Autor: da Redação

  • A arte visual feminista gaúcha em exposição no Rio de Janeiro

    A arte visual feminista gaúcha em exposição no Rio de Janeiro

     

    Pesquisadora da temática, curadora Ana Zavadil reúne 41 autoras e 127 obras em mostra no Centro Cultural Correios

    A curadora Ana Zavadil/ Divulgação

    A exposição coletiva Ausências na História – A Voz de Artistas Mulheres do Rio Grande do Sul, com 127 obras de 41 criadoras gaúchas, será aberta na quinta-feira (23/11), às 16h, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Zavadil, a mostra, de caráter feminista, permanecerá em cartaz até 20 de janeiro de 2024. A entrada é gratuita.

    Obra de Tati Garcia/ Divulgação

    Focada na temática feminista desde 2014, a curadora prioriza obras que possam suscitar questões capazes de ampliar pesquisas referentes à inclusão de outros pontos de vista na historiografia da arte na história atual. Ao mesmo tempo, busca a visibilidade e o reconhecimento para as artistas mulheres do RS. A exposição Ausências na História, diz ela, é mais um avanço na expansão da pesquisa em relação às mulheres artistas do estado no contexto do país.

    Obra de Lisi Wendel/ Divulgação

    Graças à grande aceitação do público, sua exposição anterior nessa mesma linha, Fora das Sombras, montada pela curadora em agosto de 2022, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, ficou oito meses em cartaz, até março deste ano.

    obra de .Helena D’Ávila/ Divulgação

    Ana foi curadora-chefe do Museu de Arte do RS (MARGS), no período 2013/2014; curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea (MACRS) em 2015/2018 e curadora-assistente da Bienal do Mercosul, em 2015. Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é historiadora da Arte e professora e atua como curadora independente.

    Obra de Milene_Gensas/ Divulgação

    De acordo com ela, “a arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, atravessar de uma vez por todas o denso muro que separa ignorância e valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade indiscutível da obra de mulheres e o seu lugar na sociedade como um todo, em que ela deve andar pari e passu com o homem e não mais à sua sombra”.

    Obra de Ana Flores/ Divulgação

    Participam da exposição no Centro Cultural Correios as seguintes artistas:

    Obra de Vera Carlotto/Divulgação

    Alexandra Eckert, Ana Norogrando, Ana Flores, Ananda Kuhn, Andréa Brächer, Beatriz Dagnese, Bina Monteiro, Clara Figueira, Clara Koppe, Claudia Sperb, Cristie Boff, Esther Bianco, Fernanda Martins Costa, Giovana Hemb, Helena D’Ávila, Heloísa Biasuz, Isabel Marroni, Ita Stockinger, Jussara Moreira, Karina Koslowski, Kika Costa, Laura Ribero, Lisi Wendel, Lu Gaudenzi, Lucy Copstein, Mara Galvani, Marina Ramos, Mary Marodin, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Paola Mesquita, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Simone Barros, Sílvia Brum, Susan Mendes, Susie Prunes, Tati Garcia, Vera Carlotto e Vera Reichert.

    .Obra de Lucy Copstein/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição Ausências na História – A Voz de Artistas Mulheres do Rio Grande do Sul

     Local: Centro Cultural Correios, Rua Visconde de ItaboraÍ, 20 – Centro Histórico do Rio de Janeiro/RJ

    Abertura: 23/11 (quinta-feira), às 16h

    Visitação: 24 de novembro de 2023 a 20 de janeiro de 2024

    Horário: terça a sábado, das 12 às 19h

    Entrada: gratuita

    Classificação: livre

  • Coletivo Preserva Redenção faz projeção de imagens no Monumento do Expedicionário

    Coletivo Preserva Redenção faz projeção de imagens no Monumento do Expedicionário

     

    No próximo sábado, dia 25 de novembro, o *Coletivo Preserva Redenção* vai realizar uma projeção no Monumento ao Expedicionário que irá apresentar recortes da sua trajetória, desde a sua fundação em 9 de outubro de 2022. Afinal, já são mais de *400 dias de resistência* na luta pela defesa de uma Redenção livre, democrática, de acesso irrestrito.
    A população da cidade, principalmente os frequentadores do parque estão convidados a participarem da programação que se inicia com um piquenique, às 18h, e a projeção de imagens às 19h.
    A organização do evento solicita que tragam cadeiras, comes e bebes! E convida: Venham celebrar conosco! *A Redenção NÃO tem preço!!! NÃO à concessão!*
  • Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Programação prevê palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e espetáculo musical no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, na véspera do aniversário do escritor fronteiriço 

