Autor: da Redação

  • Arte como Ciência apresenta  “Infância e cena contemporânea”  com  Melissa Ferreira

    Arte como Ciência apresenta “Infância e cena contemporânea” com Melissa Ferreira

    O projeto Arte como Ciência segue investigando a relação entre o universo infantil e a cena. O assunto já foi abordado no especial de janeiro, por artistas-cientistas de oito países e, em fevereiro, pelo pesquisador cubano Luvel García Leyva. Em outubro, o projeto convida a artista, pesquisadora e professora na área das artes cênicas Melissa Ferreira para falar sobre Infância e Cena Contemporânea. A live acontece no dia 05 de outubro, às 14:30, com transmissão pelo youtube no canal do projeto e integra a programação do Simpósio Internacional –  Artes da Cena e Infâncias: Crianças como performers, organizado por Melissa.

    Autora do livro Isto não é um ator: O teatro da Socìetas Raffaello Sanzio (Perspectiva, 2016), ela, atualmente, desenvolve o projeto de pós-doutorado “Presenças da Infância na Cena Contemporânea” no Instituto de Artes da Unicamp e no Martin E. Segal Theatre Center da City University of New York com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

    Para Melissa, a prática artística está integrada às suas pesquisas acadêmicas em projetos que promovem parcerias criativas entre crianças e artistas e em performances autobiográficas nas quais apura a própria infância.

    Melissa Ferreira. Autorretrato/ Divulgação

    Ela examina processos criativos, espetáculos teatrais, performances e programas formativos com o objetivo de entender as implicações políticas, estéticas e éticas da participação de crianças em práticas artísticas contemporâneas. “O reconhecimento de que são produzidos saberes específicos em experiências artísticas com crianças pode revelar caminhos para a consolidação das pesquisas em artes, nas quais os movimentos criativos são parte da análise e para a renovação das concepções de educação e de formação em outras áreas do conhecimento”, afirma.

    O Simpósio Internacional ‘Artes da Cena e Infâncias: Crianças como Performers’ acontece de forma online nos dias 05, 07, 13 e 20, 27 de outubro e 04 de novembro de 2021. O evento, coordenado por Melissa, é uma iniciativa do Laboratório de Atuação e Saberes da Prática e do Programa de Pós-graduação em Artes da Cena do Instituto de Artes da Unicamp. Por meio de palestras e encontros com artistas, o Simpósio estimulará reflexões sobre a participação de crianças como performers e colaboradoras na cena teatral contemporânea.

    Sobre a entrevistada:

    Melissa Ferreira é diretora teatral, performer, pesquisadora e docente na área das artes cênicas. Autora do livro “Isto não é um ator – O teatro da Socìetas Raffaello Sanzio” publicado pela editora Perspectiva em 2016. É doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina, com residência de pesquisa na sede da companhia Socìetas Raffaello Sanzio, em Cesena, na Itália. Mestre em Teatro e graduada em Artes Cênicas pela UDESC. Integrante dos seguintes grupos de pesquisa (CNPq): “Percursos de Performatividade: Mediterrâneo, África, Américas” (UDESC), “Pedagogia do Teatro” (UDESC) e “Os processos criativos nas artes da cena e os saberes da prática” (UNICAMP). Como artista, participou de festivais no Brasil, Itália, Alemanha e Costa Rica. Atua principalmente nas seguintes áreas: pedagogia do ator, do teatro e da performance, direção teatral e produção cultural. Foi professora do Departamento de Artes Cênicas da UDESC de 2009 a 2017. Fez estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto, de 2015 a 2018, com bolsa CAPES. Em 2019-2020 fez estágio de pesquisa no Martin E. Segal Theatre Center, na City University of New York (CUNY), como parte do pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes da Cena da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com o projeto “Presenças da infância na cena contemporânea”, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

    Serviço:

    Arte como Ciência | Episódio 09

    Episódio do Arte como Ciência em parceria com o  CBTIJ/ASSITEJ Brasil e participação de Melissa Ferreira.

    Data: 05 de outubro de 2021 |  terça-feira | 14:30 (BRT)

    Locais: Canal artecomociencia no youtube – via endereço ->https://youtu.be/x8rk4ebzfIk

    Página do Facebook Arte como ciência – via endereço -> https://www.facebook.com/artecomociencia/videos/

    Breve histórico do projeto:

    Arte como Ciência surgiu em 2020, durante a pandemia da COVID-19, para discutir o papel social da arte por meio de diálogos entre profissionais que realizam seu trabalho na articulação da criação artística com reflexões sobre como a especificidade da arte apoia ou transforma as estruturas sociais. A idealização pedagógica foi criada por Viviane Juguero, com base em teorias e práticas desenvolvidas por ela através de seu trabalho artístico e acadêmico. A coordenação técnica do projeto é liderada pela produtora, artista e pesquisadora acadêmica Daniela Israel. Além disso, o artista e pesquisador Cleiton Echeveste coordena a equipe de tradução solidária, devido ao caráter internacional do projeto, além de representar o CBTIJ/ASSITEJ Brasil, relevante parceiro do projeto.

    Em 2020, foram apresentados quatro episódios – o lançamento da proposta do projeto, com profissionais de diversos países, além de novas entrevistas com Jessé Oliveira e Richard Serraria, do Brasil, e Kathy Perkins, dos EUA. Em 2021, o projeto apresentou, em parceria com a CBTIJ/ASSITEJ Brasil, o debate virtual “Arte para Crianças e Jovens” com Clarissa Malheiros (México), Idris Goodwin (EUA), Jerry Adesewo (Nigéria), María Inés Falconi (Argentina), Imran Khan (Índia) e Yuck Miranda (Moçambique), com mediação de Viviane Juguero (Brasil/Noruega). Ainda, sobre criança e arte, foi produzida uma entrevista com o pesquisador cubano Luvel García Leyva. Em agosto, a entrevista mais recente foi com Dedy Ricardo, que falou sobre Drama e Cultura Negra na Educação Básica.

