Autor: da Redação

  • MARGS promove o seminário “Virtualidades religiosas” no Dia Internacional da Mulher

    MARGS promove o seminário “Virtualidades religiosas” no Dia Internacional da Mulher

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura do RS — Sedac, apresenta a 10ª edição do já tradicional projeto “Mulheres artistas, questões atuais”, que desde 2015 é promovido pelo Núcleo Educativo e de Programa Público do Museu. Neste ano, o projeto terá o seminário intitulado “Virtualidades religiosas”, contando com a presença de duas debatedoras: a pesquisadora Adauany Zimovski e a artista Fayola Ferreira.

    O evento será realizado nesta sexta-feira, dia oito de março, Dia Internacional da Mulher, às 16h, no Auditório do MARGS. A entrada é gratuita e não é necessária inscrição prévia (limite de 60 lugares, por ordem de chegada).

    O seminário “Virtualidades religiosas” também integra a programação das diversas instituições da Sedac realizada ao longo do mês de março a partir do tema “Protagonismo feminino”.

    A cada edição, o projeto “Mulheres artistas, questões atuais” convida a uma reflexão crítica sobre a participação das mulheres no campo das artes, trazendo ao debate questões pertinentes à arte contemporânea sob a perspectiva de suas agentes mulheres, atuantes em diversas áreas do campo artístico, como artistas, pesquisadores e arte-educadoras.

    A pesquisadora Adauany Zimovski/ Divulgação
    Neste ano, o seminário “Virtualidades religiosas” debaterá as possibilidades de pensarmos relações das imagéticas e imaginários religiosos com a produção e teoria artística contemporâneas.

    SERVIÇO

    Mulheres artistas, questões atuais
    “Virtualidades religiosas”

    Quando: 08.03.2023, às 16h

    Onde: Auditório do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, 90010-150)

    Entrada: gratuita, com limite de 60 lugares, por ordem de chegada

  • DNÁfrica e Terreira da Tribo promovem Sarau Manifesto: minha escrita, o eu feminino meu sagrado

    DNÁfrica e Terreira da Tribo promovem Sarau Manifesto: minha escrita, o eu feminino meu sagrado

     

    No dia 7 de março, quinta-feira, a partir das 17h, a Terreira da Tribo abre as portas para o público em geral para Comemorar o dia Internacional da Mulher com o “Sarau Manifesto: minha escrita, o eu feminino meu sagrado”, com lançamento de livros, poesia, música e performance.

    O evento tem como fio condutor a escrita e a potência das vozes femininas em manifesto das três escritoras Fátima Farias, Mika, Nath e da atriz Tânia Farias. Cercado de signos de referência da espiritualidade africanista, as  yabas, o evento tem ingresso espontâneo e a sugestão é que o público doe 1 kg de alimentos não perecíveis, que serão encaminhados para a AFASO (Associação Famílias em Solidariedade), instituição social localizada no bairro Bom Jesus. O Sarau Manifesto é uma realização do DNÁfrica e Terreira da Tribo.

    Manifesto- Foto_Vivian_Gradela / Divulgação

    Fátima Farias reside no Bairro Bom Jesus, é poeta, compositora, ativista e educadora social. Realiza projetos literários em escolas. Publicou três livros: Mel e Dendê (2020), Um poema por dia (2022, pelo IEL) e Prosa Poética (2023, pela Libretos). Mika, também moradora da Bom Jesus, iniciou no hip hop em 2018, participando das competições do slam (terceiro lugar no Slam BR em 2023), trazendo nas rimas muitas verdades sobre o cotidiano das periferias. Fez parte da antologia Nós versos de liberdade e Melanina (2020). Nath, que se intitula Poeta Desperta, participa das comunidades de poesia ‘Slam do Vida’ e o ‘Slam Aquilombaí’. É criadora do grupo de rap com foco do protagonismo feminino Conexão Katrina. Tânia Farias é atuadora da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Atriz, encenadora, figuristas, cenógrafa, pesquisadora, professora e produtora teatral. Participam também do Sarau Manifesto importantes vozes da periferia como o cantor Dona Conceição, de Alvorada.

    SARAU MANIFESTO: minha escrita, o eu feminino meu sagrado

    Dia 7 de março, às 17h

    Terreira da Tribo – Rua Santos Dumont 1186

    Ingresso solidário – sugestão de 1kg de alimento não perecível

  • Dança e yoga em curso promovido pela professora Clarissa Brittes no Vem Voar Studio

    Dança e yoga em curso promovido pela professora Clarissa Brittes no Vem Voar Studio

    A performer e yoga-arte-educadora Clarissa Brittes, o Vem Voar Studio (localizado no Centro Histórico de Porto Alegre), está com inscrições abertas para diversas atividades em 2024, incluindo um minicurso gratuito (com certificado) de Yoga Contemporâneo, que ocorre no dia 13 de março, das 18h30min às 21h. As inscrições podem ser feitas pelo telefone/Whatsapp (51) 9.8146.7899.

