Além das instrumentais que estão no recente álbum OITO, o pianista lança o clipe de “Nunca mais voltar”, do TNT, banda que integrou no final dos anos 1980. A apresentação acontece no dia 1º de julho, às 19h
O ditado “O mundo dá voltas” é o que mais representa a história de João Maldonado como pianista. Aos 20 anos, saiu da casa dos pais para tocar em uma banda de jazz de Florianópolis. Dois anos depois, retornou a Porto Alegre para integrar o TNT, uma banda rock. Era início dos anos 1990 e os músicos do Bom Fim estouraram no Brasil. Assinaram com uma grande gravadora e se mudaram para o Rio de Janeiro.
Mais uma vez, de volta à capital, trocou o rock gaúcho pelo blues. Foi o primeiro pianista a gravar um disco nesse estilo com Solon Fishbone e, um tempo depois, vivendo no Chile, foi considerado o melhor guitarrista de blues daquele país.
Diversos artistas
Tocou com diversos artistas, como Laura Brown, Shana Hughes, Kenny Neal Larry McCray (guitarrista de Dallas) e Ron Levy (pianista e organista de BB King), e produziu mais de sessenta discos, até decidir que era hora de mostrar o seu trabalho. Voltou para o jazz mais preparado pelas mãos do pianista Fábio Torres, do Trio Corrente – vencedor do Grammy Latino em 2014, como Melhor Álbum de Jazz –, com quem estuda música brasileira e bossa nova.
Maldonado fez, ainda, trilhas para cinema, ópera, teatro, dança e publicidade. Além do single de bossa Sem você não sou ninguém (2020), nos últimos quatro anos lançou três álbuns – BEAUTY (Vencedor do Prêmio Açorianos 2020 como Melhor Álbum Instrumental), SOLITUDE (piano solo) e JOÃO MALDONADO 8 – e, atualmente, trabalha em outros dois: mais um só de piano gravado ao vivo e outro de bossa nova, que terá a participação de nomes, como Analu Sampaio, Roberto Menescal e Paulo Braga (baterista de Tom Jobim, Elis Regina e Tim Maia, entre outros).
Única apresentação
Para celebrar esses 40 anos, o pianista faz única apresentação no Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco do Theatro São Pedro, no dia 1º de julho (sábado), às 19h. No repertório, o álbum OITO, que inclui músicas dos discos anteriores e releituras de “Nunca mais voltar” (TNT), Little Man (Art Blakey & The Jazz Messengers) e Witch Hunt (Wayne Shorter).
O show será um crescente, do piano de cauda solo como protagonista a sexteto, para mostrar a diversidade e a improvisação de cada instrumento, que são característicos do jazz. Integram a banda Miguel Tejera (baixo acústico), Dani Vargas (bateria), Amauri Iablonovski (sax soprano) e Cristiano Ludvig e Ronaldo Pereira (sax tenor).
Novo clipe
Durante o show, será lançado o clipe da música “Nunca mais voltar”. Para a versão instrumental, o pianista contou com as participações de Miguel Tejera e Dani Vargas para um “passeio” pelo Bom Fim, bairro onde a música foi composta no início dos anos 1990 por Charles Master e Tchê Gomes.
Dirigido por Alex Sernambi, o filme traz a nostalgia de uma época de florescimento do rock gaúcho, do cinema urbano e de experimentações estéticas na televisão e no teatro e dos lugares mais simbólicos e representativos da efervescência cultural da vida noturna na cidade. Lugares que impregnaram a memória do porto-alegrense e que fizeram do Bom Fim o reduto, também, dos hippies anos 1970, dos punks e darks dos anos 1980 e 1990, dos intelectuais e das bandas locais que viravam a madrugada tocando na rua.
“O rock gaúcho nasceu no Bom Fim. Nossos encontros aconteciam no Bar do João, no Lola, no Escaler, na Lancheria do Parque e no Ocidente, esses dois últimos que resistiram e ainda são ponto de encontro dos personagens que se tornaram símbolos da efervescência cultural e política do bairro durante a ditadura militar e o processo de redemocratização no país. Foi intenso gravar nesse tempo que nunca mais voltará”, destaca Maldonado.
A premiada pianista e compositora Dunia Elias se prepara para uma apresentação única na capital gaúcha. O show Dunia Elias Quarteto, será no dia 22 de junho, às 20h, no Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência). No palco um repertório de músicas com identidade sonora do sul do Brasil, passeando um pouco pela Argentina e Uruguai, com tempero jazzístico. Os ingressos custam R$ 40,00 e podem ser adquiridos pelo https://www.sympla.com.br/evento/dunia-elias-quarteto/2021005.
Dunia Elias é conhecida pelo público gaúcho como uma artista original, que se expressa como pianista, compositora e atriz-pianista, tendo sido várias vezes premiada em festivais, no Rio Grande do Sul e fora dele. Suas composições refletem essas influências que permeiam seu universo sonoro: “Choro Pampeano” (Prêmio Plauto Cruz no Festival de Choro de Porto Alegre 2005), “Antonio Abdallah” (milonga e dança árabe), “Candombe no Bomfim” (2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre), “O Choro do Bugio” (Melhor Música Instrumental no XI Musicanto). Três dos instrumentistas mais versáteis do Estado a acompanham, formando uma parceria de longa data: Artur Elias (flauta), Giovani Berti (percussão) e Miguel Tejera (contrabaixo).
