O Espaço 373 recebe nos dias 22 e 23 de novembro (sexta e sábado) o Quarteto do Rio. Formando por Leandro Freixo (1ª voz e piano), Fábio Luna (2ª voz, bateria e flauta), Neil Teixeira (3ª voz e baixo) e Eloi Vicente (4ª voz e violão), o Quarteto é um grupo vocal e instrumental criado em 2016 pelos ex-integrantes do tradicional Os Cariocas, que fez história no Brasil com o seu jeito marcante de harmonizar e interpretar.
As apresentações ocorrem às 21h30 e os ingressos já estão à venda pelo site da Eventbrite. O primeiro lote custa R$ 80,00 até o dia 17 de novembro, o segundo custa R$ 100,00 e R$ 120,00 na hora .
Grupos americanos
Os Cariocas vieram na onda de grupos americanos que apostavam no efeito da harmonia de diversas vozes em diferentes tons soando simultaneamente. No Brasil, na mesma linha, surgiram grupos de vozes e instrumentos de sucesso, na década de 1930 e 1940, como O Bando dos Tangarás (com Braguinha, Noel Rosa e Almirante), Bando da Lua, Os Anjos do Inferno, Namorados da Lua e Quatro Ases e um Coringa.
O conjunto começou sua carreira na Rádio Nacional em 1946 e teve grande sucesso nos programas de auditório na era dourada do rádio interpretando todo tipo de música com seus caprichados arranjos a quatro vozes, de baiões a toadas, de música americana ao nosso samba. Com o advento da Bossa Nova na década de 60, passou a ter uma fonte riquíssima de músicas, baseadas em belas harmonias e muito balanço, que combinaram com o seu jeito de interpretar, formando um casamento perfeito.
O grupo se manteve em atividade até 2015, sob a direção musical de Severino Filho.
Em sua bem sucedida carreira, lançou cerca de 70 discos e teve dois trabalhos destaques no Prêmio da Música Brasileira. Com a morte do maestro, em março de 2016, os demais integrantes decidiram dar continuidade ao trabalho. No entanto, a filha de Severino, a atriz Lúcia Veríssimo, não permitiu o nome Os Cariocas. E assim nasceu o Quarteto do Rio.
Leandro Freixo (1ª voz e piano), Fábio Luna (2ª voz, bateria e flauta), Neil Teixeira (3ª voz e baixo) e Eloi Vicente (4ª voz e violão. Foto: Divulgação
Serviço:
Quarteto do Rio
Quando: 22 e 23 de novembro | Sexta e sábado | 21h Local: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta) Ingressos: 1° lote até 17 de novembro: R$ 80,00 | 2º lote até 23 de novembro: R$ 100,00 | R$ 120 na hora Ingressos antecipados para o dia 22 de novembro: http://quarteto-do-rio-dia-22.eventbrite.com.br Ingressos antecipados para o dia 22 de novembro:http://quarteto-do-rio-dia-23.eventbrite.com.br
Informações e reservas: (51) 98142 3137 | (51) 99508 2772
Capacidade: 150 pessoas | Aceita todos os cartões de crédito | Ambiente climatizado | Possui wifi | Segurança na porta | Estacionamento no Shopping Total
“Afluência” é um espetáculo híbrido. Não há centro, há uma espécie de confluência contínua de expressões artísticas, criando a coreografia do espetáculo e colocando diferentes visões em diálogo. As cenas, como metáforas, sugerem que cada sujeito, centro do seu universo de relações, crie as suas imagens e significados. Assim, o espectador tem o seu olhar direcionado e é ativo na construção da sua história.
Concebido e apresentado pela bailarina Geórgia Macedo, a artista visual Isabel Ramil e os músicos Felipe Zancanaro e Thiago Ramil, “Afluência” é o encontro entre estes artistas e as diferentes formas de se expressar. É o encontro deles com cada um dos locais que se propõem a ocupar. Assim, a cada performance deixam-se afetar pelo espaço de forma a permitir que os elementos históricos, geográficos e estruturais dos locais participem da concepção de cada apresentação.
O projeto teve sua estreia em agosto de 2018, quando propôs uma nova forma de ocupar o espaço Cultural Agulha. Em abril de 2019, o grupo se voltou para uma pesquisa junto aos Rios Caí, Taquari, Sinos, Gravataí e Jacuí, afluentes do Rio Guaíba, integrando a programação da Virada Sustentável de Porto Alegre e em maio realizaram a sua primeira temporada na Sala Álvaro Moreyra. Finalizando o ano de trabalhos, o grupo se encontra com o Teatro Glênio Peres para participar da V Mostra de Artes Cênicas e Música.