    Unindo diversos conteúdos que partem do amplo universo filosófico e prático milenar do yoga e atualizam a prática ao nosso tempo-espaço, Minicurso de Yoga Contemporâneo traz para a prática recortes da dança, da educação somática, da arte-educação e da acrobacia aérea e de solo com o objetivo de adaptar a prática a diferentes públicos, atendendo a diferentes necessidades.

    Clarissa Brittes_Aerial Yoga_crédito Victoria Campello/ Divulgação

    A atividade de março é uma excelente oportunidade para quem quer fazer o curso de Formação em Yoga Contemporâneo, que inicia em abril e se estende o ano inteiro. Graduada (pela Ufrgs) e pós-graduada (pela PUC-RS) em Dança, a ministrante Clarissa Brittes realizou sua pesquisa docente e artística, guiada pela prática de yoga, acrobacias e estudos somáticos. Licencianda em Teatro (Ufrgs), ela ainda é formada como professora em diversas modalidades de yoga, em acrobacia chinesa e em técnicas somáticas, além de compartilhar seu conhecimento há mais de 15 anos, ministrando aulas e formando professores no Vem Voar Studio. O local conta com instalações apropriadas em espaço amplo, confortável e silencioso.

    Clarissa Brittes_ yoga contemporâneo _crédito Bino Mallmann/ Divulgação

    “Nosso diferencial é uma visão contemporânea para a técnica do Yoga. Estudamos profundamente as práticas tradicionais e, a partir delas, abraçamos outras ferramentas”, reforça a idealizadora do espaço. “Todas as técnicas repassadas no Yoga Contemporâneo acolhem os mais diversos corpos, com suas devidas adaptações. Ainda que o aluno tenha lesões ou seja iniciante, podemos indicar o que pode ser saudável para ele”, afirma Clarissa. Enquanto performer-criadora, ela se utiliza do universo yogue para compor performances em espaço públicos, foto exposições e videoartes.

    Clarissa Brittes _ foto Artur de Leos/ Divulgação

    No decorrer dos últimos anos, Clarissa Brittes foi integrante-fundadora de coletivos como Bloco da Laje (de carnaval teatralizado) e Möebius (de dança contemporânea) e integrante de grupos de estudos como GED – Grupo Experimental de Dança de POA;  DESC – Dança, Educação Somática e Criação, Mímese Cia Dança Coisa e PPPD – Pesquisando a Prática como Pesquisa em Dança. Somado a isso, estudou Direção de Arte em Londres e BMC- Body Mind Centering, em Berlim (DE).

     

  • Dez artistas visuais gaúchas são “Presenças Marcantes” em exposição da Delphus Galeria

    Dez artistas visuais gaúchas são “Presenças Marcantes” em exposição da Delphus Galeria

    Dez artistas visuais gaúchas envolvidas com as questões do universo feminino integram a exposição “Presenças Marcantes”, que será aberta na manhã de segunda-feira (4/3) na Delphus Galeria de Arte e Molduras, na Capital, em homenagem às mulheres, cuja data internacional transcorre dia 8. Com curadoria de Denise Giacomoni, a mostra ficará aberta à visitação do público até 30 de março.

    Obra de Márcia Marostega/ Divulgação

    “O tema mulher é polêmico, instigante e até mesmo proibido ou velado no contexto da história da arte – e na maioria das vezes abordado por artistas homens. Nesta exposição, é transmitido o discurso de artistas mulheres sobre as vivências femininas: o feminino visto e configurado pelo feminino”, ressalta a curadora.

    Obra de Miriam Postal/ Divulgação
    Obra de Carmen Medeiros/ Divulgação

    Ela acrescenta que as obras “transbordam suavidade, mas ao mesmo tempo denunciam a submissão imposta e os segredos por trás de cândidas expressões”. Para Denise, a mulher tem o dom da duplicidade: “é uma fortaleza, mas também macia e acolhedora”.

