Lançamento marcado para o dia 16 de abril, o documentário longa-metragem “Cavalo de Santo”, baseado no livro homônimo da fotógrafa Mirian Fichtner.
É resultado de dez anos de pesquisas, entre os terreiros gaúchos e retrata o universo religioso afro-brasileiro no Rio Grande do Sul.
Dirigido pela fotógrafa e pelo jornalista e produtor cultural Carlos Caramez, o longa (realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº14.017/2020) será pré-lançado de forma virtual no dia 16 de abril, com live de apresentação e participação dos autores e convidados.
“Cavalo de Santo” marca a estreia de Mirian Fichtner na direção de cinema com um longa-metragem. Segundo ela, “o maior desafio enfrentado foi transpor a linguagem fotográfica do livro para a narrativa cinematográfica”.
O filme apresenta o complexo das religiões afro-gaúchas destacando o Batuque, a Umbanda e a Quimbanda com suas características e peculiaridades regionais.
A obra conta com a participação de nomes importantes da ancestralidade religiosa afro-brasileira no Rio Grande do Sul e depoimentos de antropólogos e sociólogos.
Também aborda a história e a formação das religiões, o racismo, a intolerância religiosa no RS e as diversas formas de luta do povo de religião para preservarem seus cultos e manterem a sua fé.
O longa teve como ponto de partida os dados IBGE 2000 e 2010 que apontaram o Rio Grande do Sul como o estado com maior número de terreiros e de fiéis declarados pertencentes a este segmento religioso, proporcionalmente ao número da população.
A FGV – Fundação Getúlio Vargas, em mapa das religiões, elaborado em 2011, confirmou Porto Alegre como a capital das religiões afro, no Brasil.
Para Mirian, o objetivo do filme é dar voz e protagonismo aos personagens do livro. “Através do filme é possível ouvir suas rezas, mostrar a cultura exuberante e conhecer a vida pulsante dos terreiros gaúchos. É uma forma de preservar os saberes e memórias desta cultura imaterial no Rio Grande do Sul, transmitida pela oralidade da ancestralidade negra no Estado”.
O filme longa-metragem “Cavalo de Santo” foi produzido pela Cubo Filmes, em parceria com a Estação Filmes, a Pluf Fotografias e a Caminho do Mar Soluções Culturais. Contou com o apoio da lei Aldir Blanc para sua finalização e lançamento.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
Ficha Técnica
Direção – Mirian Fichtner e Carlos Caramez
Roteiro – Carlos Caramez
Direção de Fotografia – Mirian Fichtner
Direção de Produção – Cláudio Fagundes e Carlos Caramez
Montagem – Jorge Bazzo e Cláudio Fagundes
Pesquisa – Mirian Fichtner e Carlos Caramez
Realização – Cubo Filmes
Coprodução – Estação Filmes, Pluf Fotografias e Caminho do Mar Soluções Culturais
Coordenação Leis de Incentivo e Produção – Rosane Furtado
Divulgação – Buda Comunicação
Colorização – Cubo Filmes
Áudio – Cubo Filmes
Serviço:
Pré-Lançamento do longa-metragem “Cavalo de Santo”
Site: cavalodesantofilme.com.br
Dia 16/4
20h – live de apresentação com autores e convidados
A residência é parte do projeto “Levanta, sacode a poeira dá a volta por cima”, que tem como tema a resiliência. O documentário sobre os processos criativos será lançado no dia 21 de abril
Grupo de 27 bailarinos que participou da residência artística do projeto “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” revela no dia 17 de abril (sábado) o resultado da imersão artística com Eva Schul. A apresentação acontece às 20h, pelo canal do projeto no YouTube.
Durante três meses, Eva provocou os artistas com um jogo de palavras e frases, que tinham como tema a resiliência, para que eles criassem dentro de suas clausuras. Os processos criativos foram gravados e discutidos em reuniões semanais com a diretora e coreógrafa, e com Eduardo Severino, assistente de direção e intérprete-criador do projeto. A pesquisa como um todo foi documentada em um vídeo, que será lançado no próximo dia 21.
Este projeto, único, vem num momento frágil da nossa história para realizar um desejo antigo de juntar tantos artistas maravilhosos para uma residência artística. Este trabalho, que se transformará em documentário, é realizado num período por demais traumático, mas também prolífico para a vazão do sentimento, a reflexão sobre o fazer artístico e os limites inexistentes da arte”, diz Eva Schul.
Além de Eva e Severino, o projeto conta com Luka Ibarra na direção de produção. A trilha sonora é assinada por João Maldonado, com a voz de Adriana Deffenti, e o filme, pelo cineasta Alex Sernambi.
“Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” é realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac/RS nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas.
SERVIÇO Apresentação dos processos de pesquisa do projeto “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”
Quando: 17 de abril | Sábado | 20h
Plataforma: Youtube | https://linktr.ee/levantasacodeapoeira
FICHA TÉCNICA
Levanta, sacode a poeira, dá volta por cima
Diretora e coreógrafa: Eva Schul
Assistente de direção e intérprete criador: Eduardo Severino
Produção: Luka Ibarra/ Lucida Desenvolvimento Cultural
Companhias de dança: Ânima Cia de Dança, Cubo1 Cia de Arte e Eduardo Severino Companhia de Dança
Artistas independentes: Letícia Paranhos, Pâmela Ferreira, Fernanda Carvalho Leite, Lucca Adams Pilla, Thais Petzhold
Artistas convidadas (sem remuneração): Cibele Sastre, Luciana Paludo, Fernanda Santos, Mônica Dantas e Suzi Weber
Intérpretes-Criadores: Adriana Deffenti, Bianca Weber, Daniel Aires, Driko Oliveira, Eduardo Severino, Tom Nunes, Fellipe Resende, Fernanda Carvalho Leite, Gabriel Martins, Geórgia Macedo, Uantpi Flowjack, Junior Alceu Grandi, Letícia Paranhos, Lucca Adams Pilla, Luciano Tavares, Pamela Ferreira, Richard Salles, Tatiana da Rosa, Thais Petzhold, Verônica Prokopp, Viviane Gawazee e Viviane Lencina
Trilha sonora: João Maldonado
Design: Lucas Magnus
Eva Schul. Foto: Eduardo carneiro/ Divulgação
Videomaker: Alex Sernambi
Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas
Em razão da prorrogação das restrições da Fase Vermelha do Plano SP, a exposição “Mais a Mais ou Menos” do Festival Hercule Florence, em Campinas, com fotografias de Fernando Lemos (Acervo Instituto Moreira Salles) e curadoria de Rosely Nakagawa, será revelada para o público por meio de uma live nesta sexta-feira (09), às 18h. A apresentação contará, ainda, com a participação de Thyago Nogueira, curador de fotografia do Instituto Moreira Salles, onde foi incorporado o acervo do artista. Fernando Lemos faleceu em dezembro de 2019 e esta é a primeira mostra que reúne a sua obra fotográfica após a sua morte.
