Autor: da Redação

  • Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos, na Feira do Livro de Porto Alegre

    Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos, na Feira do Livro de Porto Alegre

    O jornalista  Elmar Bones  autografa hoje, às 19 horas, na Feira do Livro de Porto Alegre, seu livro O Editor sem Rosto, que resgata a história e as ideias de Luigi Rossetti, o revolucionário italiano que criou e editou O Povo, o lendário jornal dos farroupilhas.

    “Ele não podia aparecer, porque era um estrangeiro e acabou completamente esquecido”, diz o autor.

    Hoje, segundo Bones, “está clara sua importância, pois seus escritos no jornal e suas cartas são documentos valiosos para o entendimento de certos aspectos ainda não bem estudados da guerra dos farrapos e da República Riograndense, que manteve o Rio Grande do Sul por quase dez anos separado do Brasil.

    Rossetti era filiado a La Giovine Italia, organização que pregava a insurreição republicana para derrubar os reis e os privilégios da aristocracia. Vivia exilado no Rio de Janeiro quando Garibaldi chegou ao Brasil, em 1836.

    Foi ele quem levou Garibalbi para falar com Bento Gonçalves na prisão, onde ficou acertada a participação dos italianos na Revolução Farroupilha.

    Temperamento “veemente e fogoso”, segundo sua própria descrição, Rossetti foi, dos três italianos influentes no comando da Revolução Farroupilha, o único a morrer na guerra.

    Foi morto na batalha do Passo do Vigário, em Viamão, em novembro de 1840. Ele estava na retaguarda do exército farroupilha que se retirava para a campanha, quando foram atacados de surpresa.

    Publicado pela JÁ Editora, o livro terá uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, nesta terça-feira, 5/11, às 19 horas.

     

     

  • Rossetti

    Rossetti

    Luigi Rossetti, o editor dos Farrapos,

    na Feira do Livro de Porto Alegre

     

     

    O livro O Editor sem Rosto, do jornalista Elmar Bones, resgata a história e as ideias de Luigi Rossetti, o revolucionário italiano que criou e editou O Povo, o lendário jornal dos farroupilhas.

    “Ele não podia aparecer, porque era um estrangeiro e acabou completamente esquecido”, diz o autor. Hoje, segundo Bones, “está clara sua importância, pois seus escritos no jornal e suas cartas são documentos valiosos para o entendimento de certos aspectos ainda não bem estudados da Guerra dos Farrapos e da República Rio-Grandense, que manteve o Rio Grande do Sul por quase dez anos separado do Brasil.

    Rossetti era filiado à La Giovine Italia, organização que pregava a insurreição republicana para derrubar os reis e os privilégios da aristocracia. Vivia exilado no Rio de Janeiro quando Garibaldi chegou ao Brasil, em 1836.

    Foi ele quem levou Garibalbi para falar com Bento Gonçalves na prisão, onde ficou acertada a participação dos italianos na Revolução Farroupilha.

    Temperamento “veemente e fogoso”, segundo sua própria descrição, Rossetti foi, dos três italianos influentes no comando da Revolução Farroupilha, o único a morrer na guerra.

    Foi morto na batalha do Passo do Vigário, em Viamão, em novembro de 1840. Ele estava na retaguarda do exército farroupilha que se retirava para a Campanha, quando foram atacados de surpresa.

    Publicado pela JÁ Editora, o livro terá uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, na terça-feira, 5/11, às 19 horas.

    O Editor se Rosto – A utopia de Luigi Rossetti, o italiano que criou o jornal do Farrapos

    De Elmar Bones

    2024, 3a ed., JÁ Editora

    Sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre nesta terça-feira, dia 5/11, às 19 horas.

  • ENIO SQUEFF/ Arthur Moreira Lima

    ENIO SQUEFF/ Arthur Moreira Lima

    A morte de meu amigo, Arthur Moreira Lima, aos 84 anos, me remete a algumas reflexões que sempre pairam em minha mente e sobre as quais nunca me ocorreu escrever.
    A primeira é que Florianópolis, homenagem a Floriano Peixoto, um dos presidentes militares mais façanhudos que tivemos, continua o que foi no seu
    começo, “Ilha do Desterro”.

