Autor: da Redação

  • Editora Libretos promove Sarau no Centro Histórico para valorizar migrantes

    Editora Libretos promove Sarau no Centro Histórico para valorizar migrantes

     

    A 3ª edição do Sarau Libretos acontece no Centro do Migrante – Biblioteca Cirandar (Rua dos Andradas, 851 – Porto Alegre) no dia 18 de maio (quinta-feira). A Biblioteca Cirandar funciona junto ao Centro de Referência à População e ao Migrante, trabalhando com públicos diversos, desde sua origem nas ilhas do Guaíba, onde era mantida uma biblioteca comunitária denominada Arquipélago, fechada pela construção da nova ponte.

    Na programação, roda de conversa, contação de histórias, debate, apresentação e exposição de livros, a partir das 11h até as 20h. Participam do Sarau Libretos: Rafael Guimaraens, Rosane Castro, Taiasmin Ohmacht, Fabiana Sasi e Afoxé às Yabàs. Todas as atividades são voltadas a migrantes, estudantes e público em geral, com entrada franca.

    Fabiana Sasi Foto: Fernando Nectoux/ Divulgação

    Os eventos serão igualmente transmitidos ao vivo e gravados para compor o legado do Sarau Libretos. A transmissão em tempo real será pelo Facebook/libretoseditora e pelo Youtube/Libretos100.

    O projeto visa a democratização e a promoção da leitura em diferentes bairros de Porto Alegre. As primeiras edições foram realizadas no Morro da Cruz, em novembro, e no Morro Santana, em março. Estão previstos, ainda, encontros na Vila Bom Jesus e na Restinga. Clô Barcellos, diretora da Libretos, reforça o comprometimento da editora: “A escrita e a leitura, em algumas situações, passam pela resistência e identidade, ainda mais em se tratando de migrantes e da população menos favorecida materialmente. O Sarau Libretos assume a cada edição maior potencial como ferramenta de efetiva conscientização, difusão e estímulo à leitura, dentro de seus pilares básicos de proposição”.

    Esta iniciativa tem financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio do Pró-cultura RS FAC Publicações (Fundo de Apoio à Cultura).

    Programação:

    11h às 20h – exposição de livros da Libretos

    Rafael Guimarães. Foto: Aline Moore/ Divulgação

    13h30 – Roda de conversa com Rafael Guimaraens. O escritor fala com estudantes do Clube de Leitura Escola Oscar Schmidt da Ilha das Flores, sobre sua obra que trata em geral sobre Porto Alegre e a Biblioteca Cirandar tem a maioria de seus 20 livros, incluindo alguns raríssimos e esgotados, como o álbum “Rua da Praia um Passeio no Tempo” e “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas”. Dentre outros títulos, vão debater o livro “Fim da Linha – o crime do bonde”, um trabalho que inclui parâmetros de civilização e aborda questões públicas como direitos e cidadania.

    Rosane Castro; Foto: arquivo pessoal/ divulgação

    15h30 – Contação de história com Rosane Castro. A escritora e narradora de histórias conversa com estudantes do 3° e 4° anos da Escola Estadual Paula Soares, localizada no Centro Histórico, acerca do livro “Batidas de Okàn”, que traz uma história ficcional  ambientada no cenário cultural de uma família brasileira de origem africana e apresenta palavras do idioma yorubá – tais como okàn (coração) e Ijó (dançar). Tem vinte e oito anos de carreira, e dedica-se ao aprimoramento de sua obra para oferecer uma literatura de qualidade, identificada com as diferenças.

    Taiasmin Ohmacht . Foto: autorretrato/ Divulgação

    18h – Bate-papo com Taiasmin Ohmacht mediado por Fabiana Sasi sobre a obra “Vozes de Retratos Íntimos” (Editora Taverna).

    Fabiana Sasi é produtora, editora, cozinheira e escritora. Possui 11 anos de experiência como produtora executiva e editora de imagens em televisão e produtoras de vídeo de Porto Alegre Em 2021, escreveu e publicou o livro infantil “O fio da memória” vencedor do Prêmio Açorianos 2022 – categoria Literatura Infantil, do Troféu Carlos Urbim de Literatura para Infância da Academia Rio Grandense de Letras e finalista do Prêmio Minuano do Instituto estadual do Livro 2022 na categoria ilustração infantil.

