Autor: da Redação

  • Clássicos de Tom Jobim em concerto que comemora 65 anos da Bossa Nova

    Clássicos de Tom Jobim em concerto que comemora 65 anos da Bossa Nova

    A Bossa Nova está completando 65 anos, desde o lançamento LP “Canção do Amor Demais”, que marca a estreia da consagrada dupla Tom Jobim e Vinícius de Moraes, compositores da segunda música com o maior número de gravações no mundo, Garota de Ipanema.

    Este LP e outros momentos marcantes do movimento da Bossa Nova são a fonte inspiradora dos arranjos criados por Pedrinho Figueiredo para uma formação reduzida, com uma sonoridade especial, da UCS Orquestra, que estará sob a regência do maestro Manfredo Schmiedt no dia 8 de julho, em Porto Alegre.

    Após uma exitosa circulação em 10 cidades do interior do estado em março deste ano, Bossa Nova no RS chega à capital com uma seleção de composições importantes e representativas da história do gênero que levou a música brasileira mundo afora.

    O programa apresenta clássicos assinados por Tom Jobim como Samba do Avião,  Águas de Março, Triste e Wave, esta em parceria com Vinícius de Moraes, que também tem incluído no repertório a simbólica Chega de Saudade, Garota de Ipanema e Outra Vez.

    A apresentação será na Sala Sinfônica da Casa da OSPA – (Av. Borges de Medeiros, 1501) e os ingressos podem ser adquiridos na plataforma SYMPLA:  https://bileto.sympla.com.br/event/83950 na bilheteria da Casa da OSPA no dia do concerto. Os valores dos ingressos a R$ 80,00 Descontos: 50% Estudantes, Idosos Amigos da OSPA (R$ 40,00);  Ingresso solidário com 40% e doação de 1 kg de alimento (R$ 48,00);  Apoio – OSPA – Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Apoio Cultural TVE e FM CULTURA, RBS TV.

    Onde pode ser adquirido o ingresso: https://bileto.sympla.com.br/event/83950

     

     

  • O recolar do tempo em “Temporalis”, exposição  de Claudia Flores, Helena d’Avila e Laura Fróes,

    O recolar do tempo em “Temporalis”, exposição de Claudia Flores, Helena d’Avila e Laura Fróes,

    As artistas visuais Claudia Flores, Helena d’Avila e Laura Fróes, contemporâneas de formação no Instituto de Artes da UFRGS, no início dos anos 90, e em tempo de produção, propõem a exposição Temporalis, que abre no dia 08 de julho, sábado, às 15h, no Museu do Trabalho, em Porto Alegre.

    As três artistas, em suas vivências, convivência e trocas, identificam aspectos formais e modi operandi similares e recorrentes que as aproximam.

    No texto de apresentação da mostra, Yuri Flores Machado registra a marca da passagem do tempo na prática das três artistas, no fazer e refazer, no recortar e colar de pinturas e desenhos, no reaproveitamento de trabalhos já feitos, que voltam a ser olhados para novas investidas, resultando inéditos no presente.

    Claudia Flores pinta sobre algumas de suas pinturas. Helena d’Avila recorta e reorganiza um trabalho que se danificou, Laura Fróes imprime um trabalho que não existe mais a partir do registro que guardou.

    Essas e outras propostas serão vistas na galeria do Museu do Trabalho, permitindo ao público conhecer os processos individuais e os pontos que fazem suas produções dialogarem.

    A exposição Temporalis, fica aberta para visitação de 09 de julho a 13 de agosto, de terça a sábado, das 13h30 às 18h e nos domingos das 14h às 18h30, no Museu do Trabalho, Rua dos Andradas, 230, Centro Histórico, Porto Alegre/RS.

    Obra de Claudia Flores, detalhe da Arte pintura Instruções para chegar ao horizonte XI, acrílica tela, 30×90 cm, Foto Claudia Flores/ Divulgação

    Apresentação da mostra

     O REMONTAR DO MUNDO | O RECOLAR DO TEMPO

    “Os modos de expressão humana dependem dos corpos. O gesto é o resultado de mecanismos psicofisiológicos que atuam insistentemente até que ocorra amaterialização da arte. Desenhar e pintar são gestos vigorosos que fluem e que conquistam lugar no espaço. O que é desenhar? Van Gogh considerava que era abrirpassagem através de um muro invisível, que parece situado entre o que sentimos e o que podemos. E o que é pintar?

    Nas obras aqui apresentadas há em comum a percepção de que pintar é um trabalho de reconquista de sentimentos de mundo sempre cambiantes. Em êxodo constante, os corpos almejam aproximações daquilo que se tentará novamente sentir, mais uma vez. A obra de arte como o remontar do mundo.

    Claudia Flores pinta sobre a pintura. Retrabalha. Coloca algumas pinturas na máquina de lavar roupa pensando em alterar suas faturas, numa expectativa incerta. Helena d’Avila recorta frações sobreviventes de uma obra exposta no passado e que agora, em partição, reaparece no presente.

    Laura Fróes revisita seus desenhos e colagens, uns guardados e outros que não existem mais, imprimindo novos trabalhos por meio de contemporâneas técnicas digitais. Collage vem do verbo francês coller e significa literalmente “afixar”, “pregar”, “colar”, e como os seus cognatos – a montagem e a assemblage – é uma técnica que continua a ser utilizada por artistas contemporâneos que ampliam recorrentemente os seus efeitos de sentido ou mesmo o seu significado primeiro.