    Ou seja, não são poucos, principalmente gaúchos, que se
    aposentam e se tocam para Florianópolis. Arthur, que não era gaúcho, mas frequentava o melhor boteco da orla da praia do Santinho – o “Bar do Diabão”, apelido de seu
    proprietário, Fernando Saes, mulato gaúcho de olhos intensamente verdes (daí o apelido), que com a sua companheira, a Gorete, imprimiam ao lugar uma magia que só os iniciados, os amigos dele e dos que o frequentavam, sabiam avaliar.
    Arhur era um dos que se juntava aos desterrados. Depois de sua saída dos palcos do Brasil, onde seu Chopin iluminava seu Ernesto Nazaré, Arthur, como fizeram e fazem muitos intelectuais e jornalistas, decidiu que sua vida se faria olhando para o belo céu e o mar que desbordam na ilha.
    A outra reflexão tem a ver com isso – o fascínio de ter uma velhice tranquila e talvez uma morte idem.

    Falo do assunto, porque nunca conversamos a sério sobre
    qualquer destas duas coisas: o fascínio da ilha, os desterrados em busca do ócio, a velhice. E a morte.

    De Arthur, porém, me ocorre uma noite em que bebemos na casa de um ricaço paulistano várias garrafas de Romanée-Conti – sim, de Romanée-Conti, talvez o
    vinho mais caro do mundo, que mesmo a um inexperto em vinhos como eu, me foi e será sempre o melhor que bebi em minha vida.

    Saímos de manhã da casa do homem e a história pararia por aí não fosse um detalhe: no dia que já raiava, o Arthur
    me disse que, dali a pouco, ou seja, às sete horas da manhã, tinha marcado um encontro com Luís Carlos Prestes. Gostaria de acompanhá-lo?
    Aceitei na hora. Mal tive tempo de me recompor, fui à casa do Arthur que morava na avenida São Luís e, a pé mesmo, nos tocamos para o apartamento, também na São Luís, em que o legendário comandante se hospedava e que, àquelas horas, já nos aguardava. Foi uma conversa mais ou menos frouxa, como não podia deixar de ser, com
    os dois notívagos fedendo a álcool.

    Enquanto o Arthur e o Prestes conversavam sobre a Rússia, ainda União Soviética, deu-se que o Comandante
    matou uma curiosidade que eu trazia há anos: ao lhe lembrar que em quase todas as cidades brasileiras há um parque ou rua Siqueira Campos, perguntei-lhe sobre o homem. Quem era o mais bem homenageado dos tenentistas de 24?

    Prestes era um homem franco. Disse, sem meias palavras, que Siqueira Campos “era o mais bonito dentre nós”
    (os tenentes que formaram a Coluna Prestes). E não apenas isso: era “também o mais valente”.

    Prestes contou que as missões mais perigosas eram sempre confiadas a ele. Fiquei surpreso. E lembrei que  quando morreu afogado, num desastre de avião, na Baía de Guanabara, Siqueira Campos, exímio nadador, tentou
    salvar um homem que, não sabendo nadar, levou com ele, para o fundo do mar, o impávido tenente. Abraço de afogado.
    Certamente minhas lembranças do Arthur não se limitam à noitada e à conversa com Prestes.

    Foi um grande pianista. Um dos melhores que o Brasil já teve. Chegamos a nos estranhar algumas vezes. Mas além de pianista, era um poderoso contador de histórias. Só que sempre um músico fantástico. Uma amiga que compartilhou com ele algumas aulas de piano no Conservatório de Moscou, contou-me que quando Arthur se apresentava, juntava sempre uma plateia entusiasta de colegas russos, europeus, americanos.

    Era um exímio chopiniano, famoso no conservatório e em Moscou. O próprio Arthur confessou numa conversa que tivemos em Floripa, no bar do Diabão evidentemente, que não conhecia melhor cidade que Moscou, o que nos surpreendeu a todos que dividíamos a mesa com ele.

