Na semana comemorativa aos 251 anos de Porto Alegre, o escritor e jornalista Rafael Guimaraens
lança a 3ª edição do romance Tragédia da Rua da Praia (Libretos, 2023). O evento literário, marcado para o dia 23 de março (quinta-feira), às 19 horas, integra a programação do Festival Histórias do Paralelo 30. Antes da sessão de autógrafos, o autor participa do painel Literatura de realidade: Porto Alegre como tema, com mediação do jornalista Matheus Machado na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48).
Rafael Guimaraens e Matheus Machado Foto Aline More/ Divulgação
Tragédia revisitada
O livro, em sua 3ª edição, conta um episódio marcante em setembro de 1911, nas palavras do autor: “Um audacioso assalto assombra Porto Alegre. Quatro estrangeiros misteriosos deixam um rastro de joias, dinheiro e sangue. Uma fuga alucinada pelas ruas do Centro da cidade. A pé, de carruagem, de bonde, na carroça do leiteiro. Gritos e correrias. A polícia no encalço dos quatro foragidos. Os jornalistas perseguem notícias. O pânico tumultua o cotidiano. Um problema para o governo. Um fôlego para a oposição. O crime vai para o centro da disputa política, para as discussões nos cafés. Competição de manchetes. Tropas em prontidão. Prisões em massa. Os anarquistas em alerta. Os judeus relembram pesadelos. História secretas vêm à tona. Cenas cinematográficas. Um filme sobre o crime é produzido em poucos dias. Metade natural, metade ficção. Tiros e takes. Tragédia da Rua da Praia é um caso de polícia. E de cinema”. Com nova capa e vinhetas de Edgar Vasques.
Lançamento da 3ª edição do romance Tragédia da Rua da Praia (Libretos, 2023), de Rafael Guimaraens no Festival Histórias do Paralelo 30
Dia 23 de março (quinta-feira), às 19 horas
Livraria Paralelo 30 – Rua Vieira de Castro, 48
Painel Literatura de realidade – Porto Alegre como tema
Porto Alegre é pródiga em conservar histórias insólitas ou surpreendentes, escondidas ou esquecidas no tempo, à espreita de quem as conte. Com Rafael Guimaraens e mediação de Matheus Machado.
O escritor RAFAEL GUIMARAES. Foto Aline More/ Divulgação
Rafael Guimaraens é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Tem uma produção autoral de livros sobre fatos marcantes de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, solidificando sua presença nos setores histórico e cultural.
Com “Tragédia da Rua da Praia”, de 2005, recebeu o prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, na categoria melhor narrativa longa – este livro teve uma versão em quadrinhos com Edgar Vasques. Seguiram-se “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), e “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009), vencedor do prêmio Açorianos nas categorias Especial e Livro do Ano. Com “A Enchente de 41” recebeu em 2010 o Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores (AGES), como melhor livro de não-ficção. Com “O Sargento, o Marechal e o Faquir” (2016), foi novamente agraciado com o Prêmio da AGES, desta vez na categoria Especial, e com “20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017) ganhou o Prêmio Minuano de Literatura. Publicou “Fim da Linha – Crime do Bonde” em 2018 e no ano seguinte “O Espião que Aprendeu a Ler”, vencendo seu terceiro Prêmio AGES, desta vez em melhor narrativa longa. Em 2021, recebeu menção honrosa do Prêmio Açorianos com “1935”, também na categoria narrativa longa. E, em 2022, lançou “O Incendiário”. Todos esses títulos e os demais foram publicados pela editora Libretos. Em 2022 recebeu o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre por sua contribuição ao jornalismo e à literatura, refletida em sua obra dedicada à memória da cidade.
Matheus Machado é jornalista com passagem pelo rádio e veículos onde atuou como crítico de cinema e redator. Atualmente, trabalha com podcasts, tema com o qual pretende desenvolver pesquisas científicas a partir da sua monografia, intitulada “A estética narrativa do Praia dos Ossos: uma contribuição para a análise de podcasts”.
O livro O Mistério das Histórias Invisíveis, da escritora Chris Dias com ilustrações de Wagner Mello (Editora Acesso Popular), será lançado hoje, a partir das 18 horas, no Armazém Porto Alegre, na Escadaria da Borges.
A capa com letras pretas brilhantes sobre o fundo preto fosco faz lembrar que, ao jogar luz sobre o que está no escuro, aquilo se torna visível.
Invisíveis são as histórias que não foram escritas, e por isso acabam esquecidas, como a dos Lanceiros Negros, massacrados durante a Revolução Farroupilha, por muito tempo ignorada.
Na obra infanto-juvenil, a dupla de estudantes Alice e André precisa cumprir um desafio proposto pela professora e descobrir uma história invisível.
Transitam pelos fatos históricos que compõe a letra do hino rio-grandense e, entre viagens no tempo e episódios sobrenaturais, desvendam o mistério que levou à falta de reconhecimento ao povo Negro na história do Estado.
Ao chegarem ao trecho “povo que não tem virtude…”, não conseguem terminar o verso.
A autora considera este, que é seu 43º título publicado, o mais importante, e com ele quer estimular o debate sobre a sua influência na cultura racista no estado. “É uma canção que ficava dentro de mim sem que esse tema pudesse ser processado. Eu considero esse livro o mais importante que já escrevi porque eu estava descortinando isso em mim e ajudando a descortinar no outro ao apresentar um assunto que é polêmico na origem, na essência, e que a prática do antirracismo na construção de uma sociedade mais justa passa por aí”, reflete.