    As três artistas visuais reunidas nesta exposição retrabalham pretéritas obras, sem restrições ao colar, ao descolar, cortar, sobrepor, rasgar, ao remontar. A obra de arte como o recolar do tempo.”

    Yuri Flores Machado- Historiador da Arte-Mestre em Artes Visuais- Julho de 2023

    obra de Helena d’Avila Sem Título Acrílica sobre E.V.A. 2023 dimensões diversas. Foto: Helena d’Avila/ Divulgação

    Quem são

    CLAUDIA FLORES – Reside e trabalha em Porto Alegre/RS. É artista visual, professora e tradutora. Bacharel em pintura e Mestre em Aquisição da Linguagem pela UFRGS. Desenvolve trabalho artístico em pintura, desenho e colagem em seu ateliê. Sua pesquisa poética se dá em torno da ideia de memória, usando como referência imagens de paisagens e pessoas a partir de fontes diversas. Realizou exposições individuais no Museu de Arte de Santa Maria, Galeria Espaço Cultural Duque e Casa Amarela, em Porto Alegre. Participou de exposições coletivas no Instituto Ling, Ocre Galeria, Associação Chico Lisboa, Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, MARGS, Instituto Goethe, entre outras. Participou do 23º Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre (2022). É artista representada pela Ocre Galeria.

     

    HELENA D’AVILA – Reside e trabalha em Porto Alegre, RS. Graduada em Artes Visuais pela UFRGS, e pós-graduada em Produção Cinematográfica pela PUC/RS. Trabalha com pintura, objetos e vídeo-arte. Participou do grupo “3×4 VIS(i)TA” durante dez anos, com o lançamento de livro. Possui obras em acervos públicos e Fundações de Arte. Realizou exposições individuais como: Projeto Rumos ITAU, Brasília/DF, Realizou exposições individuais tais como: Projeto Rumos ITAU, Brasília/DF em 1994; no Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – IPAC, Salvador/BA; na Galeria Xico Stockinger – MACRS, Porto Alegre/RS; no Museu Luiz de Queiroz, São Paulo/SP; e na Galeria Anexo 535, Porto Alegre/RS em 2021. Participou de diversos Salões e exposições coletivas no Brasil e exterior como: Projeto 3×4 VIS(i)TA e visitados – MAC, Porto Alegre/RS; II Prêmio Gunther de Pintura – MAC/Ibirapuera, São Paulo/SP e Usina do Gasômetro, Porto Alegre; Paisagem (in) certa – SUBTE Centro de Exposiciones, Montevidéo/Uruguai; Trocas Contemporâneas –  Centro Universitário Maria Antonia – USP, São Paulo/SP;  Abstração e Figuração – Galeria Zagut, Rio de Janeiro/RJ; Fora das Sombras – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba/PR. Participou de Feiras de Arte como: Artexpo New York Art Fair, Nova Iorque/EUA; Spectrum Miami Art Fair, Miami/EUA; PINTA 2020 – Miami/EUA. É artista representada pela Ocre Galeria.

    LAURA FRÓES – Reside e trabalha em Porto Alegre/RS. Graduada em Artes Visuais, pelo Instituto de Artes da UFRGS. Trabalha com desenho, costura, colagem e site especific. . Participou do projeto “3×4 VIS(i)TA” que teve duração de 10 anos e culminou com o lançamento de um livro com financiamento do Fumproarte. Realizou três exposições individuais entre elas Corte/Dobra, Menção Honrosa no Prêmio IEAVIRS, 2012, e inúmeras coletivas como, A Matéria do Desenho, MACRS, Curadoria Gaudêncio Fidelis, Jovem Pintura Figurativa do RS, MACRS, Curadoria Paulo Gomes, Projeto João Fahrion 10 Anos – artista convidada, MACRS; e dos projetos especiais A Casa da Ilha da Pólvora do Arte Construtora – artista colaboradora, Plano:B – artista idealizadora e integrante da exposição independente e  Remetente – Uma Leitura de Artista –  artista idealizadora e  integrante da exposição independente que teve financiamento do Fumproarte, todas em Porto Alegre/RS. Foi também Prêmio Aquisição no 17º Salão do Jovem Artista e  Prêmio Incentivo à Criatividade no 11º Salão Câmara Municipal de Porto Alegre. Tem obra no acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos FVCB. É artista representada pela Ocre Galeria.

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Hique Gomez e Renato Borghetti juntos pela primeira vez, em concerto gratuito, no próximo dia 10

    Hique Gomez e Renato Borghetti juntos pela primeira vez, em concerto gratuito, no próximo dia 10

    Você já imaginou Renato Borghetti tocando Beatles num arranjo tanguero louco de especial do Hique Gomez?  Os dois grandes nomes do cenário musical brasileiro, reconhecidos internacionalmente, estarão juntos no palco para um concerto inesquecível em Porto Alegre.

    Hique Gomez e Renato Borghetti, acompanhados pela Orquestra de Câmara da Ulbra, se apresentarão no “Consertasso”, dia 10 de julho, segunda-feira, às 18h, na Praça Gustavo Langsch, no Bairro Bela Vista, uma das mais bonitas da capital gaúcha.  Leve sua cadeira de praia, com chimarrão ou espumante, para um gostoso piquenique de fim de tarde!

