O Espaço 373 recebe no próximo dia 20 (sexta-feira), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Completam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.
Nana Sakamoto. Foto Kuro-Chan /Divulgação
A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.
Foto: Nabor Goulart/ Divulgação
O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).
O 373 remete às famosas casas de jazz de New York pelas paredes de tijolos à vista, madeiras de demolição, cortina vermelha no palco e um charmoso piano de parede. Localizado 4º Distrito, o casarão construído em 1925 é tido como Patrimônio Cultural do Município
Transmissão ao vivo online
Ingressos: R$ 20 valor mínimo | R$ 30 ingresso amigo | R$ 50 ingresso admirador da arte | R$ 100 ingresso financiador da arte Link:http://cuboplay.com.br/diego-ferreira/
Clarice Lispector continua servindo de inspiração. Desta vez é sua veia de entrevistadora que motivou a artista e escritora Liana Timm e a escritora Cátia Simon a criarem a série Digressões Clariceanas. A primeira live será com a escritora e professora de Letras Jane Tutikian no dia 12 de agosto, às 20h, no Facebook do Território das Artes.
“Ao entrevistar grandes personalidades de variadas áreas de interesse, Clarice desconcertou seus leitores através de indagações inusitadas. Seguindo os rastros dessa emblemática figura da literatura brasileira, vamos buscar, a partir de uma conversa descontraída, o que os nossos entrevistados têm de mais interessante para contar ”, revela Liana.
A escritora Jane Tutikian/ Foto: Divulgação
O projeto será inaugurado com Jane Tutikian, escritora brasileira, autora de contos, ensaios, novelas e literatura infantojuvenil. Foi patrona da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre. Conquistou o Prêmio Jabuti na categoria infanto-juvenil de 1984, finalista, em 1986, da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira na categoria conto. Venceu ainda o Prêmio Erico Verissimo na Câmara Municipal de Porto Alegre em 1987 e o Prêmio Açorianos SMC/POA/RS de 2001 na categoria infanto-juvenil.
A programação das Digressões Clariceanas contempla também entrevista com o crítico de arte Jacob Klintowitz, no dia 16 de setembro, às 20h; com a cantora e atriz Cida Moreira, no dia 14 de outubro, também às 20 horas, e se encerra com a escritora, pesquisadora e crítica literária Maria Helena Martins, no dia 18 de novembro, às 20h.
Liana Timm e Cátia Simone; Foto: Divulgação
Agenda:
Digressões Clariceanas
Com Liana Timm e Cátia Simon
Facebook e Youtube Liana Timm
12 de agosto – 20h: Jane Tutikian
16 de setembro – 20h: Jacob Klintowitz
14 de outubro – 20h: Cida Moreira
18 de novembro – 20h: Maria Helena Martins
Só podia ser muito engraçada a autobiografia do diretor de cinema Otto Guerra, mais um gênio de Alegrete que veio parar em Porto Alegre. Nascido em 1955, ele conta sua vida e obras em alta velocidade. No formato de bolso, “Nem Doeu” tem 130 páginas leves e ligeiras. A cada página rola pelo menos um episódio da vida desvairada desse criador que botou movimento em suas HQ e se tornou o mais famoso diretor de cinema de animação de Porto Alegre.
Ilustrações e fotos: Otto Desenhos Animados- Instagran/ Divulgação
Seus filmes se tornaram conhecidos em todo mundo, sempre beliscando algum prêmio aqui e ali. Sua vida daria um filme que tanto poderia ser dirigido por um Walter Salles, numa linha mais clean/cult; como poderia derivar para uma pornochanchada escrachada mas não menos cult – quem se habilitaria? “Nem Doeu” vale como pré-roteiro. Ele mesmo está pensando em executar o projeto como declarou quando lançou o livro, no começo de julho.
O fato é que, imprimindo um ritmo tri dinâmico à narrativa, o outsider Otto fez um livrinho fora-de-série. Uma das qualidades mais notórias da obra é o cruzamento do fraseado sintético com o senso de humor. Não dá pra saber se tudo que ali está é verdadeiro ou contém algum molho extra, tantas são as histórias dramáticas e/ou hilárias, mas o texto é extremamente veraz. Cenas dramáticas são resumidas em poucas linhas – por exemplo, motorista de ambulância do Hospital do Exército aos 20 anos, o soldado Otto conta da noite em que foi chamado a transportar feridos de tortura e, entre os amassados, reconheceu seu ex-professor de História.