    Mas não foi esta a única surpresa patrocinada por
    Arthur Moreira Lima. Certa vez, em sua casa, em São Paulo, me fez ouvir uma das músicas de que mais gostava: nada menos do que um intermezzo do “I Pagliacci” de Leoncavallo. Para os que se surpreendem, informo que Chopin, que Arthur tocava magnificamente, preferia Bellini a outros compositores que o frequentavam, como Liszt,  ou que ele conhecia, como Beethoven, Bach, Mozart…
    Em tempo: na semana retrasada, como que a antecipar a morte de um de seus mais importantes frequentadores de seu bar legendário, morreu também, em Porto Alegre,
    Fernando Saes, o Diabão.
    Triste sina, esta, dos velhos a escrever sobre seus mortos. (Enio Squeff)

  • A FEIRA QUE SAIU DA ENCHENTE

    A FEIRA QUE SAIU DA ENCHENTE

    A primeira conclusão salta aos olhos:  a Feira do Livro de Porto Alegre encolheu. Nesta 70a. edição conta com apenas 64 barracas de livrarias e editoras, menos do que no ano passado, menos da metade do que já teve nos seus melhores momentos.

    Outra conclusão vai-se impondo à medida que se entra no espaço da  feira nas alamedas da praça.

    Neste domingo, por exemplo, por volta das duas da tarde, sob um calor de 32 graus, o centro histórico de Porto Alegre estava vazio. Até mesmo o bar Tuim, tradicional ponto da boêmia portoalegrense, na rua da Ladeira, estava fechado.

    Pois a feira já estava lotada, com uma pequena multidão percorrendo os corredores e se aglomerando diante dos balcões das livrarias e das caixas de saldos.

    Às duas da tarde, seis autores já atendiam seus leitores na fila de autógrafos.

    Na praça de autógrafos, seis autores já estavam sentados diante de enormes filhas assinando dedicatória nos livros em lançamento.

    Só na tarde de domingo, até o encerramento às 20 horas, seriam mais de 40 sessões de autógrafos.

    No total, nos 20 dias da feira, serão mais de 700 autores lançando livros dos mais variados títulos dos mais diversificados assuntos –   desde a legislação sobre a presença de cães e gatos nos condomínios, até uma antologia da poesia medieval japonesa.

    Além de menor, a feira ficou mais pobre. Mesmo tendo apoio dos maiores anunciantes do Estado e das leis de incentivo à cultura, o orçamento, ainda que bastante reduzido só fechou à última hora, quando os promotores já desesperavam.

    Outra constatação evidente neste novo cenário é uma aproximação das raízes da feira, agora toda montada em torno do livro, com menos representações institucionais e eventos de marqueting.

    Também é perceptível ao primeiro olhar a garra e animação de editores e livreiros para se refazer das perdas que sofreram com a grande enchente.

    Editoras que perderam quase tudo, estão lá na esperança da retomada.  É o caso da Libretos, por exemplo, que reduziu seu stand a menos da metade por que perdeu todo o se estoque, mas está com 14 lançamentos na Feira. (segue)

    Praça de autógrafos já com filas de leitores às duas da tarde de domingo.
    Muitas pessoas em busca de informação, uma das deficiência da organização.

    Sob calor de 32 graus, a área infanto juvenil já estava lotada

  • Feira do Livro de Porto Alegre: Patrono pede “mais bibliotecas e livrarias”

    Feira do Livro de Porto Alegre: Patrono pede “mais bibliotecas e livrarias”

    Está aberta, até o dia 20 de novembro,  a 70ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega.

    A solenidade de abertura, nesta sexta-feira, 1, teve a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do prefeito Sebastião Melo e da secretária  estadual da Cultura, Beatriz Araújo, que representou o governador Eduardo Leite.

    O presidente da Câmara Riograndense do Livro, Maximiliano Ledur, falou das dificuldades este ano em que o Estado foi atingido por um desastre climático. E agradeceu ao grupo Zaffari pela quota de patrocínio que à última hora permitiu fechar o orçamento e viabilizar o evento.

    Depois das falas e discursos da autoridades, houve a transmissão do cargo de Patrono, a figura mais importante da Feira a cada ano.

    O escritor e cineasta Tabajara Ruas, patrono da feira passada, falou da obra de seu sucessor, Sérgio Faraco. Obra rigorosa e original, que tem entre suas fontes o universo pampeano do Alegrete, terra natal de Faraco.

    O patrono destacou a importância do livro e da palavra escrita e enumerou os crimes cometidos, desde os romanos, contra o conhecimento depositado nos livros.

    Concluiu dizendo que “precisamos de mais bibliotecas, livrarias e feiras como esta”.

    No encerramento, uma homenagem ao Patrono: o “Canto Alegretense” interpretado pelos irmãos Fagundes.  O público cantou o refrão (“ouve o canto gauchesco e brasileiro, desta terra que amei desde guri”) acompanhando com palmas.