    O Concertasso une os repertórios de Hique Gomez e Renato Borghetti, como “Barra do Ribeiro” e arranjos especiais de Hique Gomez para clássicos gauchescos como “Couro Cru”, além de outras surpresas. Já a Orquestra da Ulbra vem desenvolvendo um trabalho de excelência junto a comunidades artísticas de Porto Alegre com concertos de alto padrão já há mais de 20 anos.  Música clássica de alto nível, junto a programas de música popular com concertos para grandes públicos, inclusive no auditório Araújo Vianna, sempre coordenada pelo maestro Tiago Flores.

    Músicos apresentam composições de seus repertórios também. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação.

    Praça Gustavo Langsch

    Nos dias 23 e 24 de março deste ano, a Praça Gustavo Langsch recebeu a ópera A Flauta Mágica, em adaptação e versão de Hique Gomez, que fez também a narração com um grupo de músicos cantores líricos e sob regência do maestro alemão Adam Smith, que veio especialmente para a ocasião. Durante os dois dias, famílias com toalhas de piquenique e cadeiras de praia tomaram a praça e se encantaram com um show único de interpretações. Desde então, a praça ficou apta para novas performances.  “O dourado do outono, com as folhas de plátanos e outras árvores que ganham cores especiais nesta época, prometem um belíssimo concerto”, diz Hique Gomes.

               A Entrada é gratuita, mas haverá coleta de roupas para o projeto POA QUE CUIDA – Campanha do Agasalho e do Alimento 2023, da Prefeitura de Porto Alegre.

    SERVIÇO

     O QUE: CONCERTASSO com Hique Gomez e Renato Borghetti com Orquestra da Ulbra

    DATA: 10 de julho

    HORÁRIO: 18h

    LOCAL: Praça Gustavo Langsch, no Bairro Bela Vista

    ENTRADA FRANCA, com doações de roupas para o projeto POA QUE CUIDA – Campanha do Agasalho e do Alimento 2023, da Prefeitura de Porto Alegre

    Em caso de chuva, o evento será transferido para uma data a ser definida.

    *Com Assessoria de Comunicação (Adriano Cescani)

  • Do rock ao jazz, João Maldonado celebra 40 anos de carreira com show no Teatro Olga Reberbel

    Do rock ao jazz, João Maldonado celebra 40 anos de carreira com show no Teatro Olga Reberbel

    Fotos: Marcelo Nunes/: Divulgação

    Além das instrumentais que estão no recente álbum OITO, o pianista lança o clipe de “Nunca mais voltar”, do TNT, banda que integrou no final dos anos 1980. A apresentação acontece no dia 1º de julho, às 19h

    O ditado “O mundo dá voltas” é o que mais representa a história de João Maldonado como pianista. Aos 20 anos, saiu da casa dos pais para tocar em uma banda de jazz de Florianópolis. Dois anos depois, retornou a Porto Alegre para integrar o TNT, uma banda rock. Era início dos anos 1990 e os músicos do Bom Fim estouraram no Brasil. Assinaram com uma grande gravadora e se mudaram para o Rio de Janeiro.

    Mais uma vez, de volta à capital, trocou o rock gaúcho pelo blues. Foi o primeiro pianista a gravar um disco nesse estilo com Solon Fishbone e, um tempo depois, vivendo no Chile, foi considerado o melhor guitarrista de blues daquele país.

    Diversos artistas

    Tocou com diversos artistas, como Laura Brown, Shana Hughes, Kenny Neal Larry McCray (guitarrista de Dallas) e Ron Levy (pianista e organista de BB King), e produziu mais de sessenta discos, até decidir que era hora de mostrar o seu trabalho. Voltou para o jazz mais preparado pelas mãos do pianista Fábio Torres, do Trio Corrente – vencedor do Grammy Latino em 2014, como Melhor Álbum de Jazz –, com quem estuda música brasileira e bossa nova.

    Maldonado fez, ainda, trilhas para cinema, ópera, teatro, dança e publicidade. Além do single de bossa Sem você não sou ninguém (2020), nos últimos quatro anos lançou três álbuns – BEAUTY (Vencedor do Prêmio Açorianos 2020 como Melhor Álbum Instrumental), SOLITUDE (piano solo) e JOÃO MALDONADO 8 – e, atualmente, trabalha em outros dois: mais um só de piano gravado ao vivo e outro de bossa nova, que terá a participação de nomes, como Analu Sampaio, Roberto Menescal e Paulo Braga (baterista de Tom Jobim, Elis Regina e Tim Maia, entre outros).

    Única apresentação

    Para celebrar esses 40 anos, o pianista faz única apresentação no Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco do Theatro São Pedro, no dia 1º de julho (sábado), às 19h. No repertório, o álbum OITO, que inclui músicas dos discos anteriores e releituras de “Nunca mais voltar” (TNT), Little Man (Art Blakey & The Jazz Messengers) e Witch Hunt (Wayne Shorter).

    O show será um crescente, do piano de cauda solo como protagonista a sexteto, para mostrar a diversidade e a improvisação de cada instrumento, que são característicos do jazz. Integram a banda Miguel Tejera (baixo acústico), Dani Vargas (bateria), Amauri Iablonovski (sax soprano) e Cristiano Ludvig e Ronaldo Pereira (sax tenor).

