Paulo Flores, um dos idealizadores da “Terreira da Tribo”, marco de rebeldia e inovação nas artes cênicas em Porto Alegre, está divulgando a seguinte mensagem no Instagram:
“SALVE A TERREIRA DA TRIBO!
“Venho aqui pedir a solidariedade e colaboração de todas as pessoas que acreditam na Arte e na Cultura para que apoiem o centro cultural Terreira da Tribo”.
“Vivemos tempos sombrios e da maior crise sanitária da história. A TERREIRA vem resistindo bravamente para não fechar as suas portas”. Você pode colaborar com uma assinatura mensal através da benfeitoria.com/terreiradatribo ou com uma doação para Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz CNPJ 95.123.576/0001-52 através da conta
Caixa econômica Federal
Agência 0448
Operação 003
Conta Corrente 01315-4
Ou pelo PIX
Chave 95123576000152
A Terreira da Tribo é um espaço de aprendizagem e pesquisa teatral e sobretudo de resistência ao pensamento único.
Criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em 1984, o espaço reuniu e reúne artistas de diferentes linguagens, do teatro ao cinema, das artes visuais a música, sempre com atividades abertas e gratuitas
Na próxima quarta-feira, dia 28 de julho, o Peru celebra seus 200 anos de independência. O bicentenário serve para celebração no Aberto Espaço Cultural, que abre as portas de sua galeria, agora localizada em São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, para o artista peruano Erly Almanza.
Zeca/ divulgação
As obras de Almanza, também conhecido como Lito, respondem a perguntas sobre a vida do indígena andino contemporâneo, a essência do homem andino em um mundo globalizado. Em suas invenções, a subjetividade é evidenciada por meio do misticismo e da “mestiçagem” cultural. É um trânsito contínuo que anda de mãos dadas com o caráter do artista.
Peppa death-óleo sobre lienzo y hojas de plata-70 x 100 cm-2019/ Divulgação
Serão, aproximadamente, 10 obras em gravura digital (processo contemporâneo de gravação de imagens por meios digitais, cuja impressão pode ser feita em papéis ou telas), além de algumas pinturas à óleo originais. Os preços variam de R$ 160 (gravuras digitais pequenas, tamanho médio de 15×15), R$ 380 as médias (35×20), ultrapassando a casa dos R$ 1.200,00 as pinturas à óleo original. Os trabalhos constituem acervo permanente do Aberto e podem ser prestigiadas a partir desta sexta-feira, dia 30 de julho.
La banda/ Divulgação
Conhecendo o artista
Nascido em Arequipa, o artista viveu parte de sua infância em Ayaviri, cidade nos Andes peruanos. Estudou Artes Plásticas na Universidade Nacional de San Agustín em Arequipa. Em 2008 deu início ao projeto “Ayar a lenda dos Inkas” (uma história em quadrinhos que narra a origem dos Incas), formando a empresa Tawa Producciones ao mesmo tempo em que passava a trabalhar pinturas indígenas em óleo e acrílico.
Puka pollera-óleo sobre lienzo-50 x 85 cm-2019/ Divulgação
Em 2009 realizou sua primeira exposição individual em Arequipa. Em 2010 iniciou exposições em Lima, capital peruana. Na sequência, passou por San Diego e Nova York, nos Estados Unidos. Em 2015 começou a expor suas obras indígenas na Europa, em 2016 mudou‐se para Lima, onde passou a ser representado por várias galerias. Em meados de 2017 mudou‐se para Porto Alegre para fazer o mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Aqui no Sul, conheceu Marla Trevisan e Ricardo Giuliani, se tornando artista parceiro do Aberto. Devido à pandemia, retornou ao Peru, decidindo ficar por lá até que seja seguro viajar. Atualmente é professor de Artes Visuais e continua produzindo obras de arte que se movem entre o indigenismo e a fantasia.