Pela primeira vez se apresentam em palco italiano, resignificando a última narrativa criada. Com este encontro e atravessados pelos contextos ambientais que envolvem o Estado, retomam a pesquisa que realizaram junto aos afluentes do Rio Guaíba e convidam atores, bailarinos e a kujà (pajé) Kaingang Iracema Gã Ra Nascimento para participar da montagem.
“Afluência” leva ao extremo a noção de que um espetáculo é sempre um acontecimento artístico, impossível de ser repetido. Como os rios que tem como constante a sua transformação. O quê transborda e guia as diversas narrativas apresentadas, é a água. A água, que existe entre vastas e esfareladas coletividades de argamassa. Água corpo. Água planeta. Água recurso. Água redonda e água comprida. Água, movendo o corpo de um sujeito urbano que constantemente se transforma. Sobre os artistas: Isabel Miranda Ramil trabalha com cenografia, iluminação e criação de vídeos para teatro e shows musicais. Em 2014 realizou sua primeira exposição individual. Participou de mais de 20 exposições coletivas dentro e fora do Brasil, algumas com curadoria artística de nomes como Paulo Herkenhoff, Agnaldo Farias e Gabriela Motta. Em 2011 realizou o projeto cênico colaborativo “Órfão, o tempo sem ponteiros”, pelo qual ganhou o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Artista Revelação. Em 2011 recebeu da Bolsa Iberê Camargo o prêmio Artista destaque da revista digital da Fundação. Em 2012 foi selecionada pelo programa Rumos do Itaú Cultural, o que a levou a expor nos espaços Itaú Cultural (SP), Casa das onze janelas (PA) e Paço Imperial (RJ). Em 2018 teve um trabalho seu adquirido pelo MAR – Museu de Arte do Rio, o qual atualmente integra a exposição em cartaz “Mulheres no acervo do MAR”. É mestra em Artes Visuais pelo IA-UFRGS.
A antropóloga e bailarina Geórgia Macedo, iniciou seus estudos em dança clássica no Ballet Vera Bublitz e atualmente estuda ballet contemporâneo com Eva Schul, e a intersecção entre a dança e a performance, junto ao GEDA de Maria Waleska Van Helden. Trabalhou como artista circense e bailarina em importantes projetos, como nas óperas “Dido e Enéias” e “Orfeu”, com direção de Camila Bauer. Com o Circo Teatro Girassol, dançou “Vertigens”, espetáculo de dança aérea contemporânea, indicado ao Prêmio Braskem em Cena (2015) e convidado pela FUNARTE para apresentação em Bogotá-CO. Realizou a performance “Pièce en 7 morceaux”, de Annie Vigier e Franck Apertet, parte da exposição Subversão da Forma na Fundação Iberê Camargo (2018) e é uma das curadores e organizadoras da Mostra de Cinema Tela Indígena. Felipe Zancanaro é artista sonoro, multi-instrumentista, produtor e compositor. Desenvolve pesquisas com percussão-sucata, circuit bending, samples e paisagem sonora. Em 2018 criou e performou ao vivo a trilha sonora da peça “A mulher arrastada”, com direção de Adriane Mottola (Cia. Stavaganza) premiada com o Braskem de Melhor Espetáculo no 25º Porto Alegre em Cena e com o Prêmio Açorianos 2019 de melhor espetáculo. Como integrante da banda Apanhador Só recebeu indicação a melhor instrumentista no Prêmio Açorianos de Música em 2011. A banda, que viajou pela América em festivais e turnês, foi premiada 2013 pela Associação Paulista de Críticos de Arte, recebeu o Prêmio Açorianos de Música (2013), foi indicada ao VMB (da MTV), ao Grammy Latino e ao Prêmio Multishow de Música Brasileira. Thiago Ramil teve seu primeiro disco, Leve Embora (2015), contemplado pelo edital Natura Musical e acabou indicado ao 17 Latin Grammy na categoria de Melhor Álbum Pop em Língua Portuguesa. Recebeu o Prêmio Açorianos de ‘Melhor Intérprete’ e ‘Artista Revelação’ por esse trabalho, com o qual vem realizando turnês nacionais. Também esteve no além mar, nas cidades de Lisboa, Porto e Amarante, em Portugal. Lançou recentemente seu segundo álbum, EmFrente, viabilizado através de financiamento coletivo. Além do trabalho como músico, Thiago também atua como psicólogo social em uma casa de acolhimento para menores. Ficha técnica:
Concepção e direção: O grupo / Bailarina e performer: Geórgia Macedo / Trilha sonora original e performance ao vivo: Felipe Zancanaro e Thiago Ramil / Participação: Felipe Luz, Iracema Ga Rã, João Gabriel OM, Jota Ramos, Rebecca Rodrigues, Vicente Vargas / Cenografia, vídeos e iluminação: Isabel Ramil / Figurino: Geórgia Macedo e Isabel Ramil / Produção: O grupo AFLUÊNCIA
22 e 23 de novembro, 19h
Teatro Glênio Peres (Av. Loureiro da Silva, n. 255 – Câmara Municipal de Porto Alegre)
Entrada gratuita Distribuição de convites a partir do dia 19/11 na Seção de Memorial da Câmara Municipal das 9h às 17h. No sábado, dia 23, somente 30 minutos antes do espetáculo, se houver disponibilidade.
