Vinte anos depois da sua morte, o jornalista e historiador Ivo Caggiani, que neste 27 de maio completaria 91 anos, está causando polêmica em Santana do Livramento, cidade onde nasceu e à qual dedicou grande parte de seu intenso trabalho de escritor e pesquisador.
A causa da polêmica é o acervo de livros, documentos e peças de valor histórico que Caggiani reuniu em um museu particular em meio século de atividade.
Ele começou em 1953, criando o Museu Municipal David Canabarro, num pequeno espaço da biblioteca pública de Livramento.
A falta de verbas e de interesse das sucessivas administrações municipais, o levaram a construir por conta própria um espaço para abrigar o material histórico que ia reunindo ao longo de suas pesquisas.
Caggiani escreveu 26 livros, entre eles uma História de Santana do Livramento, cidade famosa por sua fronteira singular com o município uruguaio de Rivera (apenas uma rua separa as duas cidades, sem qualquer impedimento de trânsito).
Além da história da cidade, que neste mês de julho completa 200 anos, escreveu perfis biográficos dos principais nomes da política municipal e estadual: Flores da Cunha, (parceiro de Getúlio Vargas na Revolução de 1930 e governador do Rio Grande do Sul), David Canabarro, herói da Revolução Farroupilha, João Francisco Pereira de Souza, famoso caudilho do movimento republicano, Honório Lemes, lendário guerrilheiro do pampa gaúcho, entre outros.
Em vida, Caggiani tentou transferir ao poder público o acervo e a manutenção do museu, sem encontrar solução. Com sua morte, em abril do ano 2000, o velho casarão que abrigava o museu ficou fechado, sob a guarda da família, que despendia cerca de R$ 3 mil mensais para a manutenção e limpeza.
Há duas semanas, depois de tentativas de transferir o acervo para a prefeitura de Livramento, os familiares decidiram doar todo o material para o Museu Departamental de Rivera, que dispõe de melhores recursos.
A decisão dividiu as opiniões na cidade, entre aqueles que acharam uma boa solução, uma vez que no Uruguai as questões culturais merecem melhor tratamento, e os críticos que viram mais um exemplo do descaso do poder público municipal com as questões culturais.
O mais importante festival de dança para crianças e jovens do País chega à segunda edição no Rio Grande do Sul com uma série de atrações confirmadas. O Festival CBDD Kids, promovido pelo Conselho Brasileiro de Dança, terá mais de 300 coreografias em sua mostra competitiva. Galas de abertura e de encerramento contarão com grandes nomes da dança nacional como Luiz Paulo Martins, Paulo Rodrigues e Marcos Silva.
Roberta Fridman e Paulo Vitor Rodrigues – CBDD Kids 2023 – Foto: César Rodrigues/ Divulgação.
O evento será promovido nos dias 27 e 28 de maio, no Teatro Unisinos, localizado na Av. Nilo Peçanha, 1600. A gala de abertura será no sábado, 27 de maio, às 20h. No domingo, 28 de maio, também às 20h, será a vez da gala de encerramento. Ingressos podem ser adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre, ou solicitados pelo whatsapp (51) 99500-0275 ou pelo telefone (51) 3028-4984.
Luiz Paulo Martins – Acervo Pessoal/ Divulgação
“É uma oportunidade para os pequenos vivenciarem a experiência de palco em um festival nacional. Nesta edição, teremos crianças de 4 a 14 anos, nas mais diferentes modalidades em uma oportunidade única e inesquecível”, destaca Carlla Bublitz, delegada regional RS do Conselho Brasileiro de Dança e uma das diretoras do Ballet Vera Bublitz (BVB). Além de medalhas para os três mais bem colocados e troféus para os primeiros lugares, os bailarinos serão premiados com bolsas de estudo e vagas para diversos festivais de dança do País.
