O projeto de Restauração das Fachadas da Fundação o Pão dos Pobres de Santo Antônio inicia nova etapa das obras. Serão recuperadas as fachadas internas do prédio localizado na Rua da República, 801, em Porto Alegre, a partir do projeto arquitetônico assinado pelos arquitetos Lucas Volpatto e Jacqueline Manica, da Studio1 Arquitetura.
A iniciativa, com gestão cultural da Cult Assessoria e Projetos Culturais,também prevê uma exposição sobre a história da Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, que completou recentemente 128 anos, e a construção do imponente prédio.
A edificação foi projetada em 1925 pelo arquiteto alemão Joseph Franz Seraph Lutzenberger (pai do ambientalista José Lutzenberger), a pedido da Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio para o acolhimento de meninos em vulnerabilidade. Hoje, a entidade filantrópica atende em torno de 1,5 mil crianças, adolescentes e jovens.
Tombado em 2004 pelo município por contribuir para a qualificação do cenário urbano, o prédio permanecendo como referencial arquitetônico e histórico, constituindo-se em marco significativo na memória da capital gaúcha.
Com autorização da LIC – Lei de Financiamento à Cultura / Sistema Pró-Cultura RS para a captação do valor de R$ 1.137.442,40 (hum milhão, cento e trinta e sete mil, quatrocentos e quarenta e dois reais e quarenta centavos), o projeto já conta com a adesão das empresas patrocinadoras MA Produtos Hospitalares, Sulgás e Vitlog Transportes, que aportaram o montante de R$600.000,00 (seiscentos mil reais).
No entanto, para a sua plena execução é fundamental a captação do saldo. Maiores informações sobre como apoiar a preservação desse importante patrimônio histórico, pelos contatos (51) 99236-6951 ou praxisgestaodeprojetos@gmail.com, com Cecília Muccillo Daudt, da Práxis Gestão de Projetos.
Fachadas internas da Fundação O Pão dos Pobres foto Marcelo Donadussi/ Divulgação
Sobre a Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio
A FPP é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atende cerca de 1.500 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição tem 128 anos de existência e oferece três serviços: Acolhimento Institucional, Aprendizagem Profissional e Serviço de Convivência e Educação Integral.
Do total de atendidos, 160 crianças e adolescentes com idades de zero a 18 anos (incompletos) tem o Pão dos Pobres como sua moradia. A instituição serve cerca de 62 mil refeições mensalmente e é mantida com recursos do Funcriança, parcerias com órgãos municipais e empresas parceiras, por meio de cotas de aprendizagem profissional. Doações via PIX e em espécie também são fonte de recursos para a manutenção dos espaços e serviços oferecidos pelo Pão dos Pobres.
Violência explícita. Violência psicológica. Violência urbana. Violência disfarçada. Violência implícita. Violência de todas as formas. É assim “Sangue e Pudins”, o novo espetáculo de Luciano Alabarse, que estreia dia 16 de janeiro, às 20h30min, no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307 – Menino Deus). A montagem escrita pelo diretor gaúcho é uma adaptação dos textos originais de Mark Ravenhill (Shopping and Fucking) e Brontez Purnell (Johnny, você me amaria se o meu fosse maior?).A peça inglesa e o texto americano se cruzam, se esclarecem e dão lugar a um terceiro texto, sem negar suas influências, é original, fluente, ágil e ríspido. A curta temporada fica em cartaz até o dia 18 de janeiro, dentro do Porto Verão Alegre.
O diretor Luciano Alabarse. Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
“Eu estava trabalhando no texto e, como sempre ouvindo muita música. Em um determinado momento, a voz de Simone me remeteu a uma canção que eu não ouvia há muitos anos, e que sempre me impactou pela contundência de sua letra. A canção era “Sangue e Pudins”, parceria de Fagner e Fausto Nilo. O resto veio naturalmente, inclusive o título da montagem”, afirma Luciano Alabarse. “Sangue e Pudins” retrata, em cenas duras e impactantes, personagens de uma geração que entende o consumo e as transações da sociedade capitalista como única forma de interação possível. As pessoas e seus manuais de sobrevivência, o pragmatismo cínico de quem precisa sobreviver num mundo hostil, as relações contaminadas por interesses financeiros e sexuais, as histórias cruzadas de personagens perdidos, o jogo e a manipulação desesperada, as trapaças e os oportunismos de vidas desesperadas, a esperança esfacelada, mas presente, gritos e silêncios, omissões e oportunidades, os corações partidos, o consumismo desenfreado, dinheiro e a falta de amores e ciúmes, posses e um mundo distópico e indiferente.