Obras de compositores gaúchos de música clássica ganham roupagem contemporânea no próximo sábado, 23 de novembro, às 17h, dia em que a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) completa 69 anos. A orquestra se encarrega da tarefa de interpretar um diversificado repertório com o espetáculo ‘‘Música Instrumental Gaúcha’’, que reúne peças e músicos das mais diversas gerações do Rio Grande do Sul. Sob regência de Evandro Matté, maestro e diretor artístico da orquestra, os instrumentistas sobem ao palco da Casa da OSPA aliados do Trio in Uno, composto por Pablo Schinke (violoncelo), José Ferreira (violão de sete cordas) e a italiana Giulia Tamanini (saxofone), além dos convidados Luciano Maia (acordeon), Michel Dorfman (piano) e Paulo Dorfman (piano). A apresentação tem entrada franca, com distribuição de senhas no dia do concerto, na bilheteria da Casa da OSPA, a partir das 10h até o horário do evento, às 17h. O Banrisul é o patrocinador oficial do espetáculo ‘‘Música Instrumental Gaúcha’’. Sobre o programa
‘‘A OSPA procura integrar na programação anual compositores gaúchos. Convidamos músicos que se destacam no cenário com obras autorais’’, afirma o maestro Evandro Matté. ‘‘Com uma versão sinfônica, essas peças poderão ganhar uma nova projeção’’, completa.
Para iniciar o concerto, a OSPA executa ‘‘O Boi no Telhado’’, deDarius Milhaud (1892-1974).Composta e estreada no período de efervescência cultural, com o surgimento do samba, reflete a mistura de ritmos essencialmente nacionais, incorporando 24 peças de músicos brasileiros, entre as quais “Gaúcho”, de Álvaro Sandim, “A Galhofeira’’, de Alberto Nepomuceno, e “Apanhei-te Cavaquinho”, de Chiquinha Gonzaga.
Na sequência, a orquestra apresenta ‘‘Retratos’’, do gaúcho Radamés Gnatalli (1906-1988). Gravada há 55 anos sob própria regência, a composição, segmentada em quatro movimentos, busca homenagear diferentes personalidades da música brasileira que simbolizam a carreira do compositor – Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga.