    Obra de Nara Fogaça/ Divulgação

    Donas de carreiras iniciadas há anos e reconhecidas por sua produção, as artistas apresentam trabalhos com diferentes visões sobre a temática. O grupo é composto por Márcia Marostega, Miriam Postal, Márcia Rosa, Nara Fogaça, Dirce Pippi, Márcia Baroni, Rose Osório, Rejane Karam, Mirian Garcia e Carmen Medeiros. Não só Porto Alegre, mas também cidades importantes e com tradição nas artes gaúchas, como Santa Maria, Passo Fundo, Bagé e Santa Cruz do Sul, aparecem como lugares de origem das artistas da mostra.

    Obra de Rejane Karam/ Divulgação

    Nas obras, em cores e formas, elas abordam aspectos aparentes e subjetivos da vida da mulher, como o corpo, a complexidade psicológica durante a gestação, conflitos e superações, seu papel na sociedade, a relação com a natureza e o divino, a solidão e a coragem, por exemplo.

    Obra de Márcia Baroni/ Divulgação

    A Delphus, inaugurada em 1974, está completando 50 anos. A galeria detém um acervo que inclui mais de 250 artistas visuais do Brasil nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. No espaço é possível encontrar pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e reproduções (nacionais e importadas).

    Obra de Marcia Rosa/ Divulgação
    Obra de Mirian Garcia /Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Presenças Marcantes”

    Onde: Delphus Galeria de Arte e Molduras, Rua Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta

    Período: de 4 a 30 de março

    Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 18h; sábado, das 9h às 12h

    Entrada gratuita

    Obra de Dirce Pippi/ Divulgação
  • Grupo “Cuidado que mancha”  mostra “Choros, Risos e Fraldas ” para celebrar O Dia Internacional da Mulher

    Grupo “Cuidado que mancha” mostra “Choros, Risos e Fraldas ” para celebrar O Dia Internacional da Mulher

     

    Espetáculo “Choros, Risos e Fraldas – Maternidade em Dose Tripla” acontece no dia 07/03, às 19h30. Ingressos já estão disponíveis

    Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665) recebe, no dia 07 de março, às 19h30, o espetáculo “Choros, Risos e Fraldas – Maternidade em Dose Tripla”. A apresentação do grupo Cuidado que Mancha traz as histórias das atrizes Lolita Goldschmidt, Lorena Sanchez e Raquel Grabauska e suas relações com o universo da maternidade desde o seu primeiro momento.

    Através do choro e do riso, a peça aborda as incertezas, as dúvidas e as alegrias do mundo de mãe inseridas em um contexto de cumplicidade e de compartilhamento de vivências.

     Os ingressos podem ser adquiridos através da plataforma Sympla, pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/choros-risos-e-fraldas-maternidade-em-dose-tripla/2340250. Os valores variam entre R$15, para trabalhadores e empresários do comércio de bens e serviços com Credencial Sesc Válida, maiores de 60 anos, estudantes, classe artística e demais grupos contemplados pela Lei da Meia-entrada, a R$30 para o público em geral. Mais informações com a Unidade pelo telefone (51) 3284-2000 ou WhatsApp (51) 98608-5456.

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

    Espetáculo “Choros, Risos e Fraldas – Maternidade em Dose Tripla” – Sesc Alberto Bins

    Data: 07/03 (quinta-feira)

    Horário: 19h30

    Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)

    Ingressos: Podem ser adquiridos através da plataforma Sympla, pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/choros-risos-e-fraldas-maternidade-em-dose-tripla/2340250.

    Valores: R$15, para trabalhadores e empresários do comércio de bens e serviços com Credencial Sesc Válida, maiores de 60 anos, estudantes, classe artística e demais grupos contemplados pela Lei da Meia-entrada; e R$30 para o público em geral

    Duração: 55 min

    Classificação: 12 anos

    Sinopse: As atrizes Lolita Goldschmidt, Lorena Sanchez e Raquel Grabauska reúnem suas histórias em um único espetáculo que traz desde o primeiro encontro com todas as incertezas do mundo de mãe. Três atrizes, mulheres, mães rindo e chorando. Uma fala e todas entendem. A maternidade é linda e assustadora, doída e doida, cansativa e revigorante. Isso é motivo de riso. E de choro. E de chorar de rir.