Os atores no ensaio da peça. Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
“É uma peça cujo tema central é a violência, em todos os seus aspectos e formas, escancaradas ou sob disfarce, violência social e violência individual, com ou sem sangue, com ou sem “bullying”, com ou sem prévia manifestação. Uma peça sobre violência, uma encenação vigorosa e urgente. Um texto corrosivo. Um texto cruel. Um texto que dói”, reforça Alabarse, que assina, ainda, o cenário e a trilha sonora. O elenco reúne nomes conhecidos da cena gaúcha, como Ângela Spiazzi, Pingo Alabarce e Elison Couto, profissionais em ascensão no teatro gaúcho como Jaques Machado e Li Pereira, e novos atores como Vini Gomes e Vítor Stifft.
Foto Alisson Fernandes/ Divulgação
A HISTÓRIA
Logo no início da peça, Mark, Lulu e Robbie estão vivendo os últimos momentos de uma problemática vida de excessos. Um triângulo amoroso que está ruindo, como tudo ao redor dos personagens: a vida sempre no fio de arame, o equilíbrio instável, o grito engasgado na garganta. Mark mal consegue digerir a comida que os outros dois tentam lhe oferecer. Está só, se sente mal, quer mais. Vomita. O vício em heroína deixou seu corpo e sua mente debilitados, mas o que não lhe desce mais no estômago é tudo aquilo que lhe foi vendido como sonho e que, de uma hora para outra, se tornou pesadelo. Uma roda-gigante desgovernada, um mundo sem faixas de segurança. O mundo presente em ruínas espalhafatosas, um mundo que dispensa afetos, mas consolida transações impessoais entre os homens, agigantando angústias e necessidades.
Os atores em ensaio; Foto: Alisson Fernandes/ Divulgação
O mundo de “Sangue e Pudins” é um grande supermercado onde tudo, inclusive pessoas, é vendido sem escrúpulos ou constrangimentos. Dois outros personagens cruzam a vida do triângulo central. Brian, um empresário inescrupuloso, e Gary, seu enteado – que é abusado sexualmente pelo padrasto, com violência. Insegurança, medo, transtorno, doenças e drogas marcam o cotidiano desses personagens à deriva de qualquer porto seguro.
Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
A violência permeia o texto, marca suas digitais nas falas, arranha o presente, agiganta a ação da peça. Violência do início ao fim. Festas que duram dias, desfiles de moda glamorosos, programas de sexo e aplicativos de compra e venda de drogas e pessoas. O mundo de “Sangue e Pudins” é punk, mercadológico, estiloso, quente e frio. Tudo no entorno dos personagens impessoaliza as possíveis relações sentimentais. Os relacionamentos são efêmeros, calculados, por conveniência e cálculo. Vidas que gritam por ajuda, vidas sufocadas por uma sociedade industrial – que não facilita a trajetória de nenhum dos membros dessa história.
Diretor e atores em ensaio; Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
Em quatorze cenas e oito sub-cenas, o desespero, a impotência e o pragmatismo dos personagens aparecem e desaparecem, em uma espécie de parque de diversões sem alegrias. Quando começa o espetáculo, o público flagra o trio central morando em um apartamento quase vazio, sem recursos financeiros e com Mark abandonando o lugar em busca de uma clínica de tratamento antidrogas. Sua dependência de heroína o exclui do mundo dos afetos. Lulu e Robbie começam, sozinhos e abandonados, a buscar seu próprio caminho, seus recursos, a concretização de seus sonhos de sobreviventes. A trajetória de todos embaralha os planos do grupo, os cinco personagens se cruzam em cenas curtas, vorazes e impiedosas. Não há misericórdia ou empatia. Há apenas cálculo, pragmatismo e cenas dilacerantes. A linguagem é crua, o roteiro é sucinto.