Em seguida, composições autorais dos solistas passam a integrar o programa da OSPA. O pianistaPaulo Dorfman (1945-) junta-se aos músicos com Michel Dorfman para executar quatro obras próprias – ‘‘Santo Antonio’’, ‘‘Choro para Gabriela’’, ‘‘Mountain Foot’’e ‘‘Cristine’’. Seguido, então, pela presença do acordeonista Luciano Maia (1980-), a OSPA apresenta ‘’Janelas ao Sul’’, canção que leva o mesmo nome do álbum e dialoga a música regionalista com estilos universais, além de ‘‘Fincando o Garrão’’. Por fim, a orquestra, acompanhada de todos os solistas, executa ‘‘Barra do Ribeiro’’, do compositor de Carazinho Guinha Ramires (1956-). Foto: Maí Yandara/ Divulgação Evandro Matté (regente)
É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, sediado em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Atraído pela regência, passou a atuar desde 2006 como maestro em festivais. Desde então, esteve à frente de orquestras do Uruguai, Argentina, China, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos como convidado. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes em seu domínio artístico. Paulo Dorfman (piano)
Referência no cenário gaúcho, Paulo Dorfman está entre os compositores instrumentais com o maior número de obras interpretadas. É recorrente convidado em concertos da OSPA e atuou ao lado de renomados artistas, como Renato Borghetti, Ana Lonardi e Alegre Corrêa, além de ser o artista homenageado na edição 2016 do Poa Jazz. Graduado em Música pela UFRGS, é também professor, com ênfase em Ciências Humanas, atuando principalmente com improvisação, harmonia, piano e arranjo musical. Michel Dorfman (piano)
Pianista, arranjador e compositor, iniciou os estudou com o pai, Paulo Dorfman, formando-se em Composição pela UFRGS. Iniciou a carreira de instrumentista pela Oppa (Orquestra Popular de Porto Alegre), aliando-se a projetos paralelos. Protagonizou a participação em álbuns de renomados nomes da música gaúcha, como Frank Solari, Hique Gomez, Renato Borghetti e Ernesto Fagundes. Pelo instrumento de domínio, foi premiado duas vezes com o Troféu Açorianos, além de escrever para a OSPA canções do folclore gaúcho, interpretadas pela família Fagundes no Natal Luz de Gramado. Luciano Maia (acordeon)
Instrumentista, cantor e compositor, é um dos mais renomados acordeonistas do sul do país na atualidade. Com 20 anos de carreira, possui 12 discos na trajetória e apresentou-se em importantes projetos musicais e festivais de jazz no Brasil e na Europa, sendo recorrente convidado para atuar como solista em prestigiadas apresentações da música de concerto. Reconhecido por aliar música regional gaúcha com ritmos distintos, conquistou importantes prêmios do Rio Grande do Sul, entre os quais oito Prêmios Açorianos, Prêmio Vitor Mateus Teixeira, além de indicações ao Prêmio da Música Brasileira. Trio in Uno
Composto pelos brasileiros Pablo Schinke (violoncelo), José Ferreira (violão de sete cordas) e a italiana Giulia Tamanini (saxofone), o grupo surge em Paris, em 2014, ao aliar a espontaneidade da musica popular com a expressividade da música clássica. Em 2015, lançam o primeiro álbum, intitulado “Lilas”, sendo recebido com entusiasmo pelo público e aclamado pela crítica no exterior. São convidados frequentes de diversos programas de rádio e televisão, incluindo RFI, Super Rádio Brasília, FM Cultura, TV Globo e TV Cultura. Desde 2015, o trio se apresenta regularmente no Brasil, em prestigiosas salas de concerto, e em festivais pela Europa. Concerto|Música Instrumental Gaúcha Quando: 23 de novembro, sábado, às 17h Onde: Casa da OSPA (Centro Adminstrativo Fernando Ferrari (CAFF) – Av. Borges de Medeiros, 1501 – Cidade Baixa)
ENTRADA FRANCA Distribuição de senhas:
23 de novembro (sábado) na Casa da OSPA, das 10h às 17h PROGRAMA Darius Milhaud – O boi no telhado Radamés Gnattali – Suíte Retratos Paulo Dorfman – Santo Antonio Paulo Dorfman – Choro para Gabriela Paulo Dorfman – Mountain Foot Paulo Dorfman – Cristine Luciano Maia – Janelas ao Sul Luciano Maia – Fincando o Garrão Guinha Ramires – Barra do Ribeiro Regente: Evandro Matté Solistas: Trio in Uno – Pablo Schinke (violoncelo), José Ferreira (violão de 7 cordas) e Giulia Tamanini (saxofone), Luciano Maia (acordeon), Michel Dorfman (piano) e Paulo Dorfman (piano)
A diretoria da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) e integrantes da Comissão Executiva da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre divulgaram hoje os números gerais desta edição. O presidente da CRL, Isatir Bottin Filho, considerou os resultados muito satisfatórios.
Em 17 dias, a Feira do Livro 2019 recebeu um público superior a um milhão e 300 mil pessoas e 226.971 livros foram vendidos (1% em relação ao ano passado), com o valor unitário médio de R$ 30,00. O Balcão de Informações da Feira prestou cerca de 20 mil atendimentos.
Durante a entrevista coletiva, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, no final da manhã, o tesoureiro da CRL, Guiomar Beineke, disse que esta 65ª edição fechou dentro do previsto e ressaltou que a diretoria busca cada vez mais a autossustentabilidade da Feira. Lembrou que o crescimento das vendas foi importante apesar de alguns momentos de chuva e da redução do período do evento para 17 dias, enquanto em 2018 foi de 18 dias.