“Fernando Lemos, nascido em Lisboa em maio de 1926, construiu uma trajetória artística exuberante, estruturada na libertação, subversão, provocação e contestação das regras. Carregado pela mãe, ainda menino, ia ao mercado e às feiras, lendo em voz alta os jornais usados para embrulhar peixes. Na adolescência, trabalhou em uma litografia, depois como desenhista e, então, em agências de publicidade. Em 1949, comprou uma máquina fotográfica Flexaret e começou a fotografar. Sua primeira exposição surrealista ampliou a visão de arte portuguesa em pleno período de repressão do governo de Salazar na década de 1940”, conta Rosely Nakagawa, curadora do evento.
A primeira exposição no Rio de Janeiro provocou sua mudança definitiva para o Brasil, pouco antes do golpe militar de 1964. “Sempre explorando processos gráficos e fotográficos, ancorado no fazer artístico, construiu uma linguagem própria, recorrendo à inversão, à fragmentação, à solarização e a sobreposições. Sua obra é marcada pela imagem construída, visando um efeito de revelação, ocultação, incisão, encenação, invenção e assinalada pela participação das mãos como ferramenta de construção de um diálogo entre o trabalho e o sonho”, completa Rosely.
Criado em 2007, o Festival Hercule Florence tem como matriz a invenção isolada da fotografia no Brasil, feita em Campinas, em 1833, por Hercule Florence, considerado o pai da fotografia. Esse fato desencadeou na cidade atitudes fotográficas no percurso dos séculos. Dessa cultura fotográfica, nasceram os grupos de fotografia e o festival, a partir da criação da Semana Hercule Florence. Mais de 120 mil pessoas e 80 fotógrafos brasileiros e estrangeiros já participaram do evento ao longo dos anos.
Este ano, o XII Festival Hercule Florence é um dos projetos fomentados com recursos da Lei Aldir Blanc – EDITAL PROAC EXPRESSO LAB Nº 40/2020 por meio da SECRETARIA DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DE SÃO PAULO.
Conhecer o passado, valorizar as memórias e salvaguardar a história são alguns dos valores que movem o projeto “Nossa gente: Unsere Leute”, que possibilitou a realização do inventário do patrimônio cultural do município de Feliz. O projeto foi selecionado no edital FAC Educação Patrimonial, lançado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.
O trabalho deu origem ao curta-metragem “Eu Gosto de Coisa Velha”, dirigido e roteirizado por Boca Migotto. Disponível de forma gratuita no Youtube, o documentário mostra o processo de pesquisa do inventário e entrevistas com moradores locais, além de visitar algumas das edificações mais antigas da cidade, construídas nos séculos 19 e 20.
Gravação do documentário/ Divulgação
Realizada pela equipe da Escaiola Arquitetura Rara, especializada em patrimônio cultural, a pesquisa resultou em mais de 30 bens culturais identificados ou inventariados, entre edificações, paisagens naturais, costumes, saberes e celebrações, marcadas pela presença da imigração, preponderantemente alemã. O carnaval felizense e o kerb, festejo com duração de três dias em homenagem a Santa Catarina de Alexandria, foram exemplos de celebrações identificadas.
Inventariar os bens materiais e imateriais do município pode servir de instrumento para que sejam criadas políticas públicas para preservar o patrimônio cultural da cidade, bem como as memórias e a cultura local. “Trabalhamos com patrimônio cultural como um todo, entendendo que não somente a edificação é objeto de resgate, como também as histórias que existiram ali”, explica a arquiteta Juliana Betemps, da Escaiola. “Quando trabalhamos com bens culturais, nós nos conectamos com histórias, memórias, com pessoas”, complementa a sócia e também arquiteta Cristiane Rauber.
Paisagem de Feliz/ Divulgação
Em exemplar desses bens que contam a história local é o Casarão Amália Noll, onde funcionava o antigo cinema da cidade, iniciativa de uma mulher à frente de seu tempo e apaixonada pela arte, que promovia a cultura de Feliz. O prédio foi tombado como patrimônio cultural do município e deve se tornar um espaço cultural, depois do processo de restauro. O projeto já foi aprovado no sistema Pró-Cultura RS e está na fase da captação de recursos.
Sobre a Escaiola
A Escaiola – Arquitetura Rara atua desde 2013 na área da arquitetura de restauração, primando pela preservação do patrimônio material e imaterial. Nos últimos anos, realizou projetos de restauro em edificações como o Convento Franciscano São Boaventura, em Imigrante, o Banco Pelotense do Vale do Caí, em São Sebastião do Caí, e Estação Férrea Nova Vicenza, em Farroupilha. Atualmente, a empresa também tem projetos culturais de pesquisa e educação patrimonial em andamento.
Ficha técnica
“Eu Gosto de Coisa Velha”
Produção: Escaiola Arquitetura Rara e Teimoso Filmes
Roteiro e direção: Boca Migotto
Pesquisa: Cristiane Rauber, Juliana Betemps e Raquel Brambilla
A gaúcha Liana Timm transforma grandes nomes da arte, da filosofia e das ciências em obras de arte. A mais recente criação da artista foi o retrato do cantor Freddie Mercury, que agora ocupa um lugar de destaque no estúdio do ator e cantor Mouhamed Harfouch, recentemente nas telas da TV com a novela Amor de Mãe.
A paixão de Mouhamedh por Freddie Mercury fez com que a arquiteta Valéria Fredo, amiga de muitos anos de Liana, encomendasse um retrato personalizado. “Para essa obra, foram feitos perto de 20 estudos. A escolhida já está no Rio e vai participar do ambiente musical e da casa do ator como um todo”, orgulha-se Liana. Agora a obra ficará no minipalco que Mouhamed está construindo na casa que adquiriu em um condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O espaço, para tocar, receber amigos e gravar, terá tudo o que inspira sua veia musical.