SERVIÇO
O QUE: Espetáculo “Sangue e Pudins”
DATA: de 16 a 18 de janeiro
HORÁRIO: terça a quinta às 20h30min
LOCAL: Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307 – Menino Deus)
A história é inspirada nos filmes High School Musical 1, 2 e 3. As músicas foram adaptadas da trilha sonora original por Bruna Guimarães, que também é responsável pelo roteiro original, e Débora Neto. A direção é de Débora Neto e Patrick Bublitz. Fazem parte do elenco 20 atores-cantores-dançarinos, que integram a Bublitz Academia de Musicais.
A direção do espetáculo é de Patrick Bublitz e Débora Neto.; Foto: Divulgação
“High School Musical Experience” conta a história de alunos de uma escola de ensino médio, que enfrentam os desafios e as aventuras do seu primeiro baile de formatura. Junto disso, ocorrem as audições para o musical de fim de ano do clube do teatro. Neste ano, resolveram participar o capitão do time de basquete e a menina do clube de ciências, o que causará uma confusão no equilíbrio do mundo escolar.
Bublitz Academia de Musicais
Criada em 2019, a Bublitz Academia de Musicais tem a missão de colocar o Rio Grande do Sul no mapa dos musicais. A escola nasceu do sonho de Patrick Bublitz, que se encantou com musicais pelo mundo. A estreia ocorreu com o espetáculo “Os Miseráveis Experience” no palco do Theatro São Pedro. Nos últimos anos, também apresentou outros musicais da Broadway, como Matilda, Pequena Sereia, Escola do Rock, Come from Away e O Corcunda de Notre Dame com o solista da Broadway Pedro Coppeti. Também produziram três filmes musicais: A Última noite em Madame Bublitz, Os Felizardos e One, com estreia no Cinema Capitólio, no dia 11 de dezembro.
O Memorial do Judiciário do RS encerra o Terça Lírica 2023 com o Especial de Natal La nuit de Noël. O espetáculo ocorre no dia 19 de dezembro (terça-feira), às 18h30, no Palácio de Justiça de Porto Alegre.
Com curadoria de Flávio Leite, “La nuit de Noël” terá uma abordagem cênico-musical, assinado pela diretora Rosimari Oliveira, que contará com a iluminação de Veridiana Mendes e a participação do ator Daniel Cavalcanti. A soprano Dêizi Nascimento, a mezzosoprano Kauanny Klein, o tenor Adolfo Amaral, o baixo-barítono Guilherme Roman e o pianista Patrick Menuzzi darão vida a um emocionante repertório francês do século 18, que promete emocionar o público.
A partir das obras de Adolhe Adam, Camille Saint-Säens, Cesar Franck e Gabriel Faurè, o recorte musical foge do lugar comum dos concertos de natal, porém, a sensibilidade, a elegância e a beleza típica destes compositores proporcionam ao público contemplação e elevação. “A apresentação das obras será ambientada cenicamente, revelando a pureza e o sentido mais original do Natal”, destaca a diretora Rosimari Oliveira.
Terça Lírica
Ao longo do ano, o Memorial do Judiciário realizou 6 espetáculos na série, reunindo mais de 1.000 apaixonados por ópera e novos públicos de todas as idades gratuitamente. Na internet, o projeto teve uma audiência ainda maior com as visualizações das gravações dos espetáculos disponíveis no Youtube.
“O Rio Grande do Sul está vivendo um caso de amor com a ópera. Com as iniciativas da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul e o aprimoramento, crescimento e profissionalização da temporada gratuita do Terça Lírica, o público gaúcho tem lotado todos os espetáculos destinados ao gênero. Terça Lírica também cumpre o importante papel de servir de palco para jovens artistas terem oportunidade de interpretar seus primeiros protagonistas e o público conhecer novas vozes e novos talentos. Através de montagens originais, criativas, acessíveis e legendadas que contam com a direção de grandes nomes das artes cênicas local, a ópera no RS está viva e cumprindo seu papel de englobar todas as outras formas de arte para emocionar o público”, destaca Flávio Leite.
