Jéssica Berdet apresenta show ‘(In) Visível’ na Biblioteca Pública Estadual

A atração do projeto Chapéu Acústico no dia 9 de abril (terça), às 19h, na Biblioteca Pública do Estado (BPE-RS) é Jéssica Berdet, no show autoral “(In) Visível”, a partir do álbum homônimo da cantora, compositora e violonista. No acompanhamento, Dinho Oliveira (guitarra), Bruno Coelho (percuteria) e Bernardo Zubaran (harmônica), em participação especial. A entrada se dá mediante contribuição espontânea.

 Jéssica Berdet se aventura em uma viagem sonora de poesias melodiosas e harmonias que nascem da sua breve vivência naquilo que existe de mais bonito na MPB, passeando também por influências latinas e jazzísticas. Sua trajetória na música começou quando ainda criança, época em que buscava extrair sonoridades de brinquedos e brincadeiras. Participou de diversos festivais e concursos de intérpretes. Fez parte de um grupo de MPB e jazz, atuando como cantora, violonista e baixista. Foi integrante do projeto de música autoral Trevo de Sons, fase em que passou a tocar as suas próprias composições em público e a acompanhar outros artistas.

Foto Mickael Freitas/ Divulgação

ÁLBUM (IN) VISÍVEL

 Em 2018, a artista lançou seu primeiro trabalho autoral, “(In) Visível, onde faz uma viagem interna e explora as suas composições, numa descoberta sutil e intensa, no sentido de se apropriar daquilo que tem de mais seu: a música. O álbum, que possui sete faixas, traz influências latinas e da MPB e convida a um mergulho entre o profundo e a superfície de nós mesmos. Composto apenas por músicas inéditas, traz uma parceria com Jerônimo Jardim e contou com a colaboração dos músicos Bruno Coelho (percuteria), Dionísio Souza (baixo), Giovanni Barbieri (piano) e participações de Bernardo Zubaran (harmônica) e Samuca do Acordeon. A produção musical ficou a cargo de Amaro Neto e Jéssica Berdet e executiva, de Camila Medeiros.

Pelo trabalho, a artista recebeu a indicação na categoria Revelação MPB do Prêmio Açorianos de Música, uma das premiações e Samuca do Acordeon foi indicado como Melhor Instrumentista. O primeiro single, “Tanto”, está disponível nas principais plataformas de streaming e ganhou videoclipe. Nele, além da voz principal e dos vocais ardentes, Jéssica gravou o violão e o baixo. Por isso, considera esta música do álbum a que mais representa as inúmeras facetas do seu (in).

MÚSICOS:  

Dinho Oliveira – Natural de Bagé, o guitarrista e compositor  respeitado no meio musical apresenta-se semanalmente no Snack Bar Odeon, entre outras casas de espetáculo. Morou no Rio de Janeiro, onde acompanhou grandes feras da música instrumental brasileira. Recentemente desenvolveu o aplicativo para i-phone mobi dic, que consiste em um dicionário de acordes. Dono de uma técnica apurada, consegue através de sua guitarra, fazer  sons totalmente singulares e com precisão inconfundível.

Bruno Coelho – Aos 13 anos de idade, teve o primeiro contato com instrumentos de percussão, tornando-se um músico aos 16 anos. Hoje, já com experiência musical, acompanhou, participou  gravou trabalhos de grandes nomes da música brasilleira: Chimarruts, Andréa Cavalheiro, Luiz Marenco, Tati Portella, Gisele de Santi, Marcelo Fruet, Trem Imperial, Angelo Primon, Gilberto Monteiro, Caio Martinez, Giba Giba, Luis Vagner Guitarreiro, Tonho Crocco, Raquel Leão, Pramit, Os Sperandires, Nani Medeiros, Ana Lonardi, Marcello Caminha, Cristian Sperandir Quinteto, Djâmen Farias, Shana Müller, Richard Serraria, Anavitoria, La Calenda Beat, Adrieli Sperandir, Felipe Karam, Paola Kirst, Dingo Bells, Rê Adegas, Gabriel Romano e Grupo, entre outros.

Em 2011 e 2012 integrou a banda base do Prêmio Açorianos de Música, acompanhando Nei Lisboa, Serginho Moah, Duca Leindecker, Gelson Oliveira, Juliano Barreto, Nelson Coelho de Castro e Loma e outros. Atualmente integra o Instrumental Picumã, que teve seu primeiro CD lançado em 2016 e foi agraciado com os prêmios de Melhor Disco instrumental e Grupo Revelação, no Prêmio Açorianos de Música 2017 e em 2018 tocaram no 4° Poa Jazz Festival.

Bernardo Zubaran – Filho e neto de músicos, é autodidata em vários instrumentos, dedicando-se mais à harmônica cromática e baixo. Desde os quatro anos já participava de ensaios, encontros musicais e shows. Primeiramente acompanhado por sua mãe, a pianista Dionara Fuentes Schneider, fez suas primeiras apresentações no Clube de Jazz Take Five, no Restaurante João de Barro da Vila Nova, no lendário Fellini Piano Bar, Café Concerto Majestic e, posteriormente, no Bar Odeon. Nos últimos anos apresentou-se no Espaço 512, Meme,  Amadeus, Bar do Marinho, Café Fon Fon, London Pub, Foyer Nobre do Theatro São Pedro, Teatro Renasecença e Teatro Bruno Kiefer.