Impresso em Goiânia, onde vivem os editores Marcio Jr. e Marcia Deretti, que trabalham desde 2007 com cinema de animação*, o livro passou pela mão de três revisoras que praticamente o isentaram de erros de português; sobraram alguns cochilos no uso do italic, adotado para sinalizar diálogos ou exclamações.
Em lugar de orelhas, uma sugestiva foto do extinto Cine Ritz vale por uma citação histórica. Na contracapa, num texto de 15 linhas, o cartunista Adão Iturrusgarai, parceiro no pioneiro “Rock & Hudson, os caubóis gays”, prevê o epitáfio do amigo: “Aqui jaz um escroto fofo”. Frase que remete naturalmente a Angeli, Glauco e Laerte, três dos maiores cartunistas de São Paulo e parceiros ou quase de Otto Guerra em filmes como “Os Piratas do Tietê” e “Wood & Stock, Sexo Orégano e Rock ‘n’ Roll”.
*Do Youtube: “MMarte Produções é a encarnação profissional de Márcia Deretti e Márcio Júnior – alienígenas para os quais trabalho, arte, prazer e vida não só se misturam, como são indistinguíveis. De modo aparentemente esquizofrênico, a MMarte se dedica a diversos ramos da produção cultural, com destaque para o cinema de animação. Desde 2007, realiza em Goiás o Dia Internacional da Animação. E em 2009, deu à luz o projeto de formação Escola Goiana de Desenho Animado (EGDA). O Ogro, lançado em 2011, inaugura a MMarte como produtora audiovisual. São oito curtas-metragens finalizados, sete deles em animação.
Autorais, os filmes se dividem em projetos dirigidos pelos marcianos Márcia & Márcio, ou por animadores egressos da EGDA. Três novas animações estão em produção, com estreia prevista para 2021 – a depender da existência do mundo, claro. Mais que produtora cultural, a MMarte é uma utopia. Um planeta vermelho onde todos que acreditam em arte independente têm asilo irrevogável. Seja bem-vindo”. Fone para encomendar o livro (62) 98117.3345
Após as duas etapas do ARTICULANDO A DANÇA PELO RS: À LA CARTE, com 22 oficinas realizadas, a Associação Cultural ARTICULA DANÇA RS promove a terceira e última etapa do projeto no mês de agosto.
De 10 a 12 de agosto acontecem 3 oficinas virtuais: Tecnologias Digitais, com Juliano Rossi no dia 10, das 19h às 20h; Danças Populares Brasileiras com Maísa Santos no dia 11, das 20h às 21h e Danças de Salão (retrô) com Aline Mendes no dia 12, das 19h às 20h. A participação do público é de livre acesso ao link do Zoom, disponível nas redes do projeto.
Roberta Campos._Danças Afro. Acervo pessoal/ Divulgação
No dia 14 de agosto a programação inclui 2 oficinas presenciais: das 15h às 16h30, Danças Afro Orientadas, com Roberta Campos nos Arcos da Redenção. O número de vagas presenciais é livre. Logo após, o grupo promove um cortejo até o Tablado Andaluz (Av Venâncio Aires, 556A), onde Juliana Prestes ministra, das 17h às 18h, a oficina de Flamenco. O limite de vagas presenciais é de 10 alunos. Em caso de chuva, todas as atividades acontecem no Tablado Andaluz, com transmissão pelo Facebook e Instagram. As inscrições podem ser realizadas via whatsapp (51) 99969-4077.
E no dia 28 de agosto, às 19 horas, haverá o encerramento com o HAPPY HOUR À LA CARTE, um bate-papo para avaliação do projeto À La Carte, com transmissão nas redes.
Todas as atividades são gratuitas. Esta iniciativa foi contemplada no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20. Maiores informações pelo alacartedancars@gmail.com, instagram @alacartedancars, facebook/alacartedancarss ou https://alacartedancars.wixsite.com/website.