Paulo Vitor Rodrigues e Maiara Terra y Castro – CBDD Kids 2023. Foto: César Rodrigues/ Divulgação
Entre os jurados estão Flávia Burlini, delegada do Conselho Brasileiro de Dança no Rio de Janeiro, com o histórico de ter sido solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Stefania Petry, bailarina formada pela Escola do Teatro Bolshoi e diretora da “Mostra Dança”, em São Paulo; Anette Lubisco, mestre em educação e pesquisadora em dança jazz; e Luciane da Rosa, diretora e coreógrafa da Compasso Companhia de Dança, de Dom Pedrito/RS, com coreografias premiadas em diversos festivais.
Renome nacional
Para as apresentações de gala, que ocorrem na abertura e no encerramento, foram convidados grandes talentos da dança na atualidade. Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem em sua trajetória apresentações em ballets de repertório, como O Corsário, Lago dos Cisnes e Paquita. Também foi bailarino do Conservatório Nacional de Dança e da Companhia Virginia National Ballet dos Estados Unidos.
Maiara Terra y Castro e Paulo Vitor Rodrigues – CBDD Kids 2023. Foto: César Rodrigues / Divulgação
Para as apresentações de gala, que ocorrem na abertura e no encerramento, foram convidados grandes talentos da dança na atualidade. Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tem em sua trajetória apresentações em ballets de repertório, como O Corsário, Lago dos Cisnes e Paquita. Também foi bailarino do Conservatório Nacional de Dança e da Companhia Virginia National Ballet dos Estados Unidos.
Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva. Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia.
Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Em sua trajetória coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.
Trajetória internacional
Ao lado das bailarinas premiadas do Ballet Vera Bublitz, eles vão apresentar trechos de ballet de repertório como Dom Quixote, Pássaro Azul, Bela Adormecida, Quebra-Nozes, Coppélia e Lago dos Cisnes.
Entre essas bailarinas estão nomes que, em breve, estarão nos cursos de verão de algumas das principais companhias da Europa e dos Estados Unidos, como Julia Xavier, que acaba de se classificar entre as melhores do mundo no YAGP, Julia Petry Quinto, Maiara Terra Y Castro, Roberta Fridman, Beatriz Wanderlei, Martina Melnick. Isabeli Greff, Isabela Azevedo de Azevedo e Alicia Sassi Ogliari.
Completam o elenco de destaques gaúchos da dança as bailarinas Catarina Costa, Marina Starosta, Manoela Parizotti e Alicia Prietsch, que se prepararam para a final do World Ballet Competion, que ocorre de 19 a 23 de junho, em Orlando, nos Estados Unidos.
2° Festival CBDD Kids Porto Alegre
Período: de 27 a 28 de junho
Gala de abertura: 27 de junho, às 20h
Gala de encerramento: 28 de junho, às 20h
Local: Teatro Unisinos – Av. Nilo Peçanha, 1600
Ingressos podem ser adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre, ou solicitados pelo whatsapp (51) 99500-0275 ou pelo telefone (51) 3028-4984 Informações e regulamento: Instagram: @festivalcdbddkispoa.
Orquestra, solistas, banda, coro sinfônico e coro infantojuvenil se encontram no palco da Casa da OSPA para percorrer os maiores sucessos da banda britânica
Atendendo a um pedido frequente do público, está de volta um dos espetáculos de maior sucesso da história da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). Em homenagem aos 50 anos do disco “Dark Side of the Moon”, celebrados em 2023, o concerto Pink Floyd Sinfônico será reapresentado no sábado (20), às 17h, e no domingo (21), às 18h. Os ingressos já estão esgotados para os dois dias.
Cerca de 150 artistas estarão reunidos no palco da Casa da OSPA para executar alguns dos maiores hinos do rock em arranjos sinfônicos criados especialmente para o espetáculo. Além da Orquestra completa, estará presente uma banda formada pelo guitarrista Johnny Macedo, o baixista Gabriel Nunes, o pianista Paulo Bergmann e o baterista Jorge Matte. Para os vocais, a OSPA conta com os cantores Rafa Gubert e Elisa Machado como solistas, além da potência das quase 100 vozes somadas do Coro Sinfônico da OSPA, do Coro Jovem e do Coro Infantojuvenil da Escola da OSPA. O diretor artístico e maestro titular da OSPA, Evandro Matté, comanda o espetáculo, que conta ainda com vídeos, iluminação e sonorização especial.
