Autor: da Redação

  • Seis motivos para ver o melhor da decoração gaúcha, na Mostra Elite Design

    Seis motivos para ver o melhor da decoração gaúcha, na Mostra Elite Design

     

    Até o dia 18 de novembro, o público pode visitar a 6ª edição da Mostra Elite Design, que apresenta as novidades em design, arquitetura e paisagismo. Ao caminhar pelos três mil m² do Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre – GPA (Rua João Moreira Maciel, 470, 4º Distrito), os visitantes vão encontrando muito mais que os 33 lindos ambientes criados por 50 profissionais do decor.  Conheça 6 motivos para visitar a Mostra Elite Design:

    Foto: Douglas Rist – Dormitório do Jovem Aprumado/ Divulgação

    Por do sol

    O clube, localizado à beira do Guaíba, possui uma vista deslumbrante, digna de Cartão Postal. O entardecer é um presente para quem está na Mostra.

    – Inspiração – Visitando a mostra, o público pode se inspirar para decorar ou redecorar a casa ou escritório. É possível encontrar dormitórios de bebês, crianças, jovens e adultos – de todos os estilos-, bem como cozinhas, salas, banheiros, jardins, home-office  e espaços profissionais. Tendências em ambientes para cidade, campo e litoral.

    – Conexão – É possível conversar diretamente com os profissionais que criaram os espaços, e que normalmente recebem o público e explicam melhor sobre suas ideias.

    – Gastronomia – Entre um ambiente e outro, é possível fazer uma pausa para um café. A cafeteria serve doces, salgados e bebidas, quentes e frias.

    – SALE – Quem visitar a mostra, nestes últimos dias, poderá adquirir, com preços interessantes e com descontos, as novidades expostas em design de interiores e paisagismo.  São conceitos em mobílias, acessórios, materiais e iluminação.

    – Arte e Cultura – Peças de arte, como quadros de Miró e escultura de Pablo Picasso, podem ser apreciadas em ambientes da mostra. Bem como, a arte urbana (grafite).

    Foto: Elisa Gadret e Daniel Debiagi – Refúgio das Aliadas/ Divulgação

    BAILE DE MÁSCARAS

    No último dia do evento, 18 de novembro, a partir das 21h, ocorrerá o tradicional baile de Máscaras. A festa open bar e com coquetel tem ingressos a partir de R$ 190,00 (1º Lote até 10 de novembro). O segundo lote será de R$ 230,00 até o dia 17 de novembro. Ingressos podem ser adquiridos através do (51) 99980-3814.

     SEMANA ESPECIAL

    Na última semana da mostra, a visitação ocorrerá de quarta (16.11) a sábado (18.11), sempre das 15h às 20h30min. No sábado, dia 18, o fechamento ocorrerá às 20h.

    A 6ª edição, a Mostra Elite Design já tem o patrocínio das Tintas Renner by PPG, Lexxa Bagno, RV Decor e Vetrosul. O Fornecedor Oficial é EPSSUL – Painel Monolítico. As Seguradoras Oficiais são Icatu Seguros e Rio Grande Seguros. O merchandising fica por conta da Simonetto Móveis Planejados, Bella Decor House, Quatrun Lareiras, Difference, Invita, Acqualive, Pórtico Móveis Zona Sul e Bartz Móveis Planejados. Apoio institucional da AJE-Poa. A Mídia Partner é Antena 1 e HMidia. A curadoria é da ZA Zarpellon Araújo.

    SERVIÇO

     

    O QUE: Mostra Elite Design 2023 – 6ª Edição

    DATA: até 18 de novembro

    HORÁRIO: quinta-feira a domingo das 15h às 20h30min

    LOCAL: Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre – GPA (Rua João Moreira Maciel, 470, 4º Distrito).

    INGRESSOS

    Acesso inteiro – R$ 70,00 – 50% de desconto para estudantes e sêniors

    – Durante todo o período da Mostra ficará aberta uma bilheteria no local à disposição do público visitante. Pagamento em cartão, dinheiro e PIX.

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  • Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Chegaram à feira do livro de Porto Alegre nesta sexta-feira os primeiros exemplares da terceira edição do livro “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” , de Tabajara Ruas e Elmar Bones.

    O livro teve duas edições pela Record, esgotadas, e agora sai pela Editora JÁ.

    O texto é um ensaio jornalístico e literário  sobre o universo pastoril que forjou o Rio Grande do Sul, a partir de uma de suas figuras mais representativas: o caudilho Gumercindo Saraiva.

    Tabajara e Bones  percorreram os caminhos do caudilho, para buscar sua memórias, entender suas motivações, no contexto de uma economia assentada nas estâncias,  na criação e no comércio do boi.

    A dita economia pastoril, cujo pilar era  a propriedade da terra, sobre a qual se reproduzia o boi, fonte de toda a riqueza.

    Arquétipo desse mundo, Gumercindo teve sua cabeça cortada, para provar que ele era mortal. Ao cortar-lhe a cabeça, tornaram-no imortal. Criou-se uma lenda.

    A cabeça de Gumercindo Saraiva está à venda na Feira do Livro, na banca da ARI, na loja virtual da editora e na Amazon. Ou peça ao seu livreiro.

     

  • A memória dos anos dourados do rádio: livro digital conta a história de 11 peças radiofônicas

    A memória dos anos dourados do rádio: livro digital conta a história de 11 peças radiofônicas

     

    Preservar a memória dos anos dourados do rádio. Essa é a proposta do livro no formato digital e interativo “Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à arte”,  que reúne textos de radioteatro escritos pelo residente mais antigo da instituição, Wilson Roberto Gomes.

    Com onze roteiros de peças radiofônicas, a obra tem apresentação de Raquel Grabauska, idealizadora e diretora artística do projeto. O livro também conta com o posfácio escrito por Claudio Mércio, professor universitário e jornalista, responsável pela revisão dos roteiros das peças de radioteatro e a produção editorial da produtora cultural e jornalista Flávia Cunha.

    Mirna Spritzer, Maria Ieda Rothermel e Raquel Grabauska. Foto Lorena Sanchez./ Divulgação

    Além disso, dois textos foram gravados especialmente para o projeto, com as radioatrizes Maria Ieda Rothermel, Mirna Spritzer e Raquel Grabauska. “As Irmãs”, uma típica peça de radioteatro, com três personagens de uma mesma família entrelaçadas por uma complexa história familiar. Já em “Eu, Casa do Artista Riograndense”, Wilson traz um histórico do nascimento deste local de acolhimento a idosos que fizeram (ou ainda fazem) do fazer artístico sua profissão. A Casa do Artista do Riograndense, localizada no bairro no bairro Glória, foi inaugurada em 1949. As duas gravações estão disponíveis também nas plataformas digitais de streaming, como Spotify.