    Em 2021, destacamos a realização da série especial Arte como Ciência: Raízes que reverencia e reflete sobre a relevância da trajetória profissional de importantes nomes da cultura gaúcha com mais de sessenta anos e oriundos de grupos sociais desfavorecidos: Vera Lopes, Mestre Pernambuco, Irene Santos, Zé da Terreira e Seli Maurício. Essa série incluiu a produção de webdocumentários sobre o trabalho de cada artista e mesas redondas virtuais, compostas por especialistas em cada tema central. Detalhes sobre a proposta e links para todos os vídeos estão disponíveis no site artecomociencia.com.

    Nossos canais de comunicação:

    Site oficial: https://www.artecomociencia.com/

    Canal no Youtube: artecomociencia

    Instagram: @artecomociencia | https://www.instagram.com/artecomociencia/

    Facebook: /artecomociencia 

    .
    .
    .
    .
    .
  • Filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil” mostra o gaúcho do Pampa

    Filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil” mostra o gaúcho do Pampa

    direção de Ralf Tambke, o filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil”, dá visibilidade para um ofício que é pouco conhecido da maioria da população urbana do país, o vaqueiro. Realizado pela Plural Filmes numa coprodução com Globo Filmes e GloboNews, foi rodado em quatro regiões do país – Caatinga, Amazônia, Pantanal e Pampa. O filme será exibido primeiramente em salas de cinema e depois na plataforma Globoplay, a partir do dia 30 de novembro, e no canal GloboNews.

    Depois de três anos de trabalho de pesquisa, “Bravos Valentes” apresenta quatro personagens e, através deles, a ideia de conhecer diferentes territórios Brasileiros, nos seus múltiplos aspectos socioambientais e culturais. A equipe percorreu paisagens distintas, em diferentes estações, reforçando a relação dos personagens com os ciclos da terra, com o tempo e as transformações ao longo do ano.

    Convivendo com os personagens, Ralf registra seus dias, mostrando que o trabalho do vaqueiro está além do manejo do gado, revelando quase que uma simbiose, cada um como elemento do lugar que ocupa, cada qual como parte daquela terra.

    No Rio Grande do Sul, quase Uruguai, na região de Palmas, localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do rio Camaquã, com o vento minuano e as baixas temperaturas que caracterizam um inverno incomum na maior parte do país, o personagem escolhido foi Afonso Manuel Collares da Silva, 73 anos. Junto ao seu cavalo Crioulo, cães ovelheiros e rebanhos de gado e ovelhas, Silva traz com ele o orgulho gaúcho da arte de camperear, laçar, valorizar sua cultura, herança dos índios charruas e minuanos.

    No Brasil, o Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho e também porções dos territórios da Argentina e Uruguai. Os Campos da Região Sul do Brasil são denominados como “Pampa”, que vem do dialeto Quíchua, que significa região plana.

    A região de Palmas, tem características diferenciadas dentro do Pampa gaúcho, constituído principalmente por vegetação campestre de gramíneas, herbáceas e algumas árvores. Palmas tem formações rochosas, onde se pratica o ecoturismo. Essas formações de pedras gigantescas serviram de esconderijo durante a Revolução Farroupilha – 1835/1845.

    Também inclui o Rincão do Inferno, que também serviu de refúgio para os africanos que fugiam do sistema escravocrata imposto pelos fazendeiros da região. Assim o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas.

    Essa região é chamada pelos geólogos de Escudo Rio-Grandense, uma plataforma triangular, com uma área total de 48 mil km2. Originou-se de rochas que se fundiram sob pressão e calor intensos no interior da terra e depois emergiram, elevando-se à altura das montanhas. Hoje, desbastadas e fendidas pela erosão de milhares de anos, essas rochas formam as pequenas serras de cumes arredondados que dominam a paisagem.

    Os outros três personagens do filme são Maria Eduarda Lopes da Silva, de Moreilândia, no semiárido pernambucano, vaqueira e estudante do Instituto Federal do Crato; Adelino Borges, do Pantanal sul do Mato Grosso, descendente dos Guaicurus, indígenas cavaleiros que ocupavam toda aquela região no passado, mestre na doma racional do cavalo pantaneiro; e Pedro Costa, vaqueiro de Cachoeira do Arari, falecido após a filmagem, do arquipélago do Marajó, na foz do rio Amazonas, onde se concentra o maior rebanho de gado búfalo do país.

  • Uma exposição histórica, na Galeria Duque, celebra os 60 anos do Atelier Livre

    Uma exposição histórica, na Galeria Duque, celebra os 60 anos do Atelier Livre

    O Atelier Livre Xico Stockinger representa boa parte da história da arte do Rio Grande do Sul. O espaço, localizado no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, transcende à sua localização física e se configura como ambiente dos grandes mestres e berço dos primeiros passos de muitos artistas gaúchos. Essa trajetória será contada em imagens na Galeria e Espaço Cultural Duque, na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. A exposição 60 anos de Atelier Livre inicia no sábado, 2 de outubro, e vai até 20 de novembro, com a curadoria de Daisy Viola e José Francisco Alves. O evento integra as ações de comemoração pelos 9 anos da Galeria Duque, que serão celebrados em novembro.

    Obra de Zoravia Bettiol/ Divulgação
    Obra de Zoravia Bettiol/ Divulgação
    Obra de Henrique Fuhro/ Divulgação

     

    “O Atelier Livre é mais que um lugar, é um espaço. Não só físico, é um espaço na vida de quem o frequenta ou um dia frequentou. Não há quem esqueça de sua passagem por ali. Orgulha-me viver em uma cidade que oferece ao seu público uma escola de arte livre para adultos, um lugar onde as pessoas se sentem iguais, lado a lado, mesmo sendo muito diferentes, vindas de universos muitas vezes opostos, de tempos distantes. Ali, o assunto é comum. Uma cor ou pincelada que transformam colegas em amigos. Parece que a porta de vidro que separa e une o Atelier do Centro Municipal de Cultura é uma passagem secreta para um mundo mágico, onde todos ficamos mais próximos de realizar nossos sonhos de expressão artística”, discorre Daisy.

