Autor: da Redação

  • “Hamlet” conserva toda a sua força, 400 anos depois

    “Hamlet” conserva toda a sua força, 400 anos depois

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 18º volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 18

    HAMLET

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2014, 296p.

    Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    Telefone da editora: (51) 3232-0071

    Os quatro séculos que passaram, desde que Shakespeare (1564-1616) escreveu Hamlet, mostram que sua tragédia conserva toda a sua força. A peça atravessa tempos e mantém íntegro o seu fascínio, comove, faz pensar. Cada geração pode atribuir-lhe novos significados, condizentes como seu tempo. Hamlet é uma obra aberta e indestrutível.

    Ato IV, cena 2 – Hamlet: […] Um ouvido tolo não entende um discurso esperto.

  • “O mercador de Veneza”: quando o homem é o lobo do homem, segundo Shakespeare.

    “O mercador de Veneza”: quando o homem é o lobo do homem, segundo Shakespeare.

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 16º volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 17

    O MERCADOR DE VENEZA

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2013, 192p.

    Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    Quem ler a peça com atenção, vai descobrir que Shakespeare, nem tão sutilmente, mostra que há um igual grau de crueldade no mau Shylock e nos bons cristãos da peça e ele poderia também ser acusado de anticristão. Na verdade, a peça vai evidenciar o que Hobbes dirá uns cinquenta anos depois: o homem é o lobo do homem ou, como em Rei Lear, Shakespeare dirá pela boca de Lear: Os homens acabarão se entredevorando e praticando o canibalismo, como os monstros do abismo.

    Ato III, cena2 – Bassânio: […] Não há vício, por pior que seja, que não assuma, na aparência, algum aspecto de virtude.

  • “Sem você não sou ninguém”: bossa nova contemporânea com levada feminina

    “Sem você não sou ninguém”: bossa nova contemporânea com levada feminina

     

     

    A Loop Discos lança no dia 11 de dezembro (sexta-feira), em todas as plataformas digitais, o single “Sem você não sou ninguém. A Bossa Nova foi composta durante a pandemia pelo casal Roberta Amaral, jornalista e João Maldonado, pianista, com letra do baixista Netho Vignol.

    O single composto por gaúchos resgata a originalidade da Bossa Nova e é levada por mulheres na composição, vocais, flauta e violão falando sobre o amor livre. “Sem você não sou ninguém” tem também a participação de Paulo Braga, baterista de Tom Jobim e Elis Regina, e foi gravado em diferentes partes do Brasil e Portugal

    Esta é a primeira vez que eles se aventuram pelo estilo. Maldonado começou no jazz, passou pelo blues, fez fama no rock gaúcho com a banda TNT até voltar para o jazz. Netho é baixista com a veia do rock. O start veio durante uma live que o pianista participou com Roberto Menescal, e ele disse o seguinte sobre a MPB: “Não inventem coisas novas, apenas façam bem feito o que já existe.

    Artistas do selo

    “Durante meses sem sair de casa, o que nos salvou do medo e das incertezas da pandemia foi a música, o vinho e as lives. Numa delas (lives), o que Menescal disse ficou martelando, até que o dia em que a Roberta começou a cantarolar uma Bossa Nova. Eu sentei ao piano e veio toda a música. A Loop Discos já tinha a ideia de criar um trabalho envolvendo artistas do selo, foi então que apresentei a Bossa já com a letra do Netho e nasceu ‘Sem você não sou ninguém’”, lembra Maldonado.

    A música tem a participação especial de Paulo Braga (RJ), baterista de Tom Jobim e Elis Regina e que gravou o álbum Elis & Tom (1974). Chama atenção também a participação feminina: quem leva a música ao violãé Bibiana Petek (RS) – ela fez toda a produção com João Maldonado –, acompanhada de Denise Fontoura (RS) nas flautas, revelando o talento da cantora Aline Stoffel (RS). Nos vocais, além de Aline e Bibiana, Camila Trentini (RS), Rê Adegas e Taís Reganelli (Lisboa). A letra fala sobre a liberdade que é amar: preso a você sou livre.

    “Resgatamos a originalidade da Bossa Nova com toda a força das mulheres. Além de uma delas ser compositora, são elas que levam a música. Nós, homens, apenas acompanhamos no piano, baixo acústico e bateria – somos três e elas seis. É a afirmação de que sem elas não somos ninguém”, destaca João Maldonado.