A coordenadora da Área Geral, Jussara Haubert Rodrigues, destacou a diversidade da programação para o público adulto, e Sônia Zanchetta, coordenadora da Área Infantil e Juvenil, salientou a contribuição de parceiros e o trabalho do Núcleo de Formação de Mediadores de Leitura da CRL. Programação para o público adulto: 214 eventos, sendo 26 módulos de oficinas, 32 apresentações musicais (Zaffari), 3 Feiras Fora da Feira/CRL e 153 encontros com o livro. Sessões de autógrafos: 523 individuais, 63 coletivas. Total: 586.
Os eventos receberam 587 participantes, sendo 24 nacionais (fora do RS), 11 convidados internacionais e 552 gaúchos. O público foi de 11.027 pessoas.
Ocorreram 45 programações paralelas e Feira Fora da Feira em espaços externos à Praça. Eventos que receberam público mais numeroso:
Teatro Carlos Urbim:
Programação infantil e juvenil A Área Infantil e Juvenil recebeu 78 autores para várias atividades.
Os temas que mais motivaram o público foram os de temática indígena e literatura afro-brasileira.
Acessibilidade: 30 atendimentos de professores com doação de audiolivros. 15 empréstimos de cadeiras de roda. 18 rodas de conversa. Agendamento escolar: 365 agendamentos oriundos de 21 municípios, sendo 250 de Porto Alegre, 23 de Esteio, 22 de Cachoeirinha, 19 de Canoas.
11.235 Alunos presentes – 16,22% a mais do que em 2018.
A 65ª Feira do Livro de Porto Alegre é uma realização da Câmara Rio-Grandense do Livro em parceria com Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Secretaria de Estado da Cultura.
Patrocinadores master: Braskem, Zaffari, CMPC, Banco Oficial da Feira: Banrisul vero. Patrocinador Caixa. Patrocinador Especial do Teatro Carlos Urbim: Sulgás. Apoio: Prefeitura de Porto Alegre. Financiamento: Pró-cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A programação completa da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre pode ser acessada pelo site www.feiradolivro-poa.com.br
De menina a mulher madura, as reflexões e aprendizados da personagem Viola enquanto vai atrás de seus desejos e busca conquistas.
Um encontro inesperado, quando imaginava já ter controle de si mesma, leva-a a deparar-se com partes suas que desconhecia. Viola, então, inicia o caminho sem retorno de ver-se, retirar camadas, agir consigo sem subterfúgios ou curativos.
Na vida real, Vânia Möller não se apresenta como filósofa, e sim como licenciada em filosofia, nem como designer gráfica, mas simplesmente diagramadora, também revisora e produtora de textos.
Como a personagem, a autora pensa que “a vida é melhor quando se divide, quando há relação”, e diariamente avalia e se reavalia, sempre procurando tornar-se um ser melhor.
Ela autografa Viola revira o ser (Editora Sulina) nesta quinta-feira, às 17h30, na Feira do Livro de Porto Alegre.
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) apresenta o último recital da Série Música de Câmara 2019. No dia 17 de novembro, domingo, às 16h, a Fundação Iberê Camargo é, pela quinta vez, palco da iniciativa. A apresentação fica por conta do Lux Quarteto, grupo composto por Martina Ströher (violoncelo), Leonardo Winter (flauta), Angela Diehl (canto) e Fernando Rauber (piano), músicos da OSPA e convidados que compartilham o interesse pela música e o prazer da convivência com a arte.
Sobre o repertório
O recital inicia com a obra “Trio em sol menor para flauta, violoncelo e piano Op. 63”, do notável pianista Carl Maria Von Weber (1786-1826), conhecido também como violinista, regente e teórico musical. Na sequência, o programa destaca “Une flûte invisible pour chant, flute et piano”, do compositor, maestro e pianista francês da Era Romântica Camille Saint-Saëns (1835-1921), renomado artista, que estreou em concertos com apenas dez anos de idade. “Duas canções para mezzo-soprano e piano”, do compositor Reynaldo Hahn (1874–1947) e “Elégie para canto, violocelo e piano”, de Jules Émile Frédéric Massenet (1842–1912), também são contempladas no programa.
A obra “Assobio a Jato para flauta e violoncelo”, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), se concentra no virtuosismo instrumental. Composta em 1950, em Nova Iorque, em um período de intensa criação do compositor, coincide com a elaboração de Quarteto de Cordas nº 12 e a Sinfonia nº 8 e é dedicada a Carleton Sprague Smith. “Les Nuits D’éte” é um ciclo de canções de Hector Berlioz (1803-1869) para voz e orquestra, baseado nos poemas de Théophile Gautier. As canções retratam o progresso do amor até a perda e a renovação. Berlioz compôs para piano e depois fez a orquestração, sendo uma das principais peças interpretadas no repertório sinfônico atual.
