Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • O melhor do jazz e música brasileira, com Júlio Herrlein Trio no Chapéu Acústico, da BPE

    No dia 17 de setembro, o projeto Chapéu Acústico apresenta o trabalho do Julio Herrlein Trio, a partir das 19h, no Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190). O guitarrista e compositor Julio Herrlein, conhecido no mundo artístico como ‘Chumbinho’, ao lado do contrabaixista Caio Maurente e do baterista Bruno Braga apresentarão composições originais e inéditas, assinadas por Herrlein, com arranjos elaborados coletivamente, especialmente para o trio. O repertório dialoga com o jazz e a música brasileira, com muito espaço para a improvisação. A entrada é franca ou mediante contribuição espontânea.

    JULIO HERRLEIN

    É Professor do Departamento de Música da UFRGS, onde se graduou com Composição (2011), orientado por Celso Loureiro Chaves e fez Mestrado e Doutorado (2014) em Composição Musical, sob a orientação de Antônio Carlos Borges-Cunha. Em 1998 lançou o CD “Julio Herrlein Quarteto” e no ano 2000 gravou o CD “Julio Herrlein Trio”, ao vivo, no Theatro São Pedro. Em 2009 foi selecionado para apresentação na Sala Funarte Sidney Miller, com seu trabalho de guitarra solo e no ano seguinte foi professor de guitarra e improvisação na XXVIII Oficina de Música de Curitiba. Publicou em 2011, o livro “Harmonia Combinatorial” (edição bilíngüe) pelo Fumproarte/SMC e em 2013, “Combinatorial Harmony: Concepts and Techniques for Composing and Improvising”, pela editora Mel Bay Publications (EUA), distribuído para todo o mundo. Em 2017, o Julio Herrlein Quarteto participou do POA Jazz Festival, um dos mais importantes festivais do Brasil no gênero. Venceu o VIII Concurso de Composição do IBEU (edição Big Band), em 2006, no Rio de Janeiro e o Festival de Música Instrumental do RS (1996).

    Tocou com diversos nomes nacionais e internacionais: Joris Teepe, Phil DeGreg, Kiko Freitas, Fábio Torres, Cliff Korman, Edu Ribeiro, André Vasconcellos, Toninho Horta, Eduardo Neves, Thiago do Espírito Santo, Sandro Haick, Gustavo Assis-Brasil, Edu Martins, Lucinha Lins, Robertinho Silva, Alegre Corrêa, Maggie Green, Craig Owens, Pata Masters, Guinha Ramires, Glauco Solter, Michel Dorfman, Bebeto Alves, Gelson Oliveira, Alessandro ‘Bebê’ Kramer, Maurício Marques, Paulo Dorfman, Emilio Valdes, Michel Leme, Bruno Tessele, Matheus Nicolaiewsky, Diego Ferreira, Mauricio Zottarelli, entre muitos outros.

     CAIO MAURENTE

    Baixista, compositor e arranjador, atua profissionalmente em Porto Alegre desde 2009. Formado em Licenciatura em Música pelo IPA, estudou baixo elétrico com Ayrton Zetterman e Clóvis Boca Freire, e baixo acústico com Alexandre Ritter (UFRGS), Lucas de Almeida (UFSM) e Edu Martins, com quem estudou, ainda, arranjo e harmonia moderna. Circula com versatilidade entre o pop, o samba, a MPB, o regional e o jazz, atuando atualmente como baixista do Cristian Sperandir Grupo, diretor musical do Show A3 – com Márcio Celli, Flora Almeida e Zé Caradípia- além do trabalho autoral com o Caio Maurente Trio.