Para Chris Dias, essa é uma causa coletiva e ao mesmo tempo de cada um. Ela a acredita que os casos de racismo que acontecem no Rio Grande Do Sul, de certa forma, são autorizados pelo hino. “É por isso que desconstruir esse cânticoé muito importante. Talvez refletir sobre ele seja uma forma muito potente de investir sobre o tema. A minha contribuição é fazer pensar, do mesmo jeito queeu fiz internamente. Como perceber as coisas que estão aí e parecem óbvias”, entende a escritora.
Sobre a Autora:
@chris_dias_escritora
Facebook: Christina Dias
Chris Dias nasceu e vive em Porto Alegre. É escritora e ministra cursos para professores e interessados na leitura literária e produção cultural para a infância.
Há 18 anos teve o seu primeiro livro publicado para o público infantil e desde lá acumulou 42 títulos em editoras de todo o país. Alguns dos seus livros receberam o Prêmio Açorianos de Literatura Infantil, Prêmio AGES e IEL- Associação gaúcha de escritores e figuraram entre os finalistas do Prêmio Jabuti.
Seus mais recentes títulos são Ninguém Aprende Samba no Colégio (Ed. Globo), Clara, Clarita, Ita – um passeio na obra de Clara Pechansky (Ed. Acesso Popular), Jogos depois da chuva e Então quem é? (FTD). Este último esteve no Catálogo de Bologna, na maior feira de livros para a infância do mundo.
Além de livros impressos, conta com onze títulos na Biblioteca Digital Elefante Letrado.
Seu projeto mais recente é o Kombina – um ponto de Cultura Móvel, instalado em uma Kombi, que leva artes integradas por onde passa. Já percorreu mais de 200 cidades de Santa Catarina, Paraná, e Rio Grande do Sul, e uma turnê pelo Uruguai. Recebeu os Prêmios Inovação Empreendedora do PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade) e Viva Leitura, do Ministério da Educação.
Participa dos principais projetos de leitura do Estado, entre eles Autor Presente, Adote um Escritor e Leituração. Já participou de festas literárias em mais de 100 municípios do RS, tendo sido patrona e homenageada em muitas delas. Ressalta como referência, a feira de Bento Gonçalves onde foi patrona da primeira feira de livros infantis do Estado e da feira voltada ao público adulto.
O Farol Santander apresenta pela primeira vez em Porto Alegre obras de Athos Bulcão, um artista
completo. Seu trabalho experimentou o desenho, pintura, painéis, vestimentas e paramentos litúrgicos. Sua grande marca é a integração da arte na arquitetura, como mostram os muros escultóricos do Congresso Nacional e também do Hospital Sarah Kubitschek, onde o artista faleceu aos 90 anos, vítima do Mal de Parkinson, em Brasília, em 2008.
A exposição Athos Bulcão no Farol Santander faz um recorte desta fabulosa e extensa obra. Mais de 160 obras do artista podem ser visitadas no mezanino do prédio e também na área externa, permitindo uma ampla experiência para o público. O conjunto destaca pinturas, projetos e desenhos, peças gráficas, painéis de azulejos, fotomontagens, máscaras e objetos do período de
1940 a 2000.
Três jogos de diferentes padrões de azulejos criados pelo artista, estão em uma das salas do mezanino, e permitem que o público tenha a experiência de criar sua própria obra de arte. Na área externa, dois cubos com fachadas de azulejos de diferentes cidades do Brasil e do exterior,
chamam o público para conhecer o trabalho de Athos no interior do Farol. Como dizia o próprio artista, “a arte existe para impactar, para provocar as pessoas”.
O legado doado pelo artista está preservado na Fundação Athos Bulcão, em Brasília. Este acervo inclui as criações de ateliê – desenho, pintura, gravura, fotomontagem, objetos, o trabalho gráfico em jornais, revistas, livros e capas de discos. Athos se destacou em seu diálogo direto com a
arquitetura, mas sua obra vai muito além disto.
Nascido no bairro carioca do Catete em 1918, Athos seguiu o roteiro obrigatório daquela época para jovens ricos ou de classe média, estudar Medicina, Engenharia ou Direito. No seu caso, ficou com a primeira opção, mas abandonou o curso em 1939 para se dedicar à arte. Em 1948 recebeu
uma bolsa de estudos do Governo Francês e foi estudar em Paris. Retornou ao Brasil em 1949, e em 1952 foi admitido no serviço de documentação do Ministério da Educação e Cultura, e mais tarde passou a colaborar em projetos do arquiteto Oscar Niemeyer, com quem fez parceria nas obras de construção de Brasília e também com o premiado arquiteto João Filgueiras Lima.
Em 2018, uma grande exposição em Brasília foi organizada para marcar os 100 anos do fantástico
artista, que teve a capital da República como o principal cenário de suas obras monumentais.
A iniciativa do Farol Santander Porto Alegre traz de volta ao cenário cultural a variada obra de Athos Bulcão, um artista que atravessou o século sempre empolgando o público e os críticos.
A curadoria da exposição Athos Bulcão é de Marília Panitz e André Severo e a produção é de Daiana Castilho Dias, presidenta do IPAC- Instituto de Pesquisa e Promoção da Arte e Cultura.