Já se apresentou com artistas como Plauto Cruz, Tenison Ramos, Adão Pinheiro, Argus Montenegro, Jerônimo Jardim, Ivone Pacheco, Luiz Mauro Filho, Gilberto Oliveira, Luiz Fernando Rocha, Dinho Oliveira, Rafael Koller, Marcos Ungaretti, Leonardo Ribeiro, Giovanni Berti, Fernando do Ó, Toneco da Costa, Jéssica Berdet, Ricardo Cordeiro, Chico Cordeiro, Lenine Guarani, Lico Silveira e Valéria Houston. Participa da banda JazzGig desde 2011. Na sua trajetória como instrumentista interessou-se pela música brasileira, trilhas de filmes, ritmos latinoamericanos, rock, jazz e erudito.

CHAPÉU ACÚSTICO

Realizado conjuntamente pelo produtor Marcos Monteiro e Biblioteca Pública do Estado (BPE) – instituição da Secretaria da Cultura do Estado do RS – o projeto vem, desde setembro de 2016, movimentando o Salão Mourisco, com performances de grandes nomes do cenário musical gaúcho, entre instrumentistas de formação jazzística e cantores (as). A ideia surgiu da vontade de desenvolver atividades musicais sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas profissionais, dispostos a movimentarem a cena artística. A ação se dá sem cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação, como acontece nas performances de rua.

SERVIÇO:
Datas: 9 de março de 2019 (terça-feira).
Hora: a partir das 19h.
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190).
Informações: Na BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com o produtor, Marcos Monteiro, via e-mailduearth@terra.com.br.

Nei Lisboa e Luiz Mauro Filho fazem show com canções inéditas e consagradas, no Espaço 373

Nei Lisboa e seu parceiro de longa data, Luiz Mauro Filho, se apresentam na sexta-feira, dia 12, no Espaço 373. No repertório, uma mescla de canções inéditas com um apanhado geral de sua trajetória, e sucessos de diferentes épocas, como Telhados de Paris, Pra te lembrar, Verão em Calcutá, Pra viajar no Cosmos, Relógios de Sol, Cena Beatnik, Faxineira e No boleto e no cartão. Para celebrar os 60 anos, completados em janeiro, o cantor comemora ainda a discografia completa recentemente disponibilizada no Spotify, Deezer, iTunes e demais plataformas digitais. O show ocorre às 21h, e os ingressos antecipados pelo Sympla custam R$ 70,00 e, no dia, R$ 80,00.
Com onze discos lançados ao longo de quatro décadas, Nei Lisboa publicou também dois livros: uma coletânea de crônicas e um romance editado no Brasil e na França. Suas canções fazem sucesso na voz de intérpretes consagrados, como Caetano Veloso, Zélia Duncan, Luiza Possi e Cida Moreira. Seu mais recente álbum, “Telas, tramas & trapaças do novo mundo”, foi gravado ao vivo em Porto Alegre, com patrocínio do Natura Musical, e lançado em novembro de 2015.
 Espaço 373
Inaugurado em março de 2017, o Espaço 373 remete às famosas casas de jazz de New York pelas paredes de tijolos à vista, madeiras de demolição e um charmoso piano de parede. Localizado 4º Distrito, conhecido pela criatividade e empreendedorismo cultural, o casarão construído em 1925 é tido como Patrimônio Cultural do Município.
 
Serviço:
Nei Lisboa 
Data: 12 de abril | Sexta-feira | 21h
Local: Espaço 373 Rua Comendador Coruja 373 – Distrito Criativo de Porto Alegre
Ingressos: 1º lote ESGOTADO | 2º lote R$70,00 | No dia R$ 80,00
Capacidade: 150 pessoas | Aceita todos os cartões de crédito | Ambiente climatizado | Possui wifi | Segurança na porta | Estacionamento no Shopping Total
Foto: Sepeh de Los Santos

Sarau "A Única Negra" reúne artistas, música e poesia, no Parangolé

Andrea Cavalheiro, Negra Jaque, Malu Vianna, Silvia Duarte e Karen Santos: atrações do sarau. Fotos: Divulgação

Em sua terceira edição,” o Sarau “A Única Negra” volta a reunir mulheres em torno de música, da poesia e da arte e pergunta: Vidas negras importam? O encontro se realiza na próxima segunda-feira, dia 08 de abril, às 20h30min, no Parangolé, em clima de celebração. Promovido pelo Coletivo Nimba, o Sarau mantém a proposta de reunir um conjunto de artistas descendentes da diáspora africana em apresentação literária-musical para discutir, poeticamente, a presença minoritária da mulher negra em espaços de produção intelectual e de consumo. Desta edição, participam a vereadora Karen Santos, as rappers Negra Jaque e Malú Vianna, a cantora Andréa Cavalheiro, a atriz Silvia Duarte e a poetisa Lilian Rocha. O músico Alexandre Rodrigues (violão) faz participação especial. O couvert custa R$ 15,00.