    Números da 70a. Feira

    Organizada pela Câmara Riograndense do Livro, a feira conta com 72 expositores, estandes dos patrocinadores e a Praça de Autógrafos. Mais de 700 autores estarão autografando seus lançamentos este ano.

    A programação oficial, bem como a de expositores e parceiros, pode ser acessada no site www.feiradolivro-poa.com.br.

  • Artista visual Vitor Hugo Porto e sua trajetória na mostra “Linha do tempo”, na Galeria Delphus

    Artista visual Vitor Hugo Porto e sua trajetória na mostra “Linha do tempo”, na Galeria Delphus

     

    O artista visual Vitor Hugo Porto apresenta na Delphus Galeria de Arte e Molduras, a partir de segunda-feira (04/11), a exposição “Linha do tempo”. Um dos principais nomes das artes de Caxias do Sul e do estado, ele fez 70 anos dia 19 de outubro na plenitude de sua capacidade criativa em uma carreira que já dura meio século.

    “Minha inspiração nesta mostra é a percepção do tempo passando. Percebo, ao encontrar amigos que não via há tempo, como houve uma mudança; com certeza, eles também percebem o mesmo. Inconscientemente passei a pintar esses personagens nos meus quadros, na técnica mista, grafite, carvão, pastel e caneta Bic”, conta Vitor Hugo, que é homenageado pela galeria no “Mês do Artista Delphus”.

    Obra do artista -Divulgação

    As figuras focalizadas pelo artista não são mais as jovens e exclusivamente mulheres. Aparece a figura masculina ao lado da feminina, ambas mostrando as linhas marcadas pelo tempo. “São personagens mais maduros, que encontro no dia a dia”, relata Vitor Hugo, que, com bom humor, cede à máxima segundo a qual “o tempo passa para todos”.

    Vitor Hugo Porto na Galeria Delphus, em Porto Alegre-Divulgação

    “Às vezes percebo um olhar melancólico, às vezes, aquele olhar da eterna procura que, mesmo com a idade, até avançada, continuamos a procurar ou sentir emoções, sensações”, constata o artista, ligado às artes desde criança.

    Vitor Hugo frequentou como ouvinte a Escola de Belas Artes de Caxias do Sul; participou de vários concursos de vitrinas, obtendo o 1º lugar várias vezes; estudou formas, cores e técnicas sobre vários materiais, como pastel seco, acrílica, óleo, carvão e técnicas mistas; cursou a Escola Internacional Gráfica de Veneza, onde fez curso de Gravura e permaneceu por seis meses na Itália, pintando e fazendo esculturas; depois, desenvolveu o costume de passar cerca de quatro meses ao ano no país europeu, pintando e expondo.

    A Delphus também comemora 50 anos de atividade neste 2024. Liderada pela galerista Salete Salvador, possui acervo de obras de mais de 300 artistas de diversos lugares do Brasil, nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. A galeria trabalha com acervo de obras originais superior a 2 mil itens, entre pinturas, esculturas, fotografias e gravuras seriadas.

    SERVIÇO

    Exposição “Linha do tempo”, de Vitor Hugo Porto

    Período: de 4/11 (segunda-feira) a 30 de novembro

    Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45; sábado, das 9h às 13h Endereço:

    Av. Cristóvão Colombo 1501, Floresta

    Entrada grátis

    -FOTOS divulgação artista/galeria

  • NÓS – Performance teatral, com mais de 80 artistas, chega ao Theatro São Pedro

    NÓS – Performance teatral, com mais de 80 artistas, chega ao Theatro São Pedro

    Experiência única e rica em emoções, o espetáculo NÓS – Performance teatral, da Nós – Cia. de Teatro, chega ao palco do Theatro São Pedro (TSP) nos dias 1, 2 e 3 de novembro, com sessões às 20h (sexta e sábado) e às 18h (domingo). Dirigida por Everson Silva, a montagem que mistura teatro, dança, poesia e show musical levará à cena um volumoso elenco, formado por mais de 80 artistas de diversas áreas. Os ingressos custam entre R$ 30,00 (galeria) e R$ 80,00 (plateia e cadeira extra) e podem ser adquiridos pelo site do TSP ou na bilheteria do espaço cultural, uma hora antes de cada apresentação.

