Autor: da Redação

  • Três nomes do    jazz instrumental internacional, no palco do Espaço 373

    Três nomes do jazz instrumental internacional, no palco do Espaço 373

    As apresentações abrem nesta sexta-feira com o guitarrista radicado em Nova York Marcio Philomena. No sábado, é a vez do norte-americano Phill Fest e, dia 20, Martin Pizzarelli faz única apresentação de sua turnê no Brasil

    Marcio Philomena – Arquivo Pessoal/ Divulgação,

    Nesta sexta (14), o guitarrista radicado em Nova York Marcio Philomena reúne amigos para um show no Espaço 373. Acompanhado de Nico Bueno (baixo), Luiz Mauro Filho (piano) e Kiko Freitas (bateria), Philomena apresenta músicas que estarão no álbum “Trails” – que tem lançamento previsto para este semestre –, além de temas autorais de Nico e Maurinho.

    No sábado (15), o norte-americano Phill Fest sobe ao palco do 373 trazendo no repertório “Seresta”, o sexto de sua carreira. Para este show, Phill convidou Paulo Dorfman (piano), Nico Bueno (contrabaixo) e Lucas Fê (bateria) para interpretarem, também, músicas de suas diversas fases, em uma noite brazilian jazz.

    Phill Fest. Foto David Fauss/ Divulgação

    Nascido em Minneapolis, Phill Fest vem de uma família de pianistas. Os pais Manfredo e Lili construíram uma sólida trajetória nos Estados Unidos a partir de 1967. Manfredo foi um dos precursores da bossa nova naquele país como pianista e diretor musical da banda Bossa Rio, do músico Sérgio Mendes. Com o pai, Phill gravou quatro discos pela Concord Jazz: “Oferenda” (1994), “Começar de Novo” (1995), “Fascinating Rhythm” (1996) e “Amazonas” (1997).

    E no dia 20 (quinta-feira), o baixista norte-americano Martin Pizzarelli desembarca com seu trio em Porto Alegre para única apresentação da turnê Spot on Swing. Acompanhado de Larry Fuller, incendiário pianista de ícones do jazz como Ray Brown, Ernestine Anderson e John Pizzarelli (irmão de Martin), e de Ricardo Baldacci, cantor e guitarrista brasileiro com enorme carreira internacional, ele interpreta as músicas do mais recente álbum do grupo, que dá nome às apresentações no Brasil, trazendo o momentâneo e o espontâneo como inspiração, uma referência às sessões de jazz nos tempos dourados do gênero e na era do rádio.

    Martin Pizzarelli. Foto: Jack Grassa/ Divulgação

    O trio é resultado do álbum “Brothers in Swing”, feito em Nova Iorque em 2015, que contava com o pianista australiano Konrad Pazskudzki e o pai de Martin, o guitarrista de jazz Bucky Pizzarelli, falecido em 2020 aos 94 anos. As dez faixas foram gravadas em três horas – soma-se a esse tempo definir o repertório e criar os arranjos –, assim como se registrava o jazz nos tempos dourados da Era do Rádio.

    SERVIÇO
    Marcio Philomena & Amigos
    Quando: 14 de abril | Sexta-feira | 21h
    Ingressos: R$ 35 a R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/marcio-philomena-amigos/1929452

    Phil Fest, Paulo Dorfman, Nico Bueno e Lucas Fê
    Quando: 15 de abril | Sábado | 21h
    Ingressos: R$ 35 a R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/phill-fest-seresta/1896770?

    Martin Pizzarelli Trio
    Quando: 20 de abril | Quinta-feira | 21h
    Ingressos: R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/martin-pizzarelli-trio/1929490

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Reservas e informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Porto Alegre, musa das lentes do  fotógrafo Nilton Santolin

    Porto Alegre, musa das lentes do fotógrafo Nilton Santolin

     

    Fotógrafo inaugura exposição “3 x POA” na próxima quarta-feira, 12 de abril, às 19h, na Casa Pátria, em Porto Alegre. Vernissage contará também com show da banda Wood&Steel, intervenção cênica e homenagem a personalidades da cultura da cidade.

    ©2022 Nilton Santolin. Autorretrato/Divulgação

    Nilton Santolin transforma seus registros fotográficos em arte e faz da cidade de Porto Alegre sua musa inspiradora em “3 x POA”. A exposição tem vernissage no dia 12 de abril, a partir das 19h, na Casa Pátria (Av. Pátria, 475, no Bairro São Geraldo, em Porto Alegre). Inserida no Projeto Cultural Casa Pátria – O Lado Bom do Brasil, a inauguração conta ainda com show da banda Wood&Steel Duo – Rock, Blues e Jazz e homenagens ao bailarino Eduardo Severiano, ao jornalista Juremir Machado da Silva, ao ator Renato Del Campão e ao artista plástico Ricardo Giuliani.

    Polaroides. Recanto no lago do Parque Farroupilha foto ©2005 Nilton Santolin/ Divulgação

    Durante a abertura da exposição, haverá também uma intervenção cênica com a diretora e atriz Sandra Loureiro e o ator Dejair Ferreira. A mostra tem entrada franca e fica no espaço até o dia 12 de maio.  A Casa Pátria funciona de terça a sábado, das 14h às 23h.