Vidas negras importam? Importam pra quem? Bandido bom é bandido morto? E se for rico? As celas estão repletas de pessoas negras e as comunidades são o local onde se busca a pacificação através de tiros ensurdecedores. Os números mostram que a juventude negra é a que mais morre em confrontos policiais e os índices se assemelham aos das maiores guerras civis no mundo. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o risco de morte violenta para mulheres entre 15 e 29 anos é duas vezes maior para as mulheres negras. Em tempos de pacote anticrime, o Coletivo Nimba questiona e faz da música e da poesia canais para uma reflexão necessária a toda a sociedade.

 

SERVIÇO:

O Quê: Sarau A Única Negra: Vidas Negras Importam? – 3ª Edição

Quem: Participações de Karen Santos, Malú Vianna, Andréa Cavalheiro, Silvia Duarte, Negra Jaque e Lilian Rocha 

Quando: Dia 08 de abril de 2019, segunda-feira, das 20h30min às 22h30min

Onde: Parangolé |Rua Lima e Silva,240 | Bairro Cidade Baixa | Porto Alegre-RS

Quanto: 15,00

 

"Pérola Mãe", de Beto Rodrigues e Susie Prunes, está na exposição “Os ODS na Virada”

Fotos de Tânia Meinerz
Inaugura dia 05 de abril, na Orla Moacir Scliar (Gasômetro), no centro histórico de Porto Alegre, a exposição Os ODS na Virada. A mostra, que será montada a céu aberto, pretende chamar atenção para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que norteiam a agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
A instalação Pérola Mãe, do fotógrafo e jornalista, Beto Rodrigues, e da artista plástica, Susie Prunes, foi selecionada entre 32 artistas e coletivos de diversas localidades do país que inscreveram 22 projetos de artes visuais.
A instalação traz o tema da ODS10, que discute a redução das desigualdades étnica, racial, religiosa e econômica, a violência e as questões referentes aos imigrantes e refugiados.
Montado em estrutura de ferro no formato de um globo, é a exibição alegórica de uma pérola, a mais nobre representação da pureza e da preciosidade. Protegida em sua concha, traz a simbologia da árdua tarefa para adquiri-la, tal e qual a missão de viver na verdade, na fé inabalável e no respeito irrestrito às crenças individuais. A impressão fotográfica de Nossa Senhora Aparecida e Iemanjá (orixá Oxum e Nossa Senhora, no sincretismo, respectivamente) em cada um dos seus hemisférios representa o princípio Yin, o símbolo da fertilidade e da feminilidade criativa.
Pérolas de cerâmica, representação da maleabilidade e do trabalho que já foi feito no barro para moldarmos nosso exercício da fé, farão o adorno à obra e serão distribuídas a todos os que deixarem suas expectativas e impressões até 2030. O objetivo é estimular a interação com o público e provocar pensamentos e sentimentos fraternos no exercício do respeito, da tolerância e da fé.

Susie Tiellet Prunes – Susie Prunes (POA/RS, 1965) é fotógrafa, publicitária e artista plástica. Participou de cursos com Xico Stockinger, Nicolas Vlavianos, Carlos Fajardo e Charles Watson. Suas principais exposições foram: I Bienal Chico Lisboa, na Galeria de Arte do DMAE, em 2015; Cultura e Cotidiano: Seleção da Chico 2014, na Associação Chico Lisboa, em 2014; 10ª Edição da Arte+Arte: Visões da Liberdade, no Memorial do Rio Grande do Sul, em 2014; XIV Edição da Exposição O Pote, na Casa de Cultura Mario Quintana, em 2008; Mostra Fotográfica O Mistério da Fé, na Usina do Gasômetro, em 1993. Participou dos salões: 20˚ Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre,  em 2014; Salão do Atelier Livre, na Usina do Gasômetro, em 2007.

Luiz Alberto Santos Rodrigues – Beto Rodrigues (POA/RS, 1962) é formado em Jornalismo (IPA, 2013) e especialista em Jornalismo Digital (PUC, 2017). É fotógrafo profissional há mais de 25 anos. Suas principais exposições foram: Milagres, no Centro Cultural CEEE  Erico Verissimo, em 2017; Mosaicografia, no Largo Glênio Peres, em 2016; Artecidade, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, em 2012; O Mistério da Fé, no Espaço Cultural Usina do Gasômetro, em 1993.
Os artistas estarão no local da exposição para conversar sobre a obra e distribuirão 100 pérolas de cerâmica por dia em diferentes horários, entre os dias 05 e 07, durante a programação da Virada Sustentável.
Serviço
– O que: Pérola Mãe, intervenção de artes visuais na Exposição “Os ODS na Virada”
– Onde: Orla Moacir Scliar (Gasômetro)
– Quando: Inauguração 05 de abril de 2019 às 18h

Abril, um mês dedicado a temas indígenas, no Memorial do RS

“Abril Indígena 2019: conhecimentos e territórios tradicionais”. Esse é o tema e o título do evento promovido pelo Museu Antropológico do RS, Arquivo Histórico do RS, Memorial do RS e Museu Arqueológico do RS, de 09 de abril a 31 de maio, no primeiro andar do Memorial do Rio Grande do Sul (Praça da Alfândega). Essas instituições da Secretaria da Cultura (Sedac) agregam esforços para retratar os costumes de vida dos índios do Sul do país e os conhecimentos simbólicos e religiosos associados aos territórios ancestrais, à fauna e flora locais.

