saueressig, Beatrice Witt e Gisela Rodriguez.

     

    17h – Bate-papo: Visões do Futuro e do Passado: Explorando a Ficção Científica

    Convidados: Lu Aranha, Luciano Prado, Nikelen Witter e Fábio Fernandes.

     

    18h – Bate-papo: Mistério Além da Realidade: Quando o Policial Encontra a Fantasia e a Ficção Científica

    Convidados: Tito Prates, Cesar Alcázar e Rafael Marantes.

     

    01 de dezembro (domingo)

    13h – Bate-papo: Horizontes do Fantástico

    Convidados: Duda Falcão, Alana Brezolin e Alexey Dodsworth.

     

    14h – Bate-papo: Assombros, Medos e Distopia: Horror e Ficção Científica

    Convidados: Diego Mendonça, Danilo Heitor, Flávio Karras e Carolina Mancini.

     

    15h – Bate-papo: Encantamento e Imaginação: a Experiência de Ler Fantasia e Ficção Científica com Brasilidade

    Convidados: Vilto Reis, Rafael Marques de Albuquerque, Camila Kaihatsu e Giovana Silva de Oliveira.

     

    16h – Bate-papo: Sombras do Mito: Folclore e Mitologia em Debate

    Convidados: Ismael Chaves, Daniel Gruber e Jéferson Alves.

     

    17h – Bate-papo: Vozes Fantásticas: Histórias e Escritores da Revista Odisseia Vol.2

    Convidados: Duda Falcão, Patrícia Baikal, Patricia H. Aafantis e Andréa Berriell.

     

    18h – Cerimônia: Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2024

    Local: Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223 – Centro Histórico

  • Uma mostra da arte de Vitorio Gheno em exposição comemorativa na Galeria Nieto

    Uma mostra da arte de Vitorio Gheno em exposição comemorativa na Galeria Nieto

    A Galeria Nieto, localizada na Avenida Lucas de Oliveira, 432, em Porto Alegre, abre suas portas entre 07 e 21 de dezembro próximo para a exposição Vitório Gheno – Pequeno Acervo do Artista”, homenagem que celebra 50 anos de amizade entre o artista plástico gaúcho e Oscar Nieto, fundador, há cerca de quatro décadas, do Atelier de Molduras e Galeria Nieto, comandada nos últimos 20 anos por sua filha, a arquiteta Carina Nieto. É neste local que o artista emoldura suas obras, há várias décadas.

    Vitório Gheno/ Divulgação

    A mostra inclui cerca de 20 obras do artista e busca, além de exaltar essa longa amizade, oferecer o trabalho de Gheno para a comercialização, proporcionando aos admiradores da arte a oportunidade de adquirir peças originais e únicas em um momento especial, perto das festividades de Natal. A amizade entre Gheno e Nieto, remonta aos tempos do Hotel Laje de Pedra, inaugurado em 1976, quando Gheno assinou o projeto de decoração de todo o hotel.


    Título: VILAS URBANAS EM VEMELHO
    Óleo sobre tela/ Divulgação

    As obras em exposição abrangem diversas temáticas exploradas pelo artista ao longo da última década, todas com histórias singulares. Gheno é conhecido por não acumular quadros em seu atelier. Segundo Nádia Raupp Meucci, responsável pela curadoria da exposição e autora do livro “Gheno Artista Plástico”, lançado por ela, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em 2006, a ideia surgiu a partir do pedido do próprio artista, que desejava realizar uma mostra em homenagem ao amigo.

    VITÓRIO GHENO (esquerda), CARINA NIETO ( centro) , OSCAR NIETO (direita)/ Divulgação

    A curadora da exposição não enfrentou grandes desafios. Nádia acompanha o trabalho de Gheno desde 1995, pesquisando sua obra a partir dos anos 1940, sendo a maior conhecedora de sua trajetória artística, atualmente.

    Estudo sobre Gaúchos
    Título: GALPÃO
    Aquarela sobre papel/Divulgação

    Dono de um traço firme, leve e elegante, mestre das cores e formas, a obra de Vitório Gheno é marcada pela inquietação permanente do artista em torno de vários temas, principalmente os que envolvem o cotidiano das cidades. Seu trabalho é admirado por colecionadores, críticos e amantes da arte, mantendo-se sempre relevante e em constante transformação.

    Título: PRAIA DE PESCADORES: LITORAL DO BRASIL
    Óleo sobre tela/ Divulgação

    A exposição “Vitório Gheno – Pequeno Acervo do Artista” promete ser uma experiência única para os colecionadores e admiradores da arte contemporânea. Ao mesmo tempo, se constitui em uma oportunidade única de se adquirir peças que representam a trajetória mais recente do artista.

    Vitório Gheno em seu atelier no dia 02 de dezembro de 2018/ Divulgação

    Sobre Vitório Gheno:

    Vitório Gheno é artista plástico, ilustrador, aquarelista, gravador, designer de mobiliário, decorador especializado em hotelaria, entre outras atividades que exerceu ao longo de sua carreira artística. Nasceu em Muçum/RS em 1923 e vive em Porto Alegre/RS desde seus quatro anos de idade. Com uma carreira que se estende por mais de oito décadas, Gheno se consolidou como um dos nomes mais importantes da História das Artes Plásticas do Rio Grande do Sul.

    Série: FEMININA
    Aquarela sobre papel algodão/ Divulgação

    Gheno começou a pintar muito cedo. Com apenas 14 anos, em 1938, já estava trabalhando na notável Seção de Desenho da Livraria do Globo, como ilustrador da Revista do Globo, ao lado de grandes nomes da arte gaúcha. Depois de morar em Buenos Aires (1945 a 1947) e em Paris (1950 a 1951), voltou ao Brasil, radicando-se no Rio de Janeiro como diretor de arte da grande agência de publicidade McCann Erikson do Brasil, onde permaneceu até o fim dos anos 1950.