    Sem você não sou ninguém
    Música: Roberta Amaral e João Maldonado
    Letra: Netho Vignol
    Intérprete: Aline Stoffel
    Vocais: Aline Stoffel, Bibiana Petek , Camila Trentini, Rê Adegas e Taís Reganelli
    Violão: Bibiana Petek
    Flautas: Denise Fontoura
    Piano: João Maldonado
    Baixo acústico: Everson Vargas
    Bateria (participação especial): Paulo Braga | Gravado no estúdio Marini (RJ)
    Produção e mixagem: Bibiana Petek e João Maldonado
    Masterização: Marcelo Fornasier
    Selo: Loop Discos

  • “A Tempestade”, exposição individual de Fábio André Rheinheimer, chega à São Paulo

    “A Tempestade”, exposição individual de Fábio André Rheinheimer, chega à São Paulo

    O ano de 2020 está sendo marcado por estreias para o artista visualFábio André Rheinheimer. Como curador, ele promoveu sua primeira exposição virtual e também desenvolveu sua primeira galeria virtual, utilizando seus conhecimentos como arquiteto. Mas é em dezembro que uma das principais conquistas de sua trajetória de 33 anos no mundo das artes será coroada, com a inauguração da exposição individual “A Tempestade”, no Centro Cultural Correios, em São Paulo. A mostra também marca a reabertura do espaço, que ficou fechado por oito meses, em função da pandemia. A exposição inaugura no dia 3 de dezembro e segue em cartaz até o dia 22 de janeiro de 2021 no prédio histórico do Centro Cultural Correios São Paulo, com acesso pela Praça Pedro Lessa, s/n, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. As visitações podem ser realizadas de segunda a sexta das 10h às 17h.

    Ao longo dos 33 anos de atuação nas artes, Rheinheimer participou de diversas exposições coletivas, individuais e salões de arte, apresentando obras como artista e curador. A mostra do Centro Cultural Correios é sua primeira individual na capital paulista, onde já esteve representado em exposições coletivas. Esse projeto foi concebido sob referência histórica e conceitual do impressionismo e, pontualmente, “A Grande Onda de Kanagawa”, do mestre japonês do estilo ukiyo-e Katsushika Hokusai, sua expressão mais célebre.

     

    A exposição é fruto de um projeto de pesquisa estabelecido a partir do exercício pictórico, em que o resultado são fotografias, registros desse processo. Durante a pesquisa, que levou às obras da exposição, Rheinheimer alterou as pinturas continuamente, sobrepondo umas às outras compondo, assim, novas imagens, que surgiam e se extinguiam sucessivamente, em um processo de constante transformação. O resultado são paisagens marítimas, sob efeito de intensa agitação atmosférica, em obras com densa carga dramática.

    As imagens selecionadas para esta mostra são os registros dessa contínua investigação pictórica. “A Tempestade” é composta por 13 obras impressas em tecidos diversos com grandes dimensões. Entre esses materiais estão tecidos utilizados normalmente na decoração e na moda, como Linarte, Linho Madrid e neoprene. As fibras apresentadas em grandes dimensões, de 1,40 m por 2,30 m, dão novas cores e características às obras pela estrutura de seus fios, compondo quase que novas criações a partir das pinturas originais, em uma experiência artística completa que integra pintura, fotografia e materiais.

    O ARTISTA EM CINCO PERGUNTAS

    Higino Barros

    1) Como surgiu o convite para expor em São Paulo?

    FA: Houve uma comunhão de fatores, mas, antes de tudo, havia o desejo de apresentar meu trabalho para o público paulista, pois seria a prova de
    fogo, a qual me sentia seguro para realizar. Em janeiro deste ano, a
    apresentação da série ‘A Tempestade’ e seu consequente sucesso, no
    Espaço Cultural Correios em Porto Alegre, impulsionou a ideia de leva-la
    à capital paulista. A grande surpresa ocorreu quando esta mostra foi
    selecionada para reabrir o Centro Cultural Correios São Paulo.

    2) É a primeira exposição fora do Estado ou já fez outras anteriormente?

    FA: Em 2014 participei de uma coletiva que inaugurou a Galeria New
    Creators, localizada nos jardins, em São Paulo. Durante alguns anos, esta
    galeria me representou.

    3) O que caracteriza a exposição?