    Ficha técnica

    Grupo: Cuidado que Mancha

    Elenco: Lolita Goldschmidt, Lorena Sanchez e Raquel Grabauska

    Direção e Produção: Raquel Grabauska

  • Galeria Escadaria celebra três anos de existência com a exposição “Expressões”

    Galeria Escadaria celebra três anos de existência com a exposição “Expressões”

     

    Coletiva que reúne a obra de sete fotógrafos tem abertura no dia 2 de março  no Pier da Usina do Gasômetro

    Exposição Expressões – Foto : Sergio de Paula Ramos/Divulgação

    A Galeria Escadaria apresenta a exposição fotográfica “Expressões”, projeto que homenageia os três anos da única galeria permanente a céu aberto do Brasil, localizada no pier da Usina do Gasômetro, junto à Orla do Guaíba, um dos cartões postais mais emblemáticos de Porto Alegre, visitado por milhares de pessoas  mensalmente. A exposição terá  abertura no sábado, dia 2 de março, ficando em cartaz até 30 de maio. Com curadoria e concepção gráfica do fotógrafo, designer gráfico e produtor  cultural Marcos Monteiro, pode ser conferida diariamente, ao longo de 24h.

    Exposicão Expressões; Foto: Flávia Ferme/ Divulgação

    Segundo o material de divulgação, “Os sonhos, ao se materializarem, trazem festa ao coração de seus idealizadores. E a celebração dessa festividade, quando compartilhada, a torna inesquecível. Os autores das obras apresentadas criam novas concepções, imagens subliminares através de executadas com enorme esmero e criatividade, traduzidas na forma de dípticos e trípticos. São eles: Flávia Ferme, Fernando Zago, Iara Tonidandel, Joice Kreiss, Jorge Neumann, Maria Sallet Domingues e Sérgio De Paula Ramos, comemorando e partilhando por meio de seus trabalhos, a emoção que o ato fotográfico oferece.

    Exposiçâo Expressões. Foto: Joice Keiss/ Divulgação

    Os contrastes de luz e sombra, as cores vibrantes ou suaves, as composições meticulosamente pensadas ou os instantes espontâneos, são expressões de arte em que, cada imagem é um universo em si, carregado de múltiplos significados e sentimentos. Assim, os sete fotógrafos tornam-se narradores de suas histórias, contadas por meio do conjunto de dípticos e trípticos numa linguagem visual. Em um mundo que se diz cronometrado pelo tempo, a fotografia é a arte que, ao se contrapor à ideia de que o que passou não volta, transforma momentos fugazes em memórias eternas. Através da lente da câmera, os fotógrafos revelam a beleza oculta no ordinário, eternizando instantes ímpares.

    Exposição Expressões – Foto: Jorge Neumann/ Divulgação

    Cada clique é um suspiro da alma, uma forma de expressão que transcende as palavras e fala diretamente ao coração. Nas paisagens vastas e nas faces anônimas, as fotos que compõem a coletiva revelam a humanidade em sua essência mais pura, explicitando a arte de cada um dos fotógrafos aqui presentes. Em cada imagem, uma expressão, uma história, um pedaço da alma humana nos olhos de quem a cria e de quem a contempla”.

    Expo Expressões – Maria Domingues Sallet/ Divulgação

    SERVIÇO:

    Abertura: 2 de março (sábado), a partir das 16h

    Encerramento: 30 de maio de 2024.

    Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre

    Visitação: Diária, 24h

    Contato: Com o curador, Marcos Monteiro (51-9935-0608) ou jornalista Vera Pinto (51-99104-1372)

    Entrada franca.

  • Questões sociais e humanas nas pinturas de Mario Schuster, em galeria da Finlândia

    Questões sociais e humanas nas pinturas de Mario Schuster, em galeria da Finlândia

     

    O artista visual gaúcho Mario Schuster participa da exposição “EncertArt”, na Ava Galleria Varkaus, uma das mais conceituadas galerias de arte contemporânea de Helsinque (Finlândia). Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra reúne obras de artistas latino-americanos e europeus até o dia 29 de fevereiro.

    Schuster nasceu em 1955, em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, onde passou a infância em contato com a natureza e observando o comportamento dos animais. Ainda pré-adolescente, Mário começou a frequentar as aulas de desenho e pintura do artista Nesmaro (Nestor Marques Rodrigues, 1917-1981). No entanto, seu percurso artístico não se limitou às artes visuais, pois ele também se formou em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, mesma universidade onde ingressou no Bacharelado em Artes Visuais, graduando-se em Pintura.

    Obra de Mario Shuster -Sobre solidão/ Divulgação

    Atualmente, o artista trabalha em seu estúdio Laguna Atelier & Espaço de Arte, localizado na praia do Laranjal, em Pelotas, onde promove exposições, debates sobre arte, além de oferecer residências artísticas para outros artistas em busca de inspiração.

    Consciente do mundo ao seu redor, pesquisa referências em situações cotidianas e na natureza, a partir de suas observações diárias, incorporando-as às suas criações artísticas. Seu trabalho abrange diversas mídias, incluindo pinturas, desenhos, música, videoclipes e filmes. Ele procura retratar os sentimentos humanos que caracterizam nossa sociedade contemporânea nesses tempos líquidos, como a solidão urbana, a violência urbana, a desigualdade social e o racismo.