    Como free lancer, já trabalhou com Amik Guerra(Cuba), Matt Hopper(USA), Moisés Alves, Antônio Flores Trio, Djâmen Farias Quinteto, Nicola Spolidoro Quarteto, Diego Ferreira, Guga Munhoz, Rafael Ferrari, The Brother´s Big Band, Sergio Rojas, Luis Carlos Borges, Shana Muller, Os Sperandires, Marcelo Corsetti, Flora Almeida, Márcio Celli, Roberto Haag, Renato Fagundes, Andréa Cavalheiro, Sander Fróis (Chimarruts), Fernanda Copatti, Eduardo Pitta, Ricardo Seffner, Bloco A, Evandro Moah, Catuípe, Nalanda, dentre outros. Compôs parte da trilha do curta-metragem “Porcos Não Olham Pro Céu” (Daniel Marvel/2006.) e, em 2014, gravou sob direção de Maurício Nader, a trilha da minissérie “Doce de Mãe”, da TV Globo.
    BRUNO BRAGA

    Baterista atuante na cena musical portoalegrense, é graduado em Licenciatura em Música pelo IPA-RS, com especialização em Processos Criativos em Música Popular, na Faculdade Souza Lima & Berklee (SP). Com pesquisa direcionada ao jazz e à música brasileira, transita com naturalidade entre diferentes gêneros musicais. Integrante da banda Marmota, com a qual possui dois álbuns gravados e indicados ao Prêmio Açorianos de Música, também participa de outros projetos e formações musicais.

    CHAPÉU ACÚSTICO

    O produtor, publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria do projeto Chapéu Acústico, que tem movimentado o Salão Mourisco com shows de excelente qualidade, desde setembro de 2016. Os artistas locais tem a oportunidade de se apresentarem em um ambiente com ótima acústica, na iniciativa que não possui qualquer patrocínio. Os cachês dos músicos são pagos a partir das contribuições espontâneas, que ocorrem no chapéu, como nas performances de rua, e vão inteiramente para os artistas.

    SERVIÇO:
    Dia: 17 de setembro (terça-feira).
    Hora: a partir das 19h.
    Local: Salão Mourisco – Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190) – Centro Histórico de Porto Alegre/RS
    Entrada franca/Contribuição espontânea.

  • Nas fotografias e desenhos de Marília Bianchini dedicação às plantas, em mostra no Museu do Trabalho

    A exposição “Pátio Ateliê” da artista visual Marília Bianchini é resultado de uma atenção dedicada às plantas a partir de uma prática artística executada na proximidade do convívio diário com as espécies que crescem em um pátio na área urbana de Porto Alegre. O trabalho manual de transformar plantas em papel com o intuito de usá-lo como suporte para trabalhos de arte tem exercitado um olhar especial sobre a relação entre imagem e a materialidade do suporte. Tem feito surgir também o interesse por esse processo artesanal, sua história e possibilidades. E isso tudo tem levado a questões sobre como elegemos enquanto sociedade os cultivos e os produtos a serem incentivados, negligenciados ou reprimidos. A mostra teve abertura dia 14, sábado e permanece em cartaz até 27 de outubro.

    Ocupando as duas salas do espaço expositivo, uma parte da mostra é formada por trabalhos feitos no ateliê e pátio da artista, com fotografias e desenhos que exploram a diversidade de plantas deste pequeno espaço e a variedade de resultados que se pode obter na manufatura de papel. Na outra sala, é apresentado o projeto Además del Estigma, desenvolvido ano passado em uma residência artística no Espacio de Arte Contemporáneo de Montevideo. Em uma realidade diferente da do Brasil, a artista pode trabalhar legalmente com a planta de Cannabis Sativa (fonte das fibras longas de cânhamo largamente empregadas na produção de papel desde seu invento, no ano 105, na China) e com os “autocultivadores” uruguaios, cidadão que retomam a milenar relação de interação da Humanidade com essa planta.

    Marília Bianchini foi premiada no Salão Jovem Artista do grupo RBS em 2008. Em 2010 foi indicada ao IV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas nas categorias ‘Destaque em Desenho’ e ‘Artista Revelação’ por sua primeira exposição individual Linhas em Transparências  (Studio Clio, 2009). Sua segunda exposição individual, Elogio da Transitoriedade, aconteceu em 2013, como parte do projeto RS-Contemporâneo, no Santander Cultural de Porto Alegre com curadoria de Luiza Proença.