A Associação Articula Dança RS reúne profissionais e fazedores da Dança no RS para fortalecer e ampliar o diálogo da Dança no RS. A entidade colabora para o fomento da capacitação, formação e articulação da cadeia produtiva da dança no RS.
10/08: Juliano Rossi – Tecnologias Digitais (19h às 20h)
Como viver da sua paixão usando a internet de forma sustentável, respeitando sua morada emocional.
11/08: Maísa Santos – Danças Populares Brasileiras (20h às 21h)
Para conhecer nossa cultura através das nossas expressões corporais
Roberta Campos._Danças Afro. Acervo pessoal/ Divulgação
12/08: Aline Mendes – Danças de Salão (19h às 20h)
Danças retrô – Swing Dance: Charleston (Blues, Lindy Hop, Rock and Roll)
OFICINAS PRESENCIAIS*
*em caso de chuva todas as atividades serão realizadas no Tablado Andaluz. Uso obrigatórios de máscara. Álcool gel será ofertado pelo projeto.
Dia 14/08
Roberta Campos – Danças Afro Orientadas (15h às 16h30)
Arcos da Redenção – Monumento ao Expedicionário
Vagas presenciais Redenção: livre
Danças Afro-brasileiras: ritmo, enraizamento, fluxo e expressividade
Vivências em dança que te convidam a mover por completo em consonância com o ritmo do tambor. Busca de fluidez de movimentos e de consciência corporal com base na sabedoria postural das danças de matriz africana. A atividade contará com trilha sonora percussiva ao vivo, tocada pelos músicos Duda Cunha e Bruno Coelho.
Tablado Andaluz – Av Venâncio Aires, 556A – Porto Alegre/RS
Vagas presenciais no Tablado: 10 alunos
INICIAÇÃO À DANÇA FLAMENCA POR BULERIAS
A buleria é conhecida por ser um gênero flamenco muito rítmico, brincalhão e festeiro. Nesta oficina de iniciação à dança flamenca, o aluno, além de aprender movimentos básicos de braços, corpo e pés, vai adentrar no mundo das bulerias e se conectar com a arte secular do flamenco.
O projeto de curta-metragem documentário ” Nós que fazemos girar”
contemplado no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc no 14.017/20, começou suas filmagens em agosto e vai mostrar a rotina, as experiências na rua e o impacto da pandemia na vida de quatro entregadores de aplicativo de Porto Alegre.
Foto: Anna Ortega/ Divulgação
Para que o maior número de pessoas possa ficar em casa durante a pandemia de Covid-19, que já compreende mais de um ano, os entregadores continuam girando as rodas de suas bicicletas e motos para tornar possível a continuidade da economia e de diversas atividades à distância. O curta-metragem documentário pretende colocar no centro da discussão os sujeitos que normalmente são vistos em uma posição intermediária e mesmo sem identidade.
Foto: Mariana Alves/ Divulgação
Além do documentário, a equipe de jovens cineastas e comunicadores reunidos no projeto também vai propor o curso “Giro no Audiovisual” , focado em aproximar o público interessado ao universo da realização audiovisual, seus processos, equipes e fases de produção. O curso acontecerá durante todo o mês de Setembro, às quartas-feiras à
noite e será ministrado por Lucas Furtado, também roteirista e diretor de “Nós que fazemos girar” . Serão 5 aulas online, com material de acompanhamento e certificado. A organização do curso abrirá inicialmente 20 vagas e 50% delas são direcionadas à
pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+. O formulário para inscrição no curso será disponibilizado em breve no Instagram do projeto @nosquefazemosgirar.
Ficha técnica
NÓS QUE FAZEMOS GIRAR – Curta-metragem documentário.
Sinopse: Em meio ao caos urbano e à pandemia de covid-19, quatro entregadores lutam para sobreviver e encontrar seu lugar no mundo.
GIRO NO AUDIOVISUAL – Curso online sobre realização audiovisual.
Duração: Dias 01, 08, 15, 22 e 29 de Setembro de 2021, no período da noite.
Maiores informações e formulário de inscrição serão divulgados em breve no Instagram do projeto @nosquefazemosgirar.
EQUIPE DO PROJETO
Roteiro: Lucas Furtado e Glauber Cruz
Direção: Lucas Furtado
Produção Executiva e Coordenação de Comunicação: Ana Luísa Moura
Design Visual e Direção de Produção: Bruna Anele
Direção de Fotografia: Theo Tajes
Direção de Som: Raysa Fisch
Montagem: Glauber Cruz
* Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc no 14.017/20.