    Taiasmin Ohnmacht – psicóloga e psicanalista. Participou da organização do e-book “Da Vida Que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) entre a Ditadura e a Democracia” (CRP/RS, 2014). Em 2016 publicou o livro “Ela Conta Ele Canta” (Cidadela), em parceria com o poeta Carlos Alberto Soares. Foi relacionada no catálogo Intelectuais “Negras Visíveis” (Malê, 2017), lançado na FLIP. Em 2019 lançou a novela “Visite o Decorado” (Figura de Linguagem). Publicou textos nas antologias “FakeFiction” (Dublinense, 2020), “Contos de Psicanálise” (Diadorim, 2020), “Travessias de Amanaã” (Libretos, 2021). Em 2021, publicou o romance “Vozes de Retratos Íntimos” (Taverna), romance que em 2022 foi vencedor na categoria Narrativa Longa, do prêmio AGES e do prêmio Açorianos, também finalista nos prêmios Jabuti, São Paulo de Literatura e Academia Rio-grandense de Letras.

    Afoxe as Yabas . Foto: Divulgação

    19h – Apresentação Afoxé às Yabàs e diálogo com coletivo na perspectiva antirracista. Para público em geral e voluntárias da entidade, com objetivo de formação.

    O Afoxé, de origem iorubá, é um símbolo da cultura africana no Brasil. Conhecido como “Candomblé de rua”, é uma manifestação que busca levar o axé para fora dos terreiros. Algumas de suas características são as roupas, nas cores dos Orixás, os instrumentos de percussão, as cantigas em língua iorubá e a dança.  Além disso, religiosidade e resistência andam juntas nessa manifestação da cultura popular. O Grupo Afoxé às Yabás é formado por capoeiristas, dançarinas, ativistas e musicistas. Elas buscam a sonoridade e o ritmo percussivo do afoxé por meio da dança e do canto, vivenciando a Cultura do Afoxé conforme os seus fundamentos e legado deixado pelo Mestre Moa do Katende. Através desta manifestação cultural reforçamos a nossa luta contra racismo, machismo e a intolerância religiosa.

    Sarau Libretos no Centro do Migrante/Biblioteca Cirandar

    Sábado, dia 18 de maio, das 11h às 20h

    Biblioteca Cirandar (Rua dos Andradas, 851, Centro Histórico) – Centro de Referência à População e ao Migrante – Porto Alegre – RS

    Entrada Franca

    O evento também será transmitido em tempo real pelo Facebook/libretoseditora e pelo Youtube/Libretos100

  • Concerto gratuito com presença de gaúcho que canta na Broadway, no Dia das Mães

    Concerto gratuito com presença de gaúcho que canta na Broadway, no Dia das Mães

    Um talento gaúcho que já brilhou nos palcos de Nova York fará uma apresentação única neste domingo, 14 de maio, às 18h, em Porto Alegre, acompanhado pela Ospa. Pedro Coppeti participa do tradicional Concertos Comunitários Zaffari de Dia das Mães, que será realizado no Teatro do Bourbon Country. Os ingressos, gratuitos e limitados, podem ser retirados nas lojas: Zaffari Higienópolis, Hipermercados Bourbon Country, Bourbon Assis Brasil e Bourbon Wallig, e bilheteria do Teatro do Bourbon Country.

    Pedro Coppeti será solista ao lado da cantora Gabrielle Fleck. O evento tem a regência do maestro Evandro Matté. No repertório, estão clássicos da Broadway como O Fantasma da Ópera, A Bela e A Fera e Os Miseráveis.

    Pedro Coppeti. Foto: Johnny Wilson Photography/ Divulgação

    Pedro Coppeti

    Natural de Iraí, no interior do Estado, Coppeti estudou Música com ênfase em Canto na UFRGS e, antes de se formar, recebeu uma bolsa e se graduou na American Musical and Dramatic Academy (AMDA) em Teatro Musical, uma das mais conceituadas escolas de dramaturgia do mundo. Em sua trajetória, o artista foi o solista principal do Natal Luz de Gramado e se apresentou no espetáculo Chimango, com a OSPA, entre outros trabalhos no Brasil. Também esteve em alguns dos mais renomados palcos de musicais dos Estados Unidos, como o Town Hall, o Lincoln Center e o The Carnegie Hall.

    No ano passado, o espetáculo Broadway by The Year, com a participação de Coppeti, reuniu talentos musicais em algumas das mais célebres peças que ainda não estrearam na Broadway, como O Corcunda de Notre Dame, The Last 5 Years e The Baker’s Wife. Cerca de 1.500 pessoas prestigiaram o evento.