SERVIÇO
Terça Lírica – Especial de Natal “La nuit de Noël”
Quando: 19 de dezembro | Terça-feira | 18h30
Onde: Palácio da Justiça do RS ((Praça Marechal Deodoro, 55 – Centro Histórico)
Produção: Bonella Produções
Entrada franca
A Turucutá vem trilhando seu caminho no enredo do samba e da cultura de Porto Alegre sempre com respeito à história construída pelos que vieram antes. Histórias de samba, de família, de carnaval. E é com esse amor, dedicação e afeto, que há muitos anos vem criando sua trajetória, segundo o material de divulgação da Turu, como é chamada carinhosamente por quem a conhece.
Para celebrar esse momento, ponto alto do ano, a Turucutá anuncia o show de encerramento da oficina 2023, dia 16 de dezembro, a partir das 21h, na quadra da Imperadores do Samba. Abrindo a noite está o Dj Tom Nudes, seguido por show do Grupo Noventa e a apresentação da Turucutá e alunos, mostrando o aprendizado e as vivências de todo o ano. Encerrando a noite vem o showzaço de Natália Santos e banda, uma das vozes mais potentes da cidade.
Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação
Muito mais que um grupo musical com 15 anos de trajetória, a Turucutá é um movimento. Uma onda que vem lá de trás com referências dos antigos carnavais, das cidades do interior e suas famílias reunidas pra tocar e contar histórias, que traz em sua essência o respeito aos que vieram antes, ao povo do carnaval e às escolas de samba, lembranças dos bailes de salão com suas marchinhas, os cortejos de rua dos dias atuais. Um movimento que preza a liberdade e a coletividade, que realiza trabalho social, que fomenta a prática musical coletiva, que fortalece as artistas. Uma onda que, do ponto de partida ao ponto de chegada, arrepia, alegra e dá aos seus integrantes e ao público a sensação de pertencimento. Seus integrantes e professores, alguns lá do início da formação do grupo, em 2008, outros que foram somando na década seguinte, tem as mais diversas origens, profissões e visões sobre arte, música e a banda que os une, mas todos convergem quando o assunto é a importância desse coletivo para o movimento musical de batucada na cidade. Mais do que um grupo e um movimento, a Turucutá mantém firme e forte seu eixo educacional, com sua tradicional oficina que forma dezenas de alunos todo o ano e revigora e fortalece os blocos da cidade e a arte de rua. E isto faz parte da sua caminhada, está em deu DNA.
Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação
Plural, o grupo utiliza instrumentos de percussão melodicamente acompanhados por vozes, sopros e cordas, para transformar. Um dos pioneiros nesse formato, vem transmutando o espaço público, propondo mais vida, cores, emoções e liberdade para o nosso dia-a-dia. Com um repertório que flutua do samba ao rock, do ijexá ao funk, do makulelê ao afoxé, a Turucutá é eclética e livre de preconceitos musicais. Seus artistas sonham com um mundo melhor, mais humano, mais lúdico, onde as manifestações populares tenham seu espaço garantido. E munidos de sua música, tratam de tornar esse sonho realidade!
Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação
Que o pagode anos 90 marcou toda uma geração, ninguém duvida. Nesse cenário entra o “Grupo Noventa”, formado por Rodrigo Fileh, Thayson Marques, Artur Klassmann e Duda Lopes. O time vem forte e põe o público para cantar ao som dos clássicos de Exaltasamba, Negritude Jr. Art Popular, entre outros.
MAIS ATRAÇÕES
Natália Santos_ Foto: Pablo Piñeyro/ Divulgação
Natália Santos é uma talentosa cantora, pandeirista e compositora que tem sido uma presença vibrante na cena musical de Porto Alegre desde 2004. Com uma voz poderosa que ecoa as raízes profundas do samba e uma paixão inabalável pela música brasileira, ela está pronta para conquistar corações e palcos com seu talento inegável e presença cativante. Em carreira solo com sua banda, encanta o público com sua cadência nas noites de Porto Alegre. Sua voz marcante pode ser apreciada em seus singles “De Bar em Bar” e “Cheio de PhD”, disponíveis em todas as principais plataformas digitais.