    O gênero radioteatro, muito popular entre as décadas de 1940 e 1960, atualmente é pouco conhecido pelo público, principalmente entre as gerações mais novas. Destacar o trabalho do artista Wilson, de 81 anos, reconhecido ator de radionovelas em diversas emissoras de Porto Alegre e São Paulo, e ainda em atividade como escritor do gênero, é importante não só por ele ser residente na Casa do Artista há 30 anos. Em sua trajetória profissional, participou ativamente do apogeu do gênero radioteatro e, por isso, editar esse material é uma forma de garantir que sua produção textual atinja um público mais abrangente.

    Aberto ao público, o evento de lançamento do livro está marcado para 3 de novembro, às 17h, na Casa do Artista Riograndense (Rua Anchieta, número 280, bairro Glória, em Porto Alegre), com a audição das duas peças radiofônicas. E, neste dia, o conteúdo do livro estará disponível para ser acessado gratuitamente no link da bio do instagram @casadoartistars.

    Contemplada com o FAC Publicações, edital da SEDAC-RS, a iniciativa tem financiamento do PRÓ-CULTURA RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    A Casa do Artista Riograndense é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, que conserva o património material e imaterial. É uma entidade assistencial, qualificada como de utilidade pública municipal e Estadual. Tem por sua finalidade, prevista em estatuto social, oferecer abrigo para artistas com mais de 60 anos em situação financeira instável, sendo um ILPI – Instituição de Longa Permanência de Idosos. Oferece moradia, alimentação, entre outros direitos, tentando sempre buscar e proporcionar condições de bem-estar, lazer e cultura para idosos artistas que nela residem. A Casa do Artista Riograndense foi fundada em 1949, pelo radialista e músico Antônio Francisco Amábile, com apoio de diversas áreas e outros profissionais que reconheciam a importância de uma instituição dedicada a cuidar dos artistas idosos. Além disso, a Casa do Artista vem desenvolvendo a função de produção e gerenciamento de projetos culturais. Realiza, todos os meses, o Sarau da Casa, entre tantas outras atividades.

    Wilson Roberto Gomes Foto Lorena Sanchez/ Divulgação

    Evento de lançamento:

    Audição das duas peças radiofônicas e lançamento oficial do livro “Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à Arte”

    Dia 3/11, a partir das 17h

    Casa do Artista Riograndense (Rua Anchieta, número 280, bairro Glória, em Porto Alegre)

    Entrada franca

    EQUIPE E-BOOK

    Projeto gráfico e diagramação: Alana Anillo

    Produção editorial: Flávia Cunha

    Revisão de texto: Simone Ceré

    Revisão de roteiros: Cláudio Mércio

    Fotos de capa: Acervo pessoal | principal

    Andrea de Santis | fundo

    EQUIPE GRAVAÇÕES

    Radioatrizes: Maria Ieda, Mirna Spritzer e

    Raquel Grabauska

    Captação e edição final: Geórgia Santos

    Trilha sonora e sonoplastia: Cláudio Veiga

    EQUIPE PROJETO

    Produção-executiva: Flávia Cunha e Raquel Grabauska

    Direção artística: Raquel Grabauska

    Redes Sociais: Lorena Sanchez

    Assessoria de imprensa: Simone Lersch

    Proponente: Casa do Artista Riograndense

  • Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Médico renomado e reconhecido por suas obras de arte abstrata, Marcelo Zanini é o artista do mês de novembro na Delphus Galeria de Arte. Com curadoria de Paulo Amaral, ele inaugura a exposição Gestuale II, na segunda-feira, 06 de novembro, no espaço localizado na Av. Cristóvão Colombo, 1501, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A exposição marca também os 60 anos do artista, celebrados em 29 de novembro.

    Gestuale II fica na Delphus até o dia 6 de dezembro. A visitação pode ser realizada de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h. Entrada franca.

    Obra: Scirocco 100X100- 2023.

    “Essa exposição é uma extensão da recente e bem-sucedida mostra individual com 22 obras que o artista apresentou em setembro deste ano na Rodyner Gallery, em Cascais, Portugal”, conta o curador Paulo Amaral, que selecionou 12 obras de grandes dimensões para expor em Porto Alegre. Os quadros mesclam criações recentes do artista e produções históricas que marcam a trajetória de Zanini.

     Obra: Palla 180X160 -2023

    Paulo Amaral explica que o nome Gestuale II foi escolhido para essa exposição por ser um seguimento da recentemente realizada em Cascais e por denotar o amplo gesto que caracteriza as produções do artista. “Seu estilo revela o pintor intuitivo, de pinceladas gestuais fortes, harmônicas, ricas em volume e cores”, complementa.

    Obra ; Dantesco 150X140 – 2022.

    Marcelo Zanini mergulhou na pesquisa do expressionismo abstrato na década de 90, participando de exposições no Brasil e no exterior. Ele concilia o trabalho médico com a pintura e fez de sua clínica uma verdadeira galeria de arte, que também abre espaço para o amplo estúdio onde produz suas obras. “Na medicina eu trabalho com precisão milimétrica, mas na arte abstrata eu exerço a liberdade nos gestos e na profusão de cores”, revela Zanini.

    O próprio artista explica seu processo de produção: “Começo novas pinturas com um sentimento de combate e de curiosidade, deixando a pintura indicar sua direção à medida que acrescento elementos e cores, muitas vezes resultando o inesperado. Algumas das melhores obras que criei surgiram da experimentação ousada e da renúncia a noções preconcebidas. É emocionante ver as diferentes formas e transparências ocorrendo à minha frente durante o processo pictórico”.

    Marcelo Zanini Foto: Tatiana Csordas’/Divulgação

    Em sua primeira exposição individual na Galeria Delphus, o artista do mês Marcelo Zanini convida os visitantes a uma imersão em seu universo abstrato. “Suas obras têm o dom de despertar e provocar no espectador sentimentos múltiplos que vão do assombro ao enternecimento”, conclui o curador Paulo Amaral.

    SERVIÇO

    Gestuale II por Marcelo Zanini
    Curadoria: Paulo Amaral

    Visitação: de 6 de novembro a 6 de dezembro de 2023

    Horários: de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h.

    Local: Delphus Galeria de Arte, na Av. Cristóvão Colombo, 1501, Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

  • O espetáculo Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? encerra temporada

    O espetáculo Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? encerra temporada

    Arlete Cunha e Letícia Schwartz estão no elenco desta montagem que ocupa a Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura até 29 de outubro

    A montagem que estreou com quatro sessões lotadas no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, poderá ser conferida até 29 de outubro, sextas e sábados, às 20h e domingos às 19h, na Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura. Na semana que antecedeu a estreia foi lançada uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Apoia.se, com o título “As doze noites de Raiz Amarga”. A iniciativa visou arrecadar fundos para viabilizar os custos operacionais desta temporada independente.