A Associação Chico Lisboa completa 83 anos e para celebrar, na próxima segunda-feira, dia 09 de agosto, às 19 horas, será realizado um encontro virtual de aniversário com convidados. O evento será transmitido pelo www.facebook.com/associacaochicolisboa.
Na programação, o bate-papo “Histórias da Chico que não estão nas atas” com Zoravia Bettiol, Francisco Alves e Liana Timm, além da performance de dança No-outro lugar, da Cia A Trupe Dosquatro, e apresentação musical de Liana Timm.
Fundada em 1938, a Chico Lisboa é a mais antiga entidade cultural em funcionamento no Estado. Ao longo de sua história, a Chico Lisboa teve como diretores e presidentes grandes expoentes das artes plásticas do Rio Grande do Sul, tais como: Carlos Scliar, Guido Mondim, Francisco Stockinger, Vasco Prado, Zoravia Bettiol, Riopardense de Macedo, Carlos Alberto Petrucci, entre outros.
Zoravia Bettiol, artista plástica, designer e arte-educadora. Nasceu em Porto Alegre, RS, em 1935. Participou de 153 exposições individuais e mais de 400 coletivas, em Bienais, Trienais e exposições importantes internacionais entre 1959 e 2021 na América do Sul, Europa, EUA e Japão. A mais significativa foi a retrospectiva Zoravia Bettiol – O Lírico e o Oníricono Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 2016. Suas obras estão em acervos dos principais museus e centros culturais do mundo como o Brooklyn Museum, de Nova Iorque; o Kunstindustriemuseet, de Oslo, Gabinet des Estampes Bibliothéque Nationale de Paris e o Museum of Modern Art, de Kyoto.
O Jose Francisco Alves. Foto: Denise Andrade e Iara Morselli/ Divulgação
José Francisco Alves – Graduado em Escultura, Doutor e mestre em História da Arte. Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte e Conselho Internacional de Museus. Professor concursado do Atelier Livre Xico Stockinger, da Prefeitura de Porto Alegre.
Liana Timm. Foto Luis Ventura/ Divulgação
Liana Timm – Artista multimídia, arquiteta, poeta e designer. Transita pelas Artes Visuais, Literatura, Artes Cênicas e Música com atelier em constante ebulição. Tem participação em 44 publicações, 18 individuais de poesia, 18 textos de dramaturgia. Conta 76 exposições individuais e 15 prêmios recebidos. Produziu o projeto ‘Freud e os escritores’ em cartaz por 9 anos (2010/19), BossaJazz&Cia, shows de música e poesia e Experiências Cênicas Multimídia, performances cênicas de sua produção poética.
A baterista e percursionista Biba Meira está com financiamento coletivo para viabilizar seu segundo trabalho solo ‘Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever’
O projeto está na plataforma Benfeitoria e o público pode conferir e participar de diversas formas. O prazo para contribuir é até 16 de agosto. Confira em: www.benfeitoria.com/bibameira
“Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever” nasceu em uma noite de insônia na pandemia. Neste novo disco, Biba Meira põe em prática a criação e gravação de composições melódicas e rítmicas, tendo como elementos principais uma máquina de escrever e sons percussivos.
“Foi algo totalmente instintivo e motivado por ideias criativas envolvendo sons variados da cidade, instrumentos musicais e uma máquina de escrever. Nas primeiras cinco composições, convidei diversas musicistas, músicos e videomakers para participarem como parceiros na criação das obras e produção dos vídeos”, afirma a baterista, importante figura da cena local, integrante da fundamental banda DeFalla, e atualmente à frente de um dos projetos mais bacanas no sul do Brasil: As Batucas – Orquestra Feminina de bateria e Percussão.
O novo disco será um trabalho autoral com a participação de vários músicos e musicistas da cena da cidade compartilhando este desafio musical proposto por Biba, em mais um de seus criativos projetos. O formato será EP, com distribuição exclusivamente digital pela Ímã Records.