    © Nilton Santolin 2018

    Na exposição “3 x POA”, que tem o apoio da Delphus Galeria de Arte, Santolin apresenta 47 olhares e interpretações sobre Porto Alegre. A mostra é dividida em três séries. Em “Adulteradas”, marca registrada do artista, estão perspectivas inusitadas da cidade. Em “Polaroides: Céu Azul de Porto Alegre”, ele transforma fotografias em ilustrações. Já a parte denominada “Clássicas – Black and White and Color” é reservada para os registros de locais e paisagens marcantes da capital gaúcha, como o pôr do sol, o Cais do Porto, a Praça da Matriz e a Fonte Francesa do Parque da Redenção.

    Nilton Santolin e obras. Foto-Denise Pazetto/ Divulgação

    Sobre o artista

    Nilton Santolin começou sua carreira na fotografia em 1984 e, desde então, ele se tornou um nome de destaque no cenário da fotografia brasileira. É reconhecido por sua habilidade de capturar momentos únicos, seja em eventos, retratos pessoais ou fotografias comerciais. Protagonizou diversos projetos que revelam o cotidiano e a arquitetura de cidades no Brasil e no exterior. Com dezenas de exposições individuais e coletivas, realizadas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Uruguai e Suíça, o fotógrafo também é autor do livro UNICRED RS, que retrata quarenta cidades gaúchas em preto e branco.

    Ao longo de sua carreira, Santolin trabalhou com uma ampla gama de clientes, desde eventos particulares até grandes empresas e instituições, o que lhe permitiu desenvolver um estilo diversificado e adaptável às necessidades de cada projeto. Também é um educador e palestrante, compartilhando seus conhecimentos e experiências com outros profissionais e entusiastas da fotografia.

    © Nilton Santolin 2018/Divulgação

    Serviço

    “3 x POA” por Nilton Santolin
    Local: Casa Pátria
    Endereço: Av. Pátria, 475, no Bairro São Geraldo, em Porto Alegre
    Vernissage: quarta-feira, 12 de abril, 19h
    Período: 12 de abril a 12 de maio
    Visitação: de terça a sábado, das 14h às 23h
    Entrada Franca

    Nilton Santolin/Divulgação
  • Arte indígena Kaigang ganha destaque, com lançamento de coleção de roupas, na CCMQ

    Arte indígena Kaigang ganha destaque, com lançamento de coleção de roupas, na CCMQ

    Peças da marca Monjuá, com estampas criadas por artistas da comunidade Kógunh Mág do povo Kaingang, de Canela (RS), serão apresentadas em desfile, no próximo dia 11 de abril

    O Mezanino da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico/POA) será cenário para o lançamento da coleção Eclipse – da rede de lojas Monjuá -, com estampas vivas e exclusivas, criadas por artistas da comunidade Kógunh Mág do povo Kaingang da cidade de Canela, no Rio Grande do Sul.  O evento ocorre a partir das 18h30min da próxima terça-feira, 11 de abril.  Além do coquetel de lançamento, a cerimônia contará com a exibição do fashion filme da coleção, seguido de um desfile protagonizado por modelos indígenas Kaingang. Também haverá confecção de artesanato Kaingang ao vivo e exposição de fotos sobre o processo criativo.

    Ao todo, a coleção Eclipse conta com sete modelos de peças de outono/inverno (2023), entre camisas e moletons (para todos os gêneros), calça, blusas e jaquetas femininas. “Alguns itens chegam com estampas maiores, e outros se utilizam de elementos de estilo”, comenta o CEO da Monjuá, Felipe Bender. “Foi uma sacada que a gente teve para conseguir ampliar as coleções dentro do nosso mix: ao invés de muitas estampas, usar de forma mais sutil pequenos bordados, com detalhes nas peças, assim conseguimos uma penetração maior entre nosso público, o que significa, consequentemente, aumentar o retorno financeiro (e a visibilidade para a cultura) destas comunidades, que recebem de forma proporcional com as vendas.”

    Arte indígena na coleção Eclipse. Foto: Monjuá/ Divulgação

    Implementado em 2021, o programa Monjuá + Povos Originários está em sua quarta edição. O lançamento oficial da parceria, que busca aproximar e valorizar a cultura dos povos ancestrais, ocorreu em paralelo ao novo posicionamento da empresa, que tem confecção de marca própria e peças femininas e masculinas direcionadas a um público com espírito mais jovem. Monjuá vem do tupi-guarani e significa “ficar de boca aberta” ou “de queixo caído”, expressão que resgata o propósito de surpresa e de inspirar felicidade. Antes de adotar esta marca, em 2017, a empresa se chamava Três Passos, nome da cidade onde foi fundada, há 59 anos.