    Com dramaturgia de Clóvis Massa e Letícia Schwartz, a partir de textos de Letícia Schwartz, o projeto nasceu em meados de 2020 quando Letícia, atriz e áudio-descritora, convidou Clóvis Massa, diretor e professor titular do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, para desvendar possíveis caminhos dramatúrgicos na construção de delicado material de memórias: os relatos de sua avó, Reli Blau, uma sobrevivente do Holocausto. Como contar essa história? O Sêder de Pessach, a páscoa judaica, surge como resposta: rememorar um trauma através de um ritual de celebração da vida. A partir disso, constroem juntos o roteiro e a encenação da peça Raiz Amarga. A montagem teatral mescla as memórias da atriz com as etapas, histórias e cânticos que envolvem o ritual da primeira noite da páscoa judaica. Ao lado de Letícia, a atriz Arlete Cunha une-se à celebração do Pessach onde o público é convidado a partilhar alimentos, traumas e alegrias da família cuja matriarca foi uma sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz. A direção é de Clóvis Massa.

    Foto_Bernardo Jardim/ Divulgação

    A disposição cenográfica propicia a proximidade das atrizes com os espectadores propondo que cada pessoa seja potencialmente afetada pelos testemunhos verídicos de maneira sensível. No dispositivo cênico da montagem, situado diretamente no palco, o público é convidado a vivenciar a experiência do ritual dentro da caixa cênica, transformada em sala de jantar: o manuseio de mesa, cadeiras, pratos, taças e vinho, além de comidas que resguardam o simbolismo da fuga do povo judeu do Egito, fornecem à atmosfera do espetáculo a dose necessária de intimidade para sua acomodação, com as atrizes contando histórias e tecendo comentários pontuais, olho a olho, sobre os acontecimentos tratados de acordo com as etapas do ritual.

    A temática presente na noite de Pessach, em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel, é atravessada pela trajetória da família de Letícia, de sua avó sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz e do impacto do Holocausto nas gerações

    seguintes. Desse modo, os principais momentos da cerimônia da páscoa judaica servem como marcos para abordar o sofrimento dos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas também a repressão submetida a outras minorias até os dias de hoje. “Busca-se acolher um público de forte tradição cultural e artística, mas que raramente se encontra representado no teatro gaúcho, ao mesmo tempo em que se pretende, por meio deste universo particular, tratar de temas que atingem diretamente outras comunidades”, afirma a equipe de Raiz Amarga.

    “Narrar o trauma”, pelo diretor Clóvis Massa

    A entrevista de Reli Gizelstein Blau concedida à USC Shoah Foundation, em setembro de 1997, em que fala da experiência como sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, foi a fonte documental escolhida para o início do processo de criação de Raiz Amarga, ainda nos primeiros meses de 2020. A abordagem, que remete à tradição da literatura produzida após os extermínios ocorridos na Segunda Guerra Mundial, aos poucos foi dando lugar ao testemunho de Letícia Schwartz, sua neta, que lindamente emprestou sua voz para narrar os traumas de muitas pessoas vitimadas – como foram seus ancestrais –, mas também recordar suas lembranças dentro de uma família que, como tantas outras, de diferentes origens e etnias, foram e ainda são atravessadas por questões de identidade, perseguição e reconstrução em suas vidas

    Enquanto processo complexo em que está envolvida a dialética da recordação e do esquecimento, a dramaturgia de testemunho assim constituída passou a considerar o Seder de Pessach como referência estrutural, ele próprio uma narrativa de testemunho coletivo. A noite de celebração da libertação dos judeus do jugo opressor no Egito antigo passou a ordenar a narrativa. Associado aos relatos sobre o genocídio e à exposição dos traumas sofridos pelas gerações posteriores, o Seder oscila entre dois tipos de testemunho presentes na dramaturgia, segundo Jean-Pierre Sarrazac, o da narração de um acontecimento presenciado e o da exposição do próprio sofrimento por alguém que é testemunha de si mesmo. No espetáculo, esses tipos, que podem ser chamados de político e de íntimo, conduzem ao pressuposto fundamental de lembrar de quem se é, a fim de garantir a preservação de uma memória viva e impedir que novos horrores deste tipo ocorram.

    Arlete Cunha e Letícia Schwart. Foto>_Bernardo Jardim/Divulgação

    Após a finalização do texto autoral de Letícia, em forma de monólogo ainda, ele sofreu várias transformações. A primeira delas, ainda no período de isolamento devido à pandemia, num tratamento mais voltado à encenação. Nos primeiros dias de 2022, numa adaptação mais radical em forma de diálogo, quando convidei Arlete Cunha para fazer parte do espetáculo. A extraordinária experiência de Arlete em processos de natureza ritual, atriz que sempre admirei e com quem nunca tinha trabalhado, enriqueceu imensamente nosso trabalho durante os ensaios, e sua interlocução com Letícia equacionou o tom das falas, dando à cena o contraponto que faltava à narrativa, trazendo a alternância entre momentos densos e espirituosos.

    Aproximação das pessoas

    A concepção do dispositivo, inspirada em um trabalho do artista francês Charlie Windelschmidt, colabora para a aproximação com as pessoas convidadas para o Seder, sentadas ao redor da estrutura cenográfica. A ambientação reflete o afastamento da fábula e enfatiza a presentificação, permitindo com que situações relatadas sejam evocadas pontualmente. Em nossa proposta, a ênfase testemunhal, por meio do relato, se coloca como um desafio, numa cerimônia para poucos, de reforço da simples presença, que recusa os excessos tecnológicos para trazer um pouco de luz às sombras que ameaçam nossas memórias.

    RAIZ AMARGA – Por que esta noite é diferente de todas as outras?

    Até 29 de outubro

    Sextas e sábados, às 20h

    Domingos, às 19h

    Ingressos antecipados via Sympla

    Inteira: R$ 50,00 + taxas

    Meia-entrada: R$ 25,00 + taxas (estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com cadastro no CadÚnico)

    Link: https://www.sympla.com.br/evento/raiz-amarga/2151634

    Ingressos na hora em dinheiro ou PIX (bilheteria abre uma hora antes do início do espetáculo)

    Inteira: R$ 60,00

    Meia-entrada: R$ 30,00 (estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com cadastro no CadÚnico)

    Ficha técnica

    Elenco | Arlete Cunha e Letícia Schwartz

    Direção | Clóvis Massa

    Dramaturgia | Clóvis Massa e Letícia Schwartz a partir de textos de Letícia Schwartz

    Depoimentos | Reli Gizelstein Blau*

    Produção | Naomi Siviero

    Assistência de produção | Carla Cassapo

    Iluminação | Carol Zimmer

    Cenografia e ambientação | Clóvis Massa

    Cenotécnica | Rodrigo Shalako

    Trilha sonora | Daniel Roitman

    Figurinos | O grupo

    Audiodescrição | Mil Palavras Acessibilidade Cultural

    Consultoria de cultura judaica | Marcos Weiss Bliacheris

    Consultoria sobre música judaica | Margot Lohn

    Captação de recursos | Giuliana Neuman Farias

    Fotografias de divulgação | Bernardo Jardim Ribeiro

    Redes sociais | Pedro Bertoldi

    Assessoria de imprensa | Bebê Baumgarten

    Duração: 65 min

    Classificação indicativa: 12 anos

    Capacidade de público por sessão: 33 pessoas

    *As falas de Reli Gizelstein Blau são excertos da entrevista concedida à USC Shoah Foundation

    Redes do espetáculo:

    https://www.instagram.com/espetaculoraizamarga

  • João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    Galeria Bublitz apresenta mostra retrospectiva do artista e arquiteto, com vernissage no dia 28 de outubro.