O evento destaca as trajetórias históricas desses grupos, suas ações políticas e estratégias de existência na sociedade brasileira, sobretudo na luta pelo reconhecimento das terras tradicionais. O público pode conferir a exposição, além de mesas de especialistas – com nomes ligados à temática indígena-, a exibição de audiovisuais e rodas de conversas com integrantes dessas comunidades. As atividades têm entrada franca.

A mostra conta com a projeção de filmes do projeto Tela Indígena, materiais do Núcleo de Saberes Indígenas (UFRGS), peças do acervo da Unidade dos Povos Indígenas e Direitos Específicos (UPIDE), da prefeitura de Porto Alegre, e de instituições de defesa das comunidades, como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI-Sul), o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin) e a Assessoria a Povos Indígenas e Comunidades Quilombolas (SEMEAR/SAJU/UFRGS).

Serão apresentados ainda itens de acervos das instituições da Secretaria da Cultura: material arqueológico milenar e contemporâneo (Museu Antropológico do RS) e peças arqueológicas (ósseo e adornos) do Museu Arqueológico do RS, de Taquara/RS. E, também, documentos originais e imagens do Arquivo Histórico do RS que remetem aos primeiros contatos com comunidades nativas do Rio Grande do Sul, em uma edição especial do projeto Mês a Mês na História.

Abril Indígena 2019tem colaboração de agentes da sociedade civil: instituições de apoio e defesa de direitos, ONGs, núcleos universitários de pesquisa e as próprias comunidades, nas figuras de seus representantes. O evento integra a 17 ª Semana Nacional de Museus, do Instituto Brasileiro dos Museus (IBRAM) e a programação local da Noite dos Museus, em Porto Alegre, prevista para o dia 18 de maio.

A Ação Educativa do Memorial do RS oferece visitas mediadas à exposição para grupos e escolas. O agendamento prévio deve ser encaminhado para memorial.acaoeducativa@gmail.com, com horários disponíveis entre terça e sexta-feira, das 10 h às 17 h.

Artesã indígena. Foto Letícia Nunes/Divulgação

P R O G R A M A Ç Ã O:

Dia 9 (14 h) Mesa 01 – Conhecimentos Tradicionais

  • Cida Bergamaschi – FACED/UFRGS (mediadora);
  • Rodrigo Venzon – coordenador do Conselho Estadual Povos Indígenas (CEPI-RS);
  • Iracema Nascimento – kujá (pajé Kaingang) Morro Santana;
  • Daniel Kuaray Acosta – professor de Saberes Tradicionais (Terra Indígena Cantagalo);
  • SEMEAR/SAJU/UFRGS – acadêmica de Direito, Viviane Kaingang.

Dia 10 (14h) Mesa 02 – Filmes e roda de conversa com lideranças e comunidades

  • Xapiri, de Leandro Lima e Gisela Motta;
  • Mborai  e jerojy mbya – Canto e dança mbya guarani, de Wera Tukumbó Agustinho Moreira e Kuaray Alexandre Ortega;
  • Mbya Mirim (Neneco e Palermo), de Patrícia Ferreira e Ariel Ortega, vídeo nas Aldeias;
  • Osiba Kangamuke – vamos lá, criançada,de Haja Kalapalo, Tawana Kalapalo, Thomaz Pedro, Veronica Monachini.

 

Dia 11 (14 h) Mesa 03 – Territórios Tradicionais

  • Rodrigo Venzon –  CEPI-RS (mediador);
  • Roberto Liebgott – CIMI/RS;
  • Cacique Timóteo Oliveira – Ponta do Arado;
  • Prof. Dr. José Catafesto (PPGAS/LAE/UFRGS);
  • André Benites (liderança indígena).

De 09 de abril a 31 de maio: exposição de acervo arqueológico e etnográfico, documentos históricos, artesanato, fotografias e exibição simultânea de filmes do projeto Tela Indígena. De terça a sábado, das 10 h às 18 h; domingos e feriados, das 13 h às 17 h.

Foto 01, Paola Mallmann, da mostra “Revelações do Nhanderu: Mbya Mbaraete”, que integra a exposição Abril Indígena 2019.

Foto 02, de Letícia Nunes, artesã indígena.

Abril Indígena 2019: conhecimentos e territórios tradicionais

De 09 de abril a 31 de maio de 2019.

Mesas de Especialistas, Exposição, Exibição Audiovisual e Rodas de Conversa

Memorial do Rio Grande do Sul (primeiro andar).

Rua Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega

Centro Histórico de Porto Alegre

Entrada franca

Ospa destaca obras de compositores brasileiros em seu terceiro concerto da Série Pablo Komlós

Neil Thomson é referência em regência no cenário internacional da música de concerto e um dos maestros com mais intensa atuação orquestral no Brasil. No dia 6 de abril, sábado, às 17h, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) recebe-o na capital gaúcha para o terceiro concerto da Série Pablo Komlós. Ele rege um programa dedicado à música brasileira, com obras de Ronaldo Miranda (1948-), Claudio Santoro (1919-1989) e José Siqueira (1907-1985). A pianista Catarina Domeniciindicada ao Prêmio Açorianos 2018 como melhor instrumentista, é a solista convidada. Ingressos à venda por valores entre R$ 30 e 80 através do site da Uhuu ou no local, no dia do evento, das 14h às 17h.