Agenda
No âmbito da exposição de Athos Bulcão será realizada uma série de atividades no Farol Santander para aproximar ainda mais o público da obra do grande artista. Para participar, as inscrições podem ser feitas no portal do centro cultural https://www.farolsantander.com.br/#/poa/
e também no endereço athosbulcao.4artproducoes.com.br
Dia 27/03 às 19h
Bate papo do artista plástico, professor e psicanalista Carlos Lin com professores.
Dia 29/03, às 19h
Encontro com os curadores Marília Panitz e André Severo. Marília Panitz é mestre em arte contemporânea, teoria e história da arte pela Universidade de Brasília (UnB) e desde 2001 trabalha com projetos de curadoria. André Severo, ex-diretor do Farol Santander, é curador, produtor cultural e artista, trabalha com várias técnicas, incluindo fotografia, instalação, performance e filme.
Dia 30/03 às 19h
Encontro com os curadores e a convidada Maria Ivone dos Santos, artista e pesquisadora, professora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DAV-UFRGS). Maria Ivone desenvolve e orienta pesquisas com foco em processos artísticos que transitam entre arte e arquitetura, urbanismo, geografia e literatura.
Evento ocorre durante o Encontro dos Festivais Ibero-americanos de Cinema, promovido pela Fundacine em parceria com a Cinemateca Capitólio, entre os dias 23 e 27 de março, em Porto Alegre
A demanda por conteúdo, ferramentas criativas revolucionárias e formas híbridas de entregar histórias se expandiram exponencialmente após o período crítico de pandemia de Covid-19 e passou a exigir formas criativas de se alcançar o público da sétima arte. O assunto será tema da Masterclass Virtual “Festivais de cinema pós-pandemia: mudanças, evolução e desafios”, que ocorre no próximo dia 22 de março, às 18h, via plataforma Zoom, dentro da programação do 1º Encontro dos Festivais Ibero-americanos de Cinema (EFIC), promovido pela Fundação Cinema RS (Fundacine) em parceria com a Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, entre os dias 23 e 27 de março, na Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico), em Porto Alegre.
Ministrada pela produtora cinematográfica e curadora de festivais de cinema Hebe Tabachnik, a masterclass virtual irá abordar (em idioma espanhol), principalmente, as formas possíveis de adaptação e sustentabilidade para diversidade e inclusão, além de traçar possibilidades de se nutrir os indivíduos e as comunidades e ampliar a experiência de ir a um festival de cinema, fazendo isto relevante, provocador, e ao mesmo tempo inspirador e divertido. As inscrições para esta atividade, em especial, devem ser feitas via google forms (link disponível na bio da página da Fundacine no Instagram, e também no site da instituição).
Ainda nos próximos dias, uma série de profissionais do setor audiovisual de países onde o idioma predominante é o português ou espanhol deve desembarcar em Porto Alegre para participar desta primeira edição do EFIC. O evento tem como objetivo promover ações de formação, conexões criativas e negócios para o segmento e reunirá na capital gaúcha diversos organizadores, produtores, curadores, críticos, programadores, diretores artísticos e gerentes dos principais festivais cinematográficos realizados no cenário ibero-americano.
Dentre as presenças confirmadas estão representantes de festivais como DocLisboa, Cine Ceará, Festival do Rio, Festival de Guadalajara, DocMontevideo, FRAPA, Festival de Cinema de Gramado, FAM, Mostra de SP, BAFICI, Olhar Festival Internacional de Cinema de Curitiba, Mostra Internacional de São Paulo, É Tudo Verdade, Bafici, FicValdivia, Festival de Cinema da Fronteira, Tela Indígena, Fantaspoa, Janela Internacional de Cinema, Santa Maria Vídeo e Cinema. entre outros.
Além da masterclass virtual, a programação contará com debates sobre impulsionamento das políticas públicas para o setor audiovisual, incluindo oito painéis temáticos de capacitação, seguidos de diálogo com representantes de festivais convidados, que estarão apresentando os eventos a partir das suas experiências, seja organização, programação, curadoria ou crítica. Desta forma, o encontro ainda irá oportunizar que os conteúdos produzidos localmente possam ser apresentados a realizadores de festivais nacionais e internacionais. Na grade de atrações, também serão exibidos filmes com relevância no panorama dos festivais ibero-americanos. As inscrições para os painéis também estão abertas (link disponível na bio da página da Fundacine no Instagram, e também no site da instituição).
A iniciativa conta com financiamento do Pró-Cultura/Sedac-RS e tem patrocínio da CEEE Grupo Equatorial Energia. Também conta com o apoio da Mubi, do Iecine e do Grupo Imobi. A programação completa será divulgada em breve nos sites e redes sociais da Fundacine e da Cinemateca Capitólio.
Neste fim de semana, a agenda da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), terá uma programação dupla. No sábado (18/3), às 17h, a Sala Sinfônica recebe o concerto “Rachmaninoff 150”, que tem como destaques a homenagem ao compositor russo Sergei Rachmaninoff e o solo com dois pianistas. Já no domingo (19/3), às 18h, ocorre o primeiro recital gratuito de 2023, com apresentações de dois grupos de Música de Câmara.