    Obra de Xico Stockinger/Divulgação
    Obra de Vasco Prado/ Divulgação
    Obra de Iberê Camargo/ Divulgação

    Criada em 1961, a partir de curso no ano anterior ministrado por Iberê Camargo, a escola foi criada pela Prefeitura de Porto Alegre para propiciar um novo espaço de aprendizado artístico, uma experiência coletiva, livre, sem finalidade de obtenção de diploma ou assemelhados. Desde lá, o objetivo do Atelier Livre foi e continua sendo o mesmo: a experimentação de técnicas; a existência de um espaço de trabalho para os artistas produzirem suas obras, sob orientação de professores-artistas; o intercâmbio com artistas do Brasil e exterior; a realização de exposições e eventos; a divulgação da história da arte e da profissionalização da arte.

    Berço da arte

     A exposição que comemora os 60 anos do Atelier Livre vai apresentar obras de artistas que fizeram parte da história dos primeiros anos do Atelier, na década de 60 até os anos 90, com trabalhos que integram o acervo da Galeria Duque, selecionados a partir da curadoria de José Francisco Alves. Essa parte, que ocupa os dois primeiros andares da galeria, destaca obras de grandes nomes como Xico Stockinger, Vasco Prado, Danúbio Gonçalves, Iberê Camargo, Magliane, Zoravia Bettiol, Ado Malagoli, Alice Soares, Enio Lippmann, Henrique Fuhro, Paulo Peres, Paulo Porcella e muitos outros que fizeram parte dessa história.

    Um dos curadores da mostra, José Francisco Alves . Foto Gilberto Perin/ Divulgação

     

    Obras de Ado Malagoli/ Divulgação

    No terceiro andar da Galeria Duque, a mostra apresenta a produção das gerações mais recentes do Atelier Livre, a partir de 1991, demonstrando o vigor das jovens produções e a busca pela profissionalização. “No quarto andar, faremos uma homenagem ao artista e professor Wilson Cavalcanti, o Cava. Essa será uma exposição só de alunos dele, um artista que atravessou toda a história do Atelier, tendo iniciado como aluno lá no comecinho do espaço e se aposentado como professor há poucos meses”, conta Daisy.

    Obra de Paulo Porcella/ Divulgação
    Obra de Paulo Peres/ Divulgação
    Adrianao Mayer – _Rúbia_ Mármore Napoleon 2018 – foto do artista

    O terceiro e o quarto andar serão ocupados por essa nova geração de artistas e grupos que fazem e continua fazendo parte da história do Atelier Livre: Adma Corá, Adriano Mayer, Aglae Freitas, Ana Alvares Tita, Antônio Sobral, Carmen Lúcia Nieder (Tuche), Daniele Almirom, Denise Haesbaert, Dirnei Prates, Edemir Wandescheer, Elisa Troglio Fróes, Graça Craidy, Isabel Ferreira, Jonas Figur, José Kanan, Luciano Machado, Luck Herbert, Lúcio Spier, Marcelo Monteiro, Maria Nazaré Melo, Milton Caselani, Rairaa Noal, Raquel Fontoura, Ricardo Aguiar, Ricardo Olszewski, Rosane Morais, Rogério Livi, Rogério Maduré, Solange Stangler, Tereza Albano e Zeca Albuquerque, além do Grupo Gralha Azul (Mara Caruso), e da Confraria da Pedra (Francisco Alves). Também haverá uma intervenção na fachada central com os barquinhos de papel do Roberto Freitas.

    Obra de Iberê Camargo/ Divulgação
    Obra de Iberê Camargo/ Divulgação
    Obra de Alice Soares/ Divulgação

     “O Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, denominado “Xico Stockinger” em 2012, em reconhecimento a um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, passou nessas seis décadas por altos e baixos, quatro sedes, abundância e carência de recursos públicos, maior ou me/nor reconhecimento por parte das autoridades municipais, mas segue em atividade, apesar das dificuldades, da pandemia e dos novos desafios. Esta exposição é um exemplo de parte de seu legado; é o momento de homenagearmos os seus 60 anos, que não poderiam deixar de ser celebrados”, destaca o curador José Francisco Alves.

    Obra de Henrique Fuhro/ Divulgação
    Obra de Enio Lippmann/ Divulgação
    Obra de Elisa Troglio/ Divulgação

    Agenda:

    Exposição: 60 anos de Atelier Livre
    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissagem: sábado, 2 de outubro, das 11h às 17h
    Período da exposição: de 2 outubro até 20 de novembro
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 11h às 17h
    Entrada Franca

    Obras de Danúbio Gonçalves/ Divulgação
  • Margs e o Consulado-Geral dos EUA em Poa anunciam projeto conjunto

    Margs e o Consulado-Geral dos EUA em Poa anunciam projeto conjunto

     

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre anunciaram o “Projeto de Digitalização do Acervo Documental do MARGS”.

    A iniciativa será financiada com recursos do Fundo de Embaixadores para Preservação Cultural (Ambassadors’ Fund for Cultural Preservation – AFCP). Viabilizando, por meio da Associação de Amigos — AAMARGS, a compra de equipamentos e a contratação de serviços especializados por profissionais que se somarão à equipe do Museu, a iniciativa garantirá que toda a coleção de arquivos do Margs, estimada em mais de 250.000 páginas, seja convertida para formato digital e ofertada em plataforma online — o Tainacan, um repositório digital com software livre.

    Assim, será oportunizado acesso público e irrestrito em meio digital a um acervo de arquivos que faz do Margs um centro de referência documental para a pesquisa, o estudo e a preservação da memória visual e artística sul-rio-grandense e brasileira (nas áreas de artes visuais, história da arte, patrimônio e museus/instituições, entre outras).

    Além de proporcionar maior alcance na disponibilização do Acervo Documental do Margs à sociedade, o Projeto de Digitalização oportunizará também maior facilidade de consulta às informações históricas documentadas pelo Museu para todos os interessados, como estudantes e pesquisadores, e mesmo para o público em geral. Ao mesmo tempo, garantirá a preservação e a segurança desta importante coleção documental pública, cuja totalidade se encontra até aqui apenas em formato físico.

    Edição especial

    O projeto encaminhado pelo Margs foi contemplado na edição especial dos 20 anos do Fundo com o valor de US$ 42.000 e também inclui o intercâmbio de funcionários do museu gaúcho e de museus americanos. O Fundo dos Embaixadores é administrado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA. Os recursos são destinados a projetos para a preservação do patrimônio cultural em países menos desenvolvidos, incluindo edifícios históricos, sítios arqueológicos, objetos etnográficos, pinturas, manuscritos e línguas indígenas e outras formas de expressão cultural tradicional.