Jazz patronal/ Divulgação
SERVIÇO
Obras no artista Erly Almanza no Aberto Espaço Cultural
Sextas: das 15 às 19h
Sábado: das 10h às 19h
Domingos: das 10h às 13h
Agendamento personalizado pelo fone (51) 999301911
Endereço: Rua Assis Brasil, 236, São Francisco de Paula (RS)
I
El viaje del ratón-óleo sobre lienzo-70 x 100 cm-2018/ Divulgação
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, 25 de julho, marca o lançamento do livro Travessias de Amanaã
Mulheres são, a priori, entidades. Unidas, são força real; irmanadas na luta, pólvora; coesas em arte, deusas em ebulição. Do encontro de seis mulheres negras, as escritoras gaúchas Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht,
surge AMANAÃ, um ser intuído pelo poder deste aquilombamento. Uma energia que passa de raiz a semente.
Travessias de Amanaã (Libretos, 136 páginas) reúne textos, poemas e reflexões das seis autoras, numa construção coletiva de mulheres inspiradas em suas vivências, assim como Conceição Evaristo e Maria Carolina de Jesus. A ilustração da capa, de Carmen Lima, revela a potência e a conexão com a ancestralidade presentes nos textos. O título tem ainda edição e design de Clô Barcellos.
No prefácio, Rudiléia Paré Neves, professora e coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras Iyá Agbara, reconhece nas autoras a escrita se fazendo tão necessária quanto o ato de respirar. “Essas seis escritoras, que também desempenham outras funções no dia a dia (não há uma só jornada para as mulheres) e que se entregam ao gozo – ou sofrimento? – do ato de escrever, neste livro falam do que e de quem precisa ser dito. Falam do que e de quem foi/é renegado. Falam do que e de quem foi/é esquecido. Falam de amor, de autoamor. Falam de alegrias e de dores”. E prossegue na análise: “E eu me vejo nas mulheres desses textos. Me vejo um pouco em Farisa, a menina que não podia falar com espíritos de brancos; na menina de tranças, que renasce todos os dias e na bruxa, que renasce das cicatrizes; na mulher que rompe com um ciclo de dor e na que parte sem se despedir; na que sonha e acorda molhada e na professora cujo aluno não conseguiu fazer o trabalho solicitado; na que é perseguida pelo segurança da loja e naquela cujo corpo recebe a bala perdida; na resposta certeira e forte aos olhares preconceituosos que recebemos todos os dias. Vejo todas as que são atingidas – e mortas – pelo racismo, pelo machismo, pelas opressões todas.”
O lançamento de Travessias de Amanaã é emblemático: em 25 de Julho, dia internacional de visibilidade à luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Nesta data, às 19h, acontece o Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente na Sala Libretos (Facebook/libretoseditora) com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.
Autoras:
Ana Dos Santos
Poetisa, professora de Literatura e contadora de histórias, Ana é gaúcha de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participou de diversas coletâneas e publicou dois livros de poesia: Poerotisa (Editora Figura de Linguagem) e Pequenos Grandes Lábios Negros (Editora Venas Abiertas).
Carmen Lima
Natural de Porto Alegre, é professora licenciada em Pedagogia, atriz, bonequeira, brincante e contadora de histórias. Dos 30 anos de docência, há 20 atua na rede estadual de ensino, como alfabetizadora, oficineira e mediadora de leitura. Formou equipe de animação e empresa de teatro de bonecos. Esta é a sua primeira publicação, a qual assina também a capa.
Fátima Farias
Fatima Farias. Foto: Marco Farias/ Divulgação
Nasceu em Bagé e reside na capital Porto Alegre desde os anos 1980. É poeta, compositora e educadora social, tem como profissão também a gastronomia inspirada em temperos orgânicos. Participa de diversas coletâneas e lançou seu primeiro livro solo em março de 2020, Mel e Dendê (Editora Libretos), onde reúne poesia e prosa, dando um passeio pelos slams.