O novo projeto amplia os sons da cidade de forma inovadora e irreverente. Serão compostas mais seis músicas e clipes para as respectivas músicas, sempre contando com diferentes parcerias musicais. ‘Várias cabeças compondo, musicando e diversificando produz um resultado único e instigante’ afirma Biba.
Um total de quinze músicos e musicistas participarão do projeto, além de seis videomakers. O EP será lançado pela Ímã Records nas plataformas digitais juntando a primeira fase do projeto, já concluída, com esse novo formato incluindo os sons da cidade. Ao total serão lançadas onze músicas.
Nesta nova fase participam artistas como Edu K, Flávio Santos e Castor Daudt (parceiros no DeFalla), Diego Dias, Miriã, Samara, Negra Jaque, Gutcha Ramil, Dessa Ferreira, Dejeane Arruèe, Luciano Albo, Carlos Stein e Veco Marques. Alguns dos vídeos dessa etapa vão ser feitos pelo Rogério Brasil Ferrari, Lisi Kieling, Eduardo Christofoli, entre outros. Na primeira leva de músicas, com obras já concluídas, participaram Marcelo Fornazier, Nina Nicolaiewsky, Júlia Pianta, Raquel Pianta, Luís Nenung, Marcelo Granja, Arthur de Faria e Daniela Garcia.
Entre as recompensas do projeto aos apoiadores estão o próprio EP, agradecimentos nas redes, oficinas de percussão com As Batucas (em formato virtual) e muito mais!
O Butiá recebe, neste sábado (7), a banda Funkalister. A apresentação ao ar livre inicia às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com.
A Funkalister surgiu em 2002, em Porto Alegre, com o intuito de buscar uma sonoridade típica das décadas de 60 e 70. Entre suas principais influências estão o funk e o soul dos anos 70, o rock, o jazz, a bossa e o samba.
Para este show, a banda passará por músicas dos álbuns lançados em 2006, 2008 e 2012), intercalando com sucessos de artistas e grupos que servem de inspiração, como Earth Wind & Fire, Quincy Jones, Stevie Wonder, Sivuca, Tim Maia e Eumir Deodato.
Integram o grupo: Chico Paixão (guitarra), Everton Velasquez (baixo), Leonardo Boff (teclados), Rodrigo Siervo (sax), Mateus Mapa (flauta) e os músicos convidados Márcio Pexi (bateria), Huberto Boquinha (trombone), Renato Dallago (trompete) e Felipe Santos (percussão).
O espetáculo “Todo mundo tem um sonho”, produção original do Pertence Cultural em parceria com as artistas Paula Carvalho (diretora) e Bianca Bueno (coreógrafa), e que levou ao palco mais de 100 pessoas com deficiência ao palco do Theatro São Pedro, em setembro de 2019, vai estrear em formato de documentário. A novidade traz também uma exposição fotográfica e um workshop online. O início da programação será no dia 06 de agosto, na plataforma online http://pertence.me/cultura e integra as comemorações dos 10 anos do Pertence.
A programação cultural foi viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20,por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Fundação Marcopolo. Todas as ações do projeto preveem acessibilidade em libras, legenda e audiodescrição.
Foto: Fabricio Sviroski-Artimagem/ Divulgação
“Há mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, mesmo assim elas continuam praticamente invisíveis. Ao longo da história, a pessoa com deficiência foi vista como alguém ‘sem capacidades’, colocada à margem de tudo e de qualquer bem, seja ele social, cultural, político ou econômico. Queremos com o filme, apresentar as potencialidades e a riqueza da nossa diversidade, e, a partir deste local de protagonismo, que é o palco, mostrar que a pessoa com deficiência, quer e vai assumir o seu lugar de protagonismo na vida e no mundo!”, destaca Paula Carvalho diretora/roteirista do filme e coordenadora artística do Pertence Cultural.
Para o presidente do Pertence Cultural Victor Freiberg, “a grandeza do espetáculo ‘Todo mundo tem um sonho’ não cabe no documentário como se fossemos contar algo do passado, simplesmente. Já estamos vislumbrando oportunidades de produções futuras, criando conteúdos específicos, planejados para o nosso público”.