    No dia 21 de novembro será realizada no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, um evento cultural em homenagem a Aldyr Garcia  Schlee (1934-2018), na véspera de seu aniversário. Aberto ao público, o encontro literário e musical será gratuito.
    Alfredo Aquino junto ao muro na rua “Uma Terra Só” no campus Jaguarão da Unipampa. Foto: Edições Ardotempo/ Divulgação
    Idealizada pelo artista plástico, escritor e editor de Edições Ardotempo Alfredo Aquino, a programação dedicada à memória do escritor de Linguagem de Fronteira oferece palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e show com uma releitura de seus contos em forma de canções (tangos, boleros e milongas). Participam das atividades Paula Mascarenhas, Antonio Hohlfeldt, Paulo Rosa, Luiz Carlos Vaz, Martim César, Cátia Goulart, Maurício Barcellos e Paulo Timm.
    Alfredo Aquino. Foto: Gilberto Perin/ Divulgação
    “Autor de vários livros e textos (inclusive um espantoso e extenso Dicionário de Linguagem Pampeana),  Aldyr afirmava que seu universo literário era geograficamente limitado, estendendo-se da região de Pelotas, talvez entre Piratini e São Lourenço do Sul até, no máximo, Trinta y Tres, Melo e Tacuarembó, tendo como palco central das ações humanas, a luminosa Capital Literária constituída pelas cidades irmãs de Jaguarão / Río Branco, umbilicalmente ligadas pela majestosa Ponte Mauá, sobre o rio da fronteira, o Jaguarão. Os livros de Schlee, lidos e relidos nos trazem de volta a grandeza de sua literatura original.”
    Martins César. Foto: Elis Vasconcellos/ Divulgação
    Luiz Vaz; Foto: Marcelo Soares/ Divulgação
    Evento cultural dedicado ao escritor de linguagem de fronteira ALDYR GARCIA SCHLEE
    Dia 21 de Novembro no Instituto João Simões Lopes Neto (Rua Dom Pedro II, 810 – Centro), em Pelotas

    19h – Mesa de palestrantes sobre os temas Literatura de Fronteira / Livros de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Paula Mascarenhas – Doutora em Letras

    Antonio Hohlfeldt – Diretor do Theatro São Pedro – Porto Alegre/RS

    Paulo Rosa  – Escritor e Cronista do Diário Popular de Pelotas

    Luiz Carlos Vaz  – Escritor , Jornalista e Fotógrafo

    Martim César – Escritor, Músico Compositor

    Cátia Goulart – Professora da FURG – Especialista e Tradutora em Linguagem de Fronteira

    Cátia Goulart; Foto: Acervo pessoal/ Divulgação
    Paulo Rosa._Foto Luiz Vaz/ Divulgação

    Lançamento e autógrafos:

    NOTÍCIAS DO SCHLEE (Edições Ardotempo, crônicas, fotos e lembranças,128 páginas, R$55), de Luiz Carlos Vaz
    MEMÓRIAS DE UM MAU TEMPO (Edições Ardotempo, crônicas, 144 páginas, R$45), de Luiz Carlos Vaz
    Capa do Livro “Notícias de Schlee”/ Divulgação
    Ivo, o Imperador dos Prazeres (Edições Ardotempo, romance, 176 páginas, R$50) – de José Gabriel Ceballos, com tradução de Cátia Goulart e Geisela San Martins
    Capa do livro “Ivo o Imperador dos Prazeres”/ Divulgação
    SCHLEE E CERVANTES – Duas Fronteiras do Mundo (Edições Ardotempo, 128 páginas, R$60), de Martim César. Livro com textos e poemas + CD encartado com contos-canções

    Show Musical: Homenagem a ALDYR GARCIA SCHLEE 

    No repertório, Canções inspiradas nos Contos de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Poemas de Martim César e músicas de Maurício Barcellos. Participação especial de Paulo Timm
    ALDYR GARCIA SCHLEE

    Nascido em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, a 22 de novembro de 1934, sobre a fronteira com o Uruguai, Aldyr Garcia Schlee foi escritor fronteiriço e tradutor bilíngue, que escreveu e publicou sua obra tanto em português como em espanhol. Com larga carreira no jornalismo, nas artes gráficas e no magistério superior do Brasil, foi desenhista profissional (vencedor, em 1953, de concurso nacional para a escolha do uniforme da Seleção Brasileira de Futebol), jornalista (ganhador do Prêmio Esso de Reportagem, em 1962) e Doutor em Ciências Humanas, que atuou por mais de 30 anos em várias áreas de seu conhecimento na Universidade Federal de Pelotas (onde chegou a Pró-Reitor de Extensão e Cultura) e na Universidade Católica de Pelotas (onde fundou o Curso de Jornalismo), concluindo sua carreira universitária como professor-visitante do Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre.

  • É o Schaan, agora em romance ecológico

    É o Schaan, agora em romance ecológico

    Geraldo Hasse

    Eis um livro surpreendente. Começa com a capa – tomada pela cabeça negra de uma jaguaruna (cujo desenho não tem autor identificado nos créditos) –, segue com a orelha assinada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil afirmando tratar-se, este romance, de uma obra-prima da
    literatura regional e, logo depois, vem o preâmbulo do
    jornalista-historiador Juremir Machado da Silva dizendo que o leitor encontra neste livro “um rio caudaloso, selva de imagens, (…), enchente de metáforas”.
    O que dizer mais?