Delma Gonçalves
Delma Gonçalves. Foto: Estudio Nuvem de Afeto/ Divulgação
Nasceu em Porto Alegre, é poetisa, compositora, produtora cultural. Graduada em Letras com pós-graduação em Produção Textual, suas poesias estão em diversas coletâneas. Publicou Cinco Décadas de Samba no Bairro Santana (Editora Cidadela) e livro de poesias O Som das Letras. Produziu e é parceira de Bedeu no CD Na Poesia e na Canção Elas e Eles Cantam Bedeu & Delma.
Lilian Rocha
Lilian Rocha. Foto: Diego Lopes/ Divulgação
Natural de Porto Alegre/RS, é farmacêutica e analista clínica (UFRGS), especialista em Homeopatia (ABH), musicista (Liceu Palestrina), escritora. É autora dos livros A Vida Pulsa – Poesias e Reflexões (Editora Alternativa), Negra Soul (Editora Alternativa) e Menina de Tranças (Editora Taverna). Participante de inúmeras antologias poéticas brasileiras e portuguesas.
É psicóloga e psicanalista. Mestre em Psicanálise: clínica e cultura (UFRGS). Participou da organização do e-book Da Vida que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) entre a Ditadura e a Democracia (CRP/RS). Publicou Ela Conta Ele Canta (Cidadela), com o poeta Carlos Alberto Soares, e a novela Visite o Decorado (Figura de Linguagem). Mantém o blog taiasmin.blogspot.com
Travessias de Amanaã (Libretos, 2021, 136 páginas, ISBN 978-65-86264-33-3, R$40,00)
Autoras: Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha, Taiasmin Ohnmacht
Lançamento:
Dia 25 de julho (domingo), às 19h
Sala Libretos: Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente, no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.
Exposição, que inaugura no dia 31 de julho, reúne obras de 31 artistas sob a curadoria de Fábio André Rheinheimer.
Obra de Andrea Seligman. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares chega de forma revista e ampliada ao Espaço Cultural Correios. Com a curadoria do artista e arquiteto Fábio André Rheinheimer, a exposição apresenta mais de 60 obras de diversas expressões artísticas de 31 nomes da cena cultural gaúcha. A abertura será no dia 31 de julho e a mostra poderá ser conferida até o dia 24 de setembro no Espaço Cultural Correios, localizado na Av. Sete de Setembro, Nº1020, no Centro Histórico, em Porto Alegre.
Obra de Mônica Furtado. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação
A primeira edição do Projeto Múltiplos Olhares foi realizada em 2016, no MARGS, com 21 fotógrafos participantes. Na 5ª edição, a exposição vai além do universo da fotografia, presente nas exposições anteriores. “O projeto se desenvolve conceitualmente, considerando dois referenciais fundamentais: o primeiro é determinado pela interação entre técnicas distintas – desenho, pintura, escultura que juntamente com a fotografia diversificam o diálogo entre produções singulares; o segundo se estabeleceu enquanto exercício mais abrangente, em que cada artista foi incentivado a ocupar significativa área disponível com obras dissociadas da ideia de ineditismo, por exemplo, entre outros condicionantes. Por consequência, esta apropriação do espaço acabou contribuindo com a elaboração de uma exposição ao mesmo tempo única e diversa”, explica Rheinheimer.
Obra de Carlinhos Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A partir da interação entre portfólios distintos, a 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares apresenta a produção dos seguintes artistas: Alexandre Lopes Fagundes, Ana Fernanda Tarrago, Anderson Neves, Andréa Barros, Andréa Seligman, Avani Stein, Carlinhos Rodrigues, Clara Koury, Douglas Fischer, Fábio Petry, Fernanda Garcia, Gutemberg Ostemberg, Helena Stainer, Inez Pagnoncelli, Leandro Facchini, Manoel Petry, Marcelo Leal, Marcelo Spolaor, Mônica Furtado, Paulo Mello, Raquel Lima, Rejane Wagner, Rita Gil, Rosali Plentz, Silvia Dornelles, Susane Kochhann, Tânia Rossari, Tomas Barth, Victor Ghiorzi, William K Clavijo, Zulaine Santos.