    “Para os Estados Unidos, essa parceria consolida ainda mais nosso relacionamento com o Rio Grande do Sul e apoia os objetivos e valores da política do governo americano no Brasil, como a inclusão, permitindo que todos os brasileiros tenham acesso à extensa coleção de vídeos, fotografias, livros, periódicos e outras publicações relacionadas à produção das artes visuais no Rio Grande do Sul”, disse o Encarregado de Negócios da Missão dos EUA no Brasil, Douglas Koneff.

    O “Projeto de Digitalização do Acervo Documental” é o passo seguinte ao processo pelo qual o Acervo Artístico do Museu passou entre 2011 e 2012, quando foi realizada a digitalização da coleção de obras de arte, resultando no Catálogo Geral do Museu (2013, em formato físico) e no Catálogo Online, que oferece acesso e consulta permanente em meio digital no próprio site do Museu, sendo atualizado constantemente com as novas entradas e aquisições.

    O diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol, assinala que desde 2019, quando assumiu a Direção, a meta colocada foi prosseguir avançando nas melhorias do Museu em termos de preservação, segurança e qualificação. O que tem a ver diretamente com uma diretriz assumida como visão estratégica no âmbito da recriação da Sedac, pela Secretária Beatriz Araujo, sendo também uma visão de valor que o governador Eduardo Leite dedica e destina à cultura.

     

    Projetos prioritários

    “O Acervo Documental do Margs é uma referência para os campos das artes visuais, da história da arte e da memória artística sul-rio-grandense e mesmo do Brasil. Reconhecendo isso, desde que assumi a Direção do Museu, a busca pela sua digitalização se colocou como um dos projetos prioritários, e que agora começa a se oportunizar graças à parceria com o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre. Ao ampliarmos o alcance da disponibilização deste acervo documental que conta e preserva grande parte de nossa memória visual e artística, estaremos proporcionando uma maior democratização quanto ao acesso público ofertado para a sociedade. Ao mesmo tempo, estaremos assegurando a preservação e perpetuação desta coleção, que contempla tanto a história institucional do Margs quanto a de artistas, críticos, historiadores da arte e demais agentes e instituições do sistema artístico. Tudo isso se reveste de significados ainda mais profundos e especiais em se tratando de um Museu público do Estado do RS, voltado desde sua origem e sempre à sociedade gaúcha e sua comunidade artística”, comenta o diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol.

    “A Secretaria de Estado da Cultura está sempre atenta às demandas das instituições museológicas. Esta parceria com o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre reafirma o nosso compromisso com a preservação do patrimônio cultural. E tão importante quanto é o fato de estudantes, pesquisadores e o público em geral terem acesso, por meio da internet, a esta importante coleção documental pública, cuja totalidade se encontra em formato físico”, celebra a secretária de Estado da Cultura do RS, Beatriz Araujo.

    A coordenação do Projeto de Digitalização do Acervo Documental do Margs, que está previsto para ser realizado ao longo de 12 meses, estará a cargo de Raul Holtz, responsável pelo Núcleo de Acervos e Pesquisa do Museu. Servidor de carreira do Estado do RS, com formação em Arquivologia (UFRGS), Holtz traz experiências de atuação em projetos anteriores, em especial o de digitalização do Acervo Artístico do Margs, o qual coordenou durante sua realização entre 2011 e 2012.

    “O Projeto de Digitalização do Acervo Documental do Margs tem por objetivo oportunizar o acesso universal aos documentos que registram a história do Museu desde a sua criação até os dias de hoje, e também a nossa história artística. A digitalização oportuniza e garante o início de um processo mais extenso e que se dará de forma continuada, com a atualização constante dos novos documentos que forem ingressando, e mais à frente com a etapa que possibilitará cruzamentos entre os itens do Acervo Documental e do Acervo Artístico do Margs. Ou seja, entre as obras de arte e os documentos relacionados”, declara Raul Holtz.

    Histórico do Museu

    O Margs foi criado em 1954 por decreto do Governo do Estado do RS, sem sede nem acervo inicial. Depois de passar os anos iniciais sendo organizado e com a coleção em constituição, foi inaugurado oficialmente em 1957, tendo como primeira sede o Theatro São Pedro.

    Em 1973, o Margs precisou se mudar, em razão das obras de restauro do Theatro São Pedro, instalando-se em dois andares do Edifício Paraguay, sede do antigo Cotillon Club, localizado na Avenida Salgado Filho, no centro de Porto Alegre.

    Desde o final dos anos 1970, o Margs ocupa a atual sede, um prédio histórico na Praça da Alfândega, no Centro da cidade de Porto Alegre.

    Seu Acervo Artístico reúne mais de 5.000 obras de arte, desde a primeira metade do século 19 até os dias atuais, incluindo arte acadêmica, moderna e contemporânea. Assim, abrange diferentes linguagens das artes visuais, como pintura, escultura, gravura, cerâmica, desenho, arte têxtil, fotografia, instalação, performance, arte digital e design, entre outras. Esse acervo de arte do Museu é composto por arte brasileira, com ênfase na produção de arEstas gaúchos (do Rio Grande do Sul), e também por obras de arEstas estrangeiros, da qual conta com nomes significaEvos da arte mundial.

    Histórico do Acervo Documental

    Nos anos 1970, os trabalhos e as atividades do Margs passaram por uma maior organização nas diversas áreas, conforme suas competências e atribuições. Assim, foram instituídos diferentes Núcleos, cada qual dando conta de setores específicos, como prossegue ainda hoje, com algumas alterações que resultaram de reformulações e reformas administrativas das gestões até aqui.

    Em 1975, o Margs começou a documentar sistematicamente suas atividades e refletir sobre o campo artístico através de boletins informativos, que ao longo dos anos transformaram-se em verdadeiras revistas de arte, com artigos e entrevistas. Os Boletins depois seriam substituídos pelo folheto Em Pauta, que circulou até 1998.

    Entre 1981 e 1986, o Acervo Documental ganhou fôlego com a doação de 796 pastas do colecionador e artista Cláudio Morrain, contendo 15 mil recortes de jornal e 3 mil catálogos de exposições. Este acervo daria início aos chamados dossiês de artistas plásticos, existentes até hoje.