 

A apresentação inicia com a obra ”O carnaval de Recife – Suíte de Bailado” do paraibano José Siqueira. Inspirada nos folguedos e tradições folclóricas de Pernambuco, a peça explora a musicalidade tupiniquim e reflete o caráter nacionalista do catálogo  do compositor. Na sequência, a pianista brasileira Catarina Domenici sobe ao palco para interpretar os solos do “Concertino para Piano e Orquestra de Cordas” de Ronaldo Miranda. Composto em meados da década de 1980, apresenta sonoridades leves e instrumentação complexa. Musicista e compositora de sólida formação musical, Catarina tem se apresentado ao lado de importantes orquestras de toda a América e é conhecida dos palcos de música clássica do Brasil e do mundo.

 

Na segunda parte da tarde, a orquestra executa a “Sinfonia nº 5” de Claudio Santoro. Escrita em 1955, a obra remete a ritmos amazônicos e reflete toda a pluralidade técnica do compositor. O estilo sinfônico das músicas de Santoro é muito apreciado pelo maestro Neil Thomson, que faz questão de incluir suas obras no repertório. De origem britânica, o regente mudou-se para o Brasil após receber o convite para se tornar diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Goiás. No dia 6 de abril, ele vem a Porto Alegre especialmente para realizar sua estreia à frente da Ospa.

 

.Neil Thomson (regente – Inglaterra)

Britânico, Neil Thomson é diretor artístico e maestro titular da Orquestra Filarmônica de Goiás. Estudou violino e viola na Royal Academy of Music e regência no Royal College of Music, em Londres. Tem atuado ao lado de consagrados nomes da música clássica e esteve em salas de concerto do mundo todo. Conduziu orquestras como a Sinfônica de Londres, a Sinfônica da BBC, a Filarmônica de Buenos Aires, Filarmônica Real de Liverpool e a Filarmônica de Tóquio. De 1992 a 2006, atuou como chefe de regência no Royal College of Music, tornando-se o maestro mais jovem a conquistar o cargo. Sua reputação cresceu como instrutor orquestral e Thomson foi professor convidado no Mozarteum em Salzburgo, na Academia de Música de Cracóvia, no Conservatório “Arrigo Boito” de Parma, na Academia de Música da Lituânia, no Festival de Campos do Jordão.

 

Catarina Domenici  (piano – Brasil)

Pianista, compositora e professora, Catarina Domenici tem se consagrado como uma das instrumentistas brasileiras mais relevantes no exterior. Teve seu primeiro contato com a música em uma escola de samba, a ZôLivre de São Miguel Arcanjo, em São Paulo, e conheceu a percussão antes de dedicar-se ao piano. Graduada em Música pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), conquistou os títulos de Master of Music e Doctor of Music Arts pela Eastman School of Music, em Nova Iorque. É premiada em concursos como solista e musicista de câmara e foi indicada ao Prêmio Açorianos de Música 2018 como melhor instrumentista. Pianista de formação sólida e versátil, tem se apresentado ao lado de orquestras por toda a América e é conhecida dos palcos da música de concerto do Brasil e do mundo.

Orquestra toca na Casa da Ospa.Foto: Maí Yandara/Divulgação

Concerto da Série Pablo Komlós | Porto Alegre

 Quando: 06 de abril de 2018, sábado, às 17h
Onde: Casa da Ospa (Centro Adminstrativo Fernando Ferrari (CAFF) – Av. Borges de Medeiros, 1501 – Cidade Baixa)

Classificação: 6 anos  

 Ingressos:

Valores: R$ 80 (camarote), R$ 40 (plateia) e R$ 30 (mezaninos e balcões) mais taxa de conveniência, com desconto de 50% para estudantes, seniores, titulares da Identidade Jovem e sócios do Clube do Assinante ZH e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari Bourbon, da Panvel e para clientes do Banrisul.

 

Venda online: no site da Uhuu em http://bit.ly/ospa-pablokomlos3 (Inclui taxa de conveniência).
Formas de Pagamento: Internet: Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket, American.

Venda física: no sábado, dia do evento, na Casa da Ospa das 14h às 17h. Sujeita à disponibilidade de ingressos.

Bilheteria: Dinheiro, Banricompras, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.