Dunia Elias – foto de Anibal Elias Carneiro/ Divulgação
“Dunia Elias há muitos anos se tornou um patrimônio musical da nossa cidade. A quantidade de músicos com quem ela colaborou, os prêmios que já recebeu e o público que tem arrebatado com seu toque pessoal ao piano, fazem dela uma artista de primeira importância no cenário da música brasileira feita em Porto Alegre”, afirma Hique Gomez, amigo e parceiro de Dunia. Segundo Hique, a artista deixa sua marca por onde quer que se apresente. “No meu trabalho Tãn-Tãngo, Dunia traz uma colaboração indelével, e eu costumo dizer que não há no Brasil quem possa substituí-la, tamanha contribuição que trouxe à minha carreira. Compositora com claras influências dos países vizinhos traz o sotaque legítimo do tango e da milonga, assim como toca chorinho como uma das filhas prediletas de Chiquinha Gonzaga. Na consolidação da fusão entre as culturas do cone sul, Dunia tem um papel de grande importância, emprestando a naturalidade de seu sotaque multicultural e evidenciando a legitimidade das culturas de fronteiras. O HiperPampa se desvenda no teclado de Dunia, e o Brasil merece conhecer o seu talento.”, finaliza Hique.
O show Dunia Elias Quartetofoi contemplado no Edital de Ocupação para Espetáculos de Música – CHC 2023.
Sobre Dunia Elias
Pianista e compositora, atuando tanto na música de concerto como na música popular, especialmente na música instrumental brasileira. Suas apresentações incluem música de câmara, música popular, trabalhos como atriz-pianista, solos com orquestra, trilhas para cinema mudo, e suas próprias composições. Dentre diversos prêmios recebidos figuram Melhor Música Instrumental do XI Musicanto Latino-Americano para sua composição “O Choro do Bugio”, 2º lugar no I Festival de Música Instrumental do RS (com “Luzazul”), Prêmio Plauto Cruz no Concurso de Choro de Porto Alegre (com “Choro Pampeano”), e 2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre (com “Candombe no Bomfim”). É pianista do espetáculo “TãnTãngo”, de Hique Gomez, vencedor do Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo de 2012, tendo sido apresentado em várias cidades do Rio Grande do Sul e do Brasil. Desde 2007 toca no Tango Show com o bandoneonista uruguaio Carlitos Magallanes, tendo a honra de ter sido indicada pelo grande pianista e arranjador Carlos Garofali. O quarteto Dunia Elias se apresentou no Bento Jazz & Wine Festival, em novembro de 2022, com grande sucesso. No palco, companheiros de longa data: Artur Elias na flauta, Giovani Berti na percussão e Miguel Tejera no contrabaixo.
FICHA TÉCNICA:
DUNIA ELIAS – Piano
ARTUR ELIAS – Flauta
GIOVANI BERTI – Percussão
MIGUEL TEJERA – Contrabaixo
SERVIÇO
O QUE: ShowDunia Elias Quarteto
DATA: 22 de junho
HORÁRIO: 20h
LOCAL: Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência)
INGRESSOS: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
Geraldo Hasse
Quando o Correio entregou o pacote contendo o livro “Tempo dos Cardos”, de Celso Horta, premeditei fazer uma leitura diagonal rápida, ciente do quão pesadas são as narrativas sobre a história da luta armada contra a
ditadura militar.
A cada novo livro, a gente vai se apegando aos
exemplares, inesquecíveis: “Memórias do Esquecimento”, de Flávio Tavares, e “Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios”, de Luiz Claudio Cunha, só para citar dois campeões do tema.
Surpresa: a primeira impressão sobre o presente entregue pelo carteiro logo se desfez. Na orelha de “Tempo dos Cardos” (expressão recolhida de um poema de Manuel Bandeira), consta que o autor Celso Horta foi preso
em 1969, aos 21 anos, em São Paulo, como militante da ALN, comandada pelo ex-deputado comunista Carlos Marighella.
Após deixar a prisão em 1977, formou-se em comunicação social e trabalhou pelo resto da vida na imprensa partidária (PT) e sindical (CUT). Nesta breve nota biográfica, não se menciona a ABR – Agência Brasileira de Reportagem, típico órgão da imprensa nanica tocado Celso Horta com a ajuda de amigos em 1980. Foi
aí que o conheci em São Paulo. Depois disso, nunca mais nos encontramos.
Assim, ler “Tempo dos Cardos” (Expressão Popular, 342 páginas) significou uma retomada de contato, poucos dias depois de saber da morte do autor — Celso tinha 75 anos e não chegou a ver impressa a obra a que
dedicou seus últimos dez anos de vida. No lançamento em São Paulo, no dia 23/5, falou por ele sua filha Joana Horta.
“Tempo dos Cardos” não esconde origens nem objetivos: é uma narrativa de militante de esquerda. Enaltece dirigentes da guerra revolucionária contra a ditadura militar e o imperialismo ianque, mas focaliza com
inequívoco faro jornalístico a história das dissidências da esquerda brasileira sobre como enfrentar o governo militar durante os chamados anos de chumbo (1968/1980). Embora faça menção a diversos episódios ocorridos no período acima, o narrador se concentra sobretudo na
história do Movimento de Libertação Popular (Molipo), pequena organização política saída do ventre da Aliança de Libertação Nacional (ALN), a qual nasceu como “dissidência armada” do Partido Comunista Brasileiro (PCB), quando este decidiu que não pegar em armas contra o regime autoritário.