Obra de Douglas Fischer/ Foto: Divulgação
Projeto Múltiplos Olhares – 5ª edição
Curadoria Fábio André Rheinheimer
Abertura: 31 de julho de 2021, das 10h às 17h;
Visitação: 31 de julho a 24 de setembro – ter. a sab. das 10h às 17h;
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre
Obra de Rejane Wagner. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
Lançado em 1901, o cigarro é um dos empreendimentos mais originais do escritor, autor também de textos jornalísticos e teatrais e de vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais.
A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (BPE), umas das instituições pertencentes à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove a exposição “Simões & Cia.: os 120 anos do cigarro Marca Diabo”. A mostra integra a programação comemorativa aos 150 anos da Biblioteca e vai ocorrer entre 27 de julho e 27 de agosto, das 10h às 17h, com entrada franca, seguindo os protocolos de saúde pública. Faz parte da instalação a projeção do vídeo documentário “Diavolus Registrada: 120 anos da “marca diabo” de Simões Lopes Neto”, de autoria de Emerson Ferreira.
Com curadoria de Cláudia Antunes — jornalista, pesquisadora e servidora da BPE, e vídeo documentário e design de Emerson Ferreira — artista visual e designer, o projeto conta a história deste que é um dos empreendimentos mais curiosos do escritor João Simões Lopes Neto (1865 – 1916): o cigarro Marca Diabo.
A curadora Cláudia Antunes. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A mostra foi pensada em dois ambientes: no primeiro haverá uma instalação de uma tabacaria do século XIX, com vários artigos de fumo e cigarros do Rio Grande do Sul, de 1900. Para isso, foi feita uma pesquisa sobre marcas de cigarros da época existentes em Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. As embalagens serão reproduzidas e expostas, assim como tudo que envolve o universo do Diavolus, descrito nos jornais da época.
No segundo ambiente estarão as fontes originais, pertencentes a colecionadores particulares e aos acervos do Museus Julio de Castilhos e do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, também pertencentes à SEDAC, em um exercício de transversalidade institucional.
Morgana Marcon, diretora da Biblioteca, explica que “a Biblioteca Pública possui no seu acervo os originais do teatro e as primeiras edições das obras de Simões. Esse projeto irá complementar a sua biografia, dando a oportunidade de mostrar ao público uma outra face
do escritor, ainda desconhecida.
Para a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, “a exposição é um exemplo de
cooperação das instituições que integram a Sedac, no esforço de difundir a cultura do nosso Estado.”
Visitação
Para que o público possa aproveitar a exposição, além das práticas usuais de segurança, como uso de álcool gel, máscaras e distanciamento, a entrada será controlada para evitar aglomerações. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo e-mail agendamento.bpe@gmail.com ou pelos telefones (51) 3224-5045 / 3225-9426 e WhatsApp: (51) 985949135. A Biblioteca Pública está localizada no Centro Histórico de Porto Alegre (Rua
Riachuelo, 1190) e funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h.
O cigarro Diavolus
Há exatamente 120 anos era anunciada na imprensa pelotense a venda dos cigarros Diavolus, da fábrica de fumo Simões & Cia. O cigarro trazia estampada a figura de um diabinho, em contraste com as marcas da concorrência, todas com nomes de santos.
Em 1901, a firma Simões & Cia inaugurou a fábrica de fumos e cigarros Marca Diabo. A fábrica produzia os cigarros União Gaúcha, General Osório, Dr. Berchon, Clube Caixeiral, Macanudos, Coió e Mirim e anunciava “fumos crespos e caporais, em pacotinhos e frisos nos cabeços”, com reclames nos jornais de Pelotas.
O cigarro durou apenas cinco anos. Mesmo com vida curta, a marca Diavolusparticipou de diversas exposições nacionais e estrangeiras, chegando a levar a medalha de prata, em 1904, na exposição internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos. Quando o cigarro saiu de circulação, em 1906, o estoque de tabaco foi utilizado para desenvolver o
carrapaticida Tabacina, que duraria até 1912.