Programação
21h – DJ Tom Nudes
22h – Grupo Noventa
23h30 – DJ Tom Nudes
00h: Apresentação Turucutá com a oficina
1h – Natalia Santos e Banda
3h – Dj Tom Nudes
Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação
Show da Oficina de Percussão e Cordas da Turucutá
Dia 16 de dezembro, às 21h
Quadra da Imperadores do Samba – Av Padre Cacique, 1567 – Praia de Belas
Ingressos já à venda no Sympla: https://bit.ly/FestadaOficina23
Valores:
1o lote (até 09/12) – R$ 20,00
2o lote (até 12h do dia 16/12) – R$ 25,00
Na hora: R$ 30,00
Apoio: Imperadores do Samba, Mister X e Centro Cultural Cidade Baixa
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), encerra mais uma grande temporada artística com um concerto na Paróquia Nossa Senhora das Graças, Canoas. A apresentação está marcada para a próxima quinta-feira, 14 de dezembro, às 19h30. A Orquestra estará sob a regência do maestro e diretor artístico da OSPA Evandro Matté, e contará com a participação especial da cantora Elisa Lopes. O ingresso é 1kg de alimento não perecível.
O concerto está inserido na Série Interior da temporada “OSPA em Movimento”, que promove a circulação da música de concerto por todo o Rio Grande do Sul. Em sintonia com o ambiente da Paróquia e a época do ano, o repertório da apresentação é formado por música sacra, além de grandes sucessos de diferentes períodos da música de concerto.
A soprano Elisa. Lopes; Foto: Luiza Piffero/ Divulgação
A soprano lírica Elisa Lopes, que acompanhou a OSPA em uma apresentação em Cachoeirinha, em 31 de março deste ano, volta a se unir à orquestra. A cantora comenta o repertório que interpretará: “Cantarei obras do período barroco, como ‘Rejoice Greatly’ do oratório ‘O Messias’, de Händel, do classicismo com ‘Laudate Dominum’, de Mozart, e do romantismo, com a famosa ária ‘Je veux vivre’, da ópera ‘Romeo et Juliette’ de Gounod. Além disso, a ‘Ave Maria’ de Bach/Gounod, que de alguma forma une o barroco ao clássico. Apesar dos períodos musicais tão distintos, quase todo o repertório tem uma temática sacra, que remete ao período de Natal que está se aproximando.”
No repertório instrumental estão peças muito famosas, como a abertura da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), “Valsa Ouro e Prata”, de Franz Lehár (1870 – 1948), “Dança Húngara nº 1”, de Johannes Brahms (1833 – 1897), e “Marcha Radetzky”, de Johann Strauss I (1804 – 1849). Também serão executadas duas composições brasileiras: “Episódio Sinfônico”, de Francisco Braga (1868 – 1945), e o segundo movimento da “Suíte Vila Rica”, de Mozart Camargo Guarnieri (1907 – 1993).
O maestro Evandro Matté regerá a OSPA em Canoas. Foto: Luiza Píffero/ Divulgação
Sobre Evandro Matté (regente)
É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.
Sobre Elisa Lopes (soprano)
Graduada em canto pela UFRGS, a soprano Elisa Lopes iniciou sua carreira artística em 2006, quando ingressou no Conservatório Pablo Komlós, orientada pelo tenor Decápolis de Andrade. Participou de diversas montagens de ópera no Rio Grande do Sul, incluindo Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni, com a OSPA, A Flauta Mágica de W. A. Mozart e Il Maestro di Musica de Pergolesi, com a Orquestra Unisinos. Recentemente, foi participante do Ópera Estúdio, da OSPA, onde aperfeiçoou seus conhecimentos com profissionais renomados da cena lírica, como Martin Muehle e Gabriella Pace, e destacou-se no papel de Valencienne, da opereta A Viúva Alegre. Atualmente integra o quadro de cantores solistas da Companhia de Ópera do RS e conta com a orientação vocal e de repertório do tenor Flávio Leite.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Concerto da Série Interior – Canoas
QUINTA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2023
Início do concerto: às 19h30.
Onde: Paróquia Nossa Senhora das Graças (Rua Tamôio, 3.285, Canoas-RS)
Ingresso: 1kg de alimento não perecível
Este concerto disponibiliza medidas de acessibilidade.