Para o regente, a grandiosidade da obra do Pink Floyd se presta bem a espetáculos neste molde: “Historicamente, as grandes orquestras do mundo fazem espetáculos pop com bandas de sucesso. Temos o exemplo da London Symphony e da Sinfônica de Los Angeles, entre outras. A qualidade musical de um grupo como o Pink Floyd é tão grande que permite que uma orquestra explore este mundo musical”, comenta Evandro Matté. A primeira edição de “Pink Floyd Sinfônico”, montada em 7 de julho de 2019, levou mais de 3 mil pessoas ao Auditório Araújo Vianna. A apresentação pode ser assistida na íntegra no canal da OSPA no YouTube. Em 2023, o concerto será voltado apenas ao público presencial na Casa da OSPA, sem transmissão ao vivo.
Foto; Mariana Moraes/ Divulgação
O repertório atravessa a história da banda com músicas pinçadas de cinco álbuns diferentes. O ponto de partida é a psicodélica “Astronomy Domine”, do primeiro disco, “The Piper at the Gates of Dawn” (1967). Em seguida, a orquestra interpreta três clássicos de “The Dark Side of The Moon” (1973): “Time”, “The Great Gig in The Sky” e “Money”. O Coro Sinfônico da OSPA brilha em “Shine on You Crazy Diamond”, que representa o álbum “Wish You Were Here” (1973) ao lado da faixa-título. Do disco “The Wall” (1979), serão executadas onze músicas, incluindo “Another Brick in The Wall”, com a participação dos coros jovem e infantojuvenil da Escola da OSPA. A jornada musical termina com “High Hopes”, destaque do álbum “Division Bell” (1994).
O cantor Rafa Gubert, que fez carreira no exterior com a banda Akashic e esteve ao lado da OSPA na primeira edição do “Pink Floyd Sinfônico”, retorna como solista. “Sou um cara que veio do rock, é um privilégio interpretar umas das mais icônicas bandas de todos os tempos ao lado da OSPA, é muito emocionante. Uma alegria imensa poder repetir esse concerto tão marcante na minha trajetória”, comenta Rafa, que empresta a voz grave aos sucessos “Another Brick in the Wall”, “Mother”, “Goodbye Blue Sky”, “Nobody Home”, “Vera”, “In the flesh?”, “Run like Hell”, “The Trial” e “High Hopes”. Já a cantora lírica Elisa Machado, que leciona canto no Coro Sinfônico da OSPA, encara o desafio de interpretar o intenso solo de “The Great Gig in the Sky”.
O trio de arranjadores Gilberto Salvagni, Alexandre Ostrovski e Silvane Guerra foi responsável por traduzir as músicas originais para a linguagem orquestral. Nesse processo, as possibilidades são infinitas. Em “Time”, por exemplo, a guitarra é o ponto de partida para um diálogo entre violino, clarinete, oboé, flautas, trompas, trombones e muitos outros instrumentos que se revezam sob os holofotes. Em “Wish You Were Here”, os icônicos acordes de violão originais se somam ao timbre do violoncelo e do saxofone, enquanto um clarinete assume o papel de vocalista por um momento.
Sobre Evandro Matté (regente)
É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.
Rafa Gubert (solista – canto)
Rafa Gubert foi vocalista da Akashic, banda que lhe proporcionou experiência internacional e a gravação de dois CDs. Em 2001, foi premiado com o Oscar della Musica em Roma (Itália). Em 2002, participou da gravação do CD Gemini do guitarrista português Paulo Barros, gravado na cidade de Porto (Portugal), que foi lançado na Europa pela Point – Music e, na América do Sul, pela Hellion Records. Desde 2003, realiza trabalho acústico com Tita Sachet e, desde 2008, é vocalista da banda Hardrockers. Ao lado da OSPA, já solou na primeira edição do Pink Floyd Sinfônico, em 2019.