    Em 2017, a individual Matéria Paisagem, Exposição Oficina, com curadoria de Gabriela Motta, foi mostrada na Galeria Mamute, que lhe representa, em Porto Alegre. Realizou residência artística em Montevideo/UY (EAC, 2018) e no Rio de Janeiro (LabClube, 2015). Marília é Mestre em Poéticas Visuais pelo PPGAV da UFRGS desde 2013. Entre as exposições coletivas que participou destacam-se: 65o Salão de Abril, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Fortaleza (2014); Transferências Temporárias (2013), Casa Paralela, Pelotas/RS; A alma é o segredo do negócio (dez/2012 a fev/2013), na Funarte, em São Paulo; Idades Contemporâneas (2012), no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul; e Cartão de Visita (2011), na Galeria Gestual, em Porto Alegre.

    “PÁTIO ATELIÊ” – Fotografias e desenhos de Marília Bianchini

    De 15 de setembro a 27 de outubro de 2019

    Terça a sábado, das 13h30 às 18h30 / Domingos e feriados, 14h às 18h30

    Entrada Franca

    Museu do Trabalho – Rua dos Andradas, 230. Centro Histórico

    Fone – 51 3227 5196

    Site: www.museudotrabalho.org

  • A arte de Vera Junqueira e "Grupo Pelos Muros", na Biblioteca Josué Guimarães

    Nessa quinta-feira, dia 12, das 18h às 20 h, acontece na Biblioteca Josué Guimarães, no Centro Municipal de Cultura, evento promovido pela artista plástica Vera Junqueira e o Grupo Pelos Muros. Chamado de “A Caminhada” ele é definido como “caminhar para diminuir a distância do que sempre esteve perto.”.
    O Grupo Pelos Muros que atuou em Porto Alegre no período de 2005 a 2009, com obras impressas em xilogravura em grande formato para intervenção urbana, retorna com a intenção de desenvolver um novo projeto a partir da performance “A Caminhada” da artista  Vera Junqueira integrante do grupo.
    Segundo o material de divulgação “A CAMINHADA”, é o espaço de fala da artista Vera Junqueira sobre a performance em que, durante seis dias, percorreu 110 km, saindo de Alvorada até o túnel da BR 101. Durante o trajeto, a artista trata da sua condição de sobrevivência como andarilha, personagem solitária, em busca de uma meta: alcançar um desafio planejado, passando pela resolução da realidade apresentada a cada passo. A percepção de tempo/espaço, noite/dia, sede/fome, do ser mulher, da desmistificação dos medos aprendidos culturalmente e principalmente da percepção do muito desejado encontro consigo, impulsionaram cada passo seguinte desta Caminhada.
    Vera Junqueira e sua caminhada. Foto: Divulgação
    Vera Junqueira tem formação em Artes visuais, mora e trabalha em Alvorada. Com exposições individuais e coletivas em Florianópolis, Porto Alegre, Montenegro e São Paulo. A artista trabalha com performance e suas derivações, bem como, atua na área da produção têxtil em seu atelier de tecelagem manual.
    Grandes formatos
    Originalmente composto pelos artistas Ana Maria Chacon, Cleide Di Giorgio, Georgina Souza, Isolde Bosak, Lilian Souza, Luísa Berger, Marcelo Monteiro, Mônica Azevedo, Mônica Goidanich, Tânia Capra e Vera Junqueira.
    Durante o período de 2005 a 2009  atuou na produção de gravuras em grande formato para intervenção urbana. O grupo produziu a maior xilogravura com dimensões nunca antes executada no RS, 27 metros quadrados.
    No projeto em homenagem ao poeta Mário Quintana, o Pelos Muros produziu e expôs um outdoor em xilogravura,  e colou imagens sobre o poeta pelo Centro Histórico de Porto Alegre.
    O Grupo expôs suas obras na galeria Augusto Meyer na CCMQ, no Centro Cultural Erico Verissimo e na  Escola de Comunicação e Artes da USP.
    SERVIÇO:
    DATA: 12 de setembro
    HORÁRIO: 18h às 20h
    EVENTO: “A Caminhada”: caminhar para diminuir a distância do que sempre esteve perto. Fala com Vera Junqueira e Grupo Pelos Muros
    LOCAL: Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães
  • Rogério Soares celebra 30 anos de fotografia com a exposição "Dossiê"