    A primeira coleção – de primavera/verão (2021/2022) – denominada Vy’apa (Felicidade), foi feita com ilustrações de indígenas de três aldeias Mbyá Guarani, da Barra do Ribeiro: Tekoá Guapoy (aldeia Figueira), Tekoá Yvy Poty (aldeia Flor da Terra) e Tekoá Mirim (aldeia Pequena). Depois, vieram as coleções Terra Original (outono/inverno-2022), assinada pela artista indígena Wanessa Ribeiro (de etnia guarani, e natural do Rio de Janeiro); e Proteção, (primavera/verão – 2022/2023) com grafismos da artista visual Auá Mendes (indígena do povo Mura, do Amazonas). Assim, são desenvolvidas “coleções cápsulas” anuais em parceria com artistas indígenas que se envolvem em diferentes processos, desde a criação das estampas à direção de arte e fotografia para as campanhas.

    “Esta parceria, surge para criarmos juntos uma coleção de roupas e acessórios com a cultura, imagem, desenhos e outros elementos das comunidades dos povos originários, que possam ser usados em roupas”, destaca o CEO da marca. “Esse é um trabalho importante, uma vez que essas aldeias e povo indígena possuem algo muito valioso, que são seus saberes milenares, transmitidos oralmente de geração em geração, por mais de 14 mil anos. Nossa marca vai contribuir com nossa missão e, em contrapartida, também queremos contribuir com as suas comunidades, através do retorno financeiro justo (definido de forma consensual) e da exposição positiva das comunidades.”

    Bender destaca que, dentro do programa com os povos originários, tudo é feito e pensado de maneira conjunta. “Os indígenas participaram de todo processo de criação e são os primeiros a conhecer os pilotos da coleção e as roupas prontas. Neste processo, mantemos os grafismos e traços originais dos artistas, sem interferências, e, se for preciso qualquer interferência, são eles que autorizam onde e como será aplicada.” Da forma que estas comunidades e artistas aprovam onde serão inclusos os grafismos. Além disso, as próprias aldeias servem de cenário e alguns de seus integrantes são os protagonistas das campanhas de divulgação.

    O propósito de desenvolver uma moda mais sustentável também norteou a Monjuá nessa nova coleção. A maioria das peças são feitas em algodão e o processo de fabricação privilegia a sustentabilidade em todas as suas etapas. No caso da coleção Eclipse, as estampas desenvolvidas “em muitas mãos” dentro da comunidade Kógunh Mág, destacam a harmonia da união com o sol e a lua (Kamé e Kairú) neste momento raro, que une duas grandes forças no céu, representando o equilíbrio do universo. “Para os Kaingang, Kamé é símbolo de força, persistência, espírito guerreiro e proativo, características dos caciques e líderes das comunidades; enquanto Kairú é mais doce, planejador, acolhedor, paciencioso, características dos Kujãs (líderes espirituais destas comunidades)”, detalha o CEO da Monjuá.

    Serviço:

    ü  Lançamento da coleção outono/inverno 2023 Eclipse*

    ü  Data: 11 de abril.

    ü  Horário: 18h30min (coquetel, seguido de desfile)

    ü  Local: Mezanino da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico/POA

    Sobre a Monjuá:

    Há 59 anos, a empresa inspira bem-estar e felicidade através da moda por todo o Rio Grande do Sul. Com inovação, acolhimento e comprometimento, sua equipe busca contribuir para o crescimento de seus clientes, colaboradores e parceiros. São mais de 70 lojas e mais de 700 colaboradores que tornam a empresa uma das maiores redes de varejo de moda do Estado.  Para a Monjuá, inspirar a felicidade não é apenas um slogan, mas também um propósito, meta e “forma de ser”. Em tudo o que faz, a equipe da marca busca a felicidade como ponto inicial – e final. “Abraçamos todos do jeito que são e apostamos na diversidade como uma ferramenta de desenvolvimento criativo”, afirma o CEO da empresa, Felipe Bender. “Além disso, temos a inovação como um dos nossos pilares e trabalhamos em várias frentes para nos tornarmos referência em tecnologia.”

     

  • Rogério Gomes autografa “O Afiador de Facas”, livro, que aborda o tema da violência sexual

    Rogério Gomes autografa “O Afiador de Facas”, livro, que aborda o tema da violência sexual

     

    Livro, que aborda o tema da violência sexual, vai virar roteiro da Paris Filmes. O lançamento será no dia 13 de abril, às 19h, na Delphus.

     

    Rogério Gomes, médico cardiologista, escritor e fotógrafo, emplaca mais um sucesso literário antes mesmo de ser lançado. O livro “O Afiador de Facas” terá sessão de autógrafos na quinta-feira, 13 de abril, a partir das 19h, na Delphus Galeria de Arte (Av. Cristóvão Colombo, 1501).

    O escritor Rogério Gomes – Foto: Karine Viana/Divulgação

    Mas o autor já está transformando a obra em um roteiro para a Paris Filmes. É a segunda vez que um texto de Rogério Gomes ganha uma versão para vídeo. Antes desse, o conto que rendeu título ao livro “Grande Mestre e Outras Histórias”, publicado em 2021, virou roteiro de minissérie para a mesma produtora.