Encaminhando-se para o desfecho, os músicos executam “Vien! Une flûte invisible soupire para flauta, voz e piano”, do compositor francês André Caplet (1878-1925), conhecido principalmente pelas orquestrações de obras de Claude Debussy, de quem era amigo íntimo. A OSPA encerra a apresentação com “Sua voz para canto, flauta, violoncelo e piano”, dogaúcho Dimitri Cervo (1968-). Renomado compositor, tem as partituras executadas pelas principais orquestras do Brasil e norte-americanas.
Série Música de Câmara
A Fundação OSPA é um complexo musical-educativo que, desde 1950, realiza um trabalho de difusão da música orquestral e formação de plateias no RS. Vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, mantém a orquestra, um coro sinfônico e uma escola de música – o Conservatório Pablo Komlós. Nas suas mais recentes temporadas, a agenda da OSPA tem contemplado em torno de 80 apresentações anuais, atingindo um público aproximado de 60 mil gaúchos a cada ano.
A Série Música de Câmara foi criada em 2016 para institucionalizar a presença da música de câmara na programação da orquestra. Ela leva ao público repertórios para formações menos numerosas e adaptações, além da apresentação de compositores que escrevem especificamente para essas formações.
Série Música de Câmara. Foto: Mauricio Paz/ Divulgação
Serviço:
Recital da OSPA na Fundação Iberê Camargo – Série Música de Câmara
Quando: 17 de novembro, domingo
Horário: 16h
Local: Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal, Porto Alegre)
ENTRADA FRANCA
PROGRAMA
Carl M. Von Weber: Trio em sol menor para flauta, violoncelo e piano op. 63
Camille Saint- Säens: Une flûte invisible pour chant, flute et piano
Reynaldo Hahn: Duas canções para mezzo-soprano e piano
Jules Massenet: Elégie para canto, violoncelo e piano
Heitor Villa-Lobos: Assobio a jato para flauta e violoncelo
Hector Berlioz: Les Nuits D’ete para canto e piano
Andre Caplet: Vien! Une flûte invisible soupire para flauta, voz e piano
Dimitri Cervo: Sua Voz para canto, flauta, violoncelo e piano
Lux Quarteto – Martina Ströher (violoncelo); Leonardo Winter (flauta); Angela Diehl (canto) e Fernando Rauber (piano).
O espião que aprendeu a ler (Libretos, 216 páginas) relata o período em que Hans Curt Meyer-Clason viveu no Brasil, antes de se tornar o célebre tradutor que introduziu a literatura brasileira na Alemanha, a partir de Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa.
Ele morou em Porto Alegre entre 1940 e 1942, quando foi preso pela polícia gaúcha acusado de ser espião nazista – algo que nunca admitiu. Permaneceu detido por cinco anos na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, e tornou-se um leitor obsessivo, o que mudaria sua vida.
Meyer-Clason foi o grande embaixador da literatura brasileira e latino-americana na Alemanha na segunda metade do século passado. Por seu intermédio, os leitores de língua alemã conheceram Macunaíma: Der Held ohne jeden Charakter, de Mário de Andrade, e Dona Flor und ihre zwei Ehemänner, de Jorge Amado. A lista de autores traduzidos por ele inclui ainda Eça de Queirós, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Fernando Sabino, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, entre outros. O jornalista e escritor Rafael Guimaraens estará às 18h30 no Centro Cultural CEEE e às 19h30 autografa na Feira do Livro / Clô Barcelos/Libretos O personagem e sua época
Rafael Guimaraens pesquisou em relatórios policiais, processos judiciais, revistas e jornais da época, cartas e documentos do próprio Meyer-Classon para contar uma história de paixões, suspense, mistério e descobertas, na qual a literatura emerge como grande fator de transformação do ser humano.
O livro será lançado nesta quarta-feira, 13, na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre. Às 18h30, o autor apresenta a obra na Sala O Retrato (Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223). A partir das 19h30 estará autografando na Feira, na Praça Central.
Jornalista e escritor, Rafael Guimaraens nasceu e vive em Porto Alegre (1956). É autor de 16 livros, sempre buscando em fatos históricos a motivação para tratar de temas atuais.