    Também incorporou importantes acervos documentais particulares, como do artista Iberê Camargo e do crítico Aldo Obino.

    Panorama do Acervo Documental

    O Acervo Documental do Museu conta com mais de 8 mil publicações bibliográficas e 5 mil pastas contendo documentos sobre a trajetória de artistas e a história de agentes do sistema artístico.

    Assim, além de documentos históricos e administrativos desde a fundação do Margs, em 1954, o Acervo Documental se destaca também pelo expressivo conjunto de documentos relacionados à produção sul-rio-grandense de artes visuais, com especial atenção à biografia e à obra de artistas e demais profissionais com destacada trajetória e reconhecimento no meio artístico. Os assuntos estão organizados segundo uma hemeroteca.

    Quanto a coleção bibliográfica, é formado por volumes, catálogos de exposições, periódicos, álbuns e figuras. Há também uma coleção de vídeos e arquivos fotográficos.

    Atualmente, o Núcleo de Acervos e Pesquisa do Margs é responsável pela guarda, documentação, catalogação, organização e gestão dos Acervos Artístico e Documental do museu, fornecendo subsídios para a pesquisa, o estudo, a conservação, o restauro e a exibição de obras, documentos e demais itens pertencentes ao Museu. Ao zelar pela manutenção dos acervos mantidos sob guarda do Margs, atua no sentido de garantir a sua preservação e conservação.

    É também atribuição do Núcleo de Acervos e Pesquisa supervisionar o acesso ao acervo e aos arquivos sob sua guarda. E, juntamente ao trabalho interno de documentação e de pesquisas que subsidiam os projetos curatoriais, educativos e editoriais do Museu, presta atendimento a pesquisadores externos mediante solicitação e agendamento prévio.

     

    Números do Acervo Documental História e memória institucional do Margs:

    > 114 pastas A-Z: em torno de 57.000 páginas abrangendo o período de 1954 a 2021

    > Em torno de 1.000 exemplares de Publicações do Margs

    Acervo documental de artistas:

    > Mais de 4.000 pastas sobre a trajetórias dos artistas

    > Documentação de mais de 1.800 artistas

    Hemeroteca de assuntos de artes visuais e patrimônio:

    > Em torno de 65.000 páginas e recortes de jornais.

    Acervo bibliográfico:

    >  Mais de 5.000 livros sobre artes visuais;

    > Coleção de mais de 6.500 catálogos

  • A poesia de Melina Guterres, interpretada por 20 artistas visuais de Santa Maria.

    A poesia de Melina Guterres, interpretada por 20 artistas visuais de Santa Maria.

     

    A obra literária da jornalista e poeta Melina Guterres é o tema da exposição de artes visuais “Andorar – A poesia de Melina Guterres”, que abre nessa terça-feira, dia 28 de setembro,  no espaço expositivo da CESMA em Santa Maria.

     

    Obra de Denise Wichmann/ Divulgação
    Obra de Suzane Kochhann/ Divulgação

    A mostra propõe uma visão interpretativa da poesia da autora em diferentes suportes artísticos, por 20 artistas visuais. As obras foram criadas a partir da visão de mundo da poetisa e reflete o movimento entre as artes visuais e a literatura, numa experiência estética que se assemelha à narrativa visual e verbal, imagem e palavra, além da originalidade da criação artística contemporânea.

    Obra de Cris Salgado/ Divulgação
    Obra de Marilene Nunes/ Divulgação

    Segundo a curadora da mostra, Suzane Kochhann,  também artista visual”” a poesia de Melina Guterres visita questões relativas ao cenário político e social do Brasil, além de notas de intimismo construídas a partir de percepções, observações interpessoais, vivências pessoais e profissionais”

    Os poemas selecionados contaram com a curadoria literária da escritora e jornalista Maria Alice Bragança e pelos artistas participantes.
    Obras de Ana Dornelles Macedo/ Divulgação
    Para Susane, “a ideia de fazer uma exposição de poesias interpretadas por artistas visuais surgiu quando fiz a curadoria de outra exposição sobre os contos de Caio Fernando Abreu, em Santiago-RS, no ano de 2019. Durante esse tempo, acompanhei a através das redes sociais e os saraus de poesia que Melina organizava a poesia que ela criava. A sensibilidade inquietante e, por vezes, visceral de suas palavras me permitiram visualizar mentalmente o que Melina expressava. Mas era a minha interpretação. Outro artista poderia sentir ou visualizar outras percepções diferentes da minha. E por essa diversidade de percepções e sensações que as palavras revelam, propus a Melina realizar a exposição”.
    Obra de Jane Zofoli/ Divulgação
    Artistas participantes:
    Adéli do Canto, Ana Dornelles Macedo Andrea Capssa Ana Maria Assis Brasil, Cris Salgado Denise Wichmann, Ive Flores, Jane Zofoli, Jordana de Moraes, Kalu da Cunha Flores Karina Maia, Luís Fleck, M. Flowers, Marilene Nunes, Marília Chartune. Miguel Vasquez, M. Rosalia, Patrícia Felden, Polin Moreira e Tatiana Barrios Vinadé

    Curadora Artística: Susane Kochhann

    Homenageada: Melina Guterres
    Jornalista. Fundadora da plataforma Rede Sina (2015). Trabalhou para Uol, Estadão, Folha de São Paulo, Revista Istoé. É roteirista associada a ABRA-Associação Brasileira de Autores Roteiristas. Teve argumento de longa-metragem contemplado internacionalmente no Programa Ibermedia. Além gerir a Rede Sina, apresenta o programa Em Pauta. Tem poema publicada em livro na Unesco. Escreve e compartilha seus poemas online nas redes sociais. Mais sobre em: https://linktr.ee/melinq
  • Fabrício Carpinejar, que foi “alfabetizado pela poesia”, é o patrono da Feira do Livro de 2021

    Fabrício Carpinejar, que foi “alfabetizado pela poesia”, é o patrono da Feira do Livro de 2021

    Fabrício Carpinejar é o patrono da 67a. Feira do Livro de Porto Alegre, que este ano terá uma versão híbrida:  parte presencial, com 56 barracas na Praça da Alfângega e uma programação on line no You Tube.