    Com uma abordagem tão atual, sua arte conquistou visibilidade internacional. Ele já realizou uma residência artística na ArtHouse Holand, em Leiderdrop, e exibiu suas obras em diversos locais de destaque em outros países. Suas exposições incluem cidades como Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Buenos Aires, México, Barcelona, Lisboa, Amsterdam, Leiden e Helsinque.
    Obra de Mario Shuster 82 tiros_/ Divulgação

    Na exposição “EncertArt”, o artista está presente com duas obras que reafirmam seu compromisso em tratar questões sociais e humanas: 82 tiros e Sobre solidão.

    Segundo a historiadora e crítica de Artes Visuais Neiva Bohns, “os desenhos e pinturas de Mario Schuster trazem o olhar de um artista/cientista, atento observador dos fenômenos do mundo contemporâneo. Nas pinturas, suas pinceladas rápidas expressam um universo pessoal cheio de inquietudes. São 
    registros de um mundo em crise, feito de instabilidades, de riscos e de perspectivas difusas. São  autorretratos de todos nós, que coabitamos esse tempo, em que todas as certezas se evaporam e as  esperanças se manifestam sempre nos pequenos atos.”

    Ficha técnica:

    82 tiros
    Técnica  acrílica sobre tela
    Dimensões 60 X 80 cm
    Ano 2022
    Sobre solidão
    Tec. Acrílica sobre tela
    Dimensões.  160 X 200 cm
    Ano 2016

    Sobre a Ava Galleria

    Fundada em 2005, é uma das mais conceituadas galerias de arte contemporânea de Helsinki. Localizada no corredor cultural da cidade, próxima ao Helsinki Art Museum, Taidehalli e Kiasma Museum of Contemporary Art. Organiza exposições locais e em colaboração com espaços culturais de outras cidades pelo mundo, como na ONU, em Osaka, Tóquio, Berlim, Londres, Porto e Rio de Janeiro. A Ava Galleria também participa, todo ano, da International Contemporary Art Fair, no Carrossel do Louvre, em Paris.

    Exposição EncertArt

    Local: Ava Galleria Varkaus

    Visitação até 29 de fevereiro de 2024

    Dias e horários: quarta a domingo das 14h às 18h

    Curadoria: Edson Cardoso

  • Uma imersão estética e sensorial à questão racial, na arte visual de Sanagê

    Uma imersão estética e sensorial à questão racial, na arte visual de Sanagê

     

    Artista traz a aplaudida exposição “Pele e Osso” e o livro “96 Dias no Labirinto” para o Espaço Cultural Correios. Mostra tem vernissage no sábado, 24 de fevereiro, 14h.

    O artista visual Sanagê desembarca em Porto Alegre com um convite ao público para uma imersão estética e sensorial à questão racial. A exposição “Sanagê Pele e Osso” inaugura no dia 24 de fevereiro, às 14h, e fica no Espaço Cultural Correios até o dia 30 de março. Entrada franca.

    A mostra já passou por Salvador, Brasília, Blumenau, Rio de Janeiro, Recife e Niterói, mobilizando a visitação e a reflexão de mais de 30 mil pessoas.

    Como resultado de mais de quatro anos de pesquisas de materiais e de texturas, Sanagê apresenta obras em uma linguagem direta, pois cada uma das telas e o objeto escultórico se referem a alguns dos países africanos de onde saíram homens, mulheres e crianças capturados e vendidos como escravos em fazendas e minas no Brasil.

    Exercício África do Sul/ Divulgação

    Em suas criações, o artista pesquisou a espuma expandida, material muito utilizado na construção civil para assentar portais e batentes. Usado de forma bruta, cria volumes e texturas.

    Sanagê destaca que a mostra é uma busca, de forma tímida, porém consistente, para despertar alguns fatos e momentos, trazendo luz a algumas questões que possam motivar a releitura de aspectos históricos importantes sobre o racismo no nosso país e no mundo. “Foi a partir da experimentação à textura e cor de peles, ossos, fissuras e ligamentos. O material se mostrou muito interessante para pensar estruturas invisíveis de um ponto de vista externo. Os mapas são regiões de circunscrições de uma experiência”, explica.

    O artista alcança a conjunção favorável de um trabalho com pé na pintura e um desdobramento imediato em relevo e escultura. Na composição das obras, as estruturas de espuma são rasgadas, serradas, quebradas e coladas entre elas e sobre a tela.