    Felizmente, logo no início, o autor Roberto Schaan Ferreira (que não é um estreante, em 2011 ganhou o Açorianos de Narrativa Longa com o romance Por que os Ponchos são Negros) dá uma pista do caminho que vai trilhar. Caminho áspero, selvagem, violento, no qual a divindade se faz representar por um felino invisível. Na primeira de suas 270 páginas, Schaan faz referência ao espaço vasto e o tempo moroso. É seu modo denso de falar do pampa profundo, onde se cria gado sem cercas, graças a seres humanos que se movimentam no lombo de cavalos. Os fabulosos centauros da mitologia gaúcha…
    Como um esgrimista incansável, o ficcionista opera em alta voltagem. A tensão aparece logo na primeira frase do romance: “De repente o cavalo voltou a cabeça para a esquerda, orelhas tesas em direção ao mato”. Em outras palavras, seria o caso de dizer que alguma coisa acontece atrás das árvores, mas somente algumas páginas adiante o narrador voltará a esse episódio-chave. “Isso é onça”, diria um compositor caipira. Já temos leitura suficiente para concluir que o cavalo estava pressentindo o jaguar, ou a jaguaruna, que sempre andará por perto, mas sem mostrar.
    A narrativa é exuberante na descrição de detalhes da paisagem e dos procedimentos no trato com os animais, especialmente os cavalos. A gadaria pasta e os humanos se alimentam de carne bovina. Qualquer semelhança com a gastronomia gauchesca não será mera coincidência. Foi mais ou menos aqui que tudo começou.
    O cenário tem nome: Rincão do Inferno, nas cabeceiras do rio Camaquã.
    No romance não é citada nenhuma cidade, mas quem nasceu na metade sul do Rio Grande acaba percebendo que esse território fantástico fica entre Lavras do Sul, Jaguarão, Pinheiro Machado, Bagé e Piratini, a vila histórica escolhida pelo coronel Souza Netto para proclamar a república, à revelia dos companheiros entreverados em outros locais.
    O autor Roberto Schaan Ferreira nasceu em Passo Fundo mas na juventude campereou à larga no Rincão do Inferno, onde já havia ambientado seu primeiro romance (Por Que os Ponchos são Negros). Agora ele vai mais
    fundo e não parece fora de propósito dizer que Deus Estava Longe, a segunda narrativa longa, é um resgate sentimental de uma paisagem única, quase desconhecida da maioria dos sul-rio-grandenses.
    Leitura fácil como andar em cavalo manso. Por conhecer o terreno, Schaan viaja voluptuosamente para o passado. As terras e os animais têm donos, mas estes não aparecem, mal são nomeados em parágrafos passageiros. À medida que a leitura flui, vai ficando claro que os protagonistas dessa história são os trabalhadores que lutam para sobreviver nesse meio áspero, quase deserto: são capatazes, peões, posteiros, domadores, negros escravos, quilombolas e uma surpreendente índia charrua, que vive e procria com o fugitivo (negro) de uma estância. Nesse lugar não há soldados mas, de vez em quando, aparecem
    grupos de caçadores empenhados em aprisionar negros que fugiram de seus donos e se organizaram em quilombo. Sim, no Rincão do Inferno há pelo menos um quilombo cujos pioneiros, depois de um ano, decidem sair em busca de mulheres, sem as quais a vida transcorria sem graça. Não foi difícil raptar ou propiciar a fuga de algumas escravas sedentas de liberdade.
    O ano das ações iniciais é 1831, mas logo se vê que as datas não importam muito. De repente, os acontecimentos podem estar dentro do chamado período farroupilha, que começou em 1835 e continua até hoje, em eventos oficiais e programas de CTG. Mas para o final do livro, já se fala nos soldados imperiais comandados por um certo Barão até que se ouvem, mal e mal,  os ecos do massacre de Porongos.
    Mesmo com poucos e esquivos personagens, este livro apresenta maior riqueza de detalhes sobre o pampa do que o decantado Don Segundo Sombra, romance do argentino Ricardo Güiraldes sobre a vida campeira
    lançado em 1924 em Buenos Aires. Bueno que apareça no Rio Grande de hoje um escritor capaz de produzir relatos carregados de sentimento telúrico.
    Aos falar da potência das plantas, da força das águas e do poder dos ventos, além de outras minúcias da vida no campo, Schaan produziu um romance ecológico que nos remete a um das maiores obras da literatura brasileira. Quem se lembra do rio Urucuia citado intermitentemente no maior livro de Guimarães Rosa? É um rio pequeno consagrado por personagens que só andam a cavalo nas veredas dos sertões de Minas Gerais. Respeitemos o Camaquã, cujas águas nascidas numa serrania
    inóspita descem ao encontro da Grande Laguna, como Schaan chama a Lagoa dos Patos. É um rio pequeno, de uns 250 km, que ganhou uma nova dimensão graças a essa copiosa narrativa.
    Roberto Schaan Ferreira autografa Deus Estava Longe na praça de autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, às 18h de terça-feira (14/11), o mesmo dia do massacre dos lanceiros negros no Cerro dos Porongos, em 1844.

  • Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

    Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

     O Instituto Zoravia Bettiol montou uma programação especial, com diferentes manifestações artísticas e culturais, para receber o público neste sábado (11/11), das 16h às 20h, na galeria da artista e no jardim que a ornamenta, na Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre.

    Prestes a completar 88 anos de idade e esbanjando energia criativa e determinação, Zoravia diz que o evento acontecerá “faça chuva ou faça sol”. A entrada é franca.

    A ocasião servirá também para dar visibilidade às atividades do instituto, congraçar os associados e captar novos sócios. Já dispondo da aprovação do projeto arquitetônico, a instituição agora busca recursos para viabilizar a revitalização de sua futura sede, a Casa dos Leões, na Rua dos Andradas, 507, cedida pela prefeitura e que abrigará o acervo de pinturas, gravuras, desenhos, arte têxtil, arte mural e instalações de Zoravia. Durante o evento, que a artista prefere classificar como “encontro com amigos”, ela estará à disposição para conversar e responder perguntas sobre o instituto.