Foto: Fabricio Sviroski/ Divulgação
Exposição, workshop e documentário – A exposição virtual que registra imagens do espetáculo teatral inclusivo tem a curadoria de Roberta Millarch e será lançada no dia 06 de agosto, às 19h, como abertura do Projeto“Todo Mundo tem um Sonho – Caminhos para um porto mais alegre, diverso e inclusivo”. Ao todo, são cerca de 40 imagens registradas pelos fotógrafos Lua Luna; Elisa Pegoraro; Fabricio Sviroski, da Art Imagem; e Pegorer Studio.
No dia 10 de agosto, das 19h às 20h, será a vez do workshop DANÇA-TEATRO com a dançarina, coreógrafa e cofundadora do grupo Fábrica de Sonhos, Bianca Bueno. Com uma metodologia que se baseia no respeito às individualidades e se potencializa por meio da diversidade, o workshop conta com acessibilidade em libras e audiodescrição. As vagas são limitadas e o acesso é gratuito e aberto a todos os interessados a partir dos 16 anos. O evento acontecerá via plataforma Zoom. Inscrições disponíveis no site www.pertence.me/cultura. Mais informações pelo telefone: (51) 99176 9191.
A programação se encerra com o lançamento do documentário, no dia 12 de agosto, às 20h, no canal do Youtube do Pertence. O vídeo conta a experiência e a metodologia do grupo Fábrica de Sonhos – Arte, Inclusão, Diversidade e Pertencimento fundado pelo Pertence em parceria com as artistas Paula Carvalho (diretora) e Bianca Bueno (coreógrafa), que levou ao palco mais de 100 pessoas com deficiência, em setembro de 2019. São imagens exclusivas das apresentações e bastidores do espetáculo, costuradas com entrevistas dos diretores e gestores do projeto, artistas com e sem deficiência e depoimentos de pessoas que presenciaram a encenação. O filme é uma realização do Pertence Cultural, com direção e roteiro da artista Paula Carvalho, produção audiovisual e direção de fotografia de Voltaire Barbieri e produtora E-frame Art and Filmes.
Tecnologia pedagógica
Desde que foi fundado, há 10 anos, o Pertence vem se consolidando como uma referência nacional no atendimento de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. Nascido com a inédita ideia de clube com atividades de convivência e sociabilidade, naturalmente, cresceu e precisou agregar conhecimento na gestão de seus próprios objetivos. Entre as atividades do Pertence estão passeios, oficinas, atividades especializadas, Curso profissionalizante “Trabalho & Vida”, Pertence Virtual, capacitações, Grupo “Dialogando com as Famílias e viagens.
Hoje, são45 profissionais envolvidos na operação de forma sistemática ou pontual, além de 196 voluntários para diversas atividades que apontam, por exemplo, para números anuais de 120 oficinas de teatro, 96 oficinas de música e 120 oficinas de dança. São 600 vagas para participantes de ações virtuais e 120 vagas para Porto Alegre e região, nas modalidades presenciais.
“É uma inovação não nos posicionarmos como clínica, escola ou espaço terapêutico. Nossa missão é criar experiências memoráveis e despertar o sentimento de pertencer a quem precisa. Em 2020 e 2021, convivendo com as adaptações da pandemia Covid-19, abrimos novas perspectivas e nosso modelo de trabalho – incluindo os esforços para possibilidades virtuais – é novamente uma inovação que precisamos avançar”, reconhece Geniane Pereira, executiva da gestão geral do Pertence.
Com rodas de conversa e exibição do espetáculo “Terra Adorada”, programação é gratuita e inicia dia 4 de agosto
O coletivo Fora da Asa: experiências plurais celebra três anos no mês de agosto com um evento virtual voltado aos saberes dos povos indígenas. A programação inclui rodas de conversa e o espetáculo teatral “Terra Adorada”, que tem como tema central a violência contra mulheres indígenas e foi vencedor do prêmio Açorianos de Teatro 2019 de Melhor Dramaturgia e Prêmio Braskem 2020 segundo Melhor Espetáculo.
Com contribuições espontâneas, o evento pretende arrecadar recursos para custear a ida das mulheres a Brasília, onde indígenas de diversos povos estarão reunidos em agosto para protestar pelo direito à terra. A programação ocorre no instagram @foradaasa e no Google Meet.