    Completando 30 anos de trajetória profissional na fotografia, Rogério Soares prepara a exposição que é um verdadeiro dossiê de sua carreira, incluindo registros jornalísticos, da cena cultural e do cotidiano. ‘Dossiê – 30 anos, fotografias de Rogério Soares’ reúne imagens que demonstram a diversidade de interesses do fotojornalista, professor e mestre em Semiótica, que forma uma produção consistente e que se apresenta como registro histórico imprescindível na área da imagem. A mostra inaugura em 10 de setembro, no Espaço Cultural Correios.

    Nei Lisboa por Rogério Soares. Foto; Divulgação

    Apaixonado por fotojornalismo desde a adolescência, Rogério frequentava a Livraria do Globo para acompanhar as revistas de fotorreportagens, e vendeu o Fusca que ganhou ao completar 18 anos para montar seu primeiro estúdio de revelação. Formado em Jornalismo, atuou sempre como repórter fotográfico, em jornais como Diário Catarinense, Zero Hora e Correio do Povo. Ainda lecionou Fotografia e Semiótica em diversas universidades do Sul do país. Recebeu os prêmios ARI de Fotojornalismo em 1995 e do Festival de Cinema de Gramado em 1986, pela Fotografia do filme ‘A Casa Tomada’, na categoria Super-8.
    Mario Quintana e Bruna Lombardi por Rogério Soares. Foto; Divulgação

    A mostra, com curadoria do arquiteto e artista visual Fábio André Rheinheimer, contará com diversos suportes para apresentar os trabalhos, como fotografias emolduradas e adesivadas, impressão em tecido e técnicas audiovisuais. Também serão expostos equipamentos utilizados por Rogério ao longo de sua carreira, especialmente dispositivos analógicos. Haverá ainda visitas guiadas pelo fotógrafo, conversas com o público e workshop.
    Sobre os artistas:
    – Rogério Soares nasceu em Porto Alegre em 1962 e ainda na adolescência cursou Fotografia no Senac. É graduado em Jornalismo pela Unisinos e mestre em Semiótica. Como fotógrafo tem produzido material jornalístico e também registros da cena cultural porto-alegrense, do cotidiano e ensaios. Atuou como fotojornalista nos jornais Diário Catarinense, Zero Hora e Correio do Povo. Lecionou Fotografia e Semiótica em universidades como Unisinos, ESPM Sul, IPA, UniRitter, UCS e Univali.
    – Fábio André Rheinheimer é natural de Tenente Portela e reside em Porto Alegre, onde atua como arquiteto, artista visual e curador independente, tendo participado de diversas mostras individuais e coletivas. Destaca-se por reunir diferentes expressões das artes visuais em suas curadorias de exposições.
    Brique da Redenção por Rogério Soares. Foto: Divulgação

    SERVIÇO
    Dossiê – 30 anos, fotografias de Rogério Soares

    Onde: Espaço Cultural Correios (Av. Sete de Setembro, 1020, Praça da Alfândega – entrada pela Av. Sepúlveda)
    Abertura: 10 de setembro, das 17h30 às 20h
    Visitação: 11 de setembro a 13 de outubro, de terças a sábados, das 10h às 18h, e domingos, das 13h às 17h
    A exposição conta com o apoio dos Correios e do Armazém da Impressão.