    Coral da Procergs/Divulgação

    MÚLTIPLAS ATIVIDADES

    Quem usufruir da programação deste sábado poderá não só ver (e ouvir) arte como também fazer atividades artísticas. A presença do coletivo Urban Sketchers será um convite a todos que gostam de desenhar com liberdade da técnica e de acordo com a subjetividade de cada um. É só levar o material de sua preferência e se integrar ao grupo.

    Professora de Artes Elaine Veit / Divulgação

    Uma oficina de caleidociclo, um tipo de dobradura em papel, será ministrada pela professora Elaine Veit, artista visual graduada e licenciada pelo IA/UFRGS, especialista em Expressão Gráfica e em Educação Humanizadora, com 30 anos de experiência em sala de aula. A oficina Tetraedos em Movimento acontecerá das 16h30 às 17h20, com vagas para 10 jovens e adultos. As inscrições devem ser feitas até as 16h15. O material necessário é tesoura, canetas coloridas, cola bastão ou cola branca.

    A atriz Deborah Finocchiaro/ Divulgação

    As conhecidas atrizes da cena porto-alegrense Deborah Finocchiaro e Nora Prado declamarão poesias dos livros A Espessura da Vida, Alma das Flores e Afetos Flutuantes, de autoria de Nora, que falam sobre amor, tempo, memória, guerra e a finitude da vida. Haverá ainda apresentação do coral da Procergs, regido pelo maestro Manuel Abreu

    A atriz Nora Prado/ divulgação

    Na galeria, está aberta à visitação, até 30 de novembro, a mostra Ícones, Pinturas e Acervo de Artistas Brasileiros e Estrangeiros, de Zoravia.

    Outras atrações são os painéis interativos para fotos com Alice e a Rainha de Copas – obras de Zoravia -, banquinhas de venda de delícias e bebidas, loja de suvenires com produtos artísticos e livros do instituto.

    Em frente à galeria, há uma pracinha com parque de brinquedos para crianças, lugar tranquilo, seguro, com pouco trânsito e bastante espaço para estacionar sem custo.

    SERVIÇO

    O quê: Encontro no jardim – atividades culturais e artísticas

    Quando: sábado (11/11), das 16h às 20h

    Local: Galeria e Atelier da artista Zoravia Bettiol

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre

    Entrada franca

    Fone: (51) 3354-2456

  • Mostra “(In)visível” reúne fotografias e histórias de pessoas portadoras de Hipertensão Pulmonar

    Mostra “(In)visível” reúne fotografias e histórias de pessoas portadoras de Hipertensão Pulmonar

    Durante todo o mês de novembro, Novo Hamburgo (RS) receberá a exposição fotográfica (In)visível, que reúne fotografias e histórias de 24 pessoas que vivem com Hipertensão Pulmonar (HP). Todas as imagens expostas buscam retratar com sensibilidade a rotina de quem convive com a doença e chamar a atenção para a luta dos pacientes e cuidadores em busca de tratamento e cuidados contínuos da hipertensão pulmonar que, em muitos casos, parece invisível aos olhos da sociedade.

    Os fotógrafos responsáveis pelas imagens da campanha são: Cristina Negreiros, que clicou os pacientes de São Paulo (SP), e Renato Moura e Marina Carrilho, que clicaram os pacientes de Recife (PE). O local da exposição é a Feevale Campus 2 (área coberta) e a entrada é gratuita. A organização é feita pelo grupo de apoio da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) no Rio Grande do Sul.

    As telas ficarão expostas entre os dias 06 e 30 de novembro, mês que é dedicado à conscientização da HP, uma doença rara, crônica, incurável e progressiva, ou seja, o quadro pode piorar sem tratamento. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas vivem com HP no Brasil atualmente. “A exposição é muito importante para mostrar histórias de vida de pessoas que têm a doença. No mês de conscientização, além de difundir informações sobre a doença, vamos dar voz às pessoas que vivem com a HP, para que elas mostrem e contem sobre seus medos, desafios e sonhos”, destaca Flávia Lima, presidente da ABRAF.

    Voluntariado e conscientização 

    Para a realização da mostra ser possível, a ajuda de alguns voluntários é imprescindível. Entre essas pessoas, está a professora Gillaine Goulart, moradora de Sapucaia do Sul (RS). Ela descobriu a HP em 2022, após ter sintomas agravantes e recorrentes. “Comecei com muita fadiga, canseira e sem resistência física para fazer caminhada, andar de bicicleta ou subir escadas. Por volta de setembro de 2021, os sintomas se agravaram e eu não conseguia me deslocar até o quarto, porque tinha que deitar ou iria desmaiar. A princípio, pensei ser estresse e que iria passar. Após trocar a medicação psicológica e não fazer efeito, em 5 de janeiro de 2022, desmaiei em casa e fui levada ao hospital. Realizei exames por mais de um mês, até fazer um cateterismo cardíaco direito e receber o diagnóstico de HP”, conta.

