Autor: da Redação

  • Um bar para os apreciadores de sinuca, em ponto icônico de Porto Alegre

    Um bar para os apreciadores de sinuca, em ponto icônico de Porto Alegre

    Pub Snooker Tigre abre empreendimento localizado no Ed. Casas Tigre, esquina das Av. Ipiranga e  Azenha,  que reúne lazer, aulas de sinuca e campeonatos esportivos  

     Edifício Casas Tigre, um dos prédios mais conhecidos de Porto Alegre, fincado na esquina das avenidas Ipiranga e Azenha, recebe, agora, o Pub Snooker Tigre (Av. Ipiranga, 1555, Sala 301).  Inspirado nos pubs de snookers da Inglaterra, o empreendimento não será apenas um lugar de lazer, como também abrigará campeonatos esportivos, aulas de sinuca e, futuramente, projetos de inclusão social. Uma loja vendendo itens de sinuca, como tacos profissionais, cases para taco, giz, luvas e outros itens, funcionará no local. 

    Com 840m², o espaço possui oito mesas profissionais para locação, todas calibradas e reguladas para oferecer a melhor qualidade para praticar e se divertir. Cada mesa possui campo de jogo de 2.84 de largura e 1.42 de comprimento. “Em Porto Alegre existem locais com mesas da mesma medida, porém não com a mesma qualidade e calibragem”, afirma Valdemir Linhares da Silva, proprietário do pub. Com investimento de 680 mil reais do Grupo Turbo Motos, o Snooker Tigre tem como objetivo incentivar a prática do esporte entre adolescentes, mesmo sabendo que atualmente há um número reduzido de jovens que o praticam.

    A nossa proposta é inserir e fortalecer a participação desse público mais jovem. Sabedores que somos que atualmente o público que mais joga é acima de 40 anos, sem idade limite. Assim, nosso objetivo é criar um ambiente acolhedor na Snooker Tigre, onde você possa vir com sua família e desfrutar de momentos de lazer juntos. Queremos que seja comum vermos pais se divertindo com seus filhos ou mães se juntando à diversão”, reforça Linhares.

    O empresário Valdemir Linhares da Silva. Foto: Robilar Pereira Souza/ Divulgação

    Decoração 

    Além das mesas profissionais, outro diferencial é a decoração, inspirada nos pubs de sinuca na Inglaterra.  “Procuramos trazer na decoração, nas fotos aplicadas junto às paredes, fotos estas em preto e branco, trazendo um ambiente mais retrô com pessoas famosas do passado e presente que praticam sinuca”, diz Linhares. Para complementar o ambiente, há quadros com referências ao mundo das duas rodas (motociclismo), já que nos antigos Coffee Racers existiam jovens que jogavam sinuca nos bares e se juntavam para andar de moto. “Assim, acredito que o ambiente de sinuca condiz com o ambiente da motocicleta”, destaca Linhares.

    Gastronomia

    No cardápio, uma variedade de lanches e petiscos, como Choripan, Torradas, Empadas e Pastéis. No entanto, a aposta gastronômica fica por conta dos hamburguers artesanais e das pizzas, todos preparados na casa. “Desde o pão até o mais simples ingrediente, prezamos pela qualidade para proporcionar o melhor”, informa Linhares. Na carta de bebidas, cervejas, vinhos, espumantes e drinks, além das não alcóolicas.  

     

    Foto: Robilar Pereira Souza/ Divulgação

    Aulas particulares, campeonatos e inclusão social

    Além das oito mesas que estão disponíveis no salão, existe uma nova mesa reservada para quem deseja ter aulas particulares. Goiano, o campeão brasileiro de sinuca por várias vezes, irá ministrar as aulas. Um trabalho de inclusão social, voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social, será colocado em prática nos próximos meses, além, é claro, de receber competições de sinuca. “As expectativas são as melhores possíveis. Quero proporcionar a melhor experiência de sinuca que Porto Alegre já teve. Estamos preparados para receber etapas dos campeonatos regionais e brasileiros de sinuca, para jogadores masculinos e femininos. O Snooker Tigre veio para virar referência no meio da sinuca e esperamos inspirar as pessoas a jogar esse esporte maravilhoso”, finaliza Linhares.

    SERVIÇO

    O QUE: Pub Snooker Tigre

    ENDEREÇO:  Av. Ipiranga, 1555 – Sala 301

    FUNCIONAMENTO:  De segunda a sábado, das 16h às 00h. 

    INFORMAÇÕES: 51.99119.5764 e 3209.1625

    INSTAGRAM: @Snookertigre

    SITE: https://www.snookertigre.com.br/

  • Tabajara Ruas: o autor e o personagem, oitenta e um invernos depois

    Tabajara Ruas: o autor e o personagem, oitenta e um invernos depois

    Aos 81 anos, comemorados em agosto, Tabajara Ruas chega à 69a Feira do Livro de Porto Alegre, da qual é patrono, com um lançamento, três reedições,  um roteiro de filme e muitos projetos. Consagrado autor, personifica o escritor cioso do seu ofício.     

    GERALDO HASSE

    O escritor Tabajara Ruas lança neste final de ano, pela Editora AGE, Você Sabe de Onde eu Venho, livro de 300 páginas sobre a conquista brasileira de Monte Castelo, na Segunda Guerra Mundial.

    Trata-se de uma nova narrativa sobre a participação brasileira na luta contra o nazismo. “É uma versão ampliada de um folhetim que escrevi anos atrás para o jornal Zero Hora”, explica o autor nascido em Uruguaiana em agosto de 1942, os mesmos mês e ano da entrada do Brasil na guerra.

    O título do livro vem do primeiro verso do longo poema de Guilherme de Almeida transformado pelo maestro Spartaco Rossi no Hino do Expedicionário, que exalta as paisagens de onde saíram os 25 mil soldados brasileiros enviados à Europa. É quase impossível não arrepiar-se ao ouvir o resultado dessa parceria nacionalista de larga abrangência geográfica. Fala do pampa e dos cafezais, do engenho e dos canaviais. A vitória final ocorreu em 21 de fevereiro de 1945, após três meses de cerco para desalojar os inimigos alemães entrincheirados na montanha coberta de neve, a 60 quilômetros de Bolonha, no norte da Itália. Nos combates morreram 451 “pracinhas” sepultados no cemitério da vizinha cidade de Pistoia.

    A GUERRA COMO TEMA

    Um novo livro sobre ocorrências da última guerra mundial é mais uma prova do apelo que os temas bélicos exercem sobre Tabajara Ruas.

    Ele aprendeu a falar quando ainda se ouviam pela Voz do Brasil as dramáticas notícias sobre os combates na Europa. Fora isso, é bom lembrar que a fronteiriça Uruguaiana sempre esteve nas ordens-dos-dias militares desde que foi invadida e ocupada pelo exército do Paraguai em 1865, quando o imperador Pedro II esteve lá para os devidos fins.

    E nem é preciso falar das revoluções intestinas de 1893, 1923 e 1932 para entender o estado de espírito dos nativos dessa cidade, militarizada (Exército, Marinha e Brigada Militar) para vigiar inimigos estrangeiros e contrabandistas de combustíveis, pneus e outras mercadorias.

    Não se pode cravar que Tabajara Ruas seja o fruto mais original dessa conjuntura armada, mas os fatos estão aí: aos 81 anos, ele se fez reconhecer e consagrar como autor de livros e filmes que focalizam sobretudo atividades guerreiras de figuras históricas como os generais Antonio de Souza Netto, Bento Gonçalves e Davi Canabarro, além dos civis Giuseppe Garibaldi e Gumercindo Saraiva — personagens que descobriu aos poucos, à medida que lia, estudava, discutia e comparava narrativas, que não rejeitam a imaginação para preencher lacunas entre os fatos. Sua conclusão final é que, por conta de manipulações politiqueiras, “a mitologia é mais firme do que a História”, como consta em depoimento seu à segunda edição do livro Lanceiros Negros (JÁ, 2006). Para poder exercitar-se sem hesitações no terreno da ficção, ele sempre leu livros de História a fim de desvendar contradições, manipulações e sofismas em torno dos fatos. “Eu gosto muito de História, mas sou ficcionista”, eis sua profissão de fé no ofício de escritor.

    PATRONO

    Em 2023, Tabajara Ruas é o patrono da  69a Feira do Livro de Porto Alegre, o maior evento cultural da capital.

    Aproveitando a visibilidade, além do lançamento de Você Sabe de Onde eu Venho, estão sendo reeditados: Os Varões Assinalados e O Amor de Pedro por João, dois dos seus livros mais lidos, ambos pela L&PM. Pela JÁ Editora, sai  A Cabeça de Gumercindo Saraiva, em coautoria com Elmar Bones, um ensaio-reportagem sobre o caudilho que apavorou a República na guerra de 1893.

    O tema do primeiro é a Guerra dos Farrapos. Ele conta a gênese da obra: “Eu estava em Portugal quando li um livrinho do Alfredo Varela, o autor da história da “grande guerra” sulina contra o Império do Brasil em meados do século XIX”.

    Ao voltar para o Brasil, em 1981, mergulhou na leitura da coleção completa de Varela (seis volumes, alguns com 800 páginas), ganhando coragem para escrever o romance épico-varonil que, na literatura gaúcha, só encontra paralelo em Érico Verissimo.

    A primeira versão de Os Varões saiu como folhetim no jornal Zero Hora. Os primeiros capítulos saíram no primeiro semestre de 1985, o desfecho foi no 20 de setembro, o dia da proclamação da República Rio-Grandense, em 1836.