Boa parte do livro procura recuperar a trajetória de João Leonardo da Silva Rocha, baiano como Marighella. Nascido em 1939 em Amargosa, ele morreu aos 36 anos no sudoeste da Bahia, onde se achava trabalhando como
peão de fazenda numa região infestada de grileiros e posseiros de terras devolutas. Professor secundário e estudante de Direito em São Paulo, João Leonardo era culto e possuía liderança, mas na luta para não ser
preso acabou se isolando no interior do Nordeste. Por três anos sobreviveu como sitiante solitário em Pernambuco. Quando se sentiu acuado por uma comitiva de policiais militares da Bahia, fugiu para o Sul em busca de contato com companheiros de luta.
José Dirceu, um deles, sobreviveu cinco anos com nome falso em Cruzeiro do Oeste, PR, de onde voltou à vida normal graças à anistia de 1979.
A maioria dos molipeanos participou de treinamento de guerrilha em Cuba. Alguns não voltaram para o Brasil ao se dar conta de que não teriam condições objetivas de sobrevivência no país natal.
Em sua narrativa, Horta fala não só dos cabeças, mas de militantes que trabalharam em “atividades anônimas” na retaguarda dos movimentos guerrilheiros.
No apoio logístico, destacou-se Ana Cerqueira Cesar
Corbisier, que aparece em vários trechos do livro, sempre com uma participação luminosa. Nascida em São Paulo, formada em sociologia na USP, ela se afastou dos filhos para lutar contra a ditadura.
Em dado momento da história, saiu de Havana a fim de recuperar o contato com João Leonardo, extraviado no Nordeste do Brasil.
Depois de um mês peregrinando por cidades como Arcoverde, Caruaru e Garanhuns, reencontrou o companheiro – só para continuarem se escondendo.
Após três dias de pura deriva na região mais pobre do
Brasil, os dois se separaram sem trocar endereços. Fugitivos, sabiam que a guerra estava perdida. Seu objetivo era sobreviver para, de alguma forma, contar o que aconteceu.
É o que se espera ainda da socióloga Ana Corbisier. Aos 82 anos, ela deu uma rara contribuição ao livro de Celso
Horta, mas tudo indica que tem munição para ir mais longe e mais fundo.
Graças a essas historietas humanas diluídas na obra final de Celso Horta, os leitores podem ter uma boa noção do quanto foi desigual a luta armada contra a ditadura militar: algumas centenas de pessoas de esquerda reunidas em organizações precárias, mal armadas, praticamente sem apoio externo, foram massacradas por um numeroso exército profissional, bem equipado e com cobertura política para praticar atrocidades em unidades militares clandestinas.
Essa crônica policial-militar é bem conhecida, mas de tempos em tempos aparecem novidades que clamam por justiça. Uma das revelações de “Tempo dos Cardos” é que falta confirmar onde, no sudoeste da Bahia, foi sepultado João Leonardo, abatido pela Polícia Militar baiana em Palmas do Monte Alto em novembro de 1975. Ali perto, em Guanambi, vivia o violeiro Elomar Figueira de Melo, que dedicou uma “incelença” ao conterrâneo
falecido. Falta saber também qual foi a participação dos órgãos federais como o Serviço Nacional de Informações na morte do “guerrilheiro” identificado pelo outro lado como “pistoleiro”.
Por falta de uma melhor organização cronológica, o livro de Celso Horta antecipa informações que se repetem mais de uma vez em algumas partes do livro.
Entretanto, é melhor repetir do que esconder, falsear ou omitir.
“Tempo dos Cardos” tem qualidades para figurar na História como uma das mais ricas narrativas sobre os anseios, motivações e temores dos que há mais de 50 anos pretenderam derrubar a ditadura. Como se sabe, a luta continua.
’Mobgrafia – Expressão Urbana” é a exposição que ocupará a Galeria Escadaria, em sua segunda edição, a partir desse sábado, dia 10 de junho, reunindo 90 imagens de 45 fotógrafos, feitas em celulares ou tablets. Com curadoria do publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro, a iniciativa tem um caráter duplamente democrático, tanto por estar situada em um museu a céu aberto, o que coloca a arte ao alcance de todos; quanto pela técnica utilizada, através de dispositivos móveis, recurso amplamente difundido e acessível à população.
A abertura acontece neste sábado, a partir das 16h, na Escadaria Verão (esquina rua Duque de Caxias), e tem participação da banda Os Lucianos -Luciano Riquez na voz e guitarra, Miguel Lattuada no baixo e voz, Cristiano na bateria e Ernani na voz e teclado tocando muito rock, soul e funk.
Mb fotografia- Rodrigo Jankoski /Divulgação
Segundo o texto de divulgação da mostra “A fotografia está vivendo um momento único, tão importante como foi seu próprio surgimento. É quase um renascimento da arte, por conta de uma inclusão e compartilhamento inimagináveis, possibilitando que a arte criada, a foto gerada ou a história contada ganhem o mundo em tempo real. Os smartphones revolucionaram o modo de vida de quase todas as pessoas no planeta e através dele a fotografia ficou mais democrática e criativa, estimulando o olhar e percepção sobre o cotidiano, trazendo à tona uma experiência de representação da realidade intrínseca, sob a ótica do autor.”