    Novo clipe

    Durante o show, será lançado o clipe da música “Nunca mais voltar”. Para a versão instrumental, o pianista contou com as participações de Miguel Tejera e Dani Vargas para um “passeio” pelo Bom Fim, bairro onde a música foi composta no início dos anos 1990 por Charles Master e Tchê Gomes.

    Dirigido por Alex Sernambi, o filme traz a nostalgia de uma época de florescimento do rock gaúcho, do cinema urbano e de experimentações estéticas na televisão e no teatro e dos lugares mais simbólicos e representativos da efervescência cultural da vida noturna na cidade. Lugares que impregnaram a memória do porto-alegrense e que fizeram do Bom Fim o reduto, também, dos hippies anos 1970, dos punks e darks dos anos 1980 e 1990, dos intelectuais e das bandas locais que viravam a madrugada tocando na rua.

    “O rock gaúcho nasceu no Bom Fim. Nossos encontros aconteciam no Bar do João, no Lola, no Escaler, na Lancheria do Parque e no Ocidente, esses dois últimos que resistiram e ainda são ponto de encontro dos personagens que se tornaram símbolos da efervescência cultural e política do bairro durante a ditadura militar e o processo de redemocratização no país. Foi intenso gravar nesse tempo que nunca mais voltará”, destaca Maldonado.

    SERVIÇO
    João Maldonado – De piano a sexteto para celebrar 40 anos de carreira
    Quando:
     1º de julho | Sábado | 19h
    Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel – Multipalco do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico)
    Ingressos: R$60 Inteira | R$30 meia
    Ingressos antecipados: https://theatrosaopedro.eleventickets.com/#!/apresentacao/20ca6912796542d11c718afd03c0839162687758

  • A musicalidade versátil do Dunia Elias Quarteto em apresentação única, no Teatro da Santa Casa

    A musicalidade versátil do Dunia Elias Quarteto em apresentação única, no Teatro da Santa Casa

     

    A premiada pianista e compositora Dunia Elias se prepara para uma apresentação única na capital gaúcha. O show Dunia Elias Quarteto, será no dia 22 de junho, às 20h, no Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência). No palco um repertório de músicas com identidade sonora do sul do Brasil, passeando um pouco pela Argentina e Uruguai, com tempero jazzístico. Os ingressos custam R$ 40,00 e podem ser adquiridos pelo https://www.sympla.com.br/evento/dunia-elias-quarteto/2021005.

    Dunia Elias é conhecida pelo público gaúcho como uma artista original, que se expressa como pianista, compositora e atriz-pianista, tendo sido várias vezes premiada em festivais, no Rio Grande do Sul e fora dele.  Suas composições refletem essas influências que permeiam seu universo sonoro: “Choro Pampeano” (Prêmio Plauto Cruz no Festival de Choro de Porto Alegre 2005), “Antonio Abdallah” (milonga e dança árabe), “Candombe no Bomfim” (2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre), “O Choro do Bugio” (Melhor Música Instrumental no XI Musicanto). Três dos instrumentistas mais versáteis do Estado a acompanham, formando uma parceria de longa data: Artur Elias  (flauta), Giovani Berti  (percussão)  e Miguel Tejera (contrabaixo).

    Dunia Elias – foto de Anibal Elias Carneiro/ Divulgação

    Dunia Elias há muitos anos se tornou um patrimônio musical da nossa cidade. A quantidade de músicos com quem ela colaborou, os prêmios que já recebeu e o público que tem arrebatado com seu toque pessoal ao piano, fazem dela uma artista de primeira importância no cenário da música brasileira feita em Porto Alegre”, afirma Hique Gomez, amigo e parceiro de Dunia. Segundo Hique, a artista deixa sua marca por onde quer que se apresente. “No meu trabalho Tãn-Tãngo, Dunia traz uma colaboração indelével, e eu costumo dizer que não há no Brasil quem possa substituí-la, tamanha contribuição que trouxe à minha carreira. Compositora com claras influências dos países vizinhos traz o sotaque legítimo do tango e da milonga, assim como toca chorinho como uma das filhas prediletas de Chiquinha Gonzaga. Na consolidação da fusão entre as culturas do cone sul, Dunia tem um papel de grande importância, emprestando a naturalidade de seu sotaque multicultural e evidenciando a legitimidade das culturas de fronteiras. O HiperPampa se desvenda no teclado de Dunia, e o Brasil merece conhecer o seu talento.”, finaliza Hique.

    O show Dunia Elias Quarteto foi contemplado no Edital de Ocupação para Espetáculos de Música – CHC 2023.

    Sobre Dunia Elias

    Pianista e compositora, atuando tanto na música de concerto como na música popular, especialmente na música instrumental brasileira. Suas apresentações incluem música de câmara, música popular, trabalhos como atriz-pianista, solos com orquestra, trilhas para cinema mudo, e suas próprias composições. Dentre diversos prêmios recebidos figuram Melhor Música Instrumental do XI Musicanto Latino-Americano para sua composição “O Choro do Bugio”, 2º lugar no I Festival de Música Instrumental do RS (com “Luzazul”), Prêmio Plauto Cruz no Concurso de Choro de Porto Alegre (com “Choro Pampeano”), e 2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre (com “Candombe no Bomfim”).  É pianista do espetáculo “TãnTãngo”, de Hique Gomez, vencedor do Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo de 2012, tendo sido apresentado em várias cidades do Rio Grande do Sul e do Brasil. Desde 2007 toca no Tango Show com o bandoneonista uruguaio Carlitos Magallanes, tendo a honra de ter sido indicada pelo grande pianista e arranjador Carlos Garofali.  O quarteto Dunia Elias se apresentou no Bento Jazz & Wine Festival, em novembro de 2022, com grande sucesso. No palco, companheiros de longa data: Artur Elias na flauta, Giovani Berti na percussão e Miguel Tejera no contrabaixo.