PROGRAMA
Wolfgang Amadeus Mozart | Abertura (ópera “As Bodas de Fígaro”)
Wolfgang Amadeus Mozart | Laudate Dominum (Vesperae solennes de Confessore)
Solista: Elisa Lopes
Georg Friedrich Händel | Rejoice greatly, O daughter of Zion (Messiah)
Solista: Elisa Lopes
Antônio Francisco Braga | Episódio Sinfônico
Johann Sebastian Bach e Charles Gounod | Ave Maria
Solista: Elisa Lopes
Mozart Camargo Guarnieri | Andantino (Suíte Vila Rica)
Charles Gounod | Je Veux Vivre (ópera “Romeu e Julieta”)
Solista: Elisa Lopes
Franz Lehár | Valsa Ouro e Prata
Johannes Brahms | Dança Húngara nº 1 em Sol Menor, WoO 1
Johann Strauss I | Marcha Radetzky, Op. 228
Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Direção Artística e regência: Evandro Matté
Solista:: Elisa Lopes (Soprano)
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Vero e Gerdau.
Apoio da Temporada Artística: Fraport, Imobi, Intercity e Blumenstrauss. Apoio Institucional: Paróquia Nossa Senhora das Graças.
Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.
Com entrada franca, espetáculo será dia 16 de dezembro, às 20h, na Praça da Matriz, em Porto Alegre
Depois do sucesso do Concertaço de julho, realizado na charmosa Praça Gustavo Langsch, no Bairro Bela Vista, na capital gaúcha, o espetáculo com Hique Gomez, Renato Borghetti e Orquestra da Ulbra ganha uma edição natalina. O “Consertaço de Natal” será dia 16 de dezembro, às 20h, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. A entrada é franca. Leve sua cadeira de praia e garanta o seu lugar.
“Borghetti é uma força da música brasileira. É o próprio HiperPampa. Trouxe um dado de legitimidade na relação entre os principais gaiteiros do Brasil como Dominguinhos, Sivuca e Luiz Gonzaga. Borghetinho é nossa voz no diálogo entre as regiões na música brasileira. Um privilégio dividir o palco e tê-lo em algumas de minha composições. A Orquestra da Ulbra tem feito inúmeros concertos de música regional, o Maestro Tiago Flores e os músicos tem domínio da linguagem deste concerto que já fizemos 4 vezes. Depois do concerto que resultou no Dvd do Tangos e Tragédias 20 anos ao vivo na Praça da Matriz, nenhum outro espetáculo foi feito ali. Um lugar que nos traz as mais felizes lembranças!”, fala Hique.
O Concertaço une os repertórios de Hique Gomez e Renato Borghetti, como “Barra do Ribeiro” e arranjos especiais de Hique Gomez para clássicos gauchescos como “Couro Cru”, além de outras surpresas. “Buenas. Dividir o palco com o Hique é sempre uma alegria, pura energia. Ainda mais com o costado do maestro Thiago e Orquestra da ULBRA”, diz Borghetti.
SERVIÇO
O QUE: CONCERTAÇO DE NATAL – com Hique Gomez e Renato Borghetti com Orquestra da Ulbra
DATA: 16 de dezembro
HORÁRIO: 20h
LOCAL: Praça da Matriz
ENTRADA FRANCA
Em caso de chuva, o evento será transferido para uma data a ser definida.
A mítica torre citada na Bíblia é usada como referência na produção de obras em diversas linguagens e técnicas
Obra de Luis Filipe Varella/ Divulgação
“Babel, Caos Adentro”, mostra que reúne obras de 36 artistas gaúchos, será aberta quinta-feira, dia 14, às 18h, no Espaço Cultural Correios. “Refletir sobre o caos na sociedade e do planeta enquanto organismo vivo, situá-lo no contexto da história da arte e da arte contemporânea, é o desafio posto aos artistas convidados”, explica a curadora Denise Giacomoni. A exposição vai até 3 de fevereiro de 2024, e a visitação é gratuita.