Mb fotografia- Anibal Elias Carneiro/ Divulgação
O termo Mobgrafia é sinônimo do movimento que promove a arte fotográfica e visual captada, editada e compartilhada com dispositivos móveis: smartphones, tablets, etc. “A partir daí, pensamos na mobgrafia e em suas dimensões possíveis, uma maneira de transmitir nossa arte de forma mais criativa e instantânea. O tema não tem limites e é livre; e assim mais uma vez a arte ira espelhar a vida através das lentes de seu celular.”, explica o o texto.
“Mobgrafia – Expressão Urbana” é considerada a maior exposição a céu aberto de fotos de smartphones do Brasil. Através de convocatória foram selecionados 45 fotógrafos (as) amadores e profissionais de todo o Brasil, num total de 90 fotos de grandes formatos distribuídas em 15 grandes painéis.
Mb fotografia- Jacqueline Seravia/ Divulgação
Olhar inclusivo
“A exposição na rua tem um olhar inclusivo e democrático, em função da arte sair das galerias e museus para ganhar as ruas, criando novas experiências e hábitos para uma parcela da população, que não tem o costume de frequentar estas instituições”, afirma o produtor e curador, Marcos Monteiro. O tema é Livre Expressão Urbana e a visitação seguirá até final de agosto, devendo posteriormente ocupar a Galeria Restinga, que fica na Esplanada da Restinga – também a céu aberto- durante o mês de setembro. Em sua primeira edição, ano passado, “Mobgrafia Expressão Urbana” teve cerca de 40 mil visitações, e a expectativa desta vez é superar este número.
Galeria Escadaria – Criada em plena pandemia com o intuito de levar arte de qualidade para a população, já abrigou 16 exposições nacionais e internacionais a céu aberto. Em agosto de 2022 foi inaugurada sua primeira filial, a Galeria Restinga, localizada na Praça Esplanada do bairro Restinga, também a céu aberto, que recebe todas as exposições que passaram pelo Centro Histórico da capital gaúcha. A mais recente exposição a ocupar a escadaria da Borges, “Se7E”, celebrou os dois anos do espaço, em março último e deverá migrar para a Restinga de 17 de junho a 17 de julho.
O curador e fotógrafo Marcos Monteiro. Foto Jorge Aguiar/ Divulgação
Marcos Monteiro – Natural de Bagé e residente em Porto Alegre, é designer, publicitário, fotógrafo e produtor cultural. Em 2017 expôs “O Exato Momento do Instante”, individual na Assembleia Legislativa do RS, patrocinada pela Embaixada da França; “S.O.M – Série Olhar Musical”, com Pena Cabreira, no Centro Cultural Ceee Erico Verissimo; e foi convidado para participar do “III Foto Festival”, em Balneário Camboriú (SC). Em 2018 se juntou a Walter Firmo, Gal Oppido, Valdemir Cunha e Fernando Rojas, entre outros, na coletiva “Ser Urbano”, no Conjunto Nacional, em São Paulo; onde também mostrou seu trabalho na Inter Foto Itu e no ano passado, na exposição “Faces do Retrato”, pelo Festival InterFoto. Na Galeria Escadaria, fez as individuais “Ir/Real”, em 2021 e a segunda edição, em 2022.
Fez a curadoria e execução da mostra a ceu aberto ” O Mundo em Movimento”, no Parque da Redenção e também na UFRGS, com fotógrafos da Europa, America do Sul e Ásia, pela Virada Sustentável POA, em abril de 2019. Dentro do mesmo evento, criou e executou as estruturas expositivas de “ODS da ONU”, na Orla do Gasômetro e UFRGS. Foi co-criador da coletiva “Mosaicografia”, composta por 20 painéis de 10m cada, com 450 fotos em médio e grandes formatos, assinadas por mais de 162 fotógrafos de diversos países. Aproximadamente 350 mil pessoas visitaram o evento, na Casa de Cultura Mario Quintana, em 2015 e Largo Glênio Peres, em 2016.
Esteve à frente das exposições “Pantanal” de Daisson Flach e Douglas Fischer (2021); “Fora da Cena”, da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho (2021); “As Praias de Porto Alegre”, pela Virada Sustentável 2021; e “Mobgrafia Expressão Urbana” (2021), todas na Galeria Escadaria. No local, realizou as coletivas “Street Expo Photo”, em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. No ano passado abriu a Galeria Restinga, no bairro periférico de Porto Alegre. Até o momento, o local sediou 26 grandes exposições ao ar livre, no total de 400 paineis de 2m x 1m.
É um dos fundadores do Foto Clube Porto-Alegrense (2018) e criador e produtor do Chapeu Acústico, projeto gratuito da Biblioteca Pública do Estado do RS, que sediou mais de 160 shows em sua maioria de artistas gaúchos ao longo de seis anos. Em 2021 foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, por serviços relevantes prestados na área cultural.
De 17 a 30 de julho, na Terreira da Tribo e em diferentes espaços de cultura de Porto Alegre, acontece o II Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nós Aqui Traveiz e as inscrições estão abertas mediante carta de intenção e currículo, que podem ser enviados para terreira.oinois@gmail.com.