PROGRAMA

 José Siqueira: O Carnaval no Recife – Suíte de Bailado

Ronaldo Miranda: Concertino para Piano e Orquestra de Cordas

Cláudio Santoro: Sinfonia nº 5

 Maestro: Neil Thomson (Inglaterra)

Solista: Catarina Domenici (piano – Brasil)

Apresentação de Sergio Rojas encerra as comemorações musicais da Semana de Porto Alegre

Apresentação de Sergio Rojas acontece no Teatro Renascença. Foto: Marcos Monteiro/Divulgação

O compositor Sérgio Rojas é o músico convidado para encerrar as comemorações da semana do aniversário de Porto Alegre. O show será no domingo, 31, às 21h, no Teatro Renascença (av. Erico Veríssimo, 307). A entrada é franca.
Natural de Uruguaiana, mas morando há 40 anos em Porto Alegre, Rojas celebra o acolhimento da cidade com inúmeras composições em sua homenagem. Entra as mais conhecidas está Pequena Canção Para Porto Alegre, música que evidencia a vivência entre as belezas da cidade e que abrirá o show. Além de canções autorais, que mesclam milongas com o pop/rock argentino, Rojas prepara uma homenagem para os porto-alegrenses ilustres como Elis Regina, Túlio Piva e Lupicínio Rodrigues.
Sérgio Rojas, voz e violão, vem acompanhado de Diogo Barcelos no piano acústico, Dhouglas Umabel no violino e Guilherme Goulart na percussão. Além disso, a banda conta com um convidado especial, Jorginho do Trompete – músico que integra a Banda Municipal de Porto Alegre.
SERVIÇO:
Show Sérgio Rojas Especial – Encerramento da Semana de Porto Alegre
Domingo, 31, às 21h
Teatro Renascença – Centro Municipal de Cultura – ( Av. Erico Veríssimo, 307, Azenha)
Entrada franca

"Sobre Nós” revisita clássicos de Tchekhov , no Teatro Carlos Carvalho

O espetáculo “Sobre Nós”, que traz uma versão contemporânea dos clássicos do dramaturgo russo Anton Tchekhov, estreia na próxima semana no teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). De 5 a 28 de abril, toda sexta, sábado e domingo às 20h, o público poderá assistir a peça que é inspirada nas obras: “A Gaivota”, “As Três Irmãs” e “O Jardim das Cerejeiras”. O grupo que estreou em dezembro na Cia. Stravaganza através da formação do Lab Cênico Leo Maciel, agora constitui o Coletivo Gaivota para seguir dando vida a obra.

Os Ingressos já estão a venda online com valores que variam entre R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) e R$ 50 (plateia VIP). As entradas também poderão ser compradas uma hora antes do espetáculo direto na bilheteria do teatro. A temporada na CCMQ será possível através da chamada pública para ocupação dos teatros. Para acompanhar o grupo e novidades basta seguir a página do espetáculo no Facebook ou no Instagram.

A trama

Partindo dos textos de Tchekhov  a peça apresenta um paralelo dos clássicos com a vida cotidiana. Os anseios sociais e políticos atuais atravessam as figuras que buscam por algum lugar e terminam por encontrar a inexistência dele, mantendo a poesia melancólica potente do autor. Como no Tetris, jogo criado nos anos 80 na Rússia, a trama acontece através de um conjunto de fragmentos que se encaixam dando uma possibilidade contemporânea de leitura sobre quais são as questões que nos afetam hoje. Qual é a “sua Rússia”?

A criação

O espetáculo “Sobre Nós” é o resultado do encerramento da sétima edição do Laboratório Cênico comandado pelo diretor Leo Maciel. O processo de criação de todo o espetáculo se dá através de experimentação de possibilidades artísticas dos alunos/ atores através de exercícios cênicos e estímulos vindos do diretor e da bagagem de vida que os participantes trazem. Dessa forma, toda a produção foi uma criação coletiva que se tornou, ao fim de tudo, um espetáculo colaborativo. O grupo estreou em dezembro de 2018 com duas apresentações na Cia. Stravaganza e agora volta como Coletivo Gaivota para a segunda temporada.

Foto: Tom Peres/ Divulgação

SERVIÇO:

Temporada “SOBRE NÓS”: De 5 a 28 de abril

Sextas, sábado e domingo às 20h

Teatro Carlos Carvalho – Casa de Cultura Mario Quintana

Ingressos online de R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira), R$ 50 (plateia VIP)

Fotos: Tom Peres

Vídeo teaser: http://youtu.be/-6LAsnMcLAE

Duração: 75 minutos

Classificação: 12 anos.

Ficha Técnica:

Direção: Leo Maciel

Elenco: Aline Armani, Felipe Evangelista, Guilherme Fraga, Jaques Machado, Juliana Sixel, Lincoln Speziali e Natalia Lavratti.