    Após o choque inicial, Gillaine foi encaminhada para um pneumologista e, na sequência, para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS), um centro de referência para tratamento da doença no SUS. “Cheguei lá em uma cadeira de rodas e sem conseguir falar direito. Os médicos me convidaram para participar de uma pesquisa clínica de um medicamento,  e após o envio dos documentos já comecei a ser medicada. Quando tive o diagnóstico, o chão abriu e a depressão tomou conta, porque perdemos a resistência e a força física. Nos sentimos inúteis, e as pessoas pensam que estamos fingindo. Voltamos a ser criança, aprender a viver novamente, fazer tudo diferente, inclusive construir uma nova vida a partir da HP”. Atualmente, ela trata a doença e atua na conscientização e divulgação de informações sobre o tema.

    Outra paciente de HP e voluntária da Abraf em Porto Alegre é a doceira Taline de Oliveira, que descobriu a doença após diversos exames. “Eu estava com minha rotina normal, indo ao trabalho e cuidando da casa e dos filhos, quando comecei a perceber que, ao ir rápido no banheiro à noite, meu coração disparava. O primeiro exame que fiz foi o eletrocardiograma, que já apresentou alterações. Fui encaminhada para outra clínica e fiz diversos exames, até me informarem que eu tinha um sopro no coração e precisaria operar. Fiquei duas semanas internada e realizando outros exames. Estava com a cirurgia marcada, mas na manhã do procedimento, ele foi cancelado após uma conversa entre a equipe médica”, explica.

    A partir de então, sem diagnóstico conclusivo e com a cirurgia desmarcada, o medo tomou conta de Taline. Após sair do hospital, algumas outras doenças foram citadas por médicos, como a ansiedade. Mais uma bateria de exames foi realizada e ela foi encaminhada para o ambulatório de hipertensão pulmonar da Santa Casa. “Atualmente, faço o tratamento com as medicações corretas, que me ajudam muito, junto à reabilitação pulmonar, que tem me dado melhor qualidade de vida”.

    “Tenho um lema: informações salvam vidas. Quando descobri a doença, fiquei muito perdida e sem rumo, ninguém conhecia ou tinha uma palavra de ânimo para dar, todos ficavam apavorados e eu ficava com medo cada vez que, na consulta, o médico me explicava o que eu tinha. Com o passar do tempo, fui entendendo que quanto mais eu aprender sobre a minha doença, mais posso me ajudar e recorrer a outros fatores para me dar qualidade de vida”, explica Taline.

    Serviço 

    Exposição fotográfica (In)visíveis

    Data: De 06/11 à 30/11
    Horário: Das 09h às 20h
    Local: Feevale Campus 2 – área coberta. Rua Arlindo Pasqualini nº 103 – Vila Nova – Novo Hamburgo (RS)

    Entrada: Gratuita

    Sobre a ABRAF

    A Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) é uma organização sem fins lucrativos que busca apoiar a comunidade afetada por Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas, por meio de conscientização, apoio e promoção de políticas públicas. Fundada em 2006, a ABRAF fortalece a voz dos pacientes e profissionais de saúde para enfrentar os desafios dessas condições de forma colaborativa e eficaz. Saiba mais em https://abraf.ong/

  • Daniel Acosta fala sobre o processo criativo da exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”

    Daniel Acosta fala sobre o processo criativo da exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”

     

    A Ocre Galeria promove no próximo dia 18 de novembro, sábado, às 10h30min, mais uma edição do projeto Conversa com o Artista, desta vez destacando a exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”, de Daniel Acosta, atualmente em cartaz no espaço expositivo. A mediação será da pesquisadora e crítica de arte Gabriela Motta.

    Daniel Acosta vem tensionando os limites entre arte, arquitetura e design, e, ao mesmo tempo, redefinindo estes conceitos na arte contemporânea. Nesta exposição, o artista apresenta obras de diversos períodos de sua trajetória, ao mesmo tempo em que exibe trabalhos criados especialmente para o espaço expositivo localizado na Rua Demétrio Ribeiro, 535, Centro Histórico de Porto Alegre-RS. Esta é a segunda individual do artista em Porto Alegre. A primeira foi “Transfigurações”, em 1999, que ocupou a Sala de Exposições do Instituto de Artes da Ufrgs.

    Em “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”, Daniel Acosta reúne obras de 2008, 2010, 2018, 2021, 2022 e 2023, o que confere à mostra certo tom de retrospectiva. Têm trabalhos clássicos de sua produção, como a “A Casa de Adão e Eva no Paraíso”, de 2010 e “Estimado Selvagem (leão)”, de 2008, ambas em fórmica, compensado em mdf, e tem a escultura de solo de 2018, “Permeável Jealousy”, em fórmica e compensado; todos os demais foram produzidos nos últimos três anos. Acosta classificou as obras por sua condição espacial, ou seja, a posição que ocupam em relação ao espaço expositivo e ao olhar de quem as observa.  Assim, chegou às quatro condições que, são, exatamente, as que dão título à exposição.