Os interessados deverão ter disponibilidade para participar de toda a programação oferecida, numa imersão de 14 dias no trabalho do grupo durante os três turnos. O objetivo desta atividade formativa é difundir a prática e metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo coletivo ao longo de 45 anos de atuação e pesquisa. O laboratório é voltado principalmente para atores e atrizes, pesquisadores e estudantes de teatro do Brasil e América Latina.
O grupo Ói Nóis Aqui Traveiz criou uma poética própria capaz de mobilizar a mulher e o homem de hoje para refletir sobre questões fundamentais do nosso tempo. A Tribo utiliza práticas e dispositivos próprios, desenvolvidos ao longo de sua trajetória, para disparar suas criações. Destacam-se o trabalho de codificação de ações cênicas não cotidianas, que contribui na elaboração dessa poética, calcada na dissonância, para a criação de personagens e cenas; o atrito entre texto (palavra) e a ação (tecido de ações), que cria uma região de tensão interessante para construção dessa poética e reelabora a possibilidade de um teatro crítico que não tem no discurso o seu maior potencial de comunicação; a cena ritual de origem Artaudiana, que será aesteira do trabalho de construção de cenas/rituais com os participantes; e, por fim, a experiência de abordagem da rua como campo para performance cênica.
A metodologia é dividida em três módulos: oficina atriz/ator – presença e rito; oficina de teatro ritual e oficina de performance política. Ainda haverá um seminário sobre a proposta estética e política da Tribo com professores e pesquisadores convidados, além da encenação dos espetáculos em repertório: ‘Violeta Parra – Uma Atuadora’, ‘Desmontagem Evocando os Mortos Poéticas da Experiência’, ‘Quase Corpos – Episódio 1: A Última Gravação’, ‘O Amargo Santo da Purificação’; ‘M.E.D.E.I.A’, ‘Performance Manifesto de Uma Mulher de Teatro’ e ‘Onde? Ação n. 2’. Completa a programação a exibição de filmes de espetáculos que já não estão mais em repertório e também sobre os processos de criação do grupo. Ao final haverá uma apresentação pública de uma ação cênica criada na oficina de performance política.
O II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz oferece 25 vagas. As inscrições vão até o dia 30 de junho, e o resultado da seleção será divulgado em 3 de julho.
II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
De 17 a 30 de julho de 2023
Na Terreira da Tribo e em outros espaços de cultura da cidade
Inscrições: terreira.oinois@gmail.com – mediante currículo e carta de intenção
O escritor Demétrio Peixoto autografa seu livro “Retratos não falados” no dia 2 de junho, a partir das 18, no Espaço Amelie. A produtora cultural Betânia Gonçalves convida a conhecer a obra do autor que traz passagens, pensamentos e poemas.
“Trata-se de um cenário poético plural, onde o autor dá ao leitor uma passagem para uma viagem à alma. São cenários cotidianos onde o poema traduz o dia a dia, com doses nada homeopáticas de sentimentos. É uma ação e reflexão combinadas com o efeito de brindar os antagonismos e eufemismos da vida urbana, social, sexual, cultural, física. A literatura sempre convidando para uma viagem necessária para dentro.”, explica o material de divulgação da obra. A produtora cultural Betânia Gonçalves conclui, “o Espaço Amelie está de portas abertas para mais uma celebração criativa”.
Um dos mais atuantes e produtivos artistas gaúchos, o caxiense Sergio Lopes inaugura no sábado, 3 de junho, a exposição “E o amor é tão longe…”. O vernissage será realizado das 10h às 14h na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 24 obras inéditas do artista, que poderão ser conferidas no espaço até o dia 1º de julho. Entrada franca.
O marchand Nicholas Bublitz destaca a admiração pelo trabalho de Sergio Lopes. “É uma honra receber uma exposição desse artista que é celebrado no Estado e em todo país e que faz parte da história da Galeria Bublitz, que celebra 35 anos em 2023. Aqui recebemos uma exposição individual de Lopes em 2017 e sua obra também marcou presença em outras quatro exposições coletivas”, recorda.
O artista Sérgio Lopes. Foto: Felipe Maciel/ Divulgação
Em “E o amor é tão longe…”, Sergio Lopes retoma um dos temas que se tornou uma de suas marcas-registradas: o “clown”. “Busco na figura do palhaço, personagem plural, rico de personalidades, uma forma de representar metaforicamente o indivíduo apaixonado, suas inquietudes e recordações”, revela o artista. Em sua obra, Lopes também expressa as figuras de pássaros, romãs e flores, que surgem repetidamente sobre a superfície das telas como em uma eterna busca da beleza, dos sons e dos aromas distantes.
Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação
O artista apresenta, em acrílica sobre linho, crianças que posam para retratos serenas, captadas em momentos instantâneos e fugidios, como se ele desejasse paralisar o tempo. Em algumas áreas da pintura, o desenho permanece sem a cobertura de tinta, em uma alusão que representa a finitude e a incompletude do amor.
Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação
“O característico nariz vermelho do Clown – a indefectível máscara do personagem, nessa série, é retirada, talvez simbolizando que a busca por esse sentimento distante não necessite de disfarces. O amor pode estar tão longe, mas busco sua materialização, numa tentativa de trazê-lo obviamente, para mais perto…. Creio ter conseguido!”, conclui o artista.