    Uma exposição histórica do artista João Carlos Bento vai ocupar a Galeria Bublitz. É a mostra “20 anos de pintura”, uma retrospectiva do aclamado porto-alegrense que leva obras emblemáticas de sua trajetória para esse espaço tradicional de arte no Estado. O vernissage será realizado no sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h, na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 40 obras do artista, que poderão ser conferidas no local até o dia 28 de novembro. Entrada franca.

    “A arte está presente na minha vida desde sempre, no início de forma amadora e a partir de 1978, de forma acadêmica, após a formatura no Instituto de Artes da UFRGS”, relata João Carlos Bento. A expressão de sua arte começou em desenhos e gravuras, em preto e branco, mas em 2003 um fato marcou o início de uma nova fase, que acabaria sendo sua marca-registrada. “Há 20 anos, fui convidado para fazer uma assessoria na escolha de pintores e artistas de uma galeria em Goiânia. Foi aí que conheci Siron Franco e foi ele quem despertou em mim a curiosidade para a pintura”, revela.

    AST 100 X 100 11-2015

    Para a mostra, João Carlos Bento vai destacar seus florais, que tanto encantam gaúchos e o público apreciador de arte no país.  E vai apresentar uma novidade, com três pinturas abstratas, que compõem uma nova fase de sua trajetória. “Com o retiro da pandemia, abri espaço para o abstrato, que tanto adoro, em uma técnica avançada em acrílica sobre tela”, detalha.

    O pintor e arquiteto João Carlos Bento – Foto: Sergio Vergara/ Divulgação

    Com uma trajetória de exposições em diversas galerias no Brasil e no exterior, como uma mostra individual no Centro Cultural de Saverne, na França, em 2016, João Carlos Bento também faz parte da história da Galeria Bublitz, que completa 35 anos em 2023. “É uma honra para nós recebermos uma retrospectiva do artista, que exibiu algumas de suas primeiras pinturas em mostras individuais na galeria em 2004 e em 2006 e esteve presente também em cinco exposições coletivas, a mais recente, quando comemoramos 30 anos de arte, em 2018”, recorda o marchand Nicholas Bublitz.

    Obra de João Carlos Bento/ Divulgação

    João Carlos Bento: 20 anos de pintura
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: 
    Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 28 de outubro a 28 de novembro
    Vernissage: sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h
    Visitação: 
    segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h.

  • Um bar para os apreciadores de sinuca, em ponto icônico de Porto Alegre

    Um bar para os apreciadores de sinuca, em ponto icônico de Porto Alegre

    Pub Snooker Tigre abre empreendimento localizado no Ed. Casas Tigre, esquina das Av. Ipiranga e  Azenha,  que reúne lazer, aulas de sinuca e campeonatos esportivos  

     Edifício Casas Tigre, um dos prédios mais conhecidos de Porto Alegre, fincado na esquina das avenidas Ipiranga e Azenha, recebe, agora, o Pub Snooker Tigre (Av. Ipiranga, 1555, Sala 301).  Inspirado nos pubs de snookers da Inglaterra, o empreendimento não será apenas um lugar de lazer, como também abrigará campeonatos esportivos, aulas de sinuca e, futuramente, projetos de inclusão social. Uma loja vendendo itens de sinuca, como tacos profissionais, cases para taco, giz, luvas e outros itens, funcionará no local. 

    Com 840m², o espaço possui oito mesas profissionais para locação, todas calibradas e reguladas para oferecer a melhor qualidade para praticar e se divertir. Cada mesa possui campo de jogo de 2.84 de largura e 1.42 de comprimento. “Em Porto Alegre existem locais com mesas da mesma medida, porém não com a mesma qualidade e calibragem”, afirma Valdemir Linhares da Silva, proprietário do pub. Com investimento de 680 mil reais do Grupo Turbo Motos, o Snooker Tigre tem como objetivo incentivar a prática do esporte entre adolescentes, mesmo sabendo que atualmente há um número reduzido de jovens que o praticam.

    A nossa proposta é inserir e fortalecer a participação desse público mais jovem. Sabedores que somos que atualmente o público que mais joga é acima de 40 anos, sem idade limite. Assim, nosso objetivo é criar um ambiente acolhedor na Snooker Tigre, onde você possa vir com sua família e desfrutar de momentos de lazer juntos. Queremos que seja comum vermos pais se divertindo com seus filhos ou mães se juntando à diversão”, reforça Linhares.

    O empresário Valdemir Linhares da Silva. Foto: Robilar Pereira Souza/ Divulgação

    Decoração 

    Além das mesas profissionais, outro diferencial é a decoração, inspirada nos pubs de sinuca na Inglaterra.  “Procuramos trazer na decoração, nas fotos aplicadas junto às paredes, fotos estas em preto e branco, trazendo um ambiente mais retrô com pessoas famosas do passado e presente que praticam sinuca”, diz Linhares. Para complementar o ambiente, há quadros com referências ao mundo das duas rodas (motociclismo), já que nos antigos Coffee Racers existiam jovens que jogavam sinuca nos bares e se juntavam para andar de moto. “Assim, acredito que o ambiente de sinuca condiz com o ambiente da motocicleta”, destaca Linhares.

    Gastronomia

    No cardápio, uma variedade de lanches e petiscos, como Choripan, Torradas, Empadas e Pastéis. No entanto, a aposta gastronômica fica por conta dos hamburguers artesanais e das pizzas, todos preparados na casa. “Desde o pão até o mais simples ingrediente, prezamos pela qualidade para proporcionar o melhor”, informa Linhares. Na carta de bebidas, cervejas, vinhos, espumantes e drinks, além das não alcóolicas.  

     

    Foto: Robilar Pereira Souza/ Divulgação

    Aulas particulares, campeonatos e inclusão social

    Além das oito mesas que estão disponíveis no salão, existe uma nova mesa reservada para quem deseja ter aulas particulares. Goiano, o campeão brasileiro de sinuca por várias vezes, irá ministrar as aulas. Um trabalho de inclusão social, voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social, será colocado em prática nos próximos meses, além, é claro, de receber competições de sinuca. “As expectativas são as melhores possíveis. Quero proporcionar a melhor experiência de sinuca que Porto Alegre já teve. Estamos preparados para receber etapas dos campeonatos regionais e brasileiros de sinuca, para jogadores masculinos e femininos. O Snooker Tigre veio para virar referência no meio da sinuca e esperamos inspirar as pessoas a jogar esse esporte maravilhoso”, finaliza Linhares.