  • Destaque da música instrumental brasileira, Rafael Lopes é atração no projeto Mistura Fina, do TSP

     

    Em seu trabalho, Rafael Lopes dialoga com elementos da música brasileira, latina e jazz, utilizando a improvisação como parte importante nos processos de composição e performance. Com seu violão e sua guitarra acústica, explora diferentes ambientações sonoras, formando texturas a partir da combinação de elementos rítmicos, melódicos e percussivos. Na próxima quinta-feira, dia 12, às 18h30min, ele é atração no Foyer Nobre do Theatro São Pedro.

    A apresentação musical contempla o repertório autoral do violonista e compositor . O programa do show exibe, além de faixas de seus três álbuns – Entre Caminhos (2019), O Viajante Imaginário (2017) e Círculo do Tempo (2015) -, obras de compositores que são referência para a sua produção, como Django Reinhardt, Egberto Gismonti e Pat Metheny.

    Trajetória artística

    Rafael Lopes iniciou seus estudos de violão e violino aos 11 anos, em Porto Alegre. Durante a adolescência, foi aluno do Conservatório Pablo Komlós (OSPA), período em que teve os primeiros contatos com a guitarra jazz, improvisação e composição musical. Graduado em violão pela UFRGS e mestre em música pela UFPR, contou, em sua formação, com a colaboração de músicos e professores como Mário Laginha, Kurt Rosenwinkel, Daniel Sá, Julio Herrlein, Paulo Inda e George Russell Jr.. Em 2012, fez curso de extensão em performance pela Berklee College of Music no Umbria Jazz 12′ (Itália), onde foi premiado com uma bolsa de estudos e teve a oportunidade de tocar no festival.

    Durante os anos de 2013/14, passou um período vivendo na Europa, onde trabalhou e cursou disciplinas da pós-graduação em Performance Jazz, na Universidade de Aveiro, em Portugal. Integra a Camerata Violões de Porto. Recebeu indicação ao Prêmio Açorianos de Música na categoria intérprete instrumental em 2018, além de duas menções como um dos destaques no cenário da música instrumental brasileira em 2015 e 2017, pelo site “Melhores da Música Brasileira”.

  • Richard Serraria é o convidado do Sarau da Alice

     
    O material de divulgação do Sarau da Alice, explica: “Preocupado com a saúde dos brasileiros, o Sarau da Alice resolveu convidar um doutor para a próxima terça-feira, dia 10, a partir das 20h, no Bar Divina Comédia (República, 549). A receita na verdade é bem simples: doses de belas músicas adicionadas a saborosas gotas de poesia que ao final resultam numa infusão de pura arte. Em tempos difíceis, o princípio ativo é não à intolerância. Para ministrar tudo isso, a atração especial desta edição é o mestre, doutor em literatura e músico Richard Serraria.
    Poeta e Cancionista com oito prêmios Açorianos de Música, Serraria é doutor em Literatura Brasileira e Escrita Criativa pela UFRGS. Com cerca de 20 anos de estrada, ele é fundador da banda Bataclã FC e do Grupo Afro Alabê Ôni. Ao todo são nove discos lançados. E entre várias parcerias, no trabalho solo Pampa Esquema Novo, ele conta com as participações de Zeca Baleiro e do uruguaio Daniel Drexler.
    Mas o receituário não para por aí. Na mesma noite, o palco contará também com os músicos “anfitriões” do Sarau: Cristiano Hanssen, Nivaldo José e o Duo Batuque de Cordas, formado pelos músicos Vinícius Corrêa e Claudio Veiga. Apresentam-se, ainda, os poetas Mário Pirata, Gonçalo Ferraz e Fátima Farias. Portanto, vá com vontade. Não há contraindicações, e os efeitos colaterais são os melhores possíveis”.