    FA: É importante lembrar que esta exposição é resultado de um projeto de
    pesquisa, desenvolvido a partir do registro fotográfico, tendo por objeto o
    exercício pictórico. A referência conceitual e histórica é o impressionismo
    e, pontualmente, a obra de arte mais reproduzida no mundo: “A grande
    onda de Kanagawa”, obra do artista japonês Katsushika Hokusai. Todo o
    processo foi uma grande descoberta. Produzi pouco para um projeto de
    pesquisa, aproximadamente são 300 fotografias, das quais apenas 13 são
    apresentadas em São Paulo. Neste momento, quando celebro 33 anos de
    atividade nas artes, me sinto seguro para ir além e arriscar.

    4) E como chegou no recurso de imprimir as fotos em tecidos? O que se
    ganha e o que se perde com isso?

    FA: Na verdade, nesta etapa o projeto de pesquisa “pedia” impressão das
    obras em grande escala, em suportes ainda não explorados, os tecidos
    para decoração, por exemplo. Veja bem, existia a garantia de qualidade
    de impressão, pois estava bem assessorado pela equipe da Casa Rima,
    apoiadora desta mostra, porém poderia não ficar satisfeito com a
    qualidade artística, pois sou o maior crítico de meu próprio trabalho,
    indiscutivelmente. Diante disto, assumi o risco de ter “surpresas” no
    resultado final, as quais não ocorreram. Foi libertador tudo isto, pois
    aceitar os possíveis imprevistos tornou o processo ainda mais instigante.
    Estou plenamente satisfeito com o resultado.

    5) Qual expectativa em relação ao público paulista? O que difere e o que
    coincide com o público e mercado gaúcho?

    FA: Entre tantas diferenças, ao meu ver, o que distingue ambos os públicos é que São Paulo é uma cidade cosmopolita, com tradição na vanguarda,
    com ampla vivência de décadas da Bienal, fatores que refletem na
    formação de um público mais preparado e exigente, sem sombra de
    dúvidas. Porém, nada que não possamos atingir com um trabalho
    insistente, um exercício do olhar continuado, pois, como tudo na vida,
    também o senso estético é passível de aprimoramento.

    Serviço

    Exposição “A Tempestade” de Fábio André Rheinheimer

    Local: Centro Cultural Correios SP

    Endereço: Praça Pedro Lessa, s/nº, Vale do Anhangabaú, Centro, São Paulo – SP

    Horário: de segunda a sexta das 10h às 17h.

    Abertura: 3 de dezembro de 2020

    Visitação: 3 de dezembro de 2020 a 22 de janeiro de 2021

    Entrada gratuita

    Acesso para pessoas com deficiência

    Classificação etária: livre

  • Quem venceu o Prêmio Açorianos de Música 2019- 2020

    Quem venceu o Prêmio Açorianos de Música 2019- 2020

    Os vencedores do Prêmio Açorianos de Música 2019-2020 foram revelados em cerimônia virtual realizada no sábado passado, dia 28. O evento ocorreu no palco do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sem presença de público, com transmissão  pela TVE, pelo canal da UFRGS TV no YouTube e na página da Coordenação de Música da SMC no Facebook.

    Os mestres de cerimônia Fernando Zugno e Negra Jaque convidaram os espectadores a acompanhá-los por um passeio pela Cidade da Música, que teve abertura com a exposição “Mais tambor menos motor”. O trabalho reúne os artistas do Quilombo do Sopapo, com trilha sonora de Richard Serraria, marcando o encerramento do novembro Negro, um mês potente de debate sobre uma sociedade antirracista.

    Na cerimônia foram anunciados os  álbuns, compositores, intérpretes e instrumentistas vencedores nas categorias Música Regional, Música Popular Brasileira, Música Erudita, Música Instrumental e Música Pop. Também foram entregues os prêmios, Espetáculo do Ano, DVD do Ano, Projeto Gráfico, Melhor Álbum Infantil, Produtor Musical, Álbuns do Ano e Revelação do Ano.

    A realização do Prêmio Açorianos de Música foi da Secretaria Municipal da Cultura em parceria com  a Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, através do Departamento de Difusão Cultural e do Salão de Atos e UFRGS TV.