Quem é Sergio Lopes
Nascido em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, em 10 de março de 1965, Sergio Lopes cursou Licenciatura Plena em Educação Artística na Universidade de Caxias do Sul. É professor das disciplinas de desenho, do Curso de Tecnologia em Moda e Estilo, na Universidade de Caxias do Sul. Suas obras já estiveram presentes em exposições no Brasil, na Alemanha, na Bélgica, no Canadá e nos Estados Unidos.
Obra de Sérgio Lopes/ Divulgação
SERVIÇO
“E o amor é tão longe…” por Sergio Lopes
Local: Bublitz Galeria de Arte
Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
Período: 3 de junho a 1 de julho
Vernissage: 3 de junho, das 10h às 14h
Visitação: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 14h
Vinte anos depois da sua morte, o jornalista e historiador Ivo Caggiani, que neste 27 de maio completaria 91 anos, está causando polêmica em Santana do Livramento, cidade onde nasceu e à qual dedicou grande parte de seu intenso trabalho de escritor e pesquisador.
A causa da polêmica é o acervo de livros, documentos e peças de valor histórico que Caggiani reuniu em um museu particular em meio século de atividade.
Ele começou em 1953, criando o Museu Municipal David Canabarro, num pequeno espaço da biblioteca pública de Livramento.
A falta de verbas e de interesse das sucessivas administrações municipais, o levaram a construir por conta própria um espaço para abrigar o material histórico que ia reunindo ao longo de suas pesquisas.
Caggiani escreveu 26 livros, entre eles uma História de Santana do Livramento, cidade famosa por sua fronteira singular com o município uruguaio de Rivera (apenas uma rua separa as duas cidades, sem qualquer impedimento de trânsito).
Além da história da cidade, que neste mês de julho completa 200 anos, escreveu perfis biográficos dos principais nomes da política municipal e estadual: Flores da Cunha, (parceiro de Getúlio Vargas na Revolução de 1930 e governador do Rio Grande do Sul), David Canabarro, herói da Revolução Farroupilha, João Francisco Pereira de Souza, famoso caudilho do movimento republicano, Honório Lemes, lendário guerrilheiro do pampa gaúcho, entre outros.
Em vida, Caggiani tentou transferir ao poder público o acervo e a manutenção do museu, sem encontrar solução. Com sua morte, em abril do ano 2000, o velho casarão que abrigava o museu ficou fechado, sob a guarda da família, que despendia cerca de R$ 3 mil mensais para a manutenção e limpeza.
Há duas semanas, depois de tentativas de transferir o acervo para a prefeitura de Livramento, os familiares decidiram doar todo o material para o Museu Departamental de Rivera, que dispõe de melhores recursos.
A decisão dividiu as opiniões na cidade, entre aqueles que acharam uma boa solução, uma vez que no Uruguai as questões culturais merecem melhor tratamento, e os críticos que viram mais um exemplo do descaso do poder público municipal com as questões culturais.
O mais importante festival de dança para crianças e jovens do País chega à segunda edição no Rio Grande do Sul com uma série de atrações confirmadas. O Festival CBDD Kids, promovido pelo Conselho Brasileiro de Dança, terá mais de 300 coreografias em sua mostra competitiva. Galas de abertura e de encerramento contarão com grandes nomes da dança nacional como Luiz Paulo Martins, Paulo Rodrigues e Marcos Silva.
Roberta Fridman e Paulo Vitor Rodrigues – CBDD Kids 2023 – Foto: César Rodrigues/ Divulgação.
O evento será promovido nos dias 27 e 28 de maio, no Teatro Unisinos, localizado na Av. Nilo Peçanha, 1600. A gala de abertura será no sábado, 27 de maio, às 20h. No domingo, 28 de maio, também às 20h, será a vez da gala de encerramento. Ingressos podem ser adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre, ou solicitados pelo whatsapp (51) 99500-0275 ou pelo telefone (51) 3028-4984.
Luiz Paulo Martins – Acervo Pessoal/ Divulgação
“É uma oportunidade para os pequenos vivenciarem a experiência de palco em um festival nacional. Nesta edição, teremos crianças de 4 a 14 anos, nas mais diferentes modalidades em uma oportunidade única e inesquecível”, destaca Carlla Bublitz, delegada regional RS do Conselho Brasileiro de Dança e uma das diretoras do Ballet Vera Bublitz (BVB). Além de medalhas para os três mais bem colocados e troféus para os primeiros lugares, os bailarinos serão premiados com bolsas de estudo e vagas para diversos festivais de dança do País.
Paulo Vitor Rodrigues e Maiara Terra y Castro – CBDD Kids 2023. Foto: César Rodrigues/ Divulgação
Entre os jurados estão Flávia Burlini, delegada do Conselho Brasileiro de Dança no Rio de Janeiro, com o histórico de ter sido solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Stefania Petry, bailarina formada pela Escola do Teatro Bolshoi e diretora da “Mostra Dança”, em São Paulo; Anette Lubisco, mestre em educação e pesquisadora em dança jazz; e Luciane da Rosa, diretora e coreógrafa da Compasso Companhia de Dança, de Dom Pedrito/RS, com coreografias premiadas em diversos festivais.