    A feira  estende-se de 29 de outubro a 15 de novembro.

    Aos 49 anos, Carpinejar tem o DNA da literatura e da poesia: e filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar. Foi alfabetizado  em casa, pela mãe. “Me alfabetizei com poesia, sou filho da poesia”, disse ele ao apresentar-se  como patrono nesta segunda-feira, 27.

    Formado em jornalismo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde tornou-se, também, mestre em Literatura Brasileira, em 2001.

    Seu primeiro livro, “As solas do sol”, foi lançado em 1998. Desde então mantém uma produção intensa. Com a antologia “Caixa de Sapatos”, em 2003, ganhou projeção nacionhal como escritor.

    Tem quarenta e três livros publicados, entre poesia, crônicas, infanto-juvenis e reportagem. É detentor de mais de 20 prêmios literários.

    Foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes na internet. Seus guardanapos digitais são uma febre entre os internautas e as suas postagens ultrapassam mais de um milhão de leitores.

    Livros publicados
    1998 – As solas do sol
    2000 – Um terno de pássaros ao sul
    2001 – Terceira sede
    2002 – Biografia de uma árvore
    2003 – Caixa de sapatos (antologia)
    2004 – Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa
    2005 – Como no céu/Livro de visitas
    2006 – O Amor Esquece de Começar
    2006 – Filhote de Cruz Credo
    2006 – Meu filho, minha filha.
    2008 – Diário de um apaixonado – Sintomas de um bem incurável
    2008 – Canalha! (crônicas)
    2009 – www.twitter.com/carpinejar
    2010 – Mulher perdigueira
    2010 – O menino grisalho
    2011 – Borralheiro – Minha viagem pela casa
    2011 – A menina superdotada
    2012 – Beleza Interior – Uma viagem poética pelo Rio Grande do Sul
    2012 – Ai meu Deus, Ai meu Jesus: Crônicas de amor e sexo
    2012 – Bem-vindo – Histórias com as cidades de nomes mais bonitos e misteriosos do Brasil
    2013 – Espero alguém
    2014 – Me ajude a chorar
    2014 – Curinga
    2015 – Para onde vai o amor?
    2015 – Todas as mulheres
    2016 – Amor à Moda Antiga
    2016 – Felicidade Incurável
    2017 – Amizade é também amor
    2017 – Liberdade na vida é ter um amor para se prender
    2018 – Cuide Dos Pais Antes Que Seja Tarde
    2019 – Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular
    2019 – Família é Tudo
    2020 – Colo, por favor! – Reflexões em tempos de isolamento
    Prêmios
    Prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (1998)
    Prêmio Destaque Literário da 46º Feira do Livro de Porto Alegre (2000)
    Prêmio Açorianos de Literatura (2001)
    Prêmio Marengo D’Oro – Itália (2001)
    Prêmio Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores (2002)
    Prêmio Açorianos de Literatura (2002)
    Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003) [2]
    Prêmio Jabuti (2009) [3]
    Menção Honrosa no Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade (2012)

  • Exposição “O jardim de Amelia” e a pintura de um casal apaixonado, dos anos 1920

    Exposição “O jardim de Amelia” e a pintura de um casal apaixonado, dos anos 1920

    “O Jardim de Amelia “- É uma exposição baseada em pesquisa que revelou o romance de uma moça porto-alegrense nascida em 1897 e um pintor catalão que fez uma exposição em Porto Alegre em 1920, a encontrou na exposição e a pediu em casamento. Casaram em 1922 e viajaram pela América do Sul e Europa pintando e expondo: ela. Amelia Pastro Maristany, pintava flores, ele, Luis Maristany de Trias, pintava paisagens.
    O Jardim de Amelia mostra um dos quadros da exposição dele em 1920 e quadros de flores pintados por Amelia desde 1924 até 1978. A cenografia busca resgatar a trajetória dela, que os curadores, Silvia Livi e Rogerio Livi, propõe ser a primeira pintora profissional porto-alegrense.
    Fotos:  F Zago StudioZ/ Divulgação.
  • Libretos lança edição de tradução de “Canto Quinto”, de Dante Alighieri, por Eduardo Guimaraens

    Por ocasião do sétimo centenário da morte de Dante Alighieri, o projeto Eduardo Guimaraens por suas netas e netos lança, pela Libretos Editora, a edição ampliada da tradução que Eduardo Guimaraens fez para o Canto Quinto, do Inferno, em 1920. O
    lançamento acontece na Sala Libretos, dia 24/9, 19h (Facebook/libretoseditora).
    Eduardo traduziu e publicou o Canto Quinto, em formato plaquete, impresso em Porto Alegre, nas “Officinas graphicas da Livraria Americana”. Para a sua tradução usou a versão editada em Florença, em 1899. A plaquete foi anunciada com entusiasmo pela crítica especializada e sua edição se esgotou rapidamente. 
    Commedia, título original da obra de Dante, é um poema épico em três cânticos: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Deles, Eduardo escolheu o Inferno, e deste, “o mais bello talvez entre os mais bellos da Prima Cantica do Livro eterno”.

    Em 1921, foi convidado a proferir a palestra do sarau de abertura das Comemorações do 6° centenário da morte de Dante Alighieri, realizado no Palacete Rocco, no Centro Histórico de Porto Alegre.

    A edição ampliada lançada agora, além da plaquete de 1920, com o Canto Quinto em fac-símile e na grafia da época, reproduz trechos originais de duas obras históricas: Lectvra Dantis, de 1899, e La Divina Commedia, de 1902. E com a transcrição da sua conferência no sarau, reprodução de documentos originais e imagens do seu acervo, busca-se trazer um pouco da atmosfera de Eduardo e sua enorme admiração pelo imortal poeta florentino. Antes de Dante, os livros eram escritos em latim. Por ter escrito em italiano, é considerado o pai da língua italiana.

    Além de poder comparar o idioma italiano de diferentes épocas, o leitor poderá apreciar as ilustrações da edição original de 1902, de autoria de A. Alessandronelli, A. Razzolini e S. Bicchi (uma edição raríssima do acervo de Eduardo).
     