  • Mostra “Horizontes Circenses” leva a arte do Circo à Restinga, neste final de semana

    Mostra “Horizontes Circenses” leva a arte do Circo à Restinga, neste final de semana

    A mostra Horizontes Circenses visa promover o intercâmbio entre artistas, grupos e trupes com o intuito de fomentar, estimular e dar visibilidade à criação de números artísticos para o público do bairro Restinga, em Porto Alegre, reconhecendo o potencial ainda pouco explorado da região no setor do circo.

    Vicpster. Acervo-pessoal/ Divulgação
    Sebástian – Acervo Pessoal/ Divulgação

    O evento se realiza neste final de semana, sábado (6) e domingo (7), às 17h, na lona instalada na rua Antônio Onofre da Silveira 84, ao lado do Center Kan, na Restinga.

    Baby Gui (HOST) -Acervo Pessoal/ Divulgação
    Thony – Acervo pessoal/ Divulgação

    As curadoras Consuelo Vallandro e Michele Rolim (que também assina a coordenação geral da Mostra) selecionaram 10 números circenses por meio de uma convocatória, que inclui números de malabares, de equilíbrio e de aéreos, entre outros. Os ganhadores oferecerão à comunidade da Restinga, no final de semana seguinte, uma oficina, previamente descrita no ato de inscrição, de introdução a alguma modalidade de artes circenses.

    Joaquin Vivas- Acervo Pessoal/Divulgação
    Rafael Alves Gomes – Foto: João Vitor Tatim/ Divulgação

    Cada número selecionado recebe um cachê prévio de R$ 700,00 e concorrerá aos prêmios de R$ 2.500,00 para o primeiro lugar, R$ 1.500,00 para o segundo e R$ 1.000,00 para o terceiro. Compõem o grupo de jurados: Débora Rodrigues, do grupo Circo Girassol; Gabriel Martins, artista independente, e João Bachilli diretor artístico do grupo Tholl. O festival conta, também, com  atrações convidadas: Cotidiano Urbano, do Restinga Crew, e grupo Acapoeira, ambos da comunidade local. Ainda, entre as atrações, estão previstas apresentações do Circo Bonaldo.

    Deise Kellermann Ferreira – Acervo Pessoal/ Divulgação
    Psico – Acervo Pessoal/ Divulgação

    A mostra Horizontes Circenses é fruto do Edital de Eventos Culturais Descentralizados do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte). O acesso é totalmente gratuito ao público.

    Dupla-Gomesninow©  Foto Micael Bergamaschi/ Divulgação
    Leandro Grahl 01 – Acervo pessoal/ Divulgação

    LINK COM RESUMO DAS ATRAÇÕES E NÚMEROS DE CIRCO SELECIONADOS

    https://docs.google.com/document/d/1ZSzMs1D9drckVcFLNt4Xd4QgQKlGHb5IWbNH-YKhKTk/edit#heading=h.4h27cr6v0dyr

    Julia Emerin- Acervo Pessoal/ Divulgação

    REALIZADORAS:

    MICHELE ROLIM – Coordenadora geral e curadora

    Jornalista, agente cultural e doutora em Artes Cênicas pela UFRGS. Autora do livro “O que pensam os curadores de artes cênicas”, editado pela Cobogó em 2017. Trabalha desde 2009 na imprensa cultural.

    CONSUELO VALLANDRO- Curadora

    Circense, bailarina e agente cultural. Mestra em Artes Cênicas e graduada em Letras pela UFRGS. Gestora em Artes Circenses pelo IFSUL. Atua na GEDA Cia. de Dança Contemporânea e é Conselheira Estadual de Cultura do RS.

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Na exposição “Sob forma de oração”, uma celebração em homenagem à artista visual Vera Wildner

    Na exposição “Sob forma de oração”, uma celebração em homenagem à artista visual Vera Wildner

    O próximo Sarau Voador, um projeto de Roger Lerina e Deborah Finocchiaro, abordará a vida e obra de Vera Wildner (1936-2017), e contará com as presenças de Karin W. Paiva e André Santos, respectivamente filha e sobrinhos da arista, que atualmente estão em cartaz com a mostra Sob Forma de Oração, no Porão do Paço Municipal.