Renome nacional
Para as apresentações de gala, que ocorrem na abertura e no encerramento, foram convidados grandes talentos da dança na atualidade. Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem em sua trajetória apresentações em ballets de repertório, como O Corsário, Lago dos Cisnes e Paquita. Também foi bailarino do Conservatório Nacional de Dança e da Companhia Virginia National Ballet dos Estados Unidos.
Maiara Terra y Castro e Paulo Vitor Rodrigues – CBDD Kids 2023. Foto: César Rodrigues / Divulgação
Para as apresentações de gala, que ocorrem na abertura e no encerramento, foram convidados grandes talentos da dança na atualidade. Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem em sua trajetória apresentações em ballets de repertório, como O Corsário, Lago dos Cisnes e Paquita. Também foi bailarino do Conservatório Nacional de Dança e da Companhia Virginia National Ballet dos Estados Unidos.
Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva. Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia.
Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Em sua trajetória coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.
Trajetória internacional
Ao lado das bailarinas premiadas do Ballet Vera Bublitz, eles vão apresentar trechos de ballet de repertório como Dom Quixote, Pássaro Azul, Bela Adormecida, Quebra-Nozes, Coppélia e Lago dos Cisnes.
Entre essas bailarinas estão nomes que, em breve, estarão nos cursos de verão de algumas das principais companhias da Europa e dos Estados Unidos, como Julia Xavier, que acaba de se classificar entre as melhores do mundo no YAGP, Julia Petry Quinto, Maiara Terra Y Castro, Roberta Fridman, Beatriz Wanderlei, Martina Melnick. Isabeli Greff, Isabela Azevedo de Azevedo e Alicia Sassi Ogliari.
Completam o elenco de destaques gaúchos da dança as bailarinas Catarina Costa, Marina Starosta, Manoela Parizotti e Alicia Prietsch, que se prepararam para a final do World Ballet Competion, que ocorre de 19 a 23 de junho, em Orlando, nos Estados Unidos.
2° Festival CBDD Kids Porto Alegre
Período: de 27 a 28 de junho
Gala de abertura: 27 de junho, às 20h
Gala de encerramento: 28 de junho, às 20h
Local: Teatro Unisinos – Av. Nilo Peçanha, 1600
Ingressos podem ser adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre, ou solicitados pelo whatsapp (51) 99500-0275 ou pelo telefone (51) 3028-4984 Informações e regulamento: Instagram: @festivalcdbddkispoa.
Orquestra, solistas, banda, coro sinfônico e coro infantojuvenil se encontram no palco da Casa da OSPA para percorrer os maiores sucessos da banda britânica
Atendendo a um pedido frequente do público, está de volta um dos espetáculos de maior sucesso da história da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). Em homenagem aos 50 anos do disco “Dark Side of the Moon”, celebrados em 2023, o concerto Pink Floyd Sinfônico será reapresentado no sábado (20), às 17h, e no domingo (21), às 18h. Os ingressos já estão esgotados para os dois dias.
Cerca de 150 artistas estarão reunidos no palco da Casa da OSPA para executar alguns dos maiores hinos do rock em arranjos sinfônicos criados especialmente para o espetáculo. Além da Orquestra completa, estará presente uma banda formada pelo guitarrista Johnny Macedo, o baixista Gabriel Nunes, o pianista Paulo Bergmann e o baterista Jorge Matte. Para os vocais, a OSPA conta com os cantores Rafa Gubert e Elisa Machado como solistas, além da potência das quase 100 vozes somadas do Coro Sinfônico da OSPA, do Coro Jovem e do Coro Infantojuvenil da Escola da OSPA. O diretor artístico e maestro titular da OSPA, Evandro Matté, comanda o espetáculo, que conta ainda com vídeos, iluminação e sonorização especial.
Para o regente, a grandiosidade da obra do Pink Floyd se presta bem a espetáculos neste molde: “Historicamente, as grandes orquestras do mundo fazem espetáculos pop com bandas de sucesso. Temos o exemplo da London Symphony e da Sinfônica de Los Angeles, entre outras. A qualidade musical de um grupo como o Pink Floyd é tão grande que permite que uma orquestra explore este mundo musical”, comenta Evandro Matté. A primeira edição de “Pink Floyd Sinfônico”, montada em 7 de julho de 2019, levou mais de 3 mil pessoas ao Auditório Araújo Vianna. A apresentação pode ser assistida na íntegra no canal da OSPA no YouTube. Em 2023, o concerto será voltado apenas ao público presencial na Casa da OSPA, sem transmissão ao vivo.
Foto; Mariana Moraes/ Divulgação
O repertório atravessa a história da banda com músicas pinçadas de cinco álbuns diferentes. O ponto de partida é a psicodélica “Astronomy Domine”, do primeiro disco, “The Piper at the Gates of Dawn” (1967). Em seguida, a orquestra interpreta três clássicos de “The Dark Side of The Moon” (1973): “Time”, “The Great Gig in The Sky” e “Money”. O Coro Sinfônico da OSPA brilha em “Shine on You Crazy Diamond”, que representa o álbum “Wish You Were Here” (1973) ao lado da faixa-título. Do disco “The Wall” (1979), serão executadas onze músicas, incluindo “Another Brick in The Wall”, com a participação dos coros jovem e infantojuvenil da Escola da OSPA. A jornada musical termina com “High Hopes”, destaque do álbum “Division Bell” (1994).