    Obra de Sanagê -Exercício Senegal/ Divulgação

    Telas escultóricas, objeto escultórico e a própria sala são pintados de branco. Ao optar pela cor que contém e reflete todas as cores, a ideia é levar o visitante para uma experiência de espaço infinito.  O branco é a presença diáfana que simboliza uma ausência de limites. Porém, além de uma escolha estética, a cor também é política. Assim como as telas que contêm relevos e texturas que não representam os relevos ou acidentes geográficos dos países africanos, a cor também não ser refere a uma realidade. É uma provocação para a reflexão sobre passado, presente e futuro.

    96 Dias no Labirinto

    Sanagê também traz a Porto Alegre o livro “96 Dias no Labirinto”. Resultado dos dias de confinamento durante a pandemia da Covid-19, a obra apresenta 96 desenhos que nos levam a refletir sobre um momento único na vida de cada um de nós.

    Inquieto, para aplacar a ansiedade, durante a pandemia, resolveu assumir algumas tarefas de casa, principalmente a de cozinhar. Ainda se sentia ocioso quando teve a ideia de aproveitar a quarentena para criar, buscou uma saída no crochê, mas não se adaptou e, ao invés de desenhar com fios, trocou as agulhas pela caneta permanente de escrita fina, com a qual traçou seu labirinto. Nascia então o livro “96 Dias No Labirinto”, a busca de uma saída no final do túnel.

    Sanagê foi traçando linhas em uma espiral imaginária seguido de uma frase, na busca de dar algum sentindo para os dias. “O livro “96 Dias No Labirinto” é um relato pictórico de um momento imprevisto, no qual, durante o confinamento compulsório, dediquei-me a tarefas lúdicas, com o propósito de ocupação do tempo, e valorização do ócio”, afirma.

    Sobre Sanagê

    Nasceu no Rio de Janeiro. Chega a Brasília em 1972, com a mesma história de todos, em busca de qualidade de vida e oportunidades. Experimenta várias atividades, mas o pendor para as artes materializa-se na fotografia.

    Quando abandona a fotografia, resolve transformar as imagens abstratas e trazê-las para o plano tridimensional, fazendo da escultura seu ponto de partida.

    Para melhor desenvolver sua arte, busca formação acadêmica na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Tendo participado de diversas exposições individuais e coletivas, hoje contabiliza obras que fazem parte do acervo de diversos museus de arte contemporânea.

    Desde então, tem uma produção independente, orientada pela linguagem neoconcretista.

     Serviço:

    Exposição “Sanagê Pele e Osso” e livro “96 Dias no Labirinto”

    Artista: Sanagê Cardoso
    Vernissage: 24 de fevereiro (sábado), das 14h às 17h

    Visitação: 24 de fevereiro a 31 de março – terça a sábado das 10h às 17h

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)

     

  • Vera Bublitz celebra 80 anos de idade, como diva do balé gaúcho.

    Vera Bublitz celebra 80 anos de idade, como diva do balé gaúcho.

    A diva da dança Vera Bublitz está em plena atividade e comemora seus 80 anos com uma série de projetos e sonhos. O aniversário no dia 19 de fevereiro vai virar uma festa o ano inteiro para ela e para tantos nomes do ballet que passaram por sua escola e já brilharam (e ainda brilham) nos palcos do Brasil e do mundo. Na agenda, está um happy hour especial no dia 5 de março, encontros com alunos e ex-alunos e viagens internacionais para levar os novos talentos da dança para se aperfeiçoarem e disputarem torneios internacionais na Europa e nos Estados Unidos. A celebração segue até o final do ano com a apresentação do ballet de repertório Quebra-Nozes, com convidados especiais.

    Nascida em 19 de fevereiro de 1944, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, Vera Bublitz encontrou a dança muito cedo. Aos 5 anos, começou as aulas de ballet com a russa Albertina Saikowska, uma mestre da dança que seguia a metodologia da lendária professora russa Agripina Vaganova. Aliás, foi essa metodologia que inspirou Vera e a filha Carlla a criarem seu próprio método de ensino, que estimula o desenvolvimento da dança desde a infância, acompanhando o desenvolvimento e a evolução do aprendizado das crianças.

    O bailarino Fernando Bujones e Vera Bublitz Acervo BVB/ Divulgação

    Vera estudou dança até os 16 anos, quando se casou com o ortodontista gaúcho Carlos Bublitz. Foram então morar em Ibirubá, no interior do Rio Grande do Sul. Em 1966, Vera fundou sua primeira escola de ballet na cidade de Cruz Alta, mas em sua rotina sempre ativa também estavam aulas de dança em Ibirubá, onde os sogros viviam, em Panambi e em Ijuí.