    SERVIÇO

    O QUE: Pub Snooker Tigre

    ENDEREÇO:  Av. Ipiranga, 1555 – Sala 301

    FUNCIONAMENTO:  De segunda a sábado, das 16h às 00h. 

    INFORMAÇÕES: 51.99119.5764 e 3209.1625

    INSTAGRAM: @Snookertigre

    SITE: https://www.snookertigre.com.br/

  • Tabajara Ruas: o autor e o personagem, oitenta e um invernos depois

    Tabajara Ruas: o autor e o personagem, oitenta e um invernos depois

    Aos 81 anos, comemorados em agosto, Tabajara Ruas chega à 69a Feira do Livro de Porto Alegre, da qual é patrono, com um lançamento, três reedições,  um roteiro de filme e muitos projetos. Consagrado autor, personifica o escritor cioso do seu ofício.     

    GERALDO HASSE

    O escritor Tabajara Ruas lança neste final de ano, pela Editora AGE, Você Sabe de Onde eu Venho, livro de 300 páginas sobre a conquista brasileira de Monte Castelo, na Segunda Guerra Mundial.

    Trata-se de uma nova narrativa sobre a participação brasileira na luta contra o nazismo. “É uma versão ampliada de um folhetim que escrevi anos atrás para o jornal Zero Hora”, explica o autor nascido em Uruguaiana em agosto de 1942, os mesmos mês e ano da entrada do Brasil na guerra.

    O título do livro vem do primeiro verso do longo poema de Guilherme de Almeida transformado pelo maestro Spartaco Rossi no Hino do Expedicionário, que exalta as paisagens de onde saíram os 25 mil soldados brasileiros enviados à Europa. É quase impossível não arrepiar-se ao ouvir o resultado dessa parceria nacionalista de larga abrangência geográfica. Fala do pampa e dos cafezais, do engenho e dos canaviais. A vitória final ocorreu em 21 de fevereiro de 1945, após três meses de cerco para desalojar os inimigos alemães entrincheirados na montanha coberta de neve, a 60 quilômetros de Bolonha, no norte da Itália. Nos combates morreram 451 “pracinhas” sepultados no cemitério da vizinha cidade de Pistoia.

    A GUERRA COMO TEMA

    Um novo livro sobre ocorrências da última guerra mundial é mais uma prova do apelo que os temas bélicos exercem sobre Tabajara Ruas.

    Ele aprendeu a falar quando ainda se ouviam pela Voz do Brasil as dramáticas notícias sobre os combates na Europa. Fora isso, é bom lembrar que a fronteiriça Uruguaiana sempre esteve nas ordens-dos-dias militares desde que foi invadida e ocupada pelo exército do Paraguai em 1865, quando o imperador Pedro II esteve lá para os devidos fins.

    E nem é preciso falar das revoluções intestinas de 1893, 1923 e 1932 para entender o estado de espírito dos nativos dessa cidade, militarizada (Exército, Marinha e Brigada Militar) para vigiar inimigos estrangeiros e contrabandistas de combustíveis, pneus e outras mercadorias.

    Não se pode cravar que Tabajara Ruas seja o fruto mais original dessa conjuntura armada, mas os fatos estão aí: aos 81 anos, ele se fez reconhecer e consagrar como autor de livros e filmes que focalizam sobretudo atividades guerreiras de figuras históricas como os generais Antonio de Souza Netto, Bento Gonçalves e Davi Canabarro, além dos civis Giuseppe Garibaldi e Gumercindo Saraiva — personagens que descobriu aos poucos, à medida que lia, estudava, discutia e comparava narrativas, que não rejeitam a imaginação para preencher lacunas entre os fatos. Sua conclusão final é que, por conta de manipulações politiqueiras, “a mitologia é mais firme do que a História”, como consta em depoimento seu à segunda edição do livro Lanceiros Negros (JÁ, 2006). Para poder exercitar-se sem hesitações no terreno da ficção, ele sempre leu livros de História a fim de desvendar contradições, manipulações e sofismas em torno dos fatos. “Eu gosto muito de História, mas sou ficcionista”, eis sua profissão de fé no ofício de escritor.

    PATRONO

    Em 2023, Tabajara Ruas é o patrono da  69a Feira do Livro de Porto Alegre, o maior evento cultural da capital.

    Aproveitando a visibilidade, além do lançamento de Você Sabe de Onde eu Venho, estão sendo reeditados: Os Varões Assinalados e O Amor de Pedro por João, dois dos seus livros mais lidos, ambos pela L&PM. Pela JÁ Editora, sai  A Cabeça de Gumercindo Saraiva, em coautoria com Elmar Bones, um ensaio-reportagem sobre o caudilho que apavorou a República na guerra de 1893.

    O tema do primeiro é a Guerra dos Farrapos. Ele conta a gênese da obra: “Eu estava em Portugal quando li um livrinho do Alfredo Varela, o autor da história da “grande guerra” sulina contra o Império do Brasil em meados do século XIX”.

    Ao voltar para o Brasil, em 1981, mergulhou na leitura da coleção completa de Varela (seis volumes, alguns com 800 páginas), ganhando coragem para escrever o romance épico-varonil que, na literatura gaúcha, só encontra paralelo em Érico Verissimo.

    A primeira versão de Os Varões saiu como folhetim no jornal Zero Hora. Os primeiros capítulos saíram no primeiro semestre de 1985, o desfecho foi no 20 de setembro, o dia da proclamação da República Rio-Grandense, em 1836.

    Para Ruas, não há como negar que a controvertida guerra dos farrapos buscava a liberdade – os caudilhos tentando se libertar do jugo imperial e os soldados negros querendo deixar de ser escravos.

    Segundo o romancista Luís Antônio de Assis Brasil, as 550 páginas do romance de Ruas constituem a obra definitiva sobre a revolução farroupilha. Nele, o ficcionista revela-se um exímio montador de diálogos, habilidade fundamental na elaboração de roteiros de cinema. Apesar de sua densidade e envergadura, Os Varões não é o favorito do autor.

    FUGINDO DA DITADURA

    “Meu melhor livro é este!”, afirma, apontando o novo volume recém-impresso de O Amor de Pedro por João. Trata-se de um romance sobre a busca da liberdade sob o sufoco da ditadura militar, motivo de sua saída clandestina do Brasil em 1971.

    Não é obra autobiográfica, embora romanceie episódios vividos ou presenciados por ele na vida estudantil e na luta pela sobrevivência fora do Brasil.