    Para Ruas, não há como negar que a controvertida guerra dos farrapos buscava a liberdade – os caudilhos tentando se libertar do jugo imperial e os soldados negros querendo deixar de ser escravos.

    Segundo o romancista Luís Antônio de Assis Brasil, as 550 páginas do romance de Ruas constituem a obra definitiva sobre a revolução farroupilha. Nele, o ficcionista revela-se um exímio montador de diálogos, habilidade fundamental na elaboração de roteiros de cinema. Apesar de sua densidade e envergadura, Os Varões não é o favorito do autor.

    FUGINDO DA DITADURA

    “Meu melhor livro é este!”, afirma, apontando o novo volume recém-impresso de O Amor de Pedro por João. Trata-se de um romance sobre a busca da liberdade sob o sufoco da ditadura militar, motivo de sua saída clandestina do Brasil em 1971.

    Não é obra autobiográfica, embora romanceie episódios vividos ou presenciados por ele na vida estudantil e na luta pela sobrevivência fora do Brasil.

    Em depoimento ao JÁ, Ruas contou como deixou o Brasil. Compartilhava com mais três colegas uma república estudantil, cursava Arquitetura na UFRGS e trabalhava num escritório onde desenhava plantas. Vida espartana com seguidos sobressaltos de origem política: sem ser um militante exaltado, participava da Ação Popular, organização que combatia o governo, mas não aderiu à luta armada contra o regime militar.

    Em pleno período dos “anos de chumbo”, o apartamento no segundo andar de um predinho no bairro Auxiliadora foi denunciado por vizinhos incomodados com o barulho e o entra-e-sai de estranhos que se hospedavam ali por uns dias e logo seguiam viagem para onde ninguém podia saber.

    Um dia, no rastro de uns panfletos políticos, a polícia chegou e prendeu o mais sereno dos moradores, o poeta Nei Duclós, outro nativo de Uruguaiana, militante do jornalismo. Tabajara escapuliu por uma janela e “evadiu-se do local” só com a roupa do corpo, sem carregar nenhum pertence. Por alguns dias abrigou-se na casa de conhecidos no vale do rio dos Sinos, onde se convenceu de que não teria alternativa senão fugir para o Uruguai, mas sem correr o risco de expor-se na estação rodoviária ou dentro de um ônibus para alguma cidade da fronteira. Salvou-o a ajuda emergencial do jornalista santanense Jorge Escosteguy (1946-1997), que lhe arranjou uma carona discreta num carro da reportagem do jornal Zero Hora que cumpriria pauta jornalística em Livramento.

    Depois de uma viagem tranquila, o motorista o deixou numa rua do centro da cidade. Mal desembarcou, caminhou até atravessar a avenida que separa o Brasil do país vizinho. Livre em Rivera, nem pensou em ir para Uruguaiana, pois sabia que a casa paterna estava vigiada. Foi parar em Paissandu, onde – quase arquiteto – trabalhou por cerca de dois meses na construção civil.

    Dali atravessou o rio Uruguai e entrou na Argentina por Concepción, de onde se deslocou para Buenos Aires e, logo depois, para o Chile, onde muitos brasileiros torciam pelo governo de Salvador Allende. Foi morar em Valparaíso, onde obteve um emprego regular numa fábrica de móveis que soube aproveitar muito bem seus conhecimentos de arquitetura.

    Em 11 de setembro de 1973, o dia do bombardeio do palácio presidencial que marcou a morte de Allende e o início da ditadura do general Augusto Pinochet, Tabajara estava casualmente em Santiago. Para não ser preso junto com outros brasileiros, decidiu buscar refúgio numa embaixada. Boca braba. A oportunidade surgiu na frente do casarão da representação diplomática da Argentina. Ele ficou na avenida com um grupo de pessoas que observavam o movimento. De repente, quando o portão se abriu para a passagem de um carro, ele arrancou e entrou correndo no espaço diplomático argentino, ignorando os gritos de protesto dos guardas. Assim conseguiu asilo político. Dali foi levado para Buenos Aires, onde viveu até obter asilo na Dinamarca. Foi a partir daí que se empenhou em realizar o ideal de escrever. Seu primeiro livro, A Região Submersa, foi um policial publicado originalmente na Dinamarca e em Portugal. O personagem principal é o detetive Cid Espigão. Só depois veio O Amor de Pedro por João, cuja história começa dentro de uma embaixada.

    ESCRITOR NO EXÍLIO

    “Desde pequeno eu queria ser escritor”, diz ele. Admirou inicialmente Érico Verissimo de O Continente. Depois passou a apreciar americanos como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. Por fim se ligou nos narradores latino-americanos Alejo Carpentier, Gabriel Garcia Márquez, Juan Rulfo, Mario Vargas Llosa, Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. No meio de tantos gênios, apareceu um divisor de águas: Juan Carlos Onetti, uruguaio que ele só foi conhecer graças ao jornalista Danilo Ucha (1946-2016). Com a autossuficiência típica dos santanenses, Ucha baixou numa mesa de café em Porto Alegre com um livro do ídolo a quem acabara de entrevistar em Montevidéu, no final dos anos 60.

    “Nunca vou esquecer a pose de Danilo Ucha observando nosso silêncio de fim de mundo”, escreveu Ruas, em relato sobre o impacto da descoberta dos fascinantes escritos do ícone da literatura uruguaia. Ruas considera Onetti um especialista na elipse – a arte de contar apenas o necessário, deixando ao leitor o direito de imaginar o restante.

    Por aí sabemos que Tabajara Ruas bebeu em várias fontes para poder se tornar não apenas escritor, mas roteirista e diretor de cinema. Dublê de escritor e cineasta, ele se configurou como um caso único no Rio Grande do Sul. Poderia ter se contentado com o trabalho como arquiteto, redator de releases, jornalista folhetinista, escritor. Foi muito além. Ao abraçar o cinema, colocou-se em condições de fundir duas expressões artísticas, uma milenar, outra secular.

    “Quis fazer cinema para realizar talvez a fantasia da nossa geração”, disse em 2023 em depoimento ao Jornal do Comércio. A geração em tela é aquela que frequentou a universidade nos anos 60 e fez passeatas contra a ditadura militar enquanto curtia filmes brasileiros e estrangeiros discutidos e analisados calorosamente em bares e repúblicas dos arredores do campus da UFRGS. Entre outros, Ruas gostava do baiano Glauber Rocha, do americano John Ford e do inglês David Lean, que dirigiu o épico “Lawrence da Arábia”. Sempre prestou atenção no modo como eram feitos os filmes de faroeste, de guerra e de mistério. Com orçamentos apertados e recursos escassos, chegou a fazer filmes com centenas de figurantes armados e montados a cavalo, contando com a ajuda de unidades da Brigada Militar e o apoio entusiástico de Centros de Tradições Gaúchas. Proezas de um esquerdista sem preconceitos ideológicos.

    Se tudo correr bem, essa carreira integrada livros-filmes seguirá adiante com a filmagem de “O Fascínio”, novela de sua autoria que narra a história de um advogado que, disposto a receber uma herança, viaja de camioneta de Porto Alegre para a fronteira com a Argentina. Desnecessário dizer que é ficção sem viés autobiográfico. O roteiro está pronto. Falta arranjar os recursos financeiros, mas está definido que o codiretor será seu filho Tomás Walper Ruas, 21 anos, estudante de cinema na UFSC que desde criança acompanha a carreira cinematográfica dos pais. Este ano, Tomás estreou oficialmente como codiretor de “Edifício Bonfim”, longa rodado em Florianópolis sob o comando de Ligia Walper, sua mãe. Além de “Edifício Bonfim”, a Walper Ruas Produções está montando “Perseguição e Morte de Juvêncio Gutierrez”, baseado no livro de Tabajara ambientado em Uruguaiana. Os dois filmes serão lançados em 2024.

    Há outros projetos de longo prazo cuja realização depende da obtenção de recursos. Tabajara espera baixar a poeira da Feira do Livro para se dedicar a novos textos. Confessa sentir-se “travado” desde que contraiu o vírus da Covid em 2021, quando trabalhava na pré-produção de Juvêncio Gutierrez em Uruguaiana. Natural na idade, mas ele não se conforma com os lapsos de memória que interrompem suas conversas. Fora disso, sua saúde não o preocupa. Ainda assim, não disfarça certa a ansiedade às vésperas de protagonizar um dos momentos de maior ‘glamour’ a que pode chegar um militante das letras do Rio Grande do Sul.

    Após meio século de escrita, ostenta um cartel de uma dezena livros, meia dúzia de filmes e a disposição de aprofundar-se nas duas atividades principais de uma carreira profissional sem paralelo no Sul do Brasil. Ainda que seus leitores e espectadores não conheçam detalhes de sua vida, ele explica sem rodeios sua origem. Foi o segundo de uma penca de cinco irmãos, todos batizados com nomes compostos. “Meu nome completo é Marcelino Tabajara Gutierrez Ruas. Meu pai usou a mesma nomenclatura dupla para seus cinco filhos. Pela ordem: Ubirajara, Tabajara, Tapejara, Potiguara e Paraguaçu. Além de mim, o único vivo é o caçula, que se chama Francisco Paraguaçu, mas é conhecido por Chico. Mora em Porto Alegre”.