    Durante sua carreira, Gheno esteve presente em diversas exposições individuais no Brasil e no Exterior e assinou vários projetos de decoração de grandes redes hoteleiras brasileiras, como a Rede Tropical de Hotéis da antiga Varig e Rede Plaza de Hotéis. Em 2006, Nádia Raupp Meucci lançou o livro “Gheno Artista Plástico”, de sua autoria, produção e pesquisa de 11 anos, que reúne uma ampla seleção de sua obra, com destaque para sua trajetória e evolução artística ao longo dos anos. O livro é único no Brasil sobre a obra do artista. O lançamento foi um marco na carreira de Gheno, com uma cerimônia realizada no Margs, que contou com grande público e destaque da crítica especializada.

    Vitório Gheno/ Divulgação 

    Além de sua produção artística, Vitório Gheno também esteve envolvido em importantes projetos de arte pública e decoração de espaços, como os gigantes mosaicos de vidro representando a Baixada e a Arena do Grêmio, no novo estádio do Humaitá, criados pelo artista especialmente para o seu clube. A arte e o Grêmio são suas grandes paixões. Hoje, Gheno segue ativo em seu ateliê, dedicando-se à criação de novas obras e mantendo um olhar atento às novas possibilidades que a arte oferece.

    Mais sobre a vida e obra do artista, no link:

    https://www.flaneur.com.br/biografia/vitoriogheno/index.htm

  • Álbum ‘Elis & Tom’ ganha tributo de Adriana Deffenti e Luiz Henrique New em show que celebra os 50 anos do disco

    Álbum ‘Elis & Tom’ ganha tributo de Adriana Deffenti e Luiz Henrique New em show que celebra os 50 anos do disco

    A programação conta, ainda, com lançamento de álbum de Fausto Prado & Caetano Silveira, o brazilian jazz de James Liberato e a força da MPB na voz de Janaína Maia

    Caetano Silveira e Fausto Prado – Foto Isidoro B. Guggiana/Divulgação

    Nesta quarta (27), Fausto Prado & Caetano Silveira lançam o álbum ‘Tantos e Diversos’, no Espaço 373. O novo trabalho traz dez canções com a sensibilidade dos premiados compositores porto-alegrenses diante da realidade dos tempos pós-tragédias, exaltando o amor, a liberdade criativa e a diversidade dentro da cultura musical brasileira. Comemorando 20 anos da parceria, “Tantos e Diversos” conta com a participação de dez cantores que fizeram parte da trajetória da dupla.

    A banda é formada por Luiz Mauro Filho (piano), Rafa Marques (bateria), Giovanni Berti (percussão), Lucas Esvael (baixo) e Fausto Prado (violão e guitarra). O show contará, ainda, com as participações especiais de Alex Alano, Andréa Cavalheiro, Elisa Meneghetti, Gelson Oliveira, Juliano Barreto, Marcelo Delacroix, Shana Muller e Silvio Marques.

    James Liberato – Foto Daniel Musskopf/ Divulgação

    Na quinta (28), James Liberato convida Luis Mauro Filho (piano), Ronie Martinez (bateria) e Lucas Esvael (baixo) para uma noite de standards de jazz e brazilian jazz. No repertório, clássicos de Chick Corea, George Benson, Pat Metheny, Dizzy Gillespie, Moacir Santos e João Donato, entre outros.

    ADRIANA DEFFENTI e LUIS NEW – Foto José Kalil/Divulgação

    Na sexta (29), Adriana Deffenti e Luis Henrique “New” prestam uma homenagem aos 50 anos do álbum ‘Elis & Tom’.

    Um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, ‘Elis & Tom’ surgiu como um presente da Philips (Universal Music) em comemoração aos dez anos de contratação da cantora. O irretocável repertório, composto de clássicos, ganhou o acompanhamento dos grandes músicos Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo), Oscar Castro Neves (violão), Paulo Braga (bateria) além do próprio Tom (piano e violão) e César Camargo Mariano (pianos elétrico e acústico). O maestro Bill Hitchcock regeu uma orquestra de cordas em cinco faixas.

    Janaína Maia -fotógrafo Emilio Pedroso/Divulgação

    Por fim, no sábado (30), Janaína Maia apresenta seu novo show que promete emocionar o público e enaltecer as raízes da Música Popular Brasileira. Sucessos de nomes icônicos como Aldir Blanc, Edu Lobo, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Marisa Monte, além de canções dos compositores gaúchos como Fernando Corona, Otavio Segala, Luiz Coronel e Paulinho Dicasa ganham arranjos inovadores e músicos especiais: Dunia Elias (piano), Dani Vargas (bateria) e Sérgio Rojas (violão).

    SERVIÇO
    27 de novembro | Quarta-feira | 21h
    FAUSTO PRADO & CAETANO SILVEIRA | Tantos e Diversos Ingressos: R$50 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/fausto-prado-caetano-silveira-tantos-e-diversos/2701140

    28 de novembro | Quinta-feira | 21h
    James Liberato
    Ingressos: R$25 a R$70
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/james-liberato/2701143

    29 de novembro | Sexta-feira | 21h
    Adriana Deffenti & Luis Henrique New | Elis & Tom 50 Anos

    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/adriana-deffenti-luis-henrique-new-elis-e-tom-50-anos/2701144

    30 de novembro | Sábado | 21h
    Janaína Maia
    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/janaina-maia/2701146

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15