    Com o tema “existir entre nós”, a obra utiliza o corpo coletivo como elemento central – que serve tanto de cenário como de impulsionador das cenas que se misturam –, criando um caleidoscópio de memórias, desejos e sentimentos, vivenciados e revisitados pelos performers que surgem de forma fragmentada. A encenação acontece a partir de um grande grupo de pessoas, que adentram o palco, calçam sapatos (que parecem abandonados, dispostos ao chão) e, assim, vestem seus personagens e ampliam suas experiências em acontecimentos vibrantes.

    Em uma atmosfera poética que constrói uma relação de reconhecimento do espelho social através desta performance, a música se transpõe das vozes e sons dos corpos dos artistas. O figurino vermelho que compõe a cenografia faz uma alusão ao sangue que bombeia as veias humanas, com a intenção de significar a vida pulsando através da arte.

     

    Concebida no início de 2023, a montagem surgiu como um chamado à convivência, à empatia, e ao retorno do compartilhar, após o longo período de isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19, que mudou hábitos de vida de muitas pessoas. Também celebra os 20 anos de carreira de Everson Silva (diretor da companhia teatral), que idealizou a experimentação composta por um total de 100 pessoas.

    Outro objetivo traçado desde o início do projeto era estrear a performance no palco mais antigo e prestigiado de Porto Alegre. “Fomos fazendo as temporadas e juntando recursos financeiros, sempre no intuito de conseguir chegar ao Theatro São Pedro, até que, este ano, abriu o Edital de Ocupação desse importante espaço cultural”, revela a produtora e uma das atrizes do espetáculo, Kacau Soares. Segundo ela, a realização deste “sonho” compartilhado entre o diretor e o elenco chegou como um presente de aniversário para Silva, em maio de 2024 (época em que a montagem foi inscrita no edital).

    Desde sua estreia, em abril do ano passado, no Teatro do Sesc Canoas (quando contava com um elenco formado por 22 artistas), o espetáculo tomou uma proporção bem próxima do desejo de Silva. De lá para cá, com o objetivo de ampliar o corpo cênico desta obra, a Nós – Cia. de Teatro realizou uma série de oficinas/ensaios, incluindo seus participantes no elenco da montagem. Até o momento, a Nós – Performance teatral cumpriu cinco temporadas, sendo que – além da estreia em Canoas – quatro ocorreram em espaços culturais da Capital, a exemplo da mais recente, em janeiro deste ano, realizada no Teatro Renascença, dentro da programação do 25º Festival Porto Verão Alegre. Na ocasião, Silva dirigiu 60 pessoas em cena. Nos meses seguintes, esse número aumentou, a partir de novas oficinas/ensaios. “É uma realização para a Nós Cia. de Teatro, encontrar tantos artistas em cena – uma experiência inesquecível e uma grande celebração da arte que existe em nossos corpos”, afirma o diretor.

    A performance que chega ao palco do Theatro São Pedro ainda conta com as participações especiais de outros quatro artistas convidados locais (a bailarina Ana Medeiros, o ator Jairo Klein, a atriz e percussionista Nina Fola, e a atriz e produtora Silvia Duarte), com o intuito de apresentar trabalhos relevantes e prestigiar personalidades da cena cultural.  Uma oportunidade imperdível para vivenciar as artes cênicas em suas diversas formas.

    NÓS – Performance teatral

    Local: Theatro São Pedro – palco principal (Praça Mal. Deodoro, s/n)

    Datas: dias 1 e 2 de novembro (sexta e sábado), às 20h; dia 3 de novembro (domingo), às 18h

    Gênero: dança, teatro, música, poesia.

    Classificação: 16 anos

    Ingressos* pelo site theatrosaopedro.eleventickets.com

    • Plateia: R$ 80,00
    • Camarote central: R$ 60,00
    • Camarote lateral: R$ 40,00
    • Galeria: R$ 30,00

    *meia-entrada: estudantes, pessoas acima de 60 anos, pessoas de baixa renda, PCDs e acompanhantes, membros Associação Amigos do Theatro São Pedro, assinantes ZH e acompanhantes, doadores de sangue, pessoas trans, artistas, professores e profissionais da rede pública municipal e estadual.

    Ficha técnica:

    Direção/criação: Everson Silva

    Produção: Kacau Soares

    Texto e dramaturgia: Nós Cia. de Teatro, citações de Fernanda Bastos, Caio Fernando Abreu, Ana Martins Marques, Paul Éluard, Miguel Poveda, Lilian Rocha e Augusto Branco.