    Os “embutidos” são as peças em fórmica cortadas a laser e encaixados, a exemplo da já citada “Estimado Selvagem (leão)”, de 2008, e da “Paisagem de Evasão”, em fórmica, compensado e mdf, de 2021. Acosta destaca que nesta série o mais importante é a construção da imagem, a qual remete à ideia de marchetaria. É embutido porque está justo, encaixado, que é como as lâminas de fórmica são coladas, recortadas e encaixadas. Os “permeáveis” são elementos vazados, peças que permitem “ver através”. A permeabilidade é uma condição que interessa ao artista enquanto elemento de discussão por ligá-lo à arquitetura e por suas múltiplas possibilidades de leitura. Como exemplo, destaca-se a já citada “Permeável Jealousy”. Quanto aos “topológicos”, estes estão relacionados à noção de topografia, sugerindo uma relação com o espaço e com o expectador. Esta série está representada pela obra “Topocampo”, peça em fórmica e compensado, de 2021.

    Por fim, os “rotores”, incluem obras que sugerem movimento e interação, propondo um diálogo com o espectador. Na parede da Ocre o visitante poderá interagir com uma peça de madeira maciça, que gira sobre o próprio eixo, apoiada em outros dois elementos fixados na parede. Há, também, estruturas de formas elipsoldais, em cimento, que apesar de não girarem sobre o próprio eixo, possuem, em sua constituição, um gabarito feito de madeira, que gira sobre o seu próprio eixo, sobre o qual é produzida a peça em cimento.

    Experiências semelhantes a esses rotores já foram compartilhadas com o público em dois trabalhos anteriores, o Riorotor, de 2008, uma instalação interativa (220x500cm) feita em alumínio, tecido impresso com padrão de madeira plástico, acrílico, lâmpada fluorescente e motor, exposta no Itaú Cultural da Avenida Paulista, e o Rotorama (40x1500m), grande instalação em mdf, compensado, pinus, laminado cumarú, ferro, motor e adesivo recordado, que ocupou a Pinacoteca de São Paulo, em 2018, na qual Acosta elevou o piso do Octógano (o espaço central do edifício da Pinacoteca), criando um ambiente de interação e lucicidade.

     

    Ao longo de mais de 30 anos de produção e inúmeras distinções, Daniel Acosta tem trabalhado com escultura, desenho, fotografia, instalações e arquiteturas portáteis. Mais recentemente tem operado em um contexto híbrido entre arte, design e arquitetura, construindo pequenas arquiteturas/mobiliários para o espaço urbano. A paixão e a habilidade no trato da madeira é herança do pai, proprietário de uma marcenaria na qual, ainda criança, produzia seus próprios brinquedos e maquetes de pequenas cidades em papelão. Doutor em Artes pela ECA/USP é, também, professor de desenho e escultura na Universidade Federal de Pelotas/RS. Para o professor e curador Tadeu Chiarelli, Daniel Acosta pertence a uma geração de artistas que vem “redefinindo os conceitos de pintura e escultura e com isso expandindo o campo para a instauração da arte contemporânea no Brasil”, ou como declarou o critico José Roca: “(…) o trabalho de Daniel Acosta questiona a proverbial inutilidade da arte. As suas esculturas/recintos/móveis convidam o espectador a um exercício ativo de particpação, interação e diálogo”.

     

    A exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores” fica aberta ao público até o dia 25 de novembro próximo. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 13h30min.

     

    Sobre Daniel Acosta

    Daniel Albernaz Acosta é um artista nascido no município de Rio Grande-RS, em 1965, que começou a trabalhar com madeira e outros materiais na marcenaria de seu pai, inicialmente produzindo brinquedos e maquetes de cidades em papelão. Ele completou o segundo grau com formação em arquitetura, mas sua principal influência nessa época vinha de quadrinhos, cinema, televisão, música e arte. Em 1987, ele se formou em Escultura pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Entre 1990 e 1993, participou de workshops com artistas renomados, como José Rezende, Artur Lescher, Ricardo Basbaum e Milton Machado. Em 1994, Daniel Albernaz Acosta se mudou para São Paulo para cursar seu mestrado em Arte na ECA/USP sob a orientação de Carmela Gross. Ele começou a colaborar com a Galeria Casa Triângulo em São Paulo, realizando várias exposições individuais e coletivas ao longo dos anos.

    Seu trabalho foi premiado em salões de arte em várias cidades do Brasil, e ele também participou de exposições coletivas notáveis, como a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul. Além disso, ele trabalhou em projetos específicos para espaços públicos, como o Torreão em Porto Alegre e a Capela do Morumbi em São Paulo. Acosta concluiu seu doutorado em Arte na ECA/USP em 2005, com uma tese focada na série de “Paisagens Portáteis”. Desde então, ele continuou a criar esculturas e mobiliário específicos para espaços urbanos e galerias de arte em todo o Brasil e até no exterior. Seu trabalho é caracterizado por uma abordagem única à escultura e ao mobiliário, muitas vezes combinando elementos arquitetônicos e artísticos. Ele lançou seu segundo livro em 2018, abrangendo 30 anos de sua produção artística. Ao longo dos anos, o artista participou de várias exposições coletivas em galerias e museus no Brasil, demonstrando seu impacto contínuo no cenário da arte contemporânea.