     

    Em sua nova obra, o médico que conta histórias impacta, emociona e instiga em um livro que prende o leitor do início ao fim. “Em ‘O Afiador de Facas’ apresento memórias que sobreviveram aos ruídos do passado. São tabus que normalmente permanecem escondidos sob o tapete da falsa moral dos homens. Um dos tabus mais dolorosos e disfarçados da atualidade é o tema desse livro, emoldurado por uma comovente relação médico-paciente e pelo som do afiador de facas”, sintetiza Gomes.

    Rogério Gomes – Foto: Karine Viana/ Divulgação

    A quinta obra do escritor também pode suscitar polêmica pelo tema delicado que retrata, mas até por isso é indispensável. “’O Afiador de Facas’ é uma facada na nossa alma. Não lembro de ter me sentido tão impactada com a temática e a narrativa de uma obra. Uma história forte, dura, realista, de marcas profundas (nos personagens e em nós, leitores), um assunto que poucos conseguem ter coragem de abordar, mas extremamente necessário. O livro trata de muitos tabus, e o tema que mais me choca é sobre abuso sexual. É um assunto de que sempre tento fugir, mas, se este livro te encontrou, não fuja”, provoca a atriz e escritora Fernanda Moro, no prefácio.

    Rogério Gomes foi buscar em suas memórias do som do afiador de facas a motivação para seu novo livro. “Esse som sempre me chamou a atenção, para não dizer que me encantou desde a infância”, recorda. E é essa melodia tão característica que serve de link para um evento grave, que norteia a obra. Também no livro, o médico revive seu alter ego, o personagem “O Grande Mestre”, de seu conto mais célebre, ao lado do pupilo Dr. Raul, um dos protagonistas de “O Afiador de Facas”. “No ano que vem, vou lançar a continuação do livro ‘O Grande Mestre e Outras Histórias’, que se chamará ‘A Morte do Grande Mestre’”, antecipa.

    Lançamento do livro “O Afiador de Facas”, de Rogério Gomes
    Editora: Total Books
    Páginas: 215
    Preço: R$ 50

    Data: quinta-feira, 13 de abril
    Horário: 19h
    Local: Delphus Galeria de Arte
    Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 1501

    * Com Assessoria de Comunicação

  • Com “O Amargo Santo da Purificação”, Ói Nóis Aqui Traveiz, celebra os 45 anos do grupo, na Redenção

    Com “O Amargo Santo da Purificação”, Ói Nóis Aqui Traveiz, celebra os 45 anos do grupo, na Redenção

    O Amargo Santo da  Purificação  – uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella,  uma criação coletiva para teatro de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz,  se apresenta no dia 2 de abril, domingo, às 17h, no Parque da Redenção, ao lado do espelho d’ água. A encenação celebra os 45 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz e marca a abertura do projeto Caminho para um teatro popular, que percorrerá diversos bairros populares da nossa cidade com espetáculos teatrais.

    A encenação de teatro de rua foi premiada como o melhor espetáculo do teatro gaúcho em 2009, além dos prêmios Açorianos de melhor produção, figurino, trilha sonora (Johann Alex de Souza) e melhor atriz (Tânia Farias). Agora, em nova e necessária montagem, abre outra janela poética e sensorial para contar a história de Marighella, saudando os dias melhores que virão com a eleição de um governo democrático.

    O Amargo Santo da Purificação – Cláudio Etges/ Divulgação

     Com esta peça, o Ói Nóis Aqui Traveiz, atualmente com o projeto Arte Pública em andamento, percorreu a maior parte dos estados brasileiros e apresentou-se também em Portugal. A encenação coletiva conta a história de um herói popular, Carlos Marighela, que a classe dominante tentou banir da cena nacional durante décadas. Na sequência de cenas o público assiste a momentos importantes desta trajetória, desde as origens na Bahia, sua juventude e poesia, as passagens no Estado Novo e suas consequências com o endurecimento do regime, a resistência e a prisão. A vida de Marighela reservaria ainda muito mais luta pela democracia, sofrendo o baque e todas as consequências de uma ditadura militar, onde viveu na clandestinidade, se fez presente como um líder da luta armada, e, ao final, sua trágica morte em emboscada da polícia. O Amargo Santo da Purificação resgata essa história buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX.

    O Amargo Santo da Purificação. Foto:Pedro Isaias Lucas/ Divulgação

    A dramaturgia elaborada pelo grupo parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que, transformados em canções, são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Por meio de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nois Aqui Traveiz traz novamente para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro. No elenco estão os atuadores Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Roberto Corbo, Eugênio Barboza, Alex Pantera, Keter Velho, Márcio Leandro, Lucas Gheller, Aline Ferraz, Thali Bartikoski, Helen Sierra, Rafael Torres, Jules Bemfica, Thais Souza, Gengiscan, Ellen Hiromi,  Kayzee Fashola, Millena Moreira, Fabrício Miranda, Daniel Steil, Marcio  Menezes e Luana Rocha.