João Simões Lopes Neto é o escritor mais conhecido da literatura regionalista e é considerado um dos maiores autores do Rio Grande do Sul. Natural de Pelotas/RS, recebeu o reconhecimento da crítica e do público por sua obra literária, lembrada, principalmente, pelos livros Contos gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913). O que poucos sabem é que
a criação literária só se manifestou nos seus últimos anos de vida. Antes disso, era conhecido na cidade pelos textos jornalísticos e teatrais e por seus vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais. A criação do cigarro Marca Diabo, em sintonia com a modernidade
urbana do seu tempo, foi um empreendimento ousado e pitoresco da época que acabou se tornando parte do folclore do seu criador.
Serviço:
Exposição Simões & Cia.: Os 120 anos do cigarro Marca Diabo
Curadoria e pesquisa: Cláudia Antunes
Design e vídeo: Emerson Ferreira
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1190 –
Porto Alegre/RS)
De segunda a sexta, das 10h
No domingo, sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas no show Coletânea Samba Jazz e Afins
O Butiá recebe, neste sábado (24), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Formam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.
A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.
Diego Ferreira – Foto Augusto Maurer/ Divulgação
O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).
Coletânea Samba Jazz e Afins
No domingo (25), sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas (contrabaixo) e Amauri Iablonovski (sax). No repertório, uma seleção de músicas que mistura referências do samba jazz (toque brasileiro unido ao jazz norte-americano), latim jazz (salsa) e bossa nova, entre elas: músicas autorais de “New” – Prêmio TIM como Melhor Disco em Língua Estrangeira – e composições de Baden Powell.
Trio instrumental gaúcho toca no domingo. Foto: Divulgação
As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.
A história dos povos originários, a memória das deusas e entidades, as forças da natureza contidas dentro dos oceanos, o mar em sua plenitude. Deste ponto de partida surgiram as primeiras ideias de Cortejo ao Mar, espetáculo de Marsal Rodrigues que esteve de forma presencial nas praias do Litoral Norte e Cassino,em junho,com financiamento da Lei Aldir Blanc. Emocionante, forte, bonito, transformador. Essas foram impressões de quem assistiu ao cortejo em suas incursões à beira do mar. Agora, o vídeo produzido ao longo do projeto, estará disponível nas redes e seu lançamento será dia 18 de julho, domingo, às 20h, pelo meet.
O link para a participação do público estará disponível na bio do Instagram e na legenda do Facebook do projeto Cortejo ao Mar. Quem estiver ao vivo, receberá um link para assistir ao vídeo em primeira mão. O público em geral poderá acessar a partir do dia 19, nas redes do projeto.
A montagem, resultado de meses de trabalho com a inspiração no mar e seus mistérios, na ancestralidade dos cortejos religiosos, oferendas, fé e esperança, emocionou o público e estará no vídeo em imagens captadas por Carlos de los Santos, Carol Zimmer e Murilo Bittencourt. A encenação propriamente dita é fruto do trabalho de pesquisa e ensaio individual de cada ator/bailarino que, ao longo do processo, trocaram impressões e compartilharam seus arquétipos e ideias. Durante essa construção, entre janeiro e junho, foram gravadas cenas dos atores em suas casas. Além disso, os bastidores, a viagem até os locais de apresentação, curiosidades, os figurinos e muito mais estarão nesta vídeo-dança, dirigido por Marsal Rodrigues, disponível nas redes após o lançamento do dia 19.
O bar Ocidente considerado patrimônio histórico cultural de Porto Alegre e que com a chegada do Covid e passados 16 meses, enfrenta dificuldades, pede socorro. Por isso, nos dias 16 e 23 de julho vai acontecer o Festival Online SOCORRO OCIDENTE SHOW.