    FICHA TÉCNICA:

    DUNIA ELIAS – Piano

    ARTUR ELIAS – Flauta

    GIOVANI BERTI – Percussão

    MIGUEL TEJERA – Contrabaixo

    SERVIÇO

     

    O QUE: Show Dunia Elias Quarteto

    DATA: 22 de junho

    HORÁRIO: 20h

    LOCAL: Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência)

    INGRESSOS: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)

     

    INFORMAÇÕES:https://www.sympla.com.br/evento/dunia-elias-quarteto/2021005.

  • Luta armada: novo capítulo de uma história ainda incompleta

    Luta armada: novo capítulo de uma história ainda incompleta

    Geraldo Hasse
    Quando o Correio entregou o pacote contendo o livro “Tempo dos Cardos”, de Celso Horta, premeditei fazer uma leitura diagonal rápida, ciente do quão pesadas são as narrativas sobre a história da luta armada contra a
    ditadura militar.

    A cada novo livro, a gente vai se apegando aos
    exemplares, inesquecíveis: “Memórias do Esquecimento”, de Flávio Tavares, e “Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios”, de Luiz Claudio Cunha, só para citar dois campeões do tema.

    Surpresa: a primeira impressão sobre o presente entregue pelo carteiro logo se desfez. Na orelha de “Tempo dos Cardos” (expressão recolhida de um poema de Manuel Bandeira), consta que o autor Celso Horta foi preso
    em 1969, aos 21 anos, em São Paulo, como militante da ALN, comandada pelo ex-deputado comunista Carlos Marighella.

    Após deixar a prisão em 1977, formou-se em comunicação social e trabalhou pelo resto da vida na imprensa partidária (PT) e sindical (CUT). Nesta breve nota biográfica, não se menciona a ABR – Agência Brasileira de Reportagem, típico órgão da imprensa nanica tocado Celso Horta com a ajuda de amigos em 1980. Foi
    aí que o conheci em São Paulo. Depois disso, nunca mais nos encontramos.
    Assim, ler “Tempo dos Cardos” (Expressão Popular, 342 páginas) significou uma retomada de contato, poucos dias depois de saber da morte do autor — Celso tinha 75 anos e não chegou a ver impressa a obra a que
    dedicou seus últimos dez anos de vida. No lançamento em São Paulo, no dia 23/5, falou por ele sua filha Joana Horta.
    “Tempo dos Cardos” não esconde origens nem objetivos: é uma narrativa de militante de esquerda. Enaltece dirigentes da guerra revolucionária contra a ditadura militar e o imperialismo ianque, mas focaliza com
    inequívoco faro jornalístico a história das dissidências da esquerda brasileira sobre como enfrentar o governo militar durante os chamados anos de chumbo (1968/1980). Embora faça menção a diversos episódios ocorridos no período acima, o narrador se concentra sobretudo na
    história do Movimento de Libertação Popular (Molipo), pequena organização política saída do ventre da Aliança de Libertação Nacional (ALN), a qual nasceu como “dissidência armada” do Partido Comunista Brasileiro (PCB), quando este decidiu que não pegar em armas contra o regime autoritário.
    Boa parte do livro procura recuperar a trajetória de João Leonardo da Silva Rocha, baiano como Marighella. Nascido em 1939 em Amargosa, ele morreu aos 36 anos no sudoeste da Bahia, onde se achava trabalhando como
    peão de fazenda numa região infestada de grileiros e posseiros de terras devolutas. Professor secundário e estudante de Direito em São Paulo, João Leonardo era culto e possuía liderança, mas na luta para não ser
    preso acabou se isolando no interior do Nordeste. Por três anos sobreviveu como sitiante solitário em Pernambuco. Quando se sentiu acuado por uma comitiva de policiais militares da Bahia, fugiu para o Sul em busca de contato com companheiros de luta.

    José Dirceu, um deles, sobreviveu cinco anos com nome falso em Cruzeiro do Oeste, PR, de onde voltou à vida normal graças à anistia de 1979.

    A maioria dos molipeanos participou de treinamento de guerrilha em Cuba. Alguns não voltaram para o Brasil ao se dar conta de que não teriam condições objetivas de sobrevivência no país natal.

    Em sua narrativa, Horta fala não só dos cabeças, mas de militantes que trabalharam em “atividades anônimas” na retaguarda dos movimentos guerrilheiros.

    No apoio logístico, destacou-se Ana Cerqueira Cesar
    Corbisier, que aparece em vários trechos do livro, sempre com uma participação luminosa. Nascida em São Paulo, formada em sociologia na USP, ela se afastou dos filhos para lutar contra a ditadura.

    Em dado momento da história, saiu de Havana a fim de recuperar o contato com João Leonardo, extraviado no Nordeste do Brasil.
    Depois de um mês peregrinando por cidades como Arcoverde, Caruaru e Garanhuns, reencontrou o companheiro – só para continuarem se escondendo.