    Enquanto o pai, Napoleão, morreu com mais de 70 anos, a mãe, Irma Gutierrez, viveu até os 98 anos. O sobrenome materno levou muita gente a supor que a história narrada no livro e no filme Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez seria autobiográfica. Negativo. Tabajara esclarece que havia sim em sua família um tio chamado Juvêncio Gutierrez que nada tinha a ver com as atividades correntes em Uruguaiana. Ele era ferroviário em Alegrete. Seu nome evoca a primitiva genealogia sulina, com sua sonora mescla de ascendências luso-espanholas.

    Embora ambientada em Uruguaiana, Juvêncio sintetiza uma história típica da fronteira, onde é forte a tradição do contrabando, pano de fundo dessa ficção. O autor-diretor explica: “Eu fiz questão de recriar o contexto da minha infância/adolescência na cidade onde vivi até os 17 anos. Eu morava perto do rio Uruguai, a poucos metros do Colégio Santana. O narrador da história é um menino de 13 anos que estava abrindo os olhos para as coisas da vida. Tanto embaralhei histórias de amigos e colegas que dois deles vieram me perguntar quem era quem no livro”. Claro que o autor aproveitou para deixá-los mais em dúvida ao brincar sobre as habilidades de ambos no futebol.

    Eis aí um aspecto revelador da personalidade desse ficcionista que, de tanto escrever e fazer filmes, acabou por alcançar a dimensão de um personagem. Cabe lembrar aqui que o inefável Taba é multimídia capaz de atender a demandas extraordinárias. Em 2012, por exemplo, deu um curso sobre preparação de roteiros para vinte candidatos a escritor em Curitiba. Em 2009 foi convidado a participar de um seminário sobre “Os Anos de Onetti na Espanha”, organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Onetti mantido na Universidade Federal de Santa Catarina. Eram 15 acadêmicos cujas conferências foram reunidas em livro editado pela editora Letras Contemporâneas. O único estranho no ninho de acadêmicos era Tabajara Ruas. Coube a ele ler uma crônica singela sobre como se encantou com a leitura de livros de Onetti no final dos anos 1960 em Porto Alegre e, depois, em Paissandu, onde acabou por concluir que seu fervor literário era maior do que o ardor revolucionário. É o texto mais fluente da coletânea, na qual consta também um belo ensaio do escritor uruguaio Carlos Liscano (então diretor da Biblioteca Pública de Montevideo) sobre o sonho de quem escreve.

    “Todo escritor é um personagem inventado pelo indivíduo que quer ser escritor. (…) O processo de invenção, no melhor dos casos e com sorte, ocorre ao redor dos trinta anos”. Segundo Liscano, Onetti lutou por isso desde a juventude. E chegou lá.

    Sua engenhosa teoria pode aplicar-se a outras personagens. No Uruguai, também chegaram ao patamar mais elevado escritores como Eduardo Galeano e Mario Benedetti. No Rio Grande do Sul, alcançaram esse status alguns como Érico Verissimo, Mário Quintana, LF Veríssimo, LA Assis Brasil e Sergio Faraco. Nessa constelação de estrelas da literatura pode se encaixar o mais profícuo escritor da margem oriental do rio Uruguai. Mesmo tendo atravessado 81 invernos, ele mantém o afã. E conserva o visual da juventude. Embora a barba esteja quase toda branca, como acontece com a maioria dos velhos, não perdeu a cobertura capilar. O cabelo grisalho continua caído para o lado direito. Nem boné usa. Chapéu também não. Capa, de vez em quando, como se viu durante as filmagens de “Senhores da Guerra”, o livro de José Antônio Severo (1941-2021) sobre os irmãos Bozzano, que se colocaram em lados opostos em conflitos armados em 1924. Não falta nada para Tabajara Ruas virar lenda.

  • Artistas visuais homenageiam escritores gaúchos na segunda edição da mostra “Autorias”

    Artistas visuais homenageiam escritores gaúchos na segunda edição da mostra “Autorias”

    Mostra Autorias, no Correios, reúne pinturas, desenhos, bordados, colagens, escultura e história em quadrinhos

     A segunda edição de Autorias, mostra em que artistas visuais do Rio Grande do Sul retratam escritores gaúchos, será aberta no sábado (28/10), às 11h, no Espaço Cultural Correios, como parte da programação da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre. A visitação às obras, assinadas por nomes consagrados e por novos talentos das artes no Estado, prosseguirá até 2 de dezembro.

    No total, 43 artistas homenageiam 51 escritores. Desse universo, é inédita a presença de 25 artistas e de 25 autores. Entre os artistas que participam pela primeira vez de Autorias estão, por exemplo, Maria Tomaselli, Clara Pechansky, Edgar Vasques, Leandro Machado, Lucas Strey, Paulo Chimendes, Marcos Porto e Pablito Aguiar; e entre novos escritores homenageados com seus retratos aparecem Jeferson Tenório, José Falero, Carpinejar, Alcy Cheuiche, Taiasmin Ohnmacht, Armindo Trevisan, Lila Ripoll e o patrono da feira, Tabajara Ruas, além de outros. (Veja a relação completa dos participantes no final do texto.)

    A primeira edição da mostra Autorias foi realizada na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha em 2021/  Divulgação

    A primeira edição de Autorias foi realizada na Escadaria da Borges de Medeiros, simultaneamente à Feira do Livro de 2021. As obras dos 18 artistas de então, entre eles Erico Santos, Beatriz Balen Susin, Gilmar Fraga, Liana Timm e Ubiratan Fernandes, também estarão nos Correios na forma de retratos de Erico Verissimo, Mario Quintana, Simões Lopes Neto, Caio Fernando Abreu, Luiz Antonio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Lya Luft e de outros escritores.

    A exposição na Escadaria foi a primeira a exibir telas no espaço a céu aberto. O único dano não foi causado por intempérie: vândalos picharam e rasgaram por três vezes o retrato de Luis Fernando Verissimo, mas a obra foi restaurada e mantida até o encerramento da mostra. Depois, houve, ainda, um ato de desagravo a LFV.

     Ampliada e inclusiva

    Autorias – II chega agora ao Correios ampliada, inclusiva e plena de diversidade. Há um equilíbrio na participação de homens (48) e mulheres (46). Entre os homens, 23 são artistas e 25, escritores; entre as mulheres, 20 são artistas e 26, escritoras; 11 escritores e nove artistas são negros. A escritora indígena Vãngri Kaingáng é retratada pelo artista negro Alisson Affonso. A artista trans Marcela Meirelles é autora do retrato da feminista Clara Averbuck.

    As obras contemplam não apenas a pintura e o desenho, mas outras manifestações da arte do retrato, como bordado, colagem, escultura em papelão e história em quadrinhos.

    A artista Graça Craidy, que também é curadora e organizadora da mostra, diz que o objetivo é democratizar o acesso à arte e à literatura. “Queremos contribuir para que o público conheça os tradutores da cultura, nas letras e nas tintas, se veja nas suas narrativas e tenha orgulho da sua história colhida no cotidiano e transformada em arte”, declara ela.

     

    No texto de apresentação de Autorias, Graça reflete: “O que seria de um povo se, entre sua gente, não surgissem amoráveis prosadores dos seus enredos, mapeadores delicados dos seus anseios, tradutores generosos dos seus delírios, derrotas, renascimentos, paixões? A história de um povo é, também, além dos fatos, a história da sua imaginação, do quanto acalenta quereres, em que infernos se incandesce, com que valores constrói a tessitura dos seus sonhos”.

    SERVIÇO

     Exposição Autorias – II

     Local: Espaço Cultural Correios, no andar térreo do prédio do Memorial do RS, na Praça da Alfândega. Acesso pela lateral, na Av. Sepúlveda

     Abertura: 28 de outubro (sábado), às 11h

     Visitação: até 2 de dezembro

     Horário: No período da Feira do Livro, das 10h às 20h

    Entrada gratuita

     Os artistas e os respectivos autores retratados

     

    Adroaldo Selistre – Armindo Trevisan

    Alfeu Viçosa – Carpinejar

    Alisson Affonso – Vãngri Kaingáng

    Maria Carpi
    Assis Brasil

    Beatriz Balen Susin – Maria Carpi e Luiz Antonio de Assis Brasil

    Bernardete Conte – Simões Lopes Neto

    Carla Magalhães – Juremir Machado da Silva

    Clara Pechansky – Lila Ripoll

    Deja Rosa – Lilian Rocha

    Edgar Vasques – Rafael Guimaraens

    Emanuele de Quadros – Luisa Geisler

    Erico Santos – Lya Luft e Moacyr Scliar

    Fernando Lima – Tania Faillace

    Gilmar Fraga – Erico Verissimo e Carol Bensimon

    Giovana Hemb – Christina Dias

    Graça Craidy – Marô Barbieri e Dyonélio Machado

    Gustavo Burkhart – Luis Fernando Verissimo

    Gustavot Diaz e Ise Feijó – Caio Fernando Abreu

    Gustavo Schossler – Fernanda Bastos

    Helena Stainer – Cintia Moscovich e Cyro Martins

    Leandro Machado – Jorge Fróes

    Leandro Selister – Tabajara Ruas

    Liana d’Abreu – Lélia Almeida

    Liana Timm – Eliane Brum e Mario Quintana

    Lucas Strey – Ivo Bender

    Marcela Meirelles – Clara Averbuck

    Márcia Baroni – Maria Dinorah

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    Marcos Porto – Jeferson Tenório

     