    Vieram os filhos Nicholas Bublitz e Carlla Bublitz e o amor pela cultura e pela dança foi transmitido para seus descendentes. Nicholas está há mais de 35 anos à frente da Galeria Bublitz, em Porto Alegre, e Carlla seguiu os passos da mãe, desde bebê, quando também participava das aulas de ballet, e hoje é uma das diretoras do Ballet Vera Bubliz e responsável pelo FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre. O neto Patrick Bublitz, filho de Carlla, também acompanhou os passos artísticos da família, e hoje além de professor de dança, é ator e um dos diretores da BAM – Bublitz Academia de Musicais. “A família é meu alicerce. Tanto a da casa dos meus pais, quanto a da família que criei. Adoro minha família”, ressalta Vera Bublitz.

    Carlla Bublitz, Valery Collin e Vera Bublitz – Acervo BVB/ Divulgação

    Ícones da dança

    Vera sempre teve o sonho de trazer grandes nomes da dança para acompanhar seus alunos em apresentações no Brasil. E o primeiro deles foi Fernando Bujones, norte-americano, filho de cubanos, um dos grandes solistas do ballet mundial, que acompanhou as bailarinas do Ballet Vera Bublitz em 1990 no Brasil, em apresentações de ballets de repertório como Romeu e Julieta e Paquita.

    Como o nome de Bujones no currículo, Vera Bublitz capitaneou outros ícones da dança para se apresentarem ao lado de seus alunos no Brasil. Em 1995, foi a vez do norte-americano Peter Boal, na época primeiro bailarino do New York City Ballet, subir ao palco no papel de Apollo com as bailarinas do Ballet Vera Bublitz. Depois, vieram ainda nomes como Johan Renvall, do American Ballet; Albert Evans, do New York City Ballet; Nikolaj Hübbe, do Royal Danish Ballet; Brian Nolan, professor e bailarino da Australian Ballet Company; e Valery Collin, solista da Ópera Nacional de Paris, entre outros.

    Vera Bublitz e Peter Boal, primeiro bailarino do New York City Ballet – Acervo BVB/ Divulgação

    Bailarinas de destaque internacional também se apresentaram ao lado do Ballet Vera Bublitz, entre elas, a gaúcha Nora Esteves, que foi a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com passagens por companhias francesas de dança; Ana Botafogo, uma das mais reverenciadas bailarinas brasileiras de todos os tempos, e, mais recentemente, a solista do Royal Ballet, Isabela Gasparini, que foi a protagonista no espetáculo Don Quixote, apresentado nos 25 anos do Teatro do Sesi, em 2022.

    Vitrine mundial

    Se o Ballet Vera Bublitz recebeu grandes nomes internacionais da dança ao longo de sua trajetória, também projetou seus talentos para o mundo – e segue fazendo isso. A pioneira foi Carla Körbes. Foi ela que, aos 14 anos, contracenou com Peter Boal, em uma apresentação como Apollo no Brasil. Depois disso, o próprio Peter recomendou que ela fosse para Nova York se aperfeiçoar na dança. Carla, então, tornou-se aprendiz no New York City Ballet em 1999. Foi ainda primeira bailarina no Pacific Northwest Ballet, depois se tornou a diretora artística associada do LA Dance Project. E agora é  professora associada na faculdade de ballet da Escola de Música Jacobs, da Universidade de Indiana.

    Alçar talentos da dança do Brasil para o mundo é uma das principais vocações da escola criada por Vera Bublitz em 1966. Além de Carla Körbes, passaram pelo ballet e pelos ensinamentos de Vera e Carlla Bublitz, bailarinos como Norton Fantinel, que atualmente é diretor artístico do Arles Youth Ballet Company, na França; Marta Bayona, do Ballet Nacional Sodre, no Uruguai; e Rejane Duarte, bailarina e professora do Dance Theater of Harlem, no Estados Unidos.

    A missão de levar as revelações brasileiras da dança para o exterior continua. No dia 16 de março, Vera Bublitz embarca para Portugal com a bailarina gaúcha Antonella Febernati Algeri, de apenas 9 anos.  Talento precoce, Antonella já conquistou o segundo lugar em sua categoria em um festival na Itália e segue para um festival em Faro, e para uma imersão em dança em Leiria, também em Portugal.