Elisa Machado (solista – soprano)
A soprano Elisa Machado é Bacharel em Música pela UFRGS. Concluiu também os cursos Básico de trompete e Avançado de canto no Conservatório Pablo Komlós da OSPA, além de participar de oficinas e cursos de aperfeiçoamento desde o início de sua formação. Lecionou canto no curso de extensão da Unisinos, foi professora substituta na UFRGS em dois períodos distintos, além de trabalhar na preparação vocal de coros. Tem se apresentado em recitais e concertos com as principais orquestras do RS. Em 2014, recebeu o 1º Prêmio no 12º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, mesmo ano em que prestou concurso para a OSPA, onde trabalha junto ao Coro Sinfônico desde então.
Os coros da OSPA
O Coro Sinfônico da OSPA é formado por cantores adultos que se dedicam a interpretar grandes obras do repertório coral-sinfônico. Além de participações marcantes na programação da OSPA, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo realiza concertos à capela em diferentes cidades do Estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. A equipe artística é formada pelo maestro Manfredo Schmiedt, a professora de canto Elisa Machado e o pianista Eduardo Knob. O Coro Infantojuvenil e o Coro Jovem são formados por estudantes da Escola de Música da OSPA, que são escolhidos por meio de seleção. O primeiro é formado por crianças de 8 a 12 anos, enquanto o segundo, por adolescentes a partir dos 13 anos. Os dois conjuntos vem realizando recitais do conservatório, além de participações nas temporadas oficiais da OSPA, e são regidos por Cosmas Grieneisen.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Concerto da Série POP – Pink Floyd Sinfônico
20 E 21 DE MAIO DE 2023
Início do concerto: às 17h de sábado e às 18h de domingo.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingressos: Esgotados.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.
PROGRAMA
Astronomy Domine
Medley Time / The Great Gig In The Sky
Money
Shine On You Crazy Diamond
Medley The Happiest Days Of Our Lives / Another Brick In The Wall
Mother
Goodbye Blue Sky
Hey You
Medley Nobody Home / Vera / Bring The Boys Back Home
In The Flesh?
Run Like Hell
The Trial
Wish You Were Here
High Hopes
Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Direção Artística e regência: Evandro Matté
Solistas: Rafael Gubert e Elisa Machado (canto)
Músicos convidados: Johnny Macedo (guitarra), Gabriel Nunes (baixo elétrico), Paulo Bergmann (piano), Jorge Matte (bateria)
Participação especial: Coro Sinfônico da OSPA, Coro Jovem e Coro Infantojuvenil da Escola da OSPA
Arranjos: Gilberto Salvagni, Alexandre Ostrovski, Silvane Guerra
Iluminação: José Luis Fagundes (Kabelo)
Sonorização e Captação de Imagens: Atmosfera Produtora
Produção e edição de vídeos: Ricardo L. Gottardo e Vitória Proença
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Vero e Gerdau.
Patrocínio da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.
Apoio da Temporada Artística: Fraport e Imobi.
Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.
A 3ª edição do Sarau Libretos acontece no Centro do Migrante – Biblioteca Cirandar (Rua dos Andradas, 851 – Porto Alegre) no dia 18 de maio (quinta-feira). A Biblioteca Cirandar funciona junto ao Centro de Referência à População e ao Migrante, trabalhando com públicos diversos, desde sua origem nas ilhas do Guaíba, onde era mantida uma biblioteca comunitária denominada Arquipélago, fechada pela construção da nova ponte.
Na programação, roda de conversa, contação de histórias, debate, apresentação e exposição de livros, a partir das 11h até as 20h. Participam do Sarau Libretos: Rafael Guimaraens, Rosane Castro, Taiasmin Ohmacht, Fabiana Sasi e Afoxé às Yabàs. Todas as atividades são voltadas a migrantes, estudantes e público em geral, com entrada franca.
Fabiana Sasi Foto: Fernando Nectoux/ Divulgação
Os eventos serão igualmente transmitidos ao vivo e gravados para compor o legado do Sarau Libretos. A transmissão em tempo real será pelo Facebook/libretoseditora e pelo Youtube/Libretos100.