Mouhamed Harfouch e Freddie Mercury – Foto: Clarissa Eyer/ Divulgação
A arquiteta Valéria Fredo, que também gaúcha e atualmente reside no Rio de Janeiro, assina a reforma desta casa dos anos 80. Ela segue a mesma linha adotada por Liana Timm: preservar sempre o que tem valor e substituir o que realmente é necessário. Logo, quebrou pouco, como lavabo, banheiros e área de serviço e uniu cozinha e sala. É nesse ambiente de arte e arquitetura que a obra de Liana Timm vai conviver com a música, uma das maiores paixões da artista gaúcha, que também é cantora e escritora.
Além de Freddie Mercury, outros grandes nomes da humanidade se transformaram em obras de arte a partir do olhar inspirado de Liana Timm na série Outro(s) de Mim. Em seu site, www.dasartesterritorio.com.br, é possível conferir e encomendar obras que homenageiam cantores da Bossa Nova, como Tom Jobim e Nara Leão, e outros ícones da cultura e das ciências, como Clarice Lispector, Picasso, Einstein e Virginia Woolf. A artista também abre espaço para que as pessoas proponham obras a partir de fotos e imagens enviadas. A mais recente criação personalizada foi a da influencer digital Miréia Borges, que agora ocupa a casa da gaúcha.
Miréia Borges por Liana Timm/ Divulgação
Território das Artes
Site de livros e obras de arte digital
A exposição “Os quadros que falam”, do artista gaúcho Flávio Scholles, abre a programação 2021 da Bublitz Galeria de Arte. Com obras que retratam a colonização alemã, o êxodo, a cidade e as origens, Scholles conquistou o Brasil e tem suas criações espalhadas ao redor do mundo. Na Bublitz, estará representado com 23 quadros, que refletem a trajetória do artista em diferentes estilos, temáticas e dimensões. A exposição poderá ser conferida a partir do dia 10 de abril no link: virtual.galeriabublitz.com.br ou ainda presencialmente na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, seguindo a regulamentação de funcionamento do Estado.
O artista Flávio Scholles. Foto: Zé Roberto Muniz/ Divulgação
Com mais de 10 mil telas distribuídas em centenas de lugares mundo afora e com um respeitável acervo em seu atelier, transformado em ponto turístico em Morro Reuter, no interior do Rio Grande do Sul, Scholles é um dos artistas gaúchos mais aclamados internacionalmente. Suas obras passeiam por vários estilos e encantam pela qualidade técnica e artística.
Vendedora de Flores (2014). Foto; Daniel Martins/ Divulgação
“Os quadros que falam contêm os primeiros sinais para uma nova comunicação com o universo, por causa do novo, na arte e na cultura. Nas situações da colônia, meu estilo é expressionista. Nas de êxodo, picassiano, por causa da influência do místico negro. Nas situações da cidade, com a vinda dos americanos, a optical art”, resume Sholles.
“Semeador em Tempo de COVID-19 (2020)”. Foto Daniel Martins/ Divulgação
O artista já realizou duas exposições individuais, em 1995 e 1998, e participou de três coletivas na Bublitz Galeria de Arte, em 2011, 2014 e 2018. Em “Quadros que falam”, sua efervescência artística está representada em obras que expressam a colheita, as moças do interior, a crítica social, com as construções populares, e até uma obra criada já no contexto da pandemia, em 2020: o “Semeador em Tempo de Covid-19”.
Livro e documentário
A vasta obra de Scholles está retratada no livro “Quadros que falam”, da editora Um Cultural, lançada em 2014, sob a coordenação de Daniel Henz e Ralf Cardoso. Com 488 páginas e produzida em cinco línguas, português, inglês, alemão, russo e mandarim, a publicação é uma verdadeira obra de arte, que não só é um registro histórico do artista, mas também um dos mais belos livros do gênero já produzidos no país.
” Colheita (2014-2015)”- Foto: Daniel Martins/ Divulgação
Sua trajetória também foi transformada em documentário em 2016: “Scholles – Sementes de Cor”, da diretora Rejane Zilles. Durante o período da exposição, será possível acessar o filme no link: http://www.youtube.com/user/Zillesprod. O média-metragem de 28 minutos mostra o atelier do artista, suas obras, a influência da região e do contexto histórico em suas criações e faz uma ponte com o pintor Cândido Portinari, em Brodowski, no interior de São Paulo, uma de suas influências “Eu e Flávio temos uma história de vida com pontos em comum. Nascemos neste mesmo povoado alemão, e embora sejamos de gerações diferentes, aprendemos a falar português somente quando chegamos à escola – cada um na sua época e vivemos nossa infância na colônia. Depois de trilharmos nosso caminho pessoal e profissional, voltamos às origens para registrar em quadros e filmes a vida desta aldeia”, destaca Rejane. Em sua obra, Scholles cumpriu o dito de Tostói: “se queres ser universal, fala da tua aldeia”.
Figuras (2015-2016) .Foto; Daniel Martins/ Divulgação
Na próxima quinta-feira (8/4), às 19h, acontecerá uma live de abertura com a curadora do projeto Fora da Cor, Ana Zavadil, e o diretor do IEAVi/MACRS, André Venzon, no Facebook da Secretaria de Estado da Cultura: facebook.com/rs.sedac. A mostra apresenta trabalhos em preto e branco e os tons de cinza possíveis entre uma e outra cor, com obras de 56 artistas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também deverá ocorrer um tour virtual em data a ser definida. Quando as condições sanitárias permitirem, haverá visitação presencial sob agendamento, seguindo as orientações das autoridades.
Obra de GELSON SOARES/ DivulgaçãoObra de ANGELA PLASS / Divulgação
De acordo com Zavadil, os trabalhos, em diferentes linguagens e suportes, revelam a poética de cada artista, enriquecendo a investigação no campo do conhecimento e da experimentação. “O que dá unidade à exposição é justamente a pouca cor e o diálogo entre as obras, esse é forte e chama a atenção para nichos dentro do espaço expositivo” explica a curadora, que também é professora e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Obra de GRAÇA CRAIDY/ Divulgação
Gênese da proposta
A gênese da proposta foi um desafio lançado em 2018 durante aulas ministradas por Zavadil a um grupo de estudos em Santa Maria. O grupo, que se reunia a cada 15 dias, trabalhou com o intuito de criar obras usando somente as cores solicitadas. “Para muitos foi desafiador, mas no desenvolvimento os trabalhos abriram-se para muitas possibilidades e começaram a surgir obras interessantes”, conta ela.
Obra de HELENA D’AVILA /Divulgação
A primeira exposição Fora da Cor aconteceu no Aberto Caminho de Artes, em Porto Alegre, em dezembro de 2018, com trabalhos de 12 artistas de Santa Maria, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e da Capital. Em seguida, em 2019, uma nova proposta deu seguimento aos exercícios sem cor. A exposição Fora da Cor – Exercício 2 ocorreu no Museu de Arte de Santa Maria, com 24 artistas.