Preparação corporal/coreografia: Angela Spiazzi

Produção: Jaques Machado

Design de luz: Ricardo Vivian

Operadora de som: Manu Goulart

Figurinos, Maquiagem e Cabelos: Valquiria Cardoso

Trio Marília realiza viagem musical de blues, jazz e rock, no Chapéu Acústico

Quem abre o Chapéu Acústico de abril, no dia 2, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado (BPE) é o Trio Marília, formado pelo vulcão vocal de Marília; a guitarra potente, precisa e elegante de Marcelo Truda e o ícone do rock gaúcho King Jim, com sua irreverência e musicalidade no sax. O repertório abrange Rolling Beatles, Stones, B. B. King, David Bowie e Carole King, entre muitos outros. O show tem contribuição espontânea.
Dona de uma voz eclética, Marília interpreta com a mesma qualidade e intensidade um repertório abrangente, que vai dos clássicos do blues e jazz ao rock. No começo de sua vida artística, atuou em diversos bares e cafés da Europa e retornando ao Brasil, despertou a atenção de profissionais da área. Foi vocalista da Harlem’s Club Band por 4 anos e fez dupla com o lendário baixista Flávio Chaminé. Logo em seguida, fez parceria com o guitarrista Marcelo Truda e depois formou a banda de Blues Congo Blue.
Músico experiente e talentoso, Marcelo Truda é considerado por muitos no meio artístico, como um dos mais importantes guitarristas do Brasil. Foi fundador da cultuada banda de rock Taranatiriça, no início dos anos 80. A qualidade de sua guitarra pode ser ouvida em diversas participações de bandas como: De Falla, Geraldo Flach, Cidadão Quem e Robô Gigante.
Músico fundador do grupo Garotos da Rua, King Jim tem 40 anos de trajetória em vários setores artísticos e culturais do cenário nacional. Coordenou o Instituto Estadual de Música (IEM) de 2006 a 2010. Produtor radiofônico, passou pela Rádio Ipanema, dentre outras. Fundou recentemente o trio Los 3 Plantados, que chama atenção para a necessidade da doação de órgãos.
CHAPÉU ACÚSTICO
Realizado conjuntamente pelo produtor Marcos Monteiro e Biblioteca Pública do Estado (BPE) – instituição da Secretaria da Cultura do Estado do RS – o projeto vem, desde setembro de 2016, movimentando o Salão Mourisco, com performances de grandes nomes do cenário musical gaúcho, entre instrumentistas de formação jazzística e cantores (as). A ideia surgiu da vontade de desenvolver atividades musicais sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas profissionais, dispostos a movimentarem a cena artística. A ação se dá sem cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação, como acontece nas performances de rua.
SERVIÇO:
Datas: 2 de abril de 2019 (terça-feira).
Hora: a partir das 19h.
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190).
Informações: Na BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com o produtor, Marcos Monteiro, via e-mail duearth@terra.com.br.
 

"ELAS" leva ao palco as diferentes faces e papéis da mulher contemporânea

 

Cinco mulheres se encontram em um espaço-tempo permeado por fragmentos de imagens, sons e sensações. ELAS se identificam, se distinguem e se reconhecem em imagens refletidas. Partindo de uma pesquisa sobre a poética da performance, o diretorEverson Silva recria uma linguagem de sonho. O som se transforma em ação e a fala se confunde com a luz. ELAS evocam suas ancestrais, arquétipos e signos como forma de reverem, deglutirem e se libertarem. Com a performance teatral ELAS, a Nós – Cia. de Teatro dá continuidade à pesquisa sobre a linguagem cênica – desenvolvida nas montagens Homem in Vitro (2007), DentroMundo (2008), Ser de Dentro (2015) e Nós, Os Outros (2017) -, criando um espetáculo que parte de repertório, biografias, e anseios de cinco atrizes, num processo de investigação e criação coletiva.      

Com citações de Fernanda Bastos e dramaturgia de Everson Silva,ELASrealiza sua primeira temporada na Sala Álvaro Moreyra, em Porto Alegre, de 5 a 28 de abril, de sexta a domingo, às 20h. No palco, Kacau Soares, Leticia Kleemann, Paula Cardoso, Raquel Tessari e Val Barcellos dão vida e voz a estas mulheres, que se identificam, se distinguem e se reconhecem em imagens refletidas na água, a qual surge como um sexto elemento na cena. A cada apresentação, a abertura do espetáculo é realizada por uma artista local (veja programação ao final), com o fim de potencializar as interpretações que o público pode ter da encenação, bem como possibilitar o reconhecimento da produção local.

ELAS é uma performance teatral que possibilita às atrizes da Nós – Cia. de Teatro estarem em processo de pesquisa sobre a sua condição de mulheres artistas na sociedade e sobre seu estado de presença cênica, a partir das suas emoções e do seu entorno. Além das poesias de Fernanda Bastos, o espetáculo é constituído de manifestos, cenas entrecortadas e textos autorais. O processo de criação foi permeado pela influência das obras de autoras como Ryane Leão, Roselee Goldberg, Angela Davis, Conceição Evaristo, Clarissa Pinkola Estés, bem como de Robert A. Johnson e de Renato Nogueira.

A performance teatral ELAS tem por objetivos fortalecer o grupo de mulheres artistas da companhia Nós, apresentar a todos públicos uma obra singular em que se possa reconhecer, por meio das histórias particulares de cada atriz, os papéis fundamentais que as mulheres desempenham na sociedade, e, finalmente, realizar um espetáculo no qual as mulheres se sintam representadas. A peça é uma forma de as mulheres se perceberem e se colocarem mais fortes; uma forma poética e carinhosa de se dizer que estão juntas,  comenta a atriz Paula Cardoso.

Processo de criação

O processo de construção da performance teatral ELAS foi calcado no trabalho com as emoções das atrizes, transformando em cena suas habilidades artísticas, seus repertórios e desassossegos, através de uma metodologia de experimentação que permite a emergência do imaginário. Portanto, ELAS se constitui como um trabalho de pesquisa que transforma em cena o registro emocional de Kacau Soares, Letícia Kleemann, Paula Cardoso, Raquel Tessari e Val Barcellos.