O maestro japonês Nobuaki Nakata. Crédito: Leandro Rodrigues / Divulgação
Sobre o concerto “Rachmaninoff 150”
O compositor e pianista russo Sergei Rachmaninoff é destaque neste sábado (18/03), na Casa da OSPA. O segundo concerto da temporada homenageia um dos pianistas mais influentes do século XX, como uma referência ao seu 150º aniversário. Sob regência do maestro japonês Nobuaki Nakata, os músicos interpretam “Danças Sinfônicas”. O evento será na Sala Sinfônica da Casa da OSPA, às 17h, e será transmitido pelo canal da OSPA no YouTube. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 50 e estão à venda no Sympla. Clique para saber mais.
A pianista Olinda Allessandrini Foto: Leandro Rodrigues/ DivulgaçãoO pianista André Loss, Foto: Leandro Rodrigues/ Divulgação
O concerto terá como solistas os pianistas Olinda Allessandrini e André Loss, que interpretarão “Concerto para Dois Pianos em Ré Menor”, de Francis Poulenc. O programa ainda contempla o compositor brasileiro Edino Krieger, com a peça “Abertura Brasileira”. Quem desejar conhecer mais sobre as obras poderá chegar à Casa da OSPA às 16h, para participar do Notas de Concerto. A pianista Olinda Allessandrini apresentará ao público detalhes e curiosidades sobre o programa do espetáculo, na Sala de Recitais.
O Trio Tri. Foto: Leonel Jacques/ Divulgação
Sobre o recital Duo Sonata e Trio Tri
Às 18h de domingo (19/03), na Sala de Recitais, a OSPA estreia a Série Música de Câmara na temporada de 2023. Na primeira parte da apresentação, o público poderá prestigiar o Duo Sonata, formado pelo violista Vladimir Romanov e pelo pianista André Carrara, que irão interpretar “Sonata nº 1”, de Johannes Brahms. No segundo momento, o Trio Tri, formado pela soprano Elisa Machado, pelo pianista Eduardo Knob e pelo trompista Israel Oliveira, leva ao público a interpretação de “Melodia para Trompa Solo”, de Osvaldo Lacerda, e uma série de peças de Franz Schubert. A entrada é franca, sem necessidade de apresentar ingressos, e a escolha de lugar é por ordem de chegada. Clique para saber mais.
Sonata Duo. Foto: Leonel Jacques/ Divulgação
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Concerto da Série Casa da OSPA – Rachmaninoff 150
SÁBADO, 18 DE MARÇO DE 2023
Início do concerto: às 17h. Palestra Notas de Concerto: às 16h, com Olinda Allessandrini.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.
Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa ou na Casa da OSPA no dia do concerto, das 12h às 17h.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
Recital da Série Música de Câmara – Duo Sonata e Trio Tri
Quando: domingo, 19 de março de 2023, às 18h.
Onde: Sala de Recitais da Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
ENTRADA FRANCA
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Estas atrações disponibilizam medidas de acessibilidade.
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Vero.
Patrocínio da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.
Apoio da Temporada Artística: Fraport e Imobi. Promoção: Clube do Assinante RBS.
Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.
Primeira exposição do ano destaca grandes nomes como Vasco Prado, Portinari, Banksy, Iberê Camargo, Di Cavalcanti e Magliani e revela obras históricas da curadora Daisy Viola.
Obra de Danúbio Gonçalves/ Divulgação
O espaço também expõe as obras da ceramista Zica Fortini e apresenta a arte urbana do arquiteto e artista visual Roberto Freitas em sua fachada.
Obra de Burle Marx/ Divulgação
A abertura da temporada 2023 da Galeria Duque (Rua Duque de Caxias, 649), em seu 11º ano de atividades, será no sábado 18 de março, com vernissage a partir das 14h. Além do rico e múltiplo acervo do espaço com grandes nomes da arte do Brasil e do exterior presente na imperdível exposição “Olho e Coração”, os visitantes poderão apreciar criações da curadora e professora de arte Daisy Viola, da ceramista Zica Fortini e do artista Roberto Freitas.
Wilson Cavalcanti – Cava AST / Divulgação
“A Galeria Duque proporciona aos visitantes a oportunidade de apreciar obras de talentos mundiais e nacionais da arte. Desta vez, a exposição também homenageia a curadora Daisy Viola, uma amiga com quem divido os meus sonhos de arte nesse espaço de produção cultural”, destaca o galerista Arnaldo Buss.
Mulher Casca – Obra de Daisy Viola – Foto Júlia Berestein/ Divulgação
“Para iniciar a programação, propomos uma experiência de extremos que a arte permite. Vamos mostrar trabalhos que “batem direto” em um primeiro olhar, quando sentimos um prazer imenso pela força das cores, ou um susto e até repulsa pela distorção das formas e, ainda, a curiosidade nas abstrações que nos fazem pensar se o que vemos é mesmo a intenção do artista ou, então, a delicadeza das linhas e detalhes que nos fazem chegar mais perto para sentir a magia dos enigmas misteriosos da poesia do humano”, ressalta a curadora da Galeria Duque, Daisy Viola, que também é artista homenageada na abertura da temporada 2023.