Obra de Sonia Loren/ Divulgação
A mostra cresceu em número de artistas, obras e de significados, trazendo à luz muitas produções emblemáticas e instigantes. “Virou um ciclo e passou a interessar muitos artistas”, relembra a curadora. Em 2020, alguns dias antes de começar o isolamento social, foi aberta a exposição Fora da Cor – Exercício 3, no Museu Casa dos Rosa, em Canoas, com 31 artistas. Mas, por causa da pandemia, teve de ficar fechada grande parte do ano.
Obra de RACHEL FONTOURA/ Divulgação
O ciclo de exposições encerra-se com essa nova exposição que acontece no IEAVi/MACRS. As obras abordam questões pessoais ou de pesquisas realizadas, mas também tratam do tempo e da pandemia, com as mudanças significativas no comportamento e por extensão à arte de todos.
Obra de PRISCILA SABKA THOMASSEN/ Divulgação
“O que a curadoria busca é relação direta do espectador com as obras, pois, já dizia Marcel Duchamp, são os espectadores que fazem a obra. É o observador que leva a obra de arte para o exterior do espaço museológico, é ele que a faz existir para o mundo”, declara Ana Zavadil.
Obra de HELOÍSA BIASUZ/Divulgação
—SERVIÇO
Título: Fora da Cor – Exercício 4
Curadoria: Ana Zavadil
Artistas:
Alexandra Eckert, Andréa Bracher, Angela Plass, Beatriz Dagnese, Carmela Slavutzky, Clara Koppe, Cristie Boff, Cristina Luviza Battiston, Dani Remião, Dartanhan Baldez Figueiredo, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Edson Possamai, Esther Bianco, Felipe Ferla da Costa, Gelson Soares, Graça Craidy, Helena D’Avila, Heloísa Biasuz, Juliana Feyh, Kika Costa, Leonardo Loureiro, Leonice Araldi, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lucy Copstein, Mara Galvani, Maria Cristina, Maria Paula Giocomini, Maril Rodrigues, Marina Ramos, Maristel Nascimento, Marlon Viana, Mery Bavia, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Nadiamara Paim, Natalia Bianchi, Neca Sparta, Odilza Michelon, Priscila Sabka Thomassen, Rachel Fontoura, Ricardo Aguiar, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Sandra Kravetz, Sandra Lages, Selir Staliotto, Silvia Rodrigues, Sonia Loren, Sonia Rombaldi, Susan Mendes, Susane Kochhann, Vera Reichert e Wischral.
Obra de RICARDO AGUIAR/ Divulgação
Local: IEAVi/MACRS (Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736, 3º andar). Na Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt
Live de Abertura: dia 8 de abril de 2021, às 19h, com a curadora do projeto Fora da Cor, Ana Zavadil, e o diretor do IEAVi/MACRS, André Venzon, no
*Atendimento ao público e visitação das galerias temporariamente suspensos devido às medidas de prevenção à Covid-19, seguindo o modelo de Distanciamento Controlado proposto pelas autoridades locais.
A curadora Ana Zavadil. Foto: Divulgação
Ana Zavadil, Porto Alegre/RS, 1957.
Especialista em Arte Moderna e Contemporânea, Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria- RS (2011) possui graduação em Artes Visuais, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com habilitação em Pintura (2002) e em História Teoria e Crítica de Arte (2004). Foi Curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul-MACRS (2015-2018), Curadora-assistente da 10ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (2015), Curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul –MARGS (2013-2014), faz parte do Comitê de Acervo e Curadoria do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do SUL- MAC/RS (2011-2013) Tem experiência na área de curadoria e de produção de exposições de arte, foi professora em diversas universidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, na graduação e pós-graduação. Realizou mais de 60 curadorias nos últimos 10 anos, dando destaque para as curadorias de artistas mulheres buscando trazer uma maior visibilidade e revisão do cânone histórico, com ênfase para As Canibais: Artistas e o exercício das imagens, no CCCEV, em Porto Alegre/RS, com publicação de catálogo; Placentária: Curadoria feminista no Museu, MACRS, 2018, com publicação de catálogo; realizou a exposição Útero Museu e Domesticidade: Gerações do Feminino na Arte, MARGS, 2014, com catálogo; Insulares– exposição paralela à 11ª Bienal do Mercosul, no MACRS (2018), com publicação de catálogo; A Bela Morte: Confrontos com a Natureza-Morta no século XXI; O Cânone Pobre: Uma Arqueologia da Precariedade na Arte, MARGS, 2014; Geografias da Criação: arte, moda e design (MARGS), 2013-2014. Realizou a série de Exposições Futurama, em que pesquisa jovens produções, com três edições, a última em 2018 no MACRS. Escreveu o livro ENTRE: Curadoria AZ, mapeamento de 78 jovens artistas do RS (2013) com exposição no MACRS e o texto do livro Há Tempo Atento ao Tempo do artista Leandro Selister.
LOS3PLANTADOS apresentam em 2021 o show Melodias que conscientizam a doação de órgãos. Vacaria, Bento Gonçalves e Passo Fundo recebem o show e os debates no mês de abril, dias seis, oito e quinze. Em função da pandemia, as transmissões acontecem via TV e emissoras de rádios locais, em formato de lives. Também será transmitido pela plataforma youtube na página oficial do grupo. Melodias que conscientizam a doação de órgãos foi contemplado no FAC Movimento com recursos do Governo do Estado do RGS por meio do ProCultura, Sedac Rs.
O grupo de milonga e rock, formado por Bebeto Alves, King Jim e Jimi Joe, traz para a cena a obra e as ideias de três músicos que sofreram transplantes de órgãos em 2013 e que decidiram contar em canções suas experiências acerca do tema doação de órgãos. O show foi pré-gravado e apresenta no roteiro sete músicas que abordam as reflexões de alguém que espera ou que faz um transplante, a importância da doação, da empatia, da esperança e de viver intensamente as coisas simples. Vai muito além de uma apresentação musical é sobre superação, amor ao próximo e o sentido da vida. Antes de cada show os músicos e médicos especialistas em transplantes se reúnem em debates sobre a importância da doação de órgãos. Nesse momento tão difícil de tantas mortes, a ideia central do debate é a palavra solidariedade.
Com uma visão humanista LOS3PLANTADOS é o único grupo musical do Brasil que tem seus integrantes transplantados, todos eles com carreiras importantes no cenário do sul do país. No mesmo edital será produzido um minidocumentário de 15 minutos sobre o trio, contando um pouco da história da banda. O doc terá tradução em LIBRAS.