    Maria Tomaselli – Marcia Tiburi

    Mario Schuster – Alcy Cheuiche

    Mariza Carpes – Leticia Wierzchowski

    Mitti Mendonça – Taiasmin Ohnmacht

    Nara Fogaça – Martha Medeiros e Josué Guimarães

    Ondina Pozoco – Ana Dos Santos

    Pablito Aguiar – José Falero

    Paulo Chimendes – Eliane Marques

    Paulo Correa – Maria Helena Vargas

    Pena Cabreira – João Gilberto Noll e Claudia Tajes

    Sandra Lages – Natalia Polesso

    Thiago Quadros – Sergio Faraco

    Ubiratan Fernandes – Jane Tutikian e Oliveira Silveira

    Wagner Mello – Ronald Augusto

    Zupo Opuz – Tau Golin

  • O “Algum Lugar” de Monica Tomasi , com amor e esperança, em show no Espaço 373

    O “Algum Lugar” de Monica Tomasi , com amor e esperança, em show no Espaço 373

     

    A cantora e compositora Monica Tomasi faz show de lançamento de seu sexto álbum “Algum Lugar” no Espaço 373 na próxima sexta-feira, dia 20. As oito canções, que nasceram durante os últimos cinco anos, desde sua mudança para a Europa, abordam temas como transformação, dúvidas, resiliência, privação e cura. Mas, acima de tudo, é um álbum sobre amor e esperança, sentimentos que permeiam cada nota e letra presente nesse trabalho. Todas as músicas são autoria de Monica, exceto “Repara”, em parceria com Necka Ayala, e “Refluxo”, com Claudia de Bem.

    Monica Tomasi , oito novas canções. Foto: Ray Albuquerque/ Divulgação

    “Uma das características marcantes deste álbum é a exploração de diferentes ritmos e influências. Em cada faixa, um convite a cruzar fronteiras sonoras, dançando ao som do xote em ‘Tobogã’, sentindo a energia do candombe uruguaio em ‘Essencial’, apreciando a melodia da viola pantaneira em ‘Repara’ e deixando-se levar pela influência afro-brasileira em ‘Capoeira’, tudo embalado pelo ritmo envolvente do pop brasileiro”, diz a artista.

    Monica Tomasi faz ponte entre Brasil e Alemanha; Foto: Ray Albuquerque/ Divulgação

    Algum Lugar é uma colaboração entre o Brasil e a Alemanha que reuniu amigos e parceiros musicais, como Mario Carvalho, com quem divide a produção musical. O disco conta com Angelo Primon, que trouxe toda a química estética, com a percussionista Cris Gavazzoni – radicada na Alemanha – e a participação especial de Fernando Peters na faixa “Lente de Contato”.

    Monica Tomasi. Foto: Ray Albuquerque/Divulgação

    SERVIÇO
    Monica Tomasi – Lançamento do álbum Algum Lugar
    Quando: 20 de outubro | Sexta-feira | 21h
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/monica-tomasi-algum-lugar/2186802?referrer=linktr.ee

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)

  • Zoravia Bettiol mostra seus Ícones em companhia de obras da sua coleção

    Zoravia Bettiol mostra seus Ícones em companhia de obras da sua coleção

    A mostra Ícones foi apresentada virtualmente no auge da pandemia, em dezembro de 2020. A partir deste sábado, 7/10, a mostra está na galeria Zoravia Bettiol, juntamente com obras de outros artistas.

    Das 56 obras exibidas, 15 são pinturas da série Ícones e 41 são desenhos, gravuras e pinturas de artistas brasileiros e estrangeiros. Zoravia coleciona arte há mais de 60 anos, com critério e sensibilidade.

    A exposição homenageia personalidades relacionadas às artes, como Mario Quintana, Mercedes Sosa, Tamara Toumanova; e às ciências, como a Condessa de Lovelace, matemática e escritora inglesa do século 19, pioneira nas pesquisas para criação do algoritmo.

    Há também figuras mitológicas gregas como Penélope, Ulysses, Medusa e Ícaro; figuras ficcionais como Pinóquio, A Bela Adormecida, Alice de Lewis Carroll e o personagem circense Mágico Chinês. E também o triângulo amoroso Colombina, Pierrô e Arlequim da comédia Del Arte.

    Na concepção dessa série, Zoravia pintou em acrílico sobre madeira, sendo alguns suportes retangulares e outros trapezoidais. Na parte superior, representou o busto de cada personagem e, abaixo, em suspenção, alguns elementos relacionados à vida ou a obra de cada um dos homenageados.

    Entre os artistas da sua coleção, há obras dos brasileiros Vasco Prado, Regina Silveira, Saint-Clair Cemin, João Câmara, Didonet Thomaz, Glênio Bianchetti, Mario Cravo Júnior, e dos estrangeiros Jorge Paez Vilaró, Antônio Potero, Adolf Frohner, Carlos Fossati, Luis A. Solari, Héctor Capurro, Marta Peluffo e outros…..

    Todos os trabalhos estão à venda e a galeria parcela os pagamentos.

    Ada Byron King, Condessa de Lovelace, na série de Zoravia Bettiol

    SERVIÇO:

    Título: Ícones, Pinturas e Acervo de Artistas Brasileiros e Estrangeiros de Zoravia Bettiol

    Data: de 07 de outubro, sábado, a 30 de novembro de 2023.

    Local: Galeria Zoravia Bettiol, Rua Paradiso Biacchi, 109 (Ipanema) – Porto Alegre, RS

    Horário de visitação: das 10h às 18h (de segunda a sexta-feira). No dia da abertura, a partir das 15h.

    Entrada Franca.

    Contato:

    (51) 3354-2456

    galeria@zoraviabettiol.com.br

  • Espetáculo “Fé, uma sinfonia diferente” leva crianças e jovens com Autismo ao palco

    Espetáculo “Fé, uma sinfonia diferente” leva crianças e jovens com Autismo ao palco

     

    Em sua 5ª edição e reunindo o maior número de participantes, Uma Sinfonia Diferente RS traz o tema FÉ para celebrar o encerramento do projeto no ano de 2023. Após um processo de nove meses de atendimento de musicoterapia em grupo para mais de 60 crianças e jovens com autismo, o Sinfonia realiza um espetáculo Musical Fé no dia 15 de outubro, às 19h, no Teatro Feevale (Universidade Feevale, RS-239, 2755 – Campus II, Novo Hamburgo). Os ingressos custam R$ 20,00 e podem ser adquiridos pelo site https://teatrofeevale.com.br/programacao/sinfonia.

    No espetáculo, o público típico e atípico, poderá apreciar um roteiro idealizado especialmente para as características desta 5ª edição. “A proposta do tema do Musical é valorizar a força de vontade em buscar alternativas por mais qualidade de vida. A esperança, o amor. A Fé de cada um, este sentimento, que une as famílias do Sinfonia, seja qual for a sua crença, pois tratamos a fé como uma ferramenta pessoal para vencer as adversidades, buscar sabedoria e principalmente aprender a apreciar o processo e não somente o ponto final de chegada”, destaca Grazi Pires, Musicoterapeuta e Coordenadora do Projeto.

    Grazi Pires e Dejeane Arruée_com participantes do espetáculo. Foto: Ricardo Lage/ Divulgação

    Traremos ao público performances coletivas e individuais dos participantes do projeto que vem acompanhado de uma super banda de músicos profissionais que são voluntários do Projeto. Além disto, teremos convidados super especiais como a cantora e compositora Tati Portella e do artista autista e amigo do Sinfonia,  Ângelo Bandel Foreste”, afirma Dejeane Arruée que assina direção musical do Projeto. A atriz e diretora de teatro Deborah Finocchiaro, apoiadora do projeto desde 2019, integra a equipe do espetáculo assinando a orientação cênica, além de contribuir com o roteiro e ensaios dos voluntários para a grande noite e ser a mestra-de-cerimônia do Musical.

    Convidados e voluntários

    Sobem ao palco com performances mais de 50 crianças e jovens com Autismo, acompanhados por mais de 40 voluntários, 10 terapeutas e uma banda. A banda é formada por artistas voluntários e convidados que, anualmente, se dedicam a realizar o musical do projeto, que é uma realização socio cultural,  uma grande produção artistas e terapêutica. Uma sessão de musicoterapia aberta ao público, reunindo todas as familais participantes desta edição!

    A Banda Sinfonia Diferente é formada por Dejeane Arruée (Direção Musical e Voz), Grazi Pires ( Direção Artística e Voz), Andreia Steinmentz (Vocais), Xandy Santos (Baixo), Lucky Alves (Bateria e Vocais), William Borba ( Guitarra e Vocais), Vicente Lenz (Saxofone) e Luis Dallastra ( Acordeon).  Serão apresentadas canções autorais, fruto de improvisos e composições das sessões de musicoterapia. A maioria destas canções são compostas pela musicoterapeuta e compositora Graziela Pires e os arranjos ficam por conta de Dejeane Arruée da dupla 50 Tons de Pretas e fundadoras da Pretas Produções, responsável pela realização da edição gaúcha do projeto.

    O projeto do RS tem um formato diferenciado, pois atende ao Grupo de Pais com a coordenação da Psicóloga Mara Ritter. “O objetivo do grupo é acolher e dar suporte aos tutores e cuidadores,  desde a 1ª edição”, diz Mara Ritter – psicóloga e nutricionista. Outro diferencial é a constante pesquisa científica em torno dos benefícios da musicoterapia para as pessoas com autismo, projeto que é coordenado pela Doutora Psicóloga e Musicoterapeuta Marileya Vargas.