  • Clube da MPB homenageia Paulo César Pinheiro no ano de seu aniversário de 70 anoss

    Esta edição do Clube da MPB, um projeto que está sempre conectado com a MPB e suas vertentes, homenageia Paulo Cesar Pinheiro que completa 70 anos. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 28 de abril de 1949, dia em que o Brasil ganhou um grande compositor. São mais de duas mil canções, das quais mais de mil gravadas, compostas com cerca de 120 parceiros, incluindo músicos como João Nogueira, João de Aquino, Francis Hime, Dori Caymmi, Raphael Rabello, Tom Jobim, Edu Lobo, Mauro Duarte, Guinga, Toquinho, Eduardo Gudin, Luciana Rabello, Mauricio Carrilho, Cristóvão Bastos, Danilo Caymmi, Baden Powell, Wilson das Neves e Maria Bethânia.

    Nada mais justo do que celebrar a obra desse grande artista, um poeta sensível que sabe como ninguém trabalhar com as palavras e as canções. Esta edição do Clube da MPB será realizada dia 14 de setembro, sábado, às 20h, no Clube de Cultura.

    Trajetória

    Aos 14 anos Paulo César Pinheiro compôs sua primeira canção, “Viagem”, em parceria com João de Aquino. Quatro anos depois, começou a destacar-se como letrista, estabelecendo parcerias com Baden Powell em músicas como Lapinha, gravada por Elis Regina. Outros intérpretes foram Elizeth Cardoso, Simone e Clara Nunes, com quem foi casado de 1975 até a morte desta em 1983.

    Em 1985 casou-se com a musicista Luciana Rabello, tornando-se seu parceiro em diversas composições. Paulo César Pinheiro iniciou sob o sol de Angra e amadureceu a verve em noitadas nos bares da vida. Compôs para cinema, teatro, novelas de TV. Tratou de temas muito variados com lirismo, mas também com exatidão e visão (Dicionário Cravo Albin).

    Este show será principalmente sobre o samba. Com exceção da sua primeira música (Viagem) e de um choro canção (de Pixinguinha), o Clube estará focado nas parcerias com grandes sambistas como João Nogueira, Baden Powell, Wilson das Neves e Mauro Duarte. Como em todas as edições o projeto terá convidados especiais daqui de Porto Alegre: desta vez será Mathias Behrends Pinto e o grupo vocal da Oficina de Choro. A Banda do Clube é formada por Maíra Baumgarten (voz), Orestes Dornelles (voz e violão), Darllan Luz e Roberto Bisotto (percussão) e os convidados especiais da noite Edson Fagundes (cavaquinho) eLuiz Kasper (Nino) pandeiro.

    CLUBE DA MPB em homenagem a PAULO CÉSAR PINHEIRO
    com a Banda do Clube da MPB e convidados
    Dia 14 de setembro, 20h
    Clube de Cultura – Rua Ramiro Barcelos, 1853. Bom Fim

    Ingressos: R$ 20,00 no local

  • Nenung celebra 33 anos de carreira com dois shows diferentes na Sala Carlos Carvalho

    O músico Nenung apresenta dois shows, cada um com repertório diferente, na Sala Carlos Carvalho, para celebrar 33 anos de carreira. Com uma banda base para os dois dias, os espetáculos contam com participações especiais e estão divididos entre os trabalhos do The Darma Lovers e do Projeto Dragão. Na terça e quarta-feira (24 e 25 de setembro), às 20h30. 
    A banda base é formada pelos companheiros no Projeto Dragão: Maurício Chaise, na guitarra, Thiago Heinrich, no baixo, e Rafa Bohrer, na bateria. Na terça (24), são tocadas as composições registradas nos seis álbuns dos The Darma Lóvers, com as participações dos “lóvers” Marcelo 4Nazzo (guitarra) e sua parceira, co-criadora e voz, Irinia, nessa frente poética de folk-meditativo que acabou por virar banda.
    Já quarta (25) o foco será o Projeto Dragão, incluindo o recente livro/disco “Incendeia tua Aldeia”, junto de inéditas ao vivo como “Anjo que fica”, feita em parceria com o grande poeta da MPB Ronaldo Bastos. Como convidado, o guitarrista Júlio Cascaes.
    O cenário cria um clima especial de introspecção e interação com a banda, através de projeções que retratarão momentos da carreira de Nenung. Um passeio pelas mais de três décadas de trabalho do artista, que tem suas composições interpretadas por nomes da música brasileira como: Paula Toller, Dado Villalobos, Frejat, Moreno Veloso, entre outros.