Bebeto Alves tem mais de 20 discos gravados e muitos sucessos em sua carreira. É um dos pioneiros na atualização de gêneros regionais como a milonga mesclada com influências do rock. King Jim foi fundador da banda Garotos da Rua nos anos 80 e tocou com praticamente toda a cena do rock gaúcho ao longo de décadas. Também tem vários discos em parceria com outros expoentes da música produzida no sul do Brasil. Jimi Joe integrou e integra grandes trabalhos como o de Júlio Reny & Expresso Oriente, Os Daltons e Wander Wildner. Tem dois álbuns gravados em carreira solo. Músico e jornalista por mais de 40 anos, foi crítico musical do Jornal O Estado de São Paulo e diretor da rádio Unisinos. Acompanham neste show os músicos Julio Cascaes no baixo, Luke Faro na bateria e Luis Mauro nos teclados.
Confira as apresentações e programação em cada cidade:
MELODIAS QUE CONSCIENTIZAM A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
– Lives e debates com LOS3PLANTADOS e médicos convidados
Vacaria – dia 06 de abril, às 20h
– bate-papo com o médico Spencer Camargo, cirurgião de transplantes da Hospital Santa Casa de Porto Alegre + show/live
*Spencer Camargo é cirurgião do Complexo Hospitalar Santa Casa. Integra o grupo de médicos de transplantes pulmonares do hospital Dom Vicente Scherer. Doutor em pneumologia pela UFRGS. Natural de Vacaria.
Transmissão no dial da Tua Rádio Fátima 90.5 FM e no Facebook da rádio: https://www.tuaradio.com.br/Tua-Radio-Fatima/
– bate-papo com o médico Paulo Reinchert epatologista, cirurgião, coordenador do serviço de transplantes do Hospital São Vicente de Paula de Passo Fundo, diretor da faculdade de medicina da UPF.
Transmissão TV UPF, Rádio UPF e Youtube UPF
Facebook – los3plantados
O projeto ‘Melodias que conscientizam a doação de órgãos’ está inserido na campanha de 2021 da UPF sobre doações de órgãos.
,Na área da cultura, o ano de 2020 foi marcado por muitos cancelamentos de espetáculos e festivais pelo mundo todo, e não foi diferente com a tradicional temporada sbørniana de janeiro no Theatro São Pedro. Depois de 35 anos de espetáculos de verão no mais célebre palco gaúcho, primeiro com Tangos e Tragédias, e mais recentemente com sua continuação, A Sbørnia Kontr’Atracka, a tradição foi interrompida devido à pandemia de COVID-19. Visando contornar essa situação e seguir levando o espetáculo ao seu público, Hique Gomez e sua equipe promoveram uma migração para o ambiente virtual com o lançamento da websérie Sbørnia em Revista.
A primeira temporada, dividida em quatro episódios, foi ao ar em novembro e dezembro de 2020 no canal A Sbørnia Kontr’Atracka no YouTube, e apresentou quadros inéditos de humor e material de arquivo das mais de três décadas de espetáculos. A experiência deu tão certo que os artistas decidiram levá-la adiante, e já está em fase de produção a segunda temporada da série, realizada com recursos da Lei nº 14.017/2020. A estreia da segunda temporada, chamada de A Expedizsøn será no dia 03 de abril, às 19h. Os outros dois episódios entrarão no ar dias 11 e 18 de abril, no mesmo horário.
O enredo que dá o tema dos três novos episódios remete ao maior tesouro da Sbørnia, a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira cultural de onde são extraídos e reciclados os sucessos musicais esquecidos por outras nações. Devido a uma grande estiagem artística que se acometeu sobre o mundo todo no último ano, as valiosas reservas de lixo cultural da Sbørnia chegaram a níveis muito baixos, e foi preciso que o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan) organizasse uma expedição – ou, em bom sbørniano, expedizsøn – por diversas cidades, para encontrar novos e experientes artistas cujas obras serão preservadas no patrimônio cultural da ilha flutuante. Kraunus Sang (Hique Gomez) e Nabiha Nabaha (Simone Rasslan) sairão à procura desses artistas, que serão os convidados especiais da série. “Teremos a participação de talentos musicais das periferias do Rio Grande do Sul. São performances artísticas que seguem a linha da comédia musical A Sbørnia Kontr’Atracka, adaptadas ao formato audiovisual e transmitidas em nosso canal do YouTube”, comenta Hique Gomez, que também é o idealizador e diretor geral da websérie.
Hique e a produtora Marilourdes Franarin se aprofundaram em uma pesquisa nas periferias do Rio Grande do Sul, em busca desses nomes. Entre os músicos convidados estão Dona Cô, sambista octogenária de Pelotas, o jovem gaiteiro Douglas Santana, de São Francisco de Paula, o percussionista Kako Xavier, da Praia do Laranjal, que atua disseminando a importância dos tambores na cultura gaúcha, o rapper Nitro Di e o grupo feminino de pagode SambaDelas, de Porto Alegre. Ao todo, serão nove participações, três em cada episódio, com números musicais e entrevistas, sempre com a habitual dose de humor e ficção que caracteriza o espetáculo e a série. Seguindo com a estética de cenários virtuais que marcaram a primeira temporada, as entrevistas serão ambientadas em plena órbita terrestre, na estação espacial sbørniana Sprøtna 4. Além disso, alguns quadros que já fizeram parte da primeira temporada, como os musicais “As Devagar Quase Paradas de Sucesso” e o nostálgico arquivo do “Tubo do Tempo”, terão continuação nos novos episódios.
Assim como na primeira temporada, as gravações são realizadas de modo remoto, com equipamentos previamente instalados nas casas dos artistas e monitoramento a distância pela equipe técnica. A temporada tem previsão de lançamento para o mês de abril no canal A Sbørnia Kontr’Atracka no YouTube, e posteriormente será exibida pela TVE-RS. Enquanto isso, vale a pena assistir à primeira temporada no YouTube.
Foto Kraunus (Hique Gomez ) Foto: Rafael Roso Berlezi/ Divulgação.
Relembre algumas peculiaridades da Sbørnia
A Sbørnia é uma ilha que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares e passou a flutuar errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio é a Recykla Gran Rechebuchyn, a Grande Lixeira Cultural de onde são extraídos e reciclados os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Seu regime político é o Anarquismo Hiperbølico, o que faz com que todos os seus governos sejam provisórios. A religião oficial do país é o Votørantismo, pois os sbørnianos são radicalmente sonhadores e precisam muito acreditar no concreto. O esporte nacional é o Machadobol, mas não existem ídolos como os jogadores de futebol brasileiros, pois é muito raro que algum atleta sobreviva por mais de três partidas.