    Nikolaj Hübbe e Vera Bublitz~Acervo BVB/ Divulgação

    A seguir, o próximo roteiro internacional de Vera Bublitz será em abril, na Flórida, nos Estados Unidos, onde Vera vai acompanhar um grupo de bailarinas na disputa do World Ballet Competition. Entre elas, Alicia Prietsch Dresch, que, em 2023, conquistou o primeiro lugar como solista e levou medalha de ouro na competição. “A cada conquista nos enchemos de orgulho por ver esses jovens talentos da dança levando o nome do Ballet Vera Bublitz para os principais palcos do mundo”, admite a incansável diretora.

    * Com Assessoria de Comunicação

     

  • Exposição “Quando os sonhos florescem” reúne artistas que moram no Brasil e radicados na Europa

    Exposição “Quando os sonhos florescem” reúne artistas que moram no Brasil e radicados na Europa

    Coletiva será aberta terça-feira (20/02) no Memorial Luiz Carlos Prestes, na Capital

     Entre a terça-feira (20/02) e 10 de março, as paredes curvas do Memorial Luiz Carlos Prestes – único projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer em Porto Alegre – abrigam as obras da exposição “Quando os sonhos florescem”, cuja visitação é gratuita.

    A mostra tem caráter internacional pela participação de três artistas visuais residentes na Europa: a artista convidada, Vilma Machado, paulista que vive e trabalha na Holanda; Deni Corsino, gaúcha que mora em Milão (Itália); e a milanesa Alice Arcando.

    Obra de Inês Pagnoncelli/ Divulgação

    Nomes locais como Bina Monteiro, Marcos Strey, Graça Craidy, Neca Lahm, Inez Pagnoncelli, Graça Tirelli e Fabian Gloeden compõem o grupo de 25 artistas da coletiva, que tem curadoria de Clauveci Muruci e Gabriely Santos.

    As obras, na sua maioria, são pinturas de pequeno e grande formato, mas também há fotografias e escultura, além do vídeo-arte “Ecos de sonhos entrelaçados”, da artista convidada, que será exibido na abertura, às 20h de terça-feira.

    Sede do Memorial Luiz Carlos Prestes/ Divulgação

    De Haia, cidade holandesa, Vilma disse que a exposição quer “celebrar o mundo das aspirações e mostrar o poder dos sonhos materializado em ações”. Ela lembrou que o próprio memorial foi um sonho dos idealizadores da construção e de Niemeyer.

    Obra de Marcos Strey/ Divulgação

    Entre os trabalhos expostos, há uma fotografia, de 165 x 110 cm, de um homem vestido de terno submerso em uma piscina. “Fotografei de cima de uma plataforma e com um grande esquema de iluminação. Utilizei uma Canon 5Ds de 50.6 megapixel. Lente Canon 24-70”, conta o autor, Fabian Gloeden.

    Graça Craidy exibe cinco retratos do patrono do memorial, o porto-alegrense Luiz Carlos Prestes (1898/1990), o “Cavaleiro da Esperança”, produzidos com guache. Inez Pagnoncelli mostra um díptico, no qual a figura de Fernando Pessoa é dividida para simbolizar o consciente e o inconsciente do poeta português. Outro exemplo de trabalho é “Banana”, acrílica sobre tela, de Marcos Strey.

    Os curadores conceberam uma expografia em que o suporte das obras, com 24 metros de linhas retas e pretas, contrasta com as imensas curvas vermelhas e brancas do projeto arquitetônico de Niemayer para o local. “Essa abordagem permitirá maior fruição entre obras e público”, acreditam os curadores Murici e Gabriely.

    Obra de Fabian Gloeden – Submerso – Fotografia

    Artistas participantes:

     Vilma Machado (convidada), Alice Arcando, Almir Reis, Becca Wiskov, Bina Monteiro, Dalva Lucchesi, Deni Corsino, Divo Froemming, Emanuele de Quadros, Fabian Gloeden, Graça Craidy, Graça Tirelli, Gustavo Burkhart, Inez Pagnoncelli, Ivam Martins, Jota Junior, Marcos Strey, Marisol Silva, Melina Cohen Rubin, Milton Caselani, Neca Lahm, Pedro Santos, Rafael Vieira, Silvia Pozza, Ubirajara Sanches.

     SERVIÇO

    Exposição “Quando os sonhos florescem”

     Abertura: 20 de fevereiro, às 20h

     Local: Memorial Luiz Carlos Prestes, Av. Divaldo Pereira Paiva, 1527, bairro Praia de Belas

     Visitação: até 10 de março, de segunda a sexta, das 15h às 19h

     Entrada gratuita

     

    Promoção: Jornal de Artes; apoio cultural, Memorial Luiz Carlos Prestes

    Fotos das obras: divulgação do respectivo artista

    Foto do Memorial: Carlos Souza