Denise Giacomoni, curadora da mostra Babel, Caos Adentro Foto – Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Durante o mês de outubro, a curadoria proporcionou aos artistas dois encontros sobre o mito bíblico da Torre de Babel associado à ideia de caos com a professora de História da Arte Maria Helena Bernardes. Ela conduziu análise da temática desde a histórica representação de Pieter Bruegel, o Velho, no século XVI, passando por outros casos até chegar à arte recente.
Obra de Márcia Baroni/ DikvulgaçãoObra de Heloiza Averbuck/ Divulgação
Símbolo da incomunicabilidade, da confusão, do desentendimento, a Torre de Babel foi representada de diversas formas pelos artistas e interpretada, inclusive, como um convite à superação e à valorização da diversidade. A curadora, também autora de uma obra, acredita, por sua vez, que “o enfrentamento do caos nos transforma, faz surgir a força, a criatura, a reação, o alerta, a busca de recursos e a descoberta daquilo que nem sabemos que somos: a libertação”, diz Denise.
Obra de Liana Timm/Divulgação
Liana Timm, que figura como artista convidada, apresenta obra inédita em técnica mista, digital e analógica, de 1,20 x 1,20 cm. A mostra abriga diferentes linguagens e técnicas, como pintura (em acrílica, óleo, pastel seco, carvão), fotografias, colagens, instalação.
Obra de Paulo Abenzrragh/ DivulgaçãoObra de Milena Julianno/DivulgaçãoObra de Leila Knijnik/ Divulgação
Participam da exposição os seguintes artistas:
Clau Sieber, Cynthia Jappur, Daisson Flach, Deja Rosa, Delise Renck, Denise Giacomoni, Elisa Zattera, Fátima Pinto, Heloiza Averbuck, Isabel Marroni, Isabella Lacerda, Ita Stockinger, Leda Zimmermann, Leila Knijnik, Leonardo Loureiro, Lu Gaudenzi, Lúcio Spier, Luis Carlos Macchi, Luiz Filipe Varella, Marcelo Zeni, Márcia Baroni, Marcia Rosa, Marina Sapper de Menezes, Mery Bavia, Milena Julianno, Miriane Steiner, Nara Fogaça, Paulo Abenzrragh, Rejane Wagner, Rogério Pessôa, Sandra Kravetz, Selir Straliotto, Sérgio Barcellos, Silvana Gaudenzi, Soraya Girotto
Artista convidada: Liana Timm
SERVIÇO
“Babel, Caos Adentro”
Abertura: 14/12 (quinta-feira), 18h
Visitação: até 3 de fevereiro de 2024
Horário: de terça a sábado, das 10h às 17h.
Entrada gratuita
Rua Sete de Setembro, 1.020, térreo – Praça de Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre (entrada pela Av. Sepúlveda)
Foto das obras: Divulgação dos artistas/curadoria
*Haverá performance de Chana Manica, Régis Kovalski e João Lima, com sonoplastia de Kuka Medina
A Arte e Café chega para facilitar o acesso do público a produtos assinados por artistas contemporâneos, com exposições que passarão por diversos cafés de Porto Alegre. Nesta primeira edição, traz Leandro Dóro, Vicky Furtado e Samanta Flôor, assinando quadros de azulejos, canecas e outras peças, inserindo mais arte, cores e diversão no dia a dia. Ela tem sua primeira edição nesta sexta-feira, dia oito de dezembro.
Com curadoria de Kika Freitas, o projeto terá variações conforme o local da exposição, com novos artistas e temáticas. Nessa edição, foi dado espaço a figuras cativantes e memórias afetivas, para o visitante do café e bistrô iQue Bueno! sentir-se estimulado pelas cores, reconfortado pelos lugares conhecidos que podem surgir ou até inserido num tipo de história em quadrinhos.