    Além dos dois, a curadora da mostra, Maria Amélia Bulhões, o artista visual Leandro Selister e a pesquisadora Celia Antonacci também participarão do encontro, que presta uma homenagem a uma grande artista do cenário da arte visual gaúcha.

    Obra de Vera Wildner. Foto: Divulgação

                “Será um encontro para falarmos da mãe, literalmente, onde iremos ler textos e frases dela e mostrar aos presentes um vídeo sobre sua vida e obra. Será uma celebração à essa grande artista e sua obra”, afirma a filha Karin W. Paiva. O Sarau Vera Wildner acontece dia 29 de abril, às 11h no próprio Porão do Paço Municipal, onde está acontecendo a mostra Sob Forma de Oração, que reúne o trabalho da artista já falecida aos trabalhos de Karin W. Paiva e André Santos e está em cartaz até dia 26 de maio.

    Obra de Karin W. Paiva. Foto: Alex-Ramirez/ Divulgação

    SARAU VERA WILDNER

    Dia 29 de abril, às 11h

    Porão do Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10

    SOB FORMA DE ORAÇÃO – exposição de Vera Wildner, Karin W. Paiva e André Santos

    Curadoria de Maria Amélia Bulhões

    Visitação até 26 de maio, de segunda a sextas, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h

    Porão do Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico

    Entrada franca

    *Com Assessoria de Comunicação

  • “Ruído Silêncio – Poesias”, por Dora Lampert, comprova a força da poesia feminina gaúcha

    “Ruído Silêncio – Poesias”, por Dora Lampert, comprova a força da poesia feminina gaúcha

    Segundo o material de divulgação “o Rio Grande do Sul se destaca como celeiro de novos talentos no cenário da poesia e prosa brasileira contemporânea e na vanguarda, surgem com grande força as mulheres escritoras e poetas do Estado. Entre elas, Dora Lampert.

    A autora Dora Lampert/ lança o livro no Espaço Amelie Foto: Divulgação

    Em seu livro de estreia, RUÍDO SILÊNCIO – publicado pela Oia editora de São Paulo – a poeta surpreende de imediato. Dora veste-se de lirismo constante, seja em epifanias, no conhecimento da iminência do
    improvável, curado pelo otimismo que parece genuíno na protagonista do livro. Dora não nasceu para a poesia em sua estreia, permitiu-se surgir a Poeta”, diz o texto.

    A obra será lançada em Porto Alegre no dia 5 de maio às 18h no Espaço Amelie, Rua Vieira de Castro, 439 – Santana.

    Com introdução, prefácio e orelha das poetas Claudia Schroeder, Suzana Pagot e Jovina Benigno, RUÍDO SILÊNCIO, vem acolhido por textos de grandes poetas mulheres com um abraço caloroso de letras e versos.

    A musicista, professora de piano, Melissa Jung, junta-se à poesia desse momento trazendo um repertório – tocado de forma inusitada com harmônio indiano, escaleta, toy e piano – inspirado nesse espaço acolhedor da literatura e das artes, o Amelie.

    Livro: RUÍDO SILÊNCIO
    Autora: Dora Lampert
    Editora: OIA editora
    Páginas: 136
    Introdução, prefácio e orelha das poetas Claudia Schroeder, Suzana Pagot e Jovina Benigno.
    Lançamento: 5 de maio de 23/ 18hrs.
    Local. Espaço Amelie, Rua Vieira de Castro – 439, Porto Alegre.
    Música: Melissa Jung

    @espaco_amelie
    @mel.iung
    @doralampert

    *Com Assessoria de Imprensa

  • Sopapo Poético destaca a contribuição de mestre Telmo Flores na música negra do RS

    Sopapo Poético destaca a contribuição de mestre Telmo Flores na música negra do RS

     

    Neste mês, o Sopapo Poético traz para o centro do círculo da poesia a Banda Kalunga, destacando as composições do mestre Telmo Flores. O sarau será recebido pelo Afrosul Odomodê, na Av. Ipiranga, 3850, Bairro Jardim Botânico, na próxima terça-feira, dia 25 de abril, às 19h30min. A entrada é franca.

    O sarau Sopapo Poético é promovido pela Associação Negra de Cultura (ANdC) desde 2012. Como outros saraus afro-brasileiros, o encontro evoca o protagonismo negro, em uma roda de atuações, reflexões e de convivências afrocentradas, reunindo artistas, pensadores e simpatizantes da cultura negra de resistência.