O Jazz Week do London Pub chega à 10ª edição com várias atrações, entre os dias 12 e 17 de novembro. Entre as atrações estão inclui nomes como Jorginho do Trompete e Max Sudbrack, Nicola Spolidoro Quarteto, All Star Jazz Quartet e Stefany Kaipper num tributo Nina Simone.
All Star Jazz Quartet tem Marcelo Ribeiro no saxofone.Foto Leonel Toledo/ Divulgação
“O London é reconhecido como uma das principais casas de jazz de Porto Alegre que abre suas portas às formações que estão despontando, seja de novos músicos, seja de artistas que estão no mainstream e se juntaram para trabalhos com essa estética. E o festival busca exatamente essa integração entre essas diferentes gerações.
Nicola Spolidoro Quarteto : Nicola Spolidoro (guitarra), Caio Maurente (baixo), Cristian Sperandir (piano) e Rafa Marques (bateria). Foto: Zé Carlos de Andrade/ Divulgação
Instrumentistas mais jovens vêm ver como os mais experientes tocam, e os mais velhos querem saber o que as novas gerações estão produzindo. Essa (re)união dá a tônica da escolha do participantes da Jazz Week”, diz Toni Missel, proprietário do espaço.
Stefany Kaipper faz tributo a Nina Simone. Foto-Stefany Kaipper/ Divulgação
As apresentações ocorrem às 22h, de terça a sábado, e às 21h no domingo. Os ingressos custam entre R$ 15,00 e R$ 25,00 e as reservas devem ser feitas pelo WhatsApp (51) 98233 7037.
PROGRAMAÇÃO
12 de novembro | Terça-feira | 22hJorginho do Trompete e Max Sudbrack
Ingressos: R$ 15,00
13 de novembro | Quarta-feira | 22h
Lucas Brum Quarteto | Lucas Brum (guitarra), Augusto Santos (sax alto), Mateus Albornoz (baixo acústico) e Rafael Müller (bateria) Ingressos: R$ 20
14 de novembro | Quinta-feira | 22h
Nicola Spolidoro Quarteto | Nicola Spolidoro (guitarra), Caio Maurente (baixo), Cristian Sperandir (piano) e Rafa Marques (bateria) Ingressos: R$ 20,00
15 de novembro | Sexta-feira | 22h
All Star Jazz Quartet | Marcelo Ribeiro (sax), Luiz Henrique “New” (piano), Luke Faro (bateria) e Fernando Petry (baixo) Ingressos: R$ 25,00
16 de novembro | Sábado | 22h
Tributo Nina Simone com Stefany Kaipper | Guilherme Zanini (guitarra), Gabriel Neves (baixo), Rodrigo Hoerlle (bateria)
Ingressos: R$ 20,00
17 de novembro | Domingo | 21h
Ghadyego Carraro Trio – Jazz de Fronteira | Ghadyego Carraro (baixo), Antonio Flores (guitarra) e Rafael Muller (bateria) Ingressos: R$ 20,00
SERVIÇO
10º Jazz Week do London Pub
Quando: 12 a 17 de novembro Horário: Terça a sábado, às 22h, e domingo, às 21h Onde: London Pub & Bistrô (Rua José do Patrocínio, 964 – Cidade Baixa) Ingressos: R$ 15,00 e R$ 25,00 Reservas pelo whatsapp: (51) 98233 7037
A 65ª Feira do Livro de Porto Alegre recebe nesta terça-feira, dia 12 de novembro, os autores indígenas Yaguarê Yamã e Daniel Munduruku. Eles participam de atividades com o foco na discussão sobre Educação e Literatura dos Povos Indígenas, como atrações do Ciclo O Autor no Palco, no Teatro Carlos Urbim: Yaguarê Yamã às 14h e Daniel Munduruku às 15h30.
Já às 19h30, os escritores indígenas Daniel Munduruku e Yaguarê Yamã participam do Ciclo A Hora do Educador – A Literatura dos povos indígenas, no Teatro Carlos Urbim, com mediação de Rodrigo Venzon. A mesa-redonda é voltada para professores, bibliotecários e outros mediadores da leitura, professores e alunos da Educação para Jovens e Adultos.