Kraunus e Pletskaya imigraram para o Brasil em 1984, devido aos ataques de tribos hostis, como os Menudos, ao seu país, e se tornaram embaixadores da cultura sbørniana com seu espetáculo marcadamente no estilo do Teatro Hiperbølico.
Em 2014, Pletskaya retornou em definitivo à sua terra natal, quando Nico Nicolaiewsky nos deixou, e dois anos mais tarde, Kraunus se juntou à pianista sbørniana Nabiha, vivida pela maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, para dar continuidade à saga com A Sbørnia Kontr’Atracka.
Além dos tradicionais espetáculos, que desde 1984 conquistaram fãs no Brasil e no exterior, Sbørnia invadiu outros formatos artísticos. Em 1990, Tangos e Tragédias em Quadrinhos, com criação de Cláudio Levitan e desenhos de Edgar Vasques, foi lançado pela editora L&PM, e ganhou duas novas edições em 2007 e 2017. Em 2013, a Sbørnia chegou às telas do cinema, com o longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje os mais novos brasileiros membros da academia de cinema de Hollywood.
FIQUE POR DENTRO:
O que: Sbørnia em Revista – A Expedizøn.
Onde: Canal do YouTube A Sbørnia Kontr’Atracka (@asborniakontratracka)
Quando: 03 – 11 – 18 de abril, às 19h
FICHA TÉCNICA
Hique Gomez: Concepção, Direção Geral e Roteiro
Simone Rasslan: Arranjos
Cláudio Levitan: Criação e desenvolvimento de conteúdo
Marilourdes Franarin: Direção de Produção
Rique Barbo: Direção de arte / cenários virtuais e Coordenação de Iluminação.
Rafael Roso Berlezi: Direção de fotografia, Assistente de Direção, Roteiro e Câmera.
Heloiza Averbuck: Coordenação de Iluminação, assistente de câmera, produção de estúdio.
Gustavo Schauenberg: OXI Comunicação/Criação da Abertura.
Bruno Sussella Teixeira: Edição dos episódios
Fabrício Fortes: Roteiro, edição dos clipes e textos
Álvaro RosaCosta: Captação som e imagens Simone Rasslan
Adriano Cescani: Assessoria Imprensa
EXP Transmídia: Marketing de conteúdo, suporte técnico e Gestão de Redes sociais
Rafael Pacheco: Assistente de produção RS
Edu Coelho: Mixagem
Daniela Ramirez: Administração projeto
Odimar Garrett: Acessibilidade em libras
Produção Geral: Escritório de Produção Marilourdes Franarin
SbørniaProjectus®️ Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para “TANGOS E TRAGÉDIAS”.
O Fantaspoa, tradicional festival de cinema realizado em Porto Alegre desde 2005, realizará a sua décima sétima edição em ambiente totalmente online. O festival acontece entre os dia e 18 de abril. Dedicado a filmes fantásticos – ou seja, dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e thriller -, disponibilizará gratuitamente sua seleção na plataforma de streaming Darkflix. Mais 32 longas-metragens, além dos já divulgados, integram a programação de 2021, somando 57 longas. Incluindo os 103 curtas-metragens selecionados, o festival exibirá um total de 160 filmes.
FANTASPOA: Vítima do Amor/ Divulgação
O evento é realizado com recursos da Lei 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc. Segundo os organizadores João Fleck e Nicolas Tonsho, “o Fantaspoa 2021 é a iniciativa mais democrática realizada por um evento cinematográfico na América Latina. Se a pessoa tem um dispositivo com acesso à internet, pode acessar 14 cursos com personalidades do cinema e 160 filmes provenientes de 40 diferentes países, selecionados priorizando a variedade e a qualidade do conteúdo apresentado.”
Abaixo, segue a relação dos longas-metragens que complementam a programação previamente anunciada. Destes 32 títulos listados, um terá sua première mundial no festival, dois estarão sendo exibidos pela primeira vez fora de seus países de origem no Fantaspoa, 18 estarão em première latino-america e sete em première brasileira, consolidando o Fantaspoa como a mais importante janela de exibição da produção fílmica do gênero fantástico na América Latina. As obras representam 17 países e foram premiadas em alguns dos festivais mais relevantes do mundo, como Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Moscow International Film Festival, Annecy International Animation Film Festival, Ottawa International Animation Film Festival e Viennale. Além disso, fizeram parte das seleções oficiais de outros eventos de alto prestígio, como International Film Festival Rotterdam, Tallin Black Nights, Locarno International Film Festival e Berlin International Film Festival, ressaltando o diferencial da seleção deste ano, realizada objetivando trazer ao público um recorte do melhor da produção fílmica mundial de gênero fantástico dos anos recentes.
Confira os 32 filmes que completam a programação:
Assim na Terra, Como no Céu, de Francesco Er
Come in Cielo, Così in Terra, 2020, Animação/Mistério/Thriller, Itália
No ano de 1275, uma jovem é presa nas masmorras de uma abadia onde um alquimista a usa para estranhos experimentos. Em 2011, dois jovensdesaparecem numa floresta. Nas investigações, a polícia encontra um manuscrito em uma tumba. Nos dias de hoje, Leonardo, o inspetor da polícia e responsável pela elucidação do sumiço, deixa um vídeo-testemunho. Após suas últimas descobertas, ele teme por sua vida.
Black Medusa, de Youssef Chebbi e ismaël
2021, Thriller/Drama, Tunísia
A jovem Nada leva uma vida dupla. Durante o dia, é quieta e reservada, e à noite mergulha na vida noturna da Tunísia em busca de homens com quem cria confiança, para então dominá-los. Quando uma nova colega, Noura, chega ao seu local de trabalho e Nada encontra uma faca mítica na casa de uma de suas vítimas, a situação começa a fugir de seu controle.
Benny Loves You, de Karl Holt
2019, Comédia/Horror, Reino Unido
Jack está enfrentando uma crise de meia-idade e buscando desesperadamente um recomeço para sua vida. Nesta reorganização, ele joga fora Benny, o boneco de pelúcia favorito de sua infância, gerando consequências mortais. Afinal, Benny o ama.