    Foto: Fabio_Nagel / Divulgação

    Ficha Técnica:
    Iluminação: Gilberto Six
    Operação de som: Clauber Scholles
    Músicos:
    – Convidados: Irinia, Marcelo4Nazzo e Julio Cascaes
    – Banda: Maurício Chaise (guitarra), Thiago Heinrich (baixo), Rafa Bohrer (bateria)
    Cenário: Rodrigo Lopes

    Nenung – 33 anos de carreira
    Quando: 24 e 25 de setembro | terça e quarta-feira
    Horário: 20h30
    Local: Sala Carlos Carvalho | 2º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico / Porto Alegre)
    Ingressos: R$ 35 (inteira) – a partir das 20h, na bilheteria; e antecipados (a partir de 10 de setembro): R$ 25 (primeiro lote) e R$ 30 (segundo lote) | pontos de venda: Pandora Loja Brechó (Av. Oswaldo Aranha, 806) e pelo Sympla (http://www.sympla.com.br/nenung-incendeia-a-aldeia—dois-dias-de-cancoes__635657)

  • Tom Jobim nada usual é a atração do Chapéu Acústico com Luiz Mauro Filho e Dinho Oliveira

    “Tom Jobim Instrumental”, com Luiz Mauro Filho (piano) e Dinho Oliveira (guitarra) é a atração do Projeto Chapéu Acústico na terça-feira, dia 10, às 19h, No mês de aniversário do projeto, que teve início em 2016, o show que nele se apresentou por duas vezes e já passou pelo Theatro São Pedro, dentre outras casas de espetáculos, agora vem com novas músicas  do eterno mestre Tom Jobim, em uma justa homenagem a esse incrível e imortal artista. A entrada é gratuita ou mediante contribuição espontânea.
    “Wave” sobe à tona mais uma vez, e dessa vez, “desmergulhando” alguns dos seus geniais temas que teimam em ficar submersos. Dinho Oliveira (violão) e Luiz Mauro Filho (piano) transformam em música alguns dos sonoros ‘papos jobinianos’ que tiveram desde sempre. Um Jobim nada “usual”, porém não menos popular e tão bonito quanto todos os outros será apresentado pela dupla, que trará entre outras raridades a “Two Kites”, “Estrada Branca”, “Radamés y Pelé”, “Marina Del Rey”, “Mojave”, entre outros segredos que serão desvendados por quem comparecer à apresentação.
    LUIZ MAURO FILHO
    Pianista gaúcho de grande talento, circula com desenvoltura pelo jazz, salsa, pop/rock e MPB. Estudou com o pianista, arranjador e maestro Paulo Dorfman e cursou Bacharelado em Piano na UFRGS. Recebeu o prêmio de melhor Instrumentista no III Festival do Choro de Porto Alegre (1993). Participou de três discos e shows de Nei Lisboa, acompanhou o show de Edu Martins e do célebre saxofonista americano David Lieberman no Theatro São Pedro, Débora Blando, Geraldo Flach, Lucia Helena, Loma, Lourdes Rodrigues, Rubens Santos, Fernando do Ó, Giovani Berti, Gelson Oliveira, James Liberato, Júlio ‘Chumbinho’ Herrlein,  Jorginho do Trompete, Ângela Jobim, Kako Xavier, Henry Lentino, Maria Helena Andrade, Grupo Vocal Muito Prazer, Grupo Vocal Mandrialis,  Edilson Ávila, Tito Madi, Mario Falcão, Ná Ozzetti, Delicatessen, Adriana Deffenti, Pedro Mariano com Orquestra do Teatro São Pedro, Zé Miguel Wisnik, entre muitos outros. Compõe temas instrumentais e arranjos para outros compositores. Teve a canção “Piu-Piu” em 3º lugar no I Festival de Música Instrumentaldo RS/1996. Participou também do álbum “Brasil 500 Anos”, que viajou para Argentina e Buenos Aires.  Atualmente atua como arranjador, compositor, acompanhador entre outros.
    DINHO OLIVEIRA
    Natural de Bagé, o guitarrista e compositor é respeitado no meio musical, apresentando-se semanalmente no Snack Bar Odeon, entre outras casas de espetáculo. Morou no Rio de Janeiro, onde acompanhou grandes feras da música instrumental brasileira. Recentemente desenvolveu o aplicativo para iPhone, O Mobi dic, que consiste em um dicionário de acordes. Dono de uma técnica apurada, consegue através de sua guitarra fazer sons totalmente singulares e com precisão inconfundível.
    CHAPÉU ACÚSTICO
    O projeto é realizado sempre às terças-feiras, com apresentações de músicos dispostos a movimentarem a cena local, sem depender de verba pública ou privada. Não há cobrança de ingressos, e o chapeu é usado como forma de arrecadação voluntária, como acontece nas performances de rua. A curadoria é do publicitário, fotógrafo e produtor Marcos Monteiro.
    SERVIÇO:
    Dia: 10 de setembro (terça-feira).
    Hora: a partir das 19h.
    Local: Salão Mourisco – Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190) – Centro Histórico de Porto Alegre/RS
    Informações: Na BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com produtor, Marcos Monteiro, via e-mail duearth@terra.com.br.
    Agendamento de entrevistas: Com o produtor, pelos telefones (51) 3013-2236 e 9935-0608.
    Entrada franca/Contribuição espontânea.
  • Exposição sobre Márcia Schmaltz, uma das maiores divulgadoras da cultura chinesa no Brasil