     Sobre a Ocre Galeria

    A Ocre galeria de arte é localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, próxima à Casa de Cultura Mario Quintana, ao Margs e à Usina do Gasômetro. É administrada pelos artistas Felix Bressan e Nelson Wilbert em sociedade com Mara Prates. A Ocre foi inaugurada em maio de 2022 com as exposições dos artistas Mariana Rotter e Rommulo Vieira Conceição.  Na sequência, realizaram exposições na galeria os artistas Patricio Farías, Thais Ueda, Luiz Felkl, Bea Balen Susin, Lenir de Miranda, Alfredo Nicolaiewsky, Nara Amelia, além de três coletivas, dois módulos apresentando os artistas da galeria e outra de desenhos das artistas Amelia Brandelli, Olívia Girardello, Mariana Riera, Claudia Hamerski e Marta Penter com a curadoria de André Severo. A galeria tem buscado preservar a história, difundir a cultura e apoiar a produção de novos artistas, disponibilizando um amplo acervo de artistas representados e um acervo online com obras sele

  • A agridoce descoberta, em livro de crônicas, de Heitor Bergamini

    A agridoce descoberta, em livro de crônicas, de Heitor Bergamini

    Heitor Bergamini saiu do universo empresarial e mergulhou na cultura, no mundo da literatura e das artes visuais. Em seu mais recente livro de crônicas autobiográficas, ele revela um fato que provocou uma reviravolta em sua trajetória, um contundente relato de despedida e de reflexões sobre a vida e a morte. “Agri Doce”, publicação da editora XXI, será lançado com sessão de autógrafos na segunda-feira, 13 de novembro, às 17h, na Feira do Livro de Porto Alegre.

    “Na obra estão o olhar penetrante sobre o cotidiano, as recordações de experiências juvenis, a proclamação de amor aos filhos e à estrutura familiar, a evocação dos amigos e considerações modelares acerca da trajetória dos indivíduos. Porém, desta vez, há uma nota pungente em várias crônicas. Atacado por áspera doença, o autor descobre sua própria finitude. O sofrimento da revelação é relatado sem subterfúgios. A resposta que então desenvolve dará a seus textos uma beleza ímpar. Recusa-se à depressão e afirma, corajosamente, a primazia da vida, do “carpe diem” (do usufruir o dia), como a mais excelsa forma criada pelos seres humanos para enfrentar o inexorável destino que os aguarda”, descreve o professor e escritor Sergius Gonzaga, que assina a orelha do livro.

    “Agri Doce” é o quarto livro do escritor, que inicialmente ficou conhecido por obras de negócios, como “Gestão de Carreiras – as 5 Ferramentas Essenciais” e “Histórias de Marketing e Vendas”. No ano passado, virou a chave de sua verve literária com o lançamento de “Quarentenas”, uma obra autobiográfica recheada de humor. Desta vez, em “Agri Doce”, Bergamini mostra seu lado mais intimista e profundo, em uma narrativa que prende o leitor em suas descobertas acerca da finitude da vida.

    Sobre Heitor Bergamini: 

    Trabalhou como alto executivo por mais de 30 anos em importantes empresas siderúrgicas e de fertilizantes no Brasil. Atualmente, dedica-se à carreira de conselheiro, consultor, palestrante e empresário. Também deu vazão à sua paixão pela arte, com a inauguração da GalArt, uma galeria de arte em Porto Alegre especializada em artistas gaúchos, mas que também tem obras de grandes nomes do Brasil e do exterior em seu acervo. Como artista visual, produz obras de arte sustentável com sucatas e materiais orgânicos e já participou de exposições individuais e coletivas. 

    Livro “Agri Doce”

    Autor: Heitor Bergamini

    Editora: Leitura XXI

    Páginas: 112

    Valor: R$ 35
    Site: www.leituraxxi.com.br

    Lançamento: 13 de novembro, às 17h, na Feira do Livro de Porto Alegre.

  • Rope Phoenix faz performance com técnica milenar japonesa no Vem Voar Studio

    Rope Phoenix faz performance com técnica milenar japonesa no Vem Voar Studio

    Surgida no Japão feudal, a técnica erótica do shibari (que significa prender/ amarrar) deixou de ser um costume exclusivo dos samurais para ser executada abertamente em frente ao público. Adepta da prática, a rigger (como é chamada quem amarra) Rope Phoenix (nome artístico da gaúcha Ana Paula Stock) irá realizar, em Porto Alegre, uma performance no Vem Voar Studio (Cel. Fernando Machado, 169/ apt. 3) às 18h deste sábado (11). Os ingressos estarão à venda no local por R$ 35,00.

    Nesta mesma data e local, a artista também irá ministrar uma oficina de shibari, com duração das 10h às 17h30min. Neste caso, as inscrições devem ser feitas pelo Instagram @rope_phoenix ou pelo telefone/whatsapp 21- 9.6951.2970. O investimento custa R$ 350,00.

    Fundadora do Coletivo Wabisabi (grupo artístico de shibari no Rio de Janeiro), Rope Phoenix entrelaça as pessoas com cordas de juta ou cânhamo, promovendo movimentos e sensações que podem levar a um estado meditativo. Nessa prática, a comunicação se dá através das cordas, porém, as intenções, desejos e limites são estabelecidos antes da amarração iniciar.

    Rope Phoenix. Foto: Sean Denny/ Divulgação

    Primeira brasileira a participar do maior festival de shibari europeu (Eurix), em 2022, e única representante do País no mesmo evento em 2023, Ana Paula recentemente realizou residência artística no Instituto de Cultura e Pesquisa do Corpo e Sexualidade em Berlim (IKSK), onde também ministrou oficinas da técnica.