    A cantora Glau Barros foi contemplada em duas categorias. Foto: Reprodução PMPoa/ Divulgação

    VENCEDORES PRÊMIO AÇORIANOS DE MÚSICA 2019/2020

    COMPOSITORES

    POP
    Tati Portela – Impermanência

    ERUDITO
    Dimitri Cervo – Música Sinfônica

    INSTRUMENTAL
    James Liberato – Manacô

    MPB
    Pedro Borghetti – Linhas de Tempo

    REGIONAL
    Carlos Roberto Hahn – Beira Mar, Beira Rio

    INTÉRPRETES

    POP
    Tati Portela – Impermanência

    ERUDITO
    Cintia de los Santos – Serenata

    INSTRUMENTAL
    Elias Barboza – Sexteto Gaúcho

    MPB
    Adriana Deffenti – Controversa

    REGIONAL
    Volmir Coelho – Beira Mar, Beira Rio

    INSTRUMENTISTAS

    POP
    Matheu Correa – Meu Rock é Black (guitarra)

    ERUDITO
    Diego Grendene – O Clarinete na obra de Bruno Kiefer

    INSTRUMENTAL
    Gambona Ventos do Sul – (guitarra)

    MPB
    Daniel Wolff – Iberoamericano

    REGIONAL
    Régis Reis – Vida e Verso

    DISCOS

    POP
    Impermanência – Tati Portella

    ERUDITO
    Plural – José Milton Vieira

    INSTRUMENTAL
    Beauty – João Maldonado

    MPB
    Controversa – Adriana Deffenti

    REGIONAL
    Beira Mar, Beira Rio – Roberto Hahn e Volmir Coelho

    REVELAÇÃO

    POP
    Matheu Corrêa – Meu Rock é Black (compositor)

    ERUDITO
    José Milton Vieira – Plural como instrumentista

    MPB
    Glau Barros – Brasil Quilombo (intérprete)

    ESPETÁCULO
    Orquestra Villa-Lobos – Afrika

    INFANTIL
    Musicards – Thiago Di Luca

    DVD DO ANO
    Glau Barros – Brasil Quilombo

    ESPETÁCULO DO ANO
    Orquestra Villa-Lobos – Afrika

    MELHOR DISCO INFANTIL
    Musicards – Thiago Di Luca

    PRODUTOR MUSICAL
    Matias Pinto – Sexteto Gaúcho

    PRODUTOR GRÁFICO
    Monema – Plano de Fuga e outros planos

    REVELAÇÃO
    Matheu Correa – Meu Rock é Black

  • Morte do artista visual Gelson Radaelli surpreende e causa comoção no meio cultural

    Morte do artista visual Gelson Radaelli surpreende e causa comoção no meio cultural

    Morreu na madrugada de sábado, às 2H30, o artista visual gaúcho Gelson Radaelli. Ele tinha 60 anos e a causa da morte foi um infarto fulminante, sofrido em sua residência depois de passar a noite trabalhando no restaurante Ateliê das Massas, do qual era um dos sócios.

    Embora sua morte não tenha repercutido nos meios eletrônicos como rádio e televisão com a atenção que merecia, nas redes sociais, na mídia impressa, no meio cultural oficial e fora dele, inclusive no setor político, foi muito comentada, já que a candidata à prefeita de Porto Alegre, Manuela D’ Ávila lamentou e reconheceu a importância do artista para a cena cultural gaúcha.

    Segundo Nadir Lodi Rossini, cozinheiro e que há anos trabalha no Atelier de Massas, Radaelli foi encontrado pela esposa, Rogéria, na sala de casa por volta das 2h30 da madrugada deste sábado. “A causa da morte ainda está sendo investigada, mas informações preliminares indicam para um ataque cardíaco fulminante”, comentou Rossini. Ele deixa dois filhos, Tulia e Teodoro.

    Parede do restaurante Ateliê das Massas, com obras de Radaelli. Foto: Ayres Cerutti

    O jornalista Ayres Cerutti, amigo do pintor e frequentador do Ateliê das Massas chegou a fazer um desabafo na noite do sábado em seu Facebook : “Assustador absurdo! Nenhuma repercussão midiática pela morte do gênio pictórico Radaelli. Fosse um analfabeto jogador de futebol ganharia estátua de bronze. Poa, cidade imbecilizada!” escreveu Cerutti.

    Reconhecimento artístico

    No entanto, nas redes sociais e nos depoimentos aos veículos impressos,  amigos do pintor deram depoimentos comovidos. Como o professor Francisco Marshal, gestor do Studio Clio, que registrou:

    “Artista grandioso, sincero, revelador, poético, livre, arrojado, ciente do mundo em que vivemos e de como a Arte pode e deve ser. Uma reflexão séria, vigorosa, sobre o mundo, a linguagem, a condição humana.