    O Sinfonia Diferente RS 2023 está totalmente independente, sem verbas de editais de cultura, como já ocorreu em anos anteriores. O que garante a estrutura básica do projeto é o apoio dos voluntários (equipe e co-terapeutas) e dos parceiros com estrutura e serviços.

    Todo o trabalho do projeto tem a musicoterapia como fio condutor e equipe técnica multidisciplinar.  As sessões de musicoterapia são focadas no desenvolvimento do grupo, sem deixar de considerar as características individuais de cada participante.

    Uma sinfonia diferente

    O projeto Uma Sinfonia Diferente trata-se de uma metodologia inovadora para trabalhar e desenvolver a linguagem e interação social das pessoas com Autismo. Foi criado em 2015 pela Musicoterapeuta Ana Carolina Steinkpopf, em Brasília e consiste em uma equipe técnica multidisciplinar liderada por um(a) Musicoterapeuta, com auxílio de voluntários que acompanham as crianças e jovens durante todas as sessões.

    Equipe Técnica – Na equipe multidisciplinar, formada por profissionais voluntários, das áreas de Musicoterapia, Psicologia, Fonoaudiologia entre outras, se dedicam ao acompanhamento e execução das sessões. O grupo é responsável por pensar e discutir os objetivos terapêuticos do processo, além de assessorar os voluntários, atender as crianças e familiares.

    FICHA TÉCNICA

    Equipe Técnica Multidisciplinar – Uma Sinfonia Diferente RS

    Graziela Pires – musicoterapeuta, especilaitsa em TEA

    Dejeane Arruée – Licenciada em Música e multi instrumentista

    Jaqueline Zuccari – Fonoaudióloga especialista em TEA

    Mara Ritter – Mestre em psicologia e nutricionista

    Marylea Vargas – Profa. Dra. psicóloga e musicoterapeuta

    Marliese Christine Simador Godoflite – fonoaudióloga, psicopedagoga e diretora APAE Ivoti

    Patrícia Scossi – Jornalista, gestora cultural e pós-graduanda em Musicoterapia

    Selenir Kronbauer – Profa. mestre em teologia

    Ana Carolina de Campos – Pedagoga, Mestrando em Educação. Integrante da equipe da AMAV – Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Viamão (RS)

    Equipe de voluntárias

    Alexsandra Amaral dos santos, Ana Carolina de Campos, Ana Júlia Hermes Schepp, Andrisa de Souza, Bianca Goulart dos Santos, Cesar Augusto Foss,Clarissa Helena Oliveira de Oliveira, Daiana de Souza Carravetta, Deise Bortolozo Pivoto, Elen Borghezan, Élen Schappo, Éliston Roger da Silva Federici, Fabiane Magalhaes Pereira, Fernanda da Silva Thumé, Giácomo de Carli da Silva, Iara Virgínia da Silva, Josaina Teresinha de Souza, Letícia Jorge dos Santos, Luana Rollof, Magali Gomes de Souza, Moema Reichert, Patricia Scossi

    Banda dos Músicos Voluntários do Sinfonia

    Andréia Steinmetz – voluntária da banda e das sessões de musicoterapia. Pós-graduanda de musicoterapia.

    Vicente Raul Lenz – bacharel em música e saxofonista.

    William Borba – licenciado em música e  guitarrista nas bandas @banda_cartel e @grantezuma e integrante da dupla lais e william @laisewilliamduo

    Xande Santos – Músico profissional há mais de 30 anos. Guitarrista, tecladista, violonista, baixista, produtor musical, arranjador, professor de música.

    Luiz Dalastra – acordeonista que acompanha diferentes bandas da região

    Lucky Alves – Psicólogo, cantor e baterista da banda The Dogs

    50 tons de Pretas

    Graziela Pires é Musicoterapeuta, cantora, compositora, regente de corais, tradutora e intérprete de língua inglesa e professora.

    Dejeane Arruée é Trombonitsa, cantora, percussionista e regente de bandas marciais e arte educadora.

    Apoio Institucional ( cedência do local para atividades ao longo do projeto)

    Faculdade IENH, Clínica Neurodiverso e Ibis Hotéis NH

    Apoio (serviços e  divulgação)

    Apoio Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho

    AMA -NH -Associação de Pais Amigos Do Autista de Novo Hamburgo, Q 10 Saúde Clínica Integrada, Clínica Zuccari, Clínica IN, Clínica Consonar, Companhia de Solos e Bem Acompanhados, Fiel Produtora de Vídeo,Lual Eventos infantis, Guarita Pizzas, Pitutti Festas, Tempo e Som.

    Realização: Pretas Produções  / 50 Tons de Pretas

    Supervisão: Instituto Steinkopf

    Participação especial

    Cantora Tati Portella

    Atriz Deborah Finocchiaro

    Cantor Angelo Bandel Foreste

    SERVIÇO

     

    O QUE:  Sinfonia Diferente RS   – Novo Hamburgo

    DATA:  15 de outubro

    HORÁRIO:  19h

    LOCAL: Teatro Feevale (Universidade Feevale, RS-239, 2755 – Campus II, Novo Hamburgo).

     

    INGRESSOS: R$ 20,00 e podem ser adquiridos pelo site https://teatrofeevale.com.br/programacao/sinfonia.

  • Projeto Miniarte completa 20 anos exibindo em Porto Alegre “Futura”, sua 46ª exposição

    Projeto Miniarte completa 20 anos exibindo em Porto Alegre “Futura”, sua 46ª exposição

     

    O Projeto Internacional Miniarte, criado em 2003 pela artista visual gaúcha Clara Pechansky, chega ao vigésimo ano de existência e monta, em Porto Alegre, sua 46ª edição. A abertura será na quinta-feira (5/10), das 18h às 20h, na Gravura Galeria.

    Obra de autoria de Edilberto Sierra, da Colômbia/ Divulgação

    No sábado (7), às 11h, Clara fará visita guiada aberta ao público. A visitação à mostra prossegue até 28/10. Essa edição, denominada de Miniarte Futura, celebrará os 20 anos ininterruptos de realizações, incluindo homenagens aos ex-coordenadores internacionais, aos pioneiros e a artistas já falecidos cujas obras constam do acervo do projeto, que reúne cerca de 3 mil imagens.

    Clara Pechansky.Foto de Flávio Wild/ Divulgação

    “Estou muito contente por poder resgatar artistas que participaram dessa história e prestar homenagem aos que já se foram”, diz Clara, de 86 anos de idade e 67 de uma reconhecida carreira como pintora, desenhista, capista da lendária Editora Globo, gravadora e gestora cultural, com obras em importantes acervos de museus e galerias no país e no exterior.

     

    Obra de autoria de Zoravia Bettiol, de Porto Alegre/
    Divulgação

    A Miniarte, montada em painéis pela restauradora Eliete Corrêa, apresentará obras de autoria de 163 artistas, originários dos seguintes 12 países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Índia, Irlanda do Norte, México, Portugal e Brasil. Afora esses, já estiveram representados em edições anteriores, entre outros, países como Inglaterra, Austrália, Canadá, Chile, Cuba, França, Nova Zelândia e Venezuela.

    Clara idealizou o Projeto Miniarte Internacional, centrado em obras de pequeno formato, para promover o intercâmbio artístico entre criadores de diferentes países e regiões geográficas. Nas primeiras edições os artistas enviavam as obras pelo Correio. Com o passar do tempo e as dificuldades impostas pelas aduanas internacionais, a Miniarte passou a reproduzir as obras em fotos. As facilidades proporcionadas pela internet ajudaram a consolidar o novo formato. Com a pandemia a participação virtual dos artistas aumentou, bem como o caráter internacional da Miniarte.

     

    .Obra El Payaso, do mexicano Jorge Luis Hurtado Reyes/ Divulgação

    Ao longo dos anos, foram realizadas Miniarte que tiveram como título – e sugestão de tema para os artistas – Magia, Vida, Ilusão, Enigma, Verdade, Fantasia. As coleções de obras das são expostas em locais como galerias, museus, bibliotecas, fundações e institutos culturais. A primeira edição foi na Usina do Gasômetro e a 10ª na Casa de Cultura Mario Quintana, por exemplo.

    Obra de autoria de Márcia Marostega, de Santa Cruz do Sul/ Divulgação

    Outra edição da Miniarte Futura já tem data e local para ocorrer em 2024: 4 de maio do ano que vem, no Centro Municipal de Cultura de Gramado.

    Obra de autoria de Josefina Suarez, da Costa Rica/Divulgação

    SERVIÇO

    Miniarte Futura

    Abertura: quinta-feira (5/10)

    Horário: das 18h às 20h

    Visita guiada: sábado (7), às 11h

    Visitação: até 28/10

    Local: Gravura Galeria

    Endereço: Rua Corte Real, 647, bairro Petrópolis

    Horário: segunda à sexta das 9h30 às 18h30; sábado das 9h30 às 13h30

    Fone: 51 3333-1946

    Obra de autoria de Els Van Asten, da Holanda/ Divulgação

    A exposição no olhar da artista

    Clara: “De mãos dadas pela arte”

    Pergunta: Quando o projeto nasceu imaginava que teria tal amplitude e duração?

    Resposta: Clara Pechansky – A Miniarte, nestes 20 anos, criou uma grande teia de comunicação entre artistas. Tenho orgulho de ter sido a geradora dessa rede que até hoje se mantém viva, porque artistas de 38 países ainda se comunicam comigo e entre si, seja em inglês, em espanhol ou em português. Eles se movimentam em seus países de origem, criando novos desafios e convidando colegas para participar de exposições ou outros eventos. Com a pandemia muita coisa mudou, mas a arte seguiu viva e se impulsionou de novas maneiras. A Miniarte é o elo que reúne todos, desde os pioneiros aos recém-chegados.