Obra de Fahrion/ Divulgação
Na área principal, nos dois primeiros pisos da galeria, a exposição “Olho e Coração” abre o calendário e apresenta uma nova seleção de obras de acervo, com a presença de artistas consagrados no Rio Grande do Sul em diálogo com a produção brasileira moderna e contemporânea, representada por nomes como Ado Malagoli, Banksy, Iberê Camargo, Magliani, Danúbio Gonçalves, Milton da Costa, Ruth Schneider, Aldo Locatelli, Milton da Costa,Ivald Granato, Cândido Portinari, Fúlvio Pennacchi, Burle Max, Jorge Guinle, Brito Velho, Eduardo Sued, Fahrion, Milton Kurtz, Nelson Jungbluth, Pedro Weingartner, Alice Soares, Vasco Prado, Mira Schendel, Rubens Gerchmann, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Ivan Serpa e Djanira.
Homenageada
A artista visual e curadora da Galeria Duque Daisy Viola, que é considerada uma das grandes mestres das artes do Rio Grande do Sul na atualidade, terá sua primeira exposição individual no espaço. Elaocupará o terceiro pavimento da galeria. Em “Um (meu) Caminho de Expressão”, os visitantes poderão apreciar trabalhos de diferentes períodos de produção, uma espécie de retrospectiva não-cronológica do seu fazer como artista. “A hora é de resgate do trajeto. São pinturas, desenhos e objetos têxteis, em que me coloco como ser contemporânea, uma mulher aqui e agora”, explica.
Daisy Viola – Acervo Pessoal/ Divulgação
Daisy apresenta suas criações do alto de uma trajetória de quem é formada em Desenho e Artes Plásticas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é instrutora de artes no tradicional Atelier Livre Prefeitura de Porto Alegre, desde 1996, onde também já foi diretora. Vários artistas gaúchos tiveram a oportunidade de receber seus conhecimentos no Atelier Livre Xico Stockinger, que, historicamente, é a referência na formação de artistas do Estado. O papel de Daisy também é relevante no fomento das artes em Porto Alegre, estimulando e formando novas gerações de artistas e de artistas mulheres em torno das artes têxteis. “Trago trabalhos antigos e pinturas realizadas e não mostradas para estabelecer uma relação entre tempos diferentes do meu processo criativo, coisas que fui guardando sem mostrar, mas que fazem parte da minha história. Coisas que são, na verdade, sua base. A partir delas, sigo meu voo”, reflete.
Obra de Zica Fortini / Divulgação
Cosmos
A ceramista Zica Fortini é a artista convidada para ocupar o 4º andar da Galeria Duque com a exposição Cosmos. Ela vem se dedicando à produção de obras de parede, criando em materiais como ferro, placas acrílicas e placas cerâmicas, papel machê, material orgânico, da natureza, entre outros. Seus trabalhos recaem em formatos orgânicos, sejam eles de aspecto cósmico a formatos mais singulares. São frutos de um processo de construção, desconstrução e reconstrução, que impactam pela composição de materiais em uma perspectiva tridimensional inovadora. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Zica é membro da Diretoria da Associação dos Artistas Chico Lisboa/RS.
Arte urbana
Quem chegar à Galeria Duque a partir do dia 18 também impressionará os olhos com as criações do artista visual, arquiteto urbanista e designer de produto Roberto Freitas. Em parceria com Daisy Viola, ele realizará intervenções da fachada do local. O trabalho conjunto iniciou-se em 2021 com a produção e a instalação de móbiles de barquinhos de papel. O artista, que também trabalha com intervenções de arte urbana em espaços públicos da cidade, já desenvolveu o projeto O Barquinho, que recria em grandes dimensões um barco de papel, daqueles montados pelos pequenos na infância e colocados em pontos importantes da cidade como o Largo dos Açorianos e o espelho d’água do Parque da Redenção.
Agenda:
Exposição Olho e Coração Local:Galeria e Espaço Cultural Duque Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre Vernissagem: sábado, 18 de março, das 14h às 16h30min Período da exposição: de 18 de março até 8 de julho Horário de funcionamento:
Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h Entrada Franca
Artista que usa o corpo para fazer suas pinturas inaugura a exposição “Plano Espaço Tempo” e o seu atelier e espaço expositivo no dia 11 de março, das 15h às 18h.
Foto: Nilton Santolin/ divulgação
Um novo espaço de arte e uma artista inovadora marcam o lançamento do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”, em Porto Alegre. A artista destaca-se pela produção de grandes obras e pela técnica peculiar. Em vez de pincel, ela usa o corpo inteiro para formar suas imagens, por vezes abstratas e, em outras, figurativas e expressivas. Sua obra e seu espaço são um convite a um mergulho na arte e podem ser conferidas a partir do dia 11 de março, das 15h às 18h, na Rua Congo, 370, na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. A inauguração será acompanhada do vernissage da exposição “Plano Espaço Tempo”, com obras de Isabel Ferreira, e curadoria de Daisy Viola. A exposição fica no local até o dia 12 de abril, com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.
A artista visual Isabel Ribeiro. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação
“Nesta exposição temos duas vontades: apresentar a produção da artista, Isabel Ferreira e, o seu atelier, onde criou um espaço de aprofundamento de ideias e práticas artísticas. Um espaço de arte onde poderemos ver, conversar sobre, e fazer arte também. Neste espaço, com dedicação e disciplina no processo criativo, a pintura de Isabel se redimensionou, até se transformar numa verdadeira dança, da artista com telas imensas, baldes de tinta, bastões de pastel oleoso, que diluem as fronteiras entre as linguagens da pintura e do desenho”, revela a curadora Daisy Viola.