    O concidadão sensível, filântropo, propiciador. Em seu restaurante Atelier de Massas (o melhor restaurante de massas do planeta), a arte e a amizade tinham morada sagrada. Quantos artistas e pessoas da educação e da cultura foram por Gelson apoiados?

    Enófilo primoroso, porque um grande artista é também Dioniso, como Radaelli sempre foi. E um amigo diletíssimo. Estou absolutamente arrasado com a morte súbita e indevida de meu queridíssimo amigo. Gelson Radaelli. Um dos melhores. Fica conosco teu legado de arte, amor e vida. Eternamente.”

    Galeson Radaelli com Graça Craidy e Francisco Marshall no Studio Clio. Foto: Reprodução/ Divulgação

    A artista visual Graça Craidy também deu um depoimento  sobre a morte do artista, de quem era amiga.

    “Uma figura especialmente amorosa, bonachão, homem de paz, um grande querido. Como artista, um estilo único, livre, talentoso, desaforado, reinava naquelas telas como um maestro de mazurka, expressionista do gesto carregado de tinta e paixão. Herdeiro natural de Iberê Camargo, encantava com os revolteios das suas pinceladas soltas que iam do céu à terra sem medo de ser feliz. Ele brincava comigo que éramos da mesma família artística, a dos viscerais apaixonados. Me sentia honrada e feliz por um artista tão especial como ele me acolher no seu generoso clã. Há poucos dias, expôs na Bolsa de Arte uma coleção incrível de pinturas fresquinhas, atrevidas, intensas. E eu até tinha recém feito um retratinho dele, para lhe homenagear pela exposição, mas nem deu tempo de lhe entregar em mãos! Adorava fazer cara feia, só acreditava quem não o conhecia. Um corazón de melón! Um amor de Radaelli. No seu inesquecível restaurante Atelier das Massas, foi um mestre amoroso abrindo os braços para acolher todos em seu imenso coração. Para nossa infinita tristeza, parte o homem, fica a sua arte para sempre, a nos lembrar da sua enorme liberdade e fulgor. Descansa em paz, amado Radaelli!”

     

    Gelson Radaelli, em pintura de Graça Craidy. Foto; Reprodução

    Homenagens oficiais

    Os veículos impressos da capital, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio deram a notícia com o merecido destaque em seus espaços culturais. O jornal Extra-Classe fez um extenso registro da vida e obra do pintor, destacando sua produção artística e dono de um estabelecimento de gastronomia apreciado por todos seus frequentadores. No local, Radaeeli expunha parte de sua produção pictórica.

    Por meio de nota, a Associação dos Escultores do Estado do RS (AEERGS) comunicou o falecimento e agradeceu ao artista. “As obras dele também integram coleções de diversos museus, instituições e galerias brasileiras, que agora manterão viva a memória de tão importante artista. A ele, nossa gratidão”.

    A Secretaria de Estado da Cultura- SEDAC também emitiu nota sobre o falecimento do artista. Nela diz:

    “A Secretaria de Estado da Cultura – SEDAC, através do Instituto Estadual de Artes Visuais – IEAVi, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS e do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS, lamenta com pesar o falecimento do artista Gelson Radaelli, na madrugada deste sábado, 28.11.2020, aos 60 anos.

    Destacado nome da pintura do Rio Grande do Sul, Radaelli integra a geração que despontou nos anos 1980, vinculando-se à vertente dos jovens artistas que protagonizaram o que se convencionou denominar por “retorno da pintura”.

    já não mais partindo da oposição anterior entre figuração e abstração, mas de um renovado interesse por uma pintura de linguagem e conceituação contemporânea, de tratamento gestual e forte apelo subjetivo, constituindo certo encaminhamento da tradição das correntes expressionistas.

    Graduado em 1986, em Comunicação Social, Radaelli estudou pintura com Karin Lambrecht, Michael Chapman, Luis Baravelli, Armando Almeida e Fernando Baril.

    A partir dos anos 1980, realizou e participou de dezenas de exposições, incluindo o MACRS e o MARGS. Também recebeu diversos prêmios nacionais.

    Integrava a Casa do Desenho, ao lado de Eduardo Haesbaert e Fábio Zimbres. Foi ainda editor de arte e ilustrador dos jornais “O continente” e “Prá ver”, além de proprietário e chef de cozinha do tradicional restaurante Atelier das Massas, em Porto Alegre.