Corte Profundo, de Nicholas Santos
It Cuts Deep, 2020, Comédia/Horror, EUA
Numa viagem de final de ano, um jovem casal contempla seu futuro. Ashley está ansiosa para se casar e ter filhos, o que apavora Sam. Quando o atraente e paternal Nola entra em cena, Sam perde o controle de sua sanidade, considerando-o uma ameaça. Enquanto isso, Ashley questiona o futuro do seu relacionamento.
Córtex, de Moritz Bleibtreu
Cortex, 2020, Policia/Drama/Thriller, Alemanha
Hagen é um homem de 50 anos que vem tendo distúrbios do sono e pesadelos frequentes, já não conseguindo mais distinguir entre sonhos e realidade. Ele começa a sonhar repetidamente com um jovem fora-da-lei chamado Niko, com quem sua esposa Karoline começa a ter um caso.
A Desvida, de Agustín Rubio Alcover
Non-Living, 2020, Drama/Thriller, Espanha
Um casal de autores de contos infantis volta para a casa onde tragicamente perdeu seu filho. Eles pretendem buscar alguns objetos e então seguir seus caminhos separadamente. Tudo muda quando encontram uma mensagem deixada pelo garoto, que propõe um jogo de pistas com consequências inesperadas.
Detenção, de John Hsu
Fanxiao, 2019, Horror/Mistério/Thriller, Taiwan
Em 1962, em Taiwan, no período da lei marcial, a estudante Fang e seu professor, Sr. Chang, se apaixonam. Apesar da restrição a certos livros e à livre expressão, o Sr. Chang organiza um grupo secreto de estudos para livros proibidos, até que um dia desaparece misteriosamente. A busca pelo professor leva Fang e um colega por um perigoso caminho.
Dois Minutos Além do Infinito, de Junta Yamaguchi
Beyond the Infinite Two Minutes, 2021, Ficção Científica/Comédia, Japão
Kato é dono de um café, que fica abaixo de onde mora. Um dia, após o expediente, sobe para o seu apartamento e vê sua própria imagem na televisão, dizendo “Eu sou o seu futuro eu. Dois minutos no futuro!” A TV do quarto de Kato e a TV do café abaixo estão conectadas com uma diferença de dois minutos, permitindo que se viaje no tempo… Mas por apenas dois minutos!
Ejen Ali, de Muhammad Usamah Zaid
2019, Animação/Ação/Aventura, Malásia
Após ser acidentalmente recrutado como espião, Ejen Ali, de 12 anos, cresceu para abraçar seu papel na agência secreta Meta Advance Tactical Agency (MATA) para proteger a futurística cidade de Cyberaya de ameaças externas.
Fazendo Companhia, de Josh Wallace
Keeping Company, 2021, Thriller/Comédia, EUA
Uma sucessão de eventos trágicos se inicia após dois ousados vendedores de seguros baterem na porta errada. Na esperança de conseguir a venda e subir na hierarquia da empresa, eles não percebem o perigo e logo se vêem presos no porão de um estranho.
Imortal, de Fernando Spiner
Inmortal, 2020, Ficção Científica, Argentina
Ana retorna a Buenos Aires para receber a herança deixada por seu pai. Lá, ela encontra o Dr. Benedetti, um cientista amigo de seu pai, que descobriu um portal para outra dimensão que permite o reencontro com os mortos.
A tímida jovem Jeanne começa a trabalhar num parque de diversões. Fascinada pelos brinquedos, passa horas montando miniaturas de parques em sua casa, onde mora com sua mãe. Um dia, Jeanne conhece a nova atração do parque, que passa a chamar carinhosamente de Jumbo.
Mate-o e Deixe Esta Cidade, de Mariusz Wilczynski
Kill It and Leave This Town, 2019, Animação/Horror, Polônia
Tentando escapar do desespero depois de perder aqueles que lhe são queridos, nosso herói se refugia em suas memórias, onde o tempo não se move e todos aqueles que são queridos estão vivos.
Menáge, de Luan Cardoso
2020, Drama/Thriller, Brasil
Três eméritos corruptos de um mesmo pequeno partido político envolvidos numa trama de sexo, corrupção e traição são as personagens principais de uma trama ágil, onírica e que remete às melhores realizações do cinema marginal brasileiro.
Próximo ao lançamento da Red Eye 2, uma lente de contato revolucionária que pode gravar e replicar nossas memórias, a chefe do projeto é assassinada. A pesquisadora Margo se junta ao detetive Thomas para desvendar as circunstâncias do homicídio. Ambos começam a ser ameaçados pelo passado enquanto buscam descobrir as verdadeiras intenções dessa perigosa inteligência artificial.
Modell Olimpia, de Frédéric Hambalek
2020, Drama, Alemanha
Uma mulher desesperada desenvolve um estranho plano para ajudar seu filho. O jovem, que tem fantasias destrutivas que giram em torno de sexualidade e violência, aceita participar do programa de terapia idealizado por sua mãe.
O Nariz ou a Conspiração dos Dissidentes, de Andrey Khrzhanovskiy
Nos Ili Zagovor Netakikh, 2020, Animação, Rússia
Um olhar simultaneamente sombrio e alegre sobre as loucuras do século XX, ancorado na novela proto-surrealista de Gogol “O Nariz” e na ópera homônima de Shostakovich.
Nas Sombras, de Erdem Tepegoz
In the Shadows, 2020, Ficção Científica, Turquia
Em uma distopia dominada por uma tecnologia primitiva, um grupo de pessoas é controlado por um sistema de vigilância onipresente. Quando um indivíduo começa a ter dúvidas e questionar o sistema, passa a conhecer as profundezas dessa estrutura, que é mais obscura do que imaginava.
O Ninho, de Roberto de Feo
Il Nido, 2019, Drama/Mistério, Itália
Samuel é um menino paraplégico que mora com sua mãe Elena em uma mansão isolada, da qual é proibido de se afastar. Quando conhece a adolescente Denise, ele começa a se opor às restrições da mãe. Por que Elena força Samuel a viver como prisioneiro em sua casa? Por que ela é cruel com Denise, que incentiva Samuel a ver o mundo lá fora?
Os que Voltam, de Laura Casabe
Los que Vuelven, 2019, Drama/Horror/Thriller, Argentina
Em 1919, na América do Sul, a esposa de um proprietário de terras está desesperada por um filho, mas sofre seguidos abortos espontâneos. Ela encontra esperança em um obscuro plano: orar para uma divindade mítica ressuscitar seu filho natimorto. O plano funciona, mas com a criança vem algo mais maléfico.