Foto: Nilton Santolin/ Divulgação
A arte que instiga os sentidos é produzida a partir deles. Em uma catarse artística, Isabel produz suas obras e sua cura. Ela começou sua carreira artística depois dos 55 anos de idade. Em 2017, foi estudar no Atelier Livre Xico Stockinger onde fez inúmeros cursos. Buscava de maneira incansável o seu fazer artístico. Em suas referências estão nomes como Iberê Camargo, Carlos Vergara, Jackson Pollock, Cy Twombly, Brice Marden, entre outros, assim como métodos, misturas de tintas e materiais.
Durante a pandemia, a artista deixou de lado seu espaço delimitado, pinturas emolduradas e criou seu atelier. Sozinha, buscou a cura, a necessidade de se expressar e, por meio de sua pintura e desenhos, redimensionou a figura e desconstruiu o modelo tradicional da pintura. Isabel deixou de lado o cavalete e passou a ocupar superfície firmes, planas, que podem ser desde painéis de madeira fixados na parede até o próprio chão. Assim, começou a desenvolver, através das dimensões de seu gesto, obras em telas ou papéis em grandes dimensões.
“Seu corpo mergulha na tela e nas tintas, rompendo os limites do espaço através do movimento exaustivo e espontâneo de seus gestos. Suas pinturas e desenhos transitam no limite entre o moderno e o contemporâneo, entre a figura e a fantasia. A artista trabalha de forma autoral, com cores fortes, contrastantes, pinceladas marcantes, gestos determinantes e grossas camadas de tintas que valorizam a expressividade”, ilustra Daisy.
Foto: Nilton Santolin/ Divulgação
Nessa trajetória destacam-se séries como “Dimensões do Gesto”, “Meus Tons”, “Rastros”, com pinturas livres de molduras, em que a artista expressou sua criatividade com toda sua alma e dimensões do seu gesto, com obras que integram a exposição “Plano Espaço Tempo”.
Casa de Amor e Arte
A intensidade visceral impressa nas obras de Isabel Ferreira também está representada no seu atelier e espaço expositivo, que vai funcionar como uma espécie de “coworking da arte”, com um ambiente que convida ao fazer artístico e carrega sua história de amor em uma área total de 300 metros quadrados.
A casa havia sido residência da “Dona Filhinha” e de Seu Pedro, sogros da artista Isabel Ferreira. “Ela traduz uma história de vida em paredes com luz e cor. Desde a juventude e seu riso até a velhice com a saudade e a hora de partir. Primeiro ele e, tempos depois, ela. Aqui viveram diferentes aspectos necessários para a evolução da vida, como solidez e estabilidade, mas também a emoção da transformação do pensamento e da paixão, que representam a natureza e a existência humana”, observa Daisy Viola.
A história continuou com o filho Airton e seu amor, Isabel, que começou a ocupar uma parte do espaço, para realizar seu trabalho de arte, como ateliê de desenho e pinturas. Agora, a casa é transformada num lugar de fazer, pensar e mostrar arte, com salas de exposições, um jardim refeito com capricho, ateliê, cozinha para café e conversa e espaço para o convívio com arte, ideias e sonhos. Uma casa para troca de saberes e experiências, neste lugar que carrega histórias de vidas e afetos.
Serviço:
Exposição “Plano Espaço Tempo” e inauguração do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”
Vernissage: 11 de março (sábado), das 15h às 18h
Visitação: 12 de março a 12 de abril – com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.
Endereço: Rua Congo, 370 – Vila Ipiranga – Porto Alegre
No mês dedicado à Mulher e na data de aniversário do Chapéu Acústico, a Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dará protagonismo às
mulheres negras, na voz e interpretação da cantora jazzista Marguerite Silva Santos e banda. O
evento será dia 7 de março (terça), às 19h, na BPE.
Além da cantora, estarão no palco do Salão Mourisco os músicos Gilberto Oliveira (guitarra e
arranjos), Cleômenes Junior (sax tenor e flauta transversa), Bruno Vargas (contrabaixo
elétrico), Mel Souza (piano) e Luke Faro (bateria), com as participações especiais da escritora e
poetisa Lilian Rocha e da sambista Maria do Carmo Carneiro.
Marguerite conta que o show, especial alusivo ao dia Internacional da Mulher, revisitará a
década de 1960, “onde ser bossa era mole. Difícil, na vida e na música, era ter bossa e ser negra. Para ela, a Bossa Nova é uma tentativa amorosa de desfazer este equívoco social que
ainda persiste em algumas consciências, numa proposta musical que unifica estes corpos
negros para que o público se sinta num mundo onde a sensação de opostos seja mais uma das
tantas ilusões da humanidade”, explica.
O show “A Bossa Nova Negra” traz afinidades entre samba e jazz, em repertório de alta
qualidade, mesclando os estilos urbanos com a africanidade nagô brasileira. “O repertório
deste inédito show é o grande trunfo”, garante a jazzista.
Chapéu Acústico
O projeto acontece desde 29 de setembro de 2016, na BPE, com produção de Marcos
Monteiro e já contou com mais de 180 apresentações, com artistas locais e estrangeiros, nos
gêneros jazz, música popular, bossa nova e choro, trazendo novidades e músicos consagrados.
A curadoria musical feminina é de Ro Lopes.