    Operação de som: Pedro dos Santos

    Operação de luz: Veridiana Mendes

    Coordenação de comunicação: Mariana Ruduit

    Mídias e redes sociais: Amanda Hamermüller, Carol Pinheiro e Gabriela Tarouco

    Assessoria de imprensa: Adriana Lampert (contato:51- 98412.8832), Gabriella Scott (contato: 51-8136.1260) e Giulliano Pacheco (contato: 51- 8442.3997)

    Realização:

    Nós – Cia. de Teatro, Iacen, Theatro São Pedro RS

    Apoio Cultural:

    Clube do Assinante ZH, TVE e FM Cultura, RBS TV
    Outros apoiadores:

    Jerônimo Café, Restaurante Casa Lee, Café Mal Assombrado POA, Bar do Alexandre, Tiny Café e Armazém Café 47

    Sobre a Nós – Cia. de Teatro: reúne artistas que pesquisam teatro e realizam obras com o objetivo de aprofundar o estudo sobre a linguagem cênica e gerar novas experiências para o grupo e para o público. Capitaneada pelo ator e diretor Everson Silva, a companhia produziu – ao longo de 16 anos – 11 espetáculos, que são a expressão das inquietações dos artistas envolvidos.

     

     

  • Exposição “Grande Sertão: Veredas”, da artista Graça Craidy, integra programação da Feira do Livro

    Exposição “Grande Sertão: Veredas”, da artista Graça Craidy, integra programação da Feira do Livro

    A exposição “Grande Sertão”, da artista visual gaúcha Graça Craidy, retrata, em 52 obras, os principais personagens, a flora e a fauna do romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (1908/1967). A mostra será aberta sexta-feira (1º/11), às 18h30, no Clube do Comércio, como parte da programação da 70ª Feira do Livro de Porto Alegre.

    Retrato do escritor Guimarães Rosa por Graça Craidy – Cópia w/ DIVULGAÇÃO

    Em óleo, acrílica e aquarela, Graça faz sua releitura pictórica de personagens como Riobaldo, Diadorim, Joca Ramiro, Hermógenes, Zé Bebelo, Otacília, Nhorinhá; da flora e da fauna do Cerrado, além do próprio Guimarães Rosa, que se embrenhou no sertão para captar a linguagem dos nativos e anotar tudo que via e ouvia da jagunçada a fim de conceber este que é considerado o maior romance brasileiro do século 20.

    Jagunço Hermógenes /Divulgação

    Graça não só leu o romance como fez o curso Travessia, sobre o livro, relendo-o e debatendo-o por três meses com a professora da USP Cecilia Marques, especialista no tema; assistiu ao monólogo Riobaldo, com o ator carioca Gilson de Barros; além de pesquisar em ensaios e monografias relativas à obra do mineiro de Cordisburgo, publicada em 1956.

    Riobaldo e Diadorim – /Divulgação

    Apaixonada por artes visuais e literatura, a artista pretende, com seu trabalho, estimular a leitura de Grande Sertão: Veredas.  “Espero que os visitantes da exposição se encantem com a história em quadros do meu Grande Sertão particular, expressionista, apaixonado, de cores turvas, ternas e terrosas. Em cada personagem, cena, gesto, o meu gentil convite para despertar nas pessoas o desejo de ler o grande romance”, diz ela.

    Prostituta Nhorinhá-/Divulgação

    Esta é a quarta vez que Graça une sua arte à literatura. A primeira foi na coleção “Clarices”, de 33 retratos de Clarice Lispector, que já esteve no Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba (ainda em cartaz na capital paranaense); a segunda e a terceira foram as mostras coletivas Autorias I e Autorias II, que a artista organizou, inclusive em plena pandemia, com 43 artistas gaúchos retratando 51 escritores do Rio Grande do Sul. E, agora, essa individual sobre Guimarães Rosa, que se tornou imortal da Academia Brasileira de Letras.

    Sô Candelário, personagem do livro e da mostra / Divulgação

    Durante a Feira do Livro, que vai até o dia 20 de novembro, a exposição estará aberta à visitação das 10h às 20h, inclusive sábado e domingo. Depois de terminada a feira, a mostra seguirá em cartaz, até 20 de dezembro, de segunda a sábado, das 10h às 17h.