    O lançamento acontece no dia 24 de setembro, às 19 horas, na Sala Libretos (Facebook/libretoseditora), com a organizadora da obra Maria Etelvina Guimaraens e os convidados Carlos Frederico Guazelli (colaborador do projeto) e participação especial de Sílvia Guimaraens, designer responsável pelo site www.eduardoguimaraens.com.br. A mediação é do escritor e jornalista Rafael Guimaraens.

    Canto Quinto, de Dante (Libretos) – tradução de Eduardo Guimaraens – Edição ampliada, organização de  Maria Etelvina Guimaraens

    Lançamento: Sala Libretos, dia 24/9, 19h (Facebook/libretoseditora)

    Eduardo Guimaraens (1892/1928)

    Além de poeta e jornalista, Eduardo Guimaraens era tradutor e, como tal, sua produção foi vasta. Traduzia poesia e prosa do francês, italiano, inglês e espanhol. Traduziu Baudelaire, Verlaine, Dante, Gabriele D’Annunzio, Keats, Oscar Wilde. Adaptou Antígona, de Sófocles. Muitos de seus trabalhos foram publicados em jornais como A Federação e o Correio do Povo, mas deixou traduções inéditas.

     

    Dante Alighieri (1265/1321)

    Foi o maior poeta medieval italiano. Em 1292, Dante concluiu a obra La Vita Nuova, uma coletânea de poemas amorosos dedicados à musa Beatriz, a qual, no último soneto, habita as glórias do paraíso. Ao final da obra, ele promete dizer de Beatriz “o que jamais disse de mulher alguma”. Cumpriu a promessa na Commedia.

    Dante teve importante atuação política. Militou ao lado dos guelfos moderados, os chamados “brancos”, contrários às ambições do papado de dominar Florença. Ele integrou o “Conselho do Capitão”, o “Conselho dos Cem” – instâncias administrativas da cidade – foi embaixador e prior (Florença era governada por seis priores). Em janeiro de 1302, os moderados foram derrotados e, em 10 de março, Dante foi exilado de Florença (seria queimado vivo se ali permanecesse). Foi durante o exílio que escreveu a Commedia.

    Além de La Vita Nuova e da Commedia, Dante é autor das obras Convívio (sobre cultura e política, do qual completou três dos 15 livros projetados), De Vulgari Eloquentia (uma defesa da linguagem popular, planejada para quatro volumes e concluiu até o 14º capítulo do segundo livro), Monarchia (tese política), Quaestio de Aqua et Terra (sobre a então discutida questão de não poder a água superar, em altura, a terra imersa) e Epístolas (13 cartas em latim a diferentes destinatários, cujo interesse decorre do seu estilo e erudição).
  • Chico César e Duda Brack no show de aniversário da CCMQ , no sábado, dia 25

    Chico César e Duda Brack no show de aniversário da CCMQ , no sábado, dia 25

    O paraibano Chico César faz o Casa Virtual Especial do mês de setembro ao lado de Duda Brack, jovem cantora e compositora gaúcha radicada no Rio de Janeiro. O show tem transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana, às 20h do sábado, 25 de setembro, data em que a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), completa 31 anos. 

    A CCMQ chegou a anunciar a participação de Lenine, mas o pernambucano precisou, de última hora, cancelar a agenda por motivo de força maior, plenamente justificável. “Foi com muita agilidade que conseguimos, em menos de 24h, viabilizar a participação de Chico César, artista da mesma grandeza de Lenine, que era nosso convidado inicial. Agradecemos o empenho de Lenine e a pronta disposição de Chico César em substituir o parceiro”, explica Diego Groisman, diretor da Casa de Cultura.

    O evento mensal, que se tornou um dos principais projetos virtuais da CCMQ durante o período de distanciamento social, vem reunindo desde o ano passado músicos de diferentes gerações, promovendo o encontro de diversos jovens talentos da cena regional e nacional com artistas consagrados como Maria Rita, Adriana Calcanhotto, Filipe Catto, Marcelo Jeneci, Alice Caymmi e Moreno Veloso, entre outros.

    O paraibano Francisco César Gonçalves nasceu em 26 de janeiro de 1964, no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba. Aos dezesseis anos, Chico César foi para a capital João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. Nesse período, integrou o grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Mudou-se para São Paulo, aos 21 anos, trabalhando como jornalista e revisor de textos. Aperfeiçoou-se no violão, multiplicou suas composições e começou a formar o seu público. Suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico e sua carreira artística tem repercussão internacional.

    O sucesso da turnê pela Alemanha, em 1991, fez Chico César  deixar o jornalismo para se dedicar exclusivamente à música. Foi quando formou a banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum). Em 1995 lançava o primeiro CD “Aos Vivos” (Velas), acústico e ao vivo, com participações de Lenine e o lendário Lany Gordin. Em 1996, sucesso nacional e internacional com o álbum, “Cuscuz Clã” (MZA/PolyGram).

    O quinto CD, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos” (2002) começou a ser pré-produzido em Londres e teve participações especialíssimas de Nina Miranda e Chris Franck (integrantes da banda Smoke City), Naná Vasconcelos e Carlinhos Brown. “De uns tempos pra cá” (2005), trouxe 12 faixas autorais em formato camerístico com o Quinteto da Paraíba. Com “Francisco Forró y Frevo”, em 2008, Chico César mergulha no espírito das festas populares nordestinas (carnaval e festejos juninos) e estabelece o diálogo entre estes ritmos e batidas universais, como o reggae e o ska. O frevo ganha a novidade da mistura da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador, criados por Dodô e Osmar. Depois do lançamento do DVD “Aos Vivos Agora” (2012), Chico César, que não lançava novo disco de inéditas há oito anos, trouxe à luz “Estado de Poesia” (2015), vencedor da 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira (2018) na categoria melhor álbum de “Pop/Rock/Reggae/Hip hop/Funk”.

    O trabalho de 2019 faz um comentário robusto das vivências político-sociais, no convulsionado momento brasileiro. Todas as 13 faixas de “O Amor É um Ato Revolucionário” têm letra e música, assinadas apenas por Chico César. O álbum traz alguns convidados, como a adolescente paraibana Agnes Nunes (com quem Chico César divide os vocais em “De Peito Aberto”), a jovem cantautora pernambucana Flaira Ferro (em “Cruviana”) e o guitarrista paulistano Luiz Carlini (em “O Amor é um Ato Revolucionário”), que em um longo improviso revisita seu mitológico solo da primeira gravação de “Ovelha Negra” com Rita Lee e Tutti Frutti.