     

    Kalunga Quilombola

    A Banda Kalunga surgiu em 2014 na cidade de Porto Alegre-RS, com o propósito de levar a luta quilombola para o contexto artístico e cultural. A banda é composta por trabalhadoras, trabalhadores, estudantes e militantes e se define “como uma conexão de diversas mentes em torno das composições do mestre griô Telmo Flores”. A Kalunga traz em seu repertório um conteúdo voltado à luta antirracista e à afirmação dos quilombos como espaços de empoderamento e preservação da cultura africana, de protagonismo negro e de criação.

    Telmo Eduardo Flores, conhecido como “mestre Telmo”, é o vocalista e principal compositor do grupo. Em letras viscerais e diretas, suas composições, além de resgatarem a histórica resistência afro-brasileira, abordam temáticas contemporâneas, como a criminalização da população negra e periférica, a brutalidade policial, o poder da mulher negra, o racismo velado e as dificuldades impostas à população negra pelo sistema opressor. O mestre Telmo Flores também possui uma importante trajetória de militância junto ao Movimento Negro Unificado (MNU) e à Frente Quilombola, além de um passado carnavalesco, como integrante da Imperadores do Samba e, posteriormente, como um dos fundadores da Escola de Samba do Quilombo do Areal da Baronesa.

    Sopapinho Poético

    Com a proposta de desenvolver o interesse pela cultura e pela poesia nos pequenos, o Sopapinho Poético é um momento de fortalecimento da identidade étnica e da autoestima das crianças negras. As atividades do Sopapinho, paralelas ao sarau, são direcionadas para crianças de todas as etnias e envolvem brincadeiras, artes visuais, canto, contação de histórias e a participação na roda de poesia.

    Feira Afro

    A Feira Afro acompanha e apoia o Sopapo Poético desde suas primeiras edições, fortalecendo o espírito comunitário do sarau. A diversidade de produtos e estilos é sua característica, reunindo afro-empreendedores e artesãos, com produção voltada para a identidade étnica. Artesanato, alimentação, literatura, estética cultural, vestuário, cosméticos naturais, música – e muito mais – são opções da feira para o eclético público sopapeiro.

    SOPAPO POÉTICO – Ponto Negro da Poesia

    Edição de abril/2023

    Convidados: Banda Kalunga & mestre Telmo Flores

    Data: 25 de abril de 2023, terça-feira, 19h30min

    Local: AFRO-SUL ODOMODÊ | Av. Ipiranga, 3850, Bairro Jardim Botânico, Porto Alegre-RS

    ENTRADA FRANCA

    Realização:

    Associação Negra de Cultura – ANdC

    Apoios:

    AfroSul Odomodê

    Feijão & Lentilha Photography

    Fábio Ferreira – designer gráfico

    Silvia Abreu Consultoria Integrada de Marketing

    Créditos das fotos:  Leonardo Pradella

  • Nova apresentação de ” O Sussurrar da Cigarra”, na Terreira da Tribo, dia 24

    Nova apresentação de ” O Sussurrar da Cigarra”, na Terreira da Tribo, dia 24

    O espetáculo “O Sussurrar da Cigarra” volta a ser encenado na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186), nesta segunda-feira, dia 24 de abril, com entrada franca.

    O sussurrar da cigarra.Foto: Ikegami Naoya/ Divulgação
    Junto aos bailarinos, o músico convidado Duda Cunha performa texturas sonoras ao vivo e reproduz uma seleção de clássicos assinados pro Bach e Nino Rota. A direção é de Etusko Ohno, figurinista e maquiadora dos mestres Kazuo e Yoshito Ohno.
    “O Sussurrar da Cigarra”
    Dia 24 de abril às 20h
    Na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)
    Entrada Franca
  • As Conexões Transcendentes de Heitor Bergamini, em exposição no Espaço Cultural Correios

    As Conexões Transcendentes de Heitor Bergamini, em exposição no Espaço Cultural Correios

    A arte sustentável de Heitor Bergamini vai ocupar o Espaço Cultural Correios, a partir de 27 de abril. O artista vê arte na sucata, nas raízes do mangue, em barcos encalhados e transforma esse olhar em belas esculturas e imagens. “Conexões Transcendentes” tem curadoria do arquiteto Fábio André Rheinheimer e fica no espaço até o dia 3 de junho. O Espaço Cultural Correios está localizado na Av. 7 de setembro, 1020, no Centro Histórico, em Porto Alegre. Entrada franca.