    Após três dias de pura deriva na região mais pobre do
    Brasil, os dois se separaram sem trocar endereços. Fugitivos, sabiam que a guerra estava perdida. Seu objetivo era sobreviver para, de alguma forma, contar o que aconteceu.

    É o que se espera ainda da socióloga Ana Corbisier. Aos 82 anos, ela deu uma rara contribuição ao livro de Celso
    Horta, mas tudo indica que tem munição para ir mais longe e mais fundo.

    Graças a essas historietas humanas diluídas na obra final de Celso Horta, os leitores podem ter uma boa noção do quanto foi desigual a luta armada contra a ditadura militar: algumas centenas de pessoas de esquerda reunidas em organizações precárias, mal armadas, praticamente sem apoio externo, foram massacradas por um numeroso exército profissional, bem equipado e com cobertura política para praticar atrocidades em unidades militares clandestinas.

    Essa crônica policial-militar é bem conhecida, mas de tempos em tempos aparecem novidades que clamam por justiça. Uma das revelações de “Tempo dos Cardos” é que falta confirmar onde, no sudoeste da Bahia, foi sepultado João Leonardo, abatido pela Polícia Militar baiana em Palmas do Monte Alto em novembro de 1975. Ali perto, em Guanambi, vivia o violeiro Elomar Figueira de Melo, que dedicou uma “incelença” ao conterrâneo
    falecido.  Falta saber também qual foi a participação dos órgãos federais como o Serviço Nacional de Informações na morte do “guerrilheiro” identificado pelo outro lado como “pistoleiro”.
    Por falta de uma melhor organização cronológica, o livro de Celso Horta antecipa informações que se repetem mais de uma vez em algumas partes do livro.

    Entretanto, é melhor repetir do que esconder, falsear ou omitir.
    “Tempo dos Cardos” tem qualidades para figurar na História como uma das mais ricas narrativas sobre os anseios, motivações e temores dos que há mais de 50 anos pretenderam derrubar a ditadura. Como se sabe, a luta continua.

     

  • “Mobfotografia”: exposição com fotos de celular  reúne 90 imagens de 45 fotógrafos

    “Mobfotografia”: exposição com fotos de celular reúne 90 imagens de 45 fotógrafos

    ’Mobgrafia – Expressão Urbana” é a exposição que ocupará a Galeria Escadaria, em sua segunda edição, a partir desse sábado,  dia 10 de junho, reunindo 90 imagens de 45 fotógrafos, feitas em celulares ou tablets. Com curadoria do publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro, a iniciativa tem um caráter duplamente democrático, tanto por estar situada em um museu a céu aberto, o que coloca a arte ao alcance de todos; quanto pela técnica utilizada, através de dispositivos móveis, recurso amplamente difundido e acessível à população.

    A abertura acontece neste sábado, a partir das 16h, na Escadaria Verão (esquina rua Duque de Caxias), e tem participação da banda Os Lucianos -Luciano Riquez na voz e guitarra, Miguel Lattuada no baixo e voz, Cristiano na bateria e Ernani na voz e teclado tocando muito rock, soul e funk.

    Mb fotografia- Rodrigo Jankoski /Divulgação

    Segundo o texto de divulgação da mostra “A fotografia está vivendo um momento único, tão importante como foi seu próprio surgimento. É quase um renascimento da arte, por conta de uma inclusão e compartilhamento inimagináveis, possibilitando que a arte criada, a foto gerada ou a história contada ganhem o mundo em tempo real. Os smartphones revolucionaram o modo de vida de quase todas as pessoas no planeta e através dele a fotografia ficou mais democrática e criativa, estimulando o olhar e percepção sobre o cotidiano, trazendo à tona uma experiência de representação da realidade intrínseca, sob a ótica do autor.”

    Mb fotografia- Anibal Elias Carneiro/ Divulgação

    O termo Mobgrafia é sinônimo do movimento que promove a arte fotográfica e visual captada, editada e compartilhada com dispositivos móveis: smartphones, tablets, etc. “A partir daí, pensamos na mobgrafia e em suas dimensões possíveis, uma maneira de transmitir nossa arte de forma mais criativa e instantânea. O tema não tem limites e é livre; e assim mais uma vez a arte ira espelhar a vida através das lentes de seu celular.”, explica o o texto.

    “Mobgrafia – Expressão Urbana” é  considerada a maior exposição a céu aberto de fotos de smartphones do Brasil.  Através de convocatória foram selecionados 45 fotógrafos (as) amadores e profissionais de todo o Brasil, num total de 90 fotos de grandes formatos distribuídas em 15 grandes painéis.

    Mb fotografia- Jacqueline Seravia/ Divulgação

    Olhar inclusivo

    “A exposição na rua tem um olhar inclusivo e democrático, em função da arte sair das galerias e museus para ganhar as ruas, criando novas experiências e hábitos para uma parcela da população, que não tem o costume de frequentar estas instituições”, afirma o produtor e curador, Marcos Monteiro. O tema é Livre Expressão Urbana e a visitação seguirá até final de agosto, devendo posteriormente ocupar a Galeria Restinga, que fica na Esplanada da Restinga –  também a céu aberto-  durante o mês de setembro. Em sua primeira edição, ano passado, “Mobgrafia Expressão Urbana” teve cerca de 40 mil visitações, e a expectativa desta vez é superar este número.