Sobre a cantora
Marguerite Silva Santos é cantora Jazzista, bacharelanda em Música Popular (UFRGS), e
professora de canto e práticas vocais. Natural de Porto Alegre, começou a estudar música
ainda na infância, cantando na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Ao longo de sua carreira
participou de diversos musicais e óperas, atuando em peças de Mozart, Bach, Puccini, George
Gershwin, Andrew Lloyd Webber, entre outros. É idealizadora do Projeto Concerto Ébano e
Marfim. Sua paixão é o Jazz mas por quatro anos cantou em harmonias das escolas de samba
do carnaval de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Com sua voz doce e marcante, Marguerite Silva
Santos despontou no cenário musical gaúcho como uma das mais talentosas artistas da nova
geração de cantoras do Sul. Elogiada por críticos, artistas e pelo público, Marguerite Silva
Santos constrói sua carreira de forma sólida, pela força das raízes, junta cores e ritmos que
unem o RS e a África Negra, desde que o jazz é jazz e une também o samba que é primo do
jazz. Sua arte edifica o interesse de um território musical sem fronteiras, com o estilo próprio
dela. Marguerite é uma cantora versátil e em seus repertórios estão presentes o Negro
Spiritual, Jazz, R&B e o Samba, vertentes que compõem o pensamento musical negro.
Ficha Técnica do Show
Voz: Marguerite Silva Santos
Guitarra e arranjos: Gilberto Oliveira
Piano: Mel Souza
Sax tenor e flauta transversa: Cleômenes Junior
Contrabaixo elétrico: Bruno Vargas
Bateria: Luke Faro
Serviço
O Quê: Chapéu Acústico “A Bossa Nova é Negra”, com Marguerite Silva Santos
Quando: 7/03
Horário: 19h
Onde: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Porto Alegre)
*Entrada livre, mediante contribuição espontânea. O número de vagas é limitado
Produção
Marcos Monteiro
Realização
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria de Estado da Cultura
De 3 a 31 de março, a artista visual Graça Craidy apresenta a mostra “Manifesto Antifeminicídio”, a convite da Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), noÁtrio do Foro II de Porto Alegre. As obras denunciam a escalada do feminicídio no país, incluindo o Estado, e buscam conscientizar a sociedade para a gravidade do problema.
A artista e uma das obras do Manifesto Antifeminicida. Fotos: Carlos Souza/ Divulgação
Entre as pinturas da mostra estão, por exemplo, retratos de noivas mortas, com véu e grinalda e buquê de flores nas mãos, de 1m x 0,70, em acrílica sobre papel; um políptico (quatro peças) apresenta uma noiva no leito de morte; um tríptico é inspirado no conto gótico Plantação de Mulheres Mortas, da escritora Lélia Almeida, cujo texto faz parte da expografia.
A artista explica que produziu a série “baseada na figura icônica da noiva que representa aqui o sonho de felicidade eterna interrompido brutalmente pelo ato machista e criminoso do feminicídio”. Para ela, “é preciso desglamurizar o casamento como um espaço intocável de harmonia e o ciúme como sinal de amor e alertar as mulheres para o perfil de marido ou companheiro que escolhem, para que fiquem atentas aos sinais de violência e agressividade e saibam se proteger e aos seus filhos”.
Noiva deitada no chão. -Divulgação
No papel de artista e ativista – “artivista”, como diz -, Graça monta exposições com a temática da violência contra a mulher desde 2015, já tendo exibido as mostras “Até que a morte nos separe”, “Livrai-nos do Mal”, “Estupro” – duas obras dessa coleção integram o acervo do MACRS – e “Feminicidas”.
Entre outras atividades ao longo da carreira, Graça frequentou cursos de pintura em Florença, Roma e Miami; fez individuais na Itália e no Rio de Janeiro; participou de coletivas no México e no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
.Noiva cadáver II – Divulgação
Graduada em Comunicação, ex-redatora publicitária, ex-professora de Processo Criativo da ESPM-Sul, autora de livro e engajada nas causas feministas, a artista assina também o texto intitulado Manifesto Antifeminicídio, ilustrado com o rosto de uma das noivas mortas. Panfletos com o conteúdo estarão à disposição dos visitantes da exposição, que será aberta às 19h do dia 3/3. Diz o Manifesto Antifeminicídio:
“Parem de matar nossas mulheres. Parem de matar nossas mães. Parem de matar nossas avós, irmãs, tias, primas, amigas. Parem de nos matar. Nós não somos suas propriedades. Nós não somos suas escravas. Nós não somos suas inferiores. Está na Constituição. Somos iguais aos homens. Mesmos direitos. Mesmos deveres. Não, não e não, homem, você não é a cabeça da mulher. Toda mulher tem a sua própria cabeça. É autônoma. Livre. Dona do seu nariz. Do seu corpo. Quer que a sua mulher fique com você? Faça por merecer.
Ninguém vai embora de onde existe amor, respeito, lealdade. Reconstruir a vida com outras pessoas pode ser a melhor saída para a felicidade de um casal que não vive bem. E para seus filhos, também. Aceite. Amor não é obrigação. Amor é colheita.