    Em depoimento ao JÁ, Ruas contou como deixou o Brasil. Compartilhava com mais três colegas uma república estudantil, cursava Arquitetura na UFRGS e trabalhava num escritório onde desenhava plantas. Vida espartana com seguidos sobressaltos de origem política: sem ser um militante exaltado, participava da Ação Popular, organização que combatia o governo, mas não aderiu à luta armada contra o regime militar.

    Em pleno período dos “anos de chumbo”, o apartamento no segundo andar de um predinho no bairro Auxiliadora foi denunciado por vizinhos incomodados com o barulho e o entra-e-sai de estranhos que se hospedavam ali por uns dias e logo seguiam viagem para onde ninguém podia saber.

    Um dia, no rastro de uns panfletos políticos, a polícia chegou e prendeu o mais sereno dos moradores, o poeta Nei Duclós, outro nativo de Uruguaiana, militante do jornalismo. Tabajara escapuliu por uma janela e “evadiu-se do local” só com a roupa do corpo, sem carregar nenhum pertence. Por alguns dias abrigou-se na casa de conhecidos no vale do rio dos Sinos, onde se convenceu de que não teria alternativa senão fugir para o Uruguai, mas sem correr o risco de expor-se na estação rodoviária ou dentro de um ônibus para alguma cidade da fronteira. Salvou-o a ajuda emergencial do jornalista santanense Jorge Escosteguy (1946-1997), que lhe arranjou uma carona discreta num carro da reportagem do jornal Zero Hora que cumpriria pauta jornalística em Livramento.

    Depois de uma viagem tranquila, o motorista o deixou numa rua do centro da cidade. Mal desembarcou, caminhou até atravessar a avenida que separa o Brasil do país vizinho. Livre em Rivera, nem pensou em ir para Uruguaiana, pois sabia que a casa paterna estava vigiada. Foi parar em Paissandu, onde – quase arquiteto – trabalhou por cerca de dois meses na construção civil.

    Dali atravessou o rio Uruguai e entrou na Argentina por Concepción, de onde se deslocou para Buenos Aires e, logo depois, para o Chile, onde muitos brasileiros torciam pelo governo de Salvador Allende. Foi morar em Valparaíso, onde obteve um emprego regular numa fábrica de móveis que soube aproveitar muito bem seus conhecimentos de arquitetura.

    Em 11 de setembro de 1973, o dia do bombardeio do palácio presidencial que marcou a morte de Allende e o início da ditadura do general Augusto Pinochet, Tabajara estava casualmente em Santiago. Para não ser preso junto com outros brasileiros, decidiu buscar refúgio numa embaixada. Boca braba. A oportunidade surgiu na frente do casarão da representação diplomática da Argentina. Ele ficou na avenida com um grupo de pessoas que observavam o movimento. De repente, quando o portão se abriu para a passagem de um carro, ele arrancou e entrou correndo no espaço diplomático argentino, ignorando os gritos de protesto dos guardas. Assim conseguiu asilo político. Dali foi levado para Buenos Aires, onde viveu até obter asilo na Dinamarca. Foi a partir daí que se empenhou em realizar o ideal de escrever. Seu primeiro livro, A Região Submersa, foi um policial publicado originalmente na Dinamarca e em Portugal. O personagem principal é o detetive Cid Espigão. Só depois veio O Amor de Pedro por João, cuja história começa dentro de uma embaixada.

    ESCRITOR NO EXÍLIO

    “Desde pequeno eu queria ser escritor”, diz ele. Admirou inicialmente Érico Verissimo de O Continente. Depois passou a apreciar americanos como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. Por fim se ligou nos narradores latino-americanos Alejo Carpentier, Gabriel Garcia Márquez, Juan Rulfo, Mario Vargas Llosa, Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. No meio de tantos gênios, apareceu um divisor de águas: Juan Carlos Onetti, uruguaio que ele só foi conhecer graças ao jornalista Danilo Ucha (1946-2016). Com a autossuficiência típica dos santanenses, Ucha baixou numa mesa de café em Porto Alegre com um livro do ídolo a quem acabara de entrevistar em Montevidéu, no final dos anos 60.

    “Nunca vou esquecer a pose de Danilo Ucha observando nosso silêncio de fim de mundo”, escreveu Ruas, em relato sobre o impacto da descoberta dos fascinantes escritos do ícone da literatura uruguaia. Ruas considera Onetti um especialista na elipse – a arte de contar apenas o necessário, deixando ao leitor o direito de imaginar o restante.

    Por aí sabemos que Tabajara Ruas bebeu em várias fontes para poder se tornar não apenas escritor, mas roteirista e diretor de cinema. Dublê de escritor e cineasta, ele se configurou como um caso único no Rio Grande do Sul. Poderia ter se contentado com o trabalho como arquiteto, redator de releases, jornalista folhetinista, escritor. Foi muito além. Ao abraçar o cinema, colocou-se em condições de fundir duas expressões artísticas, uma milenar, outra secular.

    “Quis fazer cinema para realizar talvez a fantasia da nossa geração”, disse em 2023 em depoimento ao Jornal do Comércio. A geração em tela é aquela que frequentou a universidade nos anos 60 e fez passeatas contra a ditadura militar enquanto curtia filmes brasileiros e estrangeiros discutidos e analisados calorosamente em bares e repúblicas dos arredores do campus da UFRGS. Entre outros, Ruas gostava do baiano Glauber Rocha, do americano John Ford e do inglês David Lean, que dirigiu o épico “Lawrence da Arábia”. Sempre prestou atenção no modo como eram feitos os filmes de faroeste, de guerra e de mistério. Com orçamentos apertados e recursos escassos, chegou a fazer filmes com centenas de figurantes armados e montados a cavalo, contando com a ajuda de unidades da Brigada Militar e o apoio entusiástico de Centros de Tradições Gaúchas. Proezas de um esquerdista sem preconceitos ideológicos.

    Se tudo correr bem, essa carreira integrada livros-filmes seguirá adiante com a filmagem de “O Fascínio”, novela de sua autoria que narra a história de um advogado que, disposto a receber uma herança, viaja de camioneta de Porto Alegre para a fronteira com a Argentina. Desnecessário dizer que é ficção sem viés autobiográfico. O roteiro está pronto. Falta arranjar os recursos financeiros, mas está definido que o codiretor será seu filho Tomás Walper Ruas, 21 anos, estudante de cinema na UFSC que desde criança acompanha a carreira cinematográfica dos pais. Este ano, Tomás estreou oficialmente como codiretor de “Edifício Bonfim”, longa rodado em Florianópolis sob o comando de Ligia Walper, sua mãe. Além de “Edifício Bonfim”, a Walper Ruas Produções está montando “Perseguição e Morte de Juvêncio Gutierrez”, baseado no livro de Tabajara ambientado em Uruguaiana. Os dois filmes serão lançados em 2024.