FANTASPOA : Rabo de Cavalo (Poster)/Divulgação
Rabo de Cavalo, de Manoj Leonel Jason e Shyam Sunder
Um bancário alcoólatra tem que resolver um mistério: por que certo dia ele acordou com um rabo de cavalo? Na tentativa de descobrir, embarca em uma viagem por seus sonhos, ilusões e memórias, encontrando diversos personagens enigmáticos e peculiares.
A Risada, de Martin Laroche
Le Rire, 2020, Drama/Fantasia, Canadá
Valerie foi a única sobrevivente de uma execução em massa ocorrida em meio a uma guerra civil no Quebec. Com o passar dos anos, embora tenha conseguido reconstruir sua vida, tornando-se enfermeira numa casa de repouso e iniciando um novo relacionamento amoroso, Valerie ainda sofre da síndrome do sobrevivente. Até que conhece Jeanne, uma erudita e sarcástica paciente, que lhe dá outra perspectiva sobre a vida.
Ritos Ancestrais, de Christopher Alender
The Old Ways, 2020, Horror, EUA
A jornalista Cristina viaja para Veracruz, sua terra natal, a fim de investigar uma história de feitiçaria. Lá, é sequestrada por um grupo de moradores que acredita que ela é a encarnação do diabo.
Röckët Stähr’s Death of a Rockstar, de Röckët Stähr
No ano de 2164, quando o rock’n’roll é proibido, um grupo de rebeldes liderado por um cientista louco tenta iniciar uma revolução. Um rockstar é clonado com o objetivo de fazer uma turnê de guerrilha para “libertar as massas da tirania por meio do rock”. No entanto, logo descobrem que mesmo os melhores planos muitas vezes dão errado.
Sangre Comigo, de Amelia Moses
Bleed With Me, 2020, Horror/Thriller, Canadá
A vulnerável e excluída Rowan fica animada quando é convidada pela popular Emily para um fim de semana em uma cabana na floresta. O entusiasmo logo se transforma em paranoia quando Rowan acorda com incisões misteriosas em seu braço. Assombrada por sonhos, Rowan começa a suspeitar que a estão drogando e roubando seu sangue.
A Selva da Claquete: Sobrevivendo no Cinema Independente, de Justin McConnell
Clapboard Jungle: Surviving the Independent Film Business, 2020, Documentário, Canadá
Um documentário que serve como guia de sobrevivência para o cineasta independente. Afinal, fazer cinema hoje é mais difícil do que nunca. A evolução da tecnologia e um mercado superlotado geraram uma indústria na qual qualquer um pode fazer um filme, mas poucos podem ganhar a vida. Enquanto segue a jornada pessoal de um cineasta, este filme busca ajudar as pessoas a sobreviverem nesse negócio arriscado.
A Sombra do Galo, de Nicolás Herzog
La Sombra del Gallo, 2020, Thriller/Drama/Crime, Argentina
Após um período afastado, um ex-policial retorna ao povoado de sua infância para vender a casa que seu pai lhe deixou. Ele, então, mergulha em um profundo estado de narcolepsia que o faz alucinar com uma mulher que parece incentivá-lo a desmascarar uma rede policial de prostituição e tráfico de mulheres.
Sonhos Coloridos, de Jan Balej
Barevný Sen, 2020, Animação/Fantasia, República Tcheca
Uma trupe circense chega a uma ilha rigidamente controlada e governada por um déspota. Durante seu espetáculo, um tiro de canhão se extravia, gerando uma série de acontecimentos. Dois jovens, Drin e Tuvi, juntamente com Nathan, a gaivota, iniciam uma luta contra o totalitarismo, que pode transformar o destino de todos os habitantes da ilha.
Trans, de Naeri Do
2020, Ficção Científica, Japão
Minyoung é uma garota que sonha em se tornar transumana. Depois de ser atacada na escola, ela planeja uma vingança contra os agressores. Minyoung conduz seu batismo elétrico, mas, quando desperta, transformada em uma transumana, ela percebe que assassinou um colega e tenta viajar no tempo e no espaço usando a bobina de tesla.
FANTASPOA: Uma Tumba para Três (poster)
Uma Tumba para Três, de Mariano Cattaneo
Una Tumba Para Tres, 2020, Thriller, Argentina
Três criminosos são enviados para coletar o resultado de um assalto. A tarefa não se mostra tão simples e eles cometem um erro grave. Agora, tentando remediar o irremediável, eles se envolvem em tumultos com personagens excêntricos e violentos que colocarão em risco suas vidas.
Vítima do Amor, de Jesper Isaksen
Victim of Love, 2019, Thriller/Horror, Dinamarca
Charly está procurando sua namorada Amy, que desapareceu subitamente. Ele decide retornar ao hotel onde Amy foi vista pela última vez, para finalmente desvendar este mistério. No entanto, a investigação acaba tomando rumos inesperados, levando Charly a um pesadelo fantasmagórico.
ESPECIAIS
Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-Feira 13 do Verão Passado, de Felipe M. Guerra
2001, Comédia/Horror, Brasil
Um dos títulos mais populares do cinema independente brasileiro, este filme amador conta as desventuras de um grupo de jovens da Serra Gaúcha perseguidos por um psicopata mascarado. Para marcar o aniversário de duas décadas do lançamento, o diretor Felipe M. Guerra reeditou completamente o filme, voltando ao material original para recuperar cenas inéditas e esquecidas há 20 anos.
A Morte Cansada, de Fritz Lang
Der Mude Tod, 1921, Thriller/Drama/Fantasia, Alemanha
Num vilarejo europeu do século XIX, a Morte leva um jovem prestes a se casar. Sua noiva suplica que devolva a vida do seu amor. A Morte decide dar uma chance à jovem desesperada, prometendo devolver a vida do noivo se ela conseguir evitar a morte de uma das três vidas prestes a perecer.
Mergulho e Decolagem de Pazucus, de Gurcius Gewdner
2021, Documentário, Brasil
Com os olhos livres, coração aberto, bons amigos e um punhado de sorte, Gurcius Gewdner revisita algumas de suas aventuras dos últimos cinco anos, sobrevive ao implacável inverno Russo e faz a seguinte pergunta: quão longe pode ir um filme underground brasileiro?
Cartaz da edição 2021 do Fantaspoa e imagens selecionadas em: https://drive.google.com/drive/folders/1sPfkiP44DeA7Aqm7KNa7gL1tfk1Z-8kW?usp=sharing
Imagens de todos os filmes disponível em:
https://drive.google.com/drive/folders/1hRTUYe7MCGYtBZWPO7KKHGzr_ChQdjVz?usp=sharing
Trailer do festival: https://youtu.be/ZJhYkJReNC4
Links do festival:
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