    O artista visual Heitor Bergamini . Foto: KArine Viana/ Divulgação

    São mais de cem obras entre esculturas, imagens e integração de materiais, que compõem as “Conexões Transcendentes” do artista. “Em sua trajetória, Heitor Bergamini percorre cenários distintos, seja numa paisagem paradisíaca, usualmente à beira-mar, ou simplesmente observando resíduos de descarte encontrados no contexto urbano. Em diferentes cenários, muitas vezes diametralmente opostos, o artista interage com elementos de origens diversas que lhe inspiram novos projetos”, observa Rheinheimer.

    Dom Quixote e Sancho Pança – Fundo Preto – 300dpi – Frente – Foro Lauren Kommers/Divulgação

    A exposição Conexões Transcendentes de Heitor Bergamini apresenta fragmentos desses projetos, obras recentes, cuja criatividade expressa, por meio de técnicas e suportes diversos, as aproximam do conceito upcycling (processo de utilização de resíduos para criação de outros objetos ou produtos). Nesta atual produção se destacam as séries: “Guerreiros Perdidos” e “Dança do Mangue”, que já estiveram em exposições individuais do artista e ganham uma nova montagem nessa exposição, além de suas séries de imagens.

    Heitor Bergamini . Foto: Karine Viana/Divulgação

    Nas fotos, Bergamini apresenta, pela primeira vez, sua pesquisa de pigmentos em escala tonal a partir do mesmo tema, o pôr do sol. São 50 imagens que vão compor um grande painel formando uma nova obra. Também a série Relevos integra a exposição, com registros de superfícies diversas como metal, pedra, madeira, que se transformam em novas paisagens, com uma ressignificação a partir da própria fotografia.

    Palavra do curador

    ”A exposição Conexões Transcendentes apresenta a produção recente de Heitor Bergamini, a qual se caracteriza por acurada pesquisa, seja na técnica fotográfica (mediante exercício continuado de observação e registro da ação do tempo); seja na seleção de materiais inertes (pedras, metais, ou madeiras retorcidas e inanimadas provenientes do manguezal), que, depois de habilmente ‘resgatados’ pelo artista, são ressignificados em objetos tridimensionais e esculturas”, sintetiza o curador Fábio Rheinheimer.

    Série Patos – Foto Lauren Kommers/Divulgação

    A arte de Bergamini é resultado de um exercício continuado, que se desenvolve a partir de diferentes suportes e técnicas com uma linha em comum, que é o reaproveitamento de materiais e das próprias imagens. “Com isso, em sua obra, o artista instiga uma pontual reflexão sobre o meio ambiente, a qual se faz urgente e oportuna e transcende a própria arte”, destaca o curador.

    Conexões – Foto Lauren Kommers/ Divulgação

    Serviço:

    Exposição “Conexões Transcendentes”

    Artista: Heitor Bergamini
    Curadoria: Fábio André Rheinheimer

    Vernissage: 27 de abril (quinta-feira), das 17h30 às 20h

    Visitação: 27 de abril a 3 de junho – terça a sábado das 10h às 17h

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)

    Quimera III – Heitor Bergamini – Foto: Lauren Kommers/ Divulgação

    *Com Assessoria de Comunicação

  • A multiplicidade da arte de Zoravia Bettiol em 80 quadros

    A multiplicidade da arte de Zoravia Bettiol em 80 quadros

     

    A artista visual Zoravia Bettiol abrirá, no sábado (15/04), uma exposição abundante em obras, temáticas e técnicas. Ela receberá o público das 14h às 18h na sua galeria, à Rua Paradiso Biacchi, 109, em Ipanema. Uma visita ao local, que fica no térreo de um sobrado ajardinado, em frente a uma praça – ganha contornos de agradável passeio pela zona sul de Porto Alegre.

    Mendiga Estranha – Linóleo gravura/ Divulgação

    A diversidade da exposição já é indicada no próprio nome – Pequenos e Grandes Formatos: Mostra de Zoravia Bettiol – e, mais ainda, confirmada pela quantidade de obras expostas – 80 -, pela temática abordada – figuras humanas (reais e imaginárias), paisagens, assuntos políticos, de humor e lúdico – e pela variedade de técnicas empregadas – desenho, pintura, em linóleogravura, xilogravura, serigrafia, gravura digital, arte têxtil e objetos.