Segundo Kika Freitas, ” o mais legal, é qualquer peça adquirida poderá ser levada na hora para casa, sem depender do término da exposição. A produção das peças fica aos encargos da Recriarte Estamparia, que tem um perfil voltado a ideia de trazer identidade e arte para o dia a dia.” Serviço
Arte e Café- 1ª Edição
Café com os artistas Leandro Dóro, Vicky Furtado e Samanta Flôor
Quando: 08 de dezembro, sexta feira, das 17 e 30 às 20 horas
Onde: iQue Bueno! Café e bistrô – Mostardeiro, 333, loja 132
Visitação até 10/01/2024, podendo ter data estendida
Ingressos antecipados (vagas limitadas), valor R$34,90 pagos em PIX chave (51) 992254435
Informações e confirmação dos convites para o whatsapp (51) 985041112
Em sua 6ª edição, a Street Expo Photo será realizada pela primeira vez no Pier da Usina do Gasômetro, no dia 9 de dezembro (sábado), a partir das 16h, com a participação de 90 fotógrafos de diversos estados do Brasil e países da Europa. Sediada tradicionalmente na Galeria Escadaria – criada em 2021 no Viaduto da Borges de Medeiros – mudará de local em virtude das obras de restauração, passando a ocupar um dos pontos mais concorridos da capital gaúcha, de frente ao pôr do sol do Guaíba.
Ao alcance de todos, a nova galeria a céu aberto da cidade foi inaugurada no último dia 30 de setembro, com a mostra “ANI+”, que registrou a vida selvagem na ótica de quatro fotógrafos. O designer gráfico, produtor cultural e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria e coordenação geral da exposição, que tem a curadoria adjunta a cargo do fotógrafo paulistano Marcos Varanda.
O fotógrafo Luiz Carlos Felizardo é cobsiderado um dos maiores fotógrafos do Brasil, pela FUNARTE. Foto: Divulgação
Em 2023 o evento irá homenagear um grande mestre da fotografia gaúcha, Luiz Carlos Felizardo, considerado pela Funarte um dos maiores fotógrafos brasileiros paisagistas de todos os tempos, sendo referência na fotografia gaúcha. A coletiva será composta por 16 grandes painéis de mestres, como Walter Firmo, Adriano ChamaNaLente, Penna Preara, Betina Samaia, Claudio Edinger, Luiz Garrido, Paula Sampaio, Paulo Vital, Raphael Alves, Wania Corredo, Biazzetto Neto e muitos outros, que são ícones da arte da fotografia. E também trabalhos de fotógrafos amadores, profissionais e iniciantes, trazendo mais visibilidade para a interminável paixão do desenhar com luz e sombra.
Street Expo Photo 2023 – Maristela Padilha/ Divulgação
Do Rio Grande do Sul, mostram seus trabalhos Nina Pulita, André Seligman, Nilton Santolin, Guto Gutemberg, Heloiza Averbuck, Jurandréia Silveira, Jorge Neumann, Douglas Fischer, Daisson Flach e Sérgio de Paula Ramos, entre outros. De São Paulo, Carlos Sadao, Sônia Amorim e Leon Santos; do Rio de Janeiro, Márcio Pinto; de Recife, Ismael Holanda; de Roraima, Tatiana Capaverdi; de Manaus, Raphael Alves e de Curitiba, Nilo Biazzetto, só para citar alguns nomes. Tem ainda representantes da Bahia e Minas Gerais e do exterior, da França e Portugal.
Street Expo Photo 2023 – foto Claudio Edinger./Divulgação
A fotografia é uma das mais amplas e democráticas formas de expressão da humanidade. Nela se mesclam emoções e percepções, revelando um universo de possibilidades que em muito ultrapassa o simples olhar. “Seguimos com a grande missão de diminuirmos distâncias de todas as utopias que validamos como metas atingíveis, reforçando no seu caminho a coragem e a mais pura determinação”, diz o curador. Expandir e compartilhar a fotografia e a cultura, tornando-as acessíveis de modo mais amplo, segue sendo uma das intenções da iniciativa.
Street Expo Photo 2023 – foto Marco Resende./ Divulgação
A Street Expo Photo sempre valorizou a democracia como forma única de construir sistemas sociais mais justos e com menos desigualdades. ”Misturamos técnica e talento, inspiração e transpiração, gerando um imenso e diverso caleidoscópio de imagens, que está à disposição de todos, para ser percorrido com paixão, dúvidas, perplexidade e surpresa, que certamente serão capazes de despertar lembranças, insights e acima de tudo emoções”, completa Marcos Monteiro.