O cantor Rafa Gubert, que fez carreira no exterior com a banda Akashic e esteve ao lado da OSPA na primeira edição do “Pink Floyd Sinfônico”, retorna como solista. “Sou um cara que veio do rock, é um privilégio interpretar umas das mais icônicas bandas de todos os tempos ao lado da OSPA, é muito emocionante. Uma alegria imensa poder repetir esse concerto tão marcante na minha trajetória”, comenta Rafa, que empresta a voz grave aos sucessos “Another Brick in the Wall”, “Mother”, “Goodbye Blue Sky”, “Nobody Home”, “Vera”, “In the flesh?”, “Run like Hell”, “The Trial” e “High Hopes”. Já a cantora lírica Elisa Machado, que leciona canto no Coro Sinfônico da OSPA, encara o desafio de interpretar o intenso solo de “The Great Gig in the Sky”.
O trio de arranjadores Gilberto Salvagni, Alexandre Ostrovski e Silvane Guerra foi responsável por traduzir as músicas originais para a linguagem orquestral. Nesse processo, as possibilidades são infinitas. Em “Time”, por exemplo, a guitarra é o ponto de partida para um diálogo entre violino, clarinete, oboé, flautas, trompas, trombones e muitos outros instrumentos que se revezam sob os holofotes. Em “Wish You Were Here”, os icônicos acordes de violão originais se somam ao timbre do violoncelo e do saxofone, enquanto um clarinete assume o papel de vocalista por um momento.
Sobre Evandro Matté (regente)
É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.
Rafa Gubert (solista – canto)
Rafa Gubert foi vocalista da Akashic, banda que lhe proporcionou experiência internacional e a gravação de dois CDs. Em 2001, foi premiado com o Oscar della Musica em Roma (Itália). Em 2002, participou da gravação do CD Gemini do guitarrista português Paulo Barros, gravado na cidade de Porto (Portugal), que foi lançado na Europa pela Point – Music e, na América do Sul, pela Hellion Records. Desde 2003, realiza trabalho acústico com Tita Sachet e, desde 2008, é vocalista da banda Hardrockers. Ao lado da OSPA, já solou na primeira edição do Pink Floyd Sinfônico, em 2019.
Elisa Machado (solista – soprano)
A soprano Elisa Machado é Bacharel em Música pela UFRGS. Concluiu também os cursos Básico de trompete e Avançado de canto no Conservatório Pablo Komlós da OSPA, além de participar de oficinas e cursos de aperfeiçoamento desde o início de sua formação. Lecionou canto no curso de extensão da Unisinos, foi professora substituta na UFRGS em dois períodos distintos, além de trabalhar na preparação vocal de coros. Tem se apresentado em recitais e concertos com as principais orquestras do RS. Em 2014, recebeu o 1º Prêmio no 12º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, mesmo ano em que prestou concurso para a OSPA, onde trabalha junto ao Coro Sinfônico desde então.
Os coros da OSPA
O Coro Sinfônico da OSPA é formado por cantores adultos que se dedicam a interpretar grandes obras do repertório coral-sinfônico. Além de participações marcantes na programação da OSPA, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo realiza concertos à capela em diferentes cidades do Estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. A equipe artística é formada pelo maestro Manfredo Schmiedt, a professora de canto Elisa Machado e o pianista Eduardo Knob. O Coro Infantojuvenil e o Coro Jovem são formados por estudantes da Escola de Música da OSPA, que são escolhidos por meio de seleção. O primeiro é formado por crianças de 8 a 12 anos, enquanto o segundo, por adolescentes a partir dos 13 anos. Os dois conjuntos vem realizando recitais do conservatório, além de participações nas temporadas oficiais da OSPA, e são regidos por Cosmas Grieneisen.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Concerto da Série POP – Pink Floyd Sinfônico
20 E 21 DE MAIO DE 2023
Início do concerto: às 17h de sábado e às 18h de domingo.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingressos: Esgotados.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.
PROGRAMA
Astronomy Domine
Medley Time / The Great Gig In The Sky
Money
Shine On You Crazy Diamond
Medley The Happiest Days Of Our Lives / Another Brick In The Wall
Mother
Goodbye Blue Sky
Hey You
Medley Nobody Home / Vera / Bring The Boys Back Home
In The Flesh?
Run Like Hell
The Trial
Wish You Were Here
High Hopes
Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Direção Artística e regência: Evandro Matté
Solistas: Rafael Gubert e Elisa Machado (canto)
Músicos convidados: Johnny Macedo (guitarra), Gabriel Nunes (baixo elétrico), Paulo Bergmann (piano), Jorge Matte (bateria)
Participação especial: Coro Sinfônico da OSPA, Coro Jovem e Coro Infantojuvenil da Escola da OSPA
Arranjos: Gilberto Salvagni, Alexandre Ostrovski, Silvane Guerra
Iluminação: José Luis Fagundes (Kabelo)
Sonorização e Captação de Imagens: Atmosfera Produtora
Produção e edição de vídeos: Ricardo L. Gottardo e Vitória Proença
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Vero e Gerdau.
Patrocínio da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.
Apoio da Temporada Artística: Fraport e Imobi.
Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.