    Nas muitas idas e vindas de Márcia Schmaltz entre dois mundos – China e Brasil – e suas culturas, ela foi tradutora, intérprete, professora, pesquisadora na área de Tradução e Linguística Cognitiva, tendo dado uma contribuição ímpar à área no Brasil.
    É esta pluralidade que o Centro de Memória da Faculdade de Letras (FALE) da Universidade Federal de Minas Gerais irá receber, a partir de amanhã, dia 6 de setembro, às 17h30. A exposição, realizada um ano após sua morte, resgata um pouco de sua vida e destaca a importância de sua obra para a cena cultural do País.
    Márcia Schmaltz lecionou chinês e cultura chinesa na FALE, atuando ainda na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (POSLIN). Doutorou-se na Universidade de Macau, China, onde foi professora de Português, Língua Adicional e tradução e também foi pesquisadora do Letra entre 2016 e 2018, trabalhando em colaboração com os professores desse laboratório na FALE.

    Ela igualmente foi uma das maiores divulgadoras de literatura chinesa contemporânea no Brasil, ganhadora do Prêmio Açorianos (RS) de Tradução, entre outros. Além disso, atuou como intérprete de políticos, como do governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra e do presidente Lula, compondo a delegação presidencial em várias visitas à China.
    Schmaltz, dentro de sua multiplicidade, também atuou como tradutora técnica, praticava caligrafia chinesa, cantava, tocava, era uma excelente cozinheira, além de mãe.
    Serviço:
    Abertura: 9 de setembro de 2019
    Local: Centro de Memória da FALE, UFMG
    Endereço: Av. Antônio Carlos, 6627 Pampulha –
    Belo Horizonte MG
    Hora: 17h
    Período: 9 de setembro a 3 de outubro de 2019.
    Programação:
    17h – Cerimônia do chá (dança do leque em parceria com o Instituto Confúcio).
    17h30 – Abertura oficial:
    Presença da diretora do Instituto Confúcio, família de Márcia Schmaltz, membros do Letra e da comunidade da FALE.