    .Obra de autoria de Radi  Pereira dos Santos, de Porto Alegre/ Divulgação

    Seguimos juntos, sob minha liderança e de outros colegas, parceiros antigos e novos da Miniarte, fazendo a teia crescer democraticamente, sem exigir currículo de ninguém, mas sempre de mãos dadas pela arte. É o grande abraço universal. Com a evolução dessa teia, foi necessário trabalhar de forma mais específica com países da América Latina. Em 2018, criei o Projeto Fiesta de Paz Brasil, que agrega literatura às àrtes visuais. Poetas e escritores são chamados para escrever sobre nossas obras, ampliando a teia de comunicação.

    P: De que forma a pandemia impactou o projeto em termos de adesão de artistas inscritos e do conteúdo apresentado pelos participantes?

    .Obra de autoria de Graça Craidy, de Porto Alegre/ Divulgação

    R: Clara – Houve uma total reviravolta no projeto. Até então, as obras chegavam de forma física, pelo Correio ou pessoalmente. Eu já havia reduzido o formato das obras de 20 x 20 cm para 18×18 cm, para permitir que mais obras coubessem nos painéis, já que cada edição sempre recebia no mínimo duas centenas de artistas. Decidi então criar a Miniarte Verdade, para a qual os artistas enviaram fotografias que foram impressas, e as obras, portanto eram só virtuais. Outra modificação ocorreu devido à dificuldade de circulação de dinheiro, então eu tornei a Miniarte gratuita e totalmente virtual. Dessa maneira, chegamos à participação de cerca de 400 artistas. A Miniarte então se tornou cada vez mais virtual, e passamos a publicar catálogos somente na internet, e nossas coleções completas estão no Flickr:  http://www.flickr.com/photos/miniart2010/sets/ e também no website da Miniarte (www.miniartex.org).

    Obra de autoria de Danu Dunne, da Irlanda do Norte/Divulgação

    P:Olhando o acervo formado pelas coleções ao longo do tempo que análise artística faz?

    R: Clara – A pandemia foi um turning point na organização das edições da Miniarte, gerando novas ideias e novas maneiras de mostrar as obras. Temos até agora uma história de quase 50 edições, cada uma em um local diferente, sempre coordenadas por artistas, entre galerias particulares e públicas, museus, centros de cultura e academias.

    Quanto à análise artística, é evidente que houve um aperfeiçoamento na obra de cada artista, seja na técnica, seja porque a qualidade da resolução das fotos melhorou, permitindo a impressão de cada obra com suas cores e detalhes originais. Artistas que vêm há anos participando da Miniarte sem dúvida tiveram um crescimento técnico indiscutível, e isso é muito gratificante. Posso também acompanhar a trajetória de artistas que lancei há tempos, quando eram emergentes, e que, devido ao caráter democrático da Miniarte, tiveram sua primeira oportunidade de expor em exposições internacionais ao lado de artistas conhecidos, já que a Miniarte é exposta em ordem alfabética.

    Obra de autoria de Erm¡nia Marasca Soccol, de Porto Alegre/Divulgação

    P: Produzir arte em pequeno formato facilita a vida do artista?

    R: Clara – Pelo contrário, trabalhar em pequeno formato é muito mais difícil do que criar algo em formato grande. Quando um iniciante começa a pintar ou desenhar, ele tem medo e sempre sugere: ‘vou começar com uma telinha pequena’. Grande erro. Ao tentar pintar uma obra pequena, o candidato a artista está empilhando todos os problemas e eles ficam sobrepostos, como se numa corrida de obstáculos todos os saltos tivessem que ser dados ao mesmo tempo. Fica bem mais fácil espalhar os obstáculos por uma superfície grande, onde será possível identificar todos os saltos a serem trabalhados. Falo como supervisora e orientadora de arte, como alguém que nunca permitiu o uso de borracha em seu atelier, porque é necessário acompanhar o pensamento daquele que está começando, e para isso as marcas do seu traço, deixadas visíveis, ajudam a acompanhar e entender o caminho percorrido.

    Obra de autoria de Ana Lovatto, de Porto Alegre/ Divulgação

    P: Requer quais virtudes, principalmente?

    R: Clara – Requer reflexão, técnica e, sobretudo, paciência. A Miniarte espraiou esse desafio: criar uma obra pequena é distribuir todos os problemas de composição, equilíbrio, luz e sombra e demais fundamentos do desenho e da pintura num espaço reduzido. Desde o início exigiu-se dos artistas obras em pequeno formato, era 20 x 20 cm e ultimamente passou a ser 18 x 18 cm.

    Obra de autoria de Cristovão Coutinho, de Manaus/Divulgação

    *Com Assessoria de Comunicação- Jornalista Carlos Souza(texto)

    FOTOS: Divulgação Miniarte / Clara Pechansky

  • Exposição “ANI+” marca transferência da Galeria Escadaria para o Pier da Usina do Gasômetro

    Exposição “ANI+” marca transferência da Galeria Escadaria para o Pier da Usina do Gasômetro

     

    Em função das obras no Viaduto Otávio Rocha, galeria a céu aberto passará a ocupar outro cartão postal da cidade, com a mostra “ANI+”

    Única galeria de arte permanente a céu aberto do Brasil, a Galeria Escadaria, situada na escadaria Verão do quase centenário Viaduto da Borges de Medeiros,  por conta das obras de restauração do local, migrará para outro espaço representativo de Porto Alegre: o Pier da Usina do Gasômetro.

    O criador da Galeria no Pier do Gasômetro- Marco Monteiro. Foto: Higino Barros/ Divulgação

    Com curadoria do fotógrafo, designer gráfico e produtor Marcos Monteiro, a iniciativa resulta de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a empresa permissionária GAM3 e será inaugurada com a exposição “ANI+”, no dia 30 de setembro (sábado), a partir das 16h.

    Em caso de chuva, o evento será transferido para o dia seguinte, domingo, 31 de setembro, no mesmo horário. A visitação ocorre diariamente, 24h, até o dia 4 de dezembro. A entrada é gratuita.

    Foto: Daisson Flach/ Divulgação

    Criada em 2021 pelo fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro, a galeria em seus quase três anos de existência, já apresentou 18 exposições nacionais e internacionais, tendo recebido em torno de 300 mil visitações. Por ser um espaço cultural a céu aberto, beneficia a população ao promover a expressão cultural, trazer beleza, estimular o bem-estar, oferecer oportunidades educativas e despertar/desenvolver novos artistas. Trata-se de uma forma de arte acessível a todos, que pode ser apreciada e desfrutada por pessoas de todas idades e origens.

    Foto: Sérgio de Paula Ramos /Divulgação

    A arte ao ar livre também tem o poder da transformação cultural, transmitindo histórias, valores e tradições de uma comunidade. Ela promove a diversidade e a inclusão, celebrando diferentes perspectivas sociais e artísticas, estimulando o diálogo entre as pessoas, tornando-a mais inclusiva. Isso pode contribuir para a disseminação da cultura e da apreciação artística; além de ser uma ferramenta educativa, na medida em que proporciona o aprendizado sobre diferentes estilos artísticos e movimentos culturais. Ao estimular a curiosidade e o aprendizado, incentiva crianças, jovens e adultos a explorar e descobrir mais sobre o mundo da arte e a si mesmo.

    Foto: Douglas Fischer/ Divulgação

    Pela possibilidade de ocasionar o senso de comunidade, incentiva as pessoas a se reunirem e interagirem em torno da arte, fortalecendo os laços sociais e criando um sentimento de pertencimento. Ao apresentar obras de arte visualmente impactantes e inovadoras, ela pode servir como uma fonte de inspiração para fotógrafos amadores e profissionais, incentivando-os a explorar novas técnicas e estilos.

    Foto; Jorge Neumann/ Divulgação

    Sobre a exposição

     “ANI+” reúne o trabalho de dois juristas e dois médicos, destacados em suas respectivas áreas de atuação e unidos por uma grande paixão e dedicação à fotografia, adoradores da natureza, especialmente pela fauna e identificados com a bandeira do conservacionismo. São 16 painéis em grandes formatos contendo 48 imagens de paisagens deslumbrantes, em flagrantes de pássaros, leões, guepardos, girafas e cervos, entre outros, em seus habitats naturais. Estes cliques foram feitos em cenários paradisíacos, como Lagoa do Peixe e Pantanal, no Brasil e Botswana, na África, exigindo paciência e persistência, para que estes animais pudessem ser focados em seus ângulos mais genuínos, sem assustá-los. Os participantes são:

    Foto: Jorge Neumann/ Divulgação

    Daisson Flach – Advogado, professor universitário e fotógrafo. Embora a fotografia tenha sido uma paixão tardia, tem participado de diversas exposições, com trabalhos aceitos e premiados em salões e concursos nacionais e no exterior. Seus temas mais frequentes são a vida selvagem, a música e a arte, com obras no acervo permanente do Museu de Arte de Porto Alegre. Mais recentemente tem realizado incursões pela fotografia poético/documental.

    Foto: Daisson Flach/ Divulgação

    Douglas Fischer – Procurador regional de República e professor de Direito Penal e Processual Penal em vários cursos de pós-graduação pelo Brasil, é fotógrafo amador, natural de Três de Maio.