    Festejada pela crítica

    Duda Brack. Fotos: Fábio Audi/ Divulgação

    Aos 26 anos, radicada no Rio de Janeiro, a cantora e compositora gaúcha Duda Brack lançou em 2015 o primeiro disco solo, intitulado “É”. Desde então, vem sendo apontada como uma das grandes vozes femininas a emergir na cena musical contemporânea. Festejada pela crítica especializada como artista revelação, abriu shows de Elza Soares, Otto e Alceu Valença. Em 2017, a convite de Charles Gavin (ex-Titãs) e da gravadora Deck, Duda gravou o álbum “Primavera nos dentes – tributo aos Secos & Molhados”. Muito bem recebida pelos integrantes da banda original, a gravação recebeu elogios de Ney Matogrosso.

    O segundo disco solo de Duda Brack, “CaCo de ViDRo”, pelos selos Matogrosso (de Ney Matogrosso) e Alá Comunicação e Cultura (de Jorginho Veloso), tem lançamento programado para 15 de outubro. Heterogêneo e diverso, o álbum passeia por muitos gêneros musicais como maculelê, pagodão baiano, cumbia, folk e funk. Produzido pela própria Duda, em parceria com Gabriel Ventura, “CaCo de ViDRo” conta com a colaboração de Lucio Maia (Nação Zumbi), do grupo de percussão Os Capoeira, arranjos de cordas de Maycon Ananias, arranjos de sopros de Vitor Tosta e participação especial de Ney Matogrosso, Baiana System e Francisco Gil. O repertório do trabalho apresenta canções autorais de Duda, em parcerias com os amigos Chico Chico e Gui Fleming, e de outros compositores como Alzira Espíndola, Bruna Caram, Julia Vargas e Ian Ramil.

    Duda Brack. Foto: Fábio Audi / Divulgação

    O diretor da CCMQ, Diego Groisman destaca o empenho da equipe curatorial ao definir as atrações desta edição especial do Casa Virtual, que celebra os 31 anos  do complexo cultural. “A obra musical de Chico César é fortemente alicerçada na poesia e faz com que a celebração dos 31 anos mantenha uma relação com Mario Quintana. A participação da gaúcha Duda Brack reforça uma ligação afetiva com a Casa de Cultura. A presença dos dois artistas reafirma nossa dedicação em proporcionar ao público o contato com grandes nomes ao mesmo tempo em que buscamos repercutir o trabalho de jovens talentos”, comenta Groisman.

    Casa Virtual Especial 31 anos da CCMQ – Chico César e Duda Brack
    Quando: 25 de setembro | sábado
    Horário: 20h
    Onde: Instagram @ccmarioquintana

  • Parceiro de vida e de música de Luiz Melodia, Renato Piau faz homenagem ao artista

    Parceiro de vida e de música de Luiz Melodia, Renato Piau faz homenagem ao artista

     

    Renato Piau canta e conta Luiz Melodia acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite

    O Espaço 373 apresenta Renato Piau canta e conta Luiz Melodia. Por quase 40 anos, o guitarrista foi um fiel escudeiro de Melodia. Além de acompanhá-lo em shows e gravações, Piau dividiu com ele a autoria de algumas músicas, entre elas: Fadas, Me Beija, Cuidando de Você, a famosa Cara a Cara e Este filme eu já vi, interpretada por Cássia Eller. O show acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite.

    Com mais de 200 músicas gravadas por diversos artistas, seu trabalho foi citado em dezenas de livros sobre a história MPB, por autores como Ricardo Cravo Albin, Nélson Motta, André Diniz, Rodrigo Moreira, Euclides Amaral e Antônio Carlos Miguel, além das biografias de Sérgio Sampaio, Tim Maia, Zé da Velha & Silvério Pontes, Cássia Eller e, claro, de Luiz Melodia.

    O tributo no Espaço 373 terá as participações especiais das cantoras Adriana Deffenti e Rita Zart. Além de cantar, Piau contará algumas histórias que marcaram quatro décadas de parceria com Luiz Melodia. O show ocorre às 21h e os ingressos custam R$ 55, pelo site da Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917.

    O músico Renato Piau – Foto Felipe Giubilei/ Divulgação

    O início da parceria

    Foi na plateia do show Fa-Tal, de Gal Costa, no Teatro Tereza Rachel – atual Theatro NET Rio em Copacabana – que Renato Piau conheceu Luiz Melodia. Gal interpretava Pérola Negra e fazia o lançamento do compositor, descoberto por Jards Macalé e Wali Salomão, no Morro do Estácio. A partir daí, se tornaram mais do que amigos.

    Quando assinou contrato com a Philips, a gravadora ofereceu uma casa em Jacarepaguá para que Melodia se dedicasse integralmente ao seu primeiro disco, Pérola Negra. Piau foi morar com o artista.

    Entre 1974 e 1976, o guitarrista viveu em Brasília. De volta ao Rio de Janeiro, Renato Piau trabalhou com Chico Anísio e Arnoud Rodrigues, com quem compôs várias músicas para a dupla Baiano e Os Novos Caetanos. Ele também dividiu os palcos com Fagner, Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Sandra de Sá, Sérgio Sampaio, Tim Maia e sua Banda Vitória Régia, Zé Ramalho, Chuck Berry e Ron Carter.

    A partir do Nós (1980), o guitarrista participou de todos os discos dele e shows, até Zerima (2015). “Melodia foi o homem mais lindo que conheci. Ele confiava muito em mim, cantava me olhando quando se sentia inseguro e eu dava as entradas (das músicas)”, relembra. Luiz Melodia morreu em 4 de agosto de 2017, em decorrência de um câncer.

    SERVIÇO
    Renato Piau canta e conta Luiz Melodia
    Quando: 
    1º e 2 de outubro | Sexta e sábado
    Horário: 
    21h (a casa abre às 19h)
    Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
    Ingressos: R$ 55 antecipado
    Reservas pela plataforma Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917