    * Com Assessoria de Comunicação

    O Amargo Santo da Purificação – comemoração aos 45 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz

    Dia 2 de abril, às 17h

    Espelho d’água do Parque da Redenção

    Entrada franca

  • Festival Aquarela Preta, de Hip Hop, aceita inscrições para participação até sábado, dia 25

    Festival Aquarela Preta, de Hip Hop, aceita inscrições para participação até sábado, dia 25

    Artistas dos cinco pilares do Hip Hop interessados em compor a programação do Festival Aquarela Preta podem se inscrever até sábado, dia 25 de março, no link: https://bityli.com/EA4ggb. Somente quem irá concorrer pelo pilar do Conhecimento (Slam e Batalha de Conhecimento) poderá fazer a inscrição no dia e no local. O grupo também disponibilizou no link uma série de papeis de parede, criados exclusivamente para o projeto pela designer Natalia Brock. As ilustrações criadas pela artista fazem alusão aos cinco elementos do Hip Hop.

     

    O Festival Aquarela Preta irá se realizar no dia 15 de abril, sábado, no Galpão Cultural, no Morro da Cruz, em uma iniciativa do coletivo Poetas Vivos. A programação prevê shows musicais, DJ (set list de rap e hip-hop), danças urbanas, grafite, Slam (batalha de poesias) e batalha de rima modalidade conhecimento. Haverá premiação em dinheiro para os primeiros lugares. Todas as atividades terão entrada franca.

     

    Segundo os idealizadores do projeto, Mariana Abreu Marmontel e Felipe Deds, o Festival Aquarela Preta tem como objetivo dar visibilidade e potencializar artistas pretos, pretas, pretes e periféricos (as/es) e LGBTQIAP+ no contexto do movimento Hip-Hop. Busca, também, difundir os cinco pilares da cultura Hip-Hop: MC, DJ, Danças Urbanas, Grafite e Conhecimento. Outra finalidade do projeto é promover a descentralização dos espaços culturais focados no atendimento de crianças e jovens das comunidades.

    Além dos shows artísticos, o coletivo Poetas Vivos promoverá um bate-papo educativo, falando sobre o movimento dos slams no Brasil e no Rio Grande do Sul. O propósito é a multiplicação dessas rodas culturais dentro das periferias da cidade. Neste sentido, o apoio ao Galpão Cultural, como polo agregador na comunidade do Morro da Cruz, é fundamental para seu fortalecimento. Dirigido pela rapper Negra Jaque, o Galpão Cultural cumpre função social relevante no bairro, onde atua como espaço de aprendizado, de acolhimento e de promoção da cidadania para crianças e jovens no contraturno escolar.

     

    Sobre os Poetas Vivos

    Poetas Vivos é uma iniciativa afrocentrada que fomenta a arte e a educação negra e periférica. O coletivo foi criado em 2018 por jovens artistas negros de Porto Alegre e que atua diretamente em escolas, universidades, espaços comunitários e públicos, desenvolvendo oficinas, palestras, batalhas de poesia e freestyle, abordando o tema da Educação das Relações Étnico Raciais, o racismo, a desigualdade econômica, social e ambiental, fomentando a implementação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que obrigam o ensino da História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena em todo o âmbito escolar.

    Ao longo dos quatro anos de existência, a iniciativa cultural já esteve presente nos mais importantes eventos e campeonatos de poesia falada no Estado e no Brasil. Em 2021, realizaram o projeto “Poetas Vivos – Formando Multiplicadores de Cidadania”, curso voltado a educadores sociais, agentes culturais e professores de escolas da rede pública de ensino, viabilizado por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura em Parceria com a Fundação Marcopolo. A iniciativa cultural Poetas Vivos é formada por Mariana Abreu Marmontel, Felipe Deds, DaNova, Ericsson e Dickel.

    Canais de comunicação do Poetas Vivos:

    Instagram: www.instagram.com/poetasvivxs

    Facebook: www.facebook.com/PoetasVivxs

    Youtube: www.youtube.com/poetasvivos

    Twitter: www.twitter.com/poetasvivxs

    SERVIÇO

    Festival Aquarela Preta

    Inscrições gratuitas até o dia 25 de março de 2023 pelo link: https://bityli.com/EA4ggb

    Financiamento: Fumproarte | Secretaria Municipal da Cultura | Prefeitura de Porto Alegre

    Realização: Iniciativa Cultural Poetas Vivo

    •  * Com Assessoria de Comunicação
  • Gilberto Perin expõe 40 retratos de pessoas que tornam Porto Alegre melhor

    Gilberto Perin expõe 40 retratos de pessoas que tornam Porto Alegre melhor

    Quarenta retratos do fotógrafo Gilberto Perin homenageiam a dedicação de quem torna Porto Alegre um lugar melhor para se viver e fazem parte de “Gente da Cidade”, mostra que será aberta em 23 de março (quinta-feira) às 18h30min, no Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (rua João Alfredo, 582, no bairro Cidade Baixa). Entrada franca

    Nilda Felisberta – Foto Gilberto Perin/ Divulgação

    Conforme Perin “Gente da Cidade carrega a beleza e a importância de cada um dos retratados na construção da história de Porto Alegre, cidade em que nasceram ou escolheram para viver”. São retratos que foram realizados nos últimos anos e a seleção priorizou gente da área de Arte e Entretenimento. Depois da mostra, as fotografias serão incorporadas ao acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo para que fiquem registradas essas personagens que participaram da vida de Porto Alegre nos primeiros anos do século 21.