As ações iniciam no dia 4 de agosto, quarta-feira, às 18h30, com uma roda de conversa entre Iracema Gã Téh, Kujã Kaingang e Rejane Paféj, mestranda em psicologia social e institucional. Na quarta-feira da semana seguinte (11), às 18h30, a cacica Xokleng Cullung Vei-Tcha Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul, e Cullar Maiule Teie, ambas são representantes da Retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula e debatem sobre a luta das mulheres pelo direito aos territórios tradicionais.
A programação encerra com o espetáculo “Terra Adorada”, que será exibido no dia 18 de agosto, às 19h. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, “Terra Adorada” apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Após o espetáculo, haverá uma conversa mediada por Angélica Kaingang, com a participação de mulheres indígenas e da atriz e idealizadora do espetáculo, Ana Luiza da Silva.
A produção é da Complô Cunhã, produtora cultural dedicada a mover projetos de, com e por mulheres, e terá inscrições prévias pelo email complocunha@gmail.com.
Foto (drone) de Maria Luiza Rosa/ Divulgação
Confira a programação:
04/08, às 18h30 – Psicologia e medicina tradicional Kaingang (instagram @foradaasa)
Com Rejane Paféj e Iracema Gã Téh
Rejane Paféj, kanhgág psicóloga, mestranda em psicologia social e institucional.
Iracema Gãh Téh, mulher indígena Kaingang, kujà (xamã). Palestrante de cosmopolítica. Artesã. Militante, luta pela causa e pelos direitos indígenas através de debates e trabalhos com a medicina tradicional Kaingang.
Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Iracema Gã Téh a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal. Pix da Iracema Gã Téh: CPF 349.022.360-87
11/08, às 18h30 – A luta das mulheres indígenas pelo direito aos territórios tradicionais (@foradaasa)
Com Cullung Vei-Tcha Teie e Cullar Maiule Teie
Cullung Vei-Tcha Teie, cacica da retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula. Primeira coordenadora do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Liderança feminina, militante na luta pelos direitos dos povos indígenas.
Cullar Maiule Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Representa o povo Xokleng Konglui cursando faculdade em Porto Alegre. Participa do movimento pelos direitos indígenas desde os 15 anos de idade. Cresceu na aldeia, atualmente é militante da retomada de São Francisco de Paula.
Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Cullung Vei-Tcha Teie a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal. Pix: culungteie@gmail.com
14/08, das 18h às 20h – Minicurso: Por que devemos considerar uma psicologia decolonial? com Rejane Paféj
O curso abordará as questões relativas ao nosso kanhgág êg my há (o que faz bem para nós kaingangue) para uma Psicologia das florestas, dos rios, dos encantados, dos nossos jagrês, seres da floresta, dos médicos espirituais, dos nossos kofás, velhos sábios que carregam consigo uma biblioteca inteira de conhecimentos ancestrais para resistir para existir nesses momentos tão duros.
18/08, às 19h – espetáculo teatral “Terra Adorada” (via Google Meet)
Um espetáculo sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, Terra Adorada apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Um espetáculo sobre um país que “vai pra frente”.
O valor arrecadado será dividido entre o coletivo de artistas do espetáculo e um coletivo de mulheres indígenas do RS , para colaborar com o transporte para a II Marcha das Mulheres Indígenas que acontecerá em setembro em Brasília
Após o espetáculo, haverá uma conversa com mulheres indígenas mediada por Angélica Kaingang.
Inscrições prévias: complocunha@gmail.com.
FICHA TÉCNICA
Idealização, pesquisa, atuação: Ana Luiza da Silva
Direção: Jezebel De Carli e Ana Luiza da Silva
Dramaturgia: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli
Colaboração dramatúrgica: Vika Schabbach
Cenografia: Ana Luiza da Silva e Jezebel De Carli
Iluminação: Carol Zimmer
Figurino: Ana Luiza da Silva e Iara Sander
Trilha sonora pesquisada: Ana Luiza da Silva
Preparação de bufão: Aline Marques
Edição de vídeos: Carina Macedo
Produção: Complô Cunhã
Adaptação em vídeo: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli, Maria Luiza Rosa, Marina Matte, Mirim Bnites.
Prêmio Açorianos de Teatro 2019: Melhor Dramaturgia
Prêmio Braskem em Cena 2020: Segundo Melhor Espetáculo