    Há outros projetos de longo prazo cuja realização depende da obtenção de recursos. Tabajara espera baixar a poeira da Feira do Livro para se dedicar a novos textos. Confessa sentir-se “travado” desde que contraiu o vírus da Covid em 2021, quando trabalhava na pré-produção de Juvêncio Gutierrez em Uruguaiana. Natural na idade, mas ele não se conforma com os lapsos de memória que interrompem suas conversas. Fora disso, sua saúde não o preocupa. Ainda assim, não disfarça certa a ansiedade às vésperas de protagonizar um dos momentos de maior ‘glamour’ a que pode chegar um militante das letras do Rio Grande do Sul.

    Após meio século de escrita, ostenta um cartel de uma dezena livros, meia dúzia de filmes e a disposição de aprofundar-se nas duas atividades principais de uma carreira profissional sem paralelo no Sul do Brasil. Ainda que seus leitores e espectadores não conheçam detalhes de sua vida, ele explica sem rodeios sua origem. Foi o segundo de uma penca de cinco irmãos, todos batizados com nomes compostos. “Meu nome completo é Marcelino Tabajara Gutierrez Ruas. Meu pai usou a mesma nomenclatura dupla para seus cinco filhos. Pela ordem: Ubirajara, Tabajara, Tapejara, Potiguara e Paraguaçu. Além de mim, o único vivo é o caçula, que se chama Francisco Paraguaçu, mas é conhecido por Chico. Mora em Porto Alegre”.

    Enquanto o pai, Napoleão, morreu com mais de 70 anos, a mãe, Irma Gutierrez, viveu até os 98 anos. O sobrenome materno levou muita gente a supor que a história narrada no livro e no filme Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez seria autobiográfica. Negativo. Tabajara esclarece que havia sim em sua família um tio chamado Juvêncio Gutierrez que nada tinha a ver com as atividades correntes em Uruguaiana. Ele era ferroviário em Alegrete. Seu nome evoca a primitiva genealogia sulina, com sua sonora mescla de ascendências luso-espanholas.

    Embora ambientada em Uruguaiana, Juvêncio sintetiza uma história típica da fronteira, onde é forte a tradição do contrabando, pano de fundo dessa ficção. O autor-diretor explica: “Eu fiz questão de recriar o contexto da minha infância/adolescência na cidade onde vivi até os 17 anos. Eu morava perto do rio Uruguai, a poucos metros do Colégio Santana. O narrador da história é um menino de 13 anos que estava abrindo os olhos para as coisas da vida. Tanto embaralhei histórias de amigos e colegas que dois deles vieram me perguntar quem era quem no livro”. Claro que o autor aproveitou para deixá-los mais em dúvida ao brincar sobre as habilidades de ambos no futebol.

    Eis aí um aspecto revelador da personalidade desse ficcionista que, de tanto escrever e fazer filmes, acabou por alcançar a dimensão de um personagem. Cabe lembrar aqui que o inefável Taba é multimídia capaz de atender a demandas extraordinárias. Em 2012, por exemplo, deu um curso sobre preparação de roteiros para vinte candidatos a escritor em Curitiba. Em 2009 foi convidado a participar de um seminário sobre “Os Anos de Onetti na Espanha”, organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Onetti mantido na Universidade Federal de Santa Catarina. Eram 15 acadêmicos cujas conferências foram reunidas em livro editado pela editora Letras Contemporâneas. O único estranho no ninho de acadêmicos era Tabajara Ruas. Coube a ele ler uma crônica singela sobre como se encantou com a leitura de livros de Onetti no final dos anos 1960 em Porto Alegre e, depois, em Paissandu, onde acabou por concluir que seu fervor literário era maior do que o ardor revolucionário. É o texto mais fluente da coletânea, na qual consta também um belo ensaio do escritor uruguaio Carlos Liscano (então diretor da Biblioteca Pública de Montevideo) sobre o sonho de quem escreve.

    “Todo escritor é um personagem inventado pelo indivíduo que quer ser escritor. (…) O processo de invenção, no melhor dos casos e com sorte, ocorre ao redor dos trinta anos”. Segundo Liscano, Onetti lutou por isso desde a juventude. E chegou lá.

    Sua engenhosa teoria pode aplicar-se a outras personagens. No Uruguai, também chegaram ao patamar mais elevado escritores como Eduardo Galeano e Mario Benedetti. No Rio Grande do Sul, alcançaram esse status alguns como Érico Verissimo, Mário Quintana, LF Veríssimo, LA Assis Brasil e Sergio Faraco. Nessa constelação de estrelas da literatura pode se encaixar o mais profícuo escritor da margem oriental do rio Uruguai. Mesmo tendo atravessado 81 invernos, ele mantém o afã. E conserva o visual da juventude. Embora a barba esteja quase toda branca, como acontece com a maioria dos velhos, não perdeu a cobertura capilar. O cabelo grisalho continua caído para o lado direito. Nem boné usa. Chapéu também não. Capa, de vez em quando, como se viu durante as filmagens de “Senhores da Guerra”, o livro de José Antônio Severo (1941-2021) sobre os irmãos Bozzano, que se colocaram em lados opostos em conflitos armados em 1924. Não falta nada para Tabajara Ruas virar lenda.

  • Artistas visuais homenageiam escritores gaúchos na segunda edição da mostra “Autorias”

    Artistas visuais homenageiam escritores gaúchos na segunda edição da mostra “Autorias”

    Mostra Autorias, no Correios, reúne pinturas, desenhos, bordados, colagens, escultura e história em quadrinhos

     A segunda edição de Autorias, mostra em que artistas visuais do Rio Grande do Sul retratam escritores gaúchos, será aberta no sábado (28/10), às 11h, no Espaço Cultural Correios, como parte da programação da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre. A visitação às obras, assinadas por nomes consagrados e por novos talentos das artes no Estado, prosseguirá até 2 de dezembro.

    No total, 43 artistas homenageiam 51 escritores. Desse universo, é inédita a presença de 25 artistas e de 25 autores. Entre os artistas que participam pela primeira vez de Autorias estão, por exemplo, Maria Tomaselli, Clara Pechansky, Edgar Vasques, Leandro Machado, Lucas Strey, Paulo Chimendes, Marcos Porto e Pablito Aguiar; e entre novos escritores homenageados com seus retratos aparecem Jeferson Tenório, José Falero, Carpinejar, Alcy Cheuiche, Taiasmin Ohnmacht, Armindo Trevisan, Lila Ripoll e o patrono da feira, Tabajara Ruas, além de outros. (Veja a relação completa dos participantes no final do texto.)

    A primeira edição da mostra Autorias foi realizada na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha em 2021/  Divulgação

    A primeira edição de Autorias foi realizada na Escadaria da Borges de Medeiros, simultaneamente à Feira do Livro de 2021. As obras dos 18 artistas de então, entre eles Erico Santos, Beatriz Balen Susin, Gilmar Fraga, Liana Timm e Ubiratan Fernandes, também estarão nos Correios na forma de retratos de Erico Verissimo, Mario Quintana, Simões Lopes Neto, Caio Fernando Abreu, Luiz Antonio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Lya Luft e de outros escritores.