O projeto visa a democratização e a promoção da leitura em diferentes bairros de Porto Alegre. As primeiras edições foram realizadas no Morro da Cruz, em novembro, e no Morro Santana, em março. Estão previstos, ainda, encontros na Vila Bom Jesus e na Restinga. Clô Barcellos, diretora da Libretos, reforça o comprometimento da editora: “A escrita e a leitura, em algumas situações, passam pela resistência e identidade, ainda mais em se tratando de migrantes e da população menos favorecida materialmente. O Sarau Libretos assume a cada edição maior potencial como ferramenta de efetiva conscientização, difusão e estímulo à leitura, dentro de seus pilares básicos de proposição”.
Esta iniciativa tem financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio do Pró-cultura RS FAC Publicações (Fundo de Apoio à Cultura).
Programação:
11h às 20h – exposição de livros da Libretos
Rafael Guimarães. Foto: Aline Moore/ Divulgação
13h30 – Roda de conversa com Rafael Guimaraens. O escritor fala com estudantes do Clube de Leitura Escola Oscar Schmidt da Ilha das Flores, sobre sua obra que trata em geral sobre Porto Alegre e a Biblioteca Cirandar tem a maioria de seus 20 livros, incluindo alguns raríssimos e esgotados, como o álbum “Rua da Praia um Passeio no Tempo” e “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas”. Dentre outros títulos, vão debater o livro “Fim da Linha – o crime do bonde”, um trabalho que inclui parâmetros de civilização e aborda questões públicas como direitos e cidadania.
Rosane Castro; Foto: arquivo pessoal/ divulgação
15h30 – Contação de história com Rosane Castro. A escritora e narradora de histórias conversa com estudantes do 3° e 4° anos da Escola Estadual Paula Soares, localizada no Centro Histórico, acerca do livro “Batidas de Okàn”, que traz uma história ficcional ambientada no cenário cultural de uma família brasileira de origem africana e apresenta palavras do idioma yorubá – tais como okàn (coração) e Ijó (dançar). Tem vinte e oito anos de carreira, e dedica-se ao aprimoramento de sua obra para oferecer uma literatura de qualidade, identificada com as diferenças.
Taiasmin Ohmacht . Foto: autorretrato/ Divulgação
18h – Bate-papo com Taiasmin Ohmacht mediado por Fabiana Sasi sobre a obra “Vozes de Retratos Íntimos” (Editora Taverna).
Fabiana Sasi é produtora, editora, cozinheira e escritora. Possui 11 anos de experiência como produtora executiva e editora de imagens em televisão e produtoras de vídeo de Porto Alegre Em 2021, escreveu e publicou o livro infantil “O fio da memória” vencedor do Prêmio Açorianos 2022 – categoria Literatura Infantil, do Troféu Carlos Urbim de Literatura para Infância da Academia Rio Grandense de Letras e finalista do Prêmio Minuano do Instituto estadual do Livro 2022 na categoria ilustração infantil.
Taiasmin Ohnmacht – psicóloga e psicanalista. Participou da organização do e-book “Da Vida Que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) entre a Ditadura e a Democracia” (CRP/RS, 2014). Em 2016 publicou o livro “Ela Conta Ele Canta” (Cidadela), em parceria com o poeta Carlos Alberto Soares. Foi relacionada no catálogo Intelectuais “Negras Visíveis” (Malê, 2017), lançado na FLIP. Em 2019 lançou a novela “Visite o Decorado” (Figura de Linguagem). Publicou textos nas antologias “FakeFiction” (Dublinense, 2020), “Contos de Psicanálise” (Diadorim, 2020), “Travessias de Amanaã” (Libretos, 2021). Em 2021, publicou o romance “Vozes de Retratos Íntimos” (Taverna), romance que em 2022 foi vencedor na categoria Narrativa Longa, do prêmio AGES e do prêmio Açorianos, também finalista nos prêmios Jabuti, São Paulo de Literatura e Academia Rio-grandense de Letras.
Afoxe as Yabas . Foto: Divulgação
19h – Apresentação Afoxé às Yabàs e diálogo com coletivo na perspectiva antirracista. Para público em geral e voluntárias da entidade, com objetivo de formação.