Serão duas noites de transmissão via youtube com shows musicais, dança, performances teatrais e o sarau elétrico. O passaporte para salvar o Ocidente está à venda no Sympla. Há vários valores de ingressos para ninguém ficar de fora, de 20 a 80 reais.
Na primeira noite, dia 16, estão agendados Wander Wildner, Tonho Crocco, Denizeli Cardoso, Os The Darma Lóvers, Los 3 Plantados, Flu, Pedro Petracco, Pupilas Dilatas, Circenses, Só Amor Trio, Antônio Carlos Falcão, Performers da Fun (Von Teese), Luciana Tomasi + Carlos Gerbase, Arlete Cunha, João Carlos Castanha e Marcio Ventura.
Os Replicantes: Wander Wildner, Heron Heinz, Cléber Andrade, Carlos Gerbase, Cláudio Heinz, Bar Ocidente, 2002. Foto Fernanda Chemale/ Divulgação
A segunda noite, dia 23, terá Defalla, Os Replicantes, Frank Jorge, Carlinhos Carneiro, Julio Reny, Zé Natálio feat Tonho Crocco e Jacksom, Adriana Deffenti, Jimi Joe, Marcio Petracco, As Batucas, Sarau Elétrico, Ilana Kaplan, Renato Del Campão, Patsy Cecato, Zé Adão Barbosa, Janaina Kremer, Cikuta Castanheiro e Ana Maria Mainieri.
Nas duas noites haverá também a participação de Nei Lisboa.
Cultura e resistência
O bar Ocidente abriu suas portas em dezembro de 1980, inicialmente era para ser um espaço para grupos de teatro mas logo foi sendo apropriado por bandas como Os Replicantes que fez seu primeiro show ali; além de Julio Reny e o Expresso Oriente, TNT toda a cena do rock gaúcho dos anos 80. Localizado na esquina da Osvaldo Aranha com a João Telles, o casarão tem quase 150 anos e talvez seja uma das construções mais antigas de Porto Alegre.
Fiapo Barth, dono do bar. Foto. Fernanda Chemale/ Divulgação
Há muitas histórias, mas cabe lembrar da invasão da polícia em junho de 1989 que culminou no movimento Bom Fim Pequim; uma licença poética à obra de Nei Lisboa Berlim Bom Fim. A reação motivou o show no Araújo Viana e fazia analogia a repressão policial na Praça Celestial em Pequim que aconteceu na mesma época.
O Ocidente sempre gerou muitos empregos diretos e indiretos para quem trabalha com o entretenimento em Porto Alegre. Mas chega em 2021 pedindo ajuda. Continua servindo o almoço lacto/vegetariano, coordenado por Rô Cortinhas e abre como pub neste momento de pandemia.
“O Ocidente atravessou quatro décadas como parte de um todo festivo, do Sarau Elétrico às noites LGBT’S. Sempre foi um espaço de liberdade contra todas as formas de caretice”, lembra o material de divulgação do bar.
O Bibi Jazz Duo faz nessa terça-feira, 13 de julho, apresentação no DRY Moments & Drinks, na programação do Jazzy Moments. O Bibi Jazz Duo é composto pela cantora e intérprete uruguaia Bibiana Dulce e pelo violonista e guitarrista Antônio Flores.
Apresenta em seu repertório não somente standards e clássicos consagrados da cultura popular norte- americana, mas também arranjos próprios para canções da cultura européia e latino – americana, nos idiomas inglês, italiano e espanhol.
Com uma carreira de 16 anos, a cantora Bibiana Dulce participou nos últimos anos de diversos festivais de jazz pelo Brasil como: “Jazz Porto” , Wine and Jazz Festival , “Villa do Jazz” e ” Gramado Jazz e Blues Festival”.
Antônio Flores começou suas atividades artísticas aos 16 anos em Porto Alegre, tocando ao lado do seu pai, o cantor e compositor Dorotéo Fagundes. Antônio teve a oportunidade de morar nos Estados Unidos somando-se à cena jazz local. No Brasil participou dos principais festivais de jazz como Jurerê Jazz Festival , Rio Das Ostras Jazz e Blues , Santa Jazz e Poa Jazz Festival.