    Marlise Saueressig – foto Gilberto Perin/Divulgação

    O Museu

    O acervo do Museu tem imagens de fotógrafos como Virgílio Calegari, Lunara, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari que mostra a transformação urbana da cidade que surge e se transforma com a interferência constante de quem habita ou transita por ela. A mostra “Gente da Cidade” está em consonância com a missão do Museu que visa dar “ênfase na sua História e Memória, por meio da preservação, pesquisa e comunicação dos bens culturais sob sua guarda”.

    Antonio Carlos Falcão – foto Gilberto Perin/Divulgação

     

    Retratados

    Alice Urbim, Antonio Carlos Borges-Cunha, Antônio Carlos Falcão, Bebeto Alves, Carlos Urbim, Deise Nunes, Eduardo Haesbaert, Fabio Verçoza, Fernando Baril, Gaudêncio Fidelis, Glau Barros, João Carlos Castanha, João Gilberto Noll, Jorginho do Trompete, José Francisco Alves, Julio Zanotta, Leandro Machado, Leonardo Machado, Luis Fernando Verissimo e Lucia Verissimo, Luiz Carlos Felizardo e Maria Isabel Locatelli, Márcia do Canto, Marcos Breda, Mário Röhnelt, Marlise Saueressig, Marta Biavaschi, Miguel Ramos, Nilda Felisberta, Otto Guerra, Paulinho Chimendes, Paulo Gasparotto, Paulo Nascimento, Ricardo Kadão Chaves, Sakae Suzuki, Sirmar Antunes, Suzana Saldanha, Tabajara Ruas, Vagner Cunha, Zé Victor Castiel, Zilah Machado, Zoravia Bettiol.

    Tabajara Ruas – foto Gilberto Perin/ Divulgação

    Gilberto Perin é graduado em Comunicação Social pela PUCRS e se dedica ao audiovisual, seja como fotógrafo, roteirista para séries e filmes, além de diretor de cena. Suas exposições individuais recentes estiveram no MARGS (Porto Alegre), em Lisboa (Portugal) e Genebra (Suíça). Tem dois livros de fotografia publicados, “Camisa Brasileira” e “Fotografias para Imaginar”, além de obras em museus, entidades culturais e coleções particulares no Brasil e Exterior.

    *Com Assessoria de Comunicação
  • Rafael Guimaraens lança edição revisitada de Tragédia da Rua da Praia 

    Rafael Guimaraens lança edição revisitada de Tragédia da Rua da Praia 

    Na semana comemorativa aos 251 anos de Porto Alegre, o escritor e jornalista Rafael Guimaraens 
    lança a 3ª edição do romance Tragédia da Rua da Praia (Libretos, 2023). O evento literário, marcado para o dia 23 de março (quinta-feira), às 19 horas, integra a programação do Festival Histórias do Paralelo 30. Antes da sessão de autógrafos, o autor participa do painel Literatura de realidade: Porto Alegre como tema, com mediação do jornalista Matheus Machado na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48).
    Rafael Guimaraens e Matheus Machado Foto Aline More/ Divulgação

    Tragédia revisitada

    O livro, em sua 3ª edição, conta um episódio marcante em setembro de 1911, nas palavras do autor: “Um audacioso assalto assombra Porto Alegre. Quatro estrangeiros misteriosos deixam um rastro de joias, dinheiro e sangue. Uma fuga alucinada pelas ruas do Centro da cidade. A pé, de carruagem, de bonde, na carroça do leiteiro. Gritos e correrias. A polícia no encalço dos quatro foragidos. Os jornalistas perseguem notícias. O pânico tumultua o cotidiano. Um problema para o governo. Um fôlego para a oposição. O crime vai para o centro da disputa política, para as discussões nos cafés. Competição de manchetes. Tropas em prontidão. Prisões em massa. Os anarquistas em alerta. Os judeus relembram pesadelos. História secretas vêm à tona. Cenas cinematográficas. Um filme sobre o crime é produzido em poucos dias. Metade natural, metade ficção. Tiros e takesTragédia da Rua da Praia é um caso de polícia. E de cinema”. Com nova capa e vinhetas de Edgar Vasques.

     

    Lançamento da 3ª edição do romance Tragédia da Rua da Praia (Libretos, 2023), de Rafael Guimaraens no Festival Histórias do Paralelo 30

    Dia 23 de março (quinta-feira), às 19 horas

    Livraria Paralelo 30 – Rua Vieira de Castro, 48

    Painel Literatura de realidade – Porto Alegre como tema

    Porto Alegre é pródiga em conservar histórias insólitas ou surpreendentes, escondidas ou esquecidas no tempo, à espreita de quem as conte. Com Rafael Guimaraens e mediação de Matheus Machado.