    Foto: Douglas Fischer/ Divulgação

    Jorge Neumann – Médico formado pela UFRGS, é membro titular da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Começou a fotografar na adolescência e com o surgimento das câmeras digitais optou pelos modelos da Sony, usando hoje a Sony A 7 IV. Sendo piloto de planador, voltou suas lentes aos aviões, tendo tido fotos publicadas em revistas do Brasil e do mundo. Participou de duas exposições coletivas, sendo a mais recente no ano passado, no CHC da Santa Casa como parte das comemorações aos 30 anos da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Com o surgimento da pandemia, passou a registrar imagens da natureza, tendo ficado fascinado pelo tema. Tem dois livros de fotos publicados: “Emoldurando Paisagens”, em 2007 e “Vida, Entre o Céu e a Terra”, em 2022.

    Foto: Sérgio de Paula Ramos/ Divulgação

    Sérgio de Paula Ramos – Psiquiatra, psicanalista e fotógrafo. Fotografa desde os 15 anos de idade e expôs sua primeira foto na Bienal de São Paulo, aos 17 anos. Desde então participou de várias exposições coletivas e, em 2015, fez sua primeira individual, no Museu de Arte do RS (MARGS). Naquela ocasião uma das fotos foi escolhida para o acervo permanente da instituição.
    Seu foco, nos últimos anos, tem sido a vida selvagem.

    Foto: Jorge Neumann/ Divulgação

    Exposição “ANI+”:

    Abertura: 30 de setembro (sábado). Em caso de chuva, o evento passará para o dia seguinte (31/domingo).

    Hora: a partir das 16h.

    Local: Pier da Usina do Gasômetro

    Visitação: Diária, 24h.

    Encerramento: 4 de dezembro de 2023.

    Contato: com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp  (51) 9935-0608.

    Entrada franca.

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Balé Bublitz apresenta bailarinas premiadas no exterior, no Gala de Excelência em Dança

    Balé Bublitz apresenta bailarinas premiadas no exterior, no Gala de Excelência em Dança

     

    Neste final de semana, 23 e 24 de setembro, o Ballet Vera Bublitz leva para o Teatro CIEE destaques como a bailarina Alicia Prietsch Dresch, medalha de ouro no World Ballet Competition, e Júlia Xavier, vencedora do “Audience World” do YAGP, além dos bailarinos convidados Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva.

    O Ballet Vera Bublitz conquistou o mais alto patamar da dança mundial em 2023. As bailarinas da escola de Porto Alegre, Alicia Prietsch Dresch e Júlia Xavier brilharam nos palcos e competições internacionais e agora se apresentam neste final de semana no Teatro CIEE, ao lado de outros destaques da escola e dos bailarinos convidados, Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva, da Cia. Paulista de Dança Adriana Assaf. A XI Gala de Excelência em Dança será realizada no sábado, 23 de setembro, às 17 horas, e no domingo, 24 de setembro, às 15h30, no Teatro CIEE. Os ingressos antecipados estão disponíveis nas sedes do Ballet Vera Bublitz, localizadas na Rua Corte Real, 227 ou pelos telefones (51) 3307-4564 ou (51) 98474-1252, e na Rua Lucas de Oliveira, 158, pelo telefone (51) 3028-4984.

    Alícia Prietsch Dresch – World Ballet Competion/ Divulgação

    “Em junho deste ano, conquistamos o prêmio máximo de um grande festival internacional, com uma das bailarinas BVB. Isto aconteceu no World Ballet Competition, na Flórida, nos Estados Unidos, quando a aluna Alícia Prietsch Dresch, de 11 anos, garantiu o Ouro, em sua categoria, para alegria e orgulho de todos nós”, destaca a diretora e fundadora Vera Bublitz.

    Outro destaque internacional que estará no palco do Teatro CIEE é Júlia Xavier que, aos 13 anos, saiu vitoriosa do YAGP Grand Prix, realizado, em abril, em Tampa, nos Estados Unidos. A aluna do Ballet Vera Bublitz conquistou o prêmio “Audience Award” e foi a única brasileira entre as Top 24 da categoria júnior na competição.

    Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva.  Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia. Da mesma companhia, Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Silva coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e na Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.

    Haverá também a apresentação de um grupo formado por 18 bailarinas, de 8 a 11 anos, as BVB Kids, que garantiram no último FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre, em junho, vaga como finalistas do YAGP, que será realizado em Nova York, em abril de 2024.  Elas vão apresentar a coreografia contemporânea “Wednesday Addams”, de Caleo Alencar.

    Julia Xavier e Marcos Silva – Foto: Solange Avelino/ Divulgação

    A XI Gala de Excelência em Dança do Ballet Vera Bublitz destaca ainda as solistas Beatriz Wanderley, Catarina Kallfelz da Costa, Fernanda Guedes, Florença, Isabela Azevedo, Isabele Ribeiro de Oliveira, Isabeli Greff, Larissa Silveira, Joana Coelho, Julia Quinto, Júlia Tremea Spolidoro, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi, Mariana Pedone Barroco, Marina Miguel Starosta, Rafaela Amaral, Rafaela Lopes, Roberta Fridman, Victoria Ruhl.

    Carlla Bublitz, também diretora do Ballet Vera Bublitz, ressalta o sucesso internacional de 2023. “Este ano, as bailarinas do Ballet Vera Bublitz brilharam no exterior e conquistaram bolsas em 12 importantes companhias internacionais, como o Royal Ballet, em Londres, e o Joffrey Ballet School e o American Ballet Theatre, em Nova York. A Gala de Excelência é uma oportunidade para ver e aplaudir esses talentos daqui que fazem bonito no mundo”, celebra.

    Roberta Fridman e Paulo Vitor Rodrigues – Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Agende-se:

    XI Gala Excelência em Dança do Ballet Vera Bublitz
    23 de setembro (sábado): 17h
    24 de setembro (domingo): 15h30
    Local: Teatro CIEEE (Rua Dom Pedro II, 861 – Porto Alegre)
    Valor único: R$ 100

    Ingressos antecipados:
    Rua Corte Real, 227
    Telefones: (51) 3307-4564 ou (51) 98474-1252
    Rua Lucas de Oliveira, 158
    Telefone: (51) 3028-4984

     Os ingressos também poderão ser adquiridos nos dias do espetáculo na bilheteria do Teatro CIEE, dependendo da disponibilidade de assentos.

     

  • Mostra de Cinema “Primavera Gaúcha” destaca a produção de 20 longas metragem do RS

    Mostra de Cinema “Primavera Gaúcha” destaca a produção de 20 longas metragem do RS

    O projeto idealizado pela SEDAC inclui mostra itinerante, plataforma de streaming, lançamento de livro e a criação de um site e será lançado dia 21 de setembro com a mostra de cinema

    Primavera Gaúcha é o nome do projeto idealizado pela Secretaria da Cultura do RS (SEDAC), por meio do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), que se inicia com uma ampla mostra de filmes produzidos no Rio Grande do Sul e que terá lançamento dia 21 de setembro. Todo o programa se estrutura em torno de vinte longas-metragens, com curadoria assinada pela Associação de Críticos de Cinema do RS (ACCIRS). Os títulos selecionados para a mostra são representativos do cinema feito no Rio Grande do Sul, seja por questões históricas, temáticas, de gênero ou trajetória premiada. “A intenção é dar visibilidade e oferecer conhecimento sobre elementos da cultura do sul do Brasil, bem como apresentar a multiplicidade da produção cinematográfica do estado” afirma a equipe curadora. Também houve a preocupação em destacar a trajetória de diferentes diretores e sua produção geracional, a partir de seus filmes mais relevantes.

    A Primavera Gaúcha foi viabilizada com recursos de uma emenda parlamentar do deputado gaúcho Ubiratan Sanderson e tem como eixo central celebrar e divulgar a produção audiovisual gaúcha para novos territórios e públicos, a partir de um conjunto de atividades que inclui mostra itinerante e plataforma de streaming, publicação de um livro, criação de um site e auxílio financeiro para que realizadores gaúchos participem de eventos de mercado e festivais.

    Entre os filmes estão os consagrados Anahy de las Misiones (Sérgio Silva), O Homem que Copiava (Jorge Furtado), O Cárcere e a Rua (Liliana Sulzbach), Antes que o Mundo Acabe (Ana Azevedo), O Caso do Homem Errado (Camila Moraes), entre inúmeros títulos que se destacam no cinema brasileiro e gaúcho.  As sessões serão realizadas na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim, com entrada franca. Confira a programação e o serviço abaixo:

    ANAHY DE LAS MISIONES/ Divulgação

    21 de setembro, quinta-feira, 19h

    ANAHY DE LAS MISIONES (Brasil, 1997, 107min). Direção de Sérgio Silva, com Araci Esteves, Marcos Palmeira, Dira Paes, Paulo José, Fernando Alves Pinto. 16 anos. Drama.

    Sinopse: Uma mulher luta pela sobrevivência durante o período mais conturbado da história do Rio Grande do Sul, a Revolução Farroupilha. Arrastando um velho carroção sem bois, Anahy e seus filhos enfrentam a guerra, a morte e o medo, com o objetivo de manter a família unida. Inevitavelmente, o conflito se infiltra em sua vida e Anahy assiste impotente a dissolução de sua família.

    22 de setembro, sexta-feira, 19h

    O HOMEM QUE COPIAVA (Brasil, 2003, 123min). Direção de Jorge Furtado, com Lázaro Ramos, Leandra Leal, Luana Piovani, Pedro Cardoso, Júlio Andrade. 14 anos. Drama.