    A ema é o maior animal do Cerrado -/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Grande Sertão”, de Graça Craidy

    Abertura: 1º/11, das 18h30 às 20h

    Visitação: de 2/11 a 20/11, todos os dias, inclusive sábado e domingo, das 10h às 20h; de 21/11 a 20/12, de segunda a sábado, das 10h às 17h

    Local: Clube do Comércio, Rua dos Andradas, 1085 (segundo andar, antigo Salão de Bridge), Centro Histórico

    Entrada franca

    Bananeira, aquarela -/ Divulgação
  • CCMQ traz discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulada Contaminações.

    CCMQ traz discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulada Contaminações.

    Durante o mês de novembro, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dá continuidade à programação do Cultura no Antropoceno. O projeto convida os participantes à reflexão sobre as práticas culturais no momento em que o ser humano e seus feitos são entendidos como força geológica capaz de provocar alterações no planeta.

    Ao longo do mês, ocorrerão quatro momentos de discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulados Contaminações. Os três primeiros acontecem nos dias 6, 13 e 21 de novembro no Auditório Luis Cosme (4° andar da CCMQ), às 19h. Já o último será realizado no dia 30 de novembro na sala Cecy Franck (4° andar) às 14h. Eles têm o objetivo de instigar o público a perceber a confusão de fronteiras entre humano e animal, organismos e máquinas e o físico e o não físico, bem como observar se o ser humano está realmente separado de seus objetos de desejo, do lixo que produz, da linguagem e dos espaços que habita.

    O primeiro desses encontros, intitulado Contaminações 1: nos seres,  ocorreu na última quarta-feira (30/10) e recebeu a artista Carolina Marostica e os idealizadores do projeto Dilúvio Vivo, Tuane Eggers e Beto Mohr. Os próximos eventos discutem as contaminações no espaço, na cartografia, na escrita e nos corpos. Para os debates, estarão presentes pesquisadores e artistas de diversas áreas, como o geógrafo Rodrigo Fontana, a arquiteta e urbanista Patrícia Cruz, a escritora Julia Dantas e a artista Cristyelen Ambrósio. Confira a programação completa aqui.

    Dilúvio Vivo -por Beto Mohr]/ Divulgação

    Após a última Contaminação (30/11), às 16h, o pensador do corpo Danilo Patzdorf ministrará a oficina Como descansar o indescansável, uma proposta prático-teórica de yoga.

    No dia 21 de novembro acontece a segunda mesa-redonda da programação, às 19h no Auditório Luis Cosme. Intitulado Uma proliferação de mundos, a atividade recebe as escritoras Ana Rusche, Micheliny Verunschk e Taiasmin Ohnmacht para uma reflexão sobre como um mundo em emergência climática ganha espessura quando se entrelaça à ação narrativa, articulando passado e futuro de diferentes perspectivas e pontos de vista.

    Além disso, sessões do Curta o Jardim acontecem nos dias 7 e 14/11 às 19h30, com produções oferecidas pelo projeto Tela Indígena. A primeira apresenta os curtas de animação Ga vī: a voz do barro, Mãtãnãg, a Encantada, Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali e A Festa dos Encantados. A segunda apresenta as dramaturgias KARAIW A’E WÀ, URU ‘ KU e A Indômita Revolta dos Morangos Assassinos.

    Obra de Carolina Maróstica/ Divulgação

    Toda a programação é gratuita e aberta ao público, sem inscrições prévias.

    O plano anual da Casa de Cultura Mario Quintana é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e com o patrocínio direto do Banrisul; Patrocínio Master Nubank; Patrocínio Prata CEEE Equatorial; Patrocínio Statkraft; apoio Panvel, Banco Topázio, DLL, Navegação Aliança, Tintas Renner e iSend; e realização da Secretaria de Estado da Cultura e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Terra-Afefé-por Rose Afefé/Divulgação

    SERVIÇO:

    Cultura no Antropoceno
    Quando: outubro, novembro e dezembro
    Onde: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre)
    Programação completa disponível em:
    https://drive.google.com/file/d/1Ya2vSElGoX7JtVwPgcqkH6Nz_Z6lEmEc/view?usp=sharing

  • Autoimagem e a vulnerabilidade masculina,  na coreografia da bailarina Eva Schul