    O escritor RAFAEL GUIMARAES. Foto Aline More/ Divulgação
    Rafael Guimaraens é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Tem uma produção autoral de livros sobre fatos marcantes de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, solidificando sua presença nos setores histórico e cultural.
    Com “Tragédia da Rua da Praia”, de 2005, recebeu o prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, na categoria melhor narrativa longa – este livro teve uma versão em quadrinhos com Edgar Vasques. Seguiram-se “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), e “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009), vencedor do prêmio Açorianos nas categorias Especial e Livro do Ano. Com “A Enchente de 41” recebeu em 2010 o Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores (AGES), como melhor livro de não-ficção. Com “O Sargento, o Marechal e o Faquir” (2016), foi novamente agraciado com o Prêmio da AGES, desta vez na categoria Especial, e com “20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017) ganhou o Prêmio Minuano de Literatura. Publicou “Fim da Linha – Crime do Bonde” em 2018 e no ano seguinte “O Espião que Aprendeu a Ler”, vencendo seu terceiro Prêmio AGES, desta vez em melhor narrativa longa. Em 2021, recebeu menção honrosa do Prêmio Açorianos com “1935”, também na categoria narrativa longa. E, em 2022, lançou “O Incendiário”. Todos esses títulos e os demais foram publicados pela editora Libretos. Em 2022 recebeu o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre por sua contribuição ao jornalismo e à literatura, refletida em sua obra dedicada à memória da cidade.

    Matheus Machado é jornalista com passagem pelo rádio e veículos onde atuou como crítico de cinema e redator. Atualmente, trabalha com podcasts, tema com o qual pretende desenvolver pesquisas científicas a partir da sua monografia, intitulada “A estética narrativa do Praia dos Ossos: uma contribuição para a análise de podcasts”.

    * com Assessoria de Comunicação
  • Livro infanto-juvenil de Chris Dias joga luz sobre a história invisível dos negros

    Livro infanto-juvenil de Chris Dias joga luz sobre a história invisível dos negros

    O livro O Mistério das Histórias Invisíveis, da escritora Chris Dias com ilustrações de Wagner Mello (Editora Acesso Popular), será lançado hoje, a partir das 18 horas, no Armazém Porto Alegre, na Escadaria da Borges.

    A capa com letras pretas brilhantes sobre o fundo preto fosco faz lembrar que, ao jogar luz sobre o que está no escuro, aquilo se torna visível.

    Invisíveis são as histórias que não foram escritas, e por isso acabam esquecidas, como a dos Lanceiros Negros, massacrados durante a Revolução Farroupilha, por muito tempo ignorada.

    Na obra infanto-juvenil, a dupla de estudantes Alice e André precisa cumprir um desafio proposto pela professora e descobrir uma história invisível.

    Transitam pelos fatos históricos que compõe a letra do hino rio-grandense e, entre viagens no tempo e episódios sobrenaturais, desvendam o mistério que levou à falta de reconhecimento ao povo Negro na história do Estado.

    Ao chegarem ao trecho “povo que não tem virtude…”, não conseguem terminar o verso.

    A autora considera este, que é seu 43º título publicado, o mais importante, e com ele quer estimular o debate sobre a sua influência na cultura racista no estado. “É uma canção que ficava dentro de mim sem que esse tema pudesse ser processado. Eu considero esse livro o mais importante que já escrevi porque eu estava descortinando isso em mim e ajudando a descortinar no outro ao apresentar um assunto que é polêmico na origem, na essência, e que a prática do antirracismo na construção de uma sociedade mais justa passa por aí”, reflete. 

    Para Chris Dias, essa é uma causa coletiva e ao mesmo tempo de cada um. Ela a acredita que os casos de racismo que acontecem no Rio Grande Do Sul, de certa forma, são autorizados pelo hino. “É por isso que desconstruir esse cântico é muito importante. Talvez refletir sobre ele seja uma forma muito potente de investir sobre o tema. A minha contribuição é fazer pensar, do mesmo jeito que eu fiz internamente. Como perceber as coisas que estão aí e parecem óbvias”, entende a escritora.

    Sobre a Autora: 

    @chris_dias_escritora

    Facebook: Christina Dias 

    Chris Dias nasceu e vive em Porto Alegre. É escritora e ministra cursos para professores e interessados na leitura literária e produção cultural para a infância. 

    Há 18 anos teve o seu primeiro livro publicado para o público infantil e desde lá acumulou 42 títulos em editoras de todo o país. Alguns dos seus livros receberam o Prêmio Açorianos de Literatura Infantil, Prêmio AGES e IEL- Associação gaúcha de escritores e figuraram entre os finalistas do Prêmio Jabuti. 

    Seus mais recentes títulos são Ninguém Aprende Samba no Colégio (Ed. Globo), Clara, Clarita, Ita – um passeio na obra de Clara Pechansky (Ed. Acesso Popular), Jogos depois da chuva e Então quem é? (FTD). Este último esteve no Catálogo de Bologna, na maior feira de livros para a  infância do mundo.

    Além de livros impressos, conta com onze títulos na Biblioteca Digital Elefante Letrado.