    Galeria Escadaria – Criada em plena pandemia com o intuito de levar arte de qualidade para a população, já abrigou 16 exposições nacionais e internacionais a céu aberto. Em agosto de 2022 foi inaugurada sua primeira filial, a Galeria Restinga, localizada na Praça Esplanada do bairro Restinga, também a céu aberto, que recebe todas as exposições que passaram pelo Centro Histórico da capital gaúcha. A mais recente exposição a ocupar a escadaria da Borges, “Se7E”, celebrou os dois anos do espaço, em março último e deverá migrar para a Restinga de 17 de junho a 17 de julho.

    O curador e fotógrafo Marcos Monteiro. Foto Jorge Aguiar/ Divulgação

    Marcos Monteiro – Natural de Bagé e residente em Porto Alegre, é designer, publicitário, fotógrafo e produtor cultural. Em 2017 expôs “O Exato Momento do Instante”, individual na Assembleia Legislativa do RS, patrocinada pela Embaixada da França; “S.O.M – Série Olhar Musical”, com Pena Cabreira, no Centro Cultural Ceee Erico Verissimo; e foi convidado para participar do “III Foto Festival”, em Balneário Camboriú (SC). Em 2018 se juntou a Walter Firmo, Gal Oppido, Valdemir Cunha e   Fernando Rojas, entre outros, na coletiva “Ser Urbano”, no Conjunto Nacional, em São Paulo; onde também mostrou seu trabalho na Inter Foto Itu e no ano passado, na exposição “Faces do Retrato”, pelo Festival InterFoto. Na Galeria Escadaria, fez as individuais “Ir/Real”, em 2021 e a segunda edição, em 2022.

    Fez a curadoria e execução da mostra a ceu aberto ” O Mundo em Movimento”, no Parque da Redenção e também na UFRGS, com fotógrafos da Europa, America do Sul e Ásia, pela Virada Sustentável POA, em abril de 2019.  Dentro do mesmo evento, criou e executou as estruturas expositivas de “ODS da ONU”, na Orla do Gasômetro e UFRGS. Foi co-criador da coletiva “Mosaicografia”, composta por 20 painéis de 10m cada, com 450 fotos em médio e grandes formatos, assinadas por mais de 162 fotógrafos de diversos países. Aproximadamente  350 mil pessoas visitaram o evento, na Casa de Cultura Mario Quintana, em 2015 e Largo Glênio Peres, em 2016.

    Esteve à frente das exposições “Pantanal” de Daisson Flach e Douglas Fischer (2021); “Fora da Cena”, da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho (2021); “As Praias de Porto Alegre”, pela Virada Sustentável 2021; e “Mobgrafia Expressão Urbana” (2021), todas na Galeria Escadaria. No local, realizou as coletivas “Street Expo Photo”, em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. No ano passado abriu a Galeria Restinga, no bairro periférico de Porto Alegre. Até o momento, o local sediou 26 grandes exposições ao ar livre, no total de 400 paineis de 2m x 1m.

    É um dos fundadores do Foto Clube Porto-Alegrense (2018) e criador e produtor do Chapeu Acústico, projeto gratuito da Biblioteca Pública do Estado do RS, que sediou mais de 160 shows em sua maioria de artistas gaúchos ao longo de seis anos. Em 2021 foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, por serviços relevantes prestados na área cultural.

    Mb fotografia – Paulo Guerra/ Divulgação

    Serviço – Exposição “Mobgrafia – Expressão Urbana”

    – Galeria Escadariade 10 de junho a 30 de agosto de 2023 (escadaria Verão do Viaduto Otávio Rocha – Borges de Medeiros – Centro Histórico)

    – Galeria Restinga: de 4 de setembro a 20 de outubro de 2023 (Esplanada da Restinga).

    Informações com Vera Pinto (99104-1372) e/ou Marcos Monteiro (99935-0608) – email marcosmonteiroprojetos@gmail.com

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz abre inscrições para o II Laboratório Aberto de Teatro

    Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz abre inscrições para o II Laboratório Aberto de Teatro

    De 17 a 30 de julho, na Terreira da Tribo e em diferentes espaços de cultura de Porto Alegre, acontece o II Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nós Aqui Traveiz e as inscrições estão abertas mediante carta de intenção e currículo, que podem ser enviados para terreira.oinois@gmail.com.

    Os interessados deverão ter disponibilidade para participar de toda a programação oferecida, numa imersão de 14 dias no trabalho do grupo durante os três turnos. O objetivo desta atividade formativa é difundir a prática e metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo coletivo ao longo de 45 anos de atuação e pesquisa. O laboratório é voltado principalmente para atores e atrizes, pesquisadores e estudantes de teatro do Brasil e América Latina.

                O grupo Ói Nóis Aqui Traveiz criou uma poética própria capaz de mobilizar a mulher e o homem de hoje para refletir sobre questões fundamentais do nosso tempo. A Tribo utiliza práticas e dispositivos próprios, desenvolvidos ao longo de sua trajetória, para disparar suas criações. Destacam-se o trabalho de codificação de ações cênicas não cotidianas, que contribui na elaboração dessa poética, calcada na dissonância, para a criação de personagens e cenas; o atrito entre texto (palavra) e a ação (tecido de ações), que cria uma região de tensão interessante para construção dessa poética e reelabora a possibilidade de um teatro crítico que não tem no discurso o seu maior potencial de comunicação; a cena ritual de origem Artaudiana, que será a esteira do trabalho de construção de cenas/rituais com os participantes; e, por fim, a experiência de abordagem da rua como campo para performance cênica.