    Durante os últimos sete anos, ela tem realizado várias performances artísticas em clubes e eventos particulares, incentivando mulheres a participar das amarrações, principalmente na condição de amarradoras (usando a estrutura feminista para ressignificar a prática da masmorra, transformando na possibilidade de uma sexualidade mais sensorial e ampla).

    Nessa investida no Vem Voar Studio (espaço por onde já passaram inúmeros criadores, performers e oficineiros de artes visuais, dança, teatro e circo), ela leva ao local uma nova possibilidade artística, inserida entre os diversos cursos que a casa oferece tanto no formato on-line como no presencial.

  • Schlee volta à Feira como personagem

    Schlee volta à Feira como personagem

    Cinco anos depois de viajar para o outro lado, o escritor Aldyr Garcia Schlee volta à Feira do Livro de Porto Alegre como personagem central de um livro escrito pelo fotojornalista  Luiz Carlos Vaz, seu mais constante parceiro entre 1973 e 2018. Notícias do Schlee, editado pela Ardotempo, é um carinhoso apanhado de crônicas, fotos e lembranças sobre o jaguarense que viveu a maior parte da vida em Pelotas, onde marcou época como jornalista, professor e escritor.

    Com autógrafos marcados para esta quarta-feira (8/11) às 19 horas, o lançamento de Notícias do Schlee” coincide com a última visita de Schlee a Porto Alegre, no dia 3 de novembro de 2018, quando autografou O Outro Lado – Noveleta Pueblera, seu último livro. De volta a Pelotas, precisou ser levado para o hospital. Debilitado por um câncer diagnosticado em 2011, morreu 12 dias depois, em pleno feriado da República.

    Nascido em 22 de novembro de 1934 em Jaguarão, Schlee era estudante de Direito e diagramador do Diário Popular quando ganhou em fins de 1953 o prêmio pelo desenho da nova camiseta da Seleção Brasileira de Futebol, a amarela consagrada como a “Canarinho”. Com apenas 19 anos, ele se tornou uma celebridade nos meios jornalísticos do Rio de Janeiro.

    De volta a Pelotas, passou dois anos desfrutando da fama de artista e negligenciando a vida estudantil. Ao se formar advogado em 1959, já estava apto a abraçar a carreira de professor. Primeiro lecionou Língua Portuguesa e Literatura, depois Direito Internacional Público.
    Paralelamente a essas funções públicas, dedicou-se ferrenhamente à escrita de artigos, crônicas, contos e romances. Sua obra é considerada um marco da literatura do pampa, bioma campestre compartilhado pelo Brasil, o Uruguai e a Argentina.

    Casado com a professora primária Marlene Rosenthal, Schlee teve três filhos: Aldyr,  nascido em 1960; Andrey, em 1963, e Sylvia, 1973, ano em que chegou de Bagé o fotógrafo Luiz Carlos Vaz, autor da primeira foto da caçula Sylvia. Aos 21 anos, Vaz sobrevivia até então como autor de pôsteres de crianças e teve a sorte de ser contratado para trabalhar como fotógrafo da incipiente seção de impressos da jovem Universidade Federal de Pelotas, fundada em 1969. O chefe era o professor Schlee, que estava sendo processado pela Justiça Militar (só seria absolvido na década seguinte). Desde então, os dois sempre trabalharam juntos, tanto que Vaz acabou se tornando “filho adotivo” do casal Schlee, história que nasceu de uma brincadeira de D. Marlene Rosenthal Schlee diante de um visitante algo cerimonioso.

    Os dois, Aldyr e Marlene, faziam sala para um repórter alemão que chegara sabendo tudo sobre o escritor, que se divertia com as perguntas do interrogador. Eis que adentra a sala, sem bater ou tocar a campainha, o Vaz, notório filho de Hulha Negra, ainda distrito de Bagé. Cumprimenta e vai para a cozinha, como se fosse da casa. O repórter quis saber quem era. Marlene brincou: “É filho de outro casamento…”

    O alemão se surpreendeu com a informação que não combinava com sua pesquisa prévia, e quis saber qual dos dois, Marlene ou Aldyr, era o autor do bendito fruto recém-chegado à residência. Os Schlee deram um pouco de corda no repórter antes de esclarecer que Vaz era de fato “filho de outro casamento”, mas era tão próximo que havia se tornado, na prática, um membro extra da família. De fato, ele sempre contou com o apoio dos Schlee no trabalho e nos estudos: além de se formar em Jornalismo, Vaz fez mestrado e doutorado em memória social; e ainda foi professor de comunicação e comentarista de rádio.

    Quando Schlee morreu, Vaz era visto naturalmente como a pessoa certa para escrever a biografia do velho amigo. Ele demorou alguns anos para  se convencer de que possui matéria-prima suficiente para honrar a memória do amigo e chefe. Esbanjando bom humor, lança agora Notícias do Schlee. São mais de 30 capítulos de lembranças. Portador de um arquivo imensurável, Vaz revela-se um ótimo cronista ao mostrar fragmentos da vida do profescritor jaguarpelotense. O livro tem prefácio assinado por Aldyr Rosenthal Schlee, o filho mais velho do personagem.

    Quem aprendeu a apreciar a figura de Schlee como pessoa e escritor tem nesse livro mais um motivo para recordá-lo em alto astral.