O Afoxé, de origem iorubá, é um símbolo da cultura africana no Brasil. Conhecido como “Candomblé de rua”, é uma manifestação que busca levar o axé para fora dos terreiros. Algumas de suas características são as roupas, nas cores dos Orixás, os instrumentos de percussão, as cantigas em língua iorubá e a dança. Além disso, religiosidade e resistência andam juntas nessa manifestação da cultura popular. O Grupo Afoxé às Yabás é formado por capoeiristas, dançarinas, ativistas e musicistas. Elas buscam a sonoridade e o ritmo percussivo do afoxé por meio da dança e do canto, vivenciando a Cultura do Afoxé conforme os seus fundamentos e legado deixado pelo Mestre Moa do Katende. Através desta manifestação cultural reforçamos a nossa luta contra racismo, machismo e a intolerância religiosa.
Sarau Libretos no Centro do Migrante/Biblioteca Cirandar
Sábado, dia 18 de maio, das 11h às 20h
Biblioteca Cirandar (Rua dos Andradas, 851, Centro Histórico) – Centro de Referência à População e ao Migrante – Porto Alegre – RS
Entrada Franca
O evento também será transmitido em tempo real pelo Facebook/libretoseditora e pelo Youtube/Libretos100
Um talento gaúcho que já brilhou nos palcos de Nova York fará uma apresentação única neste domingo, 14 de maio, às 18h, em Porto Alegre, acompanhado pela Ospa. Pedro Coppeti participa do tradicional Concertos Comunitários Zaffari de Dia das Mães, que será realizado no Teatro do Bourbon Country. Os ingressos, gratuitos e limitados, podem ser retirados nas lojas: Zaffari Higienópolis, Hipermercados Bourbon Country, Bourbon Assis Brasil e Bourbon Wallig, e bilheteria do Teatro do Bourbon Country.
Pedro Coppeti será solista ao lado da cantora Gabrielle Fleck. O evento tem a regência do maestroEvandro Matté. No repertório, estão clássicos da Broadway como O Fantasma da Ópera, A Bela e A Fera e Os Miseráveis.
Pedro Coppeti. Foto: Johnny Wilson Photography/ Divulgação
Pedro Coppeti
Natural de Iraí, no interior do Estado, Coppeti estudou Música com ênfase em Canto na UFRGS e, antes de se formar, recebeu uma bolsa e se graduou na American Musical and Dramatic Academy (AMDA) em Teatro Musical, uma das mais conceituadas escolas de dramaturgia do mundo. Em sua trajetória, o artista foi o solista principal do Natal Luz de Gramado e se apresentou no espetáculo Chimango, com a OSPA, entre outros trabalhos no Brasil. Também esteve em alguns dos mais renomados palcos de musicais dos Estados Unidos, como o Town Hall, o Lincoln Center e o The Carnegie Hall.
No ano passado, o espetáculo Broadway by The Year, com a participação de Coppeti, reuniu talentos musicais em algumas das mais célebres peças que ainda não estrearam na Broadway, como O Corcunda de Notre Dame, The Last 5 Years e The Baker’s Wife. Cerca de 1.500 pessoas prestigiaram o evento.
A mostra Horizontes Circenses visa promover o intercâmbio entre artistas, grupos e trupes com o intuito de fomentar, estimular e dar visibilidade à criação de números artísticos para o público do bairro Restinga, em Porto Alegre, reconhecendo o potencial ainda pouco explorado da região no setor do circo.
O evento se realiza neste final de semana, sábado (6) e domingo (7), às 17h, na lona instalada na rua Antônio Onofre da Silveira 84, ao lado do Center Kan, na Restinga.
As curadoras Consuelo Vallandro e Michele Rolim (que também assina a coordenação geral da Mostra) selecionaram 10 números circenses por meio de uma convocatória, que inclui números de malabares, de equilíbrio e de aéreos, entre outros. Os ganhadores oferecerão à comunidade da Restinga, no final de semana seguinte, uma oficina, previamente descrita no ato de inscrição, de introdução a alguma modalidade de artes circenses.