    Laboratório Òi Nóis – Foto: Eugênio Barboza / Divulgação

    A metodologia é dividida em três módulos:  oficina atriz/ator – presença e rito; oficina de teatro ritual e oficina de performance política. Ainda haverá um seminário sobre a proposta estética e política da Tribo com professores e pesquisadores convidados, além da encenação dos espetáculos em repertório: ‘Violeta Parra – Uma Atuadora’, ‘Desmontagem Evocando os Mortos Poéticas da Experiência’, ‘Quase Corpos – Episódio 1: A Última Gravação’, ‘O Amargo Santo da Purificação’; ‘M.E.D.E.I.A’, ‘Performance Manifesto de Uma Mulher de Teatro’ e ‘Onde? Ação n. 2’. Completa a programação a exibição de filmes de espetáculos que já não estão mais em repertório e também sobre os processos de criação do grupo. Ao final haverá uma apresentação pública de uma ação cênica criada na oficina de performance política.

                O II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz oferece 25 vagas. As inscrições vão até o dia 30 de junho, e o resultado da seleção será divulgado em 3 de julho.

    II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

    De 17 a 30 de julho de 2023

    Na Terreira da Tribo e em outros espaços de cultura da cidade

    Inscrições: terreira.oinois@gmail.com – mediante currículo e carta de intenção

    Informações: (51) 3028 1358

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Escritor Demétrio Peixoto autografa “Retratos não falados”, no Espaço Amelie

    Escritor Demétrio Peixoto autografa “Retratos não falados”, no Espaço Amelie

     

    O escritor Demétrio Peixoto autografa seu livro “Retratos não falados” no dia 2 de junho, a partir das 18, no Espaço Amelie. A produtora cultural Betânia Gonçalves convida a conhecer a obra do autor que traz passagens, pensamentos e poemas.

    “Trata-se de um cenário poético plural, onde o autor dá ao leitor uma passagem para uma viagem à alma. São cenários cotidianos onde o poema traduz o dia a dia, com doses nada homeopáticas de sentimentos. É uma ação e reflexão combinadas com o efeito de brindar os antagonismos e eufemismos da vida urbana, social, sexual, cultural, física. A literatura sempre convidando para uma viagem necessária para dentro.”, explica o material de divulgação da obra. A produtora cultural Betânia Gonçalves conclui, “o Espaço Amelie está de portas abertas para mais uma celebração criativa”.

  • A figura do palhaço é tema da mostra “E o amor é tão longe…” de Sergio Lopes, na Galeria Bublitz

    A figura do palhaço é tema da mostra “E o amor é tão longe…” de Sergio Lopes, na Galeria Bublitz

    Um dos mais atuantes e produtivos artistas gaúchos, o caxiense Sergio Lopes inaugura no sábado, 3 de junho, a exposição “E o amor é tão longe…”. O vernissage será realizado das 10h às 14h na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 24 obras inéditas do artista, que poderão ser conferidas no espaço até o dia 1º de julho. Entrada franca.

    O marchand Nicholas Bublitz destaca a admiração pelo trabalho de Sergio Lopes. “É uma honra receber uma exposição desse artista que é celebrado no Estado e em todo país e que faz parte da história da Galeria Bublitz, que celebra 35 anos em 2023. Aqui recebemos uma exposição individual de Lopes em 2017 e sua obra também marcou presença em outras quatro exposições coletivas”, recorda.

    O artista Sérgio Lopes. Foto: Felipe Maciel/ Divulgação

    Em “E o amor é tão longe…”, Sergio Lopes retoma um dos temas que se tornou uma de suas marcas-registradas: o “clown”. “Busco na figura do palhaço, personagem plural, rico de personalidades, uma forma de representar metaforicamente o indivíduo apaixonado, suas inquietudes e recordações”, revela o artista. Em sua obra, Lopes também expressa as figuras de pássaros, romãs e flores, que surgem repetidamente sobre a superfície das telas como em uma eterna busca da beleza, dos sons e dos aromas distantes.

    Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação

    O artista apresenta, em acrílica sobre linho, crianças que posam para retratos serenas, captadas em momentos instantâneos e fugidios, como se ele desejasse paralisar o tempo. Em algumas áreas da pintura, o desenho permanece sem a cobertura de tinta, em uma alusão que representa a finitude e a incompletude do amor.

    Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação

    “O característico nariz vermelho do Clown – a indefectível máscara do personagem, nessa série, é retirada, talvez simbolizando que a busca por esse sentimento distante não necessite de disfarces. O amor pode estar tão longe, mas busco sua materialização, numa tentativa de trazê-lo obviamente, para mais perto…. Creio ter conseguido!”, conclui o artista.

    Quem é Sergio Lopes

    Nascido em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, em 10 de março de 1965, Sergio Lopes cursou Licenciatura Plena em Educação Artística na Universidade de Caxias do Sul. É professor das disciplinas de desenho, do Curso de Tecnologia em Moda e Estilo, na Universidade de Caxias do Sul. Suas obras já estiveram presentes em exposições no Brasil, na Alemanha, na Bélgica, no Canadá e nos Estados Unidos.

    Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação

    SERVIÇO

    “E o amor é tão longe…” por Sergio Lopes
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 3 de junho a 1 de julho
    Vernissage: 3 de junho, das 10h às 14h
    Visitação: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 14h