Ambos fazem parte do quarteto Bibi Jazz Band, que vem ganhando notoriedade na cena musical gaúcha. Bibi Jazz Duo apresenta um espetáculo único e inesquecível, um convite a emoção como poesia na canção.
SERVIÇO
Av. Nova York, 48 – Auxiliadora, Porto Alegre – RS, 90550-070
Exposições estão programadas para Gramado e Porto Alegre, além de um catálogo virtual
Um número recorde de artistas visuais – 261 – se inscreveu para participar da Miniarte Internacional deste ano, cujo tema é Vida. Além de brasileiros, artistas de países como Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Venezuela, Espanha, Estados Unidos, França, México, Nova Zelândia e Taiwan terão suas obras expostas no projeto criado no Estado em 2003.
Gabriela Petter – Brasil –
Já estão agendadas duas exposições da Miniarte Vida: em Gramado, no Centro Municipal de Cultura, de 4 de setembro a 10 de outubro, e em Porto Alegre, na Gravura Galeria, de 4 a 26 de novembro, observando as orientações sanitárias. A produção coletiva dos artistas resultará também, como sempre acontece, em um catálogo virtual que é disponibilizado no site da Miniarte (www.miniartex.org).
Graça Craidy – Brasil
A criadora e coordenadora-geral da Miniarte, a artista visual e gestora cultural gaúcha Clara Pechansky, avalia que o público “terá oportunidade de comparar tendências, já que as obras expostas sempre refletem o presente e cada artista busca enviar aquilo que produz de mais atual, mais significativo e com a melhor qualidade técnica”.
Ilse Ana Paim- Brsil
O objetivo da iniciativa, segundo Clara, é apresentar um panorama das artes visuais de diferentes regiões do mundo. “As obras (apresentadas em tamanho 14,5 x 14,5cm) são expostas em ordem alfabética, permitindo a conexão de uma diversidade de influências culturais sem que se perca a individualidade de cada artista”, diz ela.
Fernando Gomez Barrera- Colômbia
Entre os artistas brasileiros da mostra, estão nomes conhecidos como, por exemplo, Alfredo Nicolaiewsky, Britto Velho, Zoravia Bettiol, Flávio Wild, Glorinha Corbetta, Liana Timm, Miriam Tolpolar, Bernardete Conte, Claudia Stern, Cylene Dallegrave e Graça Craidy, além da própria Clara Pechansky.
Czili – Twaiwan
Já entre os estrangeiros, aparecem nomes consagrados como Ernesto Ríos Rocha, Jorge Luiz Hurtado Reyes e Clemente Perez Gaxiola (México), Jorge Torres e Mauricio Mayorga (Colômbia), Bruce Buckley e Paula Goldstein (Estados Unidos), Dale Copeland e Paul Hutchinson (Nova Zelândia) e Linda de Sousa e Juan Jiménez (Espanha), entre outros.
Como funciona
Coordenadores nacionais e estrangeiros são responsáveis por reunir um grupo de artistas que representa um ou mais países. São coordenadores nacionais as artistas Juliane Mai, Mara Galvani, Marcia Marostega, Rita Gil e Zoravia Bettiol; e internacionais, Andrea Beatriz Garcia e Carolina Villa (Grupo Patagônia Argentina), Clemente Pérez Gaxiola (México), Josefina Suarez (Chile), Jorge Luis Hurtado (Arte México Internacional), Linda de Sousa (Portugal/Espanha) e Marise Zimmermann (Estados Unidos).
Além dos grupos liderados por artistas, a Miniarte recebe participantes independentes, formando um leque de visões e expressões diversificadas sobre o tema Vida. Os visitantes das exposições terão oportunidade de observar, mesmo em pequenos formatos, como é rico e colorido o panorama atual da arte no mundo.