Desespero de vítima- Divulgação
Dados
O Brasil, lamentavelmente, ocupa uma das primeiras posições no ranking do feminicídio no mundo. Conforme estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2022), “os últimos quatro anos foram marcados pelo crescimento contínuo das mortes de mulheres classificadas como feminicídio pelas Polícias Civis dos Estados e Distrito Federal. Com base no número de mulheres vitimadas no 1º semestre de cada ano, desde 2019 a 2022, identificou-se aumento de 8,6% dos feminicídios. A saber: 631 registros em 2019; 664 em 2020; 677 em 2021; e 699 em 2022″.
Grito de agredida- Divulgação
O Fórum “alerta sobre a urgência na priorização do tema no campo das políticas públicas de garantia de direitos e sobre o crescimento de 10,8% dos feminicídios se comparados dados do 1º semestre do ano de 2019, anterior à pandemia de Covid-19, com dados do mesmo período de 2022.”
Noiva cadáver III- Divulgação
No Rio Grande do Sul, estado da artista, que vive e tem ateliê em Porto Alegre, por exemplo, foram registrados no ano passado 106 casos de feminicídio, segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o que corresponde a um crime cometido a cada 3,4 dias. Houve aumento de 10,4% em relação a 2021, quando ocorreram 96 mortes de mulheres por questão de gênero. Nos últimos cinco anos, o maior número de feminicídios (116) aconteceu em 2018, e o menor (80), em 2020. Em janeiro passado, foram cometidos 9 feminicídios e 24 tentativas de feminicídio. No período foram concedidas 15.793 medidas protetivas a mulheres e efetivadas 2.391 prisões de suspeitos de violência doméstica.
SERVIÇO
Exposição “Manifesto Antifeminicídio”, da artista Graça Craidy
Local: Átrio do Foro II de Porto Alegre, Rua Manoelito de Ornellas 50, Praia de Belas
Primeira edição do Festival Paulo Moreira vai reunir mais de 15 grupos de música instrumental do RS
As apresentações vão ocorrer de 2 a 5 de março, no Café Fon Fon, Espaço 373, Gravador Pub e Sala Jazz Geraldo Flach. Toda a renda será revertida ao tratamento de saúde do jornalista
Nos dias 2, 3, 4 e 5 de março, Porto Alegre será agitada com um festival instrumental totalmente dedicado ao jornalista Paulo Moreira. Criado por um grupo de amigos, o projeto foi prontamente abraçado por espaços culturais e artistas da cena gaúcha. A primeira edição contará com grupos das mais variadas vertentes. O Café Fon Fon, Espaço 373 e Sala Jazz Geraldo Flach (2, 3 e 5 de março respectivamente) receberão duas bandas por noite. A primeira se apresenta às 20h30, e a segunda às 21h30. No dia 4 (sábado), o Gravador Pub abrirá suas portas às 14h para uma maratona musical até o final da noite.
O festival contará, também, com o apoio do cartunista Fraga, que doará obras para venda; dos fotógrafos Daisson Flach, Douglas Fischer e Nilton Santolin, da Atmosfera Produtora; de Texo Cabral e da Reverber Produtora, que farão as captações de áudio e vídeo das apresentações no Gravador, e do Person Piano.
Os ingressos por noite no Fon Fon, Espaço 373 e Sala Jazz Geraldo Flach custam R$ 35; a maratona no Gravador custa R$ 25 antecipado e R$ 30 na hora e o passaporte para as quatro noites R$ 110, todos já disponíveis nas redes do Gravador Pub. Toda a renda será revertida ao tratamento de saúde de Moreira. Quem não for aos shows e quiser doar qualquer valor, o PIX é 01510705040 (CPF/ Roberta Brezezinski Moreira).
Nos mais de 40 anos de carreira, Paulo Moreira dedicou a maior parte à produção, redação e radiodifusão de conteúdos musicais. Atuou na Rádio 102 FM, de 1994 a 1996, produzindo o programa Jam Session, apresentado por Ruy Carlos Ostermann. De 1997 a 1999, exerceu crítica de música e cinema no jornal Correio do Povo. Realizou cursos sobre História do Jazz e do Rock durante quatro anos dentro da programação do StudioClio. Produziu e apresentou o programa Sessão Jazz na rádio FM Cultura, por quase 20 anos, e nos últimos anos na rádio online salvesintonia.com, além do projeto Audições Comentadas, no Instituto Ling.
PROGRAMAÇÃO
2 de março | Quinta-feira
Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, 22 – Bairro Farroupilha)
20h30 – Quarteto Fon Fon
21h10 – Intervalo
21h30 – Grupo formado por Claudio Sander, Júlio “Chumbinho” Herllein Paulo Dorfman, e Thiago Colombo
3 de março | Sexta-feira
Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
20h30 – Marmota Jazz, com a participação especial de Nicola Spolidoro
21h10 – Intervalo
21h30 – James Liberato
4 de março | Sábado
Gravador PUB (Rua Conde de Porto Alegre, 22 – Bairro São Geraldo)
Abertura da casa: 14h
Grupos musicais – Antonio Flores, Conjunto Bluegrass Porto-alegrense, Corujazz, El Trio, Funkalister, Hard Blues Trio, Instrumental Picumã e a participação especial de Pirisca Grecco, Marcelo Corsetti Trio, Quartchêto e Paulinho Fagundes
5 de março | Domingo
Sala Jazz Geraldo Flach
20h30 – João Maldonado Trio
21h10 – Intervalo
21h30 – Luciano Leães, Cristian Sperandir e Paulinho Cardoso em um show montado especialmente para Paulo Moreira