    .Portal do Inferno – Gravura Digital/ Divulgação

    “Acredito que uma exposição com tanta variedade temática e modalidade artística pode agradar e interessar a diversos públicos”, diz Zoravia, de 87 anos. Dedicada inteiramente à arte desde sempre, ela obteve de há muito reconhecimento no Estado, no país e no exterior. Tem obra sua no acervo do Metropolitan, em Nova York, e em museus e centros culturais na França, Noruega e Japão, por exemplo.

    Praia da Pedra Redonda – Linóleogravura/ Divulgação

    Duas obras da exposição são relacionadas à Divina Comédia, de Dante Alighieri, e integram o livro Divina Rima, de Gilberto Schwartsmann, ilustrado por Zoravia. Elas se perfilam com A Torre de Babel, Praia da Pedra Redonda, Brincando ao Sol, Alegria no Jardim, Minha Casa Minha Vida – Deve ser Mantida; Mendiga Estranha, Rainha e Rei de Copas (que são duas cadeiras de espaldar alto) e Para Marielle Franco – incluindo um pensamento de Cecília Meireles sobre liberdade, entre tantos outros trabalhos.

    Musa de Novembro – Pintura/ Divulgação

    “Como muita gente gostaria de ter a obra em homenagem a Marielle quando se completam cinco anos da morte dela e da impunidade do crime, decidi fazer uma gravura digital com uma tiragem de 100 cópias, a preço bem acessível”, explica Zoravia. A galeria parcela qualquer obra em até 12 vezes, sem acréscimo, ou dá 5% de desconto à vista.

    .Brincando ao sol – xilogravura/ Divulgação

    SERVIÇO

    Pequenos e Grandes Formatos: Mostra de Zoravia Bettiol

    Quando: abertura no sábado (15/04), das 14h às 18h. Entrada franca. Coquetel

    Para o Álbum de Adriana – Xilogravura/ Divulgação

    Período: até 16 de junho

    Visitação: De segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h. Obs: para outro horário agendar pelo telefone (51) 3354-2456 e (51) 99351-8143 (Whatsapp)

    A Torre de Babel – Xilogravura/ Divulgação

     

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema – Porto Alegre

    *Com Assessoria de Comunicação

     

    Não contém vírus.www.avg.com

     

    ResponderEncaminhar
  • “Sob Forma de Oração” reúne Vera Wildner (1936-2017),Karin W. Paiva e André Santos no Paço Municipal

    “Sob Forma de Oração” reúne Vera Wildner (1936-2017),Karin W. Paiva e André Santos no Paço Municipal

    A curadoria é de Maria Amélia Bulhões e a mostra acontece no Porão do Paço Municipal, no Centro Histórico de Porto Alegre

                Vera Wildner, personagem tão importante quanto querida da cena artística da cidade, dedicou sua vida às artes visuais e ao budismo. Sua profundidade atravessou as vidas de artistas e alunos durante as décadas em que se dedicou ao ofício de professora do Atelier Livre, da Prefeitura de Porto Alegre. Além dos alunos, Vera encantou familiares e amigos próximos que agora reúnem-se para celebrar, em forma de oração, essa luminosa passagem sobre a Terra. A mostra Sob Forma de Oração reúne o trabalho da artista já falecida aos trabalhos de sua filha, Karin W. Paiva, e de seu sobrinho, André Santos. A abertura será dia 12 de abril, às 18h, no Porão do Paço Municipal – Na Praça Montevidéu nº 10, Centro Histórico.

          Esta mostra reúne três artistas que, além de fortes e complexos laços familiares e afetivos, trazem em comum uma intenção consciente de lidar com os mistérios da vida humana. “A recorrente utilização de símbolos, mitos e a configuração de ritos são estratégias na realização de desejos, semelhantes àquelas que estiveram implícitas nos inúmeros procedimentos mágicos de culturas milenares. Seu título aponta para esses procedimentos considerados como oração, ou seja, mensagens visuais proferidas em forma de aspiração a algo mais que o cotidiano humano”, afirma a curadora Maria Amélia Bulhões. Vera Wildner, ao longo de sua trajetória, articulou seu trabalho criativo com a prática budista, refinando suas obras na vivência do vazio e na plenitude da luz. Sua última exposição, O fim é o começo, conduzia o visitante por uma deriva sensorial que o capturava e jogava em abismos; uma experiência que só quem esteve lá consegue compreender. Como uma mestra, colocava-nos frente aos desafios da vida e da criação, uma emoção que se encontra aqui presente com algumas daquelas obras” complementa.