    Em 2017, apresentou no MARGS a exposição “Neon”, sua última individual no Museu, com curadoria de Icleia Cattani.

    Nas palavras de Radaelli: “A arte é um tipo de produção ou posicionamento que não provoca apenas coisas boas, mas também te provoca o estranho, relação de proporcionar a letargia, tirar o prazer absoluto. A arte é um caminho de reflexão”.

    Deixamos nossa solidariedade e sentimentos à família e aos amigos.

    Foto: Túlia Radaelli/ Divulgação

    Igualmente, a Secretaria de Cultura de Porto Alegre, registrou o falecimento, em nota:

    “Lamentamos com profundo pesar o falecimento do pintor Gelson Radaelli. Apaixonado pelas artes plásticas e gastronomia, no ano de 1992 inaugurou e passou a administrar o Atelier das Massas, no Centro Histórico. Nas paredes do restaurante exibia suas obras. Mais um grande nome que nos deixa em 2020 e que será lembrado através de seu legado”.

     

     

  • Autores negros, virtualmente, no Festival de Literatura Fósforo,

    Autores negros, virtualmente, no Festival de Literatura Fósforo,

    A Secretaria Municipal da Cultura, em parceria com a Livraria Baleia,  promove o Festival de Literatura Fósforo, com eventos em alusão ao Mês da Consciência Negra. Os encontros virtuais ocorrem de24 de novembro a 4 de dezembro e podem ser acompanhados pelocanal da Coordenação de Artes Cênicas no YouTube(link https://bit.ly/CACyt).

    Os encontros serão organizados em dois blocos, tomando emprestada a dinâmica das apresentações de teatro online. No primeiro momento, os convidados apresentam uma obra ou auto que tenha sido determinante em sua formação como escritor e que seja capaz de invocar sua própria obra. No segundo bloco, a plateia presente na sala poderá fazer perguntas e comentários utilizando áudio e vídeo.

    A proposta é que cada um dos convidados apresente ao público um livro que tenha sido representativo e importante em sua formação como escritor. Com isso, o público terá a oportunidade de conhecer em detalhe os universos literários de Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Fernanda Bastos, Itamar Vieira Júnior, José Falero, Luciany Aparecida, Luna Vitrolira e Luiz Maurício Azevedo.

    PROGRAMAÇÃO

    24/11 (terça-feira) às 19h (link para entrar na sala – https://us02web.zoom.us/j/88032205486)
    Fernanda Bastos e Luna Vitrolira

    27/11 (sexta-feira) às 19h
    Luciany Aparecida e Luiz Maurício Azevedo

    1/12 (terça-feira) às 19h
    Itamar Vieira Junior e José Falero

    4/12 (sexta-feira) às 19h
    Cidinha da Silva e Eliana Alves Cruz

    Autores e autoras convidadas

    – Cidinha da Silva é poeta, ficcionista e crítica literária, autora de mais de uma dezena de livros, entre eles Um exu em Nova York e O homem azul do deserto.

    – Eliana Alves Cruz é jornalista e escritora, autora dos livros Água de barrela, O crime do Cais do Valongo e Nada digo de ti que em ti não veja.

    – Fernanda Bastos é jornalista, poeta e editora, autora dos livros Dessa cor e Eu vou piorar.

    – Itamar Vieira Júnior é escritor, autor de Torto arado e A oração do carrasco.

    – José Falero é escritor, cronista da revista Parêntese, autor dos livros Vila Sapo e Os supridores.

    – Luciany Aparecida é professora e escritora, autora dos livros Contos ordinários de melancolia e Florim (em pré-venda), entre outros.

    – Luna Vitrolira é professora e poeta, autora de Aquenda: o amor às vezes é isso.

    – Luiz Maurício Azevedo é escritor, professor e crítico literário, autor dos livros A manipulação das ostras, Pequeno espólio do mal, Boca de conflito, Por uma literatura menos ordinária, entre outros.

  • “A música é o alimento certo  de todos nós”, Shakespeare em “Antônio e Cleópatra”

    “A música é o alimento certo de todos nós”, Shakespeare em “Antônio e Cleópatra”

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 15º volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 15

    ANTÔNIO E CLEÓPATRA

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2017, 272p.

    Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    A trilogia romana de Shakespeare abrange CoriolanoJúlio César e Antônio e Cleópatra. Em Coriolano temos o fim da monarquia romana e o início da república, quinhentos anos antes de Cristo. A monarquia cai depois que Lucrécia, esposa de um nobre romano, é violentada pelo filho de Tarquínio o Soberbo, sétimo rei de Roma. A república romana dura quinhentos anos e entra em agonia com Júlio César que, supostamente, aspirava a ser rei e é assassinado, em 44 a.C. Em Antônio e Cleópatra, a paixão desenfreada do triúnviro Antônio por Cleópatra, rainha do Egito, está na raiz da queda da república e, com César Augusto, dá-se início ao governo forte dos imperadores romanos que encabeçaram o império até sua queda, em 476 d.C.”

    Ato II, cena 5 – Cleópatra:

    Quero ouvir música; a música é o alimento certo

    de todos nós, que nos engajamos nas artes do amor.

     

     

     

  • Conversa online sobre literatura indígena com Telma Pacheco Tremembé

    Conversa online sobre literatura indígena com Telma Pacheco Tremembé

    A rede de bibliotecas comunitárias Beabah! promove na quarta-feira (25) a aula pública “Literatura Indígena: como chegar ao leitor?”, com a presença da escritora e artesã Telma Pacheco Tremembé. A conversa é gratuita e ocorre no instagram da rede (@beabah.rs) às 19h.

    Autora do livro “Raízes do meu ser: meu passado presente indígena”, Telma irá trazer suas narrativas e vivências enquanto escritora mulher e indígena. Quando falamos em “Literatura Como Um Direito Humano”, estamos falando de muitas literaturas, culturas e vozes, criadas não só em língua portuguesa, mas também em língua nativa, tais como os textos da Literatura Indígena.

    A rede de bibliotecas comunitárias Beabah! existe há 12 anos, com o objetivo de descentralizar a cultura e democratizar o acesso ao livro e à leitura. Atualmente, 10 bibliotecas comunitárias integram o coletivo, espalhadas por 4 cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Só em 2019, foi realizado o empréstimo de 6.990 livros e alcançado o número de 9.258 nas periferias das cidades que a Beabah! atua.

    Sobre a convidada

    Telma Pacheco Tremembé, indígena da etnia Tremembé do Ceará, escritora, artesã, contadora de histórias, mediadora de leitura pela Universidade aberta Demócrito Rocha, militante da causa indígena e da natureza.

    Live “Literatura Indígena: como chegar ao leitor?”

    Quando: 25 de novembro, às 19h

    Onde: Instagram da rede Beabah! (@beabah.rs)

  • A pintura de Gheno, em criações inéditas, e em obras clássicas, na Bublitz Galeria

    A pintura de Gheno, em criações inéditas, e em obras clássicas, na Bublitz Galeria

    A Bublitz Galeria de Arte foi a primeira do Brasil a lançar uma galeria virtual interativa. Agora, a Bublitz também será a pioneira em levar uma exposição de arte para a casa dos visitantes, em uma parceria com o aplicativo Mobart. A novidade será lançada no dia 21 de novembro, sábado, com a inauguração presencial e virtual da exposição Arabescos, do artista plástico Vitório Gheno, um dos grandes nomes da arte contemporânea do País, em criações inéditas, produzidas durante a pandemia, e em obras clássicas de sua trajetória de mais de 70 anos de arte.

    Técnica mista, óleo acrílico sobre tela. Série Arabescos.
    Fotografia : Daniel-Martins/ Divulgação

    São múltiplas possibilidades para visitar a exposição ou levar as obras de Gheno digitalmente para casa. A galeria virtual poderá ser acessada a partir do link: https://virtual.galeriabublitz.com.br/. Para colocar os quadros de Gheno na sua casa, em tamanho natural, basta baixar o aplicativo Mobart disponível na Apple Store. Acesse o vídeo com o tutorial em https://youtu.be/CTib5kjL2Jo e veja como funciona. Por enquanto, a experiência estará disponível apenas para Iphones e Ipads, mas, ainda no primeiro trimestre de 2021, a visita em realidade aumentada poderá ser conferida pelo sistema Android. Para quem estiver em Porto Alegre, existe ainda a opção de visita presencial à Bublitz Galeria de Arte, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco. A exposição vai até o dia 21 de dezembro.