Cada número selecionado recebe um cachê prévio de R$ 700,00 e concorrerá aos prêmios de R$ 2.500,00 para o primeiro lugar, R$ 1.500,00 para o segundo e R$ 1.000,00 para o terceiro. Compõem o grupo de jurados: Débora Rodrigues, do grupo Circo Girassol; Gabriel Martins, artista independente, e João Bachilli diretor artístico do grupo Tholl. O festival conta, também, com atrações convidadas: Cotidiano Urbano, do Restinga Crew, e grupo Acapoeira, ambos da comunidade local. Ainda, entre as atrações, estão previstas apresentações do Circo Bonaldo.
A mostra Horizontes Circenses é fruto do Edital de Eventos Culturais Descentralizados do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte). O acesso é totalmente gratuito ao público.
Jornalista, agente cultural e doutora em Artes Cênicas pela UFRGS. Autora do livro “O que pensam os curadores de artes cênicas”, editado pela Cobogó em 2017. Trabalha desde 2009 na imprensa cultural.
CONSUELO VALLANDRO- Curadora
Circense, bailarina e agente cultural. Mestra em Artes Cênicas e graduada em Letras pela UFRGS. Gestora em Artes Circenses pelo IFSUL. Atua na GEDA Cia. de Dança Contemporânea e é Conselheira Estadual de Cultura do RS.
O próximo Sarau Voador, um projeto de Roger Lerina e Deborah Finocchiaro, abordará a vida e obra de Vera Wildner (1936-2017), e contará com as presenças de Karin W. Paiva e André Santos, respectivamente filha e sobrinhos da arista, que atualmente estão em cartaz com a mostra Sob Forma de Oração, no Porão do Paço Municipal.
Além dos dois, a curadora da mostra, Maria Amélia Bulhões, o artista visual Leandro Selister e a pesquisadora Celia Antonacci também participarão do encontro, que presta uma homenagem a uma grande artista do cenário da arte visual gaúcha.
Obra de Vera Wildner. Foto: Divulgação
“Será um encontro para falarmos da mãe, literalmente, onde iremos ler textos e frases dela e mostrar aos presentes um vídeo sobre sua vida e obra. Será uma celebração à essa grande artista e sua obra”, afirma a filha Karin W. Paiva. O Sarau Vera Wildner acontece dia 29 de abril, às 11h no próprio Porão do Paço Municipal, onde está acontecendo a mostra Sob Forma de Oração, que reúne o trabalho da artista já falecida aos trabalhos de Karin W. Paiva e André Santos e está em cartaz até dia 26 de maio.
Obra de Karin W. Paiva. Foto: Alex-Ramirez/ Divulgação
SARAU VERA WILDNER
Dia 29 de abril, às 11h
Porão do Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10
SOB FORMA DE ORAÇÃO – exposição de Vera Wildner, Karin W. Paiva e André Santos
Curadoria de Maria Amélia Bulhões
Visitação até 26 de maio, de segunda a sextas, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h
Porão do Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico
Segundo o material de divulgação “o Rio Grande do Sul se destaca como celeiro de novos talentos no cenário da poesia e prosa brasileira contemporânea e na vanguarda, surgem com grande força as mulheres escritoras e poetas do Estado. Entre elas, Dora Lampert.
A autora Dora Lampert/ lança o livro no Espaço Amelie Foto: Divulgação
Em seu livro de estreia, RUÍDO SILÊNCIO – publicado pela Oia editora de São Paulo – a poeta surpreende de imediato. Dora veste-se de lirismo constante, seja em epifanias, no conhecimento da iminência do
improvável, curado pelo otimismo que parece genuíno na protagonista do livro. Dora não nasceu para a poesia em sua estreia, permitiu-se surgir a Poeta”, diz o texto.
A obra será lançada em Porto Alegre no dia 5 de maio às 18h no Espaço Amelie, Rua Vieira de Castro, 439 – Santana.
Com introdução, prefácio e orelha das poetas Claudia Schroeder, Suzana Pagot e Jovina Benigno, RUÍDO SILÊNCIO, vem acolhido por textos de grandes poetas mulheres com um abraço caloroso de letras e versos.
A musicista, professora de piano, Melissa Jung, junta-se à poesia desse momento trazendo um repertório – tocado de forma inusitada com harmônio indiano, escaleta, toy e piano – inspirado nesse espaço acolhedor da literatura e das artes, o Amelie.