    Sinopse: André é um jovem que trabalha na fotocopiadora de uma papelaria. Um dia se apaixona por Sílvia, uma vizinha, a qual passa a observar com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, descobre que ela trabalha em uma loja de roupas e, para conseguir uma aproximação, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para a mãe.

    O cárcere e a rua/ Divulgação

    23 de setembro, sábado, 19h

    O CÁRCERE E A RUA (Brasil, 2004, 80min). Direção de Liliana Sulzbach. 12 anos. Documentário.

    Sinopse: Cláudia, presidiária mais antiga e respeitada da Penitenciária Madre Pelletier, deve deixar o cárcere em breve. Assim como Betânia, que vai para o regime semiaberto, e ao contrário de Daniela, que recém chegou na prisão e aguarda julgamento. Enquanto Daniela busca proteção na cadeia, Cláudia e Betânia vão enfrentar as incertezas de quem volta para a rua.

    Antes que o mundo acabe/ Divulgação

    24 de setembro, domingo, 19h

    ANTES QUE O MUNDO ACABE (Brasil, 2009, 100min). Direção de Ana Luiza Azevedo, com Pedro Tergolina, Eduardo Cardoso, Bianca Menti. 10 anos. Drama.

    Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: lidar com uma namorada que não sabe o que quer, ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.

    26 de setembro, terça-feira, 19h

    MORRO DO CÉU (Brasil, 2009, 71min). Direção de Gustavo Spolidoro. 14 anos. Documentário.

    Sinopse: Morro do Céu é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de trem, colheita da uva e outras diversões, além da descoberta do primeiro amor.

    27 de setembro, quarta-feira, 19h

    EM TEU NOME (Brasil, 2009, 100min). Direção de Paulo Nascimento, com Leonardo Machado, Fernanda Moro, Nelson Diniz, César Troncoso, Silvia Buarque. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Boni, um estudante de engenharia entra para a luta armada, mas carrega dúvidas e medos sobre se este seria realmente o melhor caminho. Ele teme pela família, pela namorada e pelo futuro, que parece mais incerto a cada dia. Como tantos, Boni é preso, torturado e banido do país ao ser trocado pelo embaixador suíço no chamado Grupo dos 70. Exilado no Chile e ao lado da companheira Cecília, ele passa a compreender a sociedade de outra maneira.

    28 de setembro, quinta-feira, 19h

    WALACHAI (Brasil, 2009, 85min). Direção de Rejane Zilles. Livre. Drama.

    Sinopse: Walachai é uma pequena comunidade rural no sul do Brasil em que as pessoas falam um antigo dialeto alemão. Os moradores, no entanto, não possuem qualquer relação com a Alemanha, identificando-se como brasileiros. A palavra Walachai significa um lugar longínquo, perdido no tempo, o que exatamente filme pretende mostrar.

    29 de setembro, sexta-feira, 19h

    A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA (Brasil, 2010, 93min). Direção de Fabiano de Souza, com Rafael Sieg, Miriã Possani, Marcos Contreras, Marcelo Adams. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Esta adaptação livre de “O Louco de Cati”, de Dyonelio Machado, traz a história de três grandes amigos, e também amantes: Leo, Norberto e Paula. Em uma viagem pelo litoral gaúcho, eles encontram um homem estranho, que não fala, e acaba, seguindo viagem com ele. Juntos, os quatro fazem novas descobertas.

    30 de setembro, sábado, 19h

    CONTOS GAUCHESCOS (Brasil, 2011, 101min). Direção de Henrique de Freitas Lima, Pedro Zimmermann. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Contos Gauchescos – Simões Lopes Neto nas telas é a reunião de cinco segmentos: um prólogo com o documentário dramatizado Simões Lopes Neto entre o real e o imaginado – dirigido por Pedro Zimmermann – seguido por quatro curtas: Os Cabelos da China, Jogo do osso, Contrabandista, No manantial – dirigidos por Henrique de Freitas Lima.

    1 de outubro, domingo, 19h

    AS AVENTURAS DO AVIÃO VERMELHO (Brasil, 2014, 72min). Direção de Frederico Pinto, José Maia, com Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Zezé Barbosa. Livre. Drama.

    Sinopse: Fernandinho, um menino de oito anos, perdeu a mãe há pouco tempo e se tornou um garoto solitário, sem amigos e com problemas de relacionamento com o pai e na escola. Sem saber como lidar com a situação, o pai tenta conquistá-lo com presentes. Nada funciona até que ele dá para o filho um livro de sua infância. Encantado com a história, Fernandinho decide que precisa de um avião para salvar o Capitão Tormenta – aviador personagem do livro, que está preso no Kamchatka.

    PONTO ZERO_ STIL/ Divulgação

    3 de outubro, terça-feira, 19h

    PONTO ZERO (Brasil, 2015, 88min). Direção de José Pedro Goulart, com Sandro Aliprandini, Patrícia Selonk, Eucir de Souza, Larissa Tavares. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Ênio tem quase quinze anos e precisa lidar com a chegada da vida adulta que se aproxima, enquanto tenta superar os traumas da infância, que incluíam acreditar em fantasmas, coisa que ele não faz há muito tempo. Na sua vida pessoal, age de ponte entre sua mãe, que acredita nesses espíritos, e seu pai, uma figura apática dentro de casa.

    4 de outubro quarta-feira, 19h

    RIFLE (Brasil, 2016, 88min). Direção de Davi Pretto, com Dione Avila de Oliveira, Andressa Nogueira Goularte, Elizabete Farinha Nogueira, Evaristo Pimentel Goulart. 12 anos. Drama.

    Sinopse: Dione é um jovem que vive com sua família isolados em uma região rural. A tranquilidade do local é abalada quando um rico proprietário tenta comprar a propriedade onde eles vivem. Dione resolve carregar consigo um rifle para defender seu território.

    5 de outubro, quinta-feira, 19h

    MULHER DO PAI (Brasil, 2016, 94min). Direção de Cristiane Oliveira. 12 anos. Drama.

    Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira entre Brasil e Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma perturbadora proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

    6 de outubro, sexta-feira, 19h

    CIDADES FANTASMAS (Brasil, 2017, 71min). Direção de Tyrell Spencer. 10 anos. Drama.

    Sinopse: Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Quatro destinos na América Latina são revisitados por meio de fragmentos de memórias, reconstruídas a partir de escombros. O filme percorre as cidades de Humberstone, no Chile, Fordlândia, no Brasil, Armero, na Colômbia e Epecuén, na Argentina.

    O caso do homem errado/ Divulgação

    7 de outubro, sábado, 19h

    O CASO DO HOMEM ERRADO (Brasil, 2017, 78min). Direção de Camila de Moraes. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Júlio César de Melo Pinto, o operário negro que foi executado em Porto Alegre pela Polícia Militar, nos anos 1980. A história do jovem é contada através de depoimentos como o de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido; o da viúva do operário, Juçara Pinto; e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.

    8 de outubro, domingo, 19h

    BIO – CONSTRUINDO UMA VIDA (Brasil, 2017, 105min). Direção de Carlos Gerbase, com Maria Fernanda Cândido, Maitê Proença, Sheron Menezzes, Werner Schunneman. 14 anos. Drama.

    Sinopse: Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz.

    10 de outubro, terça-feira, 19h

    YONLU (Brasil, 2017, 88min). Direção de Hique Montanari, com Thalles Cabral, Nelson Diniz, Lorena Lorenzo. 16 anos. Drama.

    Sinopse: Vinícius Gageiro, mais conhecido como Yonlu, é um jovem poeta, músico e desenhista, fluente em quatro idiomas. Apesar de talentoso, ele decidiu dar fim à sua vida depois de ingressar em uma comunidade virtual de assistência para potenciais suicidas.

    11 de outubro, quarta-feira, 19h

    TINTA BRUTA (Brasil, 2018, 118min). Direção de Filipe Matzembacher, Marcio Reolon, com Shico Menegat, Bruno Fernandes, Guega Peixoto. 14 anos. Drama.

    Sinopse: O jovem Pedro tenta sobreviver a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele faz apresentações eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás dele.

    12 de outubro, quinta-feira, 19h

    CIDADE DOS PIRATAS (Brasil, 2018, 84min). Direção de Otto Guerra, Marco Arruda, com Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras. 16 anos. Drama.

    Sinopse: Um diretor de cinema enfrenta uma situação complexa no meio da produção de seu longa-metragem: a autora de “Os Piratas do Tietê” começa a rejeitar os personagens quando o enredo está praticamente pronto. Para tentar salvar o filme, ele decide contar a sua história e realidade e ficção se misturam em um caótico labirinto.

    13 de outubro, sexta-feira, 19h

    A CABEÇA DE GUMERCINDO SARAIVA (Brasil, 2018, 95min). Direção de Tabajara Ruas, com Murilo Rosa, Leonardo Machado, Sirmar Antunes. 12 anos. Drama.

    Sinopse: Em 1895, no final da Revolução Federalista, o capitão rebelde Francisco Saraiva e cinco cavaleiros cruzam o sul do Brasil em uma exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada à capital pelo major Ramiro de Oliveira e dois ajudantes.

    PRIMAVERA GAÚCHA – Mostra de cinema

    De 21 de setembro a 13 de outubro, sempre às 19h

    Sala Eduardo Hirtz, da Cinemateca Paulo Amorim

    Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736. Centro Histórico

    Entrada franca

    *Com assessoria de Comunicação/Sedac