Sobre os autores indígenas:
Yaguarê Yamã (Ozias Yaguarê Yamã Glória de Oliveira Aripunãguá), além de escritor de literatura infanto- juvenil e fantástica, é ilustrador, professor, geógrafo e ativista indígena amazonense, filho de pai sateré e mãe maraguá. Nasceu em Manaus (1973) e cresceu no paranã do Urariá, município de Nova Olinda do Norte, localidade de Novo Horizonte Yãbetue’y, aldeia indígena maraguá. Inicialmente viveu entre a aldeia, o
interior ribeirinho (paraná do Limão) e as cidades de Parintins e Manaus, antes de morar por seis anos em São Paulo, onde licenciou-se em Geografia pela UNISA – Universidade de Santo Amaro, e iniciar a carreira de professor, escritor, ilustrador e também palestrar temáticas indígenas e ambientais na companhia de
importantes lideres indígenas.
Em 2004 retornou ao Amazonas com o objetivo de retomar o processo de
reorganização do povo Maraguá e de lutar pela demarcação de suas terras. Criou a ASPIM – Associação do Povo Indigna Maraguá, com sede em Nova Olinda do Norte, na qual militou por seis anos como vice- coordenador, diante das diversidades e ameaças de madeireiros e traficantes de animais e de drogas que atuam na região. É autor do projeto “De volta às origens” que atua na reorganização territorial dos
descendentes de povos indígenas ressurgidos, e seu reconhecimento, além do resgate da cultura e da língua falada.
No período de 2016\2017 atuou na Fundação Estadual do Índio – FEI, órgão do governo do estado do Amazonas, em Manaus, como Coordenador de Cultura. De volta a Nova Olinda do Norte, tem dado continuidade no movimento indígena no município, dessa vez visando a luta pelo território e a expansão do mesmo. Desde então, tem atuado em palestras por todo o Brasil.
É autor de 26 livros. Alguns, com prêmios nacionais e internacionais como o Altamente Recomendável (FNLIJ), Wirth Ravens da Biblioteca de Munique (Alemanha) e os selecionados para a Feira de Bologna (Itália) e PNBE. Todos visando a inserção do índio na sociedade e a divulgação da cultura indígena sem preconceito e sem estereótipos, num movimento nacional denominado “Literatura Indígena”. Como ilustrador, é especialista em grafismos indígenas e tem trabalhos em seus próprios livros e participação em obras de outros autores. Nas artesplásticas tem participação na obra “Etnias do sempre Brasil”, da escultora Maria Bonomi, com duas placas de bronze, exposto no Memorial da América Latina, em São Paulo. Daniel Munduruku participa do Ciclo O Autor no Palco
No ano em que completa 15 anos de trajetória, o Jazz Gig volta ao projeto Chapéu Acústico, para apresentar standards do jazz e clássicos da música instrumental brasileira, no dia 12 de novembro (terça), a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190). O show possui no repertório, “Red Clay” (Freddie Hubbard), “Blue Train” (John Coltrane), “Equinox” (John Coltrane), “All Blues (MIles Davis)”, “Footprints” (Wayne Shorter) e “Blue Bossa” (Kenny Dorham). A entrada é gratuita ou mediante contribuição espontânea.
O grupo foi criado em 2004, em Porto Alegre, onde se apresentou no Theatro São Pedro, Casa de Cultura Mario Quintana, Odeon Bar, London Pub, Café Fon Fon, Espaço Cultural 512, Bar Ocidente e Biblioteca Pública do Estado, em 2017, entre outros locais representativos da cena musical de Porto Alegre. Tem dois discos: “Standards”, gravado ao vivo na Casa de Cultura Mario Quintana, em 2009 e “Vol.2”, de 2016. A atual formação é: Marcelo Campos (bateria), Rafa Capaverdi (guitarra), Leandro Hessel (piano/teclados), Luiz Mario Tavares (percussão), Marcelo Ribeiro (sax alto e soprano), Marcelo Figueiredo (sax tenor), Chico Gomes (trompete/flugelhorn) e Gustavo Pessota (baixo elétrico).
Chapéu Acústico
O produtor, publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria do projeto Chapéu Acústico, que tem movimentado o Salão Mourisco com shows de excelente qualidade, desde setembro de 2016. Os artistas locais tem a oportunidade de se apresentarem em um local com ótima acústica, na iniciativa que não possui qualquer patrocínio. Os cachês dos músicos são pagos a partir das contribuições espontâneas, que ocorrem no chapéu, como nas performances de rua, e vão inteiramente para os músicos.
Serviço:
Dia: 12 de novembro de 2019 (terça-feira)
Hora: 19h
Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado do RS (Riachuelo, 1190 – Centro Histórico de Porto Alegre).
Entrada franca/Contribuição espontânea.