Livro: RUÍDO SILÊNCIO
Autora: Dora Lampert
Editora: OIA editora
Páginas: 136
Introdução, prefácio e orelha das poetas Claudia Schroeder, Suzana Pagot e Jovina Benigno.
Lançamento: 5 de maio de 23/ 18hrs.
Local. Espaço Amelie, Rua Vieira de Castro – 439, Porto Alegre.
Música: Melissa Jung
Neste mês, o Sopapo Poético traz para o centro do círculo da poesia a Banda Kalunga, destacando as composições do mestre Telmo Flores. O sarau será recebido pelo Afrosul Odomodê, na Av. Ipiranga, 3850, Bairro Jardim Botânico, na próxima terça-feira, dia 25 de abril, às 19h30min. A entrada é franca.
O sarau Sopapo Poético é promovido pela Associação Negra de Cultura (ANdC) desde 2012. Como outros saraus afro-brasileiros, o encontro evoca o protagonismo negro, em uma roda de atuações, reflexões e de convivências afrocentradas, reunindo artistas, pensadores e simpatizantes da cultura negra de resistência.
Kalunga Quilombola
A Banda Kalunga surgiu em 2014 na cidade de Porto Alegre-RS, com o propósito de levar a luta quilombola para o contexto artístico e cultural. A banda é composta por trabalhadoras, trabalhadores, estudantes e militantes e se define “como uma conexão de diversas mentes em torno das composições do mestre griô Telmo Flores”. A Kalunga traz em seu repertório um conteúdo voltado à luta antirracista e à afirmação dos quilombos como espaços de empoderamento e preservação da cultura africana, de protagonismo negro e de criação.
Telmo Eduardo Flores, conhecido como “mestre Telmo”, é o vocalista e principal compositor do grupo. Em letras viscerais e diretas, suas composições, além de resgatarem a histórica resistência afro-brasileira, abordam temáticas contemporâneas, como a criminalização da população negra e periférica, a brutalidade policial, o poder da mulher negra, o racismo velado e as dificuldades impostas à população negra pelo sistema opressor. O mestre Telmo Flores também possui uma importante trajetória de militância junto ao Movimento Negro Unificado (MNU) e à Frente Quilombola, além de um passado carnavalesco, como integrante da Imperadores do Samba e, posteriormente, como um dos fundadores da Escola de Samba do Quilombo do Areal da Baronesa.
Sopapinho Poético
Com a proposta de desenvolver o interesse pela cultura e pela poesia nos pequenos, o Sopapinho Poético é um momento de fortalecimento da identidade étnica e da autoestima das crianças negras. As atividades do Sopapinho, paralelas ao sarau, são direcionadas para crianças de todas as etnias e envolvem brincadeiras, artes visuais, canto, contação de histórias e a participação na roda de poesia.
Feira Afro
A Feira Afro acompanha e apoia o Sopapo Poético desde suas primeiras edições, fortalecendo o espírito comunitário do sarau. A diversidade de produtos e estilos é sua característica, reunindo afro-empreendedores e artesãos, com produção voltada para a identidade étnica. Artesanato, alimentação, literatura, estética cultural, vestuário, cosméticos naturais, música – e muito mais – são opções da feira para o eclético público sopapeiro.
SOPAPO POÉTICO – Ponto Negro da Poesia
Edição de abril/2023
Convidados: Banda Kalunga & mestre Telmo Flores
Data: 25 de abril de 2023, terça-feira, 19h30min
Local: AFRO-SUL ODOMODÊ | Av. Ipiranga, 3850, Bairro Jardim Botânico, Porto Alegre-RS
O espetáculo “O Sussurrar da Cigarra” volta a ser encenado na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186), nesta segunda-feira, dia 24 de abril, com entrada franca.
O sussurrar da cigarra.Foto: Ikegami Naoya/ Divulgação
Junto aos bailarinos, o músico convidado Duda Cunha performa texturas sonoras ao vivo e reproduz uma seleção de clássicos assinados pro Bach e Nino Rota. A direção é de Etusko Ohno, figurinista e maquiadora dos mestres Kazuo e Yoshito Ohno.