    Obra de Vera Wildner/ Divulgação

                Ela está acompanhada por Karin W. Paiva, que faz sua jornada pessoal e artística seguindo as trilhas das mensagens xamânicas, recuperando signos e ensinamentos dessa tradição. As quatro portas, o vento, os animais e as cores intensas nos trazem a chave de leitura de suas Cartas, mensagens que a artista entrega usando seu corpo como veículo das energias da natureza, que explodem como visões ao mesmo tempo viscerais e espirituais.

    Em forma de oração. Obra de André Santos./ Divulgação

    Completa a tríade de artistas André Santos, que, sem recorrer a nenhuma tradição religiosa ou filosófica, estabelece uma espécie de ritual, configurado em desdobramentos do espaço, criando um trajeto para refletir sobre a nossa existência, tendo a morte como pano de fundo. Utilizando fotografias autorais de imagens cemiteriais que ele mesmo realiza, instaura um percurso “Entre o céu e a terra” que finaliza em dois grandes painéis.

    Sobre os artistas e curadoria:

                Karin W. Paiva é artista visual, natural de Porto Alegre. Filha de Vera Wildner, homenageia a mãe com a obra Série CARTAS, na mostra Sob Forma de Oração, onde imprime toda sua emoção e amor celebrando a existência dessa potente artista. Participou de salões, com destaque o 17º Salão Associação Chico Lisboa, onde recebeu menção honrosa em 1994. Participou de individuais na Galeria Arte Fato, 1989; Galeria da Caixa Econômica Estadual 1990; Museu de Arte do Rio Grande do Sul, na sala Pedro Weingartner, em 1994. Participou da trajetória do Atelier Estágio Armazém de Arte, criado pela mãe Vera Wildner, entre 1984 e 2017. Desde 1982 ministra cursos de artes para crianças.

    ​            André Santos é professor de arte com formação em artes visuais. Vem buscando através de seu trabalho autoral uma narrativa que tem como fio condutor o tempo. Tem participado de diversas exposições coletivas, entre elas uma mostra em Miami. Também esteve em duas importantes mostras na Fundação Iberê Camargo: 4 visões e Artistas Gaúchos. As mostras A Opulência do Tempo, na Gravura Galeria e O Tempo na Pele, no Theatro São Pedro, respectivamente em 2021 e2022, já trazem a temática do tempo. A última, O Tempo na Pele, integrou um circuito paralelo à  Bienal do Mercosul,

                Natural de Porto Alegre, a artista plástica Vera Wildner (1936-2017) foi professora do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre por mais de duas décadas, além de fundadora do Atelier Galeria Estaggio desde 1983, onde orientou artistas em técnicas de pintura. As pinceladas de Vera Wildner expressaram suas memórias e as inquietudes humanas com vida e morte e a Paz Universal. Sua obra é um livro da vida, de sua vida, da vida de todos nós. O Fim é o ComeçoDelcia -Vestido de Noiva e Silêncio, ambas no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Nascer / Renascer, na Galeria Xico Stockinger da Casa de Cultura Mario Quintana e Manuscritos, exposição na Casa do Brasil, em Madri, em 1998, são mostras que marcaram sua carreira.

                Crítica, professora e orientadora de Artes Visuais, UFRGS, Doutora pela USP (1990), pós-doutorado nas Universidades de Paris I, Sorbonne e Politécnica de Valencia, Maria Amélia Bulhões foi presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Artes Plásticas e da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Suas pesquisas têm ênfase na arte contemporânea e os últimos livros foram Desafios: arte e internet no Brasil (2022), Catálogo de obras do MACRS, (2021), Arte Contemporânea no Brasil (2019). Destacam-se suas curadorias: Arte Contemporânea RS, MACRS, 2021, Schwanke: sonetos visuais, MESC, 2021, Pro Posições, MARGS, 2017 e Web arte Bienal de Curitiba, 2013.

    SOB FORMA DE ORAÇÃO – exposição de Vera Wildner, Karin W. Paiva e André Santos

    Curadoria de Maria Amélia Bulhões

    Abertura dia 12 de abril, às 18h

    Visitação de 13 de abril a 26 de maio

    De segunda a sextas, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h

    Porão do Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico

    Entrada franca