    Vitório Gheno e a série Arabescos. Foto: Nádia Raupp Meuci/Divulgação

    A Mobart é uma startup que tem a sua origem na pesquisa de doutorado em Artes Visuais da art dealer Andrea Capssa na Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente, a Mobart é incubada na Pulsar/AGITTEC e acelerada pela USP com apoio da Samsung. O objetivo é propor soluções e novas dinâmicas para os agentes do mercado da arte. A parceria com a Bublitz é resultado de uma proposta de unir arte e inovação.

    A novidade abre espaço para a arte reconhecida de Vitório Gheno, em uma vitrine de janelas e possibilidades que se multiplicam. A exposição Arabescos apresenta 16 obras do artista, em duas séries, Arabescos, com criações inéditas desenvolvidas durante o período de pandemia, e Cidades Paralelas e Métropole, com obras clássicas da trajetória de Gheno. A exposição conta com a curadoria da produtora cultural, fotógrafa, editora e bibliotecária documentalista Nádia Raupp Meuci. Gheno é um dos principais artistas da Bublitz Galeria de Arte e suas obras já estiverem presentes em duas exposições individuais e quatro coletivas no espaço.

    Técnica óleo sobre tela. Série Metrópole. Fotografia:Daniel Martins/ Divulgação

    Obra da Série Metrópole 2020, de Vitório Gheno
    Daniel Martins

    Os Arabescos Gheno

    Vitório Gheno é um autêntico. É assim que ele se auto define. “Ao longo dos últimos 25 anos acompanhei o artista, realizando a curadoria de sua obra. Um dos resultados deste trabalho dedicado e continuado, foi a pesquisa, produção e publicação do único livro de arte publicado no Brasil sobre o artista – Gheno Artista Plástico – lançado em outubro de 2006 no MARGS, com repercussão jamais vista no Museu em lançamento de livro com exposição retrospectiva de 6 décadas de arte, na época”, relata a curadora. Agora, já são mais de 7 décadas de arte. De lá para cá, Gheno nunca parou de criar e pintar, como faz desde sua adolescência quando iniciou sua carreira artística na Seção de Desenho da Livraria do Globo, chefiada por Ernst Zeuner, alemão graduado em Artes Gráficas na Alemanha e radicado em Porto Alegre.

    Portanto, uma vasta e diversificada gama de novas séries e temas foi criada por ele. Gheno tem obras em vários países da Europa e nos Estados Unidos, recentemente em Miami. Dono de um talento, criatividade, traço e leveza invejáveis, sua marca registrada é a versatilidade, posto que atuou nas mais diversas áreas da arte brasileira, como aquarelista, gravador, ilustrador, publicitário, jornalista, designer de mobiliário, designer de interiores, artista plástico. Não há o que Gheno não crie e pinte. Em uma única obra sua podemos contemplar outros “novos quadros” inseridos nos diversos detalhes que descobrimos todos os dias ao contemplá-la novamente. Portanto, suas obras nos surpreendem diariamente: ele consegue pintar vários quadros ao mesmo tempo, dentro de uma única tela.

    ARABESCOS é a mais recente e inédita série de Gheno, cuja pesquisa iniciou em 2017, em seus próprios desenhos espalhados por agendas telefônicas: trata-se de um hábito inconsciente que o artista sempre teve, isto é, ficar desenhando nas agendas enquanto fala ao telefone. Um dia, revendo agendas para procurar contatos antigos, deu-se conta de tantos desenhos que nem ele mesmo lembrava. Os desenhos pareciam arabescos e eram recorrentes. Recortou tudo, em agendas que ainda tinha, e começou a pesquisar. Nascia uma nova inquietação. Alguns quadros pequenos desta série nova, foram ainda pintados em 2017, e foram adquiridos por um grande colecionador de Porto Alegre que tem o hábito de adquirir obras novas do Gheno, mesmo sem vê-las. É o colecionador que possui muitas obras de diversas séries pintadas pelo artista nas últimas duas décadas e meia. Em 2018 e 2019, Gheno continuou pesquisando para sua série nova em horas vagas de outros trabalhos.

    SERVIÇO:

    Exposição “Arabescos”

    Artista: Vitório Gheno

    Período: 21 de novembro a 21 de dezembro

    Bublitz Galeria Virtual de Arte: virtual.galeriabublitz.com.br

    Aplicativo: Mobart

    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS
    De segunda a sexta, das 10h às 18h

    Aos sábados, das 10h às 13h