    A exposição na Escadaria foi a primeira a exibir telas no espaço a céu aberto. O único dano não foi causado por intempérie: vândalos picharam e rasgaram por três vezes o retrato de Luis Fernando Verissimo, mas a obra foi restaurada e mantida até o encerramento da mostra. Depois, houve, ainda, um ato de desagravo a LFV.

     Ampliada e inclusiva

    Autorias – II chega agora ao Correios ampliada, inclusiva e plena de diversidade. Há um equilíbrio na participação de homens (48) e mulheres (46). Entre os homens, 23 são artistas e 25, escritores; entre as mulheres, 20 são artistas e 26, escritoras; 11 escritores e nove artistas são negros. A escritora indígena Vãngri Kaingáng é retratada pelo artista negro Alisson Affonso. A artista trans Marcela Meirelles é autora do retrato da feminista Clara Averbuck.

    As obras contemplam não apenas a pintura e o desenho, mas outras manifestações da arte do retrato, como bordado, colagem, escultura em papelão e história em quadrinhos.

    A artista Graça Craidy, que também é curadora e organizadora da mostra, diz que o objetivo é democratizar o acesso à arte e à literatura. “Queremos contribuir para que o público conheça os tradutores da cultura, nas letras e nas tintas, se veja nas suas narrativas e tenha orgulho da sua história colhida no cotidiano e transformada em arte”, declara ela.

     

    No texto de apresentação de Autorias, Graça reflete: “O que seria de um povo se, entre sua gente, não surgissem amoráveis prosadores dos seus enredos, mapeadores delicados dos seus anseios, tradutores generosos dos seus delírios, derrotas, renascimentos, paixões? A história de um povo é, também, além dos fatos, a história da sua imaginação, do quanto acalenta quereres, em que infernos se incandesce, com que valores constrói a tessitura dos seus sonhos”.

    SERVIÇO

     Exposição Autorias – II

     Local: Espaço Cultural Correios, no andar térreo do prédio do Memorial do RS, na Praça da Alfândega. Acesso pela lateral, na Av. Sepúlveda

     Abertura: 28 de outubro (sábado), às 11h

     Visitação: até 2 de dezembro

     Horário: No período da Feira do Livro, das 10h às 20h

    Entrada gratuita

     Os artistas e os respectivos autores retratados

     

    Adroaldo Selistre – Armindo Trevisan

    Alfeu Viçosa – Carpinejar

    Alisson Affonso – Vãngri Kaingáng

    Maria Carpi
    Assis Brasil

    Beatriz Balen Susin – Maria Carpi e Luiz Antonio de Assis Brasil

    Bernardete Conte – Simões Lopes Neto

    Carla Magalhães – Juremir Machado da Silva

    Clara Pechansky – Lila Ripoll

    Deja Rosa – Lilian Rocha

    Edgar Vasques – Rafael Guimaraens

    Emanuele de Quadros – Luisa Geisler

    Erico Santos – Lya Luft e Moacyr Scliar

    Fernando Lima – Tania Faillace

    Gilmar Fraga – Erico Verissimo e Carol Bensimon

    Giovana Hemb – Christina Dias

    Graça Craidy – Marô Barbieri e Dyonélio Machado

    Gustavo Burkhart – Luis Fernando Verissimo

    Gustavot Diaz e Ise Feijó – Caio Fernando Abreu

    Gustavo Schossler – Fernanda Bastos

    Helena Stainer – Cintia Moscovich e Cyro Martins

    Leandro Machado – Jorge Fróes

    Leandro Selister – Tabajara Ruas

    Liana d’Abreu – Lélia Almeida

    Liana Timm – Eliane Brum e Mario Quintana

    Lucas Strey – Ivo Bender

    Marcela Meirelles – Clara Averbuck

    Márcia Baroni – Maria Dinorah

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    Marcos Porto – Jeferson Tenório

     

    Maria Tomaselli – Marcia Tiburi

    Mario Schuster – Alcy Cheuiche

    Mariza Carpes – Leticia Wierzchowski

    Mitti Mendonça – Taiasmin Ohnmacht

    Nara Fogaça – Martha Medeiros e Josué Guimarães

    Ondina Pozoco – Ana Dos Santos

    Pablito Aguiar – José Falero

    Paulo Chimendes – Eliane Marques

    Paulo Correa – Maria Helena Vargas

    Pena Cabreira – João Gilberto Noll e Claudia Tajes

    Sandra Lages – Natalia Polesso

    Thiago Quadros – Sergio Faraco

    Ubiratan Fernandes – Jane Tutikian e Oliveira Silveira

    Wagner Mello – Ronald Augusto

    Zupo Opuz – Tau Golin

  • O “Algum Lugar” de Monica Tomasi , com amor e esperança, em show no Espaço 373

    O “Algum Lugar” de Monica Tomasi , com amor e esperança, em show no Espaço 373

     

    A cantora e compositora Monica Tomasi faz show de lançamento de seu sexto álbum “Algum Lugar” no Espaço 373 na próxima sexta-feira, dia 20. As oito canções, que nasceram durante os últimos cinco anos, desde sua mudança para a Europa, abordam temas como transformação, dúvidas, resiliência, privação e cura. Mas, acima de tudo, é um álbum sobre amor e esperança, sentimentos que permeiam cada nota e letra presente nesse trabalho. Todas as músicas são autoria de Monica, exceto “Repara”, em parceria com Necka Ayala, e “Refluxo”, com Claudia de Bem.

    Monica Tomasi , oito novas canções. Foto: Ray Albuquerque/ Divulgação

    “Uma das características marcantes deste álbum é a exploração de diferentes ritmos e influências. Em cada faixa, um convite a cruzar fronteiras sonoras, dançando ao som do xote em ‘Tobogã’, sentindo a energia do candombe uruguaio em ‘Essencial’, apreciando a melodia da viola pantaneira em ‘Repara’ e deixando-se levar pela influência afro-brasileira em ‘Capoeira’, tudo embalado pelo ritmo envolvente do pop brasileiro”, diz a artista.

    Monica Tomasi faz ponte entre Brasil e Alemanha; Foto: Ray Albuquerque/ Divulgação

    Algum Lugar é uma colaboração entre o Brasil e a Alemanha que reuniu amigos e parceiros musicais, como Mario Carvalho, com quem divide a produção musical. O disco conta com Angelo Primon, que trouxe toda a química estética, com a percussionista Cris Gavazzoni – radicada na Alemanha – e a participação especial de Fernando Peters na faixa “Lente de Contato”.

    Monica Tomasi. Foto: Ray Albuquerque/Divulgação

    SERVIÇO
    Monica Tomasi – Lançamento do álbum Algum Lugar
    Quando: 20 de outubro | Sexta-feira | 21h
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/monica-tomasi-algum-lugar/2186802?referrer=linktr.ee

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)