    Autoimagem e a vulnerabilidade masculina, na coreografia da bailarina Eva Schul

    Os temas nunca foram tão atuais, principalmente em se tratando de uma bailarina, coreógrafa e diretora que tem a ousadia como marca registrada. AUTOIMAGEM e MACHO HOMEM FRÁGIL têm apresentações nos dias 25 e 26 de outubro, às 19h, na VIII Mostra de Artes Cênicas e Música. Entrada Franca

     Uma das bailarinas e coreógrafas mais importantes do país, Eva Schul, volta à cena com Persona, dois espetáculos de 30 minutos cada, nos dias 25 e 26 de outubro (sexta e sábado), na VIII Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

    O projeto de dança contemporânea da Ânima Cia de Dança, que reúne três gerações de intérpretes-criadores formados por Eva, Geórgia Macedo, Viviane Lencina e Eduardo Severino, estreou de forma virtual em 2022.

    Em AUTOIMAGEM, o espelho, enquanto um processo de duplicação, é sempre um meio para encontro consigo mesmo, mas também lugar de sedução de mistério, de fragmentação do sujeito. Local de fechamento, abertura, ruído, silêncio, sombra. De contemplação e perdição. Inspirado pelo conceito de autoimagem, que carrega também o nome da montagem, o espetáculo tem a ideia de espelho enquanto não imagem, mas enquanto construção de subjetividades.

    Bailarino Eduardo Severino Macho Homem Frágil – Foto João Mattos / Divulgação

    Já MACHO HOMEM FRÁGIL desmistifica fronteiras geográficas, culturais e de gênero, desnudando confrontos individuais e sociais do homem. Traz à cena fragilidades e frustrações de um macho brasileiro/latino-americano/gauchesco, (in)corporando suas próprias histórias de violência e fragilidade, de desejo feroz e dúvida cruel, de alegrias e esperanças triviais, em um campo de batalha entre o animal e o racional.

    Eva Schul fez da dança contemporânea um lugar para falar da sua relação com o mundo, com as pessoas que a rodeiam e das questões humanas que lhe interessam. Com o tempo, foi se dando conta de que precisava sacudir o espectador, que ele não poderia sair de dentro do teatro isento, que poderia sair com questões para serem discutidas e revistas. “Eu levanto muita bandeira, eu sou muito panfletária. Arte é política, e não tem como escapar disso. Se a minha arte não servir para mudar alguma coisa no mundo, nem que seja em uma pessoa que esteja na plateia, olho no olho comigo, então, para mim, a minha arte não vale coisa alguma. Porque eu não quero alimentar fantasias. Eu não tenho qualquer desejo de trabalhar com lazer. A arte tem uma responsabilidade muito grande, que é retratar o seu tempo, o seu environment, o seu meio, e trazer à tona questões fundamentais na sociedade. Para mim, isso é arte. Ela tem que sacudir, tem que tocar, tem que sensibilizar”, afirma.

    FICHA TÉCNICA
    Direção: Eva Schul
    Intérpretes-criadoras de Autoimagem: Geórgia de Macedo e Viviane Lencina
    Trilha sonora Autoimagem: Thiago Ramil
    Cenógrafa Autoimagem: Natalia Schul
    Concepção figurino Autoimagem: Eva Schul, Geórgia de Macedo e Viviane Lencina

    Intérprete-criador de Macho Homem Frágil: Eduardo Severino
    Trilha sonora Macho Homem Frágil: Felipe Azevedo
    Cenografia Macho Homem Frágil: Eva Schul e Mano Ribeiro
    Desenho de Luz: Guto Grecca
    Operação de luz: Driko Oliveira
    Operação de Som: Thiago Ramil
    Fotografia: João Mattos

    Assessoria de Imprensa e mídias sociais: Roberta do Amaral
    Produção: Geórgia de Macedo e Viviane Lencina

    SERVIÇO
    VIII Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres
    Persona: Estudos de Criação em obras coreográficas
    Quando: 25 e 26 de outubro | Sexta e sábado | 19h
    Onde: Teatro Glênio Peres (Avenida Loureiro da Silva, 255 – Câmara Municipal de Porto Alegre)
    Entrada franca | Distribuição de convites de segunda a quarta-feira anteriores ao espetáculo na Seção de Memorial da CMPA, das 14h às 17h, ou 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade
    Faixa etária: 16 anos
    Realização: Câmara Municipal de Porto Alegre