O desejo do diretor Everson Silva é apresentar ao público um trabalho autoral e, sendo assim, único, trazendo os aspectos do feminino à pesquisa da companhia Nós, sobre as linguagens do teatro, da dança e da poesia. Deste modo, o processo de criação foi orientado no sentido de expor as memórias e os registros que cada uma destas mulheres. O processo de construção de ELAS pretendeu estabelecer um espaço de criação artística no qual fosse possível ouvir a música de cada um dos corpos envolvidos mesmo que ela não soasse para todas. Ou seja, através dos elementos da realidade, construiu uma atmosfera de uma realidade poética, buscando brechas na dureza do cotidiano para um fôlego de liberdade e criação artística.

Para Kacau Soares, o teatro a faz sentir-se viva e o espetáculo a faz sentir-se livre, sendo uma forma de ajudar a sarar a sua vivência com o feminino. Nesse sentido, ELAS, como se fosse um sonho (que refaz e desfaz os elementos cotidianos), quer expressar a vida em arte, representar as conexões possíveis entre o ser humano, neste caso, mulheres e o seu lirismo.

– O espetáculo não quer representar as mulheres de forma generalizante ou falar de todas formas de ser mulher ou de se vivenciar a feminilidade. ELAS pretende ser uma performance que dialoga com todos os públicos, sugerindo nuances do que possa ser mulher na perspectiva das intérpretes, bem como refletir sobre quais papéis são dados às mulheres ao longo da história ocidental, explica Everson Rodrigues. – A fragilidade da menina, o amor da mãe, a abnegação da santa, a sabedoria da anciã; a histeria da louca, o despeito da Mulambo, a liberdade da artista estão representadas de forma poética dentro de uma estrutura dramatúrgica que utiliza as linguagens do teatro, da dança e da poesia, observa o diretor.

Desta forma, ELAS quer provocar a empatia do público geral e um sentimento de representatividade entre as mulheres. Acredita-se que o público feminino se reconheça nos traços dessas mulheres. Para Raquel Tessari, este reconhecimento pode ajudar a criar entre as mulheres uma fortaleza, ampliando o círculo feminino, na medida em que se ver nas situações da outra pode produzir um sentimento de pertencimento a um todo maior.

A água é o elemento da vida; representante das emoções e das afetividades. A cenografia é um ambiente preto, onde os corpos femininos se destacam. O palco está coberto por água. Conforme a cena se desenvolve, as atrizes têm seus corpos encharcados. O elemento traz um ponto de conexão com o monólogo Nós, Os Outros, que traz à cena um personagem que tem o figurino encharcado de água, representando esse transbordar das emoções. A matéria líquida está no centro do espaço de atuação e sob os pés das atrizes, que se utilizam desse elemento para a ação performática.

Sobre Nós – Cia. de Teatro

Recentemente indicada nas categorias Direção, Atriz Coadjuvante, Cenografia e Produção para o Prêmio Açorianos de Teatro (2018), por Nós! (em off). Em janeiro/19, esteve no palco do Teatro do SESC, dentro da programação do Porto Verão Alegre. O espetáculo está no repertório da Nós – Cia. de Teatro desde 2012 e esteve em cartaz no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (2018), no Teatro Renascença (2018), no Teatro Bruno Kiefer (2012), Sala Carlos Carvalho (2013, 2014 e 2017), entre outros.

A Nós – Cia. de Teatro é um grupo de artistas com sede em Porto Alegre/RS que pesquisa teatro e produz encenações, com o objetivo de aprofundar o estudo sobre a linguagem cênica e proporcionar novas experiências para o grupo e para o público. Os trabalhos da Nós podem ser encontrados nas redes digitais por @nos.ciadeteatro no Facebook, Instragram e YouTube; @nosciadeteatro no Twitter.

A companhia surgiu em 2007, com o nome Tantos Nós, capitaneada pelo diretor Everson Silva, vencedor do Prêmio Açorianos de Diretor Revelação (2013). Ao longo de sua trajetória realizou os espetáculos: Homem in Vitro (2008); DentroMundo (2009); Paixão de Cristo (2009); O Auto da Paixão (2010); Nós! (em off) (2012); Ser de Dentro(2015); e Nós, Os Outros (2017). Atualmente, tem a participação de mais de 15 profissionais das artes cênicas e visuais, que criam espetáculos contemporâneos de teatro. A Nós – Cia. de Teatro realiza produções independentes e tem criação coletiva.

Sobre Fernanda Bastos

FERNANDA BASTOS estreia na poesia com “Dessa Cor”, publicado pela Figura de Linguagem. É formada em Jornalismo (IPA) e em Letras (UFRGS). Dentre suas influências, estão Tracy Chapman, Chimamanda Adichie e Alice Walker.

SERVIÇO:

ELAS

De 5 a 28 de abril, de sexta a domingo, às 20h.

Sala Álvaro Moreyra | Centro Municipal de Cultura |Av. Érico Veríssimo, 307

Teatro | 14 anos | 50minutos

INGRESSOS:

R$ 40 (inteira)

R$ 20,00 (meia entrada para pessoas com mais de 60 anos, estudantes, professoras e professores, pessoas com deficiência e acompanhante, classe artística, municipárias e municipários e acompanhante).

PONTOS DE VENDA:

EntreAtos (Online)

http://www.entreatosdivulga.com.br/elas