    Seu projeto mais recente é o Kombina – um ponto de Cultura Móvel, instalado em uma Kombi, que leva artes integradas por onde passa. Já percorreu mais de 200 cidades de Santa Catarina, Paraná, e Rio Grande do Sul, e uma turnê pelo Uruguai. Recebeu os Prêmios Inovação Empreendedora do PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade) e Viva Leitura, do Ministério da Educação.

    Participa dos principais projetos de leitura do Estado, entre eles Autor Presente, Adote um Escritor e Leituração. Já participou de festas literárias em mais de 100 municípios do RS, tendo sido patrona e homenageada em muitas delas. Ressalta como referência, a feira de Bento Gonçalves onde foi patrona da primeira feira de livros infantis do Estado e da feira voltada ao público adulto.

     

  • Exposição inédita reúne 160 obras de Athos Bulcão em Porto Alegre

    Exposição inédita reúne 160 obras de Athos Bulcão em Porto Alegre

    Marcia Turcato

    O Farol Santander apresenta pela primeira vez em Porto Alegre obras de Athos Bulcão, um artista
    completo. Seu trabalho experimentou o desenho, pintura, painéis, vestimentas e paramentos litúrgicos. Sua grande marca é a integração da arte na arquitetura, como mostram os muros escultóricos do Congresso Nacional e também do Hospital Sarah Kubitschek, onde o artista faleceu aos 90 anos, vítima do Mal de Parkinson, em Brasília, em 2008.
    A exposição Athos Bulcão no Farol Santander faz um recorte desta fabulosa e extensa obra. Mais de 160 obras do artista podem ser visitadas no mezanino do prédio e também na área externa, permitindo uma ampla experiência para o público. O conjunto destaca pinturas, projetos e desenhos, peças gráficas, painéis de azulejos, fotomontagens, máscaras e objetos do período de
    1940 a 2000.
    Três jogos de diferentes padrões de azulejos criados pelo artista, estão em uma das salas do mezanino, e permitem que o público tenha a experiência de criar sua própria obra de arte. Na área externa, dois cubos com fachadas de azulejos de diferentes cidades do Brasil e do exterior,
    chamam o público para conhecer o trabalho de Athos no interior do Farol. Como dizia o próprio artista, “a arte existe para impactar, para provocar as pessoas”.
    O legado doado pelo artista está preservado na Fundação Athos Bulcão, em Brasília. Este acervo inclui as criações de ateliê – desenho, pintura, gravura, fotomontagem, objetos, o trabalho gráfico em jornais, revistas, livros e capas de discos. Athos se destacou em seu diálogo direto com a
    arquitetura, mas sua obra vai muito além disto.
    Nascido no bairro carioca do Catete em 1918, Athos seguiu o roteiro obrigatório daquela época para jovens ricos ou de classe média, estudar Medicina, Engenharia ou Direito. No seu caso, ficou com a primeira opção, mas abandonou o curso em 1939 para se dedicar à arte. Em 1948 recebeu
    uma bolsa de estudos do Governo Francês e foi estudar em Paris. Retornou ao Brasil em 1949, e em 1952 foi admitido no serviço de documentação do Ministério da Educação e Cultura, e mais tarde passou a colaborar em projetos do arquiteto Oscar Niemeyer, com quem fez parceria nas obras de construção de Brasília e também com o premiado arquiteto João Filgueiras Lima.
    Em 2018, uma grande exposição em Brasília foi organizada para marcar os 100 anos do fantástico
    artista, que teve a capital da República como o principal cenário de suas obras monumentais.

    A iniciativa do Farol Santander Porto Alegre traz de volta ao cenário cultural a variada obra de Athos Bulcão, um artista que atravessou o século sempre empolgando o público e os críticos.
    A curadoria da exposição Athos Bulcão é de Marília Panitz e André Severo e a produção é de Daiana Castilho Dias, presidenta do IPAC- Instituto de Pesquisa e Promoção da Arte e Cultura.
    Agenda
    No âmbito da exposição de Athos Bulcão será realizada uma série de atividades no Farol Santander para aproximar ainda mais o público da obra do grande artista. Para participar, as inscrições podem ser feitas no portal do centro cultural https://www.farolsantander.com.br/#/poa/
    e também no endereço athosbulcao.4artproducoes.com.br
    Dia 27/03 às 19h
    Bate papo do artista plástico, professor e psicanalista Carlos Lin com professores.
    Dia 29/03, às 19h
    Encontro com os curadores Marília Panitz e André Severo. Marília Panitz é mestre em arte contemporânea, teoria e história da arte pela Universidade de Brasília (UnB) e desde 2001 trabalha com projetos de curadoria. André Severo, ex-diretor do Farol Santander, é  curador, produtor cultural e artista, trabalha com várias técnicas, incluindo fotografia, instalação, performance e filme.
    Dia 30/03 às 19h
    Encontro com os curadores e a convidada Maria Ivone dos Santos, artista e pesquisadora, professora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DAV-UFRGS). Maria Ivone desenvolve e orienta pesquisas com foco em processos artísticos que transitam entre arte e